PATRIMÓNIO MUNDIAL
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  concluímos	
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PLANETA
TERRA
AS NOSSAS
HERANÇAS
A herança de cada um numa visão global
WORLD
HERITAGE
Património Mundial e Turismo
Meio Ambiente
•  O sentido maior do turismo é
satisfazer o desejo das pessoas
de viajar e viver novas
experiências nos mai...
Sustentabilidade
•  "todas as formas de
desenvolvimento turístico,
planeamento e actividades que
mantenham a integridade s...
Herança Cultural
•  “A herança cultural é feita das
coisas que recebemos,
assinalamos e moldamos e
daquelas que esquecemos...
Objectivos World Heritage
•  4 C’s
♦  Credibilidade
♦  Conservação
♦  Capacidade de Construção
♦  Comunicação
Declaração d...
TERRA
2008
Ano Internacional do Planeta Terra
•  Objectivos do programa de
actividades:
♦  Demonstrar que existem novas e
atractivas ...
TURISMO
CULTURAL
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse
biblioteca.
FP
Cultura
•  valores de um dado grupo de pessoas,
•  normas que são seguidas
valores são ideias abstractas
normas são princí...
Turismo
•  actividades que as pessoas
realizam durante as suas viagens
e permanência em lugares
distintos dos que vivem, p...
Turismo Cultural
•  Permanência prolongada e um contacto
mais “intimo” com a comunidade,
•  viagens menores e suplementare...
Jogo Tradicional
•  “… os Jogos Tradicionais podem,
proporcionar estudos
diversificados no âmbito da
História, da Historio...
•  “Nos nossos dias, os brinquedos
perderam muito do seu valor social
e dos seus significados lúdicos e
mágicos. Deixaram ...
Turismo, Cultura e Jogo
•  Intervir nos grupos e nas comunidades
•  Participar de forma activa, sem
distanciamentos
•  Par...
Associação de Jogos
Tradicionais da Guarda
O Jogo e o Turismo Cultural
Jogos de Crianças, Bruegel
Jogos sem Fronteiras
Jogos aproximam pessoas
Jogo da Macaca
Jogo - Capital de Animação
AJTG
•  Associação de Jogos Tradicionais da
Guarda
•  1979, Guarda
•  Âmbito Distrital
•  Colectividade de Utilidade Públi...
Objectivos da AJTG
•  Promoção da cultura
e das tradições
♦  Levantamento cultural
♦  Pesquisa de campo
♦  Arquivo
♦  Regi...
Actividades
•  Mostras e exposições da AJTG
♦  “Brinquedos dos nossos Avós”
♦  “Eu tenho um pião”
♦  “O Tempo a Brincar”
♦...
Actividades
•  Publicações
♦  “Brincadeiras da Minha Meninice”
♦  Postais “20 anos, 20 jogos”
•  Merchandising
♦  T’Shirts...
Actividades
•  Jogos Concelhios
•  Troféus e Torneios Regionais
•  Demonstração de Jogos
♦  Nacionais
♦  Internacionais
• ...
Actividades
•  Escola do Jogo do Pau
•  Promocional
♦  Cartazes específicos para cada ano
e para eventos em particular
♦  ...
Contributo para o Turismo Cultural
•  Intercâmbios anuais com 2 países
da EU (Espanha, França)
•  Organização de Conferênc...
Museu do Jogo Tradicional
Observatório Nacional das Tradições
O Jogo e o Turismo Cultural
Justificação
•  O jogo é uma componente muito importante na vida
e na história dos povos.
•  O contributo do jogo para o p...
Finalidades
•  Conservar o património cultural
•  Promover as normas, os valores,as
vivências
•  Transmitir a história, as...
Objectivos
•  Promoção da instituição promotora –AJTG –
e das parcerias públicas e privadas
•  Dinamizar a região da Guard...
Atribuições
•  Recolha, estudo, identificação,
conservação no seu contexto histórico,
exposição e divulgação de espécies
r...
Acervo
•  Objectos de Jogo
•  Jogos tradicionais
•  Trajes e equipamentos
•  Guias, programas, bilhetes, cartazes, panflet...
Estruturas de Apoio
•  biblioteca;
•  iconoteca;
•  fototeca;
•  fonoteca;
•  videoteca;
•  cinemateca;
•  loja comercial ...
Proposta de Imagem
Outros Museus
•  Lourinhã
♦  www.museulourinha.org/pt/etno_col_3.htm
•  Seia
♦  www.cm-seia.pt/turismo/museub.htm
•  Sintr...
Contributo para o turismo
•  A Guarda não tem capacidade para um
turismo de massas;
•  80% da população da UE vive em espa...
Estratégias
•  Pequenos eventos, grandes impactos
♦  Dinamismo
♦  Interactividade
♦  Ausência de elitismo cultural
•  Inov...
Futuro
•  Criar uma rede de etnografia
e cultura popular europeia
através da escolha de outras
localidade como a Guarda.
Princípios básicos da
sustentabilidade
•  Planificação presente nas parcerias estratégicas
com instituições públicas e pri...
Para andar lhe pus a capa
E tirei-lha para andar
Ele sem a capa não anda
Nem com ela pode andar
Projecto desenvolvido no âmbito do módulo “Tursimo Cultural e da Natureza”
da pós-graduação em Marketing de Eventos e Prod...
