Jornal Independente
Edição nº 1 de Fevereiro/Março de
2013 Preço:100$00// Director da
Redação:Emanuel Miranda Veiga
A Câma...
//Editorial		
Caros Leitores,
Tem nas mãos a primeira edição do jornal inde-
pendente, onde trazemos ao público um leque d...
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Emanuel Miranda Veiga
Vota nos melhores de Cabo Verde.
Teté Alhinho apresenta o mai
No passado fim de semana no Hotel Praia Mar , no âmbito da
tora Teté Alhinho apresentou seu ú...
is recente trabalho discográfico.
a comemoração dos 50 anos de idade a cantora e composi-
co de nome ‘‘Andante’’ o que tra...
Violência Urbana provoca
Na passada noite do último fim de semana, na localida
cos, ocorreu mais um dos conflitos como é d...
a medo nos Praienses.
ade de Achada Grande nomeadamente nas artérias do Marro-
desta vez foi uma briga entre os grupos riv...
Religião Dia 2 de Novembro
Polémica à volta da celebr
No dia 2 Novembro de 2012, foi celebrado pela Igreja Católica
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Literatura
Silvino Évora lança livro sobre políticas de comunicação,
jornalismo e democracia em Cabo Verde.
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Economia
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Reporta-
A história de Zany, a baronesa
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Cartas ao Director
Lei sobre a taxa de iluminação pública
C o m e n t á r i o
Exmo Director do jornal A Nação Alexandre Se...
Crónica
Desemprego palavra do ano
A
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prego ou
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prego é o
que mais
se fala
nestes dias
em todo o
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  1. 1. Jornal Independente Edição nº 1 de Fevereiro/Março de 2013 Preço:100$00// Director da Redação:Emanuel Miranda Veiga A Câmara Municipal da Praia comemora a 2º edição de Noite Branca. pág 18-19 Silvino Lopes Évora lança o 4º livro ‘‘Políticas de Comunica- ção’’ pág. 12 Empresas lidam com a crise económi- ca pág. 13 (centrais )
  2. 2. //Editorial Caros Leitores, Tem nas mãos a primeira edição do jornal inde- pendente, onde trazemos ao público um leque de géneros jornalísticos contendo informações impor- tantes para a nossa sociedade. Por meio desta vi- emos trazer a preocupação de muitos acerca de um assunto que deixa todos os Cabo Verdianos à mar- gem de uma crise estupenda com as políticas deste nosso Governo referente à implementação da taxa de iluminação pública lei aprovada em Novembro de 2012, uma vez que esta responsabilidade é da Câmara Municipal da Praia e do próprio Governo de José Maria Neves. Neste momento de muita crise que o país enfrenta devido a mesma que as- sola toda União Europeia, mesmo assim deixam cair o pano sobre o povo e nos coloca numa desg- raça. Depois de muito barulho, avanços e recuos, a nova lei conhecida pelos Cabo Verdianos como a taxa de iluminação pública entrou em vigor no início de 2013. Por um lado o Governo adianta que esta medida tem como objectivo custear o serviço de iluminação pública como carácter universal, de forma a viabilizar a tranquilidade, o bem -estar e a segurança nas povoações e por outro lado esta pro- posta cria problema para aqueles que não usufrem de iluminação pública vão ter de pagar a taxa quer na meio rural como no urbano onde a precariedade eléctrica é reconhecida por todos nós , e ainda nos locais onde já existem postes de iluminação e es- tes não funcionem, os contribuintes são obrigados a pagar a taxa. Todos os dias acordamos com a subida de isto e aquilo mas no entanto o rendimento nunca sobe as pesssoas ficam cada vez mais longe de adquirir o pretendem ter porque perdem o poder compra, a IVA sobe de 15% para 25%, estas taxas todas dão cabo das funcionários públicos e trabalham como se fossem escravos e não têm nenhum subsídio se- quer que equivale às sucessivas subidas das diver- sas taxas. A Direcção Emanuel Miranda Veiga // 02 -Primeiro Plano Nº1- 1 Março de 2013 Jornal Independente Lei sobre taxa de iluminação Pública entrou em vigor Ficha Técnica: Propriedade: Comunicação e Soluções gráficas, Director:Emanuel Miranda Veiga, Redação:EmanuelMirandaVeigaFotografia/Paginação:EmanuelMirandaVeiga,Contactos:9555218,Tiragem: 10 Exemplares, Tipografia: Dikor S.A
  3. 3. Publicidades Emanuel Miranda Veiga Vota nos melhores de Cabo Verde.
  4. 4. Teté Alhinho apresenta o mai No passado fim de semana no Hotel Praia Mar , no âmbito da tora Teté Alhinho apresentou seu último trabalho discográfic nais e internacionais , um ‘‘Best of ‘‘ fruto de uma compilaçã S egundo a can- tora Teté Al- hinho o título ´´Andante`` surgiu no âm- bito de uma r e t r o s p e c - tiva da sua vida e de uma reunião de out- ras produções que marcou ao percurso como artista nos pal- cos nacionais e internacionais. E nesta busca afirmou que as compilações traduzem os percursos do artista, isto é o que foi de bom e mau na vida do artista e por sua vez garante que para fazer uma compilação, é preciso ter feito outros trabalhos o que determina número de músi- cas que vão ser gravadas. O que pode escolher músicas,de que mais se gosta, ou as composições próprias. No entanto contou com a ajuda do músico Mário Lúcio na atribuição do título e afirmou que sempre conta com apoio do actual ,Ministro da Cultura porque ele está mais ao par destas temáticas relacionadas com os trabalhos do tipo. Por fim A Teté Alhinho, en- tende que ‘‘Andante’’ é uma ter- minologia musical que combina com o que ela pretende para este trabalho. Por um lado ela canta sobre as realidades que fazem parte do seu quotidiano e do pequeno ar- quipélago, como os temas amor, que sempre vem para cabeça a relação de dois sujeitos o que tem uma relação com a chuva que no entanto tem um outro significado aqui em Cabo Verde do que noutro ponto do globo o que denota a fartura dos pobres , alegria dos homens do campo eesperança para as familias que dependem da agricultura como o sustento do lar. Nesta compi- lação há trés temas relacionados com a chuva que por sua vez Teté Alhinho afirma que gosta de es- crever que quando canta encanta o povo crioulo no mundo fora e aqui na terra. Por outro lado ela nos garante que para ter feito este trabalho teve apoios de di- versas organizações , pessoas muito próximas e até de empresas comerciais que deram o seu contributo para elaboração deste que foi um trabalho im- portante para a vida de Teté Alhinho , neste pro- jecto contou com amigos de alguns países francó- fonos e lusófonos e por fim contou também com apoio da Tecnicil, As- sembleia Nacional e Ministério de Negócios estrangeiros que de- ram total cobertura e por fim fi- naciaram parte de outro trabalho , que Teté faz juntamente com a filha Sara com espectativa que sai ainda este ano. No entanto para a cantora , acha que para gravar um disco está cada vez mais difícil uma vez que o am- biente , não está adequado , nem propício para que podem agradar o povo cabo verdiano devido a Cultura //4
  5. 5. is recente trabalho discográfico. a comemoração dos 50 anos de idade a cantora e composi- co de nome ‘‘Andante’’ o que traz para os mercados nacio- ão dos outros produções feitos anteriormente. onda de piratia e e falta de ética e maneira como degrinem a ima- gem do autor. Isso tem tornado complicado aqui em Cabo Verde que o meio e pequeno para venda segundo o modo de ver de Teté Alhinho, por uma lado ela mes- mo disse que todos querem que os ar- tistas gravem mas não optam para comprar mas sim gravá-lo porque com esta pratica in- adequada conseg- uem a baixo preço e isto acontece em casas que repro- duzem Cd’s que na óptica dela conde- na mas não resulta em nada e isso tem desvalorizado o trabalho e os ar- tista em causa. E por outro lado ,garante que não vê forma de um artista fazer outro trabalho uma vez que depende das vendas dos trabalhos discográficos e por sua vez garante que para o ambiente esteja a favor é preciso erradi- car e combater com esta atitude , porque assim ninguém compra o real preço dos CD’S mas sim compram a 500$ que o deprecia o produto que é um ramo onde os artistas tem como o sustento das suas vidas. Por fim este nosso Cabo Verde é o palco de muitas celebrações , eventos tantos cul- turais , como também musicais, por isso mesmo que muitos aqui são adeptos e favoritos das mais diversas estilos e formas music- ais da diáspora , onde os Cabo verdianos já pisaram os seus pés .Caso concreto a Teté Alhinho , adianta que gosta de muitos es- tilos entre os quais o ‘‘R&B ‘‘, ela diz que antes que o termo globalização saiu garantiu que este arquipélago teve ousadia de estar muito tempo ligado com outros estilos porque sempre fo- mos um país global, no sentido de sermos abertos ao mundo , uma vez que não temos recursos naturais que garantem uma eco- nomia sustentável, a música é o nosso património cultural ela , vem sendo uma alternativa para muitos que querem dar bem na vida.Em suma podemos garantir que agora ninguém ouça somente a nossa música , porque antes po- demos ouvir em Cd’s musicas in- ternacionais mas agora podemos sintonizar as músicas nos rádio comunitários e nacionais , para podermos estar ao par destas real- idades , que também enriquecem a nossa cultura , o que antes era um pouco difícil ouvir muito a nossa música tradicional segun- do a óptica de Teté Alhinho, mas agora a musica tradicional está a ganhar algum espaço na comuni- cação social , no entanto é pre- ciso que sermos cautelosos para que não fazermos aculturação e esquecer do que é nosso , neste sentido é preciso os pés fincado na terra sem nunca esquecer do que é nosso. Emanuel Miranda Veiga Social//5
  6. 6. Violência Urbana provoca Na passada noite do último fim de semana, na localida cos, ocorreu mais um dos conflitos como é do costume numa trágica acidente causando três mortos entre os q E ste é um dos mais acon- tecimentos que marca a actuali- dade aqui em Cabo Verde, o trágico acon- tecimento nas províncias de Achada Grande frente. Acon- tecimento este onde ficou mar- cado por uma guerra entre os grupos rivais denominados de ‘‘gangs ‘‘ ou ainda ‘‘thugs’’ que nas trocas de tiros do fa- moso revólver ‘‘boca bedju ‘‘ fez três vítimas entre os quais uma criançadesexofemininodenome ‘‘Aleida Silva’’.Esta temática deixa a população revoltada com esta atitude dos jovens locais, deixando culpa aos governantes, uma vez que estes segundo dizem , não estão a trabalhar para mini- mizar este problema que assola todo o capital do país. Na óptica da Sandra Reis , afirma que ‘‘ a violência tem estado a aumentar nas periferias , devido ao peque- no grupo de ‘‘thugs’’ , fazendo uma questão sobre estas guerras o que realmente brigam ? , para ela usam desta artimanha para disfarçar dizendo que é falta de opções o que põe em causa a se- gurança de muitos nos bairros e mesmo nas moradias ‘‘ e para Neusa Bar- ros entende ‘‘ que esta temática parece um pouco absurdo porque é rotina aqui na praia o que põe em causa a segurança das pes- soas na rua e nas moradias , tudo leva crer que não temos a liberdade e por isso clamo para que as autoridades competentes tomem medidas drásticas para melhoria da segurança na cidade da Praia.’’Por outro lado ambas os meus entrevistados disseram que a culpa è tanto do governo como das familias dos deliquent- es denominados de ‘‘thugs’’, na pessoa de a Sandra Reis disse ‘‘que os pais tem contribuido para este fim uma vez que repu- diam e escondem os filhos dos poli- ciais , mas g a - rante - n o s q u e se um d i a tiver o seu filho n ã o d e v e agir assim , acrescenta que a educação caseira deve ter mais atenção e ainda disse que não devemos tirar pedras ao governo Social //6
