A armadura de deus

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A armadura de deus

  1. 1. 1 - COOPERANDO COM DEUS NO PROCESSO DA TRANSFORMAÇÃO Rm 12.1,2 Quando alguém abre o coração para Jesus Cristo, não abraça apenas uma filosofia de vida, mas a própria vida. Dessa experiência nasce um novo relacionamento com Deus, conosco mesmo, e, com o nosso próximo. Compreendemos o quanto somos amados por Deus, e sentimos que temos um valor infinito, eterno e imutável, por causa d'Aquele que em nós habita. Porém, a experiência do novo nascimento, não é o fim do projeto, mas o início! A partir daí é que começa todo o processo! O Conceito Próprio e o Processo da Transformação É muito importante o que nós pensamos à respeito de nos mesmos dentro deste processo. "Quem sou eu?" – é uma pergunta que nos conduz a uma reflexão reveladora. O nosso conceito próprio são as "lentes" através das quais contemplamos a vida. Até mesmo conceito sobre Deus, será filtrado por essas "lentes". Se não tivermos uma opinião sadia de nós próprios, será muito difícil tê-la de Deus. De onde vem o nosso auto conceito? É óbvio que não nascemos com ele! A visão que uma pessoa tem si mesma resulta das interações com o meio-ambiente, no decorrer dos tempos. Especialmente nos primeiros anos de vida. Deus nos criou à Sua imagem e semelhança, porém, o pecado trouxe limitações em nosso conhecimento, I Co 13.12. Hoje temos dificuldades de saber quem somos! O Auto Conceito e a realização interior, Pv 23.7; Mt 12.34,35. A maneira como sentimos e pensamos à respeito de nós mesmos, e o modo que escolhemos sentir e pensar à respeito do que nos acontece na vida, são as "lentes" através das quais contemplamos a vida. Se elas estiverem afetadas então nossa realização interior também estará afetada. Qual é o tom da conversa que você tem consigo mesmo? O que nos dizemos a nós mesmos é mais importante do que nós dizemos ou ouvimos dos outros! A importância já começa por causa do volume do que falamos: - Nossa mente é tão espantosa que nos permite falar de três a quatro mil palavras por minuto. Numa conversação normal, o máximo que outra pessoa nos falaria, seria de 200 a 300 palavras por minuto! Portanto, cuidado com o tom da conversa que você desenvolve em seu interior, isso vai afetar todo o seu comportamento! Não vivemos apenas com os fatos da vida! Vivemos com a história que contamos a nós mesmos acerca dos fatos da vida! O que nos acontece na vida não é tão importante quanto ao modo como escolhemos reagir ao que nos acontece! Só nós podemos mudar os nossos sentimentos! A nossa felicidade e a nossa realização interior dependem totalmente do conteúdo que armazenamos em nosso interior. Sabendo disso, Deus estabeleceu que, somente duas pessoas poderiam decidir sobre a nossa realização e felicidade: Nós e Ele! Ninguém mais! O novo nascimento possibilita-nos essa transformação! Rm 12.2. Porém, esse milagre da graça, possibilita- nos, mas não impõe a transformação! O novo nascimento habilitou-nos a caminhar em direção da boa, agradável e perfeita, vontade de Deus! É necessário que demonstremos cooperação consciente e deliberada, dentro do processo divino.
  2. 2. Alguns passos práticos que podemos dar em cooperação com o Senhor, no processo da transformação: 01. Veja-se a si mesmo como uma pessoa amável.  Você é digno de amor!  Pai Celestial quer que nos vejamos assim! Rm 5.6-10 02. Reconheça quão valioso você é para Deus! Muitos crentes vivem a aflição de um senso de valor próprio muito baixo. Uma coisa é entendermos que de fato somos pecadores, e que o pecado trouxe ruína e miséria; a outra, é sabermos que Deus nos deu valor! Não podemos ficar apenas com a primeira parte da verdade! I Pe 1.18,19. Jesus afirmou que cada ser humano vale mais que todas as riquezas do mundo! Mc 8.36 03. Pense em si mesmo como uma pessoa perdoável. Muitos sofrem a dor da culpa doentia! Pensam que há alguma virtude em continuar sofrendo! Esquecem que foram os sofrimentos de Cristo, e não os nossos que expiaram os pecados! 04. Veja-se como uma pessoa transformável, II Co 3.18; 5.16,17. Muito embora não possamos alterar os fatos e o passado, podemos com a ajuda de Deus, mudar a interpretação que lhes damos. O processo de mudança exige a nossa cooperação, afim de que sejamos curados de nossas antigas feridas. Eis quatro passos de cooperação: a. Fale honestamente com Deus sobre o que o magoa. · Grandes homens e mulheres da Bíblia encontraram coragem para fazerem isto. · Jacó lutou com Deus, e venceu a culpa e o medo que carregava à anos. · Davi foi honesto, admitindo o seu pecado, confessando-o, e suplicando renovação! Sl 51 b. Expresse a Deus os sentimentos acerca de suas mágoas. · Sejam quais forem os sentimentos, eles não podem ser ocultados dos olhos divinos. É necessário que externemos esses sentimentos a alguém que os mantenha em segredo, alguém que seja digno de confiança! Ao expressá-los à Deus, nos tornamos abertos ao trabalho do Espírito Santo! c. Extraia um novo significado dessas más experiências! · Uma vez que esvaziamos as antigas mágoas diante de Deus, estamos numa posição em que Ele pode consolar-nos e mostrar-nos um novo modo de considerar todas as coisas. d. Louve à Deus pelo novo significado que Ele nos dá! Sl 119.67,71 · Repitamos o novo sentido diversas vezes em louvor e oração para que no futuro, quando Satanás quiser de novo introduzir o velho significado, não tenha sucesso! · Estejamos sempre atentos à voz do Espírito Santo em nosso interior, porque Ele sempre nos guiará em toda a verdade! · Prestemos atenção às ministrações da Palavra de Deus, porque este é o método de Deus, para a nossa renovação e transformação diária!
  3. 3. 2 - A IGREJA GLORIOSA Ef 5.25-27, 31, 32. No decorrer da história, tem havido muitos escândalos no meio do povo de Deus. Maus testemunhos têm envergonhado o Evangelho de Cristo! Acontecimentos negativos têm manchado a história do cristianismo! Entretanto, não podemos nos esquecer que, na mente de Deus, existe uma "Igreja Gloriosa"! Uma Igreja que foi projetada na eternidade! Uma Igreja linda, resplandecente, brilhante! Essa Igreja estava oculta nos desígnios de Deus! A sua existência era uma realidade oculta, desde antes da fundação do mundo! No passado, Deus havia planejado não somente sua existência, mas também a sua vocação ao lado de Cristo! Ef 1.4-6 Sua revelação veio meio de Cristo! Paulo compreendeu este mistério! Ef 3.3-6, 9-11; Cl 1.26,27. Algumas de suas características são reveladas no V. Testamento, em Ct 6.10. IGREJA NOMINAL # IGREJA GLORIOSA Existe uma grande diferença entre a Igreja Nominal e a Igreja Gloriosa! Ø A Igreja Nominal - Abrange todo o movimento denominado cristão, de todos os tempos. Refere-se a todas as denominações cristãs, com seus vários títulos e ministérios. É a Igreja Visível! Ø A Igreja Gloriosa - Está dentro da Igreja Nominal. Não está presa aos títulos e ministérios, mas à Palavra de Deus. É a Igreja Invisível! Ø Nos caps. 2 e 3 do Apocalipse, nós temos toda a história da Igreja desde o Pentecostes até o Arrebatamento. É a história da Igreja Nominal! Para cada um dos sete períodos da Igreja, Jesus tem promessas especiais para os "Vencedores"! – Esses "Vencedores" formam a Igreja Gloriosa! Ø No Cap. 12 do Apocalipse, a "Mulher, vestida do Sol", representa também a Igreja Nominal! Mas o "filho varão", que ela está gerando representa a Igreja Gloriosa, que será arrebatada para Deus e para o Seu trono! São os vencedores dos caps. 2 e 3; conf. Ap 12.11. A vocação da Igreja Gloriosa será a de reger as nações! Ap 12.5; 2.26,27; Dn 7.18,27. Ø O arrebatamento de João, no cap. 4 do Apocalipse, simboliza o arrebatamento da Igreja Gloriosa. A palavra "Igreja", mencionada várias vezes nos caps. 2 e 3, desaparece, vindo reaparecer somente no cap. 19, sendo chamada de a "esposa gloriosa do Cordeiro", vers. 7-9. Aquela que antes era chamada de "virgem pura", II Co 11.2, uniu-se ao seu Senhor para sempre! Ø Você é parte desta Igreja? Você estará nas Bodas do Cordeiro? OS FUNDAMENTOS DA IGREJA GLORIOSA A Igreja Gloriosa pode ser identificada pelos seus fundamentos. Suas bases são essencialmente bíblicas! Vejamos quais são estes fundamentos! 1. O fundamento do amor de Deus e do Sangue de Jesus, Ef 5.25. Não existiria uma Igreja tão bela e resplandecente assim, se não fosse o grande amor de Deus e o sangue de Jesus! Todos nós éramos pecadores destituídos da "glória de Deus", Rm 3.23. O nosso estado pecaminoso nos separava de Deus! Todos nós éramos "imundos"! Is 1.6 Porém, Deus nos amou! Rm 5.7,8; Ap 1.5!
