A dor é uma sensação surpreendente, o seu corpo pareceexplodir às vezes, arde tanto que sofremos por algum tempo, ocorpo f...
Mas o que faço aqui? Por que estou preso como um bandido?Por que me maltratam tanto? Pois sou uma pessoa trabalhadora eque...
camisa e minha calça e me espancaram, acordei já sem conseguirandar e totalmente destruído por dentro, dentro de minha alm...
uma tatuagem no pescoço (tatuagem de um peixe segurando umaespada).     Muito estranho por sinal, então ele me ajudou a le...
alguma coisa que alguém jogou, e jogou daquela cela que eu estavaolhando, vi quando passou pelas grades, similar à uma lat...
por ele sem olhar para o seu rosto, e logo vi uma escadaria bemalta. Um corredor muito curto apenas com a escada e umaescu...
Entretanto o guarda respondeu sem jeito: — Pensei que estavafazendo sol, desculpe-me, é à força do hábito, quando chamamos...
Depois de ter dito isso, vi que só faltavam mais dois degraus ea escada tinha acabado, eu já começava a enxergar por trás ...
O papel estava lá, o peguei rapidamente e joguei em minhacueca, em seguida estava muito fraco, me joguei com tudo nochão, ...
Mas então me lembrei de uma coisa que me dava forças.     Minha irmã mais nova dizendo que iria arrumar uma maneirade prov...
Tirando o fato que existia uma porta por onde Gilbert haviaentrado, a sala, os corredores daquele lugar da prisão, eram to...
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Papel Misterioso

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Capítulo 1 - BN Aguardando uma Esperança

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Papel Misterioso

  1. 1. A dor é uma sensação surpreendente, o seu corpo pareceexplodir às vezes, arde tanto que sofremos por algum tempo, ocorpo fica suado, as pernas bambas, e uma fraqueza extrema. É isso que estou sentindo nesse momento. Tentar levantar éum caso possível, mas não aconselhável. Consegui abrir os olhoshá poucos minutos, mas sinto o sangue escorrer pelo meu rosto epassar ao lado dos meus olhos, minhas costas estão molhadas, eminhas pernas também, mas não é suor, é um liquido viscoso, ésangue muito sangue. A escuridão impera totalmente, eu vejo o teto que é feito deenormes pedras azuladas, pedras encaixadas que exprimiam terséculos de idade de tanto musgo e tons estranhos, mas talvez sejapor minha visão meio turva. Bom, estou caído aqui tem algum tempo, mas agora estou merecuperando aos poucos, começo a olhar em volta, e vejo que éuma cela, estou preso como um pássaro, tento erguer o corpomais é em vão, meu corpo não responde. Minhas feridas sãograndes nas costas e nas pernas. Eu ergo meus braços e encosto-me a meu peito e tambémpercebo-o molhado. Apanhei muito e cheguei a desmaiar, foramchibatadas, marretadas, e um material fino e elástico que ondeatingia minha pele parecia que ia rasgando. Pelo que perceboolhando meio de lado para baixo, em direção as minhas pernas,que estão viradas para fora da cela. Estou com uma camisaamarela, uma calça com o mesmo pano fino. Tento levantar minha perna e o susto. Uma bola de ferropreso a uma corrente em meu pé esquerdo. Olho com dificuldade e o sangue continua a escorre e até apegar nos meus olhos, vejo um corredor muito pouco iluminado, eolhando aqui aos lados, outras celas, e cada cela onde consigoenxergar vejo presos, mas realmente está muito complicadoenxergar. Esse lugar fede, essas roupas e o ambiente também. Estava com a cabeça meio inclinada, mas desabo com tudo aochão onde eu estava, e sem condições. Estou muito ferido paratentar qualquer movimento. Continuo olhando para o teto, vejogotas de água, goteiras em vários pontos. 5