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  1. 1. PATRIMÓNIO MUNDIAL HERANÇA CULTURAL Estudo  do  Caso  da  Associação   de  Jogos  Tradicionais  da  Guarda  
  2. 2. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 2/17     Estudo  desenvolvido  por  Elsa  Fernandes,  Gloria  Caetano,     João  Mesquita,  Paulo  Gonçalves,  no  âmbito  do  módulo  “Turismo  Cultural  e  da   Natureza”  da  pós-­‐graduação  em  Marketing  de  Eventos  e  Produtos  Turísticos,   orientado  por  Professora  Doutora  Margarida  Vaz     Covilhã,  Julho  de  2007    
  3. 3. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 3/17 ÍNDICE     INTRODUÇÃO 4 ESTUDO DE CASO 9 ACTIVIDADES 10 QUESTÕES EM INVESTIGAÇÃO 12 COMO PODEMOS INTERLIGAR AS TRÊS GRANDES TEMÁTICAS PRESENTES NESTE TRABALHO: TURISMO, CULTURA E JOGO 12 COMO PODEMOS POTENCIAR A HERANÇA CULTURAL DO CONCELHO E DISTRITO DA GUARDA ATRAVÉS DA AJTG? 13 MUSEU DO JOGO TRADICIONAL, OBSERVATÓRIO NACIONAL DAS TRADIÇÕES 13 CONCLUSÃO 17 ANEXOS 17      
  4. 4. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 4/17 INTRODUÇÃO As  influências  chegam  de  todo  o  lado,  mas  nem  sempre  conseguimos  identificar  as   fontes.  No  nosso  caso  a  inspiração  chegou-­‐nos  da  actualidade  mundial  que  colocou   na  agenda  do  dia  temas  e  conceitos  bombardeados  até  à  exaustão  pelos  órgãos  de   comunicação  social:  globalização,  património  mundial,  clima,  aquecimento  global,   espécies  em  vias  de  extinção,    etc.     Para  um  mesmo  fim-­‐de-­‐semana  ficaram  marcadas  duas  actividades  de  carácter   mundial  e  com  preocupações  no  mínimo  louváveis:  “As  7  maravilhas  do  mundo   moderno”  e  “Live  Earth”.  Enquanto  o  primeiro  louvava  a  criatividade  e  o  poder   construtivo  da  humanidade,  o  segundo  tentava  alertar  para  os  exageros  desta   mesma  criatividade  e  poder  construtivo.  Comentamos  estes  paralelismos  e  pensamos   um  pouco  em  voz  alta  e  associamos  o  nosso  pensar  ao  tema  do  módulo  (Turismo   Cultural  e  da  Natureza)  e  concluímos  que  tinha  todo  o  sentido  reflectir  sobre  estas   duas  temáticas.  Depois  começamos  a  fazer  associações  livres  e  concluímos  que  na   grande  maioria  dos  casos  as  preocupações  eram  com  todo  uma  envolvente  física,   mesmo  quando  referente  à  cultura  (é  o  património,  a  arquitectura,  os  objectos  de   arte,  etc…)  e  pareceu-­‐nos  correcto  pensar  na  perspectiva  da  defesa  cultural  em   termos  dos  aspectos  imateriais  –  tradições,  narrativas,  vivências,  experiências,   sensações,  etc.  Desta  sequência  de  pensamentos  colectivos  surgiu  o  tema:  Herança   Cultural.  O  caso  em  estudo  -­‐  Associação  de  Jogos  Tradicionais  da  Guarda  -­‐  surge   porque  as  actividades  desenvolvidas  por  esta  instituição  nascem  da  união  lógica   entre  cultura  e  natureza  sobre  uma  base  comum  que  é  a  promoção,  preservação  e   animação  lúdica  e  tradicional.   O  objectivo  deste  trabalho  é  oferecer  outros  pontos  de  vista  para  temas  já  por  si  tão   debatidos,  também  temos  a  presunção  de  dar  um  contributo  na  defesa  de  um   turismo  sustentado  através  de  uma  união  harmoniosa  entre  cultura  e  natureza.     A  metodologia  utilizada  passou  por  uma  levantamento  de  informação  sobre  as   temáticas  em  consideração,  nomeadamente  quanto  as  referências  ao  Património   Mundial  através  da  análise  de  documentos  da  UNESCO,  passou  por  um  contexto   conceptual  dos  temas  a  abordar  e  por  uma  análise  ao  caso  em  estudo.  Também   recorremos  a  dados  estatístico  sobre  o  distrito  da  Guarda  para  podermos  retirar   algumas  considerações  finais.    
  5. 5. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 5/17   Com  o  presente  trabalho  queremos  provar  que  não  é  só  o  ambiente  que  corre  risco,   não  é  só  o  património  edificado  que  se  desmorona,  não  são  só  os  animais  que  correm   risco  de  extinção…     A  história,  o  passado,  os  valores,  as  normas,  tudo  o  que  nos  dá  a  característica  de  ser   civilizado  também  está  em  vias  de  extinção  e  sobre  estas  “espécies”  em  extinção  não   temos  registo  fotográfico,  não  temos  filmes  nem  músicas  que  mandam  mensagens   ao  coração,  nem  sentimos  que  existam  problemas  de  maior  se  este  espólio  se  perder   de  vez…  porque,  afinal,  a  esta  perda  damos  o  nome  de  evolução  e  desenvolvimento.   Temos  por  isso  a  ousadia  de  querer  provar  que  através  do  turismo  é  possível   sensibilizar,  promover  e  criar  as  condições  necessárias  para  a  revitalização  cultural   das  comunidades,  sublinhando  as  suas  diferenças  como  elemento  único  que  permite   a  sua  distinção  no  global.   Não  fizemos,  neste  trabalho,  nenhuma  referência  ao  concelho  da  Guarda,  mas   remetemos  para  o  trabalho  de  caracterização  já  anteriormente  realizado  no  âmbito   deste  módulo.
