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Usando as previsões disponíveis no website do Dr. Anthony Cook, seguem
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Relatório de observação (outubro-novembro de 2015)
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O NEOA-JBS celebrará esta data por meio dos seguintes eventos.
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Índice de Assuntos, Ano V
Nº 1 – Janeiro 2015
Conjunções em janeiro Amorim, A.
Os cometas de janeiro Amorim, A.
Asteroi...
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Nº 4 – Abril 2015
Eclipses do Saros nº 132 Amorim, A.
Júpiter e seus satélites Amorim, A.
Meteoros de abril Amorim, A.
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Nº 7 – Julho 2015
Vênus e Júpiter em conjunção Amorim, A.
Terra no afélio Amorim, A.
Ocultações lunares de julho Amorim...
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31ª Caminhada Arqueoastronômica Amorim, M. J.
A história do Mount Marilyn (conclusão) Tolentino, R. V.
A estrela “Cambi...
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Relatório de observação (outubro-novembro de 2015) Amorim, A.
Conjunção e meteoros de Bastiani, D.
Num verão qualquer S...
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  1. 1. 1 Observe!BOLETIM INFORMATIVO DO NEOA – JBS ANO VI – NÚMERO 12 – DEZEMBRO DE 2015 Prezados leitores, E chegamos ao último mês de 2015, completando outro ano repleto de novidades, pesquisas e atividades astronômicas. Mas o NEOA-JBS não entra de férias, nunca! Já no dia 2 de dezembro comemoramos mais um Dia da Astronomia e dessa vez realizaremos nossa atividade em associação com o Planetário da UFSC, não percam! E como foi o último ENAST? Seguindo uma tradição desde 2012 esta edição traz um breve resumo de como foi o maior encontro público de astronomia no Brasil. Aliás, na apresentação do Prof. Ricardo Tolentino o Boletim Observe! recebeu uma honrosa menção diante de toda a assistência. De fato ficamos entusiasmados quando colegas tais como o Prof. Tolentino usam as páginas deste modesto informativo para divulgar seus trabalhos observacionais. Ainda comentando sobre o ENAST um dos destaques teve nome e sobrenome: Irene Wehrmeister. Esperando que gostem dos artigos desta edição, desejamos a todos uma boa leitura! Alexandre Amorim Coordenação de Observações do NEOA-JBS AGENDA ASTRONÔMICA – CÉU DO MÊS Dezembro de 2015 Mercúrio e Netuno são visíveis ao anoitecer. Urano é visível durante a primeira parte da noite. Marte e Júpiter são visíveis durante a madrugada. Vênus é visível ao amanhecer A partir da segunda quinzena Saturno é visível brevemente ao amanhecer. A luz cinérea da Lua é visível ao amanhecer entre os dias 5 e 9 e ao anoitecer entre os dias 13 e 16. A seguir temos o mapa do céu válido para o dia 15 de dezembro às 21:00 Horário Brasileiro de Verão. (©CartasCelestes.com)
  2. 2. 2 Dia Hora Evento (hora de verão) – Fonte: AAC 2015 e NEOA 2 Máxima atividade dos Fenicídeos 3 5 Quarto Minguante 4 3 Júpiter 2° ao norte da Lua 5 13 Lua no apogeu 6 0 Marte 0,1° ao norte da Lua 7 Máxima atividade dos Pupídeo-Velídeos 7 15 Vênus 0,7° ao sul da Lua 9 Máxima atividade dos Monocerotídeos 10 12 Saturno 3° ao sul da Lua 11 8 Lua Nova 12 Máxima atividade dos sigma-Hidrídeos 13 6 Saturno 6° ao norte de Antares 14 Máxima atividade dos Geminídeos
  3. 3. 3 16 Máxima atividade dos Coma Berenicídeos 17 4 Netuno 3° ao sul da Lua 18 13 Quarto Crescente 19 17 Mercúrio 4° ao sul de Plutão 19 23 Urano 1° ao norte da Lua 20 Máxima atividade dos Leonis Minorídeos 21 6 Lua no perigeu 22 02:47 Solstício de verão 23 Máxima atividade dos Ursídeos 23 17 Aldebarã 0,7° ao sul da Lua 23 21 Marte 4° ao norte de Spica 25 9 Lua Cheia 26 9 Urano estacionário 29 1 Mercúrio em máxima elongação (20° E) 31 14 Júpiter 2° ao norte da Lua Meteoros de dezembro Como notamos na tabela de fenômenos astronômicos do mês há diversas chuvas de meteoros em atividade em dezembro. No entanto três delas merecem destaque para os observadores do hemisfério sul. São elas: Fenicídeos: se o leitor comparar a informação da página anterior com o Anuário Astronômico Catarinense 2015 (páginas 54 e 105) notará que a data da máxima atividade destes meteoros foi atualizada para o dia 2 de dezembro. Tal alteração se deve a observações feitas no exterior em dezembro de 2014. Aqui em Florianópolis mantivemos vigilância nas noites de 29-30 de novembro, 30/nov-01/dez, 1-2 e 2-3 de dezembro de 2014, porém não contabilizamos nenhum meteoro deste enxame num total de 2,6 horas observadas sob condições ruins de visualização. Embora seu radiante seja próximo à estrela  Phe (zeta Phoenicis), no ano passado a IMO orientou os observadores a ficarem atentos na parte norte da constelação do Escultor, cerca de 10 graus a sudoeste da estrela Deneb Kaitos (beta Ceti). Os meteoros podem ser acompanhados logo ao anoitecer até o fim da madrugada e mesmo a Lua nascendo após a meia- noite interferirá muito pouco na visualização. Apesar de ser favorável a nossa latitude, a chuva dos Fenicídeos possui uma taxa horária ainda incerta. Na história há apenas um único registro em dezembro de 1956 quando a taxa horária zenital foi avaliada em torno de 100 meteoros.