  7. 7. a medo nos Praienses. ade de Achada Grande nomeadamente nas artérias do Marro- desta vez foi uma briga entre os grupos rivais , onde resultou quais, uma criança com menos de 3 anos de idade . se tivemos chanse podemos aju- dar o governo para uma socie- dade mais tranquila e segura’’ , ainda neste questão a Neusa Barros expressou o mesmo juízo em relação às familias , mas disse ‘‘que o governo deve melhorar a sua política de segu- rança, de trabalho e de formação social, antes que um jovem ande por um caminho desviante ou ainda cometa um crime ou algo do tipo devem garantir o minímo para que os jovens não vão para cadeia com ideia que ali aparece de tudo para ocupação da vida o que antes não tinha, portanto precisam mudar em todos os pon- tos’’. No entanto elas avaliam o trabalho dos policiais face a es- ses prblemas que afligem a vida das pessoas primeiro a San- dra Reis , disse’’ não dou uma nota bem positivo, ou seja 100% mas tem melhorado bastante , uma vez que agora estão mais ao lado das populações do que antes, no entanto estão a cum- prir as suas obrigações’’ , mas falou ainda acerca doa tribunais dizendo ‘‘que as leis devem ser vistas mel- hor para que podemos viver em segurança’’.e em segundo caso a Neusa Barros afirmou que ‘‘está razoavél mas precisam fazer mais’’ , criticou dizendo ‘‘ muitas vezes iuncentivam e pro- movem estas violências porque a medida que prendam as armas vendam para outros grupos rivais , e por vezes os policiais são cor- ruptos e mais covardes do que os crimininosos’’ . Em suma, entendemos que estes problemas caminham num hori- zonte sem fim , razão por isso porque o Governo anda num rit- mo que não garante a segurança a ningúem e nem tem a solução à vista para a violência urbana e por sua vez a Câmara Municipal da Praia quer ajudar, cri- ando uma comissão de Polícia Municipal com uma sensação que pode minimizar ou ainda pre- vinir o crime nem que seja somente na rua pe- donal onde ocorre muitos assaltos à mão armada, o por fim a população fica numa linha sem ideia que dias melhores vão ter uma vez que muitos , quando acontece algo do tipo chamam pelos policiais mas não compare- cem no local razão não sabem , e custa sair à rua para uma greve ou ainda manifestão diante do palácio do Governo mas no en- tanto em nada resulta e pergun- tamos até quando ? e deixamos que autoridades respondem e se não , nos segredos dos mais ‘‘gigantes.’’ Emanuel Miranda Veiga Criminalidade //7
  8. 8. Religião Dia 2 de Novembro Polémica à volta da celebr No dia 2 Novembro de 2012, foi celebrado pela Igreja Católica esta religião comemorar dia dos mortos , reuniu todos os crent rio da Várzea, onde foram dar missas aos seus entequeridos do por outras denominações religiosas que não está na Bíblia, O dia de F i n a - dos só começou a existir a partir do ano 998 DC. Foi introduzido por San- to Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny na França. Ele deter- minou que os mon- ges rezam por todos os mortos, conheci- dos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tem- pos. Quatro sécu- los depois, o Papa, em Roma, na Itália, adotou o dia 2 de no- vembro como o dia de Finados, ou dia dos mortos, para a Igreja Católica. Nada de errado existe quando, movidos pelas saudades dos parentes ou pessoas conhe- cidas falecidas, se faz nesse dia visita os cemitérios e até mesmo se enfeitam os túmulos de pes- soas saudosas e caras para nós. Entretanto, proceder como o faz a maioria, rezando pelos mortos e acendendo velas em favor das almas dos que partiram tal práti- ca não encontra apoio bíblico. Este é uma das histórias mais polémicos hoje em dia em todo mundo , nomeadamente pelos lí- deres religiosos onde questionam sobre o eventual prática onde concedem missas às pessoas que já não fazem parte deste mundo das ilusões. Segundo a doutrina católica, os mortos, na sua maio- ria estão no purgatório e para sair mais depressa desse lugar, pen- sam que estão agindo correcta- mente mandando fazer missas, rezas e acender velas. Crêem os católicos que quando a pessoa morre, sua alma comparece di- ante do arcanjo São Miguel, que pesa em sua balança as virtudes e os pecados feitos em vida pela pessoa. Quando a pessoa não pra- ticou más acções, seu espírito vai imediatamente para o céu, onde não há dor, apenas paz e amor. Quando as más acções que a pes- soa cometeu são erros peque- nos, a alma vai se purificar no purgatório. Mas a Igreja Católica e outras seitas con- tinuam a persistir com esta atitude de dar missa, no sen- tido de garantir sustento dos clérigos e na arrecadação de fundos mais do que é exigido. Para Lizete Mendes ela en- tende que ‘‘esta prática que conhece por meio dos seus pais é correcto acredita que é umadoutrinapeloqualaalma se purifica no purgatório’’.Já os Adventistas crêem no sono da alma. Morreu o homem, a alma ou o espírito, que para eles é ap- enas o ar que a pessoa respira, esse ar retorna à atmosfera. A pessoa dorme na sepultura incon- sciente.Segundo Lucas Cardoso garante que ’’ quando morremos não temos nada, para ele não //8
  9. 9. ração do dia dos fiéis defuntos a Apostólica e Romana, dia dos fiéis defuntos , como é de costume por tes um pouco por todo o país , e aqui na cidade da praia, no Cimeté- , que não fazem parte deste mundo, mas o problema é questiona- , e é considerado um autêntico comércio para o sustento dos clérigos. acha nenhum fundamento em dar missa aos defuntos, pela lógica nunca ninguém voltou da morte, dizendo que esta missa teve o seu efeito, mas segundo especulações humanas acreditam na vida após a morte cedem esta missa pen- sando nesta alma ou que a c r e d i t a m , fazem uma intercessão de vivos aos mortos.’’ e para ele afirma que’’ quando m o r r e m o s perdemos to- dos os con- hecimentos, pensamentos tudo foi para agua abaixo de nada serve’’e para ele esta prática de comércio dentro das igrejas é bem possív- el noutras seitas que fazem estas rituais é baseado na arrecadação de fundos os dízimos e mais do que é exigido e nem sempre aju- dem as pessoas que nessecitam mas para todas as pessoas que fazem parte comitiva da igreja , nomeadamente os clérigos en- tre outros ‘‘. As testemunhas de Jeová crêem no aniquilamento. Morreu a pessoa está aniquilada. Simplesmente deixou de existir. Existem 3 classes de pessoas: os ímpios, os injustos e os justos. No caso dos ímpios não ressuscitam mais. Os injustos são todos os que morreram desde Adão. Irão ressuscitar 20 bilhões de mor- tos para terem uma nova chance de salvação durante o milênio. Se passarem pela última prova, poderão viver para sempre na ter- ra. Dentre os justos, duas classes: os ungidos que irão para o céu, 144 mil. Os demais viverão para sempre na terra se passarem pela última prova depois de mil anos. Caso não passem serão aniquila- dos, e para João Pina crente da Igreja do Reino das testemunhas de Jeová considera também esta prática um absurdo uma vez que ‘‘para mim já é uma cultura’’ e isto depende de cada um que quer assistir essa missa ‘‘ e ainda disse que ‘‘ eu pessoalmente se perdi um entequerido pos- so participar , no sentido de respeitar ‘‘ , mas ‘‘ não é correto à luz da Bíblia. Na óptica de Paulino Bar- ros também entende que ‘‘ uma vez que as pessoas estão mortas não veja ne- cessidade nenhum em prestar um oração ou dar uma missa, uma vez que não mude o seu destino’’. Em suma podemos consid- erar que esta prática de dar missa aos crente é errado à luz da Bíblia , mas por um lado depende de cada qual que quer dar missa e por outro lado depende das pes- soas que querem seguir as doutri- nas das igrejas que praticam tal teoria. Emanuel Miranda Veiga Social //9
  10. 10. Igreja do Nazareno está em N o dia 08 de N o - vem- b r o d o m ê s c o r - rente, a Igreja do Nazareno re- alizou,umcolóquiono auditório do Arquivo Nacional onde reuniu maioria dos membros de toda ilha de Santi- ago, para comemorar o 112º aniversário da igreja em Cabo Verde. Para o reverendíssimo e superintendente pas- tor Emanuel David Araújo , representante da Igreja do Naza- reno em Cabo Verde considerou este even- to como uma grande mobilização nacio- nal , particularmente quando o país enfrenta ,uma falta de esperança e ansiedade.Alia- dos a uma decadência e falta de valores éticos , e morais é neste quadro que mobilizaram a campanha nacional de evan- gelismo como lema ‘‘Nós es- perança’’ que decorre do dia 1 a 15 de Novembro sendo o qual está sendo idealizado em todas as ilhas de Cabo Verde dirigidas para mais diversos tipos de públicos onde se en- contram. Este evento que já conta com muitos anos , para Basílio Ramos o Presidente da Assembleia Nacional, e mem- bro de como foi convidado, ele presidiu a cerimónia de abertura do colóquio nacional da Igreja do Nazareno. Intitu- lado “Uma Igreja para Cabo Verde”, o evento tem em vis- ta apresentar a igreja através da história deste país e o seu compromisso com a Nação neste novo tempo. No enetan- to falaram de uma igreja que é aquela que anda à busca dos fiéis, e que se encontra sempre em contacto com os crentes para que pos- sam crescer em número e nafécristã.No entanto pre- cisam de uma igreja à se- melhança do livro de atos , que revela a história da ‘‘Era Apos- tólica’’escrito pelo apostolo Paulo falado no novo tes- tamento.Por um lado o Presidente destrital fala que ‘‘precisamos de uma igreja à semelhança de Atos , uma igreja que preocupa com as necessidades humanas e do povo de Deus,’’ e por outro lado afirma que ‘‘precisamos Religião Na passada Quinta feira a Igreja do Nazareno comem emCaboVerde,eventoessequeaconteceunoauditório dospastores,presidentedestritalepresidentedeAssem //10