  6. 6. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 6/17 QUADRO TEÓRICO DE REFERÊNCIA De  forma  a  permitir  um  contexto  em  termos  de  conceitos  que  são  usados  neste   trabalho,  procurámos  encontrar  as  definições  e  abordagens  que  melhor  se  adequam   aos  objectivos  do  trabalho,  considerando  como  fundamentais  as  devidas  diferenças   entre  os  teóricos.  Neste  contexto  consideramos  que:   Segundo  a  Organização  Mundial  de  Turismo,  turismo  são  “actividades  que  as  pessoas   realizam  durante  as  suas  viagens  e  permanência  em  lugares  distintos  dos  que  vivem,   por  um  período  de  tempo  inferior  a  um  ano  consecutivo,  com  fins  de  lazer,  negócios   e  outros”.   O  sentido  maior  do  turismo  é  satisfazer  o  desejo  das  pessoas  de  viajar  e  viver  novas   experiências  nos  mais  diferentes  locais.   h incentivar  e  trabalhar  o  turismo,     h conquistar  e  satisfazer  o  turista     h trabalhar  o  meio  ambiente  de  forma  a  preservá-­‐lo  e  recuperá-­‐lo.     "todas  as  formas  de  desenvolvimento  turístico,  planeamento  e  actividades  que   mantenham  a  integridade  social  e  económica  das  populações,  bem  como  a   perenidade  do  património  natural,  construído  e  cultural".     Turismo  Cultural  prevê  a  existência  dos  seguintes  factores:   h Permanência  prolongada  e  um  contacto  mais  “intimo”  com  a  comunidade,     h Viagens  menores  e  suplementares  dentro  da  mesma  localidade  com  o   intuito  de  aprofundar  a  experiência  cultural.   h Esforço  para  conhecer,  pesquisar  e  analisar  dados,  obras  ou  factos,  nas   suas  variadas  manifestações   “Cultura  é  a  memória  não-­‐hereditária  de  uma  comunidade»  (Lotman)   “  Cultura  -­‐    Fazem  parte  dos  conhecimentos  adquiridos  de  geração  para  geração  e   estão  relacionados  com  o  Folclore,  o  teatro,  as  lendas,  as  adivinhas,  os  costumes,   etc.”  (Cordeiro,  M.  1982)  
  7. 7. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 7/17 “A  utilização  da  palavra  Património  para  definir  aquilo  que  consideramos  herança   cultural  (normalmente  traduzida  em  bens  materiais  representativos  de  obras,   valores,  pessoas,  etc.)  tem  sofrido  ao  longo  do  tempo  alterações  significativas  de   sentido:  o  que  era  considerado  património  ontem  poderá  não  o  ser  hoje  ou  deixar  de   vir  a  ser  amanhã,  tal  como  o  que  ontem  não  era  tido  nesse  conceito  pode  hoje  nele   estar  incluído  ou  vir  a  sê-­‐lo  no  futuro”  (Águas  Santas,  1999)   Na  declaração  de  Budapest  em  2002  foram  defendidos  os  4  C’s  para  definir  a   importância  em  termos  de  património  mundial:   h Credibilidade   h Conservação   h Capacidade  de  Construção   h Comunicação     “A  herança  cultural  é  feita  das  coisas  que  recebemos,  assinalamos  e  moldamos  e   daquelas  que  esquecemos  desde  os  tempos  mais  longínquos.”  (Ana  da  Palma)   “Um  museu  é  uma  instituição  permanente  sem  fins  lucrativos,  a  serviço  da  sociedade   e  de  seu  desenvolvimento  e  aberto  ao  público,  que  adquire,  conserva,  pesquisa,   comunica  e  exibe  para  finalidades  do  estudo,  da  instrução  e  da  apreciação,  evidência   material  dos  povos  e  seu  ambiente”  (ICOM,  1974)   “…o  museu  foi  concebido  mais  como  um  local  onde  o  passado  era  preservado,  nas   suas  formas  materiais,  do  que  um  local  visitável  e  utilizável  por  grande  número  de   pessoas.  Certamente  que  a  veneração  do  passado,  o  resguardo  dos  seus   testemunhos  materiais,  servia  a  alguém.”  (Sérgio  Lira)   “…  os  Jogos  Tradicionais  podem,  proporcionar  estudos  diversificados  no  âmbito  da   História,  da  Historiografia,  da  Psicologia,  da  Sociologia,  da  Pedagogia,  da  Etnografia  e   da  Linguística,  entre  outros.”  (Graça  Guedes,  1989)   “Os  jogos  tradicionais  são  criados  pelos  seus  praticantes  a  partir  do  reportório  dos   mais  velhos  e  adaptados  às  características  do  local.  A  denominação  de  cada  um  deles   evoca  por  si  mesma  as  suas  características  e  regras  principais.”  Graça  Guedes  (1989)  
  8. 8. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 8/17  “  Movimento  -­‐  As  suas  diferentes  formas  de  exteriorização  promovem  um  grande   contacto  com  os  mais  variados  tipos  de  movimento:  o  salto,  o  lançamento,  a  corrida,   etc.”  (Cordeiro,  M.  1982)   “Competição  Saudável    -­‐  O  mais  importante  é  o  convívio  simples  e  salutar  entre  as   pessoas  ou  grupos,  próximas  ou  distantes.”  (Cordeiro,  M.  1982)   “  Festa  -­‐  É  um  momento  de  descontracção,  de  pausa  na  labuta  diária.”  (Cordeiro,  M.   1982)   “Nos  nossos  dias,  os  brinquedos  perderam  muito  do  seu  valor  social  e  dos  seus   significados  lúdicos  e  mágicos.  Deixaram  de  ser  instrumentos  activos  de  formação  e   divertimento  para  se  converterem  em  mercadorias  (...).  (Pacheco;1995)   “Os  jogos  são  actividades  tradicionais  que  têm  como  objectivo  um  prazer  sensorial,   de  algum  modo  estético.  Os  jogos  estão,  muitas  vezes,  na  origem  dos  ofícios  e  de   numerosas  actividades  superiores,  rituais  ou  naturais,  ensaiadas,  primeiro,  na   actividade  excedentária  que  os  jogos  constituem.  Distribuem-­‐se  entre  as  idades,  os   sexos,  as  gerações,  os  tempos,  os  espaços.”  (Mauss;  1967)  