  2. 2. Mas o que faço aqui? Por que estou preso como um bandido?Por que me maltratam tanto? Pois sou uma pessoa trabalhadora eque respeita tão bem ao próximo! A resposta para tudo isso foi porque eu fui muito estúpido. Bom, você deve estar se perguntando quem sou eu? E por quereclamo tanto dessa situação constrangedora? Meu nome é Gilbert Drumou... E eu não deveria estar aqui, não sei quem realmente deveriaestar aqui, mas eu deixei um pequeno voto de esperança que logoesse sofrimento vai acabar e minha inocência vai ser reveladadaqui a muito pouco tempo, pois é o que almejo. Eu sinto que vai chegar mais rápido do que posso imaginar. PAPEL MISTERIOSOCAPÍTULO UM Não enxergo direito, esta tudo embaçado mais percebo o localabafado, estou deitado de costas para o chão, sofrendo de dorainda das chibatadas, do maltrato ao meu corpo, eu haviaapanhado muito a pouco tempo, minhas costas não param dearder, parecia que meu corpo estava ensopado de álcool,penetrando assim em minhas feridas e são cortes profundosabertos em minhas costas, e em grande parte do meu corpo, assimque eu me sinto. Pelo que me lembro cheguei aqui acorrentado faz algumashoras, me trouxeram com uma venda em meus olhos e não vi paraonde estavam me levando, apenas tiraram ela de meu rostoquando eu estava pendurado por uma corrente, rasgaram minha 6
  3. 3. camisa e minha calça e me espancaram, acordei já sem conseguirandar e totalmente destruído por dentro, dentro de minha alma.Dane-se! Estou parado aqui no chão mesmo, não me pergunte àshoras, não faço idéia. De repente ouço um barulho lá longe, acho que no fim docorredor e são chaves balançando até parece meu pai quandochegava escondido em casa na madrugada pra mamãe não saber.Na verdade era meu pai adotivo, um bêbado que eu odeio, nuncao dedurei, mas meu ódio por aquele homem é extremo, meu paide sangue mesmo eu nunca conheci. Pois é, queria que desta vez aqui deitado fosse meu padrasto, osenhor José Drumou, mesmo vindo me dar uma bronca, tentar medar lições de moral. Mas se fosse ele mesmo depois do esporo oudepois de tentar me transformar em algo que eu já sou, eledissesse: “Vamos embora desse lugar meu menino”. Pois bem! Pensar assim não é ruim, vai que é mesmo essecidadão? O barulho de chaves foi aumentando, e eu olhando paraas grades com muita dificuldade de tanta dor nas costas e no corpotodo. As feridas me incomodavam. E olhando para a outra cela, dava para perceber quem chegava.Meu corpo ainda não respondia, mas eu via uma bota pretagrande, e uma calça azul escura caminhando pra frente de minhacela. Quando em frente às grades da cela onde eu estava, vi umguarda vestido da mesma forma como os homens que estavam nadelegacia, só que esse não tinha nenhuma medalha no peito, usavauma camisa azul escura do mesmo tom da calça, eu não enxergavaseu rosto por causa do escuro mais ele usava um chapéu estranho.Parecia um chapéu de piloto, meio cheio, e com uma pequena abapreta. Era um Kep militar, azul escuro. Na verdade usava uma roupa diferente de todos os policiaisque eu já vi na minha vida. E ele começa a bater a chave nasgrades fazendo um pequeno barulho insuportável dizendo: — Muito bem filho, esta na hora do seu banho de sol, já estápor horas ai, e foi o único criminoso com pena alta que nãoconversou direito com o coronel. Desde quando chegaste nessasua humilde residência nova. Para mim foram poucos minutos, será que eu sonhei todo essetempo? — pensei. Bem acho que não, então o guarda, que por sinal com a caramuito fechada, “branquelo” com a barba mal feita e magrelo com 7
  4. 4. uma tatuagem no pescoço (tatuagem de um peixe segurando umaespada). Muito estranho por sinal, então ele me ajudou a levantar e como corpo doendo consegui me levantar. Quando eu estava de pé eleme mandou segui-lo, bem podia ser mesmo, pois eu não conheciaquase nada nessa maldita prisão, entrei há pouco tempo pelo queme recordo, e nunca havia tomado um banho de sol na prisão,como seria isso? — pensei. Caminhava muito devagar, minhas pernas e braços estavamensanguentados, e também a roupa que eu usava. Puxado pelo guarda, direcionei o olhar para fora da cela etremendo vi que era um corredor não muito comprido, masantigo, parecia que tinha mil anos, paredes feitas com pedrasempilhadas, completamente azuis bem escuras, cheia de musgos,goteiras em vários pontos e pelo corredor varias celas, e por sinalum preso em cada uma delas pelo que eu pude notar. Então o guarda foi indo devagar na frente eu atrás, a genteandava muito devagar, lógico ele estava acompanhando meuspassos, e não