  4. 4. 4 Pupídeo-Velídeos – seu radiante situa-se entre as estrelas  Vel (gama Velorum) e  Pup (zeta Puppis), sendo visível durante toda a noite em nossa latitude. Sua taxa é variável e se sabe tão pouco sobre esta chuva que apenas se pode afirmar que a máxima atividade se concentra na segunda semana de dezembro. A fase da Lua não interferirá na visualização destes meteoros. Geminídeos – sua máxima atividade está calculada para as 18:00 TU do dia 14 de dezembro, embora o pico possa ocorrer no intervalo entre as 01:30 e 23:00 TU desta mesma data. De modo que a noite de 13-14 de dezembro é a ideal para acompanhar estes meteoros e a Lua não interferirá na sua visualização. A IMO informa que esta chuva é uma das melhores e provavelmente a mais confiável dentre as grandes correntes anuais. Dos geminídeos, sim, podemos esperar taxas acima de 20 meteoros por hora (normalmente a taxa horária zenital atinge até 120 met/h). Porém o radiante estará acima do horizonte catarinense a partir das 23:00 HBV. Os meteoros podem ser vistos a olho nu e espera-se que os observadores anotem a quantidade e as magnitudes deles para a composição de relatórios. Em Santa Catarina os Geminídeos foram acompanhados nos anos de 2007, 2009 e 2010. Na noite de 13-14 de dezembro de 2014 tivemos os seguintes registros: A. Amorim (25 geminídeos em 3,7 horas); Adair Cardozo (8 geminídeos em 1,5 horas) e Margarete J. Amorim (7 geminídeos em 0,7 horas). (AA) Referências: AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2015. Edição do Autor: Florianópolis, 2014. AMORIM, Alexandre. Anuário Astronômico Catarinense 2016. Edição do Autor: Florianópolis, 2015. Boletim Observe! Janeiro de 2015. International Meteor Organization. 2015 Meteor Shower Calendar. Disponível em: http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf. Acesso em: 10 out. 2015. International Meteor Organization. 2016 Meteor Shower Calendar. Disponível em: http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2016.pdf. Acesso em: 10 out. 2015. NEOA-JBS. Informativo Observacional nº 04/2014.
  5. 5. 5 Atenção às crateras lunares em dezembro Usando as previsões disponíveis no website do Dr. Anthony Cook, seguem duas datas para observação de crateras que terão suas condições de iluminação similares àquelas em que foram observadas por astrônomos brasileiros em ocasiões anteriores. 2015-Dez-21, 23:14-00:29 TU, Ilum.=85% Jansen, 1991 Mai 24 às 20:00 TU (?), observada por Romualdo Lourençon (São Paulo/SP), usando um refrator de 60mm. Nuvem circular em Jansen B e H (?). “A cratera do evento possui 100 km de diâmetro, comparada com Copernicus, região escura com um crescente obscurecido abaixo dela. Estava ao Sul de Jansen. Uma depressão circular ocorreu antes do evento no escuro”. 2015-Dez-23, 21:10-21:11 TU, Ilum.=97% Menelaus, 1969 Jul 27 às 05:45-05:46 TU e 06:27-07:30 TU, observada por Wairy Cardoso (Rio de Janeiro) usando refrator de 13 pol.360x. Abrilhantamento. Referência: COOK, Anthony. Repeat illumination only or illumination/libration. Disponível em http://users.aber.ac.uk/atc/tlp/tlp.htm. Acesso em: 10 nov. 2015. Ocultações lunares em dezembro O Anuário Astronômico Catarinense 2015 informa sobre algumas ocultações de estrelas pela Lua neste mês de dezembro. Atentem para os horários em Tempo Universal. Instruções sobre como observar ocultações se encontram na edição de Março de 2012 do Boletim Observe! Vejamos as condições de cada evento: 5 de dezembro, às 07:54 TU: ocultação de eta Virginis (magnitude 3,9). A Lua estará 32% iluminada em sua fase minguante, porém o fenômeno ocorrerá sob forte influência das luzes do crepúsculo matutino. A imersão ocorre às 05:54 HBV (07:54 TU). 9 de dezembro, às 12:44 TU: ocultação de gamma Librae (magnitude 3,9) durante o dia. O problema é a pequena elongação da estrela nesta data, situando-se apenas 22 graus do Sol.
  6. 6. 6 14 de dezembro, às 21:15 TU: ocultação de beta Capricorni (magnitude 3,1) durante o dia. 16-17 de dezembro, às 00:25 TU: ocultação de theta Aquarii (magnitude 4,2). Apesar de este evento não ser mencionado no Anuário 2015, pois a estrela é mais fraca que magnitude 4, trata-se da ocultação que terá melhor condição de visualização do que as anteriores. A imersão no limbo escuro da Lua está prevista para as 22:25 HBV (00:25 TU) e a emersão terá lugar às 23:21 HBV (01:21 TU). Instrumentos com abertura superior a 50 milímetros são suficientes para acompanhar esta ocultação. (AA) Cometa C/2013 US10 Catalina Após passar pelo periélio no dia 15 de novembro esse cometa passa a ser visível ao amanhecer durante o mês de dezembro. O Anuário Astronômico Catarinense 2015 informa na página 100 que já a partir da primeira semana o cometa está disponível antes de o Sol nascer e provavelmente brilhando na 5ª magnitude. O leitor não deve achar que por apresentar tal brilho o cometa seria visível a olho nu. Na verdade é necessário no mínimo um binóculo 7x50 ou 10x50 para detectá-lo nas luzes do crepúsculo. Uma maneira de localizar o cometa é por meio da conjunção envolvendo a Lua e o planeta Vênus na manhã dos dias 7 e 8 de dezembro. Os três astros estarão situados numa área de 7 graus na parte oriental da constelação de Virgem, o que pode render belas fotografias. Na figura ao lado temos suas posições para o dia 7 e a trajetória do cometa no decorrer do mês. O observador deve dispor de um horizonte leste desobstruído, pois os três astros estarão menos de 15 graus de altura ao amanhecer. (AA)
  7. 7. 7 Sprites sobre o céu de Santa Catarina Foi registrado na noite do dia 20-21de outubro de 2015 pela Estação de Monitoramento de Meteoros de Chapecó – EMC/SC – EXOSS a ocorrência de Eventos Luminosos Transientes (sigla em inglês: TLEs). Os TLEs são gerados por campos elétricos produzidos por relâmpa- gos com alta atividade elétrica entre a estratos- fera e a ionosfera. Os TLEs que se destacam são os sprites, halos, jatos azuis e elves, representados na figura ao lado. Com a alta ocorrência de descargas elétricas na região sul em outubro de 2015 foi possível registrar o fenômeno conhecido como sprites. Esses fenômenos ocorrem entre 40 km a 90 km de altitude e, como explica Mourão em seu Dicionário de Astronomia e Astronáutica, são “descargas elétricas de cor vermelha, descobertas por David Steman, da Universidade do Alasca, no verão de 1993 sobre nuvens de tempestade”, ou seja, a descoberta do fenômeno é recente! A anatomia dos sprites é dividida em
  8. 8. 8 cinco partes, sendo a região mais brilhante a cabeça, predominantemente vermelha, acima da cabeça há uma região de menor brilho denominada cabeleira. A cabeleira está separada da cabeça por uma banda escura denominada linha calva. Nos sprites mais brilhantes é possível observar uma linha escura abaixo da cabeça chamada de colar. Abaixo do colar estão os tentáculos, que iniciam com a cor vermelha e se estendem até o azul para baixo (INPE, 2009). Na imagem abaixo é possível observar algumas das regiões que formam a estrutura desse fenômeno. Embora as câmeras da EXOSS estejam configuradas para registros de meteoros, tais fenômenos também são possíveis de ser registrados quando as condições são propícias. Diego de Bastiani Referências: MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário enciclopédico de astronomia e astronáutica. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. INPE. Estudo de Sprites e Eventos Luminosos Transientes (TLEs). Disponível em: <www.urlib.net/col/dpi.inpe.br/banon/2004/02.16.09.30.00/doc/mirror.cgi>. Acesso em: 24 out. 2015.