  9. 9. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 9/17 ESTUDO DE CASO A  Associação  de  Jogos  Tradicionais  da  Guarda  é  uma  colectividade  com  28  anos  de   existência.  Desde  1979  que  vem  intervindo  no  sentido  de  proceder  à  recolha,   sistematização  e  incentivo  à  prática  de  Jogos  Tradicionais.  De  âmbito  distrital,  a  sua   acção  tem-­‐se  desenvolvido  por  todo  o  distrito  da  Guarda,  pelo  país  e  também  além   fronteiras.   Assim,  desde  início  tem  vindo  a  participar  em  numerosos  projectos,  sempre  na   perspectiva  da  salvaguarda  da  cultura  lúdica  tradicional.  Como  referência  salientam-­‐ se  as  seguintes  actividades  desenvolvidas  ao  longo  destes  anos:   Recolha  e  filmagem,  em  conjunto  com  o  Professor  Noronha  Feio,  de  um  programa   televisivo  exibido  pela  Radiotelevisão  Portuguesa:  “Os  homens  e  os  Jogos  –  Os   Jogos  das  Terras  Frias”;  Realização  de  centenas  de  Encontros  de  Jogos   Tradicionais  Distritais;  Participação  na  17ª  Exposição  Europeia  de  Arte,  Ciência  e   Cultura;  Organização  da  1.ª  Exposição  Distrital  de  Artesanato;  Participação  na  1ª,  2ª,   3ª  e  5ª  Festas  Internacionais  dos  Jogos;  Organização  da  4ª  Festa  Internacional  dos   Jogos,  na  Guarda,  em  1990;  Produção  de  uma  peça  de  teatro  baseada  num  jogo   tradicional  (jogo  do  Galo),  “Nana,  Ina,  Não,  Ficas  Tu  Eu  Não”;  Publicação  de   diversos  estudos  ligados  à  temática  dos  jogos  e  do  seu  papel  nas  sociedades;   Participação  em  diversos  Workshops  sobre  temáticas  de  animação  e  intervenção   socio-­‐comunitária  em  diversos  países  da  Europa.   A  par  com  as  actividades  lúdicas,  culturais  e  de  formação,  também  foram  editadas   várias  publicações:   A  Malha,  Desporto  Tradicional  Português;  O  Jogo  do  Galo  por  Terras  da  Beira;  Os   Jogos  de  Força  do  Distrito  da  Guarda;  Magusto  da  Velha  em  Aldeia  Viçosa;  O  Beto;   Os  Jogos  de  Bola  do  Distrito  da  Guarda;  A  Capeia  Raiana,  uma  Mostra  de  Força   Colectiva;  A  Pelota,  Contributo  para  a  sua  Recuperação;  Ritos  de  Morte  em  Casal   de  Cinza;  A  Aprendizagem  para  além  da  Escola:  O  Jogo  Infantil  Numa  Aldeia   Portuguesa;  Catarse  –    Guarda,  1990;  Brincadeiras  da  Minha  Meninice,  Guarda,  28   de  Agosto  de  1999;  Colecção  de  postais  "20  Anos,  20  Jogos  de  Humor",    Janeiro   2000;  O  Saber  Sexual  das  Crianças,  desejo-­‐te  porque  te  amo,  Guarda,  30  de  Junho   de  2000  e  Vila  Ruiva,  1  de  Julho  de  2000.  
  10. 10. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 10/17 ACTIVIDADES “  (...)  O  Jogo  Tradicional  é  memória,  mas  é  também  presente:  se  observarmos  em   detalhe  o  jogo  da  criança  de  hoje  em  comparação  aos  jogos  infantis  do  começo  do   século,  constataremos  que  existem,  obviamente,  grandes  diferenças.  A  televisão  e  a   tecnologia  dos  brinquedos  modernos  mudaram,  sem  dúvida,  a  brincadeira  infantil.  A   falta  de  espaço  e  de  segurança  nas  ruas  também  modificaram  algumas  brincadeiras."       “Brinquedos  dos  nossos  Avós”:  Em  sequência  de  um  concurso  com  as  escolas   preparatórias  do  concelho  da  Guarda  nasceu  esta  exposição.  O  concurso  com  o  tema   do  jogo  tradicional  pretendia  que  as  crianças  se  debruçassem  um  pouco  sobre  esta   temática  recorrendo  aos  seus  familiares  para  obtenção  de  testemunhos  em  discurso   directo.     Desta  ligação  enriquecedora  entre  gerações  e  de  grandes  doses  de  criatividade   nasceram  trabalhos  de  uma  beleza  extraordinária  e  de  uma  originalidade  indiscutível.   Hoje  todos  estes  trabalhos  fazem  parte  da  exposição  que  nasceu  com  o  mesmo   nome  do  concurso  que  lhe  deu  origem  “Brinquedos  dos  nossos  avós”.     “Eu  tenho  um  pião”:  Alguns  anos  mais  tarde  e  dentro  da  mesma  lógica  de  ligações   entre  gerações  e  familiares  nasce  no  concelho  de  Aguiar  da  Beira  um  concurso   dirigido  a  todas  as  escolas  do  1.º  ciclo  do  ensino  básico  deste  concelho:  “Eu  tenho  um   pião”.     Deste  esforço  de  promoção  e  motivação  para  o  jogo  do  pião  obteve-­‐se  um  resultado   observável  na  originalidade  de  uma  centena  de  piões  que  as  crianças  pintaram  e   desenharam  de  forma  única.   Mas,  mais  do  que  um  concurso,  é  também  o  resultado  dos  diálogos  estabelecidos   entre  as  crianças  e  os  mais  velhos.  Um  resultado  policromático,  mas  também  a  soma   de  muitos  saberes,  muitas  experiências  e,  quem  sabe,  venha  a  resultar  num   recrudescer  do  jogo  do  pião  por  parte  das  crianças.  Foi  este  um  dos  nossos  objectivos   quando  lançámos  o  concurso;  dar  oportunidade  às  crianças  de  contactarem  com  um   jogo  cuja  prática  potência  aprendizagens  várias,  das  quais  se  salienta  a  interiorização   de  regras  e  valores  sociais.  