me obrigava a andar rápido, e não tinha ameaçadome bater como todos os outros que conheci desde ontem. Eu estava andando quase caindo, a bola de ferro não estava nomeu pé, pois o guarda já à tinha destrancado. A única coisa que meprendia era uma algema em meus pulsos, e andando calmamenteentão parei, pois minhas pernas doíam. O guarda continuou aandar na minha frente devagar e não percebeu que eu haviaparado, e ali descansando e respirando fundo, entretanto não era acaminhada pequena que me cansava, mas sim devido aosferimentos que eram por todo o corpo. Olhei para o lado e vi uma cela escura, mas bem lá no canto daparede dava para se notar que tinha um cidadão por ali, olheiatentamente e vi que era um homem gordo, gigantesco, estavasentado no chão lá no fundo da cela, e eu não via suas pernas. Éum homem careca e com um olhar de poucos amigos, eu nãotinha medo daquele cara mais teria se ele quisesse bater em mim, ecomo eu sabia que isso não iria ocorrer, fiquei ali só olhando paraele, enquanto minhas pernas tremiam devido aos ferimentos. Bem, no caso não dava pra ver ele direito, e nem se ele estavaolhando para mim, pois ele estava no meio do escuro naquela cela,e eu reparava nele, e uma sombra cobria seu rosto. De repente eu não vi, mas pressenti uma coisa voando emminha direção, eu estava muito zonzo, e nem vi mesmo, mas veio 8
  5. 5. alguma coisa que alguém jogou, e jogou daquela cela que eu estavaolhando, vi quando passou pelas grades, similar à uma lata.Quando pensei nisso ela acertou bem em minha testa e parecia quetinha pedras de tão pesada, mas não caí, não foi assim tão forte, sóme desequilibrei todo. Não doeu tanto, mas passando os segundoscomeçou a latejar e a doer muito. Minha cabeça doía por causa da pancada, e as dores de cabeçado espancamento que eu tive horas atrás ajudavam. A cabeça estava doendo muito depois daquela latada na testa,olhei para o chão e vi que era uma lata mesmo, mas o que medeixava curioso era que tinha um papel dentro. Olhei para a cela de novo, e o cidadão gordo estava com amão apontada para mim, pois o que eu deduzi naquele momentoque tinha sido ele, havia arremessado a lata em mim, tinha umasombra na cela, e cobria metade do seu rosto, mas dava pra verclaramente que ele estava com o braço esticado. Não dava pra enxergar a cara do cidadão, ele continuava damesma forma, lá no fundo da cela, minha visão já não estavamuito boa, mas eu olhava para ele e percebia que ele sorria. Variascoisas passaram em minha mente naquele momento, então pensei: — Aquilo era um bilhete, uma forma inteligente de passar umbilhete, tacando a lata em mim. Não sei se foi obra do destino, ele lançou a lata quando euestava parado alguns segundos, será que era para mim? Eu estavaem duvida, mas ao mesmo tempo não podia ter. Rapidamente pisei da ponta do papel que estava saindo da latae por sorte, o papel era pequeno e uma ponta ficou entre meudedão e o outro dedo apontador do pé, olhei para frente e vi que opolicial estava andando quase chegando ao fim do corredor eparou, e começou a se virar para trás, percebendo isso comecei aandar do mesmo ritmo que eu estava. Arrastando o papel na solado meu pé preso à ponta aos meus dedos, e torcendo pelo papelnão se soltar, e continuei a andar cabes baixo, sobre aquele pisoestranho, pedras maiores que as outras, com o mesmo material daparede, locais molhados, goteiras. Olhei pra frente andandodevagar, e vi que o policial estava olhando para mim, ele tinha sevirado mesmo e me esperando alcançá-lo, ele não olhava parameus pés, somente em meu rosto, expressando: “vamos logo seumerda” — pensei. Ao chegar ao fim do corredor pediu para que eu fosse à frente,e eu muito assustado que ele não vice o papel no meu pé. Passei 9