  9. 9. 9 Breve visita ao Avelino No último dia 17 de novembro visitamos o nosso colega Avelino Alves em Sambaqui. Na oportunidade ele nos mostrou uma maquete de sua autoria que simula o movimento de precessão do eixo de rotação da Terra em relação à Eclíptica. 18º Encontro Nacional de Astronomia No ano em que comemorou seu jubileu de ouro a FUMEC – Fundação Mineira de Educação e Cultura de Belo Horizonte/MG organizou e sediou o 18º ENAST – Encontro Nacional de Astronomia, no período de 30 de outubro a 1º de novembro de 2015. A abertura do evento ocorreu às 14:00 HBV do dia 30 com o credenciamento e às 17:00 a Banda de Música do Corpo de Bombeiros abriu as solenidades com belas melodias – em destaque o Hino Nacional Brasileiro. Assim que tomou a palavra o professor Ricardo Vaz Tolentino deu boas vindas a todos os presentes.
  10. 10. 10 Marcelo Gleiser, primeiro palestrante, falou sobre “O que sabemos e não sabemos sobre o universo”. Essa palestra foi realizada por meio de videoconferência. Primeiramente Gleiser mencionou que o universo possui 13,8 bilhões de anos e o espaço está se expandindo como se fosse uma tira de borracha, pois a expansão do universo é acelerada. Ou ele se expande para sempre ou vai até um limite e colapsa. Além disso, revelou Gleiser, a composição material do universo é muito misteriosa, 68% de sua estrutura é energia escura, responsável pela sua aceleração, no entanto, não se sabe se ela é constante ou se varia no tempo. Entende-se que 26,8% é matéria escura, mas não sabemos exatamente o que é, tudo que temos por enquanto são resultados negativos de experimentos de detecção direta. A matéria escura não produz radiação, interage gravitacionalmente, mas ainda não sabemos exatamente o que é. Somente 4,9% do universo é matéria ordinária. Sabemos muito, mas temos ainda muito que aprender, concluiu o palestrante. Na sequência, o professor Tolentino subiu novamente ao palco, desta vez, para falar sobre “O que observar na Lua”. Para este pesquisador, a Lua é um gigante cósmico diante do nosso ponto de vista. É um alvo para observação! Ao pesquisar a Lua descobrimos como foi feito o Sistema Solar. Não é monótono observá-la porque ela altera constantemente o aspecto visual de suas formações. Tolentino mencionou o pioneirismo soviético durante a corrida espacial. Os russos foram os primeiros a lançar um satélite artificial em órbita da Terra, a colocar uma nave espacial próxima da Lua e a levar o primeiro homem ao espaço. Com um agradável coquetel encerrou- se a sessão do primeiro dia. Durante os três dias os convidados foram recepcio- nados pela FUMEC com igual excelência.
  11. 11. 11 Na programação do segundo dia o ilustre convidado Charles Wood abordou o tema: “O objeto mais fascinante do céu noturno”. Nesse colóquio Wood indicou que a Lua tem muito a nos mostrar e precisamos interpretar o que vemos. Nosso satélite é bastante seco porque os gases saíram, tudo que vimos nele tem quase 2 bilhões de anos, portanto, é um mundo fóssil, um grande museu e precisamos ter um olhar educado para vê-lo claramente. Segundo Wood, sabemos se uma cratera é nova ou velha quando analisamos suas bordas. Depois dessa apresentação, chegou a vez do professor Amâncio Friaça discorrer sobre o tema: “Água no Sistema Solar e além: desvelando a habitabilidade do universo”. Que tema interessante e atual! Friaça fez conhecer que um universo biofílico – hospitaleiro à vida – tem que ser especial de diversos modos. Nosso universo tem água por toda parte. A água é a terceira molécula mais abundante no universo. Até mesmo o Sol possui água. Os planetas-anões, igualmente, contêm água. No entanto, o problema está relacionado à existência de água em estado líquido. E quanto à água líquida em Marte? Os espectros indicam vários sais hidratados como perclorato de sódio e magnésio. Assim, caso a temperatura esteja a –30ºC a água ainda estará em estado líquido. Para este pesquisador, a questão da habitabilidade passou de simples especulação para um passo mais fundamentado após descoberta de extremófilos, bactérias crescendo nas paredes de reatores nucleares, e a descoberta dos exoplanetas. Sim, outros mundos poderiam ter vida, afirmou Friaça. Na tarde do último dia Duília de Mello discorreu sobre o assunto: “25 anos do Hubble”, mostrando a história do telescópio espacial desde sua idealização por Lyman Spitzer, as missões de reparo e como os astrônomos são favorecidos com as imagens desse telescópio refletor espacial. De acordo com a palestrante, no centro de operações científicas do Hubble há 500 pessoas dedicadas a trabalhar somente com
  12. 12. 12 esse telescópio, com isso toda a humanidade se beneficia. Particularmente interessante é o fato de Duília trabalhar no Centro de Vôo Espacial Goddard (GFSC/NASA) fornecendo detalhes que ninguém conhece. De forma carinhosa e diante da imagem do Hubble, a palestrante concluiu: “Ele não é lindo gente?” Então ocorreram entusiásticos aplausos. Para conhecer todos os palestrantes do 18º ENAST acesse o website: http://www.enast.org.br/palestrantes. Na página do Encontro há hiperlinks do vídeo das palestras. De forma similar, o NEOA-JBS participou do evento. Alexandre Amorim, coordenador de observações do Núcleo, fez uma palestra sobre observações visuais e duas apresentações orais: uma sobre o Catálogo Brasileiro de Fenômenos Lunares, cujo trabalho é uma compilação de vários eventos lunares registrados por observadores no Brasil – abrangendo os períodos de 1884- 1892 e 1955-2012, e outra sobre a Superlua. Tivemos a grata