  4. 4. Precisamos crer no amor de Deus, e na eficácia do sangue de Jesus! Ef 1.7; Cl 1.21,22; Hb 9.14; I Jo 1.7. O sangue transforma os pecadores, I Co 6.10,11. O tema dos cânticos dos redimidos no céu, será a "eficácia do sangue"! Ap 5.9,10. Eles venceram pelo sangue do Cordeiro! Ap 12.11! Deus não tem outro projeto para tornar os "pecadores destituídos da glória", em Igreja Gloriosa! – Este é o Seu Único e Suficiente Projeto Salvador! Como no passado, Deus fez o primeiro Adão adormecer, para trazer à luz a sua companheira, Eva! Da mesma forma, Jesus Cristo teve que morrer para que a Igreja Gloriosa fosse trazida à luz! 2. O fundamento da Palavra; Ef 5.26. O Senhor Jesus começa a sua obra em nós pela Palavra! Ø Somos gerados pela Palavra, e feitos "primícias" das suas criaturas! Tg 1.18 Ø Somos gerados pela "semente incorruptível", ou seja, pela semente que nunca foi contaminada pelo pecado. Uma semente viva (que produz vida), e eterna! I Pe 1.23,25. O Senhor continua a sua obra em nós, também pela Palavra! Fp 1.6. Ø A Palavra age em nossa vida, como a água age sobre a sujeira de um objeto, limpando-o! Esse processo chama-se "santificação"! Ef 5.26 Ø Jesus exemplificou este processo de "limpeza" pela Palavra! Jo 13.3-8; 15.3 A Igreja Gloriosa será uma Igreja limpa, pura, sem manchas! Será uma Igreja aperfeiçoada e corrigida pela Palavra! II Tm 3.16,17. Outro aspecto importante é o da "maturidade espiritual". Será uma Igreja adulta espiritualmente, através da ministração da Palavra! Ef 4.11-14. Será uma Igreja atenta a Palavra de Deus! Pronta para ouvir! Disposta a obedecer! 3. O fundamento da submissão à Cristo, Ef 5.24. “... assim como a igreja está sujeita a Cristo,..." A Igreja Gloriosa é essencialmente uma Igreja submissa ao Senhor! Ela tem o prazer de servir e obedecer à Cristo! Ela tem uma revelação clara e profunda sobre o Senhorio de Cristo! Seus ideais, padrões e alvos honram à Cristo como Senhor! Rm 1.1; Tg 1.1; II Pe 1.1; Jd 1.1. A Igreja Nominal não honra a Cristo como Senhor, porque ainda vive para obedecer aos impulsos do seu ego! Lc 6.46 Para que Cristo se torne Senhor de nossas vidas temos que: a. Renunciar a tudo quanto temos! Lc 14.33 Isto significa renunciar a qualquer coisa que diminua a nossa submissão à Cristo! b. Renunciar a tudo quanto somos! Mt 16.24 Não apenas renunciar às "coisas", mas a "si mesmo"! Renunciar aos direitos, à vontade própria, enfim, renunciar à própria vida! Lc 14.26 Ø Tudo quanto "somos" e "temos" deve ser rendido ao Senhorio de Cristo! Ø Mt 7.22 – A Igreja Gloriosa está mais preocupada em "dar" para o Senhor, do que "receber" do Senhor! Ela já recebeu o suficiente para servi-Lo e amá-Lo! Ø Rm 14.7-9 – Somos do Senhor para "viver" e também para "morrer"!
  5. 5. Ø Mt 13.44-46 – A Igreja Gloriosa sabe que sua rendição completa ao Senhor, lhe fará herdeira do maior tesouro de todos os tempos – A Glória Celestial! Ap 21.7 4. O fundamento da unidade com Cristo! Ef 5.31,32 Para entendermos a unidade com Cristo, temos que estudar a doutrina da identificação Basicamente o seu ensino é que, para participarmos da "vida" de Cristo, temos que nos identificar com Ele em sua "morte"! Rm 6.5; II Co 4.10; Fp 3.7-11; II Tm 2.11. Ø Não existe nenhuma possibilidade de reformar o velho homem! Ele tem que ser levado à cruz! Deus sabe que o velho homem não pode ser aperfeiçoado jamais! Por isso preparou-lhe a cruz! Ø Se o velho homem não for considerado "morto com Cristo", ele te impedirá de participar da "vida de Cristo"! Ø O velho homem pertence à velha criação! Pertence ao domínio de Satanás! Ø O mundanismo entra nas igrejas através dos "velhos homens" que não querem se identificar com Cristo em Sua morte! Ø Se isto for ensinado insistentemente à igreja, terminarão as divisões, as brigas ministeriais e as disputas! Acabarão as separações familiares e os divórcios! Ø A ordem bíblica deve ser obedecida! Cl 3.3,5, 8-10. Portanto, o "estar em Cristo", significa morte para o velho homem e vida para o novo homem! II Co 5.17 Conforme Rm 8.1,2, quando estamos "em Cristo", uma lei mais forte, nos põe acima do "poder do pecado" e da "morte"! Conforme o ensino de Jesus em Jo 15.5, o "estar n'Ele", significa a garantia de uma vida frutífera! Esta é a vocação da Igreja Gloriosa! Jo 15.16 5. O fundamento da glória refletida! II Co 3.18 A Igreja admira e ama ao Senhor! Por isso mesmo ela é Gloriosa! Sua beleza e resplendor provêm de seu olhar sempre voltado para a face do Senhor! A glória e a beleza de Cristo refletem nela, e ela projeta para o mundo ao seu redor a mesma glória! Esta atitude contemplativa é um processo de transformação de "glória em glória" até que todos cheguemos "a varão perfeito, à medida completa de Cristo!" Ef 4.13.
  6. 6. 3 - DISCERNINDO A BATALHA ESPIRITUAL Ef 6.12 Existe um grande conflito espiritual se processando no Universo. É o conflito entre a luz e as trevas; entre a verdade e a mentira; entre o bem e o mal! Este é o maior conflito de todos os tempos, e suas implicações vão além da nossa imaginação! É de estarrecer a mente, quando pensamos que milhares de seres espirituais, poderosos, inteligentes e invisíveis se confrontam diariamente, bem ao nosso redor. São dois reinos em guerra! Como cristãos qual é a nossa parte nesta batalha? O que Deus espera que façamos? Focalizaremos, neste estudo, alguns pontos importantes, sobre a “Batalha Espiritual” e a postura cristã. 1. TOMANDO UMA POSIÇÃO ESPIRITUAL CORRETA a) Reconheça o seu envolvimento dentro deste conflito espiritual. Ef 6.12 · Pedro afirmou: “... o diabo vosso adversário...” I Pe 5.8,9. · Satanás é aquele “que engana todo o mundo”, Ap 12.9. · O cristão é um “soldado” em batalha, I Tm 1.18; II Tm 2.3,4; 4.7. · Não há meio termo, todos nós estamos envolvidos nesta batalha! Não há tréguas! b) Identifique o Inimigo · Estamos tratando os problemas muito superficialmente! A nossa luta não é contra o vício, o roubo ou a imoralidade! Todo esse estado de rebelião é apenas uma conseqüência deste conflito. Tudo o que acontece no plano físico é apenas o resultado das decisões no mundo espiritual. · Se não focalizarmos corretamente o inimigo, estaremos disparando na direção errada, e gastando inutilmente nossas forças! c) Certifique-se que está em bom relacionamento com Deus · Jamais se alie aos inimigos de seu Pai! II Co 6.17,18; Tg 4.4; I Jo 2.15-17. · Deixe bem claro o seu posicionamento espiritual ao lado de Cristo, Lc 11.23-26. d) Limpe a sua vida. · O pecado é do diabo! I Jo 3.8. A ordem é “ser santo”! I Pe 1.15,16. · O velho homem sempre “dá lugar” ao diabo! Ef 4.27 · O pecado sempre faz uma “cabeça de ponte” para satanás atuar na vida do homem! Jo 14.30. e) Arrependa-se de todos os pecados conhecidos · O Espírito Santo só pode continuar operando em nossa vida, à medida, que formos arrependendo dos pecados que Ele nos revela. Se esquivar-mos do Seu convencimento, Ele se entristecerá em nossa vida! Ef 4.30 · Precisamos “andar na luz” para que o sangue de Cristo, tenha eficácia em nossas vidas! I Jo 1.7. f) Busque a cura para os padrões pecaminosos persistentes · Através da confissão, I Jo 1.9; Pv 28.13. · Através do quebrantamento, Tg 4.8-10; · O plano de Deus é que sejamos libertos do pecado, Rm 6.22,23. · Não concorde com a predominância do pecado em sua vida! I Ts 4.7,8.
  7. 7. · Saiba que, quanto mais elevada for a liderança para a qual Deus tem te chamado, mais elevados deverão ser os seus padrões de santidade! g) Seja submisso à hierarquia espiritual da igreja, Fp 2.3. · A submissão é um princípio espiritual muito sério dentro do Reino de Deus! Este princípio é a base da Autoridade Espiritual. · Mt 8.8-10 – Só tem autoridade quem está debaixo de autoridade!
  8. 8. 4 - A NECESSIDADE DE LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL Lc 4.18,19; At 10.38 Todos os seres humanos têm a necessidade de uma libertação espiritual. Desde o nascimento começamos a fazer parte de um mundo corrompido, perverso e completamente dominado pelo mal! Lc 4.5-7; Jo 5.19. Antes mesmo de chegarmos a idade da razão (6 a 9 anos), já adquirimos hábitos, idéias e costumes que foram inspirados pelo mal, e que foram dominando a nossa maneira de ser, de pensar e de falar. A psicologia nos informa que aos 4 anos de idade, o ser humano já tem recebido por influência dos pais e do meio ambiente em que vive, toda a estrutura psicológica que governará a sua vida. Agora pense na qualidade espiritual do ambiente em que você nasceu: Era um ambiente genuinamente cristão? A Bíblia era honrada como a autêntica Palavra de Deus? Jesus Cristo era o Senhor de sua família? 1. Estratégias Demoníacas o Reivindicam o direito de operar por hereditariedade. o Atuam na vida daqueles que direta ou indiretamente participam de práticas espíritas. o Atuam por serem deliberadamente maus. o Atuam por influência de pessoas que praticam o espiritismo. o Operam através de comidas sacrificadas aos ídolos. o Atuam em pessoas ou lugares que rejeitam à Cristo. 2. O Ministério Libertador de Cristo o No contexto geral a obra de Cristo foi primeiramente libertadora, depois “redentora”! Jo 8.36; Lc 4.18,19; At 10.38. Exemplos: Mc 1.23-27; 3.10-12; 5.1-15. o Jesus veio para confrontar e vencer a Satanás e seus demônios! I Jo 3.8; Hb 2.14; Cl 2.14.15. o Jesus delegou autoridade à Igreja para continuar Sua obra libertadora! Mt 10.1,8; Mc 16.17; Lc 10.17-19; At 1.8. Exemplo: At 19.11,12, 19,20. 3. Porque algumas pessoas não são libertas o Porque não se arrependeram, At 3.19. Enquanto o homem não reconhecer que é pecador e, que o seu pecado é uma ofensa contra Deus e, não deixá-lo – não poderá ser liberto! o Porque deixaram de confessar pecados específicos. Pv 28.13. Pecados como os de adultério e aborto, não confessados, mantém espíritos presos à pessoas, e elas não são libertas. o Porque não perdoam, Mt 18.32-35. O perdão sincero é essencial na libertação da pessoa. o Porque não abandonam o ocultismo e as falsas religiões, At 15.29; 19.18-20; I Ts 1.9; I Jo 5.21. É preciso haver renúncia completa do ocultismo, seguida da destruição de livros sobre o assunto, imagens, estatuetas, amuletos ou qualquer outro objeto envolvido no ocultismo. o Porque não se arrependeram do orgulho, Tg 4.6,7, 10. O orgulho é uma porta para a entrada de todas as formas de atividades demoníacas. Foi o orgulho que levou Satanás à queda! o Porque não renunciaram a ira! Ef 4.26,27. A ira descontrolada tem sido a causa da destruição de lares, da violência, dos crimes, etc. Jesus advertiu sobre isso! Mt 5.21,22. o Porque não querem se tornar membros da Igreja, para não submeterem às suas normas! Jesus já proclamou a vitória de Sua Igreja sobre o inferno! Mt 16.18. Portanto, somente os que fizerem parte dela compartilharão de seu triunfo! E, para fazer parte dela é preciso submeter às suas normas.
