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APÊNDICE A - Questionário para Projeto de Pesquisa*QUAL A SUA SÉR IE?(   ) 1º ANO                   (   )2º ANO           ...
REFERÊNCIASFONSECA, José Antonio de Oliveira. MOTA, Patrícia Pereira. PINHEIRO, Josemare Pereirados Santos. O papel das no...
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A aprendizagem da geografia no ensino médio

  1. 1. A Aprendizagem da Geografia no Ensino Médio: encontrando motivações no cotidiano do aluno. Enoque Foro de Oliveira1 ResumoEste artigo foi condicionado pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) do Instituto Federal do Pará (IFPA), que,entre outras atribuições, exige a produção desse tipo de trabalho, e para tanto proporciona as condições para que a pesquisa de campo sejarealizada, ao enviar seus bolsistas para escolas da rede pública de ensino. Antes de se iniciar a produção deste artigo, foi elaborado umprojeto de pesquisa, com orientação da coordenadora do PIBID-GEOGRAFIA do IFPA, aprofessora doutora em Geografia Humana – CátiaOliveira Macedo-. Este está sendo submetido ao II ENCONTRO DE INICIAÇÃO A DOCÊNCIA DO PIBID/IFPA, tendo sido escolhido otema “Propostas de Ensino para a educação Básica nas Escolas Públicas”. Apesar de a abordagem ser direcionada especificamente adisciplina geografia, acaba servindo em alguns momentos para outras disciplinas, pois aponta para a necessidade de se repensar o modocomo os professores tem preparado e ministrados suas aulas, e procura mostrar através da argumentação teórica e de relatos de professores ealunos, que o atual processo de aprendizagem está defasado. E o texto trás a falta de motivação dos alunos como a principal causa doinsucesso do processo de aprendizagem da geografia no ensino médio nas escolas públicas. Para a elaboração deste, foi realizada umapesquisa que teve como sujeitos alunos de três turmas de ensino médio e seu professor de geografia em uma escola pública de Belém.Ametodologiaaplicada foi a observação do cotidiano dos sujeitos na escola, a aplicação de questionários e entrevistas com os sujeitos, alémdo acesso as notas dos alunos. A construção teórica se deu através da leitura de artigos encontrados na internet. E este trabalho não se limitaapenas apontar a causa de uma aprendizagem que não acontece, mas apresenta também inovadoras propostas para que professores possamdesvendar o universo de seus alunos, e assim descobrir o que pode motivar seus alunos a estudarem e assimilarem o conteúdo, o queinclusive melhora a tão conflitiva relação que se tornou a relação professor-aluno.Palavras-chaves: Processo de aprendizagem. Motivação. Professor. Aluno. AbstractThis article has been conditioned by the Institutional Scholarship Program Initiation to Teaching (Pibid) of the Federal Institute of Para(IFPA), which, among other things, requires the production of this type of work, and provides both the conditions for research field is carriedout, to send their scholars to schools in the public school system. Before starting the production of this article, it was designed a researchproject with the guidance of coordinator Pibid GEOGRAPHY- IFPA, Professor PhD in Human Geography - Cátia Oliveira Macedo -. This isbeing submitted to II MEETING OF INITIATION OF TEACHING Pibid / IFPA, having been chosen the theme "Teaching Proposals forBasic Education in Public Schools." Although the approach is specifically targeted geography discipline, serving in just a few moments toother disciplines, because it points to the need to rethink how teachers are prepared and taught their classes, and tries to show throughtheoretical arguments and reports teachers and students, that the current learning process is outdated. And the text brings the lack of studentmotivation as the main cause of failure of the learning process geography in secondary education in public schools. To prepare this, a surveywas conducted as subjects who had students from three classes of high school and their geography teacher in a public school in Belem. Themethodology was applied to observe the daily life of the school subjects, the questionnaires and interviews with the subjects, in addition toaccess students grades. The theoretical construction was through reading articles found on the internet. And this work is not limited to justpoint the cause of learning not be happing, but also presents innovative proposals so that teachers can unravel the universe of their students,and thus find out what can motivate their students to study and assimilate the content, improves so that even conflictual relationship thatbecame the teacher-student relationship.Keywords: Learning process. Motivation. Professor. Student.1 Bolsista do PIBID-Geografia no Instituto Federal do Pará-IFPAe-mail: enoque_oliver@hotmail.com
