Os Valores e a Acção Humana
Os Valores e a Ação Humana
Os Valores Os valores não são coisas: Os valores não sãoobjetos, nem pessoas, nem situações. Essas coisas éque são valiosa...
Os ValoresValorar significa reconheceralgo como valioso, no sentidode sermos nós a atribui-lhe umvalor emitindo um juízo d...
Tipos de Valores  Natureza             Tribo (cultural)        Arte (estético)  (ecológico)                               ...
Características dos ValoresBipolaridade: O Homem estima positiva ounegativamente. Isto quer dizer que osvalores possuem um...
Características dos ValoresHierarquia: todos os valores valem, masuns valem mais que outros, ou seja, osvalores surgem dis...
Hierarquia dos Valores
Juízos de Fato e Juízos de Valor            Quando      valorizamos            alguma      coisa    ou            alguém, ...
Juízos de Fato e Juízos de ValorFato: É o que é em si mesmo, isto é, fato é oque acontece. Por ser o que acontece é o real...
Juízos de Fato e Juízos de ValorValor: é o que deve ser, pelo que não pode serverificável, nem pode ser verdadeiro nem fal...
Juízos de Fato e Juízos de Valor        NO ENTANTO: Não se pode        separar fato de valor uma vez        que, quando em...
Juízos de Fato e Juízos de ValorEM SUMA: Os objetos, os fatos e as circunstâncias, isoladamente, não passam disso mesmo; m...
A AÇÃO HUMANA     AS PESSOAS REVELAM AS SUAS    PREFERÊNCIAS, OS SEUS VALORES,       QUANDO TOMAM DECISÕES.O que é tomar d...
A Ação HumanaAgente: sujeito da ação; é ator e ator daação; quer agir (voluntariamente) paraalcançar um fim.              ...
A Ação Humana Decisão: implica deliberação [avaliação dasituação (contexto) e ponderação dos prós edos contras – com base ...
A Ação Humana e o Futuro        A Ação Humana consiste       sempre numa escolha entre,       no mínimo, duas alternativas...
A Acção Humana e a Liberdade As situações que estão determinadas à partida(por exemplo, o Sol nascerá amanhã) não nosdão h...
Liberdade e Responsabilidade Liberdade e Responsabilidade implicam-se mutuamente:Responsabilidade        implica    Liberd...
Condicionantes da Ação Humana     Condicionantes internas: físicas,        biológicas e psicológicasA ação humana é condic...
Condicionantes da Acção HumanaCondicionantes externas: históricas, sociais e                 culturaisSomos condicionados ...
APESAR DESTAS CONDICIONANTES, O  HOMEM NÃO DEIXA DE SER LIVRE.O Homem tenta sempre superar as suascondicionantes.    É    ...
APESAR DESTAS CONDICIONANTES, O  HOMEM NÃO DEIXA DE SER LIVRE.É por este motivo que, por exemplo, umapessoa paraplégica já...
ATIVIDADE DO MÓDULO DE ÉTICA            CAPÍTULO 01RESPONDER AS QUESTÕES DAS PÁGINAS 10,11 E 12.ESCOLHER ENTRE AS QUESTÕES...
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  1. 1. Os Valores e a Acção Humana
  2. 2. Os Valores e a Ação Humana
  3. 3. Os Valores Os valores não são coisas: Os valores não sãoobjetos, nem pessoas, nem situações. Essas coisas éque são valiosas, ou seja, adquirem um determinadovalor a partir da sua relação com o Homem. Ex.: Umpão não é um valor, mas adquire valor se eu o quisercomer (valor útil se eu estiver com fome, ou valor doagradável se eu o quiser comer, só por prazer, mesmosem fome).Os valores são dependentes: Os valores não temexistência própria, não são objetos, mas necessitamdos objetos como suporte.Os valores são subjetivos: Os valores dependemtotalmente do sujeito, das suas preferências eapreciações valorativas. É o sujeito que atribui umvalor, isto é, um significado ao objeto, sendo queeste, sem a apreciação do sujeito, não tem qualquervalor.
  4. 4. Os ValoresValorar significa reconheceralgo como valioso, no sentidode sermos nós a atribui-lhe umvalor emitindo um juízo devalor. A experiência valorativaimplica que o mundo deixe deser indiferente para o Homem eque o Homem opte, aprecie,escolha, dando sentido à suaexistência.
