Procedimentos e Critérios de Avaliação Pedagógica num Contexto Online

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Atividade realizada no âmbito da UC Avaliação em Contextos de Elearning, do Mestrado em Pedagogia do Elearning na Universidade Aberta de Portugal.
Neste trabalho, realizado de forma colaborativa com duas colegas, definiu-se um módulo de formação, com especial relevo para o plano de avaliação: descrição detalhada das atividades e procedimentos de avaliação programadas.

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Procedimentos e Critérios de Avaliação Pedagógica num Contexto Online

  1. 1. UNIVERSIDADE ABERTA DE PORTUGAL MESTRADO EM PEDAGOGIA DO ELEARNING Avaliação em contextos de eLearning Professora Doutora Lúcia Amante Proposta de Avaliação Pedagógica em Contexto Online “Cidadania Digital: uma questão de segurança” Módulo 3: A segurança é virtual? EQUIPA: ANA MARGARIDA CORREIA ELIZABETH BATISTA DE SOUZA LEIDEANA BACURAU Junho de 2016
  2. 2. SUMÁRIO Página 1. INTRODUÇÃO.................................................................................................... 03 2. AVALIAÇÃO EM CONTEXTO ONLINE.................................................................. 03 3. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO/MÓDULO.......................................................... 04 4. PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS........................................................................ 09 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................... 18 6. REFERÊNCIAS..................................................................................................... 20
  3. 3. 3 1. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo definir o design de avaliação de um módulo de formação em contexto de eLearning, focando-se nas dimensões de avalição propostas por de Pereira, Oliveira & Tinoca (2010). A decisão sobre a temática deste trabalho acadêmico ocorreu sob uma seleção criteriosa feita pelos membros desta equipa. Inicialmente, debruçamo-nos sobre três diferentes propostas desenvolvidas anteriormente por cada um dos elementos deste grupo de trabalho. Para a escolha, levamos em consideração a adequação aos objetivos desta unidade curricular, bem como o contexto teórico e profissional da equipa, procurando tornar o processo de avaliação significativo para a aprendizagem. Assim, considerámos que a proposta que se referia à segurança digital estimulava e unificava o debate no grupo por trazer à tona experiências pessoais e/ou profissionais e explorar uma questão de base na vivência digital. Neste contexto, foi concebida a proposta aqui apresentada do Curso Cidadania Digital: uma questão de segurança composto por quatro módulos. O Módulo 3, “A segurança é virtual?”, especificamente, constitui o objeto desta proposta. 2. AVALIAÇÃO EM CONTEXTO ONLINE A questão da avaliação é, por si só, de extrema complexidade pela envolvência contextual e relacional profundamente dinâmica que abarca e pela simplicidade e objetividade que exige. Sendo um elemento incontornável da realidade educativa, tem vindo a sofrer permanentes ajustes provocados quer pelos contextos, quer pelas perspetivas pedagógicas que atravessam as vivências educativas, sem nunca deixar de exercer uma força vertebral quer nas práticas, quer nos processos de aprendizagem (Pinto, no prelo). O que o século XXI lhe aporta é esta consciência de que os processos educativos são vividos e, como tal, processuais e ajustáveis. A rigidez da avaliação tradicional, focada nos produtos e obcecada com a medição, tem, cada vez mais, dificuldade em sobreviver no espaço educativo atual. O contexto online adensa o fosso da incompatibilidade entre modelos tradicionais e aprendizagem. Face às ferramentas e vivências digitais que apelam à interação, aos processos, à descoberta, à autoria, à pesquisa, às dinâmicas de tentativa-erro etc., os modelos pedagógicos não podem rever-se num contexto de passividade a que a aprendizagem centrada no professor ou nos conteúdos se associava. As práticas avaliativas, porque parte do processo educativo, não podem estagnar na rigidez anterior (Amante, 2011). Este é, pois, um espaço privilegiado de experimentação e consolidação da mudança. A dinâmica reticular, sináptica e imprevisível da vida digital, transportada para a aprendizagem, representa a centralidade do formando na sua ação como curador e produtor de conteúdos e a preponderância da sua experiência social refletida na partilha, na construção conjunta e na aprendizagem por mutualismo. A avaliação, neste espaço, é, então, a própria experiência de aprendizagem (Pinto e Santos, citado em Amante, 2011) porque é nesta que se espelha a descoberta, a manipulação, o erro, a revisão, a reformulação, a validação e tudo o que constitui o processo avaliativo. Ao professor/ formador/ mediador, cabe a responsabilidade de juntar os dados espalhados por um processo de construção-desconstrução constante. A ele cabe certificar-se que os caminhos escolhidos podem contribuir para a aprendizagem e que a vivência educativa ocorre de modo positivo. Serve-lhe, neste propósito, o apoio incondicional de uma estrutura de avaliação
  4. 4. 4 autêntica, prática, consistente e transparente (Pereira, et al., 2010) que enriqueça o grupo e o transforme permanentemente a ele. O Módulo de formação escolhido pretende espelhar esta forma de perspetivar a avaliação. Procurando esclarecer os percursos escolhidos, apresentar-se-ão em detalhe as atividades e os procedimentos de avaliação programados que, no contexto da avaliação autêntica (McLoughlin & Luca, 2001) são elementos indissociáveis. Para que possa tornar-se mais clara a malha do processo estruturado, materializou-se o módulo em análise na plataforma Schoology. Pode ser acedido a partir do endereço www.schoology.com, com o código de acesso QBSXW-CFFHC. 3. CARACTERIZAÇÃO DO CURSO / MÓDULO O curso Cidadania Digital: uma questão de segurança é a primeira de uma potencial sequência de ofertas formativas integradas no e-projeto “DOWNLOADING – do virtual ao real: escola de educadores”. O projeto tem como objetivo o desenvolvimento de competências que possam servir de base à educação digital no contexto familiar, tanto em visitantes como em residentes digitais (White & Le Cornu, 2011). Estes percursos pretendem constituir-se como experiências de “download” de competências, isto é, como espaços de partilha e interiorização, no formato online, de comportamentos positivos quer no domínio digital, quer na realidade física. A premissa “do virtual para o real”, daí decorrente, pretende descrever duas questões: a do educador que constrói comportamentos digitalmente e os transfere para a sua realidade educativa, e a do formando que, ao beneficiar da transferência dessa prática, desenvolve um processo semelhante de aprendizagem que vai do mundo digital ao real. Neste sentido, procura a estimular cidadãos para uma participação ativa e responsável, quer no contexto digital, quer no contexto público. O curso Cidadania Digital: uma questão de segurança, propõe a abordagem à questão da segurança digital no âmbito dos “Nove elementos para a cidadania digital” propostos por