  2. 2. INTRODUÇÃO Existem duas maneiras de se fazer algo, forçadamente ou espontaneamente, e osresultados desses dois tipos de ação são visivelmente diferentes. Na verdade, há um grandeabismo entre esses dois resultados, pois uma ação forçada resulta em algo mal feito, ouincompleto, ou até inútil para o fim que foi designado. Já uma ação espontânea resulta emalgo caprichado, rico em seu conteúdo, apreciável. Isso porque uma pessoa que ageforçadamente, não tem prazer no que está fazendo, não se importa com o resultado, apenasquer terminar algo que é obrigatório, pois sofrerá algum dano se não o fizer, mas não é por serobrigatório que vai se empenhar intensamente em fazê-lo. E uma pessoa que está agindoespontaneamente é crítica consigo mesmo, deseja apresentar algo bem feito, porém antes deparecer bem feito aos outros, precisa parecê-lo para si próprio, pois ela já se encontravapredisposta a fazer esse algo por razões particulares. E diante da visualização desses doisprocessos, inevitavelmente, surge uma questão: o que gera a espontaneidade em uma pessoa?– a motivação –“aquilo que move uma pessoa ou que a põe em ação ou que a faz mudar decurso”, segundo Bzuneck (2000, p.9 apud MORAES, 2007, p.3). Quando uma pessoa estámotivada a fazer algo, ela deseja iniciar o mais rápido possível o trabalho necessário paraaquela realização, daí surge à espontaneidade e/ou pró-atividade. Pode até parecer utopia imaginar uma sala de aula em que os alunos demostrempredisposição a todos os assuntos apresentados, ou que tomem a iniciativa própria de estudá-los, e de modo que não seja primeiramente para atingirem a média necessária para aaprovação, mas simplesmente por desejarem dominar aquele conteúdo, pois necessitamdaquele conhecimento para aplicar em atividades do dia-a-dia. No entanto, se isso não ocorreé pela falta da motivação (KNÜPPE, 2006, p. 281), ao aluno só interessa fazer algo, se isto forlhe proporcionar algum divertimento, entretenimento, como ouvir música ou assistir a umvídeo ou clipe musical, ou a oportunidade de participar de uma determinada atividade, comobrincar com um jogo eletrônico, ou ainda praticar um esporte, como futebol, vôlei ou tênis demesa, por exemplo; e então quando o aluno chega à sala de aula, e o que tem para se fazer éficar sentado por vários minutos copiando imensos textos e depois ouvir longos e cansativoscomentários sobre assuntos que não fazem o menor sentido no seu cotidiano (MORAES,2007, p.7), esse aluno simplesmente não despertará espontaneidade alguma para se estudaraquele conteúdo, pois se torna chato e enfadonho o que tem para se fazer na escola, como sepercebe na fala de uma professora entrevistada para artigo de Knüppe (2000, p.281) ‘A escolanão é mais um lugar legal. As crianças preferem ficar em casaassistindo um vídeo ou
  3. 3. brincando napraça, porque aqui eles ficam copiando do quadro e sentados a tarde toda. Quegraça tem?’. Os alunos obtêm médias baixas nas disciplinas porque não dedicam tempo paraestudá-las, e quando as estudam, nãos as entendem (pelo menos a maioria dos alunos).Entretanto se não estudam, não é porque são definitivamente preguiçosos ou indispostos aisso, mas se são caracterizados como esse tipo de aluno, é porque não tem motivos (oumotivação) para estudar. Tem a prova, mas esta se apresenta como motivo de formaobrigatória (e hoje em dia os jovens e adolescentes parecem ter criado uma aversão a tudo queé imposto ou que é colocado de forma obrigatória), e quando o motivo é ter condições deformarem-se em uma profissão, os alunos não conseguem perceber ou não creem que asdisciplinas estudadas na escola lhes terão alguma utilidade na profissão que escolheram (issoquando já escolheram alguma), ou seja, os motivos precisam vir do próprio aluno, pois osmotivos que existem não tem alcançado o objetivo de levarem os alunos a estudar. E quandoestudam, mas não compreendem os conteúdos, é porque para se aprender algo é necessáriopraticar aquilo. Um mecânico não aprende a concertar carros apenas olhando outro