  11. 11. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 11/17  “O  Tempo  a  Brincar”:  Em  conjunto  com  outras  instituições  organizou-­‐se  em  2000  e   2001  uma  escola-­‐oficina  de  jogos  e  brinquedos  tradicionais,  composta  por  formação   teórica  e  prática.  Os  destinatários  foram  adultos  desempregados  e  devidamente   inscritos  no  IEFP  local.   Do  trabalho  criativo  e  perfeito  de  uma  dúzia  de  formandas  ao  longo  de  alguns  meses   obteve-­‐se  mais  de  cinco  centenas  de  peças  que  hoje  fazem  parte  do  espólio  da  AJTG   e  realizam  uma  exposição  marcada  pelo  colorido  das  tradições  portuguesas,  pela   multiplicidade  do  nosso  folclore  e  pela  perfeição  dos  nossos  artesãos.     “Jogar  a  Tradição”:  Este  é  o  lema  da  Associação  e  porque  ao  longo  dos  últimos  27   anos,  foi  isso  que  a  AJTG  fez:  reavivou  tradições,  implementou  a  prática  dos  jogos  de   antanho,  sistematizou  informação.  Os  objectos  patentes  nesta  exposição  são  uma   parte  daqueles  que  nos  permitiram  intervir  no  terreno.  São  objectos  recolhidos  em   inúmeras  saídas  que,  depois,  proporcionaram  (e  ainda  proporcionam)  momentos   lúdicos  um  pouco  por  todo  o  distrito,  pelo  país,  pelo  mundo.  São  portanto  elementos   fundamentais  na  acção  da  AJTG.  Alguns  são  hoje  apenas  peças  para  exposição;   outros  continuam  a  desempenhar  o  papel  para  o  qual  foram  pensados:  permitir  que   se  continue  a...  jogar  a  tradição.     Jogos  Concelhios:  A  AJTG  promove  há  cerca  de  24  anos  actividades  em  ligação   estreita  com  as  autarquias,  pretendendo  promover  os  jogos  tradicionais  em   ambientes  de  festa  e  união  de  populações.  É  nesta  filosofia  de  festa  e  união  que  se   enquadram  os  Jogos  Concelhios  realizados  já  em  quase  todos  os  concelhos  do   distrito  da  Guarda.  Os  Jogos  Concelhios  organizados  e  promovidos  pela  AJTG  em   conjunto  com  as  autarquias  locais  pretendem  ser  momentos  de  festa  em  que  as   populações  de  todas  as  freguesias  do  concelho  se  unem  à  volta  do  jogo  tradicional.   Neste  contexto  são  sempre  organizados  jogos  que  à  priori  se  sabem  disputados  em   participantes  como  em  espectadores:  a  malha,  a  raiola,  a  corrida  de  sacos,  a   cantarinha,  a  corrida  de  cântaros,  o  salto  a  pés  juntos,  a  luta  tracção  com  corda,  a   pedra,  o  panco,  a  subida  ao  pau  ensebado,  e  vários  outros  jogos  como  o  pião,  as   andas,  os  arcos,  o  sapo,  o  burro,  etc.  
  12. 12. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 12/17 QUESTÕES EM INVESTIGAÇÃO Em  sequência  das  informações  apresentadas,  referimos,  nesta  altura,  quais  as   questões  que  nos  colocamos  quando  incialmente  começamos  a  reflectir  sobre  este   tema.   Inicialmente  surgiu-­‐nos  a  questão     COMO PODEMOS INTERLIGAR AS TRÊS GRANDES TEMÁTICAS PRESENTES NESTE TRABALHO: TURISMO, CULTURA E JOGO     e  chegamos  à  conclusão  que  através  da  ligação  entre  as  três  áreas  se  consegue:   h Intervir  nos  grupos  e  nas  comunidades.  É  possível  intervir  nas   comunidades  através  de  cada  um  dos  aspectos  individualmente,  mas  é  na   ligação  entre  turismo,  cultura  e  jogo  que  se  consegue  com  maior   possibilidade  de  sucessos  que  esta  intervenção  seja  participada  e  bilateral,   possibilitando  um  turismo  interactivo,  uma  cultura  vivida  e  um  jogo   pedagógico.   h Participar  de  forma  activa,  sem  distanciamentos.  Cada  uma  das  partes   poder  ter  este  nível  de  participação,  mas  é  na  união  que  ela  se  torna  mais   efectiva  e,  efectivamente  mais  potencializada.   h Partilhar  conhecimentos,  regras,  vivências.  Não  é  garantido  que  cada  um   individualmente  consiga  obter  esta  partilha.  O  turismo  não  implica   transmissão  e/ou  absorção  de  conhecimentos,  a  cultura  e  o  jogo  podem   ser  exclusivamente  assistidos  sem  existir  feed-­‐back.  No  entanto  os  três   aspectos  em  conjunto  garantem  que  esta  partilha  seja  real.   h Viver  os  locais  e  os  ambientes.  Possivelmente  será  esta  a  pretensão  de   qualquer  destino  turístico.  Afinal  será  para  este  fim  maior  que  os  destinos   existem.  No  entanto,  é  importante  ressalvar  que  viver  os  locais  e  os   ambientes  não  é  viver  nos  locais,  assim  entendemos  a  vivência  dos  locais   como  as  experiências  compartilhadas  com  as  comunidades  anfitriãs  de   acordo  com  as  suas  regras  e  normas.            