Mike Ribble (2010) e a banda desenhada “Tu decides por onde vais!”, de Nelson Martins (2015). Ambos serão o esqueleto teórico que servirá de ponto de partida para reflexões, debates, partilhas e ativação de posturas inovadoras no contexto da educação para a cidadania nos vários cursos que compreenderão o projeto Downloading. Espera-se, com esta experiência, motivar a criação de comunidades de prática constituídas por pais e encarregados de educação para que se apoiem mutuamente e que desenvolvam espaços de apoio em rede exteriores ao curso. Perfil do público-alvo: O curso envolverá entre 10 a 15 participantes, por grupo, de modo a que possam criar-se elos relacionais mais profundos e a que possa estruturar-se uma comunidade de prática sólida, cooperante/colaborante e proactiva, que se apoie mutuamente e que apoie novos grupos de pais e encarregados de educação, quer no contexto online, quer offline. Espera-se que a constituição de grupos pequenos contribua, não só para o desenvolvimento sólido de modelos de trabalho sócio-construtivistas e conetivistas, como também (e na sua sequência) paraestruturação de relações qualitativamente válidas. Paraos objetivos deste curso é fundamental que se estimulem elos de solidariedade e corresponsabilidade conducentes ao conhecimento e reconhecimento mútuo e que permitam aumentar o envolvimento e reduzir as desistências, facilitando a estruturação de uma comunidade de prática. O perfil dos destinatários é bastante abrangente, prevendo-se que o grupo de trabalho possa ser muito heterogéneo, quer no que respeita à literacia digital e à disponibilidade pessoal para
  5. 5. 5 a formação, quer nos objetivos pessoais. Neste contexto, um número reduzido de participantes torna a gestão da formação, dentro da perspetiva pedagógica pretendida, mais aceitável e otimizável. Um elevado número de formandos criaria constrangimentos nos processos de moderação e feedback essenciais à dinamização e avaliação da formação online e à adequada construção da presença do professor neste contexto. Ambiente virtual de aprendizagem: O módulo será disponibilizado no Learning Management System (LMS) Schoology. A escolha desta plataforma remete para as necessidades genéricas do curso, mas também para as particularidades de avaliação que pretendem integrar-se no percurso formativo. A necessidade de que a formação decorra num ambiente contido e controlado é fundamental, considerando o público-alvo e a temática em análise. Por outro lado, as ferramentas de avaliação disponibilizadas na plataforma facilitam a construção de uma avaliação autêntica, prática, consistente e transparente (Pereira et al., 2010), dando centralidade aos formandos e aos processos. No que concerne às questões de avaliação, há que destacar as ferramentas existentes na plataforma de que é feito uso na operacionalização deste curso. Assim, são utilizadas:  Rubricas de avaliação cujos descritores e menções de avaliação ficam visíveis em cada atividade/tarefa e disponíveis ao formando no espaço de trabalho;  Ferramentas diversas de interação e construção de conhecimento consideradas úteis ao desenvolvimento de uma avaliação ao longo do percurso – fórum, Wiki, mapa mental, espaços de contacto e feedback geral e pessoal etc.;  Medalhas ou crachás com dois objetivos essenciais: criar um ambiente levemente gamificado e obter retorno do empenho colocado no processo;  Relatórios da atividade dos fomandos proporcionados pela própria plataforma que servirão de base ao trabalho de avaliação, facilitando a tarefa do professor;  Ficha de avaliação de reação ao curso, que permitirá obter um retorno mais objetivo sobre o funcionamento do curso a fim de o otimizar. Organização Curricular: A oferta do curso Cidadania Digital: uma questão de segurança tem previsão de duração de 8 semanas (2 meses), considerando a dedicação média de 5 horas semanais, distribuídas em 4 módulos orientados e um módulo de pós-formação para os participantes que se interessarem em criar uma comunidade de prática ativa. Importante destacar, que a maior concentração de semanas no módulo 3 justifica-se por entender que nesta etapa do curso serão ativados os treinos, conhecimentos e espírito de grupo em forma de produtos que são processualmente construídos nos módulos anteriores. Os módulos anteriores se caracterizam como espaços de integração dos formandos no grupo, no tema, nas ferramentas e nos hábitos digitais, tão essenciais para o bom desempenho na última etapa do curso. Considera-se, ainda, que, atendendo às características particulares desta formação, a dimensão temporal do curso não poderia estender-se muito mais. A distribuição do trabalho por dois meses constitui, a nosso ver, uma carga razoável para um público-alvo com uma vida ativa significativa. No quadro abaixo, indicamos a duração e sequência de cada módulo, bem como as competências definidas:
  6. 6. 6 Sequência Tema Duração Módulo 0 Modo: cidadão digital (Ambientação) 1 semana Módulo 1 Cidadão, quem o meu filho? 1 semana Módulo 2 Onde está meu filho? Online… 1 semana Módulo 3 A segurança é virtual? 5 semanas Pós-formação Cidadãos Seguros - Competências alvo:  Dominar as ferramentas digitais utilizadas pelos segmentos mais jovens no âmbito da segurança;  Desenvolver acções de sensibilização digital para vivências saudáveis e seguras online e offline. Recursos: Para subsidiar as atividades de aprendizagem descritas neste módulo serão utilizados dois recursos base, além de outros recursos pesquisados pelos participantes ao longo do processo:  “Nove Elementos da Cidadania Digital” por Mike Ribble, 2010;  “Tu decides por onde vais!” de Nelson Martins, 2015. Certificação: A conclusão deste curso prevê a atribuição de uma certificação final. Para tal é importante que se cumpram todas as tarefas, embora seja possível concluir com sucesso o percurso desde que os formandos demonstrem ter alcançado as competências-alvo definidas, participando dentro das suas possibilidades pessoais. Optou-se por este modelo de validação, considerando as particularidades do curso e do público a que se destina. O facto deste percurso formativo não ter repercussões de âmbito profissional ou contornos de obrigatoriedade, associado ao facto de, neste contexto, o público ter condicionalismos pessoais, limita algumas exigências e impõe outras, relacionadas com a preocupação de estimular a permanência na formação. Módulo para aplicação de um modelo de avaliação pedagógica No contexto deste trabalho, o foco de detalhamento das atividades avaliativas se limitará ao Módulo 3, considerando que é neste módulo que estão contidos os grandes desafios do curso e, por se traduzir na etapa final, onde é possível observar a conjugação da avaliação dos processos com a dos produtos finais. Módulo 3: A segurança é virtual? Duração: 5 semanas Objetivos do módulo:  Explorar diferentes dimensões da segurança digital;  Criar dicas de segurança relativamente a uma das dimensões definidas;  Divulgar produtos e estratégias inovadoras para dar início a uma campanha de formação cívica para as vivências digitais. Competência alvo do módulo 3: 1. Desenvolver acções de sensibilização digital para vivências saudáveis e seguras online e offline.