  9. 9. 5 - VISÃO PANORÂMICA DA GUERRA ESPIRITUAL Após o batismo, Jesus realizou o Seu primeiro ato ministerial público, confrontando Satanás, no mais elevado grau de guerra espiritual até então revelado. Antes disso, Satanás havia desfrutado de um poder muito amplo nest e mundo. Ele compreendeu claramente o propósito da vinda de Jesus, (I Jo 3.8), e sabia o que estava em jogo, por isso chegou ao extremo de oferecer a Jesus, a sua mais preciosa possessão, Mt 4.8,9. Satanás foi derrotado, e o resultado desta batalha limpou espiritualmente o caminho para tudo quanto Jesus haveria de realizar durante os três anos seguintes, incluindo, Sua morte e ressurreição! I. O Ministério Triunfante de Cristo Jesus invadiu o território de Satanás! E, proclamou: “... É CHEGADO O REINO DOS CÉUS!”. A guerra estava declarada! A manifestação do Filho de Deus em carne tinha o propósito não somente de realizar a redenção humana, mas também o de estabelecer a derrota de Satanás, no nível humano, Hb 2.14. Era o “Filho do homem” triunfando sobre o reino das trevas, por todos nós! Era o “mais Valente”, vencendo o “valente”; tirando suas armas, e saqueando os seus despojos! Lc 11.21,22. A vitória terminante de Jesus sobre Satanás, se consumou na cruz! Cl 2.14,15. A guerra ainda não terminou, porém, já foi determinado quem é o Vencedor, e quem é o vencido! II. O Papel da Igreja Neste Conflito Jesus já foi declarado o Vencedor! A missão da Igreja é fazer valer a Sua vitória triunfante! Temos que faz er a “operação limpeza”! E, isto equivale a um tipo de conflito espiritual! Prioridades: o A mais alta prioridade de Deus hoje, é o “evangelismo”! Mc 16.15; I Co 9.16; II Tm 4.1,2. o A seguir, vem o “discipulado”! Mt 28.19,20; At 5.42. Deus quer que o homem seja salvo e venha ao pleno conhecimento da verdade! I Tm 2.3,4. o E, isso exige uma “batalha espiritual”! Satanás é um opositor à pregação e ao ensino da Palavra! At 4.17,18; 5.28. Ele tem aprisionado as “mentes humanas”! II Co 4.4; Lc 4.18,19; At 26.18. Ele é o pior obstáculo! III. O Arrebatamento da Igreja O envolvimento espiritual da Igreja neste conflito, culminará com o Arrebatamento, ocasião, quando todas as potências espirituais entrarão em choque nas regiões celestiais, com a vitória parcial do Arcanjo Miguel e seus anjos, Ap 12.7-12. IV. A Grande Tribulação Após este conflito, segue-se a Grande Tribulação; época que insurgirá o maior avivamento satânico de todos os tempos. O diabo reinará sobre a terra! Ap 13.3, 8. As atividades de Satanás, neste tempo, serão basicamente em torno dos seguintes propósitos: a. Blasfemar contra Deus e contra a Igreja que já partiu, Ap 13.5,6; Dn 7.8;
  10. 10. b. Destruir os santos que ficaram, Ap 13.7; c. Buscar a adoração deste mundo, Ap 13.4, 8; II Ts 2.4; Dn 11.36 d. Fazer sinais e prodígios de mentira, II Ts 2.9; e. Promover a idolatria, feitiçaria e o ocultismo, Ap 9.20,21; f. Promover o uso de drogas, Ap 18.23; g. Promover uma falsa paz; I Ts 5.3; h. Fazer um pacto com a falsa igreja, Ap 17; i. Incitar as nações para guerrear e destruir Israel, Ap 16.13,14, 16; Jl 3.2; Zc 14.2. V. A Vinda do Senhor em Glória A Vinda do Senhor em glória, e a implantação do milênio, porá fim a este reinado maligno no mundo! Ap 19.11-21; II Ts 1.7-10; 2.8. Durante o milênio, Satanás estará amarrado! Ap 20.1-3. VI. A Última Rebelião Satânica Após o milênio, Satanás será solto, e voltará a enganar as nações. Procurará fazer guerra aos santos e a cidade amada, mas, sua derrota será rápida, e, sua condenação eterna também! Ap 20.7-10.
  11. 11. 6 - AS ARMAS ESPIRITUAIS DA NOSSA VITÓRIA II Co 10.3-5 Deus tem nos equipado para a batalha espiritual com as suas “armas poderosas”! Em primeiro lugar precisamos conhecê-las! A seguir devemos saber como utilizá-las O povo do Senhor constitui-se num “exército conquistador”, cujas vitórias obtidas, devem sempre engrandecer o nome do Senhor dos Exércitos! Vejamos, portanto, quais são as armas espirituais da nossa vitória! 1. O nome de Jesus – A nossa autoridade espiritual Jo 14.13,14; Lc 10.17; Mc 16.17,18; At 3.6,16; Fp 2,9,10. Precisamos entender que quando pronunciamos o nome do Senhor, não estamos pronunciando um nome qualquer! Invocar o nome Jesus, significa invocar a sua autoridade, sua soberania e grandeza! Este nome representa o triunfo de Deus sobre as hostes infernais! Quando chamamos por este nome, não estamos chamando por um “defunto”, e sim, por Aquele que venceu a morte! Por Aquele que tem as chaves da morte e do inferno! O grau de autoridade Todos os crentes podem clamar por este nome, mas o grau de autoridade não será o mesmo na vida de todos. O grau de autoridade na vida de cada um vai depender dos seguintes fatores: a. Do nível de nossa submissão à Deus Quanto mais obediente e submisso à Deus, mais autoridade teremos! Tg 4.7 b. Do nível de nossa comunhão com Deus Deus é absolutamente santo e não tem qualquer comunhão com o pecado. Portanto, precisamos limpar a nossa vida de toda a impureza para estabelecermos uma comunhão pessoal e íntima com Deus! Tg 4.8-10 c. Do exercício de nossa fé Quando pronunciarmos o nome de Jesus, precisamos estar convictos de que a Palavra de Deus é veraz! Precisamos estar seguros de que Ele está conosco! Não pode haver qualquer dúvida em nossos corações com respeito às suas maravilhosas promessas! Tg 1.6-8; Hb 11.6 d. Da profundidade de nosso discernimento espiritual O nome de Jesus não deve ser pronunciado em vão! Não deve ser invocado por brincadeiras! Se um policial começasse a brincar com a sua “arma de fogo”, logo perderia o direito de possuí-la! Quanto mais poderosa for a arma, mais responsabilidade teremos para possuí-la! O nome de Jesus é a mais poderosa arma que a Igreja possui! “O nome sobre todos os nomes”, deve ser honrado, reverenciado e amado! Devemos invocar o nome do Senhor com discernimento espiritual! 2. A Palavra de Deus - A nossa posição espiritual A nossa autoridade é espiritual! A nossa posição também é espiritual! Ou seja, não importa “quem somos”, ou “onde estamos” no plano físico, mas sim, no plano espiritual. Todas as coisas que ocorrem no plano físico são apenas conseqüências das decisões que se toma no plano espiritual. Precisamos saber que a nossa posição no plano espiritual já foi determinada mediante o nosso relacionamento com Cristo. Paulo usa em várias de suas epístolas, as expressões: “Em Cristo”, “Nele”, “Com Ele”, “Por Ele”, etc., para determinar esse relacionamento posicional do crente. Portanto, só podemos saber “quem somos”; “onde estamos”; e, “o que temos”, por meio de Cristo, pela Palavra de Deus! Precisamos “caminhar” sobre a Palavra! Leia: Rm 8.1; I Co 1.2,5, 30; 6.19,20; II Co 5.17; Ef 1.3-6; 2.6,13; Cl 3.3,4; I Jo 2.14,28; 4.4,13; I Pe 2.9. As palavras-chaves que determinarão o uso eficaz dessa “arma” são: a. Convicção, Hb 3.14 b. Confissão, Rm 10.9,10
  12. 12. 3. A fé - A nossa vitória! O que é fé? - É a certeza de que Deus está do nosso lado! - É a certeza de que o seu amor nunca falha! A nossa fé repousa na fidelidade de Deus! Nm 23.19 Pela fé nos lançamos aos Seus braços eternos, e temos a certeza de que Ele cuidará de nós! Ouça o que Ele nos diz: “... Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador... Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” Is 43.1-3,13. “Eu irei diante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro.” “E te darei os tesouros das escuridades, e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome”. Is 45.2,3. “Toda a ferramenta preparada contra ti, não prosperará; e toda a língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que vem de mim, diz o Senhor”. Is 54.17. “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Sl 101.13,14. “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”. Rm 8.28 “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas” Rm 8.32. “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo”. Fp 1.7 “... porque sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. II Tm 1.12b. Fatos bíblicos sobre a fé... A. Devemos ouvir a Palavra para ter fé, Rm 10.17; B. Devemos ter fé na Palavra do Senhor, Mt 8.7-10,13; C. O escudo da fé nos protege dos dardos inflamados do maligno, Ef 6.16; D. Resistimos ao Diabo firmes na fé, Tg 4.7; I Pe 5.9; E. Removemos os obstáculos pela fé, Mc 11.22-24; F. Vencemos o mundo pela fé, I Jo 5.4; G. Quando perseveramos na provação, adquirimos uma “grande fé”, Mt 15.25-28; H. Pela fé obtemos grandes vitórias! Hb 11.32-34. 4. O Sangue de Jesus – A nossa cobertura espiritual! O sangue de Jesus é o “selo de segurança” sobre àqueles que pertencem a Deus! Satanás não respeita o nome de nenhuma denominação evangélica; não tem medo de nenhum “grande pregador”; não está nem aí pelo nosso status religioso, teológico, financeiro, etc. O inimigo de nossas almas só respeita a “marca do sangue carmesim” do imaculado Cordeiro de Deus! O sangue de Jesus causa-lhe desespero e aflição! O inimigo não vai um milímetro além do sangue!
