Memorial do Convento - Cap. xviii

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Memorial do Convento - Cap. xviii

  1. 1. Escola B.2,3/S Mestre Martins Correia, Golegã Joana Rodrigues 12ºA nº2 Ano letivo 2012/2013 de José Saramago
  2. 2. Enumeração dos bens do Império de D. João V e dos bens comprados para a construção do convento. D. João V encontrava-se “escriturando no rol os bens e riquezas” e meditava sobre o que iria fazer a tão grandes somas de dinheiro, chegando à conclusão que com o ouro das suas minas e fazendas pagaria a construção do convento de Mafra. O rei mandou vir de outros países da Europa o material para o Convento. De Portugal apenas a “pedra, o tijolo e a lenha para queimar, e homens para força bruta, ciência pouca”. Arquiteto alemão, italianos mestres dos carpinteiros “e da Holanda os sinos e os carrilhões, os castiçais, os tocheiros de bronze, e os cálices(…)” “Medita D. João V no que fará a tão grandes somas de dinheiro, a tão extrema riqueza, medita hoje e ontem meditou, e sempre conclui que a alma há de ser a primeira consideração(…)”
  3. 3. Realização de uma missa numa capela situada entre o “local do futuro convento e a Ilha da Madeira”. Comparam-se os homens às formigas. Comparam-se os homens às formigas, mas desta vez correm atrás do dinheiro do rei, como as formigas correm atrás do mel. “ Vão as formigas ao mel, ao açúcar derramado, ao maná que cai do céu,, são quê, quantas, talvez umas vinte mil, todas para o mesmo lado viradas(…)” Referência à falta de higiene e de condições de trabalho, dos operários do Convento, chegando a ser referido neste capítulo a morte de mais dois trabalhadores. “… daqui a pouco os homens poderão ajoelhar-se sem temer demasiado pelas joelheiras dos calções, ainda que esta gente não seja da que mais cuida de limpezas, lavam-se com o próprio suor.”
  4. 4. Descrição de um jantar em família Blimunda, Inês Antónia, Álvaro Diogo e o filho esperavam Baltasar, para jantarem com o velho João Francisco que mal mexe as suas pernas. É feita, também, referência ao novo vício adquirido por Baltasar que desde que soube da morte do padre Bartolomeu Lourenço começou a beber vinho. “ Mas, bebendo, sempre chega o momento em que sente sobre o seu ombro a mão de Blimunda, não é preciso mais nada(…) julga que vai beber como bebeu os outros, mas a mão toca-lhe no ombro(…)” Este citação mostra-nos a influência de Blimunda sobre Baltasar caracterizadora da união, respeito, perfeição e comunhão do amor que os une.
  5. 5. Apresentação dos trabalhadores do convento e apresentação de Baltasar Mateus (já com 40 anos). Baltasar e os seus amigos conversam sobre as suas vidas e falam de como elas eram antes de trabalharem em Mafra. Baltasar tem 40 anos, a sua mãe já morreu e o pai mal pode andar. Esteve na guerra e aí perdeu a sua mão, voltando a Mafra mais tarde. Sete Sóis comenta que nem sabe se perdeu a sua mão na guerra ou se foi o Sol que a queimou, porque afirma que subiu uma serra tão alta que quando estendeu a mão tocou no Sol e este queimou-o. Seus colegas comentaram que era impossível visto que só tocaria no Sol “se voasse como os pássaros, ou então seria bruxo”. Baltasar nega dizendo : “Eu não sou bruxo, ponham-se a dizer essas coisas e leva-me o Santo Ofício, e também ninguém me ouviu dizer que voei”. Para além de Baltasar é-nos também apresentado outros trabalhadores: Francisco Marques, José pequeno, Joaquim da Rocha, Manuel Milho, João Anes e Julião Mau Tempo.
  6. 6. Caracterização dos gastos reais e dos trabalhadores do Convento de Mafra; Realização de uma missa numa capela situada entre o “local do futuro convento e a Ilha da Madeira”;  Comparação dos homens às formigas; Referência à falta de higiene e de condições de trabalho dos operários do Convento; Morte de mais dois trabalhadores; Descrição de um jantar em família, com referência ao vício adquirido por Baltasar;  Relatos de histórias de vida contadas por trabalhadores do convento incluindo Baltasar que já se encontra com 40 anos.

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