  7. 7. 7 Atividades: Delinearam-se duas atividades de aprendizagem que, de forma clara, procuram ajudar a desenvolver a competência proposta para o módulo. 1. Identificação das áreas de intervenção em segurança digital; 2. Construção cooperativa e colaborativa de uma campanha na rede relacionada com comportamentos digitais seguros. Desenho do módulo: Atividades Etapas Ferramentas Sequência (em semanas) Critérios para avaliação 1- Identificação das áreas de intervenção em segurança digital 1. Seleção e postagem de imagem que represente um comportamento adequado à preservação da segurança em ambiente digital. Mapa mental (Popplet) Semana 1 - Partilha recursos pesquisados. 2. Comentário à apresentação dos colegas. Mapa mental (Popplet) Semana 1 - Comenta a imagem postada pelos colegas. Processodeavaliaçãoentrepareseautorregulador Feedback do formador e autorregulador do processo 3. Reflexão em torno do conceito de segurança digital apresentado por Ribble e Nelson Martins Fórum Semana 2 - Participa no fórum. - Comenta as postagens dos colegas. Feedback do formador e autorregulador do processo 4. Construção colaborativa de um modelo sistematizador das áreas de intervenção em termos de segurança. Wiki (Wikidot) Semana 3 - Contribui para a construção do quadro resumo. formador e autorregulador do processo
  8. 8. 8 2- Construção cooperativa e colaborativa de uma campanha na rede relacionada com comportamentos digitais seguros 1. Definição, em grupo, de uma estratégia de atuação na rede endereçada a uma das questões de segurança espelhadas no quadro anteriormente desenhado. Fórum Semana 4 - Participa no fórum. - Comenta as postagens dos colegas. 2. Construção de um objeto com dicas de comportamentos seguros, específicos do tema de segurança escolhido, e que suporte a campanha. A definir pelos grupos (PPT, Cartaz, Vídeo, e- book, nuvem de palavras etc.) Semana 4 - Contribui para a construção da campanha/ artefacto. - Cria um artefacto. 3. Partilha dos artefatos e avaliação dos pares. Fórum Semana 5 - Partilha o artefato produzido pelo grupo. - Comenta o artefato postado pelos grupos. 4. Aperfeiçoamento e lançamento da campanha em redes sociais Redes sociais (a definir pelos grupos) Semana 5 - Introduz à campanha os ajustes pertinentes. - Disponibiliza o artefato publicamente. Feedback do formador e autorregulador do processo Feedback da comunidade virtual
  9. 9. 9 4. PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS O desenho da estrutura de avaliação de um curso eLearning apela, necessariamente, a uma articulação pensada de ferramentas, procedimentos e objetivos que se foquem no desenvolvimento processual de competências e da sua implícita transferibilidade para os contextos reais. Colocado o foco da arquitetura avaliativa na preocupação com o alinhamento dinâmico entre questões pedagógicas e de avaliação (McLoughlin & Luca, 2001 e Pereira, et al. 2010), o curso, aqui representado pela descrição da engenharia avaliativa do módulo 3, procurou estruturar-se em torno de uma inseparabilidade entre processos de aprendizagem e processos de análise da aquisição das competências desejadas. Procurou-se, também, atentar à necessidade de considerar as dimensões de autenticidade, consistência, transparência e praticabilidade, apontadas por Pereira et al. (2010). Cientes da necessidade de estimular uma nova cultura avaliativa (Birenbaum, 1996, Dierrick e Dochy, 2001, como citado em Pereira et al., 2010) e, consequentemente, de aprendizagem, as escolhas das ferramentas e dos mecanismos estiveram sustentadas nos quatro pilares referidos. Assim, genericamente, importa esclarecer que:  se fundou a autenticidade, criando tarefas que implicassem, em simultâneo, a reflexão e manuseamento das ferramentas e dos recursos úteis à aplicação prática da competência definida;  se procurou a consistência pela construção de diferentes dinâmicas de interação avaliativa (formador-formando, formando-formando, autorregulação e comunidade alargada-formando) e recurso a critérios de avaliação distintos associados a descritores alinhados com as tarefas e a competência alvo;  se definiram estes mesmos procedimentos como forma de alcançar transparência, explicitada no feedback claro em algumas etapas das atividades, na atribuição de medalhas e na negociação das ferramentas e critérios de avaliação;  a praticabilidade se manteve como linha condutora das decisões de avaliação, fazendo escolhas que, envolvendo esforço inicial no momento de construção do desenho do curso, facilitaram os processos seguintes. Tal é o caso da definição clara dos descritores das rubricas e da atribuição de medalhas bem como da escolha e teste de plataformas que permitissem a implementação das estratégias e das ferramentas desejadas para criar o ambiente ideal para a arquitetura pedagógico-avaliativa escolhida. Pretende-se que as estratégias de avaliação aqui apresentadas sejam utilizadas num sentido transformador, quer das competências, quer das experiências pedagógicas, permitindo ao formando refletir sobre o seu próprio processo de aprendizagem e possibilitando que formandos e professores percecionem a qualidade da experiência educacional vivenciada (Astin et al., citado em Porto, 2005). 