  6. 6. por ele sem olhar para o seu rosto, e logo vi uma escadaria bemalta. Um corredor muito curto apenas com a escada e umaescuridão extrema acima. Comecei a pensar. — Droga preciso esconder esse papel, nãoposso contar com a sorte, mas preciso dela, e se o papel se soltardos meus dedos, não terei outra oportunidade de vê-lo! Comecei a subir as escadas devagar, segurando o papel comforça nos dedos do pé, torcendo a todo o momento pra que elenão se desprendesse dos meus dedos, com o guarda logo atráscontinuei a subir, a escada parecia não ter fim, subia e subia, eraaltíssima, acho que naquele momento tinha subido uns cincoandares de escada, eu não sabia ao certo, apenas subia em meio àescuridão, e o guarda atrás de mim com uma enorme luz delanterna. A prisão parecia um castelo antigo, de tão velhas as paredesfeitas de pedras, enquanto subia, ouvi um forte barulho de chuva,e quando olhei pro lado, havia uma janela com grades. Caia uma chuva fortíssima. Olhando para fora no momentoem que eu caminhava, eu via apenas uma enorme parede de terra ametros da janela, era só isso que eu via. O barulho e a chuva eramenormes e não se ouvia nada. Enxergava a parede de terra atravésda luz da lua, então eu percebi que se atravessasse aquela janela euestaria livre daquele lugar. Entretanto o que me incomodava eramaquelas barras de ferro, todas oxidadas e bem grossas, impossívelpara um ser humano as arrebentar. Nunca na vida tinha visto uma tempestade assim, eu estavaandando e passei por aquela janela, nos poucos segundos que olheilá fora enquanto subia a escada, já estava totalmente encharcado, edizendo: — Que lugar estranho. Eu continuava a subir com a pele toda dolorida em váriospontos, quase no corpo inteiro, e por dentro eu estava fraco. Aágua que entrava por aquela janela havia me deixado ensopado, aágua escorria com vontade em meu rosto. Porém não sei por que ador havia aliviado com essa água gelada. Olhei para trás enquanto andava e vi que o guarda estava damesma maneira, e eu disse: — Então senhor guarda que tipo debanho de sol é esse? O guarda não deu muita satisfação, pois lembrou o que dissepara Gilbert. — Desculpe-me. Disse-me que iria levar-me lá fora para tomarum banho de sol. 10
  7. 7. Entretanto o guarda respondeu sem jeito: — Pensei que estavafazendo sol, desculpe-me, é à força do hábito, quando chamamosos presos para tomar banho de sol, eu me referia a sair da cela.Mesmo que esteja chovendo um dilúvio ou esteja à noite. Que homem estranho, ele falava como se não pretendesse memagoar, maltratar ou até me ofender, com essa primeira passagempela policia foi o único que me tratou de tal forma até agora. Logo pensei que tinha coisa no afeto desse soldado, logo euum homem amigo das pessoas, que nunca fez mal a uma mosca.Estou aqui subindo essas escadas, todo arrebentado e semcondições, mas resisto até o fim, enganado por um guarda, masisso é normal, no fim nenhum deles quer a nossa segurança. Masnão me importava, não sabia pra onde ele estava me levando. Meu objetivo era chegar ao topo das escadas, pois eu tinha umplano, e tinha que dar certo, precisava ler o que estava naquelepapel em meus pés, o papel estava molhado, uma janela emcontato com a chuva, com essa eu não esperava. — Que droga — eu disse em um tom baixo. A escada não acabava, mas o guarda não me apresava, Pareciaque eu já tinha subido dezessete andares e havíamos passamos porapenas uma janela. Na verdade... Não sei por que imagino coisasassim, isso foi outra coisa menos mal, iria danificar mais ainda opapel que eu ainda não vi, e da forma que eu andava com os dedospresos e devagar quase arrastando, eu o estava danificando muito,mas era a única alternativa, meus braços estavam presos por umaalgema, se eu pegasse com a mão, o guarda ia ver. Mas logo avisteio fim da escada. Uma porta de comprimento menor, mas com uma grandealtura e arredondada em cima, sem nenhuma porta, apenas aabertura, e uma grande escuridão através dela. — Droga — retornei a dizer no mesmo tom. Estava muito nervoso, mas eu via aquela chance a única deconseguir ler o que estava escrito no bendito papel, talvez umplano de fuga? Bom, o que mais se pode esperar de outro preso, eainda mais se eu nem conheço. Talvez possa ser o telefone de alguma menina bonita?Comecei a rir baixo imaginando, para o guarda não notar, mas nãopude disfarçar, o guarda que estava caminhando, subindo asescadas atrás de mim me perguntou por que eu estava rindo, eu sódisse que tinha se lembrado de uma coisa engraçada. 11