  13. 13. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 13/17 Há  medida  que  continuamos  a  nossa  reflexão  debatemo-­‐nos  com  a  questão  seguinte:     COMO PODEMOS POTENCIAR A HERANÇA CULTURAL DO CONCELHO E DISTRITO DA GUARDA ATRAVÉS DA AJTG?   Desta  dúvida  surgiram-­‐nos  algumas  soluções.  Além  das  actividades  já  realizadas  pela   AJTG  que  são  uma  forma  de  manter  viva  as  experiências  do  passado,  propomos  um   projecto  com  potencial  a  ser  desenvolvido:   Museu do Jogo Tradicional, Observatório Nacional das Tradições Um  espaço  museológico  é  sempre  um  projecto  complexo,  porque  se  pretende  que   para  além  do  espólio  físico  se  consiga  expor  todo  um  espólio  imaterial  difícil  de  ser   transmitido  e  cada  vez  mais  potencializado  pela  multimédia  e  pelas  novas  tecnologias   da  informação.   No  caso  deste  projecto  também  se  pretende  utilizar  todos  os  recursos  possíveis  para   transmitir  o  que  é  mais  importante  neste  género  de  espaço:  o  sentimento,  a   experiência,  a  emoção,  a  interactividade,  a  aprendizagem…  os  afectos.   Em  conjunto  com  a  actividade  museológica,  sugere-­‐se  a  criação  de  um  espaço  de   investigação  científica  na  vertente  da  antropologia  e  da  sociologia  e  que  permita  criar   um  espaço  de  estudo  aberto  ao  mundo  académico  e  cientifico,  habitualmente   carente  por  informação  específica  e  credível.   O  Museu  do  Jogo  Tradicional  e  um  Observatório  Nacional  de  Tradições,  porque:   h O  jogo  é  uma  componente  muito  importante  na  vida  e  na  história  dos   povos.     h O  contributo  do  jogo  para  o  património  cultural  do  País  e  em  particular   desta  região  é  extremamente  rico  e  importante  para  a  compreensão  do   sentir  e  do  viver  de  um  povo.         h Limitações  e  dispersão  de  entidades  que  superintendem  esta  área  têm   dificultado  a  recolha  e  tratamento  dos  diversos  acervos  documentais   pertencentes  a  entidades  públicas  e  privadas,  de  molde  a  contribuírem  de   forma  activa  para  a  compreensão  da  sociedade  portuguesa  em  geral  e  do   actividade  lúdica  e  tradicional  em  particular.    
  14. 14. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 14/17 A  finalidade  desta  instituição  deveria  ser:   h Conservar  o  património  cultural   h Promover  as  normas,  os  valores,  as  vivências   h Transmitir  a  história,  as  tradições   h Potenciar  o  turismo  cultural  (a  nível  local,  regional,  nacional)   h Recuperar  os  hábitos,  os  objectos  e  as  histórias     Os  objectivos  a  serem  cumpridos  teriam  que  passar,  obrigatoriamente  por:   h Promoção  da  instituição  promotora  –AJTG  –  e  das  parcerias  públicas  e   privadas   h Dinamizar  a  região  da  Guarda  através  da  criação  de  um  espaço   multidisciplinar  com  enfoque  nas  vertentes  pedagógica,  culturais  e   comerciais   h Fomentar  e  potencializar  a  interactividade  permanente  através  de  oficinas   de  trabalho,  estações  de  jogo  e  utilização  das  NTI   h Recuperar,  conservar  e  produzir  materiais  e  objectos  de  jogo     Para  permitir  um  funcionamento  museológico  correcto,  as  atribuições  deveriam  ser:   h Recolha,  estudo,  identificação,  conservação  no  seu  contexto  histórico,   exposição  e  divulgação  de  espécies  relativas  às  tradições  lúdicas  e  outras   formas  de  manifestação  com  elas  relacionadas.     De  entre  os  milhares  de  objectos  passíveis  de  exposição,  este  museu  deveria   privilegiar:   h Objectos  de  Jogo   h Jogos  tradicionais   h Trajes  e  equipamentos         h Guias,  programas,  bilhetes,  cartazes,  panfletos,  desdobráveis  e  outro   material  de  publicidade   h Fotografias,  pinturas  e  gravuras   h Galhardetes,  flâmulas  e  bandeiras       h Discos,  filmes  e  vídeo  cassetes   h Publicações   h Objectos  artesanais  representativos  de  jogos    
  15. 15. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 15/17 Para  além  do  espaço  do  museu,  propriamente  dito,  sugerimos  a  criação  de  espaços   de  apoio  e  complementares:   h biblioteca;         h iconoteca;         h fototeca;         h fonoteca;         h videoteca;         h cinemateca;   h loja  comercial  própria   h Oficinas  de  construção  e  restauro   h Observatório  Nacional  das  Tradições     As  estratégias  para  implementação  desta  ideia:   h Pequenos  eventos,  grandes  impactos   ♦ Dinamismo   ♦ Interactividade   ♦ Ausência  de  elitismo  cultural   h Inovação   ♦ Temática   ♦ Forma  de  funcionamento   h Qualidade   ♦ Certificação   ♦ Controlo  permanente       A  visão  para  o  futuro  deve  passar  por  situações  de  cooperação  nacional  e   internacional  e  também  pela  “certificação”  do  património  cultural  do  distrito  da   Guarda:   h Criar  uma  rede  de  etnografia  e  cultura  popular  europeia  através  da  escolha   de  outras  localidades  como  a  Guarda.   h Candidatura  à  UNESCO  para                
  16. 16. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 16/17   Porque  pensamos  que  este  projecto  poderia  contribuir  para  a  sustentabilidade:     h Planificação  presente  nas  parcerias  estratégicas  com  instituições  públicas   e  privadas   h Integração  na  realidade  local  em  especial  no  que  concerne  á  organização   de  visitas  e  visitantes   h Abertura  ao  território  através  da  cooperação  permanente  com  a   comunidade  local  e  vizinha   h Dimensão  temporal  e  espacial,  através  de  uma  distribuição  equitativa  da   actividade  promocional   h Participação  através  de  compromissos  firmados  entre  todos  os  envolvidos   directa  ou  indirectamente   h Duração  e  viabilidade  que  se  pretende  com  resultados  concretos  e   analisáveis  a  10  anos              
