Entrevista clinica em Neuro-psicologica

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O artigo aborda sobre a ENTREVISTA CLINICA EM (NEURO) Psicologia clinica e sua dimensões e peculiaridades, foi apresentado no hospital Egas Moniz em Lisboa/Portugal

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Entrevista clinica em Neuro-psicologica

  1. 1. Estagiário - Emanuel Francisco da Conceição António, (UCP) Supervisor de estágio - Prof. Doutor José Góis Horácio Unidade de Neuropsicologia do Hospital de Egas Moniz, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Lisboa, Portugal - 2014 Entrevista Clinica em (Neuro ) Psicologia
  2. 2. Sumário: 1-O que é a entrevista Psicológica 2- Algumas definições de entrevista clinica 3-Entrevista Psicológica e entrevista Psiquiátrica 4-Objectivos da entrevista Psicológica 5-Tipos de entrevistas 6-Tecnicas de entrevistas
  3. 3. É um processo bidirecional de interação, entre duas ou mais pessoas com o propósito previamente fixado no qual uma delas, o entrevistador, procura saber o que acontece com a outra, o entrevistado, procurando agir conforme esse conhecimento (Cunha, 1993). Enquanto técnica, a entrevista tem seus próprios procedimentos empíricos através dos quais não somente se amplia e se verifica, mas, também, simultaneamente, absorve os conhecimentos científicos disponíveis.
  4. 4. Algumas definições: Nesse sentido, Bleger (1960) Define a entrevista psicológica como sendo um campo de trabalho no qual se investiga a conduta e a personalidade de seres humanos. Ribeiro (1988) Caracteriza a entrevista psicológica como sendo uma forma especial de conversão, um método sistemático para entrar na vida do outro, na sua intimidade. Gil (1999) Compreende a entrevista como uma forma de diálogo assimétrico, em que uma das partes busca coletar dados e a outra se apresenta como fonte de informação.
  5. 5. Entrevista psiquiátrica e entrevista psicológica: Dimensões… Surge-se pelo menos duas diferenças essenciais entre a entrevista utilizada em psiquiatria e em psicologia, sendo as duas abordagens, no entanto, complementares e necessárias: O psiquiatra baseia-se em elementos clínicos aparentes para estabelecer um diagnostico, referenciando-o seguidamente a um sistema nosográfico (descrição metódica da doença). O psicólogo, por seu lado, tenta antes compreender o funcionamento psicológico de um indivíduo, tentando situar as condutas observadas num contexto (história pessoal e familiar do sujeito, elementos de personalidade, modalidades de relacionamento com o meio, representações interiores); aqui a referencia é o próprio sujeito.
  6. 6. O psiquiatra inscreve a entrevista clínica num procedimento terapêutico, enquanto o procedimento do psicólogo não é terapêutico no sentido médico do termo (ausência de prescrições); ela tem antes de mais um cariz de ajuda, de aconselhamento e de intervenção psicológica, que é suposto levar modificações positivas no indivíduo em sofrimento.
  7. 7. Os objetivos da entrevista Com base nos critérios que objetivaram a entrevista em saúde mental, pode-se classificar a entrevista quanto aos seguintes objetivos: a) Diagnóstica – Visa estabelecer o diagnóstico e o prognóstico do paciente, bem como as indicações terapêuticas adequadas. Assim, faz-se necessário uma coleta de dados sobre a história do paciente e sua motivação para o tratamento. Quase sempre, a entrevista diagnóstica é parte de um processo mais amplo de avaliação clínica que inclui testagem psicológica;
  8. 8. b) Psicoterápica – Procura colocar em prática estratégia de intervenção psicológica nas diversas abordagens - rogeriana (C. Rogers), jungiana (C. Jung), gestalt (F. Perls), bioenergética (A. Lowen), logoterapia (V. Frankl) e outras -, para acompanhar o paciente, esclarecer suas dificuldades, tentando ajudá-lo à solucionar seus problemas;
  9. 9. c) De Desligamento – Identifica os benefícios do tratamento por ocasião da alta do paciente, examina junto com ele os planos da pós-alta ou a necessidade de trabalhar algum problema ainda pendente. d) De Pesquisa – Investiga temas em áreas das mais diversas ciências, somente se realiza a partir da assinatura do entrevistado ou paciente, do documento: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, no qual estará explícita a garantia ao sigilo das suas informações e identificação, e liberdade de continuar ou não no processo.
  10. 10. TIPOS DE ENTREVISTA Segundo Gil (1999), as entrevistas podem ser classificadas em: informal, focalizada, por pautas e estruturada. a) Entrevista Informal (livre ou não-estruturada) – É o tipo menos estruturado, e só se distingue da simples conversação porque tem como objetivo básico a coleta de dados. O que se pretende é a obtenção de uma visão geral do problema pesquisado, bem como a identificação de alguns aspectos da personalidade do entrevistado; b) Entrevista Focalizada (semi-estruturada ou semi-dirigida) – É tão livre quanto a informal, todavia, enfoca um tema bem específico. Permite ao entrevistado falar livremente sobre o assunto, mas entrevistador não deve deixar o entrevistado se desvia do tema original.
  11. 11. c) Entrevista por Pautas (semi-estruturada ou semi-dirigida) – Apresenta certo grau de estruturação, já que se guia por uma relação de pontos de interesses que o entrevistador vai explorando ao longo do seu curso. O entrevistador faz poucas perguntas diretas e deixa o entrevistado falar livremente à medida que se refere às pautas assimiladas. Quando este, por ventura, se afasta, o entrevistador intervém de maneira sutil, para preservar a espontaneidade da entrevista;
  12. 12. d) Entrevista Estruturada (fechada) – Desenvolve-se a partir de uma relação fixa de perguntas, cuja ordem e redação permanecem invariável para todos os entrevistados, que geralmente são em grande número. Por possibilitar o tratamento quantitativo dos dados, este tipo de entrevista torna-se o mais adequado para o desenvolvimento de levantamentos sociais.
  13. 13. Referências de apoio BLEGER, José (1980). Temas de psicologia: entrevista e grupos. Trad. Rita M. de Moraes. São Paulo: Martins Fontes. CUNHA, Jurema Alcides e cols (1993). Psicodiagnóstico-R. Porto Alegre: Artes Médicas. FREUD, Sigmund (1914). Repetir, recordar e elaborar. Trad. J.O.A. Abreu. v. XII. Rio de Janeiro: Imago. GIL, Antonio Carlos(1999). Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas. GILLIÉRON, Edmond (1996). A primeira entrevista em psicoterapia. Trad. M. S. Gonçalves & A. U. Sobral. São Paulo: Loyola.

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