surpresa de encontrar a catarinense Irene Wehrmeister, aluna do curso de Física do IFC de Rio do Sul, que levou uma maquete do Sistema Sol-Terra-Lua construída por ela e seu colega usando aros de bicicleta. Irene recebeu um prêmio de melhor apresentação de banner. Ao conhecer a história de Irene, Nelson Travnik disse que ela é “uma Viking – intrépida guerreira, e que era bem-vinda ao mundo da Astronomia”. Nunca esqueceremos esses momentos de descontração! Para encerrar de maneira apropriada o evento, tivemos a sessão plenária confirmando o 19° ENAST em João Pessoa/PB, o de 2017 no Rio de Janeiro/RJ e excepcionalmente o de 2019 em Sobral/CE, em alusão ao centenário do eclipse solar observado no Brasil que ajudou a comprovar a Teoria da Relatividade. Em suas considerações finais o professor Tolentino agradeceu a presença do público, dos palestrantes e da equipe que coordenou o Encontro, concluindo com as seguintes palavras: “A FUMEC abraça a todos”. Margarete Jacques Amorim
  13. 13. 13 NEOA-JBS na II Feira de Ciências Na sexta-feira, 20 de novembro de 2015, o Núcleo de Estudo e Observação Astronômica “José Brazilício de Souza”, represen- tado por Adair Cardozo e Alexandre Amorim, participou de uma excelente atividade na Escola Adotiva Liberato Valentim, Costeira do Pirajubaé. Trata-se da II Feira de Ciências e XV Mostra Pedagógica. Na palavra dos organizadores, o projeto pedagógico “visa desenvolver novas formas de ensinar e aprender por meio da pesquisa, tendo o protagonismo da criança e do educador como instrumento constitutivo do conhecimento”. O NEOA-JBS envolveu-se em pelo menos dois projetos dos alunos: “Espaço Sideral” da turma 41 e “Raios” da turma 44. Os leitores do Boletim Observe! certamente notaram em edições anteriores outros artigos que destacavam as atividades em conjunto com a turma 41. Às 18:00 ocorreu a abertura oficial do evento e até o final às 21:00 os visitantes conheceram os vários projetos desenvolvidos pelos alunos durante este ano. Os estandes estavam assim organizados: Local Tema Turma Professor(a) Hall de entrada (térreo) O som e os instrumentos musicais 11 Viviane e Marconi Sala 1 (térreo) Animais do polo norte int. II Lourdes Sala 1 (térreo) A vida no gelo 13 Jaqueline Sala 2 (térreo) Japão 12 Alice Informática (térreo) Cobras 24 Sandra Informática (térreo) Serpentes 32 Alexsandra Corredor (térreo) Brincar e aprender: o jogo como recurso pedagógico Renata Auditório (térreo) Corujas 21 Rafaela Auditório (térreo) Plantas carnívoras 34 Mônica Auditório (térreo) Borboletas 14 Renata Auditório (térreo) Formigas 31 Silvana e Elaine S. Auditório (térreo) Abelhas int. I Elaine K. Hall superior (2º piso) Animais da África 43 Melize Sala 3 (2º piso) Gatos 23 Adriana Sala 3 (2º piso) Cachorros 42 Carol Sala int. II (2º piso) Baleias 24 Kátia Sala int. II (2º piso) Golfinhos 33 Marcos e Luciany Biblioteca (2º piso) Raios 44 Matilde Pátio coberto (2º piso) Astronomia 41 Melize
  14. 14. 14 A quantidade de pais, alunos e membros da comunidade costeirense era enorme! Assim que chegamos à Feira prontamente montamos o Galileuscópio de 50 milímetros f/10 num simples tripé fotográfico e miramos a Lua (crescente e gibosa) ainda à luz do dia. Rapidamente formou-se uma fila de 20 crianças ansiosas para ver a Lua. É bem verdade que muitos pais curiosos aproveitaram a oportunidade para verem a Lua pela primeiramente vez num simples instrumento astronômico. Enquanto isso na quadra as turmas se preparavam para realizarem suas apresentações no período das 19:30 às 21:00. Foi quando a Professora Melize avisou a todos os presentes que às 20:45 teríamos a passagem da Estação Espacial Internacional e que seria visível a olho nu. Nesse momento recolhemos brevemente a luneta para que prestássemos atenção à passagem do brilhante satélite. As nuvens interferiram um pouco na visualização, porém por meio de algumas aberturas todos se surpreenderam pelo brilho da Estação Espacial (avaliado em magnitude –2 na ocasião). A Feira já caminhava para seu encerramento, mas ainda era possível vislumbrar mais um pouco a Lua. Na volta para casa ainda conversamos com outras profissionais da Escola Adotiva que estavam tão atarefadas que não conseguiram observar a Lua. Ficou a expectativa de que no próximo ano alguma turma escolhesse outro tema astronômico, mas se depender do NEOA-JBS estaremos muito mais vezes nessa Escola para levar a Astronomia Observacional às crianças, como é o caso da aluna Gabriela (foto ao lado). Ela estuda no período matutino e foi escalada para atender os visitantes
  15. 15. 15 no estande da turma 41 (os amarelinhos!) no período das 20:30 às 21:00, justamente o último intervalo da Feira! Como não se solidarizar com tamanha dedicação? (AA) Entrevista com alunos participantes da XVIII OBA Fizemos algumas perguntas àqueles alunos do IFSC – Campus Florianópolis que participaram da última edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia. Até o fechamento desta edição pelo menos quatro alunos enviaram suas respostas, a saber: Ana Carolina Gustmann, Gabriel Elwys dos Santos de Araújo, Lucas Camargo da Silva e Natália Sampaio Rosa e Silva. Como ficou sabendo das provas da OBA? Já havia participado ano passado, logo procurei ficar atenta à data em que a OBA ocorreria este ano; os cartazes de divulgação certamente ajudaram. – Ana Gustmann Por cartazes colados nos murais de divulgação do IFSC. – Gabriel de Araújo e Natália Sampaio Soube pela Internet. – Lucas Camargo O que o (a) motivou a fazer a prova? Interesse na área de astronomia e a