  11. 11. festa em todo Cabo Verde morou o 112ºaniversário da sua perigrinação e existência o,doArquivoNacional.nacidadedapraiacompresença, mbleiaNacionalemuitosintelectuaisdanossasociedade. de uma igreja que não espera pelos crentes, queremos uma igreja descentralizada numa acção diária‘‘ e Para Basílio Ramos, como membro , contou d e s d e quando era cri- a n ç a até este em que revela sendo, u m a d a s figuras actual- mente impor- tantena n o s s a socie- d a d e , nos deixou um segredo onde que teve boas relações com a Ig- reja e caso concreto a desta a que faz parte dizendo assim ‘‘ Ao longo da minha vida , como presidente da Camara Mu- nicipal do Sal , como Ministro da Saúde e como Deputado , sempre tive melhores relações de cooperação com igreja do Nazareno ,de fé complicidade ‘‘ e ‘‘ diria mesmo , tenho muito respeito e dedicação por esta instituição onde tenho muitos amigos.’’ Durante o colóquio falaram de que , a igreja ajuda em todos os termo desde os mais pequenos até, os mais idosos envolvendo toda classe social. Na perspectiva dos dois entrevistados logo na primeira saída disseram por uma voz que a missão da Igreja do Nazareno é ajudar continu- amente não só para ter número de crentes como também con- hecer os desígnios de Cristo , na óptica deles que é o nosso alvo a atingir . A mensagem também foi divulgado , de uma forma sistemática em todas as ilhas , onde tem os crentes des- ta denominação uma vez que este mès é escolhido para uma meditação conjunta, onde reune todos os fiéis para louvarem e bendizerem o nome de Cristo. Contudo, a igreja reconhece que agora tem um novo ciclo , na sua história e nos seu cresci- mento e na sua firmação na so- ciedade Cabo Verdiana , sendo uma igreja originalmente nas- cida no coração de um crioulo , ela se assume como parte desta nação e portanto este colóquio é uma forma de interagir com a sociedadeCaboVerdiana.Sendo assim , assumem a responsabil- idade de estar ao par dos assun- tos locais , onde o povo de Deus precisa , de esperança o que vai ao encontro deste que, é o lema deste evento . Emanuel Miranda Veiga Social //11
  12. 12. Literatura Silvino Évora lança livro sobre políticas de comunicação, jornalismo e democracia em Cabo Verde. “Políticas de Comunicação e Liberdade de Imprensa – Para compreender o Jor- nalismo e a Democracia em Cabo Verde” é o título do quarto livro do professor e investigador Silvino Lopes Évora. Foi apresentado no final da tarde de Terça-feira, pelas 18 horas, no auditório da Universidade Jean Piaget por Corsino Tolentino e Jorge Sousa Brito, juntos estiveram o Pivot Alfredo Pereira e o director da Biblio- teca Nacional , Joaquim Morais. Esta obra, é o resultado da tese de doutoramento do autor, vencedor do Grande Prémio Cidade Velha 2010. N o passado dia 18 de D e z e m - bro de 2012, professores, estudiosos da comunica- ção e dos media, alunos foram para o lançamento no auditório da Univer- sidade Jean Piaget na Praia. O auditório recebeu e ench- eu-se por completo na tarde/noite desta Terça-feira, 18 de Dezem- bro, para assistir mais um evento desta vez foi o lançamento do livro do professor, escritor e investiga- dor Silvino Lopes Évora, sob o mote “Políticas de Comunicação e Liberdade de Imprensa – Para com- preender o Jornalismo e a Democ- racia em Cabo Verde”.De acordo com a obra retrata a política entre os dois mairores partidos políticos entre os anos de 1991-2001. Base- ado na tese de doutoramento de- fendida em 2010 na Universidade do Minho, o livro analisa as políti- cas Cabo Verdianas das televisões e liberdade de imprensa, onde cada profissional pode exercer a sua liberdade profissional, num con- texto em que a comunicação social é dominada por lógicas sóciopolíti- cos. O autor, que não deixa de lado os laços que se estabelecem entre o universo da comunicação e do jornalismo e ainda do mundo da política, con- seguiu, durante a sua investigação, falar com jornalistas , deputados e chefes de redações e ainda pessoas que deram o seu contributo tanto na área como para esta obra. Reconhecendo que não foi uma tarefa fácil, o autor salienta que a obra reflecte a ousadia em pegar num tema tabu para muitos: políti- cas da comunicação e liberdade de imprensa. Em 500 páginas, Silvino Évora pega com mestria e agora como doutor num tema que poucos ousam falar mas que tem importân- cia saber sobretudo a história do desenrolar das políticas esta- belecidas na Televisãopúbli- ca e o jornal- ismo exercido durante todos esses anos de trabalhos tanto de jornalistas como dos out- ros profission- ais da Comuni- cação. Na apresenta- ção,odiplomata Corsino Tolen- tino considera que esta obra é um caminho para resposta e credibilidade do ensino e Reitor da Unipiaget Jorge Brito disse que tem constatado que a obra do Silvino Évora tem hon- estidade e rigor científico. Ambos concluiram que a obra é um “ex- celente contributo” para a Comu- nicação Social Cabo Verdiana. Emanuel Miranda Veiga Social //12
  13. 13. Empresas lidam com a crise económica. Acrise económica provocou a queda nos estabelecimentos comerciais um pouco por todo o mundo. Cabo Verde sofre desde de 2012 com esta crise meadamente nas pequenas empresas um pouco por todo lado do teritório em caso concreto a Cyberiana e Servicenter sediadas no Palmarejo. N a passada fim-de-se- mana, fui ouvir o que as pessoas pensam da e m p r e s a Cyberyana e Servicenter e o que a direcção da empresatemparanosdiz- er a cerca desta crise que tem sofocados muitas empresas e mundo todo. De acordo com Emanu- el Teixeira entende que esta crise abalou todas as empresas inclusive sua empresa sobretudo no fi- nal do ano 2012. Adian- tou que no início as coi- sas estavam normal, ele como administrador viu que as receitas estavam a diminuir e as contas estavam mais poucas em relaçãoàoutromês,masjátinhapre- visto isso por causa das festividades do mês de Dezembro e do Janeiro. Houve a diminuição na procura dos serviços por parte dos clientes mas pretendem trabalhar com as coisas mais modernos que interessa as pes- soas sobretudo os serviços práticos como a multimédia e tecnologias de informação e comunicação tendo em conta estes aspectos tiveram um declive . Garantiu que devido à glo- balização falando na perspectiva de todos adquirirem o seu computador, ter internet , a empresa não correu risco uma vez que muitos recorrem à mesma para usar a internet, carre- gar telemoveis e consertar computa- dores. Como são duas casas onde prestam serviços nos deixa saber que a localização estratégica tem beneficiado e prejudicado as suas empresas porque hoje em dia estes serviços é os mais procurados e toda gente quer fazer desta via o seu pão. As pessoas que mais frequentam a empresa é classe de estudantes tanto do ensino secundário como superi- or. O ambiente vivido pela empresa durante meses atrás é de muita ten- são devido à procura de serviços por parte dos clientes mesmo com o fal- do era de crise. Posterirormente na perspectiva de Emanuel Teixeira, nos garante que apartir do projecto que eles têm na mão eles vão adoptar sistema de apoio ao mais carencia- dos, dar aula de inglês, informática e música e o estudo da profecia uma vez que trabalham também pelas causas divinais. Eles tem o propósito de deixar to- dos os seus uma revista de oferta que permitem trazer mais clientes à empresa e à Jeus Cristo o nosso Sal- vador. E para concluir ou- vimos alguns usuários dos serviços desta empresa ga- rantem que o atendimento ali é adequado, pessoas que ali trabalham dão credibili- dade e notoriedade para que a imagem da empresa não seja danificada uma vez que eles tem um propósito trabalhar o bem dessa comunidade. Para Helton Lopes depois que esta empresa veio para esta localidade- teve outra visão e ganhos enormes sobretudo para estudantes e pessoas destas comunidade e Tilina Santos não esconde a sua satisfação e ga- rantiu o mesmo em relação à esta empresa. Emanuel Miranda Veiga Social //13
  14. 14. Economia Barragem de poilão recebe 3º edição do festival do milho . E ste evento que con- ta com a 3º edição, trazendo milhares de pes- soas ao encon- tro de um fes- tival de fartura,contou com a presença de muitos artistas e pessoas de diferentes ocupa- ções que ali foram tomar um ar mais puro e fresco que o ambiente lhes reserva, e por fim gostaram do evento.No entanto para Sara Fonseca entende que ‘‘esta data em nada faz diferença no sen- tido de trocarem este dia ‘‘de ‘‘todos os santos’’ e ‘‘ festival de milho’’ , porque ‘‘o real sentido deste feriado é ir até la para divertir e passar um dia de semana fora’’, e para Adérito Rodrigues esta data ‘‘combina com o festival de milho ‘‘, porque para ele ‘‘a colheita será abençoado de modo geral em todo país e de modo particular na barragem de poilão.’’ Por um lado na perspectiva de Sara Fonseca entende que’’ este festival não ajuda em nada positivo ,mas sim negativo onde traz guerras,acidentes e muitas outras coisas que a presença do álcol na região lhes oferece’’e Adérito Ro- drigues afirma que ‘‘ este festival contribua e ajuda na promoção da economia local e de toda região de São Lourenço dos Órgãos’’ e ‘‘também porque é um negócio que rentabiliza o desenvolvimento sustentável do concelho’’. Por outro lado ambos disseram por uma voz que ‘‘este evento deve melhorar bastante no que diz respeito o espaço onde acolhe milhares de pessoas no dia do festival ‘‘ e no entanto disser- am que ‘‘ e s t e tipo de evento d e v e aconte- cermais v e z e s porque faz sen- tido ir à barragem para desfrutar da magnífica natureza ‘‘e ‘‘do ar puro que nos reserva , desde que temos a consciência do que vamos fazer lá’’ .Em suma fomos ver de perto este evento que leva todos ao interior de Santiago para desfrutar do ‘‘mindju sabi’’ , da corrida do bote e do funaná que muitos falam de que é maravil- hoso. Emanuel Miranda Veiga 1 de Novembro mudou o seu significado //14
