Memorial do Convento - Cap. x

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Memorial do Convento - Cap. x

  1. 1. Escola B.2,3/S Mestre Martins Correia, Golegã Ano letivo 2012/2013 Realizado por: Joana Rodrigues, 12ºA, Nº2
  2. 2.  Baltasar visita a família, apresenta Blimunda e explica a razão da perda da mão;  Pai de Baltasar vende as suas terras para a construção do convento;  Baltasar procura trabalho;  Comparação entre a morte e o funeral do filho da irmã de Baltasar e o do infante D. Pedro;  Nova gravidez da rainha;  Comparação das relações de Baltasar e Blimunda e do rei e da rainha;  Desmaios do Rei e a preocupação da Rainha;  Desejo de D. Francisco, irmão do rei, casar com a rainha, aquando a morte de D. João V.
  3. 3. Baltasar visita a família, apresenta Blimunda e explica a razão da perda da mão. Baltasar e Blimunda chegam a Mafra a casa dos pais de Baltasar, mas apenas a mãe estava em casa. Esta fica chocada por ver que o filho tinha perdido a mão. Blimunda fica entre portas à espera que seu marido a chame para conhecer a sua nova família. Por fim, ela entra e fica a falar um pouco com a sua sogra. Mais tarde chega o pai de Baltasar. Blimunda fala sobre a sua família e a dada altura conta o que a sua mãe foi degredada. O pai de Baltasar fica preocupado, porque pensa que ela é judia ou cristã nova, mas Baltasar diz ao seu pai que sua sogra tinha sido degredada por ter visões e ouvir vozes, diz ainda que pretendem ficar em Mafra e que estão a pensar em comprar casa.
  4. 4. Pai de Baltasar vende as suas terras para a construção do convento. O pai de Baltasar explica ao filho que teve de vender as terras para que aí pudesse ser construído o Convento de Mafra e assim o rei cumprisse a promessa feita e ter descendência. Baltasar procura trabalho. Baltasar tenta encontrar um trabalho que consiga exercer com a sua condição física. Não podia cavar, ceifar nem rachar lenha, então Baltasar percebeu que podia tratar de animais ou ser carreiro pois “para segurar a soga basta o gancho, a outra mão fará o resto”.
  5. 5. Comparação entre a morte e o funeral do filho da irmã de Baltasar e a morte do infante D. Pedro. Alguns meses depois de Baltasar ter regressado, o filho da sua irmã morre de um surto de bexigas e com a mesma idade morre também o filho varão do rei D. João V, infante D. Pedro. Enquanto que no funeral do primeiro apenas foram os familiares mais próximos, no do infante, foram o Rei, a Rainha, membros do clero e da nobreza. Nova gravidez da rainha. A Rainha engravida novamente , mas desta vez do futuro rei, D. José I. “(…) sendo tão boas as disposições de maternidade da rainha, já el-rei lhe fez outro infante, este sim será rei(…)”
  6. 6. Comparação das relações de Baltasar e Blimunda e do rei e da rainha. Ao longo do capítulo o narrador opõe a vivência amorosa destes 2 casais: Blimunda e Baltazar e D. João com D. Maria Ana. Enquanto Baltasar e Blimunda partilham um amor perfeito, entregando-se um ao outro sem olhar a datas ou lugares, o rei e a rainha encontra-se unidos por um casamento de conveniência que tem como objetivo a obtenção de herdeiros para a coroa portuguesa. Na relação dos monarcas tudo é assumido como um compromisso e, até as relações sexuais, são para o rei uma obrigação que ele cumpre em datas previamente definidas. Outro aspeto que distingue os dois casais é a fidelidade: Baltasar é fiel a Blimunda ao contrário de D. João V que tem vários filhos bastardos.
  7. 7. Baltasar e Blimunda/ Rei e Rainha Baltasar e Blimunda: integração mútua e perfeita;  partilham o amor sem limites;  não procriam - entregam-se um ao outro;  o silêncio é o canal de comunicação - amor intuitivo, natural;  entendem-se através do olhar. Rei e Rainha: casamento de conveniência, contratual, sem amor;  obrigações; datas marcadas;  traições do rei.
  8. 8. Desmaios do Rei e a preocupação da Rainha. O rei D. João V adoece gravemente e desmaia constantemente, deixando todos preocupados e a temer a sua morte, até mesmo a rainha, que sonha com o cunhado, deseja a recuperação do rei. Desejo de D. Francisco, irmão do rei, casar com a rainha, aquando a sua morte. D. Francisco vê na doença de D. João V a sua oportunidade de chegar ao trono, desejando assim a morte do irmão. Para além disso, D. Francisco sabia que a rainha estava apaixonada por ele, dizendo-lhe da sua intenção de se casar com ela caso o irmão morresse. No entanto, D. João recupera da doença. “ (…) Adoeceu tão gravemente El-Rei, morreu o sonho de D. Maria Ana, depois El-Rei sarará, mas os sonhos da rainha não ressuscitarão.”
  9. 9. Em relação ao nome das personagens principais, há a referir que em ambas (Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas) é-nos transmitida uma ideia de união, de complementaridade e de perfeição, traduzidas pela simbologia no número 7. Ambos os nomes representam, também, perfeição, totalidade e até magia, sugeridas pela extensão trissílaba (e aqui reside a simbologia do número 3, revelador de uma ordem intelectual e espiritual traduzida na união do céu e da terra). Sol:  Associado a Baltasar e ao povo, sugere a ideia de vida, de renovação de energias (o povo trabalha até à exaustão no convento). Como o Sol, que todos os dias tem de vencer os guardiães da noite (mitologia antiga), também Baltasar vence as forças obscuras da ignorância e da intolerância ao voar. Lua (associada a Blimunda):  A lua caracteriza-se, por não ter luz própria estando dependente do sol. No entanto, a obra revoluciona o conceito da Lua ao dar a Blimunda capacidades sobrenaturais que dependem das fases da lua, tornando-a tão relevante como o sol. É também símbolo do ritmo biológico da Terra, traduz a força vital que é representada pelas vontades recolhidas por Blimunda para fazer voar a passarola.
  10. 10. “Estava Baltasar com o seu gancho posto, e era um dó de alma, uma aflição ver sobre o ombro da mulher um ferro torcido em vez da concha que os dedos fazem(…)” pág. 137 “(…)rainha, devota parideira que veio ao mundo só para isso, ao todo dará seis filhos(…)” pág. 151 “ (…)eu poderia, ouso dizer, subir ao trono e, de caminho, ao vosso leito, casando nós em boa e canónica forma(…)” pág.155

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