mecânico,mais experiente, fazendo o serviço, mas precisa ir a pratica para consumar a aprendizagem doofício. Com o aluno não é diferente, ele precisa conseguir aplicar os conteúdos para assimilá-los, e isto pode ser através de uma atividade de campo, ou no seu próprio cotidiano. Porémquando essa aplicação não acontece, o processo de aprendizagem é prejudicado, acarretandona incompreensão dos conteúdos por parte dos alunos. Diante desta realidade é inegável que, da maneira que está o sistema de ensino dasescolas não pode continuar, é necessária uma urgente revolução nesse sistema, pois é ele, enão os alunos ou o professor, especificamente, quem principalmente tem gerado os problemasque atrapalham o processo de aprendizagem.EM CADAALUNO UM UNIVERSO DE POSSIBILIDADES Para este artigo foi realizada uma pesquisa com alunos do ensino médio (um 1º ano,um 2º ano e um 3º ano) de uma escola pública do bairro do Guamá em Belém. Em um total de80 alunos, 52 (65%) foram alcançados através de um questionário e entrevistas, quepossibilitaram um conhecimento sobre a visão dos alunos a respeito do processo deaprendizagem nas aulas de geografia: interesse e aplicabilidade da disciplina, metodologia doprofessor, possíveis causas das baixas médias, etc. E também foi realizada uma entrevista como professor de geografia das três turmas, a respeito de como ele avaliava a situação do
  4. 4. processo de aprendizagem da geografia: dificuldades, notas baixas, principais problemasapresentados pelos alunos, etc. São notáveis as transformações que veem sofrendo várias instituições presentes nocotidiano das pessoas. Bancosutilizam os mais modernos sistemas de comunicação para tornaras transações de seus clientes, as mais rápidas e seguras possíveis; hospitais também sãomodernizados com os mais avançados aparelhos para realização de exames e cirurgias (semfalar nas inúmeras descobertas de tratamentos que a medicina veem realizando); até as igrejas,independentemente da denominação religiosa, tem incrementado as mais variadas estratégiaspara segurar seus fiéis. Enfim, todas estas organizações que há séculos tem feito parte da vidado homem evoluíram, entretanto a escola apresenta-se nos mesmos moldes de quando surgiu: Até o momento atual, a própria escola não mudou, os modelos didáticos evoluíram, porém a maneira como o aluno era impulsionado para um novo estágio continuou a mesma (...). BETTIO e MARTINS (2003, apud VERRI, 2010, p.1). A escola continua sendo um local onde o aluno encontra uma sala de aula comcarteiras enfileiradas, onde os que não conseguem sentar na primeira fila são obrigados apassarem todo o período, olhando para a costa de seus colegas, o que dificulta uma relação deolho-no-olho, mais próxima, igualitária e integradora entre os próprios alunos. Encontramainda paredes “mortas”, sem nenhum mapa ou pintura, ou mensagem educativa, ou ainda umarepresentação de algum conteúdo através de uma maquete, por exemplo. O único recursodidático preenchendo as paredes é o quadro, onde o professor escreve longos textos quecansam os alunos. A forma de avaliação também é sempre a mesma: uma prova na qual oaluno precisa obter uma determinada nota para que fique comprovado que ele domina aqueleconteúdo. Ou seja, o layout e as relações que o aluno vive dentro da escola continuam sedando da mesma forma, porém vivemos na contemporaneidade, a escola não pode seapresentar da mesma maneira em que se apresentava no século XIX. Contudo, uma das principais mudanças que precisa acontecer é no modo como oprofessor enxerga cada aluno. Preparar uma aula levando em consideração as peculiaridadesde cada aluno é fundamental para que o professor seja bem sucedido na missão de fazer comque o aluno assimile o conteúdo (MORAES, 2007, p.1). Porém em uma sala de aula com 30,ou até 40 alunos ás vezes (algo que se encontra com facilidade nas escolas), ou mesmo com26 alunos (que é a média de alunos nas turmas de ensino médio na escola onde foi realizada apesquisa), a tarefa de alcançar cada aluno é tão difícil, que a maioria dos professores
