Fora da caridade não há salvação

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Fora da caridade não há salvação

  1. 1. Hoje é Thursday, June 28, 2012 Agora mesmo são 02:37 h.
  2. 2. É comum ouvirmos afirmações como estas: “Fora daverdade não há salvação” ou “Fora da Igreja não hásalvação”, ambas se equivalem e contêm o exclusivismo eo preconceito de quem se julga superior ao outro. “Estousalvo porque pertenço a esta ou aquela religião, assim nempreciso me melhorar”. “Para que evoluir? Sou dono daverdade! Quem não pensa como eu é que está errado!” Eassim por diante.
  3. 3. O Evangelho de Jesus é o grande manual da vida, porqueestabelece lições que representam a orientação necessáriapara a nossa evolução espiritual. Toda moral do Cristo seresume na caridade e na humildade, isto é, nas duasvirtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos osseus ensinos, Ele aponta essas duas virtudes como sendo asque conduzem à eterna felicidade.
  4. 4. No capítulo XV de O Evangelho Segundo o Espiritismo,verdadeiro roteiro para essa caminhada, Kardec registrauma das máximas mais sublimes de Jesus, colocando-acomo farol a iluminar o caminho a ser seguido, ou seja, ocaminho para a eterna felicidade. Imprescindível,portanto, sempre renovarmos e aprofundarmos o nossoentendimento acerca desta sublime máxima: “Fora dacaridade não há salvação”.
  5. 5. Muitos de nós, oriundos de religiões dogmáticas, muitasvezes, mesmo em contato com os ensinamentos cristalinosdo Espiritismo, mantemos o entendimento repassadonessas religiões, acreditando que, quando Jesus nos fala desalvação está falando de “ganhar o céu”; céu aí entendidonão como um estado de espírito, mas como um localmaterial paradisíaco a que os justos teriam direito ao finalde uma única existência.
  6. 6. Esse entendimento gera em nós uma atitude muitas vezesnegociadora perante Deus, quando o Bem pretensamentepraticado em direção ao próximo não tem o próximo comofoco, mas sim, a si mesmo: “Se eu for bonzinho com ooutro vou para o céu”. Assim, ao invés de fazermos o Bemdesinteressadamente praticamos uma aparente caridade porpuro interesse; uma verdadeira barganha. Toda vez quenos afastamos do Bem, nos perdemos do verdadeirocaminho evolutivo.
  7. 7. Kardec, ao trazer Jesus de volta ao nosso sentimento e ànossa razão, clareou-nos o entendimento, e agora podemosperceber que esta salvação é contra os nossos próprioserros. Então, é preciso que nós nos salvemos de nósmesmos. Porque não são os erros dos nossos pais ou dosnossos amigos que nos fazem sofrer. Mas os nossos.Portanto, não adianta fazer o Bem só como pagamento depedágio para a entrada no paraíso.
  8. 8. A Parábola do Bom Samaritano é um belo símbolo dessacaminhada, onde muitas pessoas que a princípiopoderíamos considerar como “salvas” pelo conhecimentoque possuíam, demonstraram estar em verdadecompletamente “perdidas”, ao passarem ao largo do irmãocaído na estrada.Respondendo a um doutor da lei, que querendo parecerque era justo, indagara quem é o meu próximo? Jesus,tomando a palavra, contou essa alegoria:
  9. 9. “Um homem que descia de Jerusalém para Jericó caiu empoder de ladrões que o despojaram, cobriram o infeliz deferimentos e se foram, deixando-o semimorto. Aconteceuem seguida que, um sacerdote descendo pelo mesmocaminho o viu e passou adiante. Um levita que tambémveio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmenteadiante. Mas, um samaritano que viajava, chegando aolugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocadopela compaixão.
  10. 10. Aproximuo-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas eas pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a umahospedaria e cuidou dele. No dia seguinte tirou doisdenários e os deu ao hospedeiro, dizendo: -Trata muitobem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu tepagarei quando regressar. Qual desses três te parece tersido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões?Perguntou Jesus. O doutor da lei respondeu: -aquele queusou de misericórdia para com ele. Então, vai, diz oCristo, e faze o mesmo”.