  15. 15. Governo aumenta a taxa de iluminação pública E ste é um dos prob- l e m a s que aflige tudo e to- dos que f a z e m p a r t e deste Cabo verde onde nin- guém tem direito a ter direito, mas sim o dever de cumprr. Situação essa que arrasta de longas datas e por fim este governo de Jose Maria Neves resolveu deixar cair o pano em cima dos cidadãos. Tentamos ouvir a opinião de al- guns cidadãos principalmente na classe dos estudantes e os professores universitaários. Para Leny Fonseca entende que essa atitude maléfica do governo de José Maria Neves só contribui para aumento de mais problemas nos bairros e assim falou ‘‘acho que é incor- recto, a sociedade tem muito que pagar e esta iluminação não é funcional nos bairros mais problemáticos’’ e por outro lado o Saidu Bangura entende que esta situação não pode continuar porque a re- sponsabilidade ´tanto do Gov- erno como da Câmara Munici- pal da Praia, dizendo assim ‘‘ Como cidadão temos que cum- prir muitos deveres não im- plica que isto pode causar so- bre o carregamento financeiro falado não estou de acordo é da reponsabilidade do Gov- erno e da Câmara Municipal da Praia elas devem estar em comunhão para resolver esta questão’’.Por um lado a Leny Fonseca diz que esta política não funciona devido à crise que faz sentir aqui e assim afir- mou ‘‘ Não! porque a crise que assola o país não permite esta política funciona e por mesma razão muitas das empresas despedem funcionários porque o dinheiro não circula.’’ e por outro lado novamente fala Saidu Bangura também dis- corda dessa atitude do Gov- erno dizendo que não funciona ao meio desta crise e nem deve causar um pesadelo sobre os cidadãos Cabo Verdianos ‘‘ é a consequência desta crise , mas não implica que o ci- dadão paga o que é normal paguemos a TCV não traz nenhum benifício mas só pesadelos e esta crise não pode causar um pesadelo sobre os Cabo Verdianos.’’ Em suma, os dois inter- pelados sobre o assunto , na pessoa de Leny Fonseca diz que esta medida gover- namental surgiu devido esta crise europeia falndo as- sim’’pode ser por isso, porque dependemos da cooperação e dos apoios externos isto pode ser uma das causas, com a cri- se permite este política.’’ e por fim Saidu Bangura discorda com essa ideia dizendo assim ‘‘isto é uma das mais políticas de José Maria Neves e que po- demos contar com mais’’ , afir- mou . Emanuel Miranda Veiga Política //15
  16. 16. M aria Almeida , solteira, mãe de seis filhos e moradora da zona de Achad- inha Pires. Interpelada sobre a venda no merca- do posiona que a venda está muito fraco, porque não há trabalhao e isso reflita na vida dos clientes por não terem poder de compra. Todos os dias amanhece no mercado da Praia à busca de pão para os filhos e no entanto , ela anda desami- nada devido ao fraco pod- er de compra e desabafa estou a aqui para ver se consigovend- er alguma coisa, muito das vezes re- gresso a casa sem vender nada, e no mer- cado no espaço vendo pago uma quantia de 1000$00 vendendo o não, o estado não perde eles cobram. A comerciante disse que tem uma familia que é suportada por ela, e não tem nenhum apaio vive do que render a venda. Falou também que os colegas vivem na mesma situação e que muitos levam os seus produ- tos por falta de compra acabam por jogar no lixo porque eles estragam, isso traz muito pejuizo para elas. Acrescenta dizendo que Governo e Institu- ições publicas e Privadas deveriam apostar mais em criar posto de trabalho para que garantam a vida do povo Cabo-verdiano, e assim reduzia o numero elevado de desemprego que en- frenta o país. Maria Almeida , na entrevista fala que com a falta de emprego as familias não têm um rendi- mento suficente para comprar muito. Abordada sobre a crise disse que há crise mesmo as- sim, os governantes devem criar alternativas porque foram colocados ali para re- solver os problemas dos ci- dadãos. Perguntada sobre a época do ano em que há uma enorme procura dos clientes ao mercado, sobretudo nas épocas de festas, com grande releváncia Natal e fim do Ano, ela fala da crise como uma coisa que sinta todos os dias no trabalho. Emanuel Miranda Veiga Vendedeiras ambulantes reclamam do fraco poder de compra Economia //16
  17. 17. J orge Pires, funcionário da Editur, trabalha há 25 anos na empresa de Construção Civil e Imo- biliária. Recebe um salário mensalmente de 24.000$00 equivalente para muitas familias, tem 6 filhos e os gastos são cobridas por ele. Ataxa de IUP (taxa único sobre o Património), cobrada anualmente pela Câmara Municipal da Praia sobre os patrimónios imobiliários com uma percentagem adicional. Para este funcionário, é contraditório aumen- tar essa taxa porque com essa subida coloca a sua vida e dos familiares num autêntico sufoco. Para outros colegas, chefes de família que tra- balham com ele, demonstram o seu descontenta- mento e o desagrado perante essa subida que vão lhes afectar nas suas vidas familiares. A edilidade praense, na pessoa do Ulisses Corre- ia e Silva, o presidente da Câmara Municipal da Praia afirma que este aumento surgiu porque “du- rante muitos anos não se actualizou”. Com esta subida os moradores da Praia estão descontentes com a situação, o que torna um problema onde há famílias sem emprego que não tem nenhum rendi- mento para sustentar suas despesas, estão à beira de um ataque de nervos. Jorge Pires adianta com as suas palavras que atravessamos momentos difíceis, com estes au- mentos e também pela situação actual que vive o país. Governo aprova taxa de iluminação públi- ca, a IVA sobe para 15%, não há 13º mês nos sa- lários e os Cidadãos perdem o poder de compra e o desemprego tem aumentado constantemente, afirma que com implementação destas políticas estamos perto de uma desgraça, caminhando para uma crise estupenda. Até 31 Dezembro taxa de IUP é de de 6000$00 e a partir de 01 de Janeiro de 2013 passará para 24.000$00. Emanuel Miranda Veiga Câmara Municipal da Praia aumenta IUP em 300% Economia //17
  18. 18. Reportagem E ste Sábado, foi um dos mais aproveitados pe- los mundanos. Com o sol no poente, o céu começa a dar o brilho das es- trelas, lembra a noite de Natal. Eram 6 da tarde, quando muitos começam a pegar o Táxi em di- recção à Plateau. De seguida, as luzes brilhantes e fluorescentes tomou conta do Plateau e da rua pedonal 5 Julho, quando tudo nos aponta para a praça do Alexandre Albuquerque no coração da Praia, o Planalto onde se leva uma noite inesquecível. Com feira de palavras, vendas dos artigos, passagem modelo e actuação de vários outros grupos locais preenchiam o programa da noite dos praienses. Milhares de pessoas de todas as artérias do Capital, sem con- tar com as turistas, imigrantes e dos da interior de Santiago, encheram a rua frente à Câmara Municipal da Praia. Nome dado ao evento, ‘‘Noite Branca’’que já conta com a 2º edição traz pes- soas vestidas a rigor e outros nem por isso. Como o nome do evento nos leva a pensar que todos de- vem ter a cor branca, mede o es- paço quase tudo nos direcciona à cor da noite, mas outros pela percepção de alguns não sintam bem num espaço limitado como é este de pessoas altamente quali- ficados na área de promoções de eventos.O centro histórico da ci- dade da Praia regista, mais um evento uma iniciativa da Câ- mara Municipal que se tor- na uma agradável tradição anual em que a animação, o ambiente natalício, o co- mércio fora de horas, a boa dis- posição, o entretenimento e muita luz foi mais uma vez, os princi- pais ingredientes daquela que foi uma Noite Branca para todos que foram ver de perto a chegada do Natal.O Plateau foi pequeno para acolher tanta gente e animação, pode-se falar de autênticos en- garrafamentos humanos em cer- Branca de neve in //18
  19. 19. nvade noite no plateau tos momentos, principalmente na rua Pedonal, que foi o principal ponto de concentração das ac- tividades pro- gramadas para a Noite Branca de 2012. E um pormenor dig- no de menção é que não se registam actos de violência nem incident- es dignos de monta, apesar da assistência de milhares de pessoas. De pés sobre 1,78 de altura, carrega nos ombros 28 anos de idade, leva uma camisa branca, calça jeans de cor preta e um ténis vermelho nos pés. Natural da ilha do Maio , jovem estudante da Unipiaget veio para Praia à procura de uma formação superior de qualidade, foi até ali na rua Pedonal para dar conta deste evento que encontra reuni- dos de colegas do curso e mais outros que ali foram testemun- har esta actividade cultural. Com toda simpatia foi, caminhando até ao palácio do Presidente da República onde fez fotografias com o chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca para lembrar esta data é ele o futuro Jornalista, Adilton Pires.Da Praça Alexan- dre Albuquerque, transforma em Praça Cultural, passando pelo Palácio Ildo Lobo, onde o teatro marca presença, pela Pracinha da Escola Grande com a sua tenda arábica e mostra de produtos marroquinos, além de música ao vivo, e pelo Quintal da Música, onde actuam artistas de renome, até à rua Pedonal que, além de várias outras atracções, acolheu um grande terreiro de Batuque, o Plateau foi um autêntico salão de festas e um centro cultural por excelência. Quem lá foi não deu o seu tempo por mal empregue, e nenhum dos presentes abordado pela nossa reportagem teve dúvidas em con- siderar que a edição de 2012 foi melhor que a anterior, e que as Noites Brancas da capital estão a gan- har o seu espaço próprio e a trans- formar-se num evento de excelên- cia no calendário de actividades so- cioculturais da ci- dade da Praia. O comércio esteve aberto até muito tarde da noite, os restaurantes e bares não têm mãos a medir, os stands de artesanato, livros, bijuteria e vários outros produtos também registam uma boa noite de vendas, conforme nos confi- denciam os próprios donos e pro- motores. Mostras de documentários, es- pectáculos circenses, demonstra- ções de capoeira, ateliers de pin- tura, jogos e várias outras ofertas transformam a Noite Branca vivi- da pelos capitalinos na melhor de sempre até agora, o que também quer dizer que a fasquia tende a subir e que os munícipes esperam que, para o ano, o evento supere o nível agora conseguido. Emanuel Miranda Veiga Social //19