possibilidade de um diferencial relacionado à participação no evento. – Ana Gustmann Queria ter noção do que era uma prova de astronomia e também porque me interesso bastante pela área. – Gabriel de Araújo Por eu gostar muito de astronomia desde quando eu era pequeno. Desde que soube que a OBA existia sempre quis fazê-la, porém só consegui quando entrei no IFSC já que meu antigo colégio não participava da olimpíada. – Lucas Camargo Interesse pelas ciências da natureza. – Natália Sampaio O que faz para se preparar para as provas da OBA? Estudei em casa, especialmente por meio de provas passadas, e fui a alguns dos encontros do grupo de estudos para a OBA. – Ana Gustmann Participei de encontros e aulas na Internet. – Gabriel de Araújo Meu estudo para OBA foi baseado em fazer as provas dos outros anos. Acho que é a melhor forma de estudo, pois você confere como está seu conhecimento em astronomia e corrigindo as questões erradas aprende muito mais. Além disso, vários temas que caíram em outras provas sempre voltam. Também estudei pelo aplicativo para smartphones “Simulado OBA”. – Lucas Camargo Leio o conteúdo indicado pelos professores do Núcleo de Observação Astronômica do IFSC. – Natália Sampaio
  16. 16. 16 Achou difíceis as questões da prova? Dê sua opinião. Relativamente; se comparada à prova do Ensino Fundamental (nível 3) foi, de fato, mais complicada. – Ana Gustmann Não achei difícil. Eu não sabia como realizá-las. A princípio estava fácil, mas eu não havia lido sobre os cálculos, só as teorias. – Gabriel de Araújo As questões de astronomia estavam em um nível médio, nem muito fáceis, nem muito difíceis. Porém as questões de astronáutica estavam mais difíceis que na maioria das outras provas. – Lucas Camargo Não, achei que tinha algumas questões com um nível de dificuldade maior do que outras, o que é esperado de qualquer prova justa. – Natália Sampaio Como foi seu desempenho? Nessa edição, recebi medalha de bronze. – Ana Gustmann Não fui bem. – Gabriel de Araújo Eu fui muito bem, tirei nota 10, sendo o desempenho deste ano o melhor dentre as três provas que participei (2013, 2014 e 2015). – Lucas Camargo Eu acho que foi mediano, mas mesmo assim me surpreendi com o resultado, pois não precisei me esforçar muito para consegui-lo. – Natália Sampaio Tem alguma sugestão ou conselho para dar aos iniciantes? Recomendo que se dediquem às questões da prova e procurem participar das observações realizadas pelo NEOA-JBS, que se apresentam como uma ótima oportunidade para o engrandecimento no âmbito da astronomia. – Ana Gustmann O meu conselho para os iniciantes é que, antes de tudo, leiam as teorias, mas foquem, principalmente, nos cálculos. – Gabriel de Araújo A minha sugestão é que os iniciantes estudem fazendo as provas dos anos anteriores (que estão disponíveis no website www.oba.org.br) e procurem entender bem todas as questões, ou seja, aprofundem seus estudos sobre cada uma delas. Vários temas de provas anteriores sempre voltam a cair e se você já leu sobre eles antes fica muito mais fácil. Nesse sentido o aplicativo para smartphones “Simulado OBA”, que é um simulado com várias questões de astronomia e astronáutica que caíram em provas anteriores, também ajuda bastante. – Lucas Camargo Aos iniciantes eu diria que não se intimide com as questões que envolvem matemática e física, geralmente esse é o fator que faz a maioria das pessoas terem um mau desempenho e tente ir ao máximo possível às observações astronômicas. – Natália Sampaio Você sabe que no IFSC há um grupo de Astronomia? Ana Gustmann, Natália Sampaio e Lucas Camargo responderam “sim”. Gabriel de Araújo respondeu “não”. Agradecemos esses alunos pelo envio de suas respostas e parabenizamos pela participação da XVIII Olimpíada Brasileira de Astronomia.
  17. 17. 17 Família Sousa é homenageada Esse fragmento do texto “Emoção” do poeta João de Cruz e Sousa era o caput do convite para a cerimônia de outorga da Medalha do Mérito Cultural “Cruz e Sousa” que se realizou na segunda-feira, 23 de novembro de 2015, às 20:00, no Centro Integrado de Cultura (CIC) em Florianópolis/SC. De fato, o evento começou ao som de suavíssimos violinos da Orquestra de Acadêmicos da UDESC. Os homenageados foram: Adolfo Boos Jr. (in memoriam) – Letras Escola Municipal de Ballet da Casa da Cultura “Fausto Rocha Júnior” de Joinville – Dança José Arthur Boiteux (in memoriam) – Patrimônio Cultural Pe. João Alfredo Rohr (in memoriam) – Patrimônio Cultural Penna Filho (in memoriam) – Cinema Lygia Helena Roussenq Neves – Artes Visuais Família Sousa (in memoriam) – José Brazilício de Sousa, Álvaro Sousa e Abelardo Sousa – Música Segundo o Conselho Estadual de Cultura, a “Medalha do Mérito Cultural Cruz e Sousa é um prêmio simbólico a ser conferido aos autores de obras literárias, artísticas, educacionais ou científicas relativas ao Estado de Santa Catarina e reconhecidas como de real valor, ou a quem tenha contribuído por outros meios e de modo eficaz para o enriquecimento ou a defesa do patrimônio artístico e cultural do Estado. A concessão da comenda é da competência do Governador do Estado e a indicação dos agraciados cabe ao Conselho Estadual de Cultura”. Embora os membros da Família Sousa tivessem sido escolhidos por sua atuação na música, é sabida a contribuição deles em outras áreas do conhecimento, principalmente no caso de José “ Emoções delicadas, sutis, que me doem também fundo na alma porque me melancolizam, deixam-me um ritmo de música, uma afinada dolência de suavíssimos violinos, e que por fim delicio.”
