Atualidades belo monte

7.227 visualizações

Publicada em

1 comentário
3 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.227
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
5.315
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
163
Comentários
1
Gostaram
3
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Atualidades belo monte

  1. 1. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  2. 2. Os impasses, resistências e desafios associados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo à necessidade de equilibrar eMonte estão relacionados, principalmentecompatibilizar o investimento no crescimento do país com os esforçospara a conservação ambiental Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  3. 3. A hidrelétrica de Belo Monte propõe o barramento do rioXingu com a construção de dois canais que desviarão o leitooriginal do rio, com escavações da ordem de grandezacomparáveis ao canal do Panamá (200 milhões m³) e área dealagamento de 516 km², o equivalente a um terço da cidadede São Paulo. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  4. 4. Em 2008 decidiu-se que a única usina na bacia do Xingu será Belo Monte Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  5. 5. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  6. 6. Belo Monte será a terceira maior usina do mundo mas só usará um terço da capacidade? um dos principais problemas quanto ao projeto de Belo Monte é que ela não trabalhará sempre na sua capacidade máxima, mas NENHUMA usina hidrelétrica trabalha em sua capacidade Total. O fator de capacidade de Belo Monte será de 0,41%, enquanto a média nacional das usinas no Brasil é de 0,51% Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  7. 7. A usina vai custar R$ 30 bilhões e será paga com dinheiro público? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  8. 8. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  9. 9. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  10. 10. Qual o impacto que a usina de Belo Monteacarretará aos povos indígenas da região? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  11. 11. Que papel Belo Monte desempenha no desenvolvimento futuro do Brasil? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  12. 12. Oito meses por ano a região ficará seca?“Por 4 meses a usina vai operar com totalcapacidade e no resto do ano será menor,podendo até parar completamente”(Marcelo).”A usina não vai parar. E o queimporta é a capacidade média ao longo doano, que é de 4.571 MW. A licença ambientalprevê uma vazão mínima de 700 m³ porsegundo na região da Volta Grande do Xingu,que é a mais crítica. Maior que a vazão mínimahistórica, que é de apenas 400 m³ porsegundo” (Tolmasquim). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  13. 13. Afinal, a energia hidrelétrica é uma energia limpa? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  14. 14. Água é vital.Eletricidade também? Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  15. 15. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  16. 16. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  17. 17. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  18. 18. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  19. 19. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  20. 20. Usina Belo Monte terá capacidade para atender a 18 milhões de residências (60 milhões depessoas), ou o correspondente a todo o consumo residencial de eletricidade na Argentina(aproximadamente 34 milhões de MWh ao ano). Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  21. 21. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  22. 22. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  23. 23. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  24. 24. Em 10 anos, precisaremosaumentar nossa capacidadeenergética em 60% Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  25. 25. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  26. 26. Potencial máximo do Rio Xingu – instalaria-se 6 usinas Potencial máximo inundação de 18 mil km2 Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  27. 27. Em 2008, o Conselho Nacional de Política Energética decidiu que Belo Monte será a única usinainstalada no Rio Xingu. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  28. 28. índia Tuíra aponta facão para o presidente da Eletronorte – 1989 a usina chamada Cararaô Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  29. 29. Engenheiro da Eletrobrás foi esfaqueado por índios logo após dar palestra sobre usina. (Foto: AP PhotoApresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  30. 30. Apesar do elevado número de compartilhamento nas redes sociais, o vídeo intitulado GotaD’água conta mais mentiras que verdades sobre Belo Monte.É quase verdade que o projeto custará R$ 30 bilhões; serão precisamente R$ 25,8 bilhõessegundo o consórcio construtor, Norte Energia. Também foi arredondado para menos o nível deoperação da capacidade da usina - os globais dizem que é 1/3 (33%), quando na realidade é40%. E a lista de equívocos da campanha "global" é longa:Mentira #1: 80% do projeto serão pagos com impostos do contribuinte.Mentira #2: Índios não foram ouvidos e serão tirados de suas terras.Mentira #3: 640km² do Parque Nacional do Xingu serão inundados.Mentira #4: O assunto não foi discutido.http://www.brasil247.com.br/pt/247/brasil/25221/Belo-Monte-v%C3%ADdeo-de-globais-%C3%A9-teatro.htmCampanha Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  31. 31. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  32. 32. Questão energética: A UHE de Belo Monte vai operar muito aquém dos11.223 MW aclamados pelos dados oficiais, devendo gerar em médiaapenas 4.428 MW, devido ao longo período de estiagem do rio Xingu. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  33. 33. A região pleiteada pela obra de Belo Monte apresenta incrívelbiodiversidade de fauna e flora.No caso dos animais, o EIA aponta para:- 174 espécies de peixes;- 387 espécies de répteis;- 440 espécies de aves; e- 259 espécies de mamíferos, algumas espécies endêmicas (aquelas quesó ocorrem na região), e outras ameaçadas de extinção. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  34. 