  17. 17. PATRIMÓNIO MUNDIAL, HERANÇA CULTURAL 17/17 CONCLUSÃO   Após  esta  reflexão  concluímos  que  ainda  há  muito  caminho  para  desbravar   quando  se  fala  em  turismo  cultural  e  que  a  nível  da  nossa  realidade  há  muito   espaço  e  muitos  ambientes  com  potencial  para  serem  aproveitados  em   termos  culturais,  lúdicas  e  principalmente  em  termos  turísticos.   Também  é  verdade  que  os  nossos  olhos  (e  a  nossa  mente)  se  viciam  nas   mesmas  perspectivas  e  só  com  dificuldade  conseguem  visualizar  outros   horizontes,  pelo  que  nem  sempre  a  Serra  da  Estrela  é  o  ponto  mais  atractivo   do  concelho  da  Guarda.  O  concelho  da  Guarda  tem  outros  aspectos  passíveis   de  serem  potencializados  e  atrevemo-­‐nos  a  dizer  com  maior  sustentabilidade.   Também  percebemos  que  no  que  se  refere  às  preocupações  com  a  Herança   Cultural,  ela  ainda  não  está  muito  presente  e  o  que  muitos  consideram  a   morte  da  civilização  outros  chamam  globalização  cultural.  A  verdade  é  que   nos  objectivos  do  programa  de  actividades  para  o  Ano  Internacional  do   Planeta  Terra,  em  2008  não  está  previsto  nada  que  vá  de  encontro  à   promoção  da  diferença  cultural  enquanto  forma  de  sublinhar  a  unicidade  de   cada  que  faz  de  nós  um  colectivo:     h Demonstrar  que  existem  novas  e  atractivas  formas  de  fazer  face  aos   desafios  para  tornar  este  planeta  mais  seguro  e  próspero;     h Reduzir  os  riscos  para  a  sociedade  das  consequências  dos  acidentes   naturais  e  originados  por  causas  humanas;   h Reduzir  os  problemas  de  saúde,  através  de  maiores  e  mais   aprofundados  conhecimentos  acerca  dos  aspectos  médicos  das   ciências  da  Terra;   h Descobrir  novos  recursos  naturais.         Para  finalizar  e  considerando  que  2007  é  o  Ano  Europeu  da  Igualdade  de   Oportunidades,  deixamos  a  sugestão  para  este  ano  e  para  o  próximos:   Acrescentem  um  propósito  ao  planeta  terra:  Enfatizar  as  diferenças  como   forma  de  promover  as  igualdades.       ANEXOS: Apresentação  em  Powerpoint  
  18. 18. PLANETA TERRA
  19. 19. AS NOSSAS HERANÇAS A herança de cada um numa visão global
  20. 20. WORLD HERITAGE Património Mundial e Turismo
  21. 21. Meio Ambiente •  O sentido maior do turismo é satisfazer o desejo das pessoas de viajar e viver novas experiências nos mais diferentes locais. ♦  incentivar e trabalhar o turismo, ♦  conquistar e satisfazer o turista ♦  trabalhar o meio ambiente de forma a preservá-lo e recuperá-lo.
  22. 22. Sustentabilidade •  "todas as formas de desenvolvimento turístico, planeamento e actividades que mantenham a integridade social e económica das populações, bem como a perenidade do património natural, construído e cultural".
  23. 23. Herança Cultural •  “A herança cultural é feita das coisas que recebemos, assinalamos e moldamos e daquelas que esquecemos desde os tempos mais longínquos.” Ana da Palma
  24. 24. Objectivos World Heritage •  4 C’s ♦  Credibilidade ♦  Conservação ♦  Capacidade de Construção ♦  Comunicação Declaração de Budapest, 2002
  25. 25. TERRA 2008
  26. 26. Ano Internacional do Planeta Terra •  Objectivos do programa de actividades: ♦  Demonstrar que existem novas e atractivas formas de fazer face aos desafios para tornar este planeta mais seguro e próspero; ♦  Reduzir os riscos para a sociedade das consequências dos acidentes naturais e originados por causas humanas; ♦  Reduzir os problemas de saúde, através de maiores e mais aprofundados conhecimentos acerca dos aspectos médicos das ciências da Terra; ♦  Descobrir novos recursos naturais.
  27. 27. TURISMO CULTURAL O mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca. FP
  28. 28. Cultura •  valores de um dado grupo de pessoas, •  normas que são seguidas valores são ideias abstractas normas são princípios definidos ou regras que se espera que se cumpram. •  “Cultura é a memória não-hereditária de uma comunidade” Lotman
  29. 29. Turismo •  actividades que as pessoas realizam durante as suas viagens e permanência em lugares distintos dos que vivem, por um período de tempo inferior a um ano consecutivo, com fins de lazer, negócios e outros OMT
  30. 30. Turismo Cultural •  Permanência prolongada e um contacto mais “intimo” com a comunidade, •  viagens menores e suplementares dentro da mesma localidade com o intuito de aprofundar a experiência cultural. •  esforço para conhecer, pesquisar e analisar dados, obras ou factos, nas suas variadas manifestações
  31. 31. Jogo Tradicional •  “… os Jogos Tradicionais podem, proporcionar estudos diversificados no âmbito da História, da Historiografia, da Psicologia, da Sociologia, da Pedagogia, da Etnografia e da Linguística, entre outros.” Graça Guedes, 1989
  32. 32. •  “Nos nossos dias, os brinquedos perderam muito do seu valor social e dos seus significados lúdicos e mágicos. Deixaram de ser instrumentos activos de formação e divertimento para se converterem em mercadorias (...). Pacheco, 1995
  33. 33. Turismo, Cultura e Jogo •  Intervir nos grupos e nas comunidades •  Participar de forma activa, sem distanciamentos •  Partilhar conhecimentos, regras, vivências •  Viver os locais e os ambientes
  34. 34. Associação de Jogos Tradicionais da Guarda O Jogo e o Turismo Cultural
  35. 35. Jogos de Crianças, Bruegel
  36. 36. Jogos sem Fronteiras
  37. 37. Jogos aproximam pessoas Jogo da Macaca
  38. 38. Jogo - Capital de Animação
  39. 39. AJTG •  Associação de Jogos Tradicionais da Guarda •  1979, Guarda •  Âmbito Distrital •  Colectividade de Utilidade Pública,1986 •  Estrutura associativa com base no voluntariado •  Medalha de Mérito Municipal, 1988
  40. 40. Objectivos da AJTG •  Promoção da cultura e das tradições ♦  Levantamento cultural ♦  Pesquisa de campo ♦  Arquivo ♦  Registo ♦  Publicação •  Recolha, sistematização e incentivo à prática de Jogos Tradicionais •  Salvaguardar a cultura lúdica tradicional
  41. 41. Actividades •  Mostras e exposições da AJTG ♦  “Brinquedos dos nossos Avós” ♦  “Eu tenho um pião” ♦  “O Tempo a Brincar” ♦  “Jogar a Tradição” •  Concursos para as escolas •  Acções de Formação
  42. 42. Actividades •  Publicações ♦  “Brincadeiras da Minha Meninice” ♦  Postais “20 anos, 20 jogos” •  Merchandising ♦  T’Shirts e equipamento desportivo ♦  Pins ♦  Troféus e prémios especiais ♦  Edição de vinhos especiais com rótulos próprios
  43. 43. Actividades •  Jogos Concelhios •  Troféus e Torneios Regionais •  Demonstração de Jogos ♦  Nacionais ♦  Internacionais •  Animação lúdica e desportiva •  Participação em eventos
  44. 44. Actividades •  Escola do Jogo do Pau •  Promocional ♦  Cartazes específicos para cada ano e para eventos em particular ♦  Brochuras genéricas e específicas ♦  Folhetos promocionais de acordo com as actividades ♦  Guia de Jogos ♦  JigaJoga – boletim informativo ♦  Postais de época (natal, aniversários, etc.)