  5. 5. simplesmente nem tentam executá-la: Compreender a diversidade de ideias e entender que cada um de teus alunos possui uma vida própria e consequentemente um objetivo diferente é nossa obrigação. Não é nada fácil, ou quase impossível conseguir atingir a todos em uma sala de aula, geralmente com 30/40 alunos, mas levar o conteúdo de forma mais aprazível e instigante deve ser nossa meta. (VIEIRA, p.7). Entretanto, o professor não pode sucumbir diante deste desafio, mas deve enfrentá-locom todo o empenho possível, pois se ele se deixar ser desmotivado por isso, o processo deaprendizagem estará fadado ao completo fracasso. Pois um professor desmotivado contaminaa sala toda: As professoras relataram que nem sempre estão motivadas para o trabalho. Muitas vezes vão trabalhar cansadas. Elas acreditam que essa atitude, de alguma maneira, é percebida pelos alunos, o que faz com que se comportem desmotivados. “Noto que quando estou empolgada, meus alunos também estão. E quando estou baixo astral, eles também ficam. “Parecem que captam o humor da gente. (KNÜPPE, 2006, p.282). Além de uma metodologia personalizada para cada aluno, os professores do séculoXXI devem reinventar também sua forma de avaliar esse aluno, “como evidencia Perrenoud(1999) é importante criar um novo modelo deavaliação que seja mais formativa do queseletiva e, consequentemente, criar um novomodelo de escola” (VERRI, 2010, pg. 2). Mesmoque ainda seja aparentemente impossível se desvencilhar da avaliação no formato de prova,mesmo essa ferramenta pode ser aplicada de forma personalizada. Um professor que conheceas características da personalidade de cada aluno, seus gostos, passatempos preferidos, suarotina fora da escola, tem plenas condições de elaborar uma prova diferente para cada aluno,que apresente questões contextualizadas exatamente no universo particular de cada aluno. Éforçoso reconhecer todo o trabalho e mão-de-obra para a realização dessa – por que não dizer– façanha, porém é justamente desse tipo de inovação que a escola, e mais ainda os alunos,estão necessitando. E assim como é existem professores que com certeza achariam graçadessa proposta, felizmente também existem aqueles que ficariam fascinados pela proposta epelos resultados que ela geraria. Portanto, um professor que conhece não a vida pessoal de cada aluno, mais o jeito deser, as tendências, anseios e objetivos que permeiam o universo de cada um, tem em mãos osingredientes para descobrir como motivar seus alunos, pois conhecendo tudo isto sobre oaluno, ele poderá propor tarefas que façam com que esse último não precise deixar de fazeralgo que gosta quando está fora da escola, para ter que ir fazer algum trabalho, ou estudar para
  6. 6. a prova, mas que façam com que aprenda e domine o conteúdo justamente na prática daatividade que tem fora da escola, seja através da visualização do conteúdo em algum localaonde ele (o aluno) vai com frequência, ou através da execução da tarefa exatamente em umaprática costumeira do aluno, quando este está fora da escola.ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS A geografia é uma disciplina que possuí conteúdos que abordam desde a formaçãogeológica da terra, até a dinâmica dos sistemas econômicos globais, ou seja, assuntos que emalgum momento tornam-se interessantes para os alunos; ou por ficarem maravilhados com asimagens de um vídeo que mostra a deriva continental, e o surgimento das cadeiasmontanhosas, e etc; ou por identificarem em suas vidas uma determinada consequência doprocesso da globalização: o aluno que se comunica com um amigo no exterior através dainternet, por exemplo. E na escola que serviu de campo para a pesquisa, essa realidade não semostrou diferente como mostra o gráfico 1 abaixo: A GEOGRAFIA É: CHATA/ININTELI GÍVEL 4 8% LEGAL/POUCO INTELIGÍVEL 9 18% INTERESSANTE/I NTELIGÍVEL 38 74% TOTAL: 52 Gráfico 1: A opinião dos alunos a respeito da disciplina de geografia. Em um questionário (APÊNDICE A) aplicado para alunos das três séries do ensinomédio (total de 52 alunos), observou-se que a maioria deles (74%) considera a geografiacomo uma disciplina interessante e fácil entendimento. E também através do questionário sepode perceber a visão dos alunos com relação à metodologia de seu professor de geografia(que é o mesmo nas três turmas), que pode ser visualizada no gráfico 2, a seguir:
  7. 7. METODOLOGIA DO PROFESSOR CHATA/RUIM RAZOÁVEL 1 8 2% 15% MUITO BOA/ÓTIMA 21 41% BOA 22 42% TOTAL: 52 ALUNOS Gráfico 2: Conceituação dos próprios alunos com relação à metodologia do professor de geografia. Como se pôde verificar 83% dos alunos consideram a metodologia do professor degeografia, no mínimo, boa. Ou seja, em termos gerais: um professor que explica bem e que épaciente com a turma, segundo resposta dos alunos a outra pergunta do questionário aplicado.Contudo, ao se ter acesso às notas dos alunos na 1ª avaliação (a única que já havia ocorrido),foram verificadas médias extremamente baixas – 3,6 no 1º ano; 4,5 no 2º ano, e 3,3 no 3º ano-, contrastando com o fato de a geografia ser considerada uma matéria interessante, e ametodologia do professor ser considerada boa. Diante dessa situação, surge uma questãoclara: se a maioria dos alunos considera a geografia uma disciplina interessante, e a maioriadeles também considera boa a metodologia do professor, porque as notas são tão baixas? Na busca de uma resposta para esse questionamento, realizou-se entrevistas com essesalunos e com o professor da turma, e da maioria das repostas dos alunos foi que surgiu a ideiapara o tema desse trabalho.POR QUE NÃO SE ESTUDAR GEOGRAFIA? Apesar de a geografia ser uma matéria interessante para a maioria dos alunos, e decompreenderem as explicações do professor, estes não tiram boas notas nas provas, e a causadisso encontra-se na falta de motivação para estudar. Embora os assuntos dentro da geografiasejam de prender a atenção do aluno, isto é apenas por alguns minutos (o tempo que durauma, ou duas aulas), após isso o aluno não mantem mais nenhum contato com aquele
  8. 8. conteúdo, não por isto ser impossível, mas porque simplesmente não vai gastar o tempo quetem fora da escola para se divertir passear, acessar uma rede social, ou fazer uma outaatividade qualquer, para estudar algo que (no seu entender) só serve para ser usado na escola,no momento em que for fazer a prova, não é algo que vá lhe servir no dia-a-dia, como épercebido na fala de uma aluna entrevistada: “A geografia é legal, mas eu não sinto vontadede estudar. É tipo astronomia, tem umas coisas que acho muito interessante, mas eu não vouperder tempo estudando astronomia, não vai me servir de nada”. O que se percebe é uma total falta de motivação para se estudar geografia (e talvezmuitas outras matérias), porém não se pode mais ter a visão de que o aluno tem o ato deestudar como obrigação, e que deva ter predisposição para isso quando entra na escola, equando está em casa também. É comum ouvir dos pais que a única obrigação de seus filhos éestudar, por não possuírem outra ocupação em suas vidas, com ter filhos para criar, contas apagar, ter que trabalhar, enfim, coisas que adultos fazem. Essa visão termina pordesconsiderar a vida particular do aluno, não levando em conta que ele gosta de preencher seutempo com atividades dinâmicas, com seus amigos, saindo para conhecer e aproveitar várioslugares. Um aluno é um ser humano normal, se ele não perceber a aplicabilidade, ou o sentidoque determinada coisa tem em sua vida, não haverá motivação para fazê-la. É como umcolaborador de uma empresa que está em uma função na qual não tem afinidade, mesmo queseu salário dependa de um bom desempenho, sem a devida motivação para aquela tarefa, suaprodutividade sempre será baixa, pois não haverá satisfação na realização da mesma. Se nossos alunos não veem o estudo como algo que gere satisfação, e por isso não otem como hábito, é porque falta motivação para isso, “a motivação é a energia para aaprendizagem” (MORAES, 2007, pg. 9), e não por serem biologicamente preguiçosos oudesinteressados, e este trabalho é fundamentalmente baseado na crença de que compete aoprofessor mais este desafio, além de trabalhar com uma remuneração indigna, hoje em dia,correndo risco de vida e destituído de autoridade e autonomia na escola, cabe ao professortambém ser o descobridor dos elementos que são potenciais geradores da motivação em seusalunos.CAMINHOS PARA A MOTIVAÇÃO Como esperar que os alunos desenvolvam o hábito de estudar fora da escola (quandoestão em casa), ou que aproveitem uma situação corriqueira do seu dia-a-dia para aplicaremalgum conteúdo visto na sala de aula, se o único local onde é exigido um contato dele com
