Aula CRP-0420-2016-04: Big Data 2

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Aula 05 de Comunicação Digital: Big Data e livre-arbítrio

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Aula CRP-0420-2016-04: Big Data 2

  1. 1. COMUNICAÇÃO
 DIGITAL CRP-0420 AULA 05: BIG DATA E LIVRE ARBÍTRIO
  2. 2. PROGRAMA: 4/8 - CONTEXTO 11/8 - PÓS-MODERNO E EMERGÊNCIA 18/8 - DEBATES 1 25/8 - BIG DATA 1/9 - DATA SCIENCE E LIVRE ARBÍTRIO 8/9 - SEMANA DA PÁTRIA 15/9 - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 22/9 - VR, AR 29/9 - DEBATES 2 6/10 - IoT E SMART CITIES 13/10 - DATASFERA E DATACRACIA 20/10 - CIBERATIVISMO, HACK E CODE 27/10 - DEBATES 3 3/11 - EDUCAÇÃO 10/11 - INTERFACES 17/11 - UX/UI, VR, AR 24/11 - PECHA KUCHA 1 1/12 - PECHA KUCHA 2
  3. 3. DATA
  4. 4. SCHRÖDINGER: EFEITO OBSERVAÇÃO E INFLUÊNCIA.
  5. 5. BASE DE DADOS: ALIMENTAÇÃO DE UMA 1ª FASE: FUNCIONÁRIOS 2ª FASE: USUÁRIOS 3ª FASE: MÁQUINAS
  6. 6. DATACRACIA • BIG DATA PODE ÚTIL PARA A TOMADA DE DECISÕES RACIONAIS. USADA DE FORMA IMPRUDENTE, PODE SE TORNAR UM INSTRUMENTO DE REPRESSÃO, CONTROLE OU RETALIAÇÃO. • DECISÕES ESTRATÉGICAS SÃO TIRADAS DE DADOS VÁLIDOS EM UM CONTEXTO VÁLIDO. QUANDO ALGUMA DESSAS CONDIÇÕES NÃO É VERDADEIRA OU NÃO PODE SER VERIFICADA, O RESULTADO PODE SER, NO MÍNIMO, IRRELEVANTE. OU PIOR, PERIGOSO.
  7. 7. QUESTÃO ÉTICA COMO FICA A DE BIG DATA?
  8. 8. BARRY SCHWARTZ PARADOXO DA ESCOLHA • AUTONOMIA E LIBERDADE DE ESCOLHA SÃO FUNDAMENTAIS PARA O BEM-ESTAR SOCIAL
 • ESCOLHA É FUNDAMENTAL PARA A AUTONOMIA. 
 • PAÍSES RICOS TEM MAIS OPÇÕES DO QUE QUALQUER OUTRO POVO OU ÉPOCA E, PORTANTO, MAIOR LIBERDADE E AUTONOMIA PRESUMIDAS, MUITOS NÃO PARECEM SE BENEFICIAR PSICOLOGICAMENTE DELA.
  9. 9. PARADOXO DA ESCOLHA • A FELICIDADE É AFETADA PELO SUCESSO OU FRACASSO DA REALIZAÇÃO DO OBJETIVO. AS PRINCIPAIS QUESTÕES SÃO: • ESCOLHA E FELICIDADE. A ABUNDÂNCIA DE ESCOLHA MUITAS VEZES LEVA À DEPRESSÃO E SOLIDÃO. O TECIDO SOCIAL JÁ NÃO É UM DIREITO DE NASCENÇA, MAS UMA SÉRIE DE ESCOLHAS DELIBERADAS E CUSTOSAS • DECISÕES DE SEGUNDA CLASSE. VIVER "PELAS REGRAS" DE UMA DISCIPLINA, COSTUME OU PRÁTICA ELIMINA INÚMERAS DECISÕES INCÔMODAS NA VIDA DIÁRIA. SCHWARTZ MOSTRA QUE ESSAS DECISÕES DE SEGUNDA CLASSE PODEM SER DIVIDIDAS EM PRESUNÇÕES, PADRÕES E CÓDIGOS CULTURAIS. • OPORTUNIDADES PERDIDAS. QUANDO HÁ A NECESSIDADE DE ESCOLHER UMA OPÇÃO ENTRE MUITAS DESEJÁVEIS, NATURALMENTE SE CONSIDERAM AS PERDAS HIPOTÉTICAS. AS OPÇÕES SÃO AVALIADAS EM TERMOS DE OPORTUNIDADES PERDIDAS EM VEZ DO POTENCIAL DA ESCOLHA.
  10. 10. RESPONSABILIDADE A “LIBERDADE DE ESCOLHA” OFERECIDA PELA INTERNET SE TORNA MAIS PRÓXIMA DE UMA DO QUE DE LIBERDADE. OBSTÁCULOS DIFICULTAM A REALIZAÇÃO DE TAREFAS.
  11. 11. LIVRE ARBÍTRIO O QUE É NECESSÁRIO PARA TER DE VERDADE? ABSOLUTO?
  12. 12. LIVRE ARBÍTRIO PARA TER REAL SERIA PRECISO ESTAR CIENTE DE TODOS OS FATORES QUE DETERMINAM OS PENSAMENTOS E AÇÕES, E TER CONTROLE COMPLETO SOBRE ELES.
