Conhecimento de si mesmo

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Conhecimento de si mesmo

  1. 1. “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”
  2. 2. O objetivo desse estudo é dar ênfase àtomada de consciência de nossos limites e denossas potencialidades, no sentido defazermos uma avaliação mais segura eequilibrada de nós mesmos.Embora haja dificuldade de conhecermos anós mesmos, uma avaliação tranqüila denossa dor e do nosso relacionamento com opróximo pode oferecer-nos luz no fim dotúnel. Além do mais, tomando consciência denossa ignorância, estaremos alicerçados paradetectar a nossa verdadeira capacidade.
  3. 3. Um dos direcionamentos que norteiam amaioria dos procedimentos de crescimentoe desenvolvimento individual está nacélebre frase inscrita no portal do oráculode Delfos, na antiga Grécia: “Conhece-te ati mesmo”.A grande maioria dos seres humanos nãoconsegue conhecer e muito menoscompreender a origem de seuspensamentos; como são elaboradas asimagens mentais, qual a natureza de seussentimentos, emoções e reações. Com basenestas assertivas indagamos: sem conhecera natureza e origem do que somos, comoviver a plenitude do que somos?
  4. 4. Quem somos afinal?Nossa formação espírita faz-nos recordarque o princípio inteligente estagiando noreino mineral adquiriu a atração; no reinovegetal, a sensação; no reino animal, oinstinto; no reino “hominal”, o livre-arbítrio, o pensamento contínuo e a razão.Hoje, somos o resultado de toda estaherança cultural. Somos um Espírito queevolui ao longo dos processos reencarnatórios. Temos qualidades e potenciais quenecessitam ser conhecidos e, obviamente,despertados, a fim de se tornarem úteis nacaminhada. Mas também possuímoscaracterísticas psicológicas que nãoaceitamos.
  5. 5. Assim poderemos resumir nosso modelo deautoconhecimento da personalidade em doiscampos: o campo positivo, constituído pelasqualidades e potenciais, e o campo negativo,constituído por aquilo que não aceitamos.Ao nos posicionarmos frente a um espelhovivenciamos uma experiência simples, masao mesmo tempo interessante. Colocamo-nosem uma situação momentânea de sermos oobservador e o observado das ações.
  6. 6. Algumas pessoas se sentem à vontade frentea um espelho. Outras, retraem-se e tornam-se inibidas. O mesmo ocorre quando nospredispomos a realizar um auto-exame, istoé, avaliarmos nossos atos.Ao refletirmos sobre o que fizemos duranteo dia, os motivos que acionaram nossasações, nosso trato para com aqueles comquem lidamos, colocamo-nos frente a umespelho imaginário, o espelho da nossaprópria consciência, que não só aponta asnossas deformidades morais, como indica amelhor conduta que deveríamos adotar.
  7. 7. Neste estudo de autoconhecimento iremosnos concentrar apenas no campo negativo,ou seja, nas tendências, na índole que existeem cada um de nós, que não aceitamos, quenão gostamos, que geralmente negamos equase sempre reprimimos.Quando a consciência nos alerta sobre ainveja que faz com que a nossa imagem setorne feia, nós nos desculpamos dizendo queo outro não tem direito ou merecimento, eque fomos preteridos pelo Criador.
  8. 8. Se o ciúme projeta uma imagem deformadae o espelho íntimo nos assinala o problema,dizemos que é excesso de zelo, de amor oubem-querer, e que temos o direito de exigirposse exclusiva.Se a avareza mostra sua face distorcida emnosso espelho íntimo, conformados, nosconsolamos: “Sou apenas econômico eprevidente”.Quando o orgulho alardeia sua soberania, ea consciência faz o alerta, a desculpa surgede imediato: “Em mim só há dignidade”.
  9. 9. Mas se as nossas deformações morais sãoapontadas pelos outros, que são nossosespelhos externos, nós damos as costas edizemos que as deformações são por culpado espelho. Que isso não passa de inveja,ciúme, despeito, etc.Não é negando, por exemplo, que temosciúmes, que somos sovinas, que somosinvejosos, que somos prepotentes, quevamos nos conhecer, que vamos nosdesenvolver.
  10. 10. Conscientizemo-nos de que as máscaras,as auto-imagens, o falso puritanismo,apontar defeitos alheios para esconder osnossos, nada mais são que mecanismosque nos impedem de reconhecer a nósmesmos.Não há dúvida que a auto-enganação éuma realidade, e ocorre em nívelinconsciente, mas existem maneiras deverificar se nossa conduta está ou nãoequivocada. Também não há dúvida deque o autoconhecimento é a chave doprogresso individual.
  11. 11. A evolução é uma necessidade do Espírito.O aprimoramento do homem comoEspírito livre requer seu amadurecimentoconstante e a busca de si próprio, comoser consciente de sua natureza e de suaimportância. O ser consciente de sipróprio, de seu estado, de sua natureza, écapaz de conhecer, entender, aceitar eamar sua missão evolutiva.Ao conhecer-se, desprende-se de si mesmopara o mundo que o envolve, tendo anoção exata de sua essência.
  12. 12. Para aqueles que desejam realmente terautoconhecimento, para fazer em si areforma moral necessária à felicidadeeterna, eis algumas dicas do grande filósofoSanto Agostinho:Quando estiver indeciso sobre o valor deuma de suas ações, pergunte como aqualificaria se fosse praticada por outrapessoa. Se você a censura noutrem, nãopoderia ter por legítima quando for o seuautor, pois Deus não usa de duas medidas naaplicação de Sua justiça; procure tambémsaber o que dela pensam os seus semelhantese não despreze a opinião dos seus inimigos.
  13. 13. Os inimigos não têm nenhum interesse emmascarar a verdade, e Deus muitas vezes oscoloca ao seu lado como um espelho, a fimde que seja advertido com mais franquezado que o faria um amigo.Todo aquele que se sinta possuído do desejode melhorar-se, a fim de extirpar de si osmaus pendores, como do seu jardimarranca as ervas daninhas, deve indagar àsua consciência sempre e sem receio deouvi-la.
  14. 14. Agindo desta forma construiremos umroteiro de ação mais eficiente para noslivrarmos, de forma mais rápida também,de nossas imperfeições.Deus nos criou Espíritos ignorantes, com amissão de evoluirmos em sua direção.Se desejamos atingir um estado deangelitude e de paz. O caminho já nos foimostrado; resta-nos apenas a decisão deiniciarmos a caminhada e persistirmos emnossos esforços.
  15. 15. “Lembremo-nos sempre que não importaquem diz o quê. Importa mais o que é dito,por quem quer que o diga”.Você é quem vai decidir se o que é dito éverdadeiro ou falso, com o seudiscernimento.Somos juízes de nós mesmos.Muita paz!

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