  13. 13. O que o sangue faz? A. O sangue cancela a nossa dívida! Cl 2.14; B. O sangue purifica as nossas consciências, Hb 9.14; C. O sangue nos resgata da velha vida, I Pe 1.18,19; D. O sangue nos aproxima de Deus, Ef 2.13; E. O sangue efetua uma eterna redenção, Hb 9.12 F. O sangue nos dá acesso ao santuário, Hb 10.19,20; G. O sangue nos santifica, Hb 13.12; H. O sangue nos protege do destruidor, Ex 12.12,13; I. A vitória é nossa pelo sangue de Jesus, Ap 12.11! 5. O Espírito Santo - A nossa força espiritual! A Igreja do Senhor é o único exército que marcha na terra triunfante, sem depender de armas bélicas, do poder econômico, ou da força física. Quase sempre é bem menor em número do que os exércitos de seus inimigos. E, sempre foi constituído por pessoas simples, pobres e fracas. No decorrer de todos estes séculos, reinos e mais reinos têm se levantado e caído. O Império Romano, dominante no início da era cristã, e que, parecia ser invencível, desmoronou-se! A Igreja, porém, prevaleceu, não obstante, todas as perseguições! Qual foi o segredo da sua força sustentadora? – O Espírito Santo! Jesus afirmou: “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo...!” At 1.8. A Igreja foi “vestida” da justiça de Cristo, no Calvário; mas, foi “revestida” do poder de Deus, no Cenáculo! “E eis que sobre vos envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”. Lc 24.49. A Bíblia fala sobre o efeito desse “revestimento de poder” na vida dos apóstolos, nos seguintes termos: “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. At 4.33. Alguns fatos importantes sobre o poder do Espírito Santo: A. O Espírito Santo exerce uma influência vivificante sobre toda a nossa vida; inclusive sobre o nosso corpo físico, Rm 8.11; B. É preciso “unir ao senhor”, para compartilhar do Espírito, I Co 6.17; C. É necessário “revelação” para entendermos o poder operante do Espírito Santo sobre nós, Ef 1.16-20; D. É necessário “encher do Espírito”, diariamente, Ef 5.18. Para entendermos como isto é possível, basta continuarmos lendo em Ef 5.19-21. Conclusão Estas são as armas “poderosas em Deus” para destruição das fortalezas! Para acioná-las, basta mantermos acesa a chama da comunhão e do fervor espiritual em nossos corações! Em todas as nossas batalhas espirituais devemos aliar ao uso dessas armas uma atitude de adoração e temor à Deus! Em momento preciso, o Senhor nos guiará a usar a “arma secreta” do jejum, para fazer desencadear alguma operação especial de milagre. No contexto espiritual faz-se necessário estarmos sempre vigilantes e atentos às ordens de nosso Comandante Geral – o Senhor Jesus Cristo! Ele é o Vencedor em todas as batalhas! Ele nos garantirá a vitória! Aleluia!
  14. 14. 7 - OS TRÊS NÍVEIS DA GUERRA ESPIRITUAL At 19.11-27 Hoje vamos estudar sobre os diferentes níveis em que se processa a Guerra Espiritual, os quais são: o Guerra Espiritual em Nível Solo; o Guerra Espiritual em Nível de Ocultismo; o Guerra Espiritual em Nível Estratégico. Devemos saber que a Bíblia não usa tais definições de forma explícita, entretanto, elas podem ser claramente entendidas dentro do seu contexto, como veremos a seguir: 1. Guerra Espiritual em Nível Solo Esse é o aspecto mais comum, e conhecido na guerra espiritual. Trata-se da expulsão de demônios. O ministério de Jesus foi repleto de confrontos espirituais nesse nível, Mt 4.14; 8.16; Mt 9.32,33; Mc 1.23-27; 5.1-15; 9.25-27; etc. O Senhor deu à Sua Igreja a incumbência de fazer o mesmo, Lc 9.1; 10.17; At 8.5-7, etc. O evangelismo eficaz será sempre acompanhado desse nível de confronto! Mc 16.15-17. 2. Guerra Espiritual em Nível de Ocultismo Esse nível é substancialmente diferente do demonismo ordinário. É nele que ocorrem as doenças malignas; os rompimentos conjugais; os acidentes; os vícios; as imoralidades; as divisões na igreja, etc. É chamado de “ocultismo”, porque a ação do maligno é muito sutil e oculta. Ele fica por detrás dos fatos, com o objetivo de manipular astutamente os acontecimentos. Neste nível, os poderes demoníacos agem de forma inteligente e organizada, através de seus aliados humanos, tais como: Seitas falsas: Mestres cósmicos da Nova Era, médiuns espíritas; maçonaria; feiticeiros, bruxos, advinhos, etc. Um exemplo bíblico, deste nível de conflito está em At 16.16-24. É patente aqui que a experiência de Paulo com a Pitonisa de Filipos envolvia uma classe de demônios diferentes dos ordinários, pois o evento provocou tão grande comoção política que os missionários foram presos! Precisou de uma intervenção milagrosa da parte de Deus, para que Paulo e Silas tivessem plena vitória naquele combate espiritual! 3. Guerra Espiritual em Nível Estratégico Neste nível temos que contender com uma concentração ainda mais perigosa de poderes malignos. São as “potestades do mal”, que dominam determinados lugares! Daniel 10.12,13 – Fala do “Príncipe do reino da Pérsia”, o qual era um principado do mal, que dominava aquele reino! Esse principado tinha influência sobre o rei da Pérsia, e, também impedia as orações dos santos. Marcos 5.9,10 – Aqui temos uma legião de demônios que considerava a região de Gadara, como o seu lugar de habitação! Lucas 11.21,22 – Jesus ilustrou aqui, este nível de guerra espiritual. Efésios 6.12 – Paulo fala de uma espécie de hierarquia espiritual no reino das trevas.
  15. 15. Observações Importantes sobre a Guerra Espiritual em Nível Estratégico: 1. Neste nível, a Igreja, não combate apenas um “demônio”, mas um “projeto”, ou uma “fortaleza” maligna. 2. É necessário tempo e muita consagração espiritual para que o poder maligno seja quebrado. 3. É necessário que a Igreja busque a intervenção direta de Deus. Como no caso de Daniel 10.13, onde houve a participação angelical. E também o caso da libertação de Paulo e Silas do cárcere de Filipos. Outro caso é o de Ap 12.7-12. 4. A Igreja deve depender das “armas poderosas em Deus, para destruição das fortalezas”, II Co 10.3,4; 5. A Igreja tem que saber que é parte integrante neste nível de conflito. Nele, está incluída a aniquilação definitiva de Satanás, Rm 16.20; 6. Os três níveis de guerra espiritual estão intimamente relacionados, e, aquilo que sucede em um dos níveis, afeta os demais níveis. 7. Quando Paulo fez a Guerra Espiritual no nível de solo e do ocultismo em Éfeso, o reino de “Diana”, o principado que dominava aquela região, foi atingido! E, isto já era Guerra Espiritual em Nível Estratégico! 8. Mesmo que não conste que Paulo tenha entrado no Templo de Diana, nós sabemos que, nas regiões celestiais, essa “potestade” maligna começou a perder o domínio. 9. A tradição conta que, o Apóstolo João algum tempo depois, quando pastoreava a Igreja de Éfeso, entrou no Templo de Diana, confrontou a “potestade”, e o ídolo caiu, espatifando-se pelo chão! Segundo alguns estudiosos da história cristã, foi esse tipo de Guerra Espiritual feito pela Igreja do primeiro século que, ocasionou o seu espetacular crescimento. Visto que no 3º século, o Cristianismo já havia alcançado todo o mundo de então. 10. Um exemplo de aspecto negativo que temos, foi o que ocorreu no sétimo século, quando a igreja nominal, organizada sob a forma dos concílios, deixou de orar e, de fazer guerra espiritual. Satanás se aproveitou da apostasia, para levantar o falso profeta, chamado Maomé, o qual fundou o Islamismo – hoje a maior resistência contra a mensagem de Cristo em todo o Oriente, na maior parte da África, Ásia, e outras localidades do mundo. 11. Diante desta realidade espiritual, a Igreja hoje, deve entrar com firmeza no combate espiritual. Deve fazer Guerra Espiritual nos três níveis! Deve conquistar as regiões celestiais, com muita oração, consagração e jejuns. Deve estar atenta, vigilante para não oferecer qualquer brecha para o inimigo! 12. Encerrando, vamos lembrar de três verdades fundamentais sobre a Guerra Espiritual: a) Jesus já foi declarado o Vencedor; Cl 2.15; Hb 2.14; b) A missão da Igreja agora é fazer valer a Sua vitória triunfante; Mt 10.1,8; c) A única arma que Satanás realmente possui hoje é o “engano”, Ap 12.9.