  20. 20. Reportagem Dia diferente na Cantina da Uni-Piaget N uma manhã , igual a um forno acesso com ar bem quente , que o sol radiante e brilhante faz, muitos até pensam que era o domingo na verdade, o termo inglês ‘‘Sunday’’dia do sol, porque o calor é tanto que as janelas e portas é ab- ertas para minimizar a temperatura alta que se faz. Ao entrar na porta da Cantina Universitária , depara com o espaço todo ocupado por pessoas de toda espécie, na altura, sexo e na idade são eles, os estu- dantes e fun- cionários deste e s t a b e l e c i - mento. Junto da sala A118, logo na entra- da vê a porta do local onde faz o depósito dos genéros alimentícios e da limpeza , é a placa da ar- recadação 1, mais à frente, c h e g a m o s onde todos aqui mata a gi- gante fome que, faz sentir quando o estômago carece dos alimentos, a cantina que, está equipado de me- sas e assentos para os ocupantes que na maioria são os alunos de diversos cursos aqui leccionados. Logo esta está juntamente do local onde prepara todos os pratos tanto agradáveis como não aqui dentro, a cozinha que, está ao lado da bal- conista que se encarrega de cobrar o dinheiro na caixa e as outras três entendam os clientes num ambiente bem agitado e estressante. De volta para a mesa, numa visão calma, leva os olhos para o tecto, depara com um ar fresco, e na medida que estamos a ver , o calor começa a diminuir com um grande ventoinha fixo, logo nos pilares dentro da cantina, que ajuda muitos quando o calor humano e da natureza se , junta faz um acidente. Ao levantar, para descrever o local, depara com um contador de tempo , fixo na parede da cozinha, o relógio que ajuda as cozinheiras na prepara- ção dos alimentos para os docentes e em alguns casos os discentes. Sem deixar, de mencionar, os quadros das outras irmãs deste instituto, os três quadrosdas outras Universidades do Jean Piaget.Contudo , uma grande novidade de que já se conta , com dois anos que a Universidade dispõe do serviço da internet numa outra forma desta vez sem cabo ou sem fio, isto é o ‘‘Wireless’’, para onde vira , vê a placa escrita Área de Wireless, junto da porta da saída , leva o olho para o lado , depara com a televisão onde a TCV é a emissora que passa naquele momento, reposição emais reposição como é o costume dessa Televisão sem chefe e sem director. Por um lado, está a placa de avisos e mensagens de advertências, continua a fr- ente sai na porta para fora, ou se porventura não quer sair pode voltar de novo à cantina ou subir para cima no bloco A na sala A203, para falar com professor Szymaniak , mas a intenção da Vany Barros é de entrar na cantina mas a tentativa é muita, porque os alunos é demasiado grosso ali den- tro, o que se pode dizer que é uma tamanha barbaridade, quando o espaço é pequeno recebe muita gente. O ambi- ente que se, vive dentro da cantina é de muita tensão, porque uns comem, outros gritam, falam, riam, o que faz muito barulho, e a Vany Bar- ros só queria fugir deste ambiente e desta realidade, mas na verdade es- tas coisas acontece aqui , mas nin- guém deixa de entrar e nem passar por perto e além do mais ficar longe. Emanuel Miranda Veiga . //20
  21. 21. A cimeira entre Cabo Verde e Portugal E m Cabo Verde, a taxa a n u a l d e cresci- m e n t o d e - mográfico e a de mortalidade são baixas, compara-se às taxas médias de outros países com rendimento médio. A esperança média de vida é de 62 e 65 anos, respectiva- mente para homens e mulheres.A população resi- dente no país se estima em 434.263 habitantes, com uma população jovem em média de idade de 23 anos.Cabo Verde sofre com a falta de recur- sos naturais, inclusive água, que se agrava pelas secas prolonga- das e pelo solo pobre em várias ilhas. A economia é orientada para os serviços, sendo que o co- mércio, o transporte, o turismo e os serviços públicos representam cerca de 3/4 do PIB. Apesar de quase 70% da população vive na zona rural, a agricultura e a pecuária são pouco desenvolvi- das e têm pequena participação no PIB. Cerca de 78% dos ali- mentos têm que ser importados. O potencial da pesca, principal- mente de lagosta e atum não é completamente explorado. Os recursos económicos do nosso arquipélago dependem sobretudo da agricultura e da riqueza marin- ha. A agricultura sofre frequent- emente os efeitos das secas mas mesmo assim algumas culturas ainda sobrevivem como o café, a banana, a cana-de-açúcar. O sec- tor industrial está em contínua desenvolvimento a fabricação de aguardente, vestuário e calçado, tintas e vernizes, o turismo, a pesca e as conservas de pescado e a extracção de sal, e também o artesanato. A moeda corrente é o Escudo de CaboVerde.As remes- sas da emigração, o auxílio ex- terno e a gestão cuidada dos pag- amentos ao exterior preservam a estabilidade da moeda Cabo Verdiana. A falta de recursos naturais e as escassas chuvas no arquipélago determinam a partida de muitos Cabo Verd- ianos para o estrangeiro. Ac- tualmente a população Cabo Verdiana emigrada é maior do que a que vive em casa. O país tem anualmente um grande deficit comercial, financiado pela ajuda internacional e pelos muitos emigrantes espalhados pelo mundo, que contribuem com remessas financeiras que suple- mentam o PIB em mais de 20%. O turismo é outra fonte de recei- tas importante, contribuindo com mais de 10% dos 820 milhões de Euros do PIB de Cabo Verde no ano de 2005.Apesar da escassez de recursos, uma eficiente gestão da economia tem produzido uma melhora das receitas do país. Re- formas económicas continuadas têm estimulado o sector privado eatraídoinvestimentoestrangeiro para diversificar a economia. As perspectivas futuras dependem enormemente da manutenção dos fluxos de ajuda, do estímulo ao turismo, às remessas dos emi- grantes e ao resultado dos pro- gramas de desenvolvimento do governo. O país tornou-se mem- bro da Organização Mundial do Comércio em Julho de 2008.Até 1995, foram os Programas- quadro bienais de coopera- ção elaborados nas sessões de Comissão Mista, que se desdobravam em programas executivos também bienais. A partir de 1995, com a real- ização da XI Comissão Mis- ta, esses programas passam a ser trienais e no ano de 1999, a cooperação entre os dois países passou-se a reger pelo PIC (Plano Indicativo de Cooperação), com uma vigência plurianual ou seja de três anos, tendo por base as prioridades definidas pelo Governo de Cabo Verde no Documento Estratégico de Crescimento e Redução da Pobreza (DECRP), conjuga os princípios e estratégias da política de cooperação portu- guesa para o desenvolvimen- to. O PAC (Plano Anual de Cooperação), assinado anu- almente, serve de instrumen- to de materialização do PIC até 2007. A partir de 2008, o Grande-Reportagem Política //21
  22. 22. PAC extingue, fica a cooper- ação a ser regida apenas pelo PIC.Os eixos prioritários têm a Valorização de Recursos Humanos(sectores da Educação,da Formação Pro- fessional e Qualificação de Quadros, e da Capacitação Institucional e Assistências Técnicas); Justiça (Formação de magistrados e de médico- legais); Apoio à Criação de Infra-estruturas Básicas, Or- denamento do Território e Recuperação do Património; Comunicação Social, a digi- talizaçaõ das duas empresas (RTC, INFORPRESS), Ad- ministração Interna, agora conta com mais Civis (Poli- cia Nacional), Construção Civil e Obras Publica (Labo- ratório de Engenharia Civil – LEC); Saúde, diminui o número de evacuações com a Instalação de serviços de he- modiálise e de Oncologia, Centro de Tele-medicina, evacuações Médicas), assim a Embaixadora Madalena Neves garante na entrevista. Ainda em Eixo de Acções Complementares tais como: Linha de Financiamento de Pequenos Projectos; Desen- volvimento Sócio Comuni- tário das Ilhas de Santiago (Praia e São Domingos), de Santo Antão, de S. Vicente e do Fogo; Apoio à Criança e Jovens em Situação de Ris- cos; NTIC (Informatização dos Municípios do Fogo e Brava); e Emigração e Co- munidades. No âmbito da Parceria Especial, existe uma colaboração estreita entre os dois países, especificamente, realização de consultas es- treitas sobre diferentes questões, nomeadamente mi- grações e desenvolvimento, segurança colectiva, luta con- tra o terorismo e os tráficos ilegais (armas,pessoas e dro- gas), no contexto das dis- posições institucionais aplicáveisà Parceria (re- uniões ministeriais, reuniões de altos funcionários) assim como através dos canais diplomáticos habituais. Ain- da, em 2008, foi assinado o Memorando de Entendimen- to entre o Governo da República de CaboVerde e o Governo da República Portu- guesa para o Apoio Directo ao Orçamento. A Cooperação Descentralizada e a Coopera- ção Económica são outros dois sectores que vem fluindo de forma natural com ganhos para ambas as economias. Todas as cções supra-men- cionadas são frutos das boas relações que sempre nortear- am a cooperação entre os dois países, assistidas por uma troca constante de missões e de visitas de governantes portugueses e cabo-verdia- nos. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, uma organização in- ternacional, com 11 anos de existência, têm estado a ten- tar imprimir uma certa dinâmica de cooperação en- tre os seus Estados membros, sobretudo nas áreas da Edu- cação, da luta contra HIV/ SIDA, na questão do Género, e como não poder deixar de ser, na difusão da Língua por- tuguesa. Vem protagonizar diversas iniciativas propicia- doras de alguma dinâmica junto da Sociedade Civil, através da organização e pa- trocínio de reuniões e encon- tros de trabalho de índole sectorial e temático. Igual- mente a nível político – diplomático, a organização tem conseguido alguns avan- ços, faltando-lhe contudo conseguir desenvolver pro- jectos de grande envergadura que lhe dá a visibilidade tanto almejada.Vigora entre Cabo Verde e Portugal um acordo de cooperação cambial que es- tipula a convertibilidade do es- cudo cabo-verdiano face ao es- cudo português, e também outros protocolos e acordos marcam o dia em em que os dois chefes máximos encontram pela segun- da vez a propósito de assinar o documento de 12 páginas. Os dois executivos acordam a ne- cessidade de se constituir uma comissão de acompanhamento do plano indicativo de coopera- ção, assinado em Agosto, com vigência de três anos, que possi- bilita uma melhor gestão dos pro- gramas e projectos identificados de acordo com as áreas priori- tárias. O dia amanhece com chu- va na cidade do Mindelo, e o céu um pouco nublado por toda ilha quando o boeing da TAP aterra no aeroporto São Pedro, agora Cesária Évora. Traz chefe do governo, e governantes da área dos negócios estrangeiros, Infra- //22
  23. 23. estruturas e da Economia e ainda a presença de jornalistas da SIC, RTP E TVI, todos da Terra do homem da literatura Luís de Camões. Os profissionais da Co- municação Social, foram dar a total cobertura no evento que re- une os nomes sonantes da socie- dade Portuguesa e Cabo Verdi- ana. De seguida, recebem o homólogo português Pedro Pas- sos Coelho, o Edil Camarário Augusto Neves e o Primeiro- Ministro José Maria Neves rum- am eles e outros mais governant- es para a Cidade. Dali o destino vai lhes levar para uma visita aos bairros da ilha de Monte Cara. No período da tarde, os dois chef- es de governo inauguram, no Mindelo, o complexo habitacio- nal da Ribeira de Julião, con- struído no âmbito do programa ‘‘Casa para Todos’’, também fi- nanciado pelo governo Portu- guês, que se enquadra na outra cooperaçaõ assinado em Lisboa, no ano de 2010.Trata-se de um complexo de 250 habitações e 12 espaços comerciais, que integra um parque infantil, uma placa desportiva e um parque de esta- cionamento, cujo custo de con- strução ultrapassa os 670 mil contos, financiados por uma linha de crédito disponibilizada por Portugal. Logo no final tarde foi agendada a 2º Cimeira entre os dois países lusófonos no Centro Cultural Português, onde eles as- sinam a cooperação e acordos. A surpresa foi corte energética por um pouco de toda ilha, a ‘‘black- out’’ que faz sentir no momento da rubrica dos documentos.Os moradores de Monte Sossego e Ribeirinha,têm a enfrentar cortes que chegam a prolongar por mais de dez horas seguidas. Nem mes- mo os ilustres convidados, Pedro Passos Coelho, Primeiro-Minis- tro Português, e restante comitiva de Governantes foram