  18. 18. 18 Brazilício de Sousa – o patrono do Núcleo de Estudo e Observação Astronômica. Em outubro o neto de Brazilício, Abelardo Sousa, foi homenageado na cerimônia dos 50 anos de composição do “Rancho do Amor à Ilha” (Leia Boletim Observe! Novembro de 2015). Graças aos artigos de Abelardo Sousa foi possível “redescobrir” o astrônomo Brazilício. E como os manuscritos do saudoso astrônomo-músico chegaram até nós? Ora, o diário astronômico e meteorológico compilado entre 1882 e 1909 foi passado de uma geração à outra: de Brazilício para Álvaro, de Álvaro para Abelardo e, por fim, de Abelardo para Sueli Sousa Sepetiba – nossa amiga e uma das fundadoras do NEOA-JBS. Pois coube justamente à Sueli receber a comenda em nome de seus antepassados. E o NEOA-JBS esteve presente na cerimônia para registrar mais esse momento histórico. A última música executada pela Orquestra de Acadêmicos da UDESC, como não poderia deixar de ser, foi o Hino do Estado de Santa Catarina composto por José Brazilício de Souza. (AA) NEOA-JBS prestigia a entrega da Medalha do Mérito Cultural “Cruz e Sousa”. Da esquerda para a direita: Alexandre Amorim, Thaisa Sepetiba, Sueli Sousa Sepetiba e Togo Vaz Sepetiba. Para saber mais sobre este evento, acesse os websites: URL: http://conselho.cultura.sc/sete-homenageados-recebem-medalha-do-merito- cultural-cruz-e-sousa URL: https://www.youtube.com/watch?v=OTPiQ-guN3c&feature=youtu.be
  19. 19. 19 Urânia Planetário Digital Móvel Esse empreendimento surgiu a partir da experiência de trabalho de um dos seus idealizadores num Planetário fixo ao longo de 27 anos. Diariamente divulgando e ensinando Astronomia a públicos de diferentes idades no Planetário, percebeu na prática o potencial educativo que os Planetários possuem e que os equipamentos móveis são excepcionais ferramentas educativas por facilitarem a acessibilidade à Ciência por meio da itinerância. Com o aprimoramento da tecnologia dos projetores de planetários digitais no Brasil, configurou-se, no Urânia Planetário, a realização do sonho de ensinar, divulgar e popularizar a Astronomia e demais ciências, bem como levar entretenimento educativo a qualquer lugar. O Urânia Planetário Digital Móvel tem como missão levar Educação e entretenimento de forma itinerante, utilizando como ferramenta básica a realidade virtual de cinema de imersão. Levamos a qualquer lugar projeções de realidade virtual relacionadas à educação e ao entretenimento. Utilizamos um sistema de projeção digital que dispersa a imagem em 360 graus numa cúpula, por meio de lentes do tipo “olho-de- peixe”, promovendo a sensação de imersão na cena do filme. Oferecemos nossos serviços a escolas, shoppings, feiras de livros e ciências e espaço de entrete- nimento na forma de programas de astronomia, shows de música, projeções de luzes/fractais, conteúdos educativos diversos e shows temáticos para datas especiais. Entre em contato: website: http://uraniaplanetario.com.br email: urania@uraniaplanetario.com.br Fones: (48) 3012-3700 (fixo); (48) 9656-9298 (TIM) ou (48) 9971-6440 (Vivo).
  20. 20. 20 Adquira o “Anuário Astronômico Catarinense – 2016” Numa época em que os recursos eletrônicos estão acessíveis a qualquer pessoa, pode-se questionar sobre a utilidade de um anuário astronômico impresso. Esta obra propicia aos leitores a relação dos principais fenômenos astronômicos previstos para o ano de 2016, servindo de guia tanto para a observação particular como para atividades públicas de contemplação dos eventos celestes. Embora seu título inclua o genitivo “Catari- nense”, este Anuário Astro- nômico relaciona fenômenos visíveis em todo o Brasil. Inclui também astronotícias, comentários e outros textos relacionados com a observação astronômica. Seu uso é recomendado tanto aos astrônomos amadores como para planetários e demais instituições de astronomia, até mesmo aos profissionais de astronomia e demais interessados na ciência astronômica. O livro está disponível para aquisição por meio do website do autor: http://costeira1.rg10.net ou pelo email: costeira1@yahoo.com. Saiba quando e onde o livro poderá ser adquirido em Florianópolis: 2 de dezembro: haverá o lançamento oficial durante uma atividade no Planetário da UFSC a partir das 17:00. 11 de dezembro: das 17:00 às 18:00 haverá sessão de autógrafos durante a 30ª Feira do Livro de Florianópolis, Largo da Alfândega, Centro.
  21. 21. 21 Relatório de observação (outubro-novembro de 2015) [Dados até 24 de novembro de 2015] Sol – manchas solares: recebemos 7 registros de A. Amorim e 8 registros de Walter Maluf (Monte Mor/SP). No 104º Encontro Anual da AAVSO (Woburn, Massachusetts/EUA) os observadores Diego de Bastiani e Walter Maluf foram citados como recebedores do diploma de 100 observações solares enviadas à AAVSO. Segue o gráfico com dados acumulados desde 2010. Estrelas variáveis – A. Amorim fez 2 estimativas das estrelas ζ Phe e κ Pav. Meteoro – Na noite de 13-14 de novembro de 2015 A. Amorim observou entre 22:50 e 00:20 TU identificando apenas um lento meteoro provavelmente do enxame dos Andromedídeos (AND) às 23:22 TU, magnitude +1. Os Andromedídeos são meteoros associados ao Cometa 3D/Biela e são também denominados “Bielídeos”. Conjunção e meteoros Na madrugada do dia 24 de outubro de 2015, foi registrada pela Estação de Monitoramento de Meteoros de Chapecó – EMC/SC – EXOSS a conjunção entre os planetas Vênus, Júpiter e Marte. Na imagem tomada às 07:50 TU está destacada a posição dos astros. Marte aparece muito fraco devido à proximidade do crepúsculo matutino. A seguir, 3 imagens apresentam, sucessivamente, os meteoros registrados. O meteoro registrado na primeira figura foi analisado como um zeta-Taurídeo (ZTA) com magnitude estimada em +0,6. Ainda é destacada a estrela Alphard, a alfa da constelação da Hidra.
  22. 22. 22 Na imagem ao lado temos outro meteoro pertencente ao chuveiro dos zeta-Taurídeos e foi registrado com magnitude estimada em –0,7 Por fim, o terceiro meteoro que cruzou na direção da conjunção planetária pertence ao enxame dos beta-Cancrídeos com magnitude estimada em +0,5. Diego de Bastiani
  23. 23. 23 EVENTOS e PALESTRAS Dia da Astronomia O NEOA-JBS celebrará esta data por meio dos seguintes eventos. quarta-feira, 2 de dezembro: Atividade no Planetário da UFSC A partir das 17:00 haverá sessões de planetário, apresentações diversas e visita ao Observatório da UFSC culminando com o lançamento oficial do Anuário Astronômico Catarinense 2016. segunda-feira, 7 de dezembro: 6ª Caminhada Astronômica Trata simplesmente de uma caminhada na Avenida Beiramar Norte, em Florianópolis, onde há placas informativas dos planetas do Sistema Solar. Mais informações no website: http://www.geocities.ws/costeira1/neoa. 32ª Caminhada Arqueoastronômica Este evento promovido pelo IMMA ocorre no dia 20 de dezembro para a observação do nascer do Sol no solstício de verão. Mais informações no website: http://www.immabrasil.com.br. Observação do Nascer da Lua Cheia Atividade do NEOA-JBS que será realizada no sábado, dia 25 de dezembro de 2015 na Praia da Armação do Pântano do Sul. Mais informações no website: http://www.geocities.ws/costeira1/neoa. IV Encontro de Física e Astronomia da UFSC Este evento ocorrerá em Florianópolis nos dias 22 a 26 de fevereiro de 2016, nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina. Mais informações no website: http://encontro.pgfsc.sites.ufsc.br.