  45. 45. Contributo para o Turismo Cultural •  Intercâmbios anuais com 2 países da EU (Espanha, França) •  Organização de Conferências temáticas com a participação de prelectores internacionais (Espanha, França, Inglaterra, Brasil) •  Participações internacionais, representando o distrito da Guarda
  46. 46. Museu do Jogo Tradicional Observatório Nacional das Tradições O Jogo e o Turismo Cultural
  47. 47. Justificação •  O jogo é uma componente muito importante na vida e na história dos povos. •  O contributo do jogo para o património cultural do País e em particular desta região é extremamente rico e importante para a compreensão do sentir e do viver de um povo. •  Limitações e dispersão de entidades que superintendem esta área têm dificultado a recolha e tratamento dos diversos acervos documentais pertencentes a entidades públicas e privadas, de molde a contribuírem de forma activa para a compreensão da sociedade portuguesa em geral e do actividade lúdica e tradicional em particular.
  48. 48. Finalidades •  Conservar o património cultural •  Promover as normas, os valores,as vivências •  Transmitir a história, as tradições •  Potenciar o turismo cultural (a nível local, regional, nacional) •  Recuperar os hábitos, os objectos e as histórias
  49. 49. Objectivos •  Promoção da instituição promotora –AJTG – e das parcerias públicas e privadas •  Dinamizar a região da Guarda através da criação de um espaço multidisciplinar com enfoque nas vertentes pedagógica, culturais e comerciais •  Fomentar e potencializar a interactividade permanente através de oficinas de trabalho, estações de jogo e utilização das NTI •  Recuperar, conservar e produzir materias e objectos de jogo
  50. 50. Atribuições •  Recolha, estudo, identificação, conservação no seu contexto histórico, exposição e divulgação de espécies relativas às tradições lúdicas e outras formas de manifestação com elas relacionadas.
  51. 51. Acervo •  Objectos de Jogo •  Jogos tradicionais •  Trajes e equipamentos •  Guias, programas, bilhetes, cartazes, panfletos, desdobráveis e outro material de publicidade •  Fotografias, pinturas e gravuras •  Galhardetes, flâmulas e bandeiras •  Discos, filmes e vídeo cassetes •  Publicações •  Objectos artesanais representativos de jogos
  52. 52. Estruturas de Apoio •  biblioteca; •  iconoteca; •  fototeca; •  fonoteca; •  videoteca; •  cinemateca; •  loja comercial própria •  Oficinas de construção e restauro •  Observatório Nacional das Tradições
  53. 53. Proposta de Imagem
  54. 54. Outros Museus •  Lourinhã ♦  www.museulourinha.org/pt/etno_col_3.htm •  Seia ♦  www.cm-seia.pt/turismo/museub.htm •  Sintra ♦  www.museu-do-brinquedo.pt
  55. 55. Contributo para o turismo •  A Guarda não tem capacidade para um turismo de massas; •  80% da população da UE vive em espaços urbanos e passa as suas férias em espaços rurais; •  As pessoas procuram memórias vivas do seu passado com o objectivo de transmitir as gerações futuras •  Os tempos de lazer participativos ganham espaço aos passivos
  56. 56. Estratégias •  Pequenos eventos, grandes impactos ♦  Dinamismo ♦  Interactividade ♦  Ausência de elitismo cultural •  Inovação ♦  Temática ♦  Forma de funcionamento •  Qualidade ♦  Certificação ♦  Controlo permanente
  57. 57. Futuro •  Criar uma rede de etnografia e cultura popular europeia através da escolha de outras localidade como a Guarda.
  58. 58. Princípios básicos da sustentabilidade •  Planificação presente nas parcerias estratégicas com instituições públicas e privadas •  Integração na realidade local em especial no que concerne á organização de visitas e visitantes •  Abertura ao território através da cooperação permanente com a comunidade local e vizinha •  Dimensão temporal e espacial, através de uma distribuição equitativa da actividade promocional •  Participação através de compromissos firmados entre todos os envolvidos directa ou indirectamente •  Duração e viabilidade que se pretende com resultados concretos e analisáveis a 10 anos
  59. 59. Para andar lhe pus a capa E tirei-lha para andar Ele sem a capa não anda Nem com ela pode andar
  60. 60. Projecto desenvolvido no âmbito do módulo “Tursimo Cultural e da Natureza” da pós-graduação em Marketing de Eventos e Produtos Turísticos por: Elsa Fernandes | Glória Caetano | João Mesquita | Paulo Gonçalves Docente: Professora Doutora Margarida Vaz OBRIGADO

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