  9. 9. aquele assunto, é na escola? Se o professor tem a intenção de fazer com que o aluno estudequando não estiver na escola, que leia textos, busque notícias, enfim, traga algumacontribuição para a aula, este deve passar para o aluno tarefas, que tenham que ser feitasquando não estiverem na escola (extraescolares), não aquele dever de casa que a professora daalfabetização passava, mas fala-se aqui de uma atividade que “obrigue” o aluno a ter outrocontato com o conteúdo, mas não de maneira objetiva, repetitiva, decorativa, fazendo com queele entre na internet, copie e cole um texto no trabalho e termine, mas de forma subjetiva,inovadora, produtiva, fazendo com que o aluno se desloque de sua casa para um determinadolocal para observar a paisagem, as relações sociais, a organização espacial, ou que se sintadesafiado a produzir um texto, não copiado, mas com suas próprias palavras e ideias. Partindo dessa concepção de se motivar o aluno a estudar usando o próprio cotidianodele, várias ferramentas apresentam-se como auxiliadoras nesse processo.Questionário de Preferências do Aluno Segundo MORAES (2007, pg. 2) “O professor deve fundamentar seutrabalhoconforme as necessidades de seus alunos, considerando sempre omomento emocional e asansiedades que permeiam a vida do aluno naquele momento”, portanto há a necessidade doprofessor estreitar a sua relação com os alunos. Como o professor poderá passar umaatividade que implique na integração da mesma com uma atividade da vida cotidiana doaluno, se o professor não possui uma mínima ideia sobre esse cotidiano? Uma forma bemprática e simples de se resolver esse problema é a aplicação de um questionário comperguntas como, por exemplo: Qual seu esporte preferido? Qual seu passatempo nas horasvagas? Se você tem acesso à internet, o que mais gosta de fazer quando está navegando? Oobjetivo desses questionamentos é fornecer ao professor um conhecimento sobre o universoparticular de cada aluno: suas preferências, pretensões para o futuro, insatisfações,dificuldades, estresses, gosto musical, lugares que frequenta etc, e assim munir o professor deinformações que serão cruciais para proposição de atividades que motivem os alunos acultivarem o hábito de estudar.
  10. 10. A Utilização do Facebook na Aula As redes sociais são bastante acessadas por crianças e adolescentes em idade escolar, éo que diz uma pesquisa2 do Núcleo de Informação e Coordenação do ponto BR (Nic.br), queimplementa as decisões e projetos do CGI do Brasil (Comitê Gestor da Internet) realizadacom 1.580 crianças e adolescentes, segundo a qual 42% das crianças entre 9 e 11 anos temperfil nas redes sociais, e entre 11 e 16 essa taxa sobe para 70%. E complementando esta, aEBC (Empresa Brasil de Comunicação) divulgou em seu site3, os dados de uma pesquisasobre as redes sócias mais utilizadas no Brasil, na qual o facebook aparece em primeiro lugar.Baseando-se nesses dados, pode-se presumir que uma grande parte das crianças eadolescentes entre 9 e 16 anos, possuem um perfil no facebook. Esta rede social recebe destaque nesse trabalho e, é indicada para ser utilizada nasaulas (sejam de geografia, ou mesmo de outra matéria), por acreditar-se que uma esmagadoramaioria de alunos dentro de uma sala de aula acesse-a com bastante frequência, mais do que aqualquer outra página, pelo menos essa realidade se apresentou nas três turmas que forampesquisadas. E nesse fato reside uma oportunidade impar de se motivar o aluno a estudar, arealizar as atividades extraclasse com afinco, e efetuar a aprendizagem dos conteúdos, pois,solicitando a este aluno que ele resolva uma determinada atividade tendo que encontrar asinformações necessárias para isso, exclusivamente, na rede social, além de ele descobrir umanova forma de utilizar a rede social, este não precisará deixar de fazer algo que geraentretenimento, para cumprir uma atividade da escola. Ou seja, não faltará motivação paraque o aluno estude, pois além de encontrar algum divertimento ao efetuar a atividade (porestar fazendo isso usando as ações e ferramentas da rede social), ele estará, enfim,conseguindo aplicar os conteúdos em seu dia-a-dia. O que não faltam são maneiras de se utilizar o facebook na aula, a seguir, apenasalgumas dessas: a) solicitar ao aluno que encontre na rede uma postagem que exemplifique oconteúdo ministrado na aula, e ao encontrar, marcar o nome do professor (para que se saibaque a postagem foi encontrada na rede), e trazê-la para a próxima aula para que o alunocomente e argumente, explicando o porquê de aquela postagem exemplificar o conteúdo; b)com uma questionamento, ou com uma breve explanação, o professor pode levantar umdebate relâmpago com os alunos que estiverem online, pedindo que eles se manifestem2 Endereço eletrônico da pesquisa: http://www.nic.br/imprensa/clipping/2012/midia1347.htm3 Endereço eletrônico: http://www.ebc.com.br/tecnologia/2012/09/saiba-quais-sao-as-cinco-redes-sociais-mais-acessadas-do-brasil
