O homem e as bem aventuranças

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O homem e as bem aventuranças

  1. 1. Muitos de nós, ao encontro dos ensinos do Cristo, somos tocados pela verdade, e compreendemos a necessidade do exercício da caridade, e que torna-se imperioso o desprendimento de nós mesmos em favor do mundo. Mas, o exercício da caridade passa por muitos estágios. Apenas a compreensão de que ela é condição essencial para a elevação espiritual não torna o novo discípulo em merecedor do Reino de Deus. A evolução do ser, com certeza, se acelera no instante em que ele atenta para sua realidade, para sua verdade, e inicia a luta contra os velhos hábitos, e contra os valores antigos, que não foram capazes de assegurar sua felicidade. O começo de tudo está na percepção de si mesmo e na percepção do próximo.
  2. 2. Enquanto se mantiver voltado apenas para si próprio, o homem não conseguirá vislumbrar o caminho da ascensão espiritual. Se analisarmos a mensagem do Evangelho de Jesus, poderemos perceber que suas lições nos trazem a indicação clara dos estágios que teremos que passar, até nos candidatarmos a compartilhar com Deus a Obra da Criação. Tentando proporcionar ao homem a capacidade de entender a razão de suas dores e aflições, Jesus nos traz o consolo inicial, declarando que todos somos Bem-aventurados. Pois, hoje temos a oportunidade de corrigir e reparar os caminhos escolhidos, a partir do constrangimento da dor. O Cristo declara que sua própria mensagem não era para os doutos ou prudentes, que já se achavam conhecedores da verdade, mas para os pobres e aflitos.
  3. 3. Isto é, para àqueles que vivenciam e sentem a dor com intensidade em suas vidas. Bem-aventurados os aflitos. Pois, serão consolados. A oportunidade de fazer e refazer, através das encarnações sucessivas, nos proporciona o consolo e nos habilita a atingir o nível mais baixo dos Bem-aventurados; o nível daquele que busca e encontra o consolo para as suas aflições. Mas, ao homem, não basta entender o motivo de suas dores. É através das ações voltadas para o próximo que ele purifica seu Espírito; já compreende a sua verdade. Então, torna-se, agora, necessário que ele vença a si próprio, seu orgulho, suas tendências, e pacifique a sua vida, pacifique o seu coração, adquirindo a mansuetude que caracteriza a busca incessante do equilíbrio interior e da harmonia com o mundo.
  4. 4. Através da brandura habilita-se o homem a atingir um segundo nível de Bem-aventurança, a do herdeiro da Terra. Bem-aventurados os brandos e pacíficos, pois herdarão a Terra. A brandura e a paz interior requerem, entretanto, que a ação do homem passe a ser pautada na misericórdia, na indulgência, na compreensão para com seus irmãos. Aqueles que conseguem ver nos erros alheios os seus próprios erros começam a exercitar a humildade e o amor, através da misericórdia e habilita-se à elevação de mais um degrau, na escala espiritual; o degrau daqueles que merecem a misericórdia de Deus. Bem-aventurados os misericordiosos, pois obterão a misericórdia.
  5. 5. Conhecendo-se melhor, o homem aprofunda a compreensão e a identificação de suas próprias necessidades; não as necessidades materiais, mas, as necessidades espirituais; entende que amar a Deus e a Criação é, sobretudo, perceber-se pequeno e necessitando de luz. Na humildade, adquire o homem a condição de herdar o Reino de Deus. Pois consegue enxergar melhor o seu semelhante, e dar de si para o mundo, recebendo dele os valores essenciais. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois é deles o Reino dos Céus. Mas a virtude maior está na pureza do coração, na pureza espiritual, na luz verdadeira, que faz com que o homem não seja mais aflito; não preocupe-se mais em adquirir a brandura ou mesmo em aprender a perdoar.
  6. 6. A virtude maior está na pureza que o habilita a ver a Deus. O puro de coração não perdoa, pois não se ofende; não busca ser brando, pois é a própria paz; não se aflige diante da dor, pois não mais a experimenta, baseia-se apenas na lei do amor, e dedica-se integralmente ao trabalho contínuo da obra de Deus. Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. A caminho da luz, o homem deve aprender a vencer a aflição, a adquirir a brandura, a conquistar mais misericórdia, elevar-se pela humildade, e habilitar-se a participar da Criação, junto ao Pai, pela pureza de coração, e é o exercício da caridade que o impulsiona nesta escalada de luz.
  7. 7. Começa percebendo o próximo; entende suas necessidades; movimenta- se para a doação das coisas materiais; evolui aprendendo a dar de si mesmo, e não apenas aquilo que possui de material; e, por fim, desprende-se para o mundo em que vive. Este é o convite que Jesus nos faz; um convite para um encontro divino; um convite para um banquete de luz, para um trabalho incessante na obra de Deus. Aquele que se preocupa com o próximo, mas apenas doa o que tem de supérfluo, ainda está engatinhando no caminho da luz, apesar de já estar exercitando a caridade. Aquele que já é capaz de dividir o coração; dar atenção ao próximo, habilita-se a caminhar mais rapidamente na direção da pureza espiritual.
  8. 8. Que Jesus nos permita entender esta verdade. Se hoje já somos capazes de doar a joia, ceder o cobertor, e fornecer o alimento, que amanhã sejamos capazes de abrir os nossos braços e dar a nossa atenção àquele que precisa. Muita Paz! Agora, vamos elevar o nosso pensamento a Jesus, rogando a luz e o amparo que precisamos, nós que aqui estamos, ligados ao pesado fardo da matéria. Refrigera-nos, Senhor, o nosso Espírito; ameniza as dores e sofrimentos de todos nós. Que possa haver mais esperança em nossos corações, que possa haver mais fé em nossos espíritos;
  9. 9. Que possa haver mais entendimento e caridade em nossas ações, tudo conforme a vontade de Deus, nosso Pai. E, que, nessa semana que hoje se inicia, possamos vivificar e aprender, levando a todos com quem vamos nos encontrar, a mensagem do trabalho contínuo, da melhoria, da paz, do amor e da caridade. Que assim seja! Graças a Deus! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Agora com estudo de O Livro dos Espíritos e estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo

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