poupados do mau serviço da empresa públi- ca. A segunda Cimeira entre Por- tugal e Cabo Verde foi interrom- pida porque faltou a luz. Sabemos que a Ilha do Sal, Boa Vista, en- tre outras ilhas também enfren- tam no Sábado e Domingo os cortes de energia por parte da Electra, motivados pelo relacio- namento do combustível, fruto de má gerencia. Na reunião política, e económica, das duas autoridades máximas que en- quadra nesta 2º Cimeira, permite assinar sete protocolos nas áreas Económica e Financeira. Nesta área os dois Primeiros-Ministros enfatizam que o encontro foi ‘‘fortemente’’ porquemarca o in- teresse em reforçar a «coopera- ção económico-empresarial» e ali as oportunidades estão criadas para as empresas dos dois países a realizar os seus negócios, par- cerias e investimentos, aproveit- am essas oportunidades não só para o mercado Cabo-Verdiano mas também utiliza Cabo Verde como plataforma para a sua pen- etração no mercado da CEDEAO. As relações atingem um nível de grande cumplicidade, que vai permitir Portugal invistir em áreas que estão no centro da transformação de Cabo Verde como as energias renováveis, a construção civil, os agronegó- cios, as tecnologias de informa- ção e comunicação, o ambiente e ainda no domínio do mar. Tam- bém os dois Governos fazem um «trabalho meritório», que leva ao reforço das relações económico- empresariais aproveita este mo- mento de crise para criar oportu- nidades e transmitir confiança aos operadores económicos. Esta cimeira confirma o empenho recíproco no aprofundamento e aperfeiçoamento da parceira es- tratégica que liga os dois países. E no âmbito do acordo a Educa- ção, e o Ensino Superior, a Ciên- cia e a Inovação são as áreas de cooperação que saem reforçadas desta cimeira.No decorrer da ci- meira foi também chegado a um acordo para se criar a escola por- tuguesa de Cabo Verde, que terá lugar na cidade da praia, é uma antiga aspiração da comunidade portuguesa residente no arquipé- lago.Enfatizamaindaaimportân- cia que a língua pode ter para o desenvolvimento da projecção do português como língua oficial nas organizações internacionais. Na Energia, Administração In- terna, Ciência, Investigação Científica e Saúde. No entanto, também não se esquece de dois acordos foram celebrados nas áreas da segurança social e defe- sa neste acordo vai permitir inte- grar militares cabo-verdianos em missões de paz nas quais que por- tugal se envolve. Assim foi mais uma cooperação que o nosso chefe de Governo assina para o bem deste país. Agora esperamos o que fazem para melhorar este arquipélago que anda a beira de uma desgraça. Emanuel Miranda Veiga //23
  24. 24. Reporta- A história de Zany, a baronesa Coordenava a saída da cocaína de Cabo Verde para divers outros membros de topo da organização estão presos e um história de Zany é um percurso pelo tráfico internacional E ra um entre tantos. Vestia umas calças de ganga de um azul acin- zentado e uma camisola azul- celeste com o número 29 estampado nas cos- tas. Calçava umas sapatilhas pretas como a maleta que trazia na mão. Gelou ao ouvir um polícia, na sala de trânsito do Amílcar Cabral, então o único aeroporto internacional de Cabo Verde, pedir-lhe para a abrir. - Não tenho a chave do cadeado. Disse isto, em crioulo, ao pousar a bagagem em cima da mesa. O sub- inspector julgou que ele trataria de descobrir a chave, enquanto exami- nava a bagagem de outro passage- iro do voo VR 630; mas o atlético rapaz precipitou-se para o autocarro prestes a arrancar. Retirou a etiqueta manual, numerada, que identificava a maleta. Escondeu-a no bolso. En- colheu-se atrás de um banco, como a criança que tapa os olhos e acredi- ta que ninguém a vê. - Saia da viatura e traga a sua baga- gem! Ao ouvir a ordem gritada de arma em riste, o futebolista de 24 anos ergueu-se com os braços no ar. - Não tenho bagagem de mão. A minha bagagem está no avião. O subinspector não tinha paciência para aquele jogo infantil. Desmon- tou-o de imediato. Ordenou aos outros passageiros que pegassem na bagagem e que regressassem à sala de trânsito. Dentro do autocarro, ap- enas três homens: o português, um espanhol e um francês. Perto deles, três malas de cabine. E ninguém que as reclamasse. O francês era um pedreiro ligeira- mente mais velho do que o pouco talentoso futebolista - 27 anos. O espanhol, que afiançava ser mestre de indústria, já completara 60. E que importava isso naquele in- stante? A existência suspendera-se na ilha achatada, árida.Tocou um telemóvel. Pedro quis atendê-lo. Entregue-me o telemóvel! Foram conduzidos ao posto de fronteira. Revistados. Na maleta de Pedro, 18 pacotes revestidos com fita adesiva castanha e transparente: 19,598 qui- los de cocaína. Na mala de André, 19 pacotes: 21,732 quilos. Na mala de José, 18 pacotes: 20,421 quilos. //24
  25. 25. a cabo-verdiana da droga. sos países europeus, Portugal incluído. Por causa dela, m irmão do primeiro-ministro chegou a ser detido. A l de cocaína, droga em expansão na Europa. Não fora pura sorte. Havia três dias, alguém avisara a Polícia Ju- diciária. Zany, vistosa mulher resi- dente no Palmarejo, a zona para a qual a Cidade da Praia, a capital de Cabo Verde, se estende em nome da classe média e média-alta, viajaria com cocaína. A droga sairia do Sal na mão de estrangeiros. A polícia virou-se para o Amílcar Cabral. E apanhou aqueles três ho- mens a tentar seguir no voo charter da TACV - Cabo VerdeAirlines para Bérgamo. Não se conheciam - mas tinham maletas idênticas e bilhetes emitidos pela Agência Cabo Verde Time, com os números de série 56322, 56323, 56324. A equipa de investigação criminal já ali vira muita cocaína - o aero- porto surgiu no Sal, por diligência de Itália, em 1939, a ambicionar ser ponto de escala de voos entre a Eu- ropa e a América do Sul; converteu- se, já nos anos 80, num ponto de trânsito de cocaína da América do Sul para a Europa. E não: 60 quilos de uma vez não lhe parecia coisa de traficantezito. O primeiro interrogatório pouca verdade trouxe. Pedro inventou ter encontrado a maleta, o bilhete de avião e o telemóvel no quarto de hotel. José fabricou história semel- hante. André, inquieto, disse ter en- contrado o seu material no exterior do aeroporto. A equipa de investigação criminal não depositava grande esperança naqueles homens: a experiência dizia-lhes que os correios pouco ou nada sabem sobre as organizações que os contratam para transportar estupefacientes de uma região para outra, de um país para outro, de um continente para outro. E a tal Zany? Onde estava essa mulher, por causa de quem anos mais tarde andaría- mos pelo Sal e por Santiago a con- sultar acusações, actas de julgamen- tos e acórdãos de diversos processos e a entrevistar várias pessoas que a prudência manda não identificar? Emanuel MirandaVeiga Perfil Lionel Messi o ‘‘ menino’’ da Barcelona. L ionel Andrés Messi (Rosário, 24 de junho de 1987), é um fute- bolista argentino que atua como atacante ou meia ofen- sivo. Atualmente, joga pelo Bar- celona e pela Seleção Argentina, equipe a qual é capitão desde 2011. Na opinião da grande maioria dos especialistas do esporte, sua quali- dade técnica, jogadas, velocidade, habilidade na perna esquerda, tra- balho de equipe e extraordinária vocação para o gol, o tornam o melhor futebolista do mundo at- ualmente. Os europeus desde já o comparam aos grandes nomes da história do futebol, como Pelé, Garrincha, Di Stéfano, Maradona, Puskas ou Cruijff. Seus feitos com a camisa do Barcelona o levaram a arrebatar por quatro vezes consecu- tivas (2009, 2010, 2011 e 2012) o Ballon d’Or, oferecido pela revis- ta francesa especializada France Football, a mais tradicional pre- miação do futebol dado ao melhor futebolista europeu, que a partir de 2011 passou a denominar-se Bola de Ouro da FIFA. Em março de 2012, com apenas 24 anos, Messi se tornaria o maior artilheiro da história do Barcelona, superando o ídolo do clube catalão nas décadas de 1940 e 1950, César Rodríguez. Emanuel MirandaVeiga Social //25
  26. 26. P or mais iro- niaquepos- sa ter nota- do, certo é que há uma justificação plausível para esta realidade, cada vez mais caracterizadora do mundo… cabo-verdiano: os meses são manejados como escusas para se trabalhar pouco. Em Janeiro descansa-se, pois Dezembro foi esgotante (física, psicológica e financeiramente), pelo que, se pudéssemos tirar- lhe uns dias (uns 70%), fá-lo- íamos para que o fim do mês chegasse num ápice. Entre Fevereiro e Março, o car- naval (com tanta carne à vista que os andores parecem uns talhos – mas isto é motivo para outra matéria) - altura em que nada é levado a mal -, é un- ânime a euforia: folia e conse- quentemente e pelos três dias, menos trabalho, que é bom para um país que não o nosso, se levarmos em conta a sua economia, já doente e em con- stante procura de recaídas. Na Páscoa (a quarentena nem sempre é respeitada), sobretu- do para os mais cristãos – o que não impede os ateus, por exemplo, de apanharem uma boleia –, há que respeitar, sim, a morte de Jesus Crist(inho) e fazer o menor barulho e/ ou esforço possível; isto lembra-nos o 8º mandamentodospreguiço- sos (não que os sejamos): “Nunca ninguém morreu por descansar muito”. Se, naquele tempo, o tivessem dito a Jesus – proliferavam epístolas – com certeza ele teria feito menos milagres e, hoje, quiçá estaria entre nós, fisicamente, como é óbvio. No Verão, é o calor muito amigo da inércia a ditar as leis. E aí, os horários. Seguindo o exemplo da Função Pública e de alguns bancos, outras empresas adoptam o horário único –das 8 às 16 horas –, Ser trabalhador. Dá trabalho em todos os países, em Cabo Ve qual tenho legitimidade para falar), em todos o há natais, carnavais, Páscoas, verões… resuma Reportagem //26
