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O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer
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Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da
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Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os
massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os ...
Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em
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Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros. Nenhum de nós foi
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Que possa haver mais esperança em nossos corações; que possa haver mais
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Dois caminhos

  1. 1. É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira. As pedras de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato. As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar-lhes as arestas. Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã. O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio.
  2. 2. O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. Ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento. Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros; somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas. A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.
  3. 3. Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas. Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável. Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas. A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual. Pois foi nossa ignorância rústica que, diante da vacilação de Pilatos, exigiu o martírio do doce Jesus.
  4. 4. Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura. Ingênuos os que supõem que não estavam lá. Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito. “A evolução espiritual é contínua, não regride nunca, mas pode ser retardada em seu processamento se não aproveitar bem a oportunidade que Deus concede ao Espírito reencarnante”. Viver em sociedade é aspecto essencial desta oportunidade. Frequentemente nos sentimos inconformados por termos de conviver com pessoas que nos aborrecem, nos irritam, nos são antipáticas, mas essa convivência é um dos processos naturais do nosso burilamento.
  5. 5. Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em nossos pontos mais fracos, mais sensíveis, e nos apontam, portanto, quais sãos esses pontos, quais são nossas piores arestas: os que precisam de ajuda incomodam ao nosso egoísmo, os que julgamos melhores que nós nos ferem a vaidade e o orgulho, e assim por diante. Cada conflito é um alerta e um roçar polidor de arestas. Quanto mais ásperos somos, mais dolorosos são os atritos, pois a dor é consequência de nossos atos de desamor para com o próximo, nesta ou em outras existências. Diferentemente das pedras, entretanto, a criatura humana, sendo dotada de inteligência, consciência e livre-arbítrio, pode escolher caminho evolutivo menos doloroso.
  6. 6. Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros. Nenhum de nós foi criado para sofrer e o amor pode livrar-nos da dor, pois, “ele nos cobre a multidão dos pecados” A evolução é lei universal e irrevogável, mas dois caminhos nos são oferecidos para percorrê-la: dor ou amor. A prática do amor proporciona polimento indolor em nossas almas, suaviza-nos as arestas, desenvolve-nos o altruísmos, harmoniza nossa convivência com os semelhantes. A decisão é sempre nossa. Muita Paz! Senhor, refrigera-nos o Espírito, ameniza as dores e sofrimentos de todos nós.
  7. 7. Que possa haver mais esperança em nossos corações; que possa haver mais fé em nossos espíritos; que possa haver mais entendimento e caridade em nossas ações, tudo conforme a vontade de Deus, nosso Pai. E que os mensageiros da boa vontade de Jesus possam derramar o bálsamo que cada um de nós necessita, para o refazimento da jornada que nos é própria. E, que, nessa semana que se inicia, possamos vivificar e prender, levando a todos com quem vamos nos encontrar, a mensagem do trabalho contínuo, da melhoria, da paz, do amor e da caridade. Que assim seja! Graças a Deus! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

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