4.1. Visão geral do processo avaliativo: Embora a análise esteja centrada no módulo 3 do curso, é essencial referir aos procedimentos anteriores que solidificam o trabalho e as estratégias de avaliação escolhidas neste contexto final de formação. Assim, considerou-se essencial que, no início da formação - módulo de ambientação, fosse realizada a negociação com os participantes acerca do desenho do curso a desenvolver,por meioda discussão e ajustamento do contrato deaprendizagem (Peters,citado em Mehlecke, Guedes & Lucca, 2009). Na verdade, este procedimento permite, não só a
  10. 10. 10 definição de uma tónica de trabalho assente no socio-construtivismo, como estabelece um princípio democrático de corresponsabilização pelo desenvolvimento da formação, essencial para o tipo de avaliação clara, objetiva e participada que se deseja. A pertinência desta atividade é ainda mais central ao se considerar que os objetivos do curso procuram a construção da responsabilidade digital num público-alvo para quem as experiências anteriores de aprendizagem se constituíram, maioritariamente, por processos de instrução. Esta dinâmica adiciona, ainda, transparência ao desenvolvimento da avaliação. Considerando o público-alvo e os objetivos da formação optou-se pela atribuição de menções qualitativas ao invés de quantitativas. Assim, em todos os procedimentos avaliativos é usada a nomenclatura “Excelente”, “Bom”, “Satisfatório” e “Precisa melhorar”, havendo uma maior preocupação com o envolvimento no percurso e desenvolvimento de competências para aplicação no cotidiano de vida dos participantes do que com a classificação ou seriação dos formandos. Para cada atividade de aprendizagem foram definidas, a partir dos critérios de avaliação, rubricas que pretendem nortear o processo de trabalho e, simultaneamente, tornar transparente e prática a avaliação. Entende-se por rubrica “um método de avaliação que considera o desempenho do formando numa determinada tarefa ou conjunto de tarefas que no final produz um produto ou determinado resultado esperado de aprendizagem” (Porto, 2005). A sua utilização associa a dinâmica avaliativa ao próprio processo de aprendizagem, objetivando-o e fazendo focar a avaliação num trabalho para a aprendizagem. O detalhamento e clarificação dos critérios subjacentes ao desenvolvimento das tarefas permite apoiar e orientar a performance desejada, tornar a avaliação transparente, estimular a participação nas tarefas e aumentar a capacidade de auto e heterorreflexão (Nisbet, 2004 e Cruz & Nunes, 2009). Para que as rubricas sejam mais eficientes, são disponibilizadas aos formandos de modo a que possam mantê-las presentes no desenrolar das suas atividades. Aplicada deste modo, e associada a atividades, a rubrica assume um papel mediador do processo, constituindo uma excelente alternativa a instrumentos utilizados em modelos tradicionais que apenas avaliam resultados finais. Ressalva-se que o módulo apresentado é resultado de um conjunto de pequenas habilidades de manuseio digital treinadas em módulos anteriores, o que permite que algumas exigências transpareçam agora nas rubricas estabelecidas para avaliação. Para imprimir na experiência de aprendizagem uma ludicidade e um retorno que estimulem os formandos a participarem das atividades propostas no curso foi, também, desenvolvido um sistema de “Medalhas”, decorrentes do percurso de trabalho ao longo do curso. Esta proposta de Medalhas está associada à gamificação e ao princípio da motivação para o cumprimento de uma tarefa, potenciando a aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento ou da vida (Fardo, 2013). Assim, as medalhas vão bem além do aspeto lúdico. Embora este também tenha sido um aspeto determinante na escolha desta ferramenta, considerando as características do público- alvo, a sua potencialidade avaliativa (Parker, 2014) assumiu um papel importante. Ao definir a sua atribuição procurou fazer-se um alinhamento com os objetivos de aprendizagem e as competências delineadas para o curso, constituindo-se como uma forma imediata de feedback e de comprovação de que determinados objetivos foram alcançados. São propostas 4 medalhas com o intuito de estimular atitudes importantes para o desenvolvimento da competência alvo deste módulo:  Medalha Leitor Ativo: para aquele formando que alcançar um número superior a 15 participações com conteúdo alinhado com as temáticas e as rubricas dos Fóruns.  Medalha Sociável: para aquele formando que interagir de forma colaborativa com todos os membros do grupo, apoiando os colegas durante a execução das atividades.
