A imigração no Brasil

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Conferência realizada na University College of Dublin no dia 22 de Fevereiro de 2011

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  • história dos judeus americanos fez escala no Brasil. Foi do Recife que partiram, em 1654, os primeiros judeus a se fixar na América do Norte. Esse grupo inicial, com 23 pessoas, abriu caminho para a chegada de outros sefardins (judeus então oriundos da Península Ibérica, hoje também concentrados no Oriente e na África.). Depois, no século 19, a comunidade acolheu milhões de asquenazis (na origem, judeus procedentes da Europa Oriental e da Alemanha). Hoje, com mais de 3 milhões de judeus, Nova York é a capital mundial do judaísmo. Mas a tradição dos pioneiros do Recife ainda é mantida na sinagoga da Congregação Shearith Israel, que eles fundaram. A atual sinagoga, de frente para o Central Park na esquina da Rua 70 Oeste, é a quinta construída pela congregação. As anteriores foram demolidas. Mas ainda existe o primeiro cemitério judeu, agora o mais antigo da cidade. Fica em Chatham Square, num antigo bairro que se tornou Chinatown. As lápides dos 107 túmulos foram quase apagadas pelo tempo. Mas alguns nomes não deixam dúvida sobre a origem: Mendes, Gomez, Seixas, Pinto, Fonseca, Burgos, Lopes, Rivera, Cardozo.
  • Os Clienteltchics - Década de 1920 Na década de 20, houve uma imigração particular, para Porto Alegre, de rapazes solteiros vindos da URSS e da Polônia. Os jovens eram artesãos, alfaiates, sapateiros, marceneiros. Alguns não tinham profissão definida e dedicaram-se ao comércio ambulante. Eram os clienteltshic, mascates, que ofereceriam, de casa em casa suas mercadorias, como roupas, gravatas, rendas, meias, botões e miudezas em geral.
  • A imigração no Brasil