  24. 24. 24 Índice de Assuntos, Ano V Nº 1 – Janeiro 2015 Conjunções em janeiro Amorim, A. Os cometas de janeiro Amorim, A. Asteroide rasante nº 357439 Amorim, A. Asteroide 3 Juno em oposição Amorim, A. Júpiter e seus satélites Amorim, A. De olho na Cabeleira de Berenice Amorim, A. Atenção às crateras lunares em janeiro Amorim, A. Brasileiros na Lua Travnik, N. A. As Comemorações do Dia da Astronomia em 2014 Amorim, M. J. Atividades durante o solstício de verão Cardozo, A. Construindo observatórios astronômicos antigos Garcés, R. G. e Jimenez, C. E. A Astronomia e as navegações (1ª parte) Caniato, R. Relatório de observação (novembro – dezembro de 2014) Amorim, A. Nº 2 – Fevereiro 2015 Ainda o Cometa C/2014 Q2 Lovejoy Amorim, A. A primeira Lua Cheia de 2015 Amorim, M. J. Lua, Vênus e Marte no crepúsculo vespertino Amorim, A. Atenção às crateras lunares em fevereiro Amorim, A. Júpiter e seus satélites Amorim, A. Cometas: História e Observação da Silva, L. C. Astrofilia Italiana Neves,M. A.. A Astronomia e as navegações (2ª parte) Caniato, R. Astronomia na Arquitetura Garcés, R. G. e Jimenez, C. E. Livro publicado Amorim, A. Relatório de observação (dezembro de 2014 – janeiro de 2015) Amorim, A. Nº 3 – Março 2015 Lua Cheia de apogeu Amorim, A. Júpiter e seus satélites Amorim, A. Atenção às crateras lunares em março Amorim, A. Cratera Ptolomeu Amorim, A. Observe o planeta anão Ceres Amorim, A. Cometa 88P/Howell Amorim, A. Meteoros gama-Normídeos Amorim, A. Eclipse solar no dia do equinócio Amorim, A. Conjunção entre Lua, Marte e Vênus Amorim, A. Equilux de março Amorim, A. NEOA-JBS realiza atividades junto ao Planetário da UFSC Amorim, M. J. Asteroide (357439) 2004 BL86 Amorim, A. O Bólido de 18 de maio de 2004 Amorim, A. 2015: cem anos da Teoria Geral da Relatividade de Einstein Neves, M. A. Causos do Adib: O telegrama para a NASA Adib, C. A. A Astronomia e as navegações (conclusão) Caniato, R. O antigo e o novo céu de Campinas Travnik, N. A. Relatório de observação (janeiro – fevereiro de 2015) Amorim, A.
  25. 25. 25 Nº 4 – Abril 2015 Eclipses do Saros nº 132 Amorim, A. Júpiter e seus satélites Amorim, A. Meteoros de abril Amorim, A. Atenção às crateras lunares em abril Amorim, A. Segunda nova estrela em Sagitário Amorim, A. Achando a latitude local Gutiérrez, R. A Lua do outono Mourão, R. R. de F. Há 96 anos, um dos postulados da relatividade era confirmado no Brasil Travnik. N. A. Causos do Adib: o pequeno erro de logística Adib, C. A. A água do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko é igual a da Terra? Amorim, M. J. Le Quatro Stagioni Amorim, A. Relatório de observação (fevereiro – março de 2015) Amorim, A. Nº 5 – Maio 2015 25 de maio: um dia especial para recordarmos Mourão Amorim, A. Atenção à Cratera Ptolomeu em maio Amorim, A. Júpiter e seus satélites Amorim, A. Ocultações em maio Amorim, A. Saturno em oposição ao Sol Amorim, A. Acompanhe o planeta-anão Ceres Amorim, A. Cometa C/2015 F4 Jacques Amorim, A. Cometa C/2015 G2 MASTER Amorim, A. Seletiva da IOAA Amorim, A. Minha experiência na seletiva para a IOAA da Silva, L. C. Observação do nascer da Lua Cheia na Praia do Campeche Gutierrez, R. A Lua Cheia de 4 de abril de 2015: observações e o eclipse Amorim, M. J. Status das duas novas austrais Amorim, A. 10ª Semana Cultural Tekoá-Itaty (Morro Pedregoso) Cardozo, A. Astronomia e as navegações (parte II) Caniato, R. Relatório de observação (março – abril de 2015) Amorim, A. Eclipse lunar em 4 de abril: foi realmente total? Amorim, A. Nº 6 – Junho 2015 5 anos do Boletim Observe! Amorim, A. Minguante de perigeu e Crescente de apogeu Amorim, A. Bela conjunção ao anoitecer Amorim, A. Cometa C/2015 G2 MASTER Amorim, A. O Dia do Asteroide Amorim, A. A nave cargueira Progress M-27M Amorim, A. Por que a hora é atrasada periodicamente de um segundo? Mourão, R.R. de F. Atenção às crateras lunares em junho Amorim, A. Noite de observação no Planetário da UFSC Amorim, M. J. A Estrela Alfa da Constelação do Centauro Amorim, M. J. Encontros de preparação para a XVIII OBA Amorim, M. J. Astronomia e as navegações (parte II, conclusão) Caniato, R. 90 anos sem Camille Flammarion Travnik, N. A. Causos do Adib: Acordando o padre Adib, C. A. História da Astronomia no Brasil Amorim, A. Relatório de observação (abril – maio de 2015) Amorim, A.