  11. 11. 11  Medalha Segurança: para aquele que demonstrar cuidado com a forma de partilha e o conteúdo disponibilizado, sempre referenciando as fontes dos conteúdos e tomando precauções de segurança.  Medalha Criativo: para aquele formando que obtenha mais de 10 likes no artefacto produzido e tenha lançado, pelo menos, 2 discussões originais ao longo do módulo. Por fim, o último elemento estrutural do curso é o feedback direto do professor e dos pares. Compreendendo-se o feedback como uma ferramenta avaliativa de impacto para a motivação no processo de ensino-aprendizagem (Fluminhan, Arana & Fluminhan, 2013) considerou-se fulcral desenvolver um trabalho de feedback regularentre formador-formandos e entre os pares de modo a regular a aprendizagem e realinhar percursos quando necessário. Em última instância, abre-se o feedback à comunidade alargada ao permitir-se a abertura dos produtos finais às redes sociais cuja reação, embora exterior ao curso, dará validação final ao trabalho desenvolvido.  Feedback do formador: opta-se pelo fornecimento de um feedback geral aos formandos no final de algumas etapas de aprendizagem. No entanto, ao longo do desenvolvimento das atividades o professor se mantém atento a qualquer oportunidade que demande a sua participação ou intervenção, corrigindo ou facilitando entendimentos e estimulando o debate. Em tal processo, dirige-se ao grupo ou ainda individualmente àquele formando que requeira uma distância transacional menor (Moore, 2007). E, se necessário, novas atividades devem ser criadas como estratégia de remediação, quando a aprendizagem apresentar alguma fragilidade (Porto, 2005). É importante que ao formular este feedback o professor também reflita se há necessidade de reorientar o seu próprio plano de ensino.  Feedback entre pares: observando-se o quadro resumo do desenho das atividades, presente no item 3 deste trabalho, conclui-se que o feedback entre os pares é estimulado e considerado como uma ferramenta intrínseca ao processo de aprendizagem, reforçando a compreensão de que a avaliação é parte integrante do processo de aprendizagem, sendo utilizada como um elemento propulsor para o desenvolvimento da competência alvo do módulo.  Feedback da comunidade virtual: mesmo considerando que a avaliação da comunidade virtual nas redes sociais é posterior ao fim do curso, entende-se que é importante que seja sinalizada na estrutura do curso, dado ao seu caráter formativo. Assim sendo, entende-se que a apreciação da campanha pelos membros das redes sociais selecionadas para divulgação, enriquem o processo formativo, agregando valor ao processo de desenvolvimento das competências-alvo do curso e apoiando o replanejamento do ensino em próximas edições. Por fim, ratifica-se a confiança de que o feedback claro, equilibrado e atempado representa um ponto central no processo de ensino aprendizagem, contribuindo por meio de elogios, apontando oportunidades de melhorias, complementando entendimentos ou ainda permitindo revisão de rumo atempadamente. 4.2. Procedimentos e ferramentas para avaliação por atividade de aprendizagem: Os procedimentos e ferramentas para avaliação deste módulo foram selecionados a partir dos objetivos de aprendizagem e da competência a ser desenvolvida. Considerou-se também o perfil dos participantes, levando-se em conta o nível de literacia digital dos mesmos e a integração com os demais procedimentos adotados nos módulos anteriormente cursados.
  12. 12. 12 A seguir, apresentam-se as ferramentas e procedimentos avaliativos para cada uma das etapas das duas atividades previstas. Atividade 1: Identificação das áreas de intervenção em segurança digital Ferramenta: mapa mental (Popplet) Etapa 1: Seleção e postagem de imagem que represente um comportamento adequado à preservação da segurança em ambiente digital. Etapa 2: Comentário à apresentação dos colegas.  Justificação: a escolha deste tipo de atividade foi motivada por se reconhecer no mapa mental uma estratégia que permite processos cognitivos de reflexão, ao mesmo tempo que permite a apresentação de ideias de uma maneira visual bastante simples, focada e clara. O mapa mental é um recurso que se mostra minimalista na apresentação visual mas permite densidade nas ideias que condensa e que é capaz de gerar. Esta ferramenta estimula aprendizagens significativas, enquadra uma avaliação igualmente significativa e centra-se na utilização e partilha de critérios de avaliação que lhe conferem clareza e objetividade enquanto ferramenta de avaliação.  Rubrica: Mapa Mental Precisa Melhorar Satisfatório Bom Excelente - Partilha recursos pesquisados. Não partilha nenhuma imagem representativa da segurança digital Identifica iconicamente 1 dimensão de segurança digital e partilha-a com o grupo com alguma dificuldade Identifica iconicamente 1 dimensão de segurança digital original e partilha-a com o grupo sem dificuldade Identifica iconicamente 1 dimensão de segurança digital original e criativa e partilha-a com destreza e total autonomia - Comenta a imagem postada pelos colegas. Não comenta nenhuma contribuição dos colegas Comenta 1 a 3 imagens, mantendo uma postura de respeito pelos colegas e revelando um comportamento ético, seguro e reflexivo sobre o tema Comenta 4 a 5 imagens, mantendo uma postura de respeito pelos colegas e revelando um comportamento ético, seguro e reflexivo sobre o tema Comenta 6 ou mais imagens, mantendo uma postura de respeito pelos colegas e revelando um comportamento ético, seguro e reflexivo sobre o tema  Schoology: Tarefa 1: A minha imagem de segurança digital
  13. 13. 13 Ferramenta: Fórum Etapa 3: Reflexão em torno do conceito de segurança digital apresentado por Ribble (2010) e Nelson Martins (2015).  Justificação: a escolha do Fórum como ferramenta de aprendizagem, avaliação formativa e desenvolvimento de literacia digital caracteriza-se como uma opção legítima num processo de aprendizagem em contexto de eLearning. Percebe-se sua adoção como indispensável, considerando-se que se traduz em um espaço de diálogo e negociação. Os fóruns permitem o desenvolvimento de novas perspetivas acerca dos conteúdos estudados, pois a construção do conhecimento vai se concretizando de forma dinâmica a partir da interação entre formandos e entre formador-formandos, superando a mera transmissão estática e unilateral do conhecimento, renovando-se no contexto dialógico (Santos & Araújo, 2012). Além disso, a interação nestes espaços colabora para a qualidade do processo de autoavaliação, pois permite ao formando o estabelecimento de referenciais a partir de seus pares.  Rubrica: Fórum Precisa Melhorar Satisfatório Bom Excelente - Participa no fórum. Não apresenta ideias sobre o conceito de segurança digital Apresenta e reflete sobre 1 dimensão de segurança digital, articulando-as com os documentos fornecidos e a atividade anterior Apresenta e reflete sobre 2 dimensões de segurança digital, articulando-as com os documentos fornecidos e a atividade anterior Apresenta e reflete sobre 3 ou mais dimensões de segurança digital, adicionando visões próprias sobre o tema e articulando-as com os documentos fornecidos e a atividade anterior e lançando discussão - Comenta as postagens dos colegas. Não comenta nenhuma contribuição dos colegas Comenta 2 contribuições dos colegas, mantendo uma atitude cívica nas interações e revelando espírito crítico na análise dos conteúdos comentados Comenta 3 contribuições dos colegas, mantendo uma atitude cívica nas interações e revelando espírito crítico na análise dos conteúdos comentados Comenta 4 ou mais contribuições dos colegas, mantendo uma atitude cívica nas interações e revelando espírito crítico e inovador na análise dos conteúdos comentados  Schoology: Tarefa 2: Em torno da segurança digital