  5. 5. Tipos de Valores Natureza Tribo (cultural) Arte (estético) (ecológico) Líder espiritual (religioso) Carro (material) Presidente de um país (político) Campo de concentração (saúde/vital) Amor (sentimental) Escola (educacional)Dinheiro (econômico)
  6. 6. Características dos ValoresBipolaridade: O Homem estima positiva ounegativamente. Isto quer dizer que osvalores possuem um pólo positivo e um pólonegativo, que se opõem mutuamente.Exemplo: o belo opõe-se ao feio, a justiça àinjustiça, a riqueza à pobreza, etc.Enquanto que o valor positivo recebe a nossapreferência e adesão, o valor negativomanifesta-se porque nos causa rejeição erepulsa.
  7. 7. Características dos ValoresHierarquia: todos os valores valem, masuns valem mais que outros, ou seja, osvalores surgem dispostos numa escala que vaida menor para a maior importância.Além de o Homem atribuir uma escala devalores (hierarquização), as comunidadestambém as atribuem. No entanto, esta escalanão é estática mas sim dinâmica, tal como sãodinâmicas as sociedades e as culturas. Se nãofosse dinâmica, isto é, se o Homem nãoquestionasse criticamente a sua escala devalores assim como a da comunidade em quese insere, o Homem pararia na história,afastando-se desta e do desenvolvimento dahumanidade. (Charge)
  8. 8. Hierarquia dos Valores
  9. 9. Juízos de Fato e Juízos de Valor Quando valorizamos alguma coisa ou alguém, emitimos um juízo de valor, ou seja, dizemos que algo tem valor. Os juízos de valor distinguem-se dos juízos de fato.
  10. 10. Juízos de Fato e Juízos de ValorFato: É o que é em si mesmo, isto é, fato é oque acontece. Por ser o que acontece é o real,podendo descrever-se e ver se é verdadeiro oufalso (por exemplo, 42 adultos nesta sala, é umfato).É um acontecimento objetivo e exterior aosujeito, e implica um consenso, um acordoentre os sujeitos (por exemplo, se for verdadeque estão 42 adultos, todos aceitam econcordam com esse fato).
  11. 11. Juízos de Fato e Juízos de ValorValor: é o que deve ser, pelo que não pode serverificável, nem pode ser verdadeiro nem falso(por exemplo os 42 adultos desta sala sãotodos muito bonitos, a beleza é um valor queeu atribuo aos adultos e outras pessoas podemnão atribuir, podem discordar da minhaopinião.) O valor resulta do preferível e por issoé subjetivo e relativo ao próprio Homem quevalora. Não implica consenso e mostra arelação que o Homem tem com o mundo (o queele valora).
  12. 12. Juízos de Fato e Juízos de Valor NO ENTANTO: Não se pode separar fato de valor uma vez que, quando emito um juízo de fato não emito qualquer preferência valorativa, mas quando emito um juízo de valor, o valor ou desvalor que atribuo é sempre em relação a um fato (situação, acontecimento, etc., ou seja, algo concreto).
  13. 13. Juízos de Fato e Juízos de ValorEM SUMA: Os objetos, os fatos e as circunstâncias, isoladamente, não passam disso mesmo; mas na sua relação com o Homem deixam de ser simples objetos, fatos e circunstâncias para passarem a ter uma realidade diferente, ou seja, passam a possuir um determinado valor. Assim, a realidade, na sua relação com o Homem, transforma-se ela mesma em mundo humano, por lhe atribuirmos valores.
  14. 14. A AÇÃO HUMANA AS PESSOAS REVELAM AS SUAS PREFERÊNCIAS, OS SEUS VALORES, QUANDO TOMAM DECISÕES.O que é tomar decisões? Tomar decisões éoptar por um caminho em detrimento de outro.E essa opção, essa escolha, realiza-se combase nos nossos valores. Quandoescolhemos, quando optamos, estamos aAGIR.A AÇÃO HUMANA: Os conceitos que permitemcaracterizar a ação humana apareceminterligados, em relação recíproca de tal modoque apenas podem compreender-se uns pelosoutros.
  15. 15. A Ação HumanaAgente: sujeito da ação; é ator e ator daação; quer agir (voluntariamente) paraalcançar um fim. Tem uma... Intenção: projeto do agente (responde àpergunta “o quê?); é o propósito da ação;antecipa possibilidades realizáveis (a intençãotem que por em causa se se pode ou nãorealizar). É objeto de uma...
  16. 16. A Ação Humana Decisão: implica deliberação [avaliação dasituação (contexto) e ponderação dos prós edos contras – com base numa valoração(atribuir um bom ou mau valor a...]; conduz auma escolha entre várias alternativas. Encontra a sua explicação nos... Motivos: (explica o porquê de termosrealizado a ação; responde à pergunta “porquê?”, uma vez que não há ações gratuitas,sem motivo, realizadas ao acaso); consistenas razões que levam à ação; concretiza-se naexecução.