  27. 27. r... dá trabalho significando que, se antes os trabalhadores queixavam-se de não terem tido tempo para os receitados 15 minutos de sexta, agora reclamam é de não terem tempo para fazer o almoço pousar “bonitinho” no estômago. O trabalho nos me- ses, longos e esticados até ao limite, de Verão choca contra os estratagemas de preservação do meio ambiente; precisar- se-ia de mais ar condicionado para aquela “condenante” aju- dinha e tal não queremos. “E viva a Camada de Ozono”! – a conveniência é tramada. Sem nos darmos conta, esta- mos novamente (Deus é bom pai) em Dezembro e o ciclo (vicioso já não é um adjectivo adequado) fiel à sua forma e essência recomeça. Em Cabo Verde, além do prob- lema do desemprego – apesar de já se terem reformado nesta categoria, não são ca- pazes, à semelhança dos em- pregados, de aproveitar o tempo –também se reivindica a profissionalização de outras categorias de emprego. Estas têm um toque genuinamente limiano - Ups! Cabo-verdiano (é isto que dá escrever diante da televisão) e são também factores que contribuem para o não aproveitamento do tempo “comme il faudrait”: mestres de “calaceria”, agentes de transacções do alheio, vend- edores de ilusões, polidores de calçada, condu- tores de caracóis, assessores de assuntos aleatórios, agentes de regulação demográfica, etc. Essa diversificação profission- al é analisável em qualquer ponto da nossa economia. A ausência de uma cultura lab- oral, tal como de tudo o resto (mesmo o que está por acontecer), é, provavelmente, consequência da seca que as- sola a terra e sobretudo as nos- sas mentes (possuir um cérebro que se afoga em água é muito constrangedor). É certo que na vida fazemos muito, um muito que tantas vezes é contra a nossa vontade, e que isto é fundamen- tal para a nossa sobrevivência; mas o trabalho nem sempre dignifica o homem. Ou pelo menos, por vezes, danifica al- gumas estruturas. “Pior do que não fazer é fazer errado”. Coitado do país a sofrer tão nefastos golpes! A relação dos seus habitantes com o tempo/espaço/acção/ personagens só mudaria com uma transformação: industrial, agrícola, educacional, cultural, enfim desde que se desse pouco nos importaríamos com a área. Lilyan Barros, Aluna de 2º Ano de Ciências da Comunicação, UniPiaget. Emanuel Miranda Veiga erde particularmente (é a única realidade sobre a os meses do ano e, especialmente naqueles em que amos: nos 12 meses, pois um ano só tem estes. Social //27
  28. 28. Entrevista Situação da Em 1- Como que entendes essa crise dentro de uma empresa públi- c a ? B e m , n u m a e m - p r e s a pública saben- do que p e r - t e n c e ao Es- t a d o não deve acontecer tais anoma- lias, também o estado devia tomar medidas antes deste enventual acontcimento man- chasse a imagem da empresa uma vez que não tem uma boa imagemnomeadamenteparaos mais jovens.Essa crise deriva ao baixo nível da escolaridade dos profissionais da empresa nomeadamente na direcção e na admnistração, o que põe em causa a greve dos trabalha- dores devido a problemas que podem constituir tanto para eles profissionais como para as suas familias. Por um lado esta crise reflete um pouco das cri- ses mundiais que assolam todo o mundo ne Cabo Verde não foge a regra. 2-Como é que foi esses dias sem ver a televisão neste mundo globalizado? Sabendo que Cabo Verde faz parte dos países de desenvolvi- mento médio tais actos não deveriam acon- tecer esses dias para qualquer cidadão foi um ‘‘blackout’’ isto é, fiacamos desactualiza- dos , e sem informação com- pletamente desconectado das realidades do país e do mundo fora.Como aluno da comuni- cação acho que foi uma autên- Anatólio Fernandes Estudante de Relações Públicas //28
  29. 29. mpresa RTC tico erro por parte dos profis- sionais uma vez que devemos estar ao par do assunto de toda e qualquer c o i s a . 3-Achas que os profission- ais não trans- gredirem a lei no momento em que devi- am ao menos trans mitir a notícia? Penso que agiram dentro da lei uma vez em qeu eles nao esta- vamsendopagospelaenpresae como qualquer pais com o per- fildedesenvolvimento deCabo Verde a greve d o s f u n - c i o - nari- os da e n - presa R T C c h e - gou num bom momento uma vez que ao manifestarem dis- seram que ‘‘serviço público de qualidade não rima com balda na gestão’’ e por outro lado o SITTUR ‘‘ É insusten- tável a situa- ção actual de d e p e n d ê n - cia finan- ceira da RTC e Terceiro 4-Achas que com essa manifesta- ção o Gov- erno pode melhorar a s i t u a ç ã o ? Para a situa- ção melhorar e preciso ter pessoas compe- tentes dentro da empresa e tro- car a empresa que cobra a taxa da RTC que não põe em causa os ordenados dos profission- ais da comunicação , que por sua vez não constituem prob- lemas tanto para a imagem da empresa como para o público que pagam para o serviço e requerem mel- hor prestação dos serviços. Emanuel Miranda Veiga. Social //29
  30. 30. O país das ilusões políticas E ste pais da cor da espe- rança que eu vivo sem esperança, que viva- mos e que eles vivam, também sem esperança. Assim cantou e encantou o povo Cabo Verdiano , o músico Norberto Tavares ‘‘es kabu verdi di sper- ansa ‘‘ mas ainda estamos num horizonte sem solução aproxi- mamos de uma crise estupenda, face aos problemas financeiros, que os nossos vizinhos Europeus sentem fruto de boas relações de cooperação e protocolos. Fiz- eram um dicionário onde a pala- vra ‘‘austeridade’’ fez destaque e aqui também não foge a re- gra. Fazem do que bem entender desta terra sem guerra,sem eira, nem beira. Já lá vão os tempos, que mudaram Cabo Verde, a terra de Morabeza. A terra conhecida pelos brandos costume, de gente afável e hospitaleira. Cabo Verde tornou-se numa terra de thugs, muçulmanos, espíritas, gangs, de selvajaria, de escândalo, de prevaricação, de corrupção, de prostituição, de morte, de choro. Apreendem drogas e desapare- cem nos cofres Polícia Judiciária e da Brigada Anti-Crime. Polí- cias tornam traficantes e proprié- tários de Taxi. Tudo está escrito na Constituição, mas cumprir nem se falam,mas quando quer- em abusar do poder mostram que tem a lei. Disseram na Comuni- cação Social de acordo com os relatórios que vivamos num país com mais democracia.Sim, sei onde vivo .Vivo num país onde tomam medidas por mim sem eu ser consultada.Também falaram que vivamos num país com mais liberdade. Aonde? Porque colo- caram ‘‘disque denúncia’’ para tudo quanto é lado. Sou morto ou preso a qualquer hora ou momento ou qualquer dia , no meido da rua,na minha casa, num bar com amigos. Tenho medo de falar, de escrever e de pensar!. Falaram da liberdade de expressão e imprensa mas con- tinuem a censurar o povo e falam de mudanças e de transforma- ções até não ter nada para falar. Podiam me dizer por favor, o que significa este conjunto de pala- vras persuasivas “boas práticas de governação e democracia”. Inventam resultados de relatórios que elevam os índices de Cabo Verde até ao topo, falseando uma imagem daquilo que não é. Se- gundo relatórios, vivamos num País com mais qualidade de vida. Eu sei onde vivo. Eu vivo num país que tem enormes desafios. Não tenho emprego, mas tem emprego quem é o filho de um conhecido ou pessoa de alto nív- el, esses tem acesso a tudo e de todos as circunstância que se tem passado. Vivo na pobreza, porque quem é do direito faz vista grossa e apoia quem tem cartão de rede vinti4 , ou Visa, não tenho água, não tenho Luz, porque há cortes constantes e falta de combustív- el, mas nunca as facturas atrasam pelo caminho, não consigo via- jar para nenhum país do mundo porque sem solução e visão de um futuro melhor. Porque me tratam de estúpido?! Disseram-me que vivo num país de grandes pro- gressos. Que progressos? Umas vivendas no Palmarejo, de con- truções da Editur ou da Sogei , uns carros de luxo, topo de gama na estrada, algumas lanchas voa- doras no mar, na terra? Talvez no ar?! Não se esqueçam: isto é só para alguns. Quem anda com ‘‘farinha’’ e ‘‘ pedras’’ caras. Não é para todos os cabo-verdia- nos. Não se esqueçam que tudo isto não é fruto do suor cansado. É fruto da conivência, fazendo vista grossa.Este é o meu país. Um país imaginário, pintado de rosa. Creio Virtual. Ou também amarelo ou vermelho nos tempos das campanhas eleitorais.Este é o meu país. Ponto estratégico e de Sala de visita, Cabo Verde tornou-se numa favela. Como disse alguém e bem “É preciso falar a verdade aos cabo- verdianos e o governo precisa, urgentemente, de pôr os pés na terra”. Chega de nos tratar feitos como tolos! Pensem nisso !!! Emanuel Miranda Veiga Crónica //30
  31. 31. O que entendem desta descida de combustível e subida de IVA em Cabo Verde ? Para Celiza Cabral, estudante do curso Jornalismo da Unipiaget na sua declaração acerca desta temáti- ca deixa claro que esta política im- plementada pelo Governo de José Maria Neves é um truque que uti- lizam para tentar enganar o povo Cabo Verdiano. Diz ela que quando analizamos esta descida de combus- tível face à subida de IVA não tem vantagem uma vez que os preços de transporte estão a subir contínua- mente prova disto é 39$ a 44$00 o preço dos autocarros públicos , não veja nenhum ganho ali com essa descida de combustível e subida do IVA . Para classe de estudante afirma que nos prejudica muito em termos de pagamentos de propina, rendas e transporte isso torna com- plicado para todos desta classe social. Ainda na sua ideia adianta que esta iniciativa do governo, não é louvável para ela como também para muitos, porque aumenta tanto imposto, diminui o poder de compra e muitas outras coisa que afligem o povo Cabo Verdiano que é mal para ela e acredita que é para todos nós. Para Ivaniza Barros também estu- dante do curso de Jornalismo da Un- ipiaget, diz que não entende nada dessa política, mas acredita que surgiu no sentido de suprir falhas e lacunas com essa sudida de IVA. Adianta que quando o preço de Combustível desce, ninguém pensa que os preços de transporte vão sub- ir, entende que esta subida surgiu com ideia de suprir gastos à nível financeiro no Governo a fim de usar esse dinheiro noutras circunstàn- cias que não tem nada haver com o tranporte.Entende também que com a Crise na Europa o nosso amigo e aliado nas ajudas externas, pode ser um dos motivos desta subida de IVA e descida de combustível , e na sua óptica somos um país dependente do exterior sobretudo da Europa não vê outra razão desta subida senão esta crise que há muito faz sentir na pele de muitos Cabo Verdianos e agora nem sabemos para onde vamos parar, afirma a estudante. Para Valdir Brito, estudante de Gestão e empreendedorismo , da área de Ciências económicas en- tende que esta iniciativa beneficia parcialmente muitas pessoas como motorista diários, empresas navais por outro lado não tem muito ben- eficio na totalidade devido a subida generalizada de IVA não é nada agradável. Esta descida do combus- tível está relacionada com factores externos o preço encontra baixo e quando à maior oferta o preço é menor e neste caso tem um equi- librio maior oferta e pouca procu- ra. Mas adimite que esta subida de IVA surgiu porque somos um país dependente e o Governo quer mel- horar sua tesouraria aplicando es- sas taxas aos consumidores, agen- tes económicos e aforradores, mas neste caso não houve melhoria na subida de preços de bilhetes devido a taxa de IVA. Mas disse que esta politica é devido a crise económica mundial massobem todas as taxa e esquecem o factor importante que é o rendimento de cada trabalhador continua estável não sobe nunca. Celiza Cabral Estudante de Jornalismo Ivanisa Barros Estudante de Jornalismo Valdir Brito Estudante de Gestão Vox Populi //31