  13. 13. INFLUÊNCIAS? MAS O QUE INFLUENCIA AS NENHUM ESTADO MENTAL É VERDADEIRAMENTE O INDIVÍDUO. VOCÊ NÃO CONTROLA A TEMPESTADE, NEM ESTÁ PERDIDO NELA. VOCÊ É A TEMPESTADE.
  14. 14. JOHN SEARLE • NA LITERATURA FILOSÓFICA SÃO ENCONTRADAS QUATRO ABORDAGENS PARA A QUESTÃO DO LIVRE ARBÍTRIO: • DETERMINISMO RADICAL (INCOMPATIBILISMO) • INDETERMINISMO • DETERMINISMO MODERADO (COMPATIBILISMO) • LIBERTARISMO.
  15. 15. DETERMINISMO RADICAL • ACONTECIMENTOS, INCLUSIVE OPÇÕES HUMANAS, SÃO CAUSADOS POR EVENTOS PRÉVIOS. • EM UM MUNDO REGIDO POR LEIS DETERMINÍSTICAS, AÇÕES E OS ACONTECIMENTOS SUCEDEM-SE EM CADEIAS CAUSAIS. • NÃO SE PODE INTERFERIR NESSAS OCORRÊNCIAS, MESMO QUE SE TENHA CONSCIÊNCIA DELAS. • AS LEIS QUE AS REGEM NÃO ESTÃO SOB O CONTROLE HUMANO, PORTANTO A EXISTÊNCIA DE LIVRE-ARBÍTRIO É INCOMPATÍVEL COM ELE.
  16. 16. INDETERMINISMO • A FÍSICA QUÂNTICA CONSIDERA IMPOSSÍVEL PREVER O COMPORTAMENTO DAS PARTÍCULAS. ELAS SE COMPORTAM DE MODO DIFERENTE A CADA MOMENTO SEGUINTE, SEM QUE SE POSSA ENCONTRAR A CAUSA DESSA MUDANÇA. • O INDETERMINISMO QUE REGE O MUNDO NANOSCÓPICO DAS PARTÍCULAS TAMBÉM SE APLICARIA À VONTADE HUMANA. • UMA VEZ QUE HÁ INDETERMINISMO NA NATUREZA, O INDETERMINISMO DEFENDE QUE AS AÇÕES HUMANAS NÃO PODERIAM SER DETERMINADAS.
  17. 17. DETERMINISMO MODERADO • PARTE DO CONCEITO DE LIBERDADE E ACEITA A CONVICÇÃO DE QUE TODOS PODERIAM TER FEITO OUTRA COISA SE A TIVESSEM ESCOLHIDO. • TODOS OS FENÔMENOS DE UM SISTEMA TEM RELAÇÃO DE CAUSALIDADE. • A VONTADE HUMANA, DETERMINADA, É LIVRE QUANDO NÃO FOR COAGIDA A ESCOLHER. • DEFENDE A COMPATIBILIDADE ENTRE DETERMINISMO E LIBERDADE.
  18. 18. LIBERTARISMO • AÇÕES HUMANAS NÃO SÃO DETERMINADAS NEM ALEATÓRIAS, MAS DUALISTAS. • MATÉRIA E VONTADE SERIAM ENTIDADES DE NATUREZA DIFERENTE. OS FENÔMENOS MENTAIS, POR NÃO SEREM FÍSICOS, SÃO REGIDOS POR LEIS DIFERENTES. • AS AÇÕES HUMANAS RESULTARIAM DE DELIBERAÇÕES RACIONAIS E PODERIAM SER ALTERADAS CONFORME O CURSO DOS ACONTECIMENTOS NO MUNDO.
  19. 19. JOHN SEARLELIVRE-ARBÍTRIO: COMPATÍVEL COM DETERMINISMO • A CONSTITUIÇÃO FÍSICA DO CÉREBRO IMPEDE QUE A VONTADE HUMANA SEJA LIVRE. • A IDEIA DE “LIBERDADE HUMANA”, A CERTEZA DE QUE HAJA ESCOLHA, É PRODUTO DA EXPERIÊNCIA. • A QUESTÃO REAL NÃO É SABER SE HÁ OU NÃO RAZÕES PSICOLÓGICAS OU COMPULSÕES, MAS SABER SE ELAS LEVARIAM A AÇÕES INEVITÁVEIS. • CONTESTA A VISÃO DUALISTA DE DESCARTES QUE “ALMA” E CORPO SERIAM DIFERENTES. • ELES SEGUEM ESTRATÉGIAS DISTINTAS, MAS TERIAM A MESMA ORIGEM.
  20. 20. EMERGENTE O COMPORTAMENTO É DA ESTRUTURA FÍSICA. 90% DAS CÉLULAS DO CORPO SÃO MICRÓBIOS, EXECUTANDO FUNÇÕES QUE NÃO SE IDENTIFICAM COM A PESSOA A QUE PERTENCEM.
  21. 21. INCONSCIENTES COMO SE PODE SER “LIVRE" SE TUDO QUE SE CONSIDERA “INTENÇÃO” É CAUSADO POR EVENTOS (E INDEPENDENTES) NO CÉREBRO? SENTIMOS QUE SOMOS AUTORES
 DOS PENSAMENTOS E AÇÕES,
 POR ISSO CREMOS NO LIVRE ARBÍTRIO.
  22. 22. IMPORTEM. O FATO DAS NOSSAS ESCOLHAS DEPENDEREM DE CAUSAS ANTERIORES NÃO SIGNIFICA QUE NÃO
  23. 23. ESTADOS CAUSAIS DECISÕES