34. O grupo de ictiólogos do Painel dos Especialistas tem alertado para o caráter irreversível dosimpactos sobre a fauna aquática (peixes e quelônios) no trecho de vazão reduzida (TVR) do rioXingu, que afeta mais de 100 km de rio, demonstrando a inviabilidade do empreendimento doponto de vista ambiental.Segundo os pesquisadores, a bacia do Xingu apresenta significante riqueza de biodiversidade depeixes, com cerca de quatro vezes o total de espécies encontradas em toda a Europa. Essabiodiversidade é devida inclusive às barreiras geográficas das corredeiras e pedrais da VoltaGrande do Xingu, no município de Altamira (PA), que isolam em duas regiões o ambienteaquático da bacia. O sistema de eclusa poderia romper esse isolamento, causando a perdairreversível de centenas de espécies.Outro ponto conflituoso é que o EIA apresenta modelagens do processo de desmatamentopassado, não projetando cenários futuros, com e sem barramento, inclusive desconsiderando osfluxos migratórios, que estão previstos nos componentes econômicos do projeto, como sendoda ordem de cerca de cem mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  35. 35. A Questão cultural e os Impactos da obra de Belo Monte.Sobre as populações indígenas: O projeto tem desconsiderado o fato de o rio Xingu (PA) ser o‘mais indígena’ dos rios brasileiros, com uma população de 13 mil índios e 24 grupos étnicosvivendo ao longo de sua bacia. O barramento do Xingu representa a condenação dos seus povose das culturas milenares que lá sempre residiram.O projeto, aprovado para licitação, embora afirme que as principais obras ficarão fora doslimites das Terras Indígenas, desconsidera e/ou subestima os reais impactos ambientais, sociais,econômicos e culturais do empreendimento. Além disso, é esperado que a obra intensifique odesmatamento e incite a ocupação desordenada do território, incentivada pela chegada demigrantes em toda a bacia e que, de alguma forma, trarão impactos sobre as populaçõesindígenas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  36. 36. Como já exposto, o Trecho de Vazão Reduzida afetará mais de 100 km de rio e isso acarretaráem drástica redução da oferta de água.Os impactos causados na Volta Grande do Xingu, que banha diversas comunidades ribeirinhas eduas Terras Indígenas – Juruna do Paquiçamba e Arara da Volta Grande, ambas no Pará -, serãodiretamente afetadas pela obra, além de grupos Juruna, Arara, Xypaia, Kuruaya e Kayapó, quetradicionalmente habitam as margens desse trecho de rio.Duas Terras Indígenas, Parakanã e Arara, não foram sequer demarcadas pela Funai. A presençade índios isolados na região, povos ainda não contatados, foram timidamente mencionados noparecer técnico da Funai, como um apêndice.A noção de afetação pelas usinas hidrelétricas considera apenas áreas inundadas como“diretamente afetadas” e, por conseguinte, passíveis de compensação. Todas as principaisobras ficarão no limite das Terras Indígenas que, embora sejam consideradas como“indiretamente afetadas”, ficarão igualmente sujeitas aos impactos físicos, sociais e culturaisdevido à proximidade do canteiro de obras, afluxo populacional, dentre outros. O EIAdesconsidera ou subestima os riscos de insegurança alimentar (escassez de pescado),insegurança hídrica (diminuição da qualidade da água com prováveis problemas para odeslocamento de barcos e canoas), saúde pública (aumento na incidência de diversasepidemias, como malária, leishmaniose e outras) e a intensificação do desmatamento, com achegada de novos migrantes, que afetarão toda a bacia. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  37. 37. As PolêmicasO processo de licenciamento da UHE Belo Monte tem sido cercado por polêmicas, incluindoausência de estudos adequados para avaliar a viabilidade ambiental da obra,seu elevado custo,a incerteza dos reais impactos sobre a biodiversidade e as populações locais,a ociosidade da usina durante o período de estiagem do Xingu, ea falta de informação e de participação efetiva das populações afetadas nas audiências públicas. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  38. 38. No final de dezembro de 2009, os técnicos do Ibama emitiram parecer contrário à construção dausina (Parecer 114/09, não publicado no site oficial), onde afirmam que o EIA não conseguiu serconclusivo sobre os impactos da obra: “o estudo sobre o hidrograma de consenso não apresentainformações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade quegarante a segurança alimentar e hídrica das populações do trecho de vazão reduzida (TVR) e osimpactos decorrentes dos fluxos migratórios populacionais, que não foram dimensionados acontento”. A incerteza sobre o nível de estresse causado pela alternância de vazões não permiteinferir com segurança sobre a manutenção dos estoques de pescado e das populações humanasque desses dependem, a médio e longo prazos. Ainda segundo o parecer técnico, para “a vazãode cheia de 4.000m³/s, a reprodução de alguns grupos de peixes é apresentada no estudo comoinviável”, ou seja, o grau de incerteza denota um prognóstico extremamente frágil. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  39. 39. No início de 2010 (01/02/10), o governo federal anunciou a liberação da licença prévia para aconstrução da UHE Belo Monte sob 40 condicionantes, nem todas esclarecidas.A licença foi liberada num tempo recorde e o leilão, que deveria acontecer em abril, foiadiantado para o início de março deste ano. Como a única voz dissonante, o ministro do MeioAmbiente enfatizou a concessão de R$1,5 bilhão como medidas mitigatórias ao projeto, umvalor relativamente pequeno em relação ao custo estimado da obra (R$30 bilhões) e incertopara os impactos que ainda se desconhece.Vale lembrar que uma bacia e seus povos repletos de história e diversidade social, ambiental ecultural nunca terão preço capaz de compensar tamanha riqueza. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  40. 40. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  41. 41. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  42. 42. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  43. 43. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  44. 44. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  45. 45. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia
  46. 46. Apresentação elaborada pela Professora FERNANDA BRUM LOPES - Geografia

×