  32. 32. Cartas ao Director Lei sobre a taxa de iluminação pública C o m e n t á r i o Exmo Director do jornal A Nação Alexandre Semedo M eu prezado , amigo director , aqui vamos bem de saúde , e esperamos que o sen- hor também vai bem e de óptima saúde.No segundo momento queremos lhe pedir esclarecimento acerca do assunto saído na página da política no jornal online e imprenso expresso das ilhas sobre a ‘‘ A lei da taxa de iluminação pública ‘‘que ocorreu num momento em que nehuma pessoa da parte do governo não prestou qualquer de- claração da referida temática pelo qual o país enfrenta uma crise sem medidas, que cada dia que passa é a subida disto e daquilo e enquanto ao rendimento nem se falam , tomam medidas e de- cisões por minha vida sem me consultarem e acho uma falta de respeito.Contudo entendemos que aqui em Cabo Verde , não há condições para tais decisões uma vez que somos dependentes e esta responsabiliadade é do Governo e das Câmaras Municipais do país.Então no âmbito deste as- sunto queremos lhe perguntar qual é a sua posição perante este caso , que não quiz calar , porque traz muita polémica e confusão no seio da sociedade Cabo Verdiana .Esperamos a sua atênção e compreensão por parte deste assunto e lamentamos o ocorrrido e solicitamos que nos envie a res- posta o mais breve possível .Para concluir ficamos gratos , pela recepção e ajuda no âmbito deste problema que também é nosso.Aqui vai a minha preocupação o aluno e estudante da Ciencias da Comunicação vertente jornalismo da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde. Por este meio vim comentar acerca deste as- sunto que deixa todos os Cabo Verdianos à mar- gem de uma crise estupenda com as políticas deste nosso Governo referente à implementação da taxa de iluminação pública lei aprovada em Novembro de 2012, uma vez que esta responsabilidade é da Câ- mara Municipal da Praia e do próprio Governo de José Maria Neves. Neste momento de muita crise que o país enfrenta devido a mesma que assola toda Un- ião Europeia, mesmo assim deixam cair o pano sobre o povo e nos coloca numa desgraça. Depois de muito barulho, avanços e recuos, a nova lei conhecida pelos Cabo Verdianos como a taxa de iluminação pública entrou em vigor no início de 2013. Por um lado o Governo adianta que esta medida tem como objec- tivo custear o serviço de iluminação pública como carácter universal, de forma a viabilizar a tranquili- dade, o bem -estar e a segurança nas povoações e por outro lado esta proposta cria problema para aqueles que não usufrem de iluminação pública vão ter de pagar a taxa quer na meio rural como no urbano onde a precariedade eléctrica é reconhecida por todos nós, e ainda nos locais onde já existem postes de ilumi- nação e estes não funcionem, os contribuintes são obrigados a pagar a taxa. Todos os dias acordamos com a subida de isto e aq- uilo mas no entanto o rendimento nunca sobe as pesssoas ficam cada vez mais longe de adquirir o pretendem ter porque perdem o poder compra, a IVA sobe de 15% para 25%, estas taxas todas dão cabo das funcionários públicos e trabalham como se fos- sem escravos e não têm nenhum subsídio sequer que equivale às sucessivas subidas das diversas taxas. Emanuel Miranda Veiga //32
  33. 33. Crónica Desemprego palavra do ano A falta de em- prego ou o desem- prego é o que mais se fala nestes dias em todo o mundo e inclusive Cabo Verde, mas a solução para esse problema fica longe de atingir, com estas políticas absurdas e sem funda- mento. Muitos entendem assim se és filho de um conhecido e pes- soa de alto nível tens o emprego garantido mesmo antes de estu- dar. A taxa de desemprego em Cabo Verde é de 13,1 por cento, de acordo Instituto Nacional de Estatística (INE) Cabo-Verdiano. Segundo o instituto, desta vez foi utilizada uma nova metodologia no cálculo do índice, mas mesmo assim a palavra desemprego é o que não para de ser questionado, sobretudo pelo mais jovens que fazem formação profissional, su- perior por tudo quanto é o ramo de saber , mas mesmo assim em nada resulta. Cumpram os requisitos do Governo e em lado algum acham um emprego e o número continua a subir. Imaginando esta situação estamos num horizonte de desg- raça e quase num precipício pen- sando nas taxas de desemprego do qual faço parte comparando, com outras realidades, estamos sofoca- dos com o número constante de desempregados, sobretudo os estu- dantes do ensino superior. Fazem lenvamento, cálculos, inquéritos, conferências sobre este flagelo mas mesmo assim o desemprego conti- nua no ranking das coisas negati- vas juntamente com pobreza, vio- lência urbana e deliquência juvenil tudo por causa de má política e do fruto do desemprego e de falta de opções.Neste inquérito foram a todas as nove ilhas, abrangendo 6360 agregados familiares em 212 distritos de recenseamento.Os da- dos apresentados indicam que a taxa de desemprego é de 13,1 por cento, sendo de 15,1 por cento no meio urbano e de 9,2 por cento no meio rural. Os resultados por ilhas indicam uma taxa de desemprego mais elevada foi em São Vicente a ilha que festeja mais o carnaval parace que o emprego tem somente no mès de fevereiro dali para fr- ente não aparece nem um polvo para pescar, (19,2 por cento), Maio (17,8 por cento), não tem muitos recursos somente a pesca e tam- bém a preguiça que tem deixado muitos atrasados e na Praia (17 por cento) o roubo, e vilencia tem tomado conta dos praenses e dos visitantes.O resto da ilha de San- tiago (6,7 por cento), Brava (9,4 porcento), Sal (10 por cento) e Boavista (11,6 por cento) têm os índices de desemprego mais baixos dopaís.Emtermosabsolutos,Cabo Verde possui neste momento uma população activa de 194.358 indi- víduos, estando 169.036 emprega- dos e 25.322 desempregados. Per- gunto para onde vamos? Será que vamos voltar os anos 40 ? . Com essa elevada taxa de desemprego torna um dos maiores problemas da economia cabo-verdiana. Dado curioso é que Cabo-Verde cres- ceu de forma notável desde 1975, mas o desemprego continua “tei- mosamente de pé”.O desemprego em Cabo-Verde tem uma compo- nente predominantemente estru- tural. É estrutural no sentido em que existem barreiras estruturais ao seu combate, que só podem ser removidas através da implemen- tação de reformas estruturais que provocam efeitos a médio e longo prazo. Algumas questões nos in- quietam: por que é que ao longo dos anos não foram removidas as barreiras estruturais à criação de emprego em Cabo-Verde? Faltou visão estratégica? Terá havido falhanço dos vários Governos no combate ao desemprego? Levo es- tas perguntas de reflexões porque se assim continuamos a lado nen- hum, vamos porque vamos ficar como os países que estão a pedir resgate , mas a nós pedimos mais do que resgate porque não temos aonde buscar para dar em troca e aí o desemprego continua sempre a subir e marcar posição onde nin- guém preocupa com este problema que é de todos nós estamos a hoje a formar mas amnhã podemos ficar à deriva na busca de um emprego porque a situação está cada vez mais caótica. Pensem nisso !!! Emanuel Miranda Veiga //33
  34. 34. Mr. Bean, é um meigo, puro e atrapalhado cidadão inglês. Seu humor ingênuo é divertidís- simo. Mundialmente conhecido devido ao seriado de TV em que Rowan Atkinson interpreta o personagem, o filmeAs Férias de Mr. Bean é um ótimo cinema pipoca, onde o riso flui facil- mente. Com estreia marcada para esta sexta-feira, o longa, ao contrário do seu antecessor, foi intei- ramente filmado na Eu- ropa: em Londres, P a r i s , Luberon e Cannes. Um outro diferen- cial é a de Mr. Bean não ser mais o centro da história, mas ser, ao lado de out- ros atores, parte dela.Apesar do ator estar presente em todas as cenas, ele cede espaço para outros personagens.Há uma criança russa desaparecida, que na verdade foi "seqüestrada" por ele em uma estação de trem, enquanto seu pai, gentilmente, filmava Mr. Bean "desfilando" pelo corredor da estação; uma simpática atriz francesa em busca de sucesso e um egocêntrico diretor americano, interpretado pelo ótimo Willem Dafoe. Mesmo sendo um cineasta de sucesso, o per- sonagem de Dafoe aproveita sua esta- dia na França para filmar uma propa- ganda de iorgute, antes de ir para a pré-estreia de seu filme no Festival de Cannes. Vale destacar que pela primeira vez, uma equipe recebeu a permissão de fil- mar sobre o tapete vermelho durante o Festival de Cannes. Atkinson possui muitos fãs, dentre eles, o presidente do último do Festival, Giles Jacob.As Férias de Mr. Bean narra a história de um comum cidadão britâni- co que ganha o sorteio da rifa da Igreja. Como prêmio recebe uma semana de férias no sul da França e uma filmadora. À partir desta premissa, o filme narra as aventuras e atrapalhadas que ocorrem apenas com Bean. Humor As Férias de Mr. Bean Perfil //34
  35. 35. Ó SIDA Di pundi ki bu bem? Na úndi bu sa ta bai? Pa úndi bu ta sai? Ti ki tempu bu ta sai…SIDA… Kontam di bu bida Ta parse-m ma bu sta muito divertido Pa bu podi da kabu de nós bida, Ti ki tempu ké bu dispidida? Bu bem ku bu disgrassa Bu dexanu sem grassa Nu ta manxi nu ta rasa Pa nu ka perdi speransa Bó é un doensa ki ka tem kura. Nen ku salmora Ki fare ku tintura. Bu bem di sabura Ki ta dura Y bu deixanu xeiu di margura Ku SIDA ka ta brinkadu Si brinkadu ta txoradu. Trás di SIDA ka ta koredu Si koredu ta morredu. Di SIDA ka ta txokotadu Si txokotadu ta rependedu. Ta panhadu ta nteradu Nu djunta mó sima armun Nu fla nau discriminason Mas sim stimason Sida ta ataca Sida ta mata. Fasi malkriadeza sem kamisinha Nem ku vizinha. Mó na kalsinha só ku kamisinha Si non nem um kusinha. ZÉ DI BETA Poesias Gilberto Lima Siacsa publicou na rede social ‘‘ facebook’’ no grupo Estante de: João P. C. Furtado Gilberto Lima Siacsa 28 de Janeiro de 2013 8:00 A COPA Poeta: Gilberto Lima Notável é minha selecção Corajosa e de temível A selecção de todos nós… Os jogadores Vibraram e fascinaram os povos das ilhas A alegria tomou conta dos cabo-verdianos Vi orgulho espelhado nos rostos de todos Era a passagem da fase final da copa das nações afri- canas Era um feito sem igual e desigual para os outros Foi uma coragem desmedida dos jogadores e dirigen- tes Os amantes da bola de alegria nos olhos Aplaudiram a passagem Uma passagem que vale o ouro O ouro para a minha terra Esta é minha selecção amiga! Que projectou Cabo erde e nos alegrou a todos… Os tubarões azuis rolaram a bola E no final festejaram a vitória Eis a nossa selecção… Tubarão azul o nosso encanto! Que de história e efeito, virou poesia… Frases de apreço à seleção nacional depois de passa- rem para os quartos-de-final. In Gilberto Lima //35
  36. 36. Publicidades Adquira a sua marca nas lojas da Digital Centeer A CVFF a sua companhia de viagens . www.jornalindependente.cv Emanuel Miranda Veiga 2013 A P P L E

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