  8. 8. Depois de ter dito isso, vi que só faltavam mais dois degraus ea escada tinha acabado, eu já começava a enxergar por trás daabertura, outro corredor gigantesco, mas com varias entradas, emvarias direções e mais celas. Um lugar que parecia estarabandonado. Era mesmo antigo. E eu parei, e comecei a pensar se ia dar certo aquele meuplano, naquele momento o guarda diz de uma forma arrogante: —Por que parou? Vamos? Eu tinha que contar com a sorte naquele momento, muitasorte. Bem, eu continuei a andar e estava com o pé no penúltimodegrau e ia pisar no ultimo, já tínhamos subido vinte andares, eunão sabia se tinha sido isso, entretanto se eu fosse um profeta,diria coisas mais interessantes. Bem, então coloquei meu plano emação, disse em voz alta: — O que é aquilo lá em cima? — disseisso sem levantar a cabeça, bem, eu não vi o guarda se tinhaolhado para cima pra ver, e se acreditou no que eu tinha dito. Nãosabia se ele era tão trouxa, podia pensar que fosse uma aranha dascavernas. Entretanto, eu sabia de uma coisa, eu precisava contarcom a sorte, e ele tinha que olhar pra cima. Eu estava de costas e precisava que não me segurassem se eucaísse. Se ele me visse caindo de costas em sua direção iria mesegurar. Então pisei em falso de propósito, e despenquei das escadasrolando, por sorte o guarda tinha olhado para cima, e quandoolhou pra frente eu já estava rolando nas escadas, só deu tempodele encostar-se à parede se desviando, então eu despenquei naescada, rolei mais ou menos vinte andares pra baixo, gritando,porque as dores eram insuportáveis demais. Quando parei lá no andar onde estava preso, de costas nochão e com as pernas sobre as escadas. Sentia-me totalmentequebrado, não podendo me levantar, totalmente machucado,sangrando muito no nariz, entretanto eu sabia que tinha que serrápido, o guarda estava lá em cima ainda, mas eu sabia que eleestava descendo depressa. Não conseguia levantar a mão direita, mas com calma e umpouco devagar eu consegui esticar o braço até o pé, já que euestava com algemas os meus dois braços foram juntos, estava commuito medo de o papel ter se perdido na queda, mas segurei firmeo papel no dedo, minha certeza e confiança era essa, então euestiquei o pé na direção da minha mão, gemendo, quasedesmaiando, coloquei a mão sobre o pé. 12
  9. 9. O papel estava lá, o peguei rapidamente e joguei em minhacueca, em seguida estava muito fraco, me joguei com tudo nochão, poucos segundos eu conseguia ouvir os passos de alguémcorrendo, descendo as escadas, e era só falar, o guarda já estava devolta, eu não conseguia vê-lo direito, minha vista estava meioembaçada, e me deitar de novo ao chão só me fazia sentir maisdores. Entretanto eu enxergava a tatuagem em seu pescoço, elecom a cara ardendo de raiva, balançando a cabeça para os ladosfazendo gestos, como se eu tivesse fazendo algo estúpido. Emseguida ele disse para que eu levantasse, e ainda disse que nãoprecisava fazer isso. — Fazer o que senhor? Tentar me matar? — perguntei— Por que eu faria uma coisa dessas se sou um homem inocente eincriminado injustamente? — tornei a perguntar. O guarda ficou calado, puxou meu braço, e me colocou nascostas, eu podia ouvir todos os presos daquele andar rindo, pois osidiotas sempre riem da desgraça dos outros, mas eu não meimportava, tinha conseguido por o papel em segurança, enquantoo guarda me carregava para cima de novo, eu com os olhosfechados só ouvia os risos se distanciando, então eu desmaiei, nosombros do guarda. As dores, mesmo não querendo, maltratavam meu corpo, eminha respiração estava muito ruim. Quando recobri a consciênciaestava todo enfaixado, e não sentia muitas dores, eu estava sentadoem uma sala de espera. Vi varias outras cadeiras vazias ao meulado, cadeiras de madeira, madeiras que pareciam moradias decupim. Aquele lugar era muito antigo eu não tinha mais duvidapela aparência das paredes, como foram construídas e até mesmopelo material. Uma porta no outro lado em um corredor vazio, olhei paraminha frente na parede do corredor, avistei uma faixa e estavaescrito as seguintes palavras. “Haverá um dia em que os bandidos entenderam que o que fizeramestava errado e iram se redimir, e entenderam que pra se viver bem, vão terque estar bem” Essa frase em mim despertou vários sentidos, que a vida podeser bela se todos se entenderem, e deixar de fazer crimes, eviveram mais, e muitos mais sentidos, mais todos voltados abandidos miseráveis... Mas no fundo estava chateado que omundo estava me injustiçando, uma pessoa honesta que se tratavade mim. 13