  26. 26. 26 Nº 7 – Julho 2015 Vênus e Júpiter em conjunção Amorim, A. Terra no afélio Amorim, A. Ocultações lunares de julho Amorim, A. Duas Luas Cheias no mesmo mês Amorim, A. Planetas-anões em oposição Amorim, A. Atenção às crateras lunares em julho Amorim, A. Cometa C/2013 US10 Catalina Amorim, A. Cometa C/2014 Q1 Pan-STARRS Amorim, A. Estrelas variáveis em atividade Amorim, A. NEOA-JBS comemora o “Dia do Mourão” Amorim, M. J. Exposição de Arqueoastronomia e Astronomia Cultural Amorim, M. J. Monitoramento de meteoros em Chapecó/SC de Bastiani, D. NEOA visita a Escola Adotiva Liberato Amorim, M. J. A grande polêmica dos canais em Marte (1ª parte) Travnik, N. A. S. A história do Mount Marilyn (1ª parte) Tolentino, R. V. Relatório de observação (maio – junho de 2015) Amorim, A. Nº 8 – Agosto 2015 Vênus em conjunção inferior Amorim, A. Conjunção entre Mercúrio, Júpiter e Regulus Amorim, A. Saturno em quadratura Amorim, A. Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko Amorim, A. Cometa C/2013 US10 Catalina Amorim, A. Cometa C/2014 Q1 Pan-STARRS Amorim, A. A estrela BL Telescopi Amorim, A. Acompanhe o asteroide Vesta Amorim, A. Está preparado para o Eclipse Lunar em setembro? Amorim, A. Dia do Asteroide (Asteroid Day) Amorim, M. J. Observação do céu durante a Bienal Brasileira de Design Amorim, M. J. Atividades na Escola Adotiva Liberato Cardozo, A. Adote uma pergunta diversos A grande polêmica dos canais em Marte (conclusão) Travnik, N. A. S. 27 de agosto: Marte NÃO estará próximo da Terra! Amorim, A. A história do Mount Marilyn (2ª parte) Tolentino, R. V. Reencontro com o primeiro telescópio Travnik, N. A. S. Relatório de observação (junho – julho de 2015) Amorim, A. Nº 9 – Setembro 2015 Eclipse Total da Lua Amorim, A. Eclipse Total da Lua: recorrências Amorim, A. Eclipse parcial da Lua em 25-26 de agosto de 1961 Funari, F. Eclipse total da Lua: elementos de cálculo Amorim, A. Eclipse total da Lua: estimativas de brilho Amorim, A. Eclipse total da Lua: cronometragens Amorim, A. Atenção às crateras lunares em setembro Amorim, A. Ocultações lunares de setembro Amorim, A. Cometa 22P/Kopff Amorim, A. Cometa C/2013 US10 Catalina Amorim, A. Cometa C/2014 Q1 Pan-STARRS Amorim, A. IV Simpósio Catarinense de Astronomia Amorim, M. J.
  27. 27. 27 31ª Caminhada Arqueoastronômica Amorim, M. J. A história do Mount Marilyn (conclusão) Tolentino, R. V. A estrela “Cambirela” e seu planeta “Sufijunior” Amorim, A. Um inédito relógio de Sol no Brasil Travnik, N. A. S. História da Astronomia no Brasil (livro) MAst Relatório de observação (julho – agosto de 2015) Amorim, A. Nº 10 – Outubro 2015 Conjunções em outubro Amorim, A. Asteroide 15 Eunomia Amorim, A. Ocultação de delta¹ Tauri Amorim, A. Os cometas de outubro Amorim, A. Meteoros de outubro Amorim, A. Atenção às crateras lunares em outubro Amorim, A. Vesta: asteroide ou protoplaneta? Vargas, E. O Polo Celeste Sul na palma da mão Amorim, A. Palestra sobre Arqueoastronomia Andina Amorim, M. J. Observação do nascer da segunda Lua Cheia no mesmo mês Amorim, M. J. Brusque: O Projeto “Astronomia na Praça” Amorim, M. J. Adote uma pergunta diversos I Feira Municipal de Ciência Amorim, A. Relatório de observação (agosto – setembro de 2015) Amorim, A. Nº 11 – Novembro 2015 Uma foto histórica para um cometa também histórico Amorim, A. Cometas de novembro Amorim, A. Conjunção entre Lua, Vênus, Marte e Júpiter Amorim, A. Ocultação de delta¹ Tauri Amorim, A. Meteoros de novembro Amorim, A. Eclipse Total da Lua em 27 de setembro de 2015 Amorim, M. J. Eclipse lunar: Análise da luminosidade e coloração Vital, H. C. Atenção às crateras lunares em novembro Amorim, A. 12º Encontro Paranaense de Astronomia Amorim, M. J. e Kaczmarech, M. J. Quarta visita à Escola Adotiva Liberato Fernandes, J. C. e Amorim, M. J. Palestra sobre Astronomia Observacional na EFAZ Amorim, M. J. Assim na Terra como no Céu Travnik, N. A. S. Abelardo Sousa é homenageado Amorim, A. NEOA-JBS na SNCT 2015 Amorim, A. Anuário Astronômico Catarinense Amorim, A. Relatório de observação (setembro-outubro de 2015) Amorim, A. Nº 12 – Dezembro 2015 Meteoros de dezembro Amorim, A. Atenção às crateras lunares em dezembro Amorim, A. Ocultações lunares em dezembro Amorim, A. Cometa C/2013 US10 Catalina Amorim, A. Sprites sobre o céu de Santa Catarina de Bastiani, D. 18º Encontro Nacional de Astronomia Amorim, M. J. NEOA-JBS na II Feira de Ciências Amorim, A. Entrevista com alunos participantes da XVIII OBA diversos Família Sousa é homenageada Amorim, A. Urânia Planetário Digital Móvel Urânia Planetário Adquira o “Anuário Astronômico Catarinense – 2016” Amorim, A.
  28. 28. 28 Relatório de observação (outubro-novembro de 2015) Amorim, A. Conjunção e meteoros de Bastiani, D. Num verão qualquer Sepetiba, S. S. Num verão qualquer... Mar de velas, verdes ilhas, Branca espuma, pedras nuas. Tempo solto, vento norte, Maré alta sob a Lua. Lua cheia e areia branca Se embebedando de mar, Criam dunas, sonham ventos, Em velas p’ra navegar. Sueli Sousa Sepetiba Observe! é o boletim informativo do Núcleo de Estudo e Observação Astronômica “José Brazilício de Souza”, editado por Alexandre Amorim com colaboração de demais integrantes do NEOA-JBS. Colaboraram nesta edição: Alexandre Amorim, Ana Gustmann, Diego de Bastiani, Gabriel de Araújo, Lucas Camargo, Margarete J. Amorim, Natália Sampaio, Rosângela Pereira (revisão) e Sueli Sepetiba. Sua distribuição é gratuita aos integrantes e participantes do NEOA-JBS. Observe! é publicado mensalmente e obtido por meio dos seguintes modos: Formato eletrônico: envie email para marcos@ifsc.edu.br com cópia para costeira1@gmail.com . Associe-se ao NEOA-JBS através do Yahoogroups! e tenha acesso a todas as edições do Observe! Acesse o website http://costeira1.rg10.net Formato impresso: obtido na sede do NEOA-JBS, Instituto Federal de Santa Catarina, Avenida Mauro Ramos, 950, Florianópolis/SC. Fone: (48) 3221-0635, contato: Prof. Marcos Neves.

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