  14. 14. 14 Ferramenta: Wiki (Wikidot) Etapa 4: Construção colaborativa de um modelo sistematizador das áreas de intervenção em termos de segurança.  Justificação: optou-se por desenvolver esta etapa de aprendizagem utilizando ferramenta Wiki por proporcionar uma rica participação coletiva na construção de um produto que sistematize os aprendizados desta atividade. Para Moura (2008), os Wikis estão ligados a atitudes de democratização, partilha e liberdade de expressão, consistindo em software que possibilita a edição colaborativa de documentos diversos, publicando e partilhando seus conteúdos na Web. Caracteriza-se principalmente, pela facilidade com que disponibiliza as funcionalidades de criação e adição de conteúdos. Considerando que a ferramenta não apresenta dificuldades para seu manuseio (é preciso apenas editar a página, modificá-la e gravá-la), possibilita mais produtividade colaborativa e rica partilha de conteúdo entre formandos, pesquisadores e demais usuários, além de permitir mapear participações individuais, aspecto fundamental, que permite um olhar avaliativo no que diz respeito às contribuições individuais para composição da entrega final.  Rubrica: Wiki Precisa Melhorar Satisfatório Bom Excelente - Contribui para a construção do quadro resumo. Não colabora na construção do quadro- resumo Participa na construção da Wiki com irregularidade mas com coerência Participa na construção da Wiki com regularidade e com coerência Participa na construção da Wiki com grande frequência e contribui com coerência e espírito crítico  Schoology: Tarefa 3: A reunir ideias Atividade 2 - Construção cooperativa e colaborativa de uma campanha na rede relacionada com comportamentos digitais seguros Ferramenta: Fórum Etapa 1: Definição, em grupo, de uma estratégia de atuação na rede endereçada a uma das questões de segurança espelhadas no quadro anteriormente desenhado. Etapa 3: Partilha dos artefatos e avaliação dos pares.  Justificação: a opção pelo uso desta ferramenta nestas duas etapas da atividade 2 é similar aos motivos já indicados na etapa 3 da atividade 1. Reforça-se o caráter de interação e negociação destes espaços, mostrando-se como ferramenta ideal para o debate e a formação de consensos. Neste contexto, ganha, no entanto, uma dimensão avaliativa significativa na medida em que os formandos são explicitamente chamados a uma reflexão sobre os trabalhos dos colegas e os seus. Num estímulo para uma utilização dinâmica e complexa da
  15. 15. 15 ferramenta (através das instruções e das rubricas) aproxima-se dos contextos reais de decisão, atribuindo centralidade ao formado e dando espaço ao professor para observar, acompanhar ou incentivar. Ferramenta: a definir pelos grupos Etapa 2: Construção de um objeto com dicas de comportamentos seguros, específicos do tema de segurança escolhido, e que suporte a campanha.  Justificação: nesta etapa da atividade, os formandos são convidados a produzir seus artefatos e as ferramentas utilizadas são escolhidas pelos grupos, considerando as características do artefato e habilidades digitais de seus integrantes. Importa para o processo avaliativo que a ferramenta escolhida seja compatível com o formato exigido para exposição na rede social selecionada para publicação. Ferramenta: redes sociais (a serem definidas pelos grupos) Etapa 4: Lançamento da campanha em redes sociais.  Justificação: a opção do uso das redes sociais como meio para divulgação das campanhas justifica-se por serem espaços que permitem a conexão com diversas pessoas em ambiente virtual, possibilitando a propagação das mensagens produzidas pelos grupos, acerca de uma temática afeta a interação segura neste meio que é, em si, também, um ambiente propício à criação de contextos potencialmente inseguros e, por isso mesmo, espaço ideal de ação. Além disso, considera-se que sejam ferramentas adequadas para possibilitar a formação das comunidades de prática, um dos objetivos desta formação.  Rubrica: Fórum + Artefacto Precisa Melhorar Satisfatório Bom Excelente - Interage no fórum Não apresenta ideias para a definição do percurso de trabalho Contribui para definir percursos e para as tomadas de decisão Contribui para definir percursos e para as tomadas de decisão de forma ativa Contribui para definir percursos e para as tomadas de decisão de forma ativa, mostrando postura conciliadora - Contribui para a construção da campanha/ artefacto. Não colabora na construção da campanha/ artefacto Participa na construção da campanha/ artefacto com irregularidade, e com propostas pouco coerentes, criando um produto pouco consistente. Participa na construção da campanha/ artefacto com regularidade, com coerência e com espírito crítico, criando um produto consistente. Participa na construção da campanha/ artefacto com grande frequência e contribui com coerência, criatividade e espírito crítico, criando um produto eficaz
  16. 16. 16 - Cria um artefacto Não cria um artefacto ou cria um artefacto que não é coerente com o tema Cria um artefacto com algumas falhas de comunicação e pouca criatividade Cria um artefacto sem falhas significativas de comunicação e criativo Cria um artefacto com excelentes técnicas de comunicação, criativo e inovador - Partilha o artefacto produzido pelo grupo. Não partilha nenhum artefacto ou partilha um artefacto não coerente com o tema Partilha um artefacto coerente com o tema e que respeita regras de uso de conteúdos online (direitos de autor) Partilha um artefacto coerente com o tema, que respeita regras de uso de conteúdos online (direitos de autor) e revela consistência com a campanha digital Partilha um artefacto coerente com o tema, que respeita as regras de uso de conteúdos online (direitos de autor), revela consistência com a campanha digital e é inovador - Comenta o artefacto postado pelos grupos. Não comenta o artefacto dos grupos Comenta os artefactos de metade dos grupos, propondo soluções úteis Comenta os artefactos de mais de metade dos grupos, propondo soluções úteis Comenta os artefactos de todos os grupos, propondo soluções úteis e criativas e levantando reflexões conjuntas - Introduz à campanha os ajustes pertinentes. Não introduz as alterações