A importância da formação de Professores

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A importância da formação de Professores

  1. 1. Internet e Educação Participação no fórum As intervenções do José abordam um ponto-chave da problemática emanálise: a adequada formação de professores, sem a qual a dinamização daMoodle como área de trabalho não será possível. As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) constituem-se comouma ferramenta incontornável para aprender nesta nova era, assumindo umpapel insubstituível na preparação das novas gerações para a Sociedade doConhecimento, sendo que Hargreaves, Earl & Ryan (2001: 189) asconsideram, “talvez mais do que qualquer outra inovação (…), um recursopoderoso para reestruturar a escola”. Acrescentam, no entanto, que nemsempre a tecnologia melhora o processo de ensino-aprendizagem: “Quandoesta se limita a adicionar figuras e sons a palavras e números, a tecnologiacontinua a basear-se num modelo de aprendizagem que vê a mente como umreservatório a ser preenchido.” Assim, são inúmeros os autores que consideram os professores como osprincipais agentes de mudança do sistema educativo. Lagarto (2007) considera que eles cumprem uma função pró-activa desuma importância no sentido de incorporar os novos instrumentos emetodologias disponíveis. A formação dos docentes em TIC desempenha,assim, um papel imprescindível no sentido de alterar as práticas lectivas, aindademasiado magistrais, orientando-os para novas abordagens estratégicas, emque o computador seja uma ferramenta ao serviço das aprendizagens dosalunos e não apenas facilitador de instrução. Passar a utilizar com os alunos as ferramentas informáticas com que eles já estão familiarizados de algum modo, é o grande desafio. Os professores devem saber utilizar as ferramentas informáticas ao seu dispor e, mais do que as dominar tecnicamente, devem saber utilizá-las nos processos de aprendizagem dos seus alunos, seja no espaço escolar seja fora dele. (…) E isso implica que o professor deva dominar muito mais que as funcionalidades dos softwares triviais, sejam eles de processamento de texto ou de apresentação multimédia. (pp.9 e 11) Hargreaves, Earl & Ryan (2001) acrescentam ainda que “As tentativas demudança nas escolas terão pouco ou nenhum impacto nos estudantes se nãoafectarem o modo como os professores ensinam e a forma como os jovensaprendem. (…) Tal como os estudantes, a aprendizagem dos professores éinfluenciada (…) pela sua disponibilidade e oportunidade para se envolveremactivamente em qualquer nova aprendizagem.” (p. 184) Sendo inegável o esforço realizado, nos últimos anos, no sentido de umageneralização da formação em TIC, na realidade, tal não conduziu à suaefectiva e adequada utilização nos processos de ensino-aprendizagem.Reconhecendo um aumento da sua utilização, Brito et al. (2004, cit. in Lisbôa etal., 2009: 46) referem que “o tipo de uso que é feito das tecnologias é muitoElisabete Viana 1
  2. 2. Internet e Educação Participação no fórumredutor em termos do seu verdadeiro potencial”. A este propósito, Paiva (2007,citando Salomon, 2002, e Dias, 2004) refere o seguinte: “(…) a tecnologia,sempre útil (…) não [é] “mágica”, como se o simples facto de os computadoresterem entrado na sala de aula fizesse o milagre acontecer, embora presente e,por vezes, até abundante, não é de per si mais-valia, uma vez que não temgrande reflexo nas práticas educativas.” (p. 212) Brito et al, 2004; Moreira et al, 2005; Fernandes, 2006; Alves, 2008 (cit. inLisbôa e tal., 2009: 46) revelam que as TIC continuam a ser pouco utilizadaspara a criação de ambientes de aprendizagem construtivistas, centrados nosalunos e nos processos de construção partilhada do conhecimento.Corroborando estas constatações, Lisbôa et al. (2009) citam diversos estudosque tentaram compreender as dificuldades e barreiras à integração das TIC emcontexto educativo, sendo que, embora sejam reportados obstáculos denatureza diversa, o denominador comum é a falta de formação dosprofessores, tanto ao nível da formação inicial como contínua. No que concerne o primeiro aspecto, Costa et al (2008, cit. in Lisbôa etal., 2009) referem, como razão fundamental, a insuficiente preparaçãoministrada pelas instituições responsáveis pela formação inicial de professores,que se restringem, a maioria das vezes, à aprendizagem das própriastecnologias sem perspectivar uma utilização integrada nas actividadescurriculares. No que concerne o segundo aspecto, Brito Duarte e Baía (2004, cit. inLisbôa et al., 2009) salientam duas linhas orientadoras na formação contínuade professores em Portugal: “a da alfabetização informática”, que permite ocontacto com software e aplicações informáticas; “a da integração curricular(disciplinar ou interdisciplinar)” que parte da vivência profissional dosprofessores, procurando criar contextos para o “uso de ferramentascomputacionais específicas para as diferentes áreas do saber”. Os autores acrescentam que, por um lado, que a formação deprofessores deveria evoluir no sentido dos formandos terem um papel maisactivo em termos de definição e organização dos seus percursos de formação,e por outro que as experiências formativas deveriam ser integradas em“contextos educativos e curriculares” Brito et al (2004, cit in Lisbôa etal.,2009:46). Esta contextualização, segundo os mesmos, faria com que aaprendizagem sobre as ferramentas e serviços informáticos fosse maissignificativa, assumindo-as como instrumento transformadores das práticaseducativas (citando King, 2002), e ao mesmo tempo, poderosas ferramentas aoserviço do desenvolvimento profissional dos professores (citando Ponte,Oliveira & Varandas, 2003; Hokanson & Hooper, 2004; Mayo, Kajs & Tanguna,2005).Elisabete Viana 2
  3. 3. Internet e Educação Participação no fórum Pelo exposto, e de acordo com as respostas dadas pelos professores queintegravam a amostra do seu estudo, Lisbôa et al. (2009) tiraram, entre outras,a seguinte conclusão:  o domínio de competências no âmbito das TIC é importante para o uso da Moodle.Referências:Hargreaves, A., Earl, L., Ryan, J. (2001). Educação para a mudança. Reinventar a escola para os jovens adolescentes. Porto: Porto Editora.Lagarto, J. (2007). A escola, a sociedade de informação e as TIC. In J. Lagarto (org.), Na rota da sociedade do conhecimento (pp. 7-13). Lisboa: Universidade Católica Editora.Lisbôa, E., Jesus, A., Varela, A. M., Teixeira, G., & Coutinho, C. (2009). LMS em Contexto Escolar: estudo sobre o uso da Moodle pelos docentes de duas escolas do Norte de Portugal. Revista Educação, Formação & Tecnologias, 2(1), 44-57. Disponível em http://eft.educom.pt.Paiva, J. (2007). Expectativas e resistências face às TIC na escola. In F. Costa, H. Peralta, & S. Viseu (Eds.), As TIC na Educação em Portugal - Concepções e Práticas (pp. 201-213). Porto: Porto Editora.Elisabete Viana 3

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