  17. 17. A Ação Humana e o Futuro A Ação Humana consiste sempre numa escolha entre, no mínimo, duas alternativas. Quando optamos, ou seja, escolhemos, por uma dessas alternativas influenciamos sempre, positiva ou negativamente, o nosso futuro. Por exemplo, quando opto por estudar, faço-o a pensar num futuro melhor. Por este motivo, podemos dizer que as nossas ações constituem escolhas para o futuro.
  18. 18. A Acção Humana e a Liberdade As situações que estão determinadas à partida(por exemplo, o Sol nascerá amanhã) não nosdão hipótese de escolha.Pelo contrário, a nossa escolha por uma dadasituação (comer a carne ou o peixe ao almoço)não está determinada à partida.Por este motivo, nós podemos escolher e decidir-nos pela possibilidade que consideramos melhor,ou seja, mesmo que nos seja imposta umadeterminada situação, podemos sempre escolhercomo agir nessa mesma situação.Assim, a minha liberdade manifesta-se no fato deter tomado uma determinada decisão emdetrimento de outra que poderia ter tomado.
  19. 19. Liberdade e Responsabilidade Liberdade e Responsabilidade implicam-se mutuamente:Responsabilidade implica Liberdade:Somos livres e, por isso, responsáveis. Somoslivres para escolher realizar ou não umdeterminado ato, logo, temos que responderpor essa escolha e pelas suas consequências.Liberdade implica Responsabilidade:Somos livres porque somos responsáveis. Só épossível conceber a liberdade para seresresponsáveis, isto é, para seres que assumeme respondem pelos seus atos.
  20. 20. Condicionantes da Ação Humana Condicionantes internas: físicas, biológicas e psicológicasA ação humana é condicionada pelos próprioslimites do Homem.Somos condicionados pela forma do nossocorpo e pelo modo como o nosso corpofunciona;Somos condicionados por motivaçõesprimárias de natureza biológica (temos decomer, beber, dormir, entre outras).Somos condicionados pelos nossos estadosde espírito (fator afetivo, emoções,sentimentos positivos ou negativos, etc.).
  21. 21. Condicionantes da Acção HumanaCondicionantes externas: históricas, sociais e culturaisSomos condicionados pelo contexto histórico,pelo tempo e pelo espaço em que vivemos: deépoca para época o Homem sofre alterações,apresenta modificações de várias ordens.Somos condicionados pelo ambiente social emque nascemos, crescemos e vivemos. A sujeição àsregras sociais que orientam o nossorelacionamento com os outros influencia,condiciona o nosso comportamento.Somos condicionados pela cultura. Cada culturacondiciona a ação individual através dos padrõesculturais (valores, crenças, tradições, hábitos ecostumes) que impõe aos seus membros.
  22. 22. APESAR DESTAS CONDICIONANTES, O HOMEM NÃO DEIXA DE SER LIVRE.O Homem tenta sempre superar as suascondicionantes. É por ser um seressencialmente livre, que o Homem temcapacidades de superar, ou pelo menos, tentarsuperar, algumas das suas condicionantes. Defato, apesar que o Homem estar determinadopelas suas limitações, ele é, ainda, um ser livreque não pode nunca negar a sua liberdade.Mas, além de ser livre, o Homem é também umser em aberto que está em constanteconstrução de si próprio e do mundo que orodeia. Ao contrário dos animais, o Homem éum ser em permanente insatisfação que tentasempre ir mais além e que tenta superar o quecondiciona a sua ação.
  23. 23. APESAR DESTAS CONDICIONANTES, O HOMEM NÃO DEIXA DE SER LIVRE.É por este motivo que, por exemplo, umapessoa paraplégica já pode, hoje em dia, nadare fazer corridas de cadeiras de rodas comoutras pessoas paraplégicas; ou, outroexemplo, por não ser capaz de voar, o serhumano inventou o avião, entre outros.Assim, consoante as possibilidades que possui,o ser humano tenta sempre ir mais além doque aparenta ser capaz.
  24. 24. ATIVIDADE DO MÓDULO DE ÉTICA CAPÍTULO 01RESPONDER AS QUESTÕES DAS PÁGINAS 10,11 E 12.ESCOLHER ENTRE AS QUESTÕES 5 E 6(TEMA 1OU TEMA 2), DA PÁGINA 13, PARA SERRESPONDIDA NO CADERNO.FAZER UMA SÍNTESE DA IDEIA DEFENDIDA.

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