ao artefacto produzido Introduz alterações, mesmo quando não são pertinentes. Introduz alterações que são pertinentes, de forma coerente Introduz alterações pertinentes de forma coerente e criativa - Disponibiliza o artefacto publicamente. Não publica o artefacto Publica o artefacto num contexto digital que não possui acesso público. Publica o artefacto em contexto digital com acesso público e promove-o Publica o artefacto em 2 contextos digitais e promove- o, usando diferentes ferramentas para criar uma campanha consistente  Schoology: Tarefa 4: Construção e divulgação de um artefacto para promoção da segurança digital  Atividade final – Resposta a uma ficha de avaliação do curso Ferramenta: Questionário  Justificação: Esta ficha pretende ser um instrumento de avaliação final para autorregulação do professor e melhoria das dinâmicas formativas em edições posteriores. A utilização desta ferramenta impõe, ainda, algum espaço de reflexão final para o formando que pode rever o seu percurso e fazer um balanço final do seu próprio envolvimento e aprendizagem.
  17. 17. 17  Schoology: Tarefa 5: Avaliação do curso Programa de Avaliação Institucional E-PROJETO “DOWNLOADING – DO VIRTUAL AO REAL: ESCOLA DE EDUCADORES”  Título do curso objeto de Avaliação: “Cidadania Digital: uma questão de segurança”  Público alvo: Formandos do Curso Cidadania Digital: uma questão de segurança  Período de Execução: ANO “X”; MESES: “XX” Seu feedback é importante, para a melhoria contínua dos processos! Participe assinalando a sua resposta: 1. Quando você começou o Curso Cidadania Digital: uma questão de segurança, integrante do “e-projeto DOWNLOADING – do virtual ao real: escola de educadores”, ofertado na modalidade a distância, seu nível de conhecimento sobre o assunto era: a. Excelente b. Bom c. Satisfatório d. Precisava Melhorar 2. Após a conclusão do Curso, o seu nível de domínio sobre o assunto é: a. Excelente b. Bom c. Satisfatório d. Precisava Melhorar 3. A navegação no Ambiente Virtual de Aprendizagem- AVA foi: a. Excelente b. Bom c. Satisfatório d. Precisa Melhorar 4. Você avalia as atividades de aprendizagem disponibilizadas no curso como: a. Excelente b. Bom c. Satisfatório
  18. 18. 18 d. Precisa Melhorar 5. Você avalia os recursos disponibilizados no curso como: a. Excelente b. Bom c. Satisfatório d. Precisa Melhorar 6. Você recomenda o curso “Cidadania Digital: uma questão de segurança” para seus contatos (amigos, colegas e familiares)? a. Sim b. Não 7. Como você classifica sua experiência com um curso totalmente a distância? a. Excelente b. Bom c. Satisfatório d. Precisa Melhorar Porquê? ___________________________________________________________ 8. Indique sugestões de melhoria: 8.1 - O que você mais gostou no curso realizado? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 8.2 - O que você menos gostou no curso realizado? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ 8.3: O que faltou no curso realizado? _____________________________________________________________________ _____________________________________________________________________ Muito obrigada! Até breve! 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na feitura deste trabalho desafios de diversas ordem foram superados, quer na esfera conceitual, quer no tocante a questões práticas de conciliação de agendas, culminando satisfatoriamente com horas de pesquisas e de produção colaborativa em ferramentas como Google Drive, Skype e Messenger. Os resultados deste estudo acrescentam às autoras competências cognitivas e digitais para adequadamente delinear a avaliação pedagógica num
  19. 19. 19 contexto online, contribuindo para uma melhor performance pessoal e profissional relacionada a uma prática avaliativa promotora de autonomia e de censo crítico no educando e de autorregulação pelo educador no processo; uma prática avaliativa caracterizada pela autenticidade, consistência, transparência e praticabilidade reconhecidas pelos atores que subsidiaram o processo. Interessante destacar, sobre a aprendizagem vivenciada por esta equipa, a confirmação da importância de um projeto pedagógico que considere um plano de ensino aprendizagem integral e que se debruce detalhadamente sobre todos os aspetos, desde as competências a serem desenvolvidas aos procedimentos avaliativos. A título de exemplo, a proposta original do curso pretendia desenvolver o Módulo 3 em duas semanas; todavia, nos deparamos com a necessidade de adequarmos o tempo de execução do Módulo, redimensionando-o de forma que fossem utilizados instrumentos que estimulassem a avaliação e a aprendizagem em simultâneo, dando espaço a uma construção significativa da aprendizagem. Foi, também, determinante perceber como a articulação de esforços melhora significativamente o trabalho individual. De facto, foi nos momentos de partilha de ideias dentro do grupo que se enriqueceram e consolidaram os processos de autorregulação e aprendizagem e se aprimorou o design final de avaliação, complementado posteriormente pelo feedback dos pares. E, neste sentido, nos posicionamos com expectativa e receptividade em relação às contribuições advindas dos debates que se seguiram ao compartilhamento desta proposta, em fase imediatamente anterior. Nela, estimulamos o debate respondendo a todos os feedbacks apresentados, estivemos atentas às propostas e sugestões elencadas encarando-as como potencial oportunidade de melhoria com vista à autorregulação. Todavia, exercitamos a análise crítica do que foi disponibilizado observando sua pertinência em relação ao objetivo da tarefa acadêmica da UC e do Módulo proposto. Nesta perspectiva, por ocasião da revisão final foram integrados ao trabalho contributos tais como: padronização do termo "formando", em lugar de aluno, estudante ou participante; colocação da data nas referências dos recursos indicados para a tarefa do Módulo (Etapa 3); apresentação de justificativa mais apropriada em relação a dimensão temporal da duração do Módulo 3 e; revisão detalhada do texto no que se refere às normas APA - 6ª edição. Ainda, foram acolhidos os contributos que se referiram à Plataforma Schoology, viabilizando-se acesso à Wiki na Tarefa 3, bem como disponibilizando um link corrigido e atualizado para a banda desenhada de Nelson Martins (2015) e aspectos relacionados com a clarificação de elementos pontuais na estrutura e na redação do trabalho. As sugestões que optámos por não incorporar pelas razões já apontadas, foram, no entanto, cruciais para colocar o trabalho em perspetiva e clarificar as nossas visões quer sobre a globalidade, quer sobre detalhes determinantes do processo modular. Consideramos fundamental esta estratégia avaliativa e de trabalho que oportunizou atividades colaborativas de qualidade, feedback significativo dos pares, autorregulação profunda durante o processo e, consequentemente, a potencialização do trabalho a motivação para a aprendizagem durante o próprio processo de avaliação. A todos bem-hajam.