  10. 10. Mas então me lembrei de uma coisa que me dava forças. Minha irmã mais nova dizendo que iria arrumar uma maneirade provar minha inocência, que era apenas para aguardar. E isso medeixava feliz, mesmo com tantas feriadas me destruindo pordentro e por fora. Nesse momento a porta que estava do lado esquerdo se abriu,e um senhor de idade apareceu, com uniforme da policia, mas quepor sinal parecia ser muito importante. Usava um uniformediferente do outro guarda, um uniforme azul bem mais claro, tantonos trajes quando no chapéu que também parecia ser de piloto.Um tipo Kep. Tinha muitas medalhas em seu peito e um símboloestranho e dourado no chapéu. — Que coisa garoto, a gente tem ordem de bater nos nossospresos para assim dar a lição que os pais não tiveram coragem,para eles não entrarem no crime, mas você eles pegaram pesadocara, esta todo enfaixado, e todo acabado — ele disse meencarando, olhei pra ele e disse: — Não jovem, apenas caí daquela escadaria que dá aceso ascelas imundas. E pudera, eu estava bastante enfaixado, sangue escorrendo portodas as partes, a boca inchada e olhos roxos. Aquele senhor ficou um pouco pensativo e disse: — Nossa, aquela escada tão alta, que sorte você não termorrido garoto. — Nada senhor — falei. Naquele instante falei em voz baixa: — Quem me dera morrer logo, isso sairia mais vantajoso, doque ficar preso por oitenta anos, que condenação miserável. O senhor de idade havia ouvido o que Gilbert tinha dito, eficou meio sem saber o que dizer, e disse: — Garoto. Não pense assim, a vida é bela pra muitos e nãomuito pra outros, mas fique sabendo que todos têm direito deviver bem, entre aqui. Gilbert se levantou com cuidado e entrou na sala, e avistouuma mesa com duas cadeiras, o senhor lhe pediu para se sentar, amesa tinha muitos papeis. A sala tinha essa mesa ao meio, algumas prateleiras, armários, eem volta da sala batia uma janela de fora a fora, em trezentos esessenta graus. Fora a parede que estava alinhada com a portaonde Gilbert havia entrado, a sala era redonda e a mesmaconstrução antiga. Só que modificada. 14
  11. 11. Tirando o fato que existia uma porta por onde Gilbert haviaentrado, a sala, os corredores daquele lugar da prisão, eram todosfeitos de pedras, e estava tão antigo aquele lugar que as paredeseram meio esverdeadas de musgo, e o que se percebia era queaquele lugar era muito mais que antigo. Então de tanto olhar comdificuldade Gilbert pensou e disse a si mesmo: — Sim, esse lugar émuito antigo, essa construção, Mas chega de tentar desvendar oque é! Olhando pela janela gigantesca, uma vidraça que rodeava asala, e as paredes tinham grande parte de vidro. Era uma janela quetinha vista plena. Olhando de longe eu percebia que estavachovendo bastante, mas podia se notar que eu e aquele velhoestávamos no ultima andar. Eu olhava em volta na janela, e davapara se ver a ilha em sua totabilidade, me sentia uma coruja.Finalmente percebi que eu estava em uma torre, percebendotambém que estava realmente em uma ilha, lá fora havia ummar. E percebendo mais, eu estava realmente em um castelo. Castelo gigantesco, e uma floresta enorme a muitosmetros do castelo, e ali era a parte mais alta do castelo. Euestava na sala do responsável pelos presos, e por toda a forçapolicial que os detém, atrás da mesa estava o retrato daquelesenhor que era o responsável, o mandante por toda aquelaenorme prisão chamada Calim, eu há frente do comandantedaquela prisão, o Coronel. Eu olhava pra ele, mas ele sóestava sentado meio cabes baixo, e pensativo. 15

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