Memorial do Convento - Cap. iii

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Memorial do Convento - Cap. iii

  1. 1. CAPÍTULO IIIE S C O L A B Á S I C A 2 , 3 / S M E S T R E M A R T I N S C O R R E I AJ O A N A B E X I G A , N º 3 T U R M A 1 2 º AMemorial do ConventoJosé Saramago
  2. 2. TÓPICOS A descrição dos contrastes entre ricos e pobres; A entrada na Quaresma; A explicação de tudo o que se passa durante aprocissão de penitência1 (aproveitando Saramagopara criticar os costumes e rituais da época); A infidelidade das mulheres e o desinteresse dosmaridos; Os sonhos de D. Maria Ana com D. Francisco e asua devoção.21 arrependimento de ter ofendido a Deus
  3. 3. RESUMO O capítulo inicia com o contraste entre ricos epobres: caracteriza a gula2 dos ricos e as suasconsequências e, por outro lado, mostra que acarência alimentar dos pobres pode levá-los àmorte. Tinha terminado o Entrudo iam entrar no períodode Quaresma. Referência à imundície que havia em Lisboa nestaépoca, mostrando, mais uma vez, que ao rei apenasimportava a sua ostentação e o poder, não o seupovo.32 vício de comer e beber em excesso; glutonaria, gulodice
  4. 4. 4 Segundo a tradição, a Quaresma era a única época emque as mulheres podiam percorrer as igrejas sozinhas eassim gozar de uma rara liberdade que lhes permitiaaté mesmo encontrarem-se com os seus amantessecretos. Porém, D. Maria Ana não podia gozar dessasliberdades, pois, além de ser rainha, agora estavagrávida. Depois de rezar, acompanhada pelas suasdamas adormece. Quando adormece sonha outra vezcom D. Francisco, seu cunhado. Passada a Quaresma, todas as mulheres regressarampara a habitual reclusão das suas casas.
  5. 5. CITAÇÕES5 Referência à imundície que havia em Lisboa nestaépoca, mostrando, mais uma vez, que ao rei apenas importavaa sua ostentação e o poder, não o seu povo.“a cidade é imunda, alcatifada de excrementos, de lixo, de cães lazarentos egatos vadios, e lama mesmo quando não chove. (...) este corpo parco e porcoda pocilga que é Lisboa”. Alusão aos sonhos da rainha com D. Francisco“e subitamente um homem a cavalo, que vem da caça (...) rompe o homem emdirecção ao coche, de espingarda na mão, (...) dá-lhe na cara a luz dastochas, é o infante D. Francisco, de que lugares do sono veio ele e porque virátantas vezes”.
  6. 6. SIMBOLOGIA6 Número “sete” - é o número de dias de cada ciclolunar, que regula os ciclos de vida e da morte naTerra. Símbolo de sabedoria e de descanso no fim dacriação. Simboliza a totalidade perfeita. Cobertor - símbolo de afastamento, daseparação que marca o casamento deconvivência entre o rei e a rainha. Liga-se àfrieza do amor, à ausência do prazer, escondedesejos insatisfeitos.

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