  20. 20. 20 6. REFERÊNCIAS Amante, L. (2011). A avaliação das aprendizagens em contexto online. in P. Dias & A. Osório (Orgs.) Aprendizagem (In)Formal na Web Social. (pp. 221-236). Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/260677333_A_AVALIACAO_DAS_APRENDIZAGENS _EM_CONTEXTO_ONLINE?enrichId=rgreq-b9430199-3caa-43fc-9421- 121f0c002cdc&enrichSource=Y292ZXJQYWdlOzI2MDY3NzMzMztBUzo5ODU4NDIxMzA2NTc 0MUAxNDAwNTE1NzE2ODI1&el=1_x_2 Cruz, N. & Nunes, L. (maio 2009). Delineando rubricas para uma avaliação mediadora da aprendizagem em educação online. Recuperado de http://www.abed.org.br/congresso2009/CD/trabalhos/1452009214144.pdf. Domingues, E. (s.d.). Avaliação de fóruns de discussão. Recuperado de http://ltc.nutes.ufrj.br/constructore/objetos/obj14630.pdf Elliot, B. (2010). A review of rubrics for assessing online discussions. Recuperado de https://pt.scribd.com/doc/33378944/A-Review-of-Rubrics-for-Assessing-OnlineDiscussions- CAA-Conference-2010 Fluminhan, Arana & Fluminhan (jul-dez 2013). A importância do feedback como ferramenta pedagógica na educação a distância. in Colloquium Humanarum, 10 (Especial), 721-728. DOI: 10.5747/ch.2013.v10.nesp.000516 Martins, N. (2015). Tu decides por onde vais! - SeguraNet. Recuperado de http://www.seguranet.pt/pt/tiras-bd-seguranet McLoughlin; C. & Luca, J. (2001) Quality in Online Delivery: What does it mean for assessment in E-Learning Environments?. in The ASCILITE conference proceedings. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/49280427_Quality_in_online_delivery_what_d oes_it_mean_for_assessment_in_e-learning_environments Mehlecke, Q., Guedes, A. & Lucca, M. F. (2009). Avaliação na EAD e o Contrato de Aprendizagem. Recuperado de http://www.abed.org.br/congresso2009/CD/trabalhos/1552009230423.pdf Nisbet, D. (2004). Measuring the Quantity and Quality of Online Discussion Group Interaction. Journal of eLiteracy, 1, 122-139. Recuperado de http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.453.2581&rep=rep1&type=pdf Parker, H. (2014). Digital Badges as Effective Assessment Tools. Recuperado de http://www.learningoutcomesassessment.org/documents/Assessment_in_Practice_Digital _Badges.pdf.
  21. 21. 21 Pereira, A., Oliveira, I., & Tinoca, L. (2010). A Cultura da Avaliação: que dimensões?. in Actas da Conferência Internacional TICeduca2010, Lisboa: Instituto de Educação, Universidade de Lisboa. Pinto, J. (no prelo) A Avaliação em Educação: da linearidade dos usos à complexidade das práticas, in L. Amante e I. Oliveira (Orgs.) Avaliação das Aprendizagens: perspetivas, contextos e práticas. E-book, Lisboa: Universidade Aberta. Porto, S. C. (2005). A Avaliação da Aprendizagem no Ambiente On-line. in R. V. Silva e A. V. Silva (eds.). Educação, Aprendizagem e Tecnologia. Lisboa: Edições Sílabo. Projecto MiudosSegurosNa.Net (2010). Nove Elementos da Cidadania Digital. traduzido de Nine Elements of Digital Citizenship por Mike Ribble. Recuperado de http://www.MiudosSegurosNa.Net Santos, E. & Araújo, M. (2012). Como avaliar a aprendizagem online? Notas para inspirar o desenho didático em educação online. In Revista Educação em Foco, 17(2), 103-119. Juiz de Fora: Universidade Federal de Juiz de Fora. Recuperado de http://www.ufjf.br/revistaedufoco/files/2013/05/artigo-5.pdf White, D.S. & Le Cornu, A. (5 Sept. 2011), Visitors and Residents: A new typology for online engagement. in First Monday, 16 (9). Recuperado de http://firstmonday.org/ojs/index.php/fm/article/view/3171/3049

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