Meu pé de laranja lima

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Meu pé de laranja lima

  1. 1. José Mauro de Vasconcelos nasceu em Bangu, bairro do Rio de Janeiro, a 26 de Fevereiro de 1920. Filho de uma família muito pobre, teve ainda em criança de ir viver com uns tios no Rio Grande do Norte, em Natal. Ainda em Natal, fez dois anos do curso de medicina. Depois, voltou para o Rio onde teve vários empregos. José Mauro de Vasconcelos ganhou uma bolsa de estudo em Espanha. Contudo, o escritor só lá esteve uma semana pois não aguentou a vida académica, preferindo viajar pela Europa. As viagens que José de Vasconcelos fez contribuíram para a escrita do seu primeiro livro de estreia, “Banana Brava”, em 1942. Depois deste livro, continuou a escrever, publicando outros livros como: “Doidão”(1963), “O garanhão das praias”(1964), “Meu pé de laranja lima”(publicado em 1968, foi um grande sucesso com mais de meio milhão de exemplares vendidos em todo o mundo, como Áustria, Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, Argentina, Itália, Holanda, França e Portugal), o Palácio Japonês(1969) e muitos outros. Além de escritor, José Mauro de Vasconcelos já foi artista plástico, actor de teatro e de televisão. Alguns dos seus livros, foram convertidos em filmes, incluindo “Meu pé de laranja lima”, que teve um grande sucesso de bilheteira. O escritor acaba por morrer em São Paulo, a 24 de Junho de 1984.
  2. 2. Este livro conta a história de um menino chamado Zezé. Este menino tem cinco anos, vive numa família muito pobre e numerosa, é muito inteligente, curioso, sensível e traquinas. Com a falta de afecto que encontra na família, Zezé vai pelas ruas fazendo mil travessuras, por isso as pessoas dizem que ele tem o diabo no corpo e batem muito nele sempre que faz alguma maldade, até mesmo a sua irmã mais velha, Jandira, que toma conta dele. Então, esta criança, sentindo-se só e sem ninguém para conversar nem o entender, inventa para si um mundo de fantasia, do qual um pé de laranja lima, que encontrou no quintal da sua nova casa, é o seu confidente e melhor amigo. Zezé chama ao seu pé de laranja lima Minguinho ou Xururuca. Um dia, quando Zezé mexeu no carro de um português, (Manuel Valadares) um carro lindo, que ele nunca tinha visto, e foi apanhado por ele, levou um grande puxão de orelhas e nunca mais se atreveu a ir lá.
  3. 3. Mais tarde, eles acabam por ficar os melhores amigos, passam muito tempo juntos e Zezé vê neste seu novo amigo um pai que lhe dá carinho e o entende. Infelizmente, o portuga, como Zezé o chamava carinhosamente, acaba por morrer num acidente numa passagem de nível, em que um grande comboio, o Mangaratiba, passa por cima do lindo carro do português e acaba por causar a morte deste. Com a morte do portuga, Zezé sente uma grande dor e deixa de dar sentido à vida. Ele acaba por ficar mesmo muito doente, ficando acamado durante muitos dias. Finalmente Zezé melhora, mas deixou de ser a criança que era, comparando o aparecimento da primeira flor no seu pé de laranja lima com o fim da sua infância.
  4. 4. • “ No começo, por cerimônia ou porque queria impressionar aos vizinhos, me comportava bem. Mas uma tarde recheei a meia preta de mulher. Enrolei ela num barbante e cortei a ponta do pé. Depois onde tinha sido o pé peguei uma linha bem comprida de papagaio e amarrei. De longe, puxando devagarzinho parecia uma cobra e no escuro ela ia fazer sucesso.”
  5. 5. • “ – Levanto mais cedo e passo no jardim da casa do Serginho. Quando o portão está só encostado, eu entro depressa e roubo uma flor. Mas lá tem tanta que nem faz falta. - Sim. Mas isso não é direito. Você não deve fazer mais isso. Isso não é um roubo, mas já é um “furtinho”. - Não é não, D. Cecília. O mundo não é de Deus? Tudo que tem no mundo não é de Deus? Então as flores são de Deus também… Ela ficou espantada com a minha lógica.” • “ – (…) A Dorotília é mais pobre do que eu. E as outras meninas não gostam de brincar com ela porque é pretinha e pobre demais. Então ela fica no canto sempre. Eu divido o sonho que a senhora me dá, com ela. Dessa vez ela ficou com o lenço parado no nariz muito tempo.”
  6. 6. • “ – Portuga, olhe para a minha cara. Cara não, focinho. Lá em casa dizem que eu tenho focinho porque não sou gente, sou bicho, sou índio Pinagé, sou filho do diabo. -Prefiro ainda olhar na tua cara. - Mas olhe mesmo. Olhe como ainda estou todo inchado de apanhar. Os olhos do Português adquiriram uma expressão de inquietude e pena. -Mas porque te fizeram isso? (…) - Mas não podem bater tanto numa criancinha como tu. Ainda nem fizeste seis anos. Minha Nossa Senhora de Fátima! -Eu sei por quê. Eu não presto mesmo. Sou tão ruim que quando chega o Natal acontece aquilo: nasce o menino diabo em vez do menino Deus! ... - Besteiras, tu és um anjinho ainda. Podes ser um tanto traquinas … Aquela idéia fixa tornou a me angustiar a mente. - Eu sou tão ruim que nem devia ter nascido. Eu falei isso para Mamãe outro dia.”
  7. 7. Zezé com o seu tio Edmundo Zezé com o seu irmão mais novo, Luís, de quem gostava muito. Por vezes Zezé chamava-lhe Rei Luís.
  8. 8. Zezé com o seu amigo portuga. Quando Zezé ficou doente, a sua professora, D. Cecília Paim, foi visitá-lo.

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