  11. 11. através da opção “comentar”, e o professor pode realizar o feedback (dar o retorno ao aluno)através da opção “curtir”; c) o professor pode postar vídeos, documentários, filmes curtos, queabordem algum conteúdo ministrado em sala de aula, e pedir, além de resumos para serementregues na sala, comentário breves dos alunos sobre o vídeo, na própria rede. O facebook deve ser usado pelo professor apenas como uma ferramenta paramotivação do aluno, para que este chegue ao ponto de despertar tanta vontade pelo estudo,que não seja necessária a obrigatoriedade da utilização da rede social, mas que ele estude poramor ao conhecimento. Alunos que não possuírem perfil na página podem receber a orientação de como fazerisso, inclusive dos próprios colegas para que haja uma integração entre a turma, ou se nãodesejarem fazê-lo – através do questionário de preferências – o professor deve preparar outraatividade para esses alunos, envolvendo elementos e/ou atividades de seus cotidianos. Enfim, o facebook recebe ênfase, apenas por se tratar de um elemento fortementepresente na realidade da maioria dos alunos, porém como tem acontecido com todas as redessociais que um dia lideraram o ranking das mais utilizadas, o facebook pode perder suapopularidade, dando lugar a uma nova rede social, mas que com certeza também será presenteno cotidiano das crianças e adolescentes, o professor apenas adequará as atividades àdinâmica dessa eventual nova rede social.A Realização de Jogos Outro elemento que também é encontrado bastante presente na vida de uma criançae/ou adolescente, é o jogo. Seja de tabuleiro, de cartas, ou um videogame, enfim, este acabaconstituindo-se como uma forma de entretenimento de grande aceitação. O principal fatorestimulante em um jogo é o teste de habilidades, seja individualmente, ou contra adversários.Considerando o potencial motivador de um jogo, a realização de gincanas sobre os conteúdosgeográficos, nas quais os alunos teriam a oportunidade de mostrarem seus potenciais, é umaótima proposta, pois os alunos sentiriam-se empolgados pelo clima de competição e sentiriamtambém que o conhecimento que adquiriram possui algum valor, não somente porque osajudou a ganhar pontuação para suas avaliações e porque obtiveram premiações nascompetições, mas principalmente porque serviu para que tivessem conteúdo base paraargumentação sobre determinados assuntos relacionados ao mundo de maneira geral. O jogo vem como um estímulo tanto para melhor compreensão do conteúdo, quanto para o crescimento e o desenvolvimento intelectual do aluno – fundamental,
  12. 12. também, para atingir a responsabilidade e a maturidade. É mais uma forma de levar o conteúdo aos alunos motivando-os a estudar de maneira envolvente. (VERRI, 2010, pg. 2)CONSIDERAÇÕES FINAIS Em qualquer atividade que se possa imaginar, se a motivação não estiver presentenaqueles que foram designados para executá-la, ou ela simplesmente não será feita, ou será,porém de forma bem descompromissada, e consequentemente deixará a desejar. Em setratando de estudar não é diferente. Para que o processo de aprendizagem possa ser bemsucedido, resultando na formação de conhecimento no intelecto do aluno, além de uma boaexplanação do professor, é necessária uma apropriação desse conhecimento, por parte doaluno, porém com o seu próprio olhar para o tema em questão, ou seja, é preciso que o alunoestude por si só, que também estude quando não estiver na escola, e quando estiver, quepreste atenção na aula. Entretanto o aluno não se prestará gratuitamente para isso, e quandonão se prestar, é errado determiná-lo como alguém preguiçoso e desleixado, e abandoná-lo nofundo da sala de aula. Um olhar atento para esta situação irá identificar a falta de motivaçãocomo causa desta postura danosa do aluno ao processo de aprendizagem. E cabe ao professor,mais esta missão, de descobrir como motivar seu aluno para que este passe a contribuirpositivamente neste processo. Entretanto, conhecer não só a turma, mas a cada alunoespecificamente, é fundamental para que o professor encontre a motivação para eles. E noenfrentamento desse desafio, ferramentas como questionários para o conhecimento do perfildo aluno, utilização de redes sociais na aula, realização de jogos, além de simples observaçõesao jeito de ser de seus alunos e conversas com os pais destes, apresentam-se como fortesaliadas.