  16. 16. 8 - A ARMADURA DE DEUS Efésios 6.10-18 Temos compreendido através de nossos estudos da Bíblia, que todo aquele que tem se posicionado do lado de Jesus pela fé, entrou em um conflito espiritual. Andar com Cristo é também estar em “guerra” contra o mal. Não há como ignorar batalha espiritual e nem como sair dela. É lutar, ou lutar! Deus tem nos adestrado para a guerra! Sl 18.31-39; 144.1,2. Mesmo que a batalha se mostre difícil em alguns momentos, não precisamos temer! A vitória é nossa pelo sangue de Jesus! O mesmo Deus que nos preparou as “armas espirituais poderosas em Deus” para a destruição das fortalezas do inimigo, também nos deu uma excelente “armadura”! Só precisamos vesti-la, e sair à luta! É sobre isto que estudaremos nesta oportunidade! 1. Fortalecei-vos no Senhor e na Força de Seu Poder! Ef 6.10. Antes de qualquer coisa, precisamos saber que o próprio Deus é a nossa Fortaleza! Sl 18.1,2; 27.1, 3, 5; 46.1-1-7; 91.1,2; Is 32.2. Ele é a fonte de nossa força! Sl 84.5,7. 2. Cingindo os Lombos com a Verdade. Ef 6.14. O cinto do soldado romano tinha cerca de 15 a 20 cm de largura, era de couro e, toda a armadura estava presa nele. Era o cinto que dava firmeza e permitia o soldado movimentar-se com agilidade. Eis alguns princípios que precisamos conhecer: o Não há firmeza na mentira, Sl 101.7; o O diabo é o pai da mentira, Jo 8.44; o Nosso Deus é o Deus da verdade, Sl 31.5; Jo 14.6. o A Sua verdade é escudo e broquel, Sl 91.4; o Nada podemos contra a verdade, II Co 13.8; o Devemos seguir a verdade, Ef 4.15; III Jo 4 3. A Couraça da Justiça. A couraça era uma importante peça da armadura do guerreiro. Geralmente era feita de duas chapas de bronze forrada com resistentes retalhos de couro. Servia para proteger os peitos e as costas. A couraça da justiça é aquela peça espiritual, que tem a finalidade de proteger as áreas vitais da vida cristã. Sua cobertura abrange quase todo o viver cristão, mui especialmente, o coração! - A couraça da justiça é a retidão de Cristo! Nele somos feitos justiça de Deus! II Co 5.21. Ele é a nossa justiça! Jr 33.16; Rm 10.4. - Vestir a couraça da justiça significa “ter a certeza, de que, em Cristo, estamos livres de toda a condenação!” Rm 8.1. - Em Cristo, não somos apenas “perdoados”. Somos também “tornados justos”! Rm 3.21-26; 4.25; I Jo 1.9; Is 53.11. - A nossa Justificação é... o Uma obra cujo mérito é exclusivo de Cristo! Rm 5.1, 19; o Uma obra que opera inteiramente pela Graça! Rm 3.23,24; 5.17; Tt 3.5-7; o Uma obra que se recebe unicamente pela fé! Rm 4.5; Gl 2.16; Fp 3.9. o A mais bela vestimenta do cristão! Jó 29.14; Is 61.10. A ARMADURA DE DEUS (CONT...) Efésios 6.13-18 Enquanto Paulo estava preso em Roma, aguardando julgamento (3.1; 4.1; 6.20), escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Cerca do ano 61-62 d.C. Efésios é um dos picos elevados na revelação bíblica. Foi nesta cidade que Paulo travou uma das maiores batalhas de seu ministério (Atos 19). Em nosso estudo de hoje, continuaremos analisando a “Armadura de Deus” – peça fundamental para a vitória, no contexto da “Guerra Espiritual”. 4. Calçados os pés na preparação do evangelho da paz. Os “pés” têm duas funções importantes: Eles são as bases (alicerce) do corpo; e, eles movimentam o corpo. Qualquer pessoa que alguma vez tenha lutado em qualquer tipo de combate corpo a corpo sabe que pisar com segurança é muitíssimo importante. Para lutar com eficiência, os soldados tinham que calçar sapatos que lhes davam ao mesmo tempo: firmeza e mobilidade. Na vida cristã precisamos também de “calçar” algo que nos dê “firmeza” para resistir o diabo, e “agilidade” para salvar as almas que estão sob o seu domínio. O único “calçado” adequado para isto, é o Evangelho da paz! Compare: ü A ordem de Cristo para a proclamação do Evangelho, foi revestida da mais elevada delegação de autoridade espiritual em toda a Bíblia! Mt 28.18-20; Mc 16.15-20.
  17. 17. ü O “Revestimento do Poder do Alto” é a maior promessa de Cristo para a Sua Igreja, depois da salvação, e está vinculada ao nosso compromisso com a pregação do Evangelho! Lc 24.47-49; At 1.8. ü O próprio Evangelho é o poder de Deus! Rm 1.16. ü A pregação do Evangelho é decididamente uma grande obra: Salva vidas e, ao mesmo tempo “aformoseia” a vida dos salvos! Rm 10.13-15. Uma outra tradução do texto diz: “Calcem, como sapatos, o entusiasmo para anunciar as Boas Novas de paz”. A ordem de Cristo é imperativa: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho...”. É mandamento! – A melhor forma de obedecê-lo é com “entusiasmo”! Observe nos textos que seguem, as palavras que descrevem as “atitudes” corretas daqueles que pregam o Evangelho: At 4.13, 31, 33; 5.42; 8.4; 9.19, 20, 29; 13.49, 52; 18.9-11. Eis algumas outras razões porque devemos pregar o Evangelho: ü Quando pregamos o Evangelho, estamos imitando a Cristo. Jo 20.21. Isto é um privilégio! ü Quando pregamos o Evangelho, estamos produzindo “frutos” espirituais! Jo 15.16. Isto é uma realização pessoal! ü Quando pregamos o Evangelho estamos dando testemunho de nossa experiência com Deus! At 4.13, 20. Isto é a consolidação de nossa fé! ü Quando pregamos o Evangelho estamos cumprindo a nossa obrigação! I Co 9.16. Isto é obediência! ü Quando pregamos o Evangelho estamos promovendo o crescimento efetivo da Igreja! At 2.41, 47; 4.4; 5.14; 6.1, 7; 9.31, 35, 42; 11.21; 12.24. Isto é motivo de grande alegria! A ARMADURA DE DEUS (Cont...) Quando lemos o texto de aos Efésios 6.13-18, encontramos uma analogia feita pelo apóstolo Paulo. Ele comparou a “armadura espiritual de Deus” para o crente, com a armadura para confrontos militares das legiões romanas. Cada peça da armadura romana tem o seu devido símbolo e aplicação no âmbito espiritual. No estudo de hoje, estudaremos sobre o “Escudo da fé”. 5. O Escudo da Fé. “Tomando, sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno”. Ef 6.16. O escudo de um soldado romano tinha mais ou menos sessenta centímetros de largura por cento e vinte centímetros de comprimento. Ele o usava para repelir os golpes do inimigo e também para abrigar-se quando os arqueiros inimigos desferiam uma saraivada de flechas. Os romanos podiam ajoelhar-se no chão e erguer um muro de escudos ao redor deles para bloquear os mísseis flamejantes. 5.1. Dardos Inflamados do Maligno. Satanás tenta de todas as formas nos atingir. Nem sempre ele pode se aproximar de nós, porque “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra”. Sl 34.7. Então ele procura nos atingir de longe, lançando os seus “dardos inflamados”. Eis alguns de seus mais perigosos “dardos”: a. O Dardo da Incredulidade. II Co 4.4. Quando o homem permite que a incredulidade contamine os seus pensamentos, ele afasta todas as possibilidades de Deus operar a seu favor, Hb 11.6. ü A incredulidade anda junto com a perversidade, Mt 17.17; ü Onde há incredulidade ocorrem poucos milagres, Mc 6.4-6; ü A incredulidade não nos deixa desfrutar do “descanso” do Senhor, Hb 3.18,19. b. O Dardo do Medo. Mt 14.30. Sentimos medo, quando não podemos controlar uma situação ameaçadora. Quando o inimigo se apresenta mais forte e mais poderoso do que nós! O que fazer quando isso acontece? Como podemos vencer o medo? Vejamos o exemplo do rei Jeosafá, em II Cr 20: ü Ele orou, jejuou e buscou ao Senhor, vers. 1-4; ü Ele confessou a Palavra do Senhor, vers. 5-9; ü Ele ouviu a Palavra de Deus, vers. 14-17; ü Ele adorou e louvou ao Senhor, vers. 18-21; ü Ele obteve grande vitória do Senhor, vers. 22-26; ü Ele se alegrou em Deus e obteve repouso, 27-30. c. O Dardo da Dúvida. A dúvida é a companheira inseparável do medo. Satanás é o mestre da dúvida. Ele faz tudo para que duvidemos... ü Da veracidade de Deus, Gn 3.1-5; ü Do amor de Deus, Jó 2.7-10; ü De nossa experiência com Deus, Mt 4.3. ü A dúvida dificulta a operação de Deus em nossas vidas, Mt 14.28-32; ü O homem que duvida é inconstante em todos os seus caminhos, Tg 1.6-8; ü Podemos obter vitória sobre a dúvida através de uma atitude de louvor, Rm 4.19-21; ü Jesus disse para termos fé em Deus, sem qualquer dúvida e, obteremos tudo o que quisermos, conforme a sua vontade! Mc 11.22-24; ü Tudo é possível ao que crê! Mc 9.23;