    1. 1. A IMIGRAÇÃO NO BRASIL University College of Dublin 22/02/2011
    2. 2. HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO NO BRASIL <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Contextualização </li></ul><ul><ul><li>Elementos sócioeconômicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Elementos ideológicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Elementos técnicos e tecnológicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Elementos piscológicos </li></ul></ul><ul><li>Cronologia </li></ul><ul><li>Populações e formas de instalação </li></ul>
    3. 3. CONTEXTUALIZAÇÃO <ul><li>Elementos sócioeconômicos </li></ul><ul><li>Elementos ideológicos </li></ul><ul><li>Elementos técnicos e tecnológicos </li></ul><ul><li>Elementos psicológicos </li></ul>
    4. 4. ELEMENTOS SÓCIOECONÔMICOS EUROPA <ul><li>Revolução Francesa </li></ul><ul><li>Revolução Industrial </li></ul><ul><li>Êxodo rural </li></ul><ul><li>Excedente populacional </li></ul>
    5. 5. ELEMENTOS SÓCIOECONÔMICOS BRASIL <ul><li>Desenvolvimento econômico (ciclo do café) </li></ul><ul><li>Movimento abolicionista : crise da mão-de-obra </li></ul><ul><ul><li>1851 : Lei Eusébio Queirós </li></ul></ul><ul><ul><li>1871 : Lei do Ventre-Livre </li></ul></ul><ul><ul><li>1885 : Lei Saraiva-Cotegipe </li></ul></ul><ul><ul><li>1888 : Lei Áurea </li></ul></ul>
    6. 6. ELEMENTOS IDEOLÓGICOS : O EMBRANQUECIMENTO DA RAÇA BRASILEIRA <ul><li>Mas se, em lugar de se reproduzir por si mesma, a população brasileira estivesse em posição de subdividir os elementos desagradáveis de sua constituição étnica atual, forticando-as por alianças de um valor mais alto com as raças européias, então o movimento de destruição observado em suas fileiras pararia e daria lugar a uma ação contrária. A raça se realçaria, a saúde pública melhoraria, o temperamento moral seria remodelado e as modificações mais felizes se introduziriam no estado social deste admirável país. </li></ul><ul><li>Arthur de Gobineau </li></ul><ul><li>G. Reders. Le comtre de Gobineau au Brésil . Paris : Nouvelles Editions Latines, 1934, p. 148. </li></ul>
    7. 7. ELEMENTOS IDEOLÓGICOS <ul><li>O índio afunda-se em suas florestas seculares, em ódio à civilização, que só lhe traz males. O negro sucumbe ao tormento, esmagado nas engrenagens desta impiedosa máquina a que chamamos produção. O caboclo (sic), produto híbrido de tribos salvagens, só herdou a indolência das daus raças e sua inaptidão para o trabalho ativo e fecundo. Restam então o mameluco e o mulato, que receberam do sangue português alguns germes desta atividade febril que tornou seus ancestrais tão célebres nos anais da navegação. Infelizmente, estão longe de dar conta do trabalho sozinhos. […] É só por uma infusão incessante de sangue europeu, pela reabilitação do trabalho, […] que a civilização prosseguirá suas conquistas e tomará posse desses espaços imensos ainda entregues somente à força da natureza. </li></ul><ul><li>Adolphe d’Assier </li></ul><ul><li>Adolphe d’Assier . Le Brésil contemporain : Races, mœurs, instituitions, paysages . Paris : Durand et Lauriel, 1867, p. 116 </li></ul>
    8. 8. ELEMENTOS POLÍTICOS <ul><li>Imigração judaica </li></ul><ul><li>Imigração sírio-libanesa </li></ul><ul><li>Imigração armênia </li></ul>
    9. 9. IMIGRAÇÃO JUDAICA <ul><li>Von dem Christeliche – Streyt, kürtzlich geschehe – jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona – ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri – sten oder juden, von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” </li></ul><ul><li>Da Contenda Cristã, que recentemente teve lugar em Lisboa, capital de Portugal, entre cristãos e cristãos-novos ou judeus, por causa do Deus Crucificado </li></ul>
    10. 10. IMIGRAÇÃO JUDAICA Bairro do Recife , Franz Post, séc. XVII
    11. 11. IMIGRAÇÃO JUDAICA Progom, Lasar Segal, 1937 Os Sobreviventes, Lasar Segal, 1946
    12. 12. IIMIGRAÇÃO SÍRIO-LIBANESA Família Seife após desembarque no Brasil, 1952, Minas Gerais
    13. 13. IMIGRAÇÃO ARMÊNIA Catedral Apostólica Armênia São Jorge - São Paulo
    14. 14. ELEMENTOS TÉCNICOS E TECNOLÓGICOS: TRANSPORTES
    15. 15. Transporte de imigrantes japoneses do Porto de Santos a São Paulo, 1908
    16. 16. HOSPEDARIAS Hospedaria de imigrantes de São Paulo
    17. 17. Hospedaria de Imigrantes de São Paulo
    18. 18. Hospedaria da Ilha das Flores – Rio de Janeiro
    19. 19. Hospedaria de Imigrantes Horta Barbosa – Minas Gerais
    20. 20. ELEMENTOS PSICOLÓGICOS
    21. 21. O SONHO AMERICANO <ul><li>Navio com imigrantes italianos </li></ul><ul><li>Navio de imigrantes, Lasar Segall, 1934 </li></ul>
    22. 22. SONHO AMERICANO <ul><li>Morro da Favela, Lasar Segall, 1925 </li></ul><ul><li>O imigrante, Charles Chaplin, 1917 </li></ul>
    23. 23. CRONOLOGIA <ul><li>1808-1850 </li></ul><ul><ul><li>Transferência da corte portuguesa </li></ul></ul><ul><ul><li>Abertura dos portos brasileiros </li></ul></ul><ul><ul><li>Primeiras colônias de alemães </li></ul></ul><ul><li>1850-1870 </li></ul><ul><ul><li>Fim do tráfico negreiro </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolvimento econômico : ciclo do café </li></ul></ul><ul><li>1870-1930 </li></ul><ul><ul><li>Imigrantes assalariados </li></ul></ul><ul><ul><li>Auxílio e subsídio ao imigrante </li></ul></ul><ul><li>1930-2011 </li></ul><ul><ul><li>Restrições jurídicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Novas rotas imigratórias </li></ul></ul>
    24. 24. FORMAS DE INSTALAÇÃO <ul><li>Colonos </li></ul><ul><li>Imigrantes assalariados </li></ul><ul><li>Comerciantes ( o mascate) </li></ul>
    25. 25. IMIGRANTES MASCATES Os Clienteltchics - Década de 1920
    26. 26. IMIGRANTES - COLONOS Consulado alemão – Erechim, RS, 1934
    27. 27. IMIGRANTES – COLONOS
    28. 28. IMIGRANTES – ASSALARIADOS
    29. 29. POPULAÇÕES
    30. 30.
    31. 31. EMIGRAÇÃO BRASILEIRA
    32. 32. BRASILEIROS CLANDESTINOS Brasileiros clandestinos no Texas
    33. 33. BRASIL-IRLANDA <ul><li>Relações culturais </li></ul><ul><ul><li>Viajantes </li></ul></ul><ul><ul><li>Mercenários </li></ul></ul><ul><li>Informações </li></ul><ul><ul><li>http://www.irlandeses.org/ </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.irlandeses.org/0607izarra1.htm </li></ul></ul>
    34. 34. CONFERÊNCIA REALIZADA PELO PROFESSOR JOSÉ LEONARDO TONUS MAÎTRE DE CONFÉRENCES UNIVERSITÉ DE PARIS-SORBONNE UNIVERSITY COLLEGE OF DUBLIN 22/02/2011 Visitem o nosso blog : http://etudeslusophonesparis4.blogspot.com/

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