  11. 11. O Bom Samaritano, considerado herege, foi o único queefetivamente fez o Bem e o fez de forma completamentedesinteressada e dedicada. E, ao final dessa significativaparábola, Jesus se dirige ao doutor da lei, que nestemomento pode ser o símbolo de cada um de nós que,conhecedores da Doutrina Espírita, já possuímos “olhos dever” e “ouvidos de ouvir” e nos convida a praticar acaridade.
  12. 12. A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola,abrange todas as relações com nossos semelhantes, quer setrate de nossos inferiores, iguais ou superiores. Ela nosmanda ser indulgentes porque temos a necessidade deindulgência, e nos proíbe humilhar o infortúnio. Osignificado da caridade que encontramos nessa parábolavai mais além do que imaginamos. Implica em estarmosno nosso dia a dia observando todas as oportunidades desermos úteis àqueles irmãos de jornada que estão ao nossolado, porque existem infortúnios ocultos.
  13. 13. O exercício da caridade passa por muitos estágios. Apenasa compreensão de que ela é condição essencial para aelevação espiritual não torna o novo discípulo emmerecedor do reino de Deus. Não nos adianta ter somentea teoria, pois, que, a prova a que seremos submetidos pelaProvidência Divina, para a promoção desejada, constaessencialmente de atividades práticas. Não existemperguntas nesse exame, e só serão promovidos aqueles queapresentarem maior bagagem de amor em seus corações euma história mais longa de indulgência, benevolência, e debeneficência em suas ações.
  14. 14. A caridade é algo muito mais profundo e importante doque apenas dar o que nos sobra aos carentes. Embora istotambém seja um ato caritativo, não resume a grandiosidadedesta virtude. Caridade é doar-se ao próximo, condiçãoque não requer recurso financeiro nem influência social.Todos nós podemos fazê-la. Ao negarmos ao nosso irmãoo nosso apoio, a nossa atenção, estaremos assumindo maisum compromisso de resgate de dívidas com o nosso futuro.Naquele momento tivemos uma grande oportunidade dedemonstrar a nós mesmos que entendemos e aceitamos aspalavras de Jesus, porém a perdemos.
  15. 15. Segundo Jesus, tudo o que fizermos ao necessitado é a Eleque estaremos fazendo. Se nós agirmos como agiu oanônimo bom samaritano que, sem questionar ou emitirjulgamentos acerca do ferido caído à margem da estrada,arregaçou as mangas e o trouxe de volta à vida, estaremospraticando a caridade verdadeira.É bom lembrar que estamos vivendo na pré-história de ummundo de regeneração. Quantos caídos à margem docaminho temos socorrido? O que estamos fazendoefetivamente para que esse momento não se alongue emdemasia?
  16. 16. Vamos escolher o caminho das pedras e cascalhos,ferindo-nos, acumulando pontos de dor e de sofrimento?Ou vamos seguir essa proposta de Jesus, entendendo quefora da caridade não há salvação?Por que será que o Cristo escolheu o samaritano e não osacerdote ou o levita para prestar auxílio ao necessitado?Para deixar bem claro que praticar caridade não éprivilégio das pessoas religiosas. Mas procedimentocomum às almas nobres e compassivas, ainda que, àsnossas vistas, pareçam distantes de Deus por nãopossuírem religião.
  17. 17. Que lição Jesus nos oferece com essa parábola? Paraolharmos à nossa volta e descobrir as necessidadesaparentes ou secretas de nossos irmãos; amenizar-lhes asdores, consolar-lhes as aflições. Enfim, a sermos seus“Bons Samaritanos”.Por tudo isso, nós podemos concluir que a salvação doespírito depende do Bem que ele faz ao próximo, e não aspráticas exteriores ou rótulos religiosos.
  18. 18. Assim, sendo, devemos nos revestir de bondade, e dar anossa parcela de esforço aos falidos do caminho. Não lhesperguntando quem são, de onde vêm, ou por que caíram.Em qualquer situação, sejamos o bom samaritano,considerando todo e qualquer irmão que seja colocado ànossa frente, não como o adversário de ontem ou oinimigo de hoje, mas como nosso próximo, a quemdevemos ajudar.A caridade é a maior das virtudes. Muita paz!

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