  18. 18. d. O Dardo da Culpa. Ap 12.10. Satanás tenta nos imobilizar usando a estratégia da acusação. Seu objetivo é manter sempre as nossas consciências sobrecarregadas com o peso da culpa. Ele está sempre procurando trazer a nossa memória a lembrança dos nossos erros e pecados passados. Seu propósito é nos roubar a paz e a confiança no Senhor, e nos fazer sentir rejeitados por Deus! No entanto, podemos ser vitoriosos sobre tudo isso! O texto de Apocalipse 12. 11, fala isso: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. Neste texto, nos temos as três atitudes de fé para vencermos o “dardo da culpa”: ü Fé na Eficácia do Sangue do Cordeiro. I Jo 1.7; Hb 9.14; Ef 2.13,14; ü Fé no Testemunho da Palavra. Ou seja, quando confessamos o que a Sua Palavra diz, a nosso respeito, vencemos todos os dardos inflamados do maligno. A incredulidade, a dúvida, o medo e a culpa caem por terra, e perdem o poder de nos afetar. Este é o escudo da fé. ü Rendição Completa à Deus. Isto significa que deixamos de confiar em nós mesmos, porque já “estamos mortos e a nossa vida está escondida com Cristo em Deus!”. Cl 3.3. 5.2. Tomando o Escudo da Fé, por meio da Confissão da Palavra Precisamos conhecer a nossa posição espiritual “em Cristo Jesus”. Somente a Palavra de Deus pode revelar “quem somos”; “o que temos” e “onde estamos “. Para uma melhor compreensão, vamos parafrasear alguns textos bíblicos, confessando a Palavra: “Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria”. Sl 27.3 “Mil cairão ao teu lado, e dez mil a tua direita, mas tu não serás atingido. Somente com os teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios”. Sl 91.7,8 “Toda a ferramenta preparada contra ti, não prosperará; e toda a língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor, e a sua justiça que vem de mim, diz o Senhor”. Is 54.17 “Porque, eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar”. Jr 1.18,19 “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; afim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”. Jo 15.16. “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, também intercede por nós”. Rm 8.33,34 “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”. Rm 8.37. A ARMADURA DE DEUS (Cont...) Efésios 6.17 Através do estudo sobre a “armadura de Deus” temos recebido o entendimento para compreender um importante aspecto da “Guerra Espiritual” – o aspecto da preparação do cristão, como um “soldado de Deus”. A batalha continua, temos que “tomar toda a armadura...” e avançar. Hoje, falaremos sobre mais uma peça importante: “o capacete da salvação”. 6. O Capacete da Salvação. “Tomai também o capacete da salvação,...” Ef 6.17a. A armadura do soldado romano era posta no chão, peça por peça, e o soldado ia vestindo as diversas peças de seu equipamento. Depois de totalmente protegido seu corpo, lhe era entregue por seu escudeiro, tanto o capacet e, como o escudo e a espada. Esse simbolismo é apropriado para explicar a origem dessas peças no sentido espiritual. O homem recebe-as da parte de Deus, não podendo obtê-las por seus próprios esforços. Podemos ver a origem divina das três peças, nos seguintes textos bíblicos: ü Salvação – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”. Ef 2.8 ü A Fé – “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Jd 3 ü A Palavra – “Dei-lhes a tua Palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. Jo 17.14. 6.1. A importância do “Capacete da Salvação”. O capacete serve para proteger a cabeça, a área mais exposta e vital do corpo humano. É na cabeça que está a sede de nossa mente: de onde fluem os pensamentos, as imaginações e a memória. Estas faculdades são terrivelmente visadas pelo inimigo. Satanás sabe que se ele puder semear os seus pensamentos na mente de uma pessoa, está ficará sob o seu domínio. Portanto, é aí que reside a importância de recebermos o “capacete da salvação”.
  19. 19. 6.2. O que é o “Capacete da Salvação”? Grande número de pessoas crentes se acha praticamente à beira da enfermidade mental porque pensam que perderam sua salvação – que a vida eterna já não lhes pertence mais. Crêem que cometeram algum pecado horrível, e o inimigo chega e diz: “Você cometeu o pecado imperdoável”. Ou, “você já cometeu este pecado muitas vezes e Deus não vai perdoá-lo desta vez”. Satanás procura usar até mesmo alguns versículos bíblicos fora do contexto, para nos oprimir com falsos argumentos de que Deus não nos ama. Ele tenta por todos os meios roubar a convicção de nossa salvação eterna. O Capacete da Salvação é a convicção da salvação. É a certeza absoluta de somos salvos por Cristo! A melhor maneira de tomarmos o “capacete da salvação” é fazendo um estudo da doutrina da salvação, tal como está revelada na Bíblia. O conhecimento dos fatos da salvação em Cristo é um antídoto eficaz “contra as astutas ciladas do Diabo” Ef 6.11. Três pontos fundamentais da “Doutrina da Salvação” a. A salvação é um dom gratuito de Deus, não depende das obras humanas, não é dada por merecimento, é fruto exclusivo da Graça de Deus! Rm 3.24; 6.23; Tt 2.11. b. A base ou fundamento de nossa salvação é o sangue de Jesus! Rm 3.25; Hb 9.12-14; 10.11, 12, 14, 19, 20; I Pe 1.18,19. c. Os rituais, os credos, os concílios e as religiões não podem salvar ninguém, mas Cristo pode salvar a todos que nele crêem! A fé em Cristo é o meio pelo qual tomamos posse da vida eterna! Jo 3.36; 20.31; At 4.12; 16.31; Ef 2.8. Três passos fundamentais para obter a salvação a. Arrependimento. É o reconhecimento de que somos pecadores. É a verdadeira tristeza pelo pecado, incluindo um esforço sincero para abandoná-lo! O arrependimento honra a lei de Deus! Mt 4.17; At 3.19. b. Fé em Cristo. É a firme confiança em que Cristo morreu pelos nossos pecados, que Ele nos amou e deu-se a Si mesmo por nós, tornando, assim o nosso Único e Todo Suficiente Salvador! Ap 1.5. c. Confissão. Rm 10.9,0; Mt 10.32. É a decisão de seguir a Cristo! Na Igreja apostólica o batismo em águas, era o marco inicial da confissão pública da fé em Cristo! At 2.38. 6.3. As Sete Certezas do Cristão que possui o “Capacete da Salvação”! Cada crente individualmente deve ter o seu próprio “capacete da salvação”. Ninguém pode emprestar o seu para o outro! Convicção é algo individual! Portanto, vamos nos apropriar agora mesmo das sete mais importantes certezas da vida cristã. Expressaremos as nossas convicções na primeira pessoa do singular, sempre alicerçados por textos bíblicos. a. Eu tenho a certeza de que Cristo está em minha vida, pois ouvi a sua voz e O recebi em meu coração! Ap 3.20; Jo 14.23. b. Eu tenho a certeza de que já experimentei o novo nascimento, Jo 1.12,13; 3.3. c. Eu tenho a certeza de que Deus já perdoou todos os meus pecados por meio de Cristo, e deles não mais se lembra! Is 43.25; Is 38.17; Hb 10.17. d. Eu tenho a certeza de que se um dia vier a “tropeçar” não ficarei prostrado, porque o Senhor me sustentará com a sua misericórdia e com o seu perdão! Sl 37.23,24; 103.10-14; Is 40.31; I Jo 2.1. e. Eu tenho a certeza de que sou uma “ovelha” do rebanho do Senhor, e ninguém jamais poderá me separar Dele! Jo 10.27-29; Rm 8.38,39. f. Eu tenho a certeza de que amo a Deus de todo o meu coração, por isso dependerei da Sua graça e, me esforçarei para ser-Lhe fiel! Mt 22.37, 38. g. Eu tenho a certeza de que para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho! Por isso, viverei todos os dias da minha vida para Ele com alegria! E, conservarei a feliz esperança e a convicção de que um dia estarei com Ele para sempre! Fp 1.2l-23. A ARMADURA DE DEUS (Cont...) Chegamos à última peça da armadura espiritual do cristão: “... A Espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”, Ef 6.17. Iniciaremos o estudo, mencionando os símbolos empregados à Palavra de Deus; depois, destacaremos a importância da Bíblia como um instrumento eficaz, para realização da Batalha Espiritual. 1. Símbolos Empregados à Bíblia · Luz – Sl 119.105. A mente e o coração do homem vivem em trevas, e necessitam do esclarecimento espiritual que a Bíblia oferece. · Espelho - Tg 1.23. A Palavra é comparada a um espelho, porque ela nos mostra quem somos. · Água – Jo 15.3; Ef 5.26. A figura nos lembra a pia em que os sacerdotes se lavavam antes de entrar no santuário para ministrarem ao Senhor. Fala do poder da Palavra para nos santificar. · Alimento – Jó 23.12; Jr 15.16; I Pe 2.2. A Palavra de Deus nutre a nossa alma e nos dá crescimento espiritual. Neste sentido, a Palavra é representada por diversos tipos de alimentos. Por exemplo: a) Leite, I Co 3.2; I Pe 2.2; b) Pão, Dt 8.3; c) Sólido mantimento, Hb 5.12,14; d) Mel, Sl 19.10. · Fogo e Martelo – Jr 23.29. Expressa o poder que a Palavra tem para purificar e quebrantar os corações. · Tesouro. Sl 119.72. Esse tesouro vem pela revelação do Espírito, primeiramente. “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação”. Ef 1.17. Devemos procurar entender a Bíblia sob luz da revelação do Espírito. Somente Ele conhece as coisas de Deus, I Co 2.10. Conforme certo pesquisador, a Bíblia toda possui 32.000 promessas! Imagine quanta riqueza há aí! Entre essas riquezas derivadas da Bíblia está a formação do caráter ideal, bem como a formação da vida cristã. É a Bíblia a