  13. 13. APÊNDICE A - Questionário para Projeto de Pesquisa*QUAL A SUA SÉR IE?( ) 1º ANO ( )2º ANO ( )3º ANO1- O QUE VOCÊ ACHA DA DISC IPLINA “GEOGRAFIA”? POR QUÊ?R=2- COM QUAL ASSUNTO DA DISCIP LINA “GEOGRAFIA” VOCÊ MAIS SEIDENTIFICA? POR QUÊ?R=3- O QUE VOCÊ ACHA DA METODOLOGIA (A MANEIRA DE ENSINAR)DO PROFESSOR?R=4- O QUE É UM BOM PROFESSOR PARA VOCÊ?R=5- VOCÊ CONSEGUE APLICAR OS CONTEÚDOS VISTOS EMGEOGRAFIA NO SEU DIA -A-DIA?R=6- QUE RECURSO VOCÊ GOSTA QUE SEJA USADO NAS AULAS DEGEOGRAFIA?R=7- QUANDO A AULA DE GEOGRAFIA SE TORNA ATRAENTE?R=8- DÊ UMA SUGESTÃO PARA TORNAR A AULA MAIS ATRAENTE?R=9- VOCÊ É UM ALUNO QUE FICA MUITO FORA DE SALA? POR QUÊ?R=
  14. 14. REFERÊNCIASFONSECA, José Antonio de Oliveira. MOTA, Patrícia Pereira. PINHEIRO, Josemare Pereirados Santos. O papel das novas tecnologias no ensino da geografia. Universidade Federal deSergipe. São Cristovão, 2011. Disponível em:http://www.educonufs.com.br/vcoloquio/cdcoloquio/cdroom/eixo%208/PDF/Microsoft%20Word%20%20O%20PAPEL%20DAS%20NOVAS%20TECNOLOGIAS%20NO%20ENSINO%20DA%20GEOGRAFIA.pdf. Acesso em: 29/08/2012.KNÜPPE, Luciane. Motivação e Desmotivação: desafio para as professoras do ensinofundamental. Revista Educaronline. nº.27. pp 277-290. Curitiba: UFPR, 2006. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/er/n27/a17n27.pdf. Acesso em: 31/08/12.MORAES, Carolina Roberta. Motivação do aluno durante o processo de ensinoaprendizagem. Revista Eletrônica de Educação. Ano I. n.1. ago-dez. Centro UniversitárioFiladélfia. Londrina-PR. 2007. Disponível em:http://web.unifil.br/docs/revista_eletronica/educacao/Artigo_06.pdf. Acesso em: 16/09/12.PEIXINHO, Dimas Moraes. SOUSA, Marluce Silva. O saber geográfico e seudesenvolvimento na escola. Revista Eletrônica: Intinerarius Reflections. Universidade Federalde Goiás. Jataí, 2006. Disponível em:http://revistas.jatai.ufg.br/index.php/itinerarius/article/view/196/178. Acesso em: 02/09/2012.VERRI, Juliana Bertolino. A importância da utilização de jogos aplicados ao ensino dageografia. Universidade Estadual de Maringá. Maringá. Disponível em:http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Geografia/art_geo_jogos.pdf. Acesso em: 01/09/2012.VIEIRA, Rejane. Metodologias de ensino utilizadas nas aulas de geografia. UniversidadeFederal de Pelotas. Disponível em:http://www.ufpel.edu.br/fae/dialogoscompaulofreire/METODOLOGIAS%20DE%20ENSINO%20UTILIZADAS%20NAS%20AULAS%20DE%20GEOGRAFIA.pdf. Acesso em:07/09/2012.http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/05/25/936671/100-maneiras-usar-facebook-em-sala-aula.html. Acesso em: 02/11/12

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