  20. 20. melhor diretriz de conduta humana; a melhor formadora de caráter. Os princípios que modelam nossa vida devem proceder dela. · Espada – Ef 6.17. Revela o a eficácia da Bíblia para desmantelar os projetos malignos. Precisamos deixar que a Palavra de Deus domine todas as esferas de nossa vida, nossos pensamentos, nossas emoções e assim molde todo o nosso viver diário. Assim o Espírito Santo terá o Seu instrumento implantado, e poderá operar eficazmente em nosso interior. Promessas de Deus se cumprirão, mediante a permanência da Palavra em nós. Jo 15.7. Na vida cristã e no trabalho do Senhor em geral, o Espírito Santo só nos lembra o texto bíblico preciso, se o conhecermos, Jo 14.16. O conhecimento da Palavra evita o fanatismo. A presença do Espírito Santo anula o formalismo. 2. A Bíblia como a Espada do Espírito Estudamos na lição passada que o Senhor já nos entregou a Sua Palavra (Jo 17.14). Agora sabemos que a Palavra é a Espada do Espírito, ou seja, a Bíblia é o “Instrumento do Espírito Santo” para a realização da Batalha Espiritual. Uma atitude correta para com a Palavra de Deus, como a Espada do Espírito, determinará o êxito de nossas conquistas espirituais. Algumas atitudes fundamentais: a. Devemos tê-la sempre conosco. Dt 17.19. Um soldado prudente jamais se apartará de sua “Espada”, porque enquanto a batalha está em andamento, a espada tem que estar à mão! Ne 4.16-18. Isso fala do contato constante que devemos ter com a Bíblia! b. Devemos tê-la sempre em nossos lábios. Js 1.8. Esta é uma arma diferente! Só funciona quando pronunciada! Observe que, enquanto Josué se preparava para a batalha, Deus lhe entregou esta estratégia! O Senhor lhe disse três coisas importantes: Primeiro: Medita nele dia e noite. A Palavra tinha que primeiramente estar em sua mente! Segundo: Tenhas cuidado e fazer conforme a tudo quanto nele está escrito. Este é o apelo à obediência! Terceiro: Fale! Falar é importante, mas deve ficar por último! Muitos, porém, não têm seguido esta ordem! Eis a razão, porque a “espada” de muitos não funciona! c. Devemos manejá-la corretamente! II Tm 2.15. A palavra grega para “manejar bem” é “orthotomeo”, e significa literalmente “cortar reto”, “endireitar”. Precisamos levar a sério o ministério de ensino na igreja. As falsas doutrinas têm causado muitos prejuízos no reino de Deus. Um dos sinais dos últimos dias é o surgimento dos falsos mestres e falsos profetas! I Tm 4.1; II Tm 4.3,4; II Pe 2.1-3. d. Devemos conhecer a sua eficácia e confiar no seu poder. Hb 11.3. Precisamos crer que a Palavra de Deus é uma arma verdadeiramente eficaz e poderosa. A Igreja de Deus não trabalha com “hipóteses”, mas com a “Verdade”! Nenhum “sofisma” ou “filosofia” humana, pode competir com a veracidade da Palavra Viva de Deus! ü Ela é Poderosa em Deus para a destruição das fortalezas de satanás, II Co 10.4; ü Ela é o Poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, Rm 1.16; ü Ela é o Poder e a Sabedoria de Deus, I Co 1.24; ü Ela é o Poder de Deus para a operação de milagres, Mt 8.8,13; Sl 107.20; ü Ela é “espírito e vida”, Jo 6.63; ü Ela é viva e eficaz; penetrante e reveladora, Hb 4.12. 3. Como Cristo Relacionou com a Palavra de Deus O Senhor Jesus aprovou a Bíblia: § Lendo-a, Lc 4.16-20; § Ensinando-a, Lc 24.27; § Chamando-a “A Palavra de Deus”, Mc 7.13; § Cumprindo-a, Lc 24.44; Na referência de Lc 24.44, Jesus pôs sua aprovação em todas as Escrituras do Antigo Testamento: “Lei, Salmos e Profetas” eram as três divisões da Bíblia nos dias em que o Novo Testamento ainda estava sendo formado. § Jesus afirmou que as Escrituras são a verdade, Jo 17.17; § Viveu e procedeu de acordo com elas, Lc 18.31; § Declarou que o escritor Davi falou pelo Espírito Santo, Mc 12.35,36; § Quando tentado por Satanás, usou somente a Palavra de Deus para derrotá-lo, Mt 4.4, 7, 10; Dt 8.3; 6.13,16.
  21. 21. 9 - ATITUDES QUE DEVEM SER EVITADAS NA GUERRA ESPIRITUAL Efésios 6.18 A Guerra Espiritual que está sendo travada hoje, não é nenhuma surpresa para o nosso Deus. Em Sua sabedoria e onisciência, Ele já fez todos os cálculos estratégicos para nos conduzir vitória! O Senhor Jesus Cristo veio a este mundo, enfrentou Satanás e o venceu! Agora temos que fazer a “operação limpeza”! As armas espirituais e a armadura de Deus fazem parte das provisões de Deus para o cumprimento de nossa tarefa. Todo o sucesso agora, só depende de nosso posicionamento espiritual. Chegou o momento de obedecermos a ordem do Espírito Santo. Ele diz: “... Para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo... E, havendo feito tudo, ficar firmes... Estai, pois firmes... Orando em todo o tempo...!”. Ef 6.11, 13, 14, 18. Veremos neste estudo, algumas atitudes que devem ser evitadas, durante a Batalha Espiritual: 1. EVITANDO A IGNORÂNCIA. (II Co 2.10,11). A ignorância é o instrumento mais eficaz do inimigo. Aqueles que desconhecem que está havendo uma guerra espiritual não servem de ameaça para Satanás e suas hostes malignas. Outros sabem que existe um conflito, mas desconhecem as estratégias de Deus para a nossa vitória. Essa é a razão, porque temos estudado sobre o assunto. 2. EVITANDO O MEDO. (Ap 2.10,11). Muitos líderes cristãos temem interiormente atirar-se contra o inimigo, de uma forma mais elevada e aberta. Na intenção de não “ofender ninguém” acabamos deixando o inimigo à vontade! Fazemos tudo para não sermos “inconvenientes”. Só que, enquanto isso o pecado se alastra diante de nossos olhos. Deixamos de defender o evangelho publicamente, enquanto o homossexualismo defende sua causa aberta e descaradamente. Temos que pregar a Palavra com urgência! Não podemos ter medo da crítica, ou da censura e, nem mesmo das perseguições do diabo! At 18.9-11; I Pe 4.14-16. Para vencermos o medo, temos que ter uma comunhão mais íntima com Aquele que venceu! Cl 2.15; Hb 2.14. 3. EVITANDO A ARROGÂNCIA ESPIRITUAL. (I Co 2.3-5). Nesta Guerra Espiritual contra o inimigo, não podemos confiar em nossa sabedoria ou intelectualidade. No instante em que subestimarmos o poder de satanás, perdendo o respeito por ele, poderemos ser mortos. Martinho Lutero, afirmou: “Na terra não há quem se iguale a ele”! Embora não devamos ter medo dele, precisamos respeitar o seu poder! O apóstolo Paulo foi um dos mais bem adestrado guerreiro espiritual. Através dele regiões inteiras foram libertas do poder de Satanás. Para que isso fosse possível, Deus teve que mantê-lo sob constante pressão espiritual, afim de que ele jamais perdesse a consciência de suas fragilidades, incapacidades e fraquezas. Dessa forma, Paulo viveu totalmente dependente de Deus! II Co 4.7-12; 12.7-10. 4. EVITANDO A RETÓRICA VAZIA. O simples exercício de repetir “slogans”, em voz alta, não derrotará Satanás. Se apenas dissermos: “Trindade é do Senhor Jesus!” e cruzarmos os braços, isso não mudará nada nas regiões celestiais! Declarar vitória, sem batalhar por ela, pode ter consequências sérias. Isso é retórica vazia! Puro triunfalismo! Não existem fórmulas mágicas no cristianismo! É necessário investir tudo, para termos uma vida consagrada à Deus! A Palavra de Deus só tem autoridade na boca do homem fiel! No plano espiritual, muitas vezes, aqueles que dizem que “têm” e que “são”, nada têm e nada são! Ap 3.17. E, muitos que dizem que não “são”, recebem a honra de Deus, Ap 2.9. 5. EVITANDO AS DIVISÕES. (Jo 17.21) Uma das estratégias mais bem sucedidas de Satanás é fazer alguns crentes pensarem que podem ser vencedores sozinhos. Ele usa a operação “dividir para enfraquecer”! Mt 12.25. Qualquer pessoa que ficar isolada da Igreja irá invariavelmente entrar no processo do vazio e esfriamento espiritual. Aqui entra também a questão, das “novas igrejas” que surgem na cidade, causando divisões aos grupos de crentes já estabelecidos. O trabalho de proselitismo é diabólico. Deus abomina qualquer pessoa que provoque divisões entre o Seu povo! Pv 6.16-19. O Diabo, porém, tem uma afeição mui especial, pelas divisões! Todo o cristão tem que ter um compromisso sério com a sua igreja. Tem que saber que os problemas que surgem, é apenas, para provar sua fé, e, consequentemente levá-lo ao amadurecimento espiritual. Nenhum crente pode virar às costas para a sua congregação e se ajuntar a outro grupo, sem qualquer motivo que justifique! Se alguém abandonar sua igreja por mágoas ou por desrespeito aos líderes, sairá levando um pecado que não foi resolvido. Esta atitude será uma brecha aberta para satanás operar lá na frente! A derrota desta pessoa não tardará! Paulo, fala que temos que praticar o perdão, para não sermos vencidos por satanás! II Co 2.10. Nenhum irmão pode dizer que não precisa de sua igreja! Nenhum de nós pode sobreviver espiritualmente sem a comunhão fraterna dos irmãos! I Co 12.20-26.
  22. 22. Aja sempre como parte integrante da sua igreja. Não isole da comunhão! Jesus prometeu estar presente no meio da Sua Igreja! 6. EVITANDO A FALTA DE COBERTURA ESPIRITUAL. (Ef 6.18-20). O ponto anterior nos conduz a este. A Igreja unida deve estar debaixo da liderança espiritual de seus líderes. Deus nomeou os pastores e obreiros de Sua Igreja para supervisionar as frentes de combate na Guerra Espiritual. Sem esse vínculo com os seus líderes e com a Igreja você ficará aberto e vulnerável aos ataques severos do maligno. Paulo entendeu a importância da cobertura espiritual. Por isso rogava aos irmãos que orassem continuamente por ele e por seu ministério. O apóstolo Pedro, sabia que era fundamentalmente importante, transferir o encargo das necessidades sociais da igreja para o corpo diaconal, e ocupar-se unicamente com a oração e o ministério da Palavra, At 6.1-4. A função primordial da liderança da igreja é oferecer cobertura espiritual para cada membro do Corpo de Cristo! Cada crente precisa saber que a benção explícita do pastor, além de ser uma cobertura espiritual, constitui também numa força espiritual de bênçãos sobre a sua vida! Os pastores e obreiros, por sua vez, devem estar unidos num mesmo parecer, orando uns pelos outros!
  23. 23. 10- MATURIDADE CRISTÃ Ef 4.11-16 O ideal para a vida cristã é chegar à maturidade. A vida cristã passa naturalmente por várias etapas: O novo nascimento, a infância, a juventude e a maturidade espiritual. Não há nada de errado "passar" pela "infância espiritual", e prosseguir crescendo! Mas, seria alarmante para uma mãe verificar que, depois de quatro anos o seu lindo bebê, ainda continua bebê. Isto seria uma anomalia. No âmbito espiritual é a mesma coisa. Nós nascemos de novo para crescer! Esta é a Lei da Vida – todo ser vivo nasce para o crescimento, até à maturidade. Conforme escreveu Paulo em Ef 4.14, a principal característica do "menino" é a inconstância! Uma criança sempre "oscila de um extremo ao outro", e, jamais se firma em um "ponto de equilíbrio". O processo para se chegar à maturidade espiritual, consiste em diminuirmos cada vez mais essa "oscilação", avançando gradativamente para uma vida de propósitos firmes e constantes. Neste estudo, vamos analisar os quatro pontos extremos, em que a vida cristã comumente tende oscilar. São eles: 1. Emocionalismo # Racionalismo; 2. Tradicionalismo # Modernismo; 3. Legalismo # Liberalismo; 4. Fanatismo # Formalismo. 1. Racionalismo # Emocionalismo 1.1. O Racionalismo é a tentativa de se compreender tudo que diz respeito à vida cristã e a sua espiritualidade de forma intelectual. É a ênfase exagerada sobre o potencial da mente, como o único meio para empreender a busca da verdade. É o desprezo pela revelação de Deus, que tem por base as faculdades do espírito. O cristão que tende para o racionalismo terá muita dificuldade para aceitar os milagres. E, com certeza nunca conseguirá estabelecer um relacionamento profundo com o Espírito Santo. Paulo trata dos perigos do racionalismo nos capítulos 1 e 2 de I aos Coríntios. Vejamos alguns pontos importantes: a. I Co 1.19 – O sentido aqui não é que Deus condene o uso da mente, absolutamente, pois foi Ele mesmo quem deu esta capacidade ao homem. O que deve ser aniquilado é o racionalismo; b. I Co 1.26 – "Sábios segundo a carne", refere-se ao racionalismo; c. I Co 2.4-6 – A pregação de Paulo não era baseada no intelectualismo; d. I Co 2.9,10 – A revelação de Deus comunica conhecimentos mais profundos do que aqueles que a mente pode entender, conf. Mt 11.25; e. I Co 2.14,15 – O racionalista é chamado de "homem natural". 2.1. O Emocionalismo tem por base as emoções e os sentimentos puramente humanos. A vida cristã é cheia de emoções, entretanto, não está fundamentada nessas emoções. Muitos que não entendem isto, e que procuram estabelecer um relacionamento com Deus à base das emoções, começam logo cedo a ter os seus conflitos espirituais. Os nossos sentimentos mudam facilmente, e por isso não servem para arbitrar o nosso relacionamento com Deus. O emocionalismo está presente na vida e experiência de praticamente todos os crentes recém convertidos. Eles querem encontrar Deus em seus "arrepios" e em suas "lágrimas". E quando isto não acontece, chegam até a duvidar da existência de Deus. Estão sempre procurando provas palpáveis para comprovarem suas experiências espirituais. Às vezes têm a animação para mudar o mundo todo, e pouco depois duvidam de sua própria salvação. Em I Co 1.22, Paulo fala dos dois extremos: O Judeu emocionalista que exigia sinais para crer, e dos gregos racionalistas que exigiam explicações intelectuais. O Ponto de Equilíbrio através do Viver Cristão baseado na Fé, Rm 1.17. A vida cristã pela fé não exclui as emoções legítimas, nem a razão! Usamos a mente em nossa consagração efetiva à Deus, Rm 12.1,2, e a emoções são bem vindas quando acontecem como consequência dos atos da fé. O cristão que aprende as lições do viver pela fé, alcança maturidade nas seguintes áreas: a. Hb 3.14 - Torna-se participante de Cristo:
  24. 24. b. Hb 11.27 - Fica firme; c. Hb 11.33,34 - Vence, tirando "forças da fraqueza". Conf. II Co 12.9,10 d. I Pe 5.8,9 - Resiste às tentações do diabo. 2. Tradicionalismo # Modernismo 2.1. O tradicionalismo é o apego aos costumes e lendas antigas, transmitidas de geração à geração. Conceitos ligados ao passado. O Judaísmo da época de Jesus estava eivado de tradições humanas que não tinham nenhum valor espiritual., e, estavam em total confronto com a Palavra de Deus, Mt 15.2,3,6. · O tradicionalismo tem, na verdade, uma aparência de humildade e sabedoria, mais é totalmente inútil do ponto de vista espiritual, Cl 2.20-23. · Pode conduzir à hipocrisia e a adoração vã, Mt 15.7-9. · É considerado como uma "vã maneira de viver", I Pe 1.18. · Devemos ter o cuidado com sua subtileza, Cl 2.8. · Paulo antes sua conversão era um tradicionalista do judaísmo, Gl 1.14. 2.2. Modernismo é a tendência para aceitar inovações. É a facilidade para adotar idéias e práticas modernas que o uso ainda não consagrou. É o extremo do tradicionalismo. 2.3. O Conflito de gerações é um fenômeno bastante comum, resultante destes dois pontos extremos: tradicionalismo e modernismo. Trata-se da dificuldade que os nossos avós e pais tiveram em aceitar os nossos comportamentos e costumes, quando éramos jovens. É o mesmo conflito que temos hoje, com relação aos nossos filhos. Quem está correto neste conflito? – Geralmente ninguém está correto! Os pais se posicionam num extremo, e os filhos noutro: Um rejeita os valores do outro, e ambos apontam defeitos mútuos. – Isto se chama O Conflito das Gerações! Precisamos procurar os pontos de equilíbrio, para uma autêntica espiritualidade, por exemplo: a. Existem tradições que não podem ser rejeitadas, II Ts 2.15; 3.6; b. Existem ensinos que não podem ser mudados, II Tm 3.14; c. Existem fundamentos que não podem ser removidos, I Co 3.11; II Tm 2.19. d. Nem toda novidade é a fiel expressão da verdade, II Tm 4.3,4. e. Os métodos de pregação podem mudar, mas o Evangelho jamais pode mudar Gl 1.8; I Co 9.22. Precisamos conciliar o "espírito conservador", com o "espírito criativo", fugindo tanto do tradicionalismo, quanto do modernismo. 3. Legalismo # Liberalismo 3.1. Legalismo é o apego à Lei, na tentativa de se auto justificar-se por meio das obras. Ênfase sobre o esforço humano em agradar à Deus. a. O legalismo dá uma importância exagerada às normas e as regras que regem as aparências exteriores, Fp 3.4-6. Mas, para Deus as aparências não definem a verdadeira espiritualidade, I Sm 16.7; Jo 7.24; II Co 5.12: 10.7; II Tm 3.5. b. O legalismo faz julgamentos sem amor e sem misericórdia. A exemplo de Paulo que, escudado em seu legalismo, perseguia cruelmente a Igreja, At 9.1,2; c. O legalismo faz acepção de pessoas, Gl 2.11-14. Deus não faz, At 10.34. 3.2. Liberalismo está relacionado com a liberdade pessoal. Com o desprezo à toda a sorte de regras e disciplinas pessoais. Assim como no legalismo a ênfase recai sobre a lei, no liberalismo a ênfase recai sobre a Graça.
  25. 25. É a defesa sobre uma liberdade irresponsável! 3.3. O Equilíbrio neste ponto, está nos seguintes passos: a. Quando Paulo foi acusado de pregar sobre uma "graça irresponsável", sua resposta foi clara, Rm 5.20; 6.1-4; b. Estamos livres do jugo da lei, Gl 5.1, porém, não devemos usar desta liberdade para dar ocasião à carne, Gl 5.13; c. A mesma Graça que nos salva também nos ensina a viver de forma pura, Tt 2.11-14; Hb 12.28. 4. Fanatismo # Formalismo 4.1. Fanatismo é um zelo religioso excessivo, cego, intolerante. É a expressão de uma fé doentia e infantil. O fanatismo religioso tem produzido grandes tragédias na vida espiritual. A Igreja de Corinto começou entrar pelo caminho do fanatismo. Não obstante possuir as manifestações dos dons do Espírito Santo, I Co 1.5,7, era uma igreja infantil, carnal e cheia de divisões, I Co 1.11-13; 3.1,3. O fanatismo religioso tem aparências de espiritualidade, mas, em sua essência é totalmente mundano, I Co 5.7. 4.2. Formalismo é uma oposição a tudo o que é expontâneo e natural. Refere-se a tudo o que é programado, que obedece a regras fixas e inflexíveis. O formalismo religioso pode privar o homem de certas experiências com Deus. Pode tornar a fé cristã fria e sem espiritualidade. Numa igreja formalista, o Espírito Santo de Deus jamais terá liberdade para realizar grandes obras. Podemos notar esta tendência na Igreja de Tessalônica, I Ts 5.17,19 e 20. Devemos ser fervorosos no espírito, servindo ao Senhor, Rm 12.11 4.3. O Equilíbrio para essa oscilação é o amor. Doutrinando a Igreja de Corinto, Paulo recomendou o amor, como a virtude espiritual de equilíbrio, I Co 12.31. Ou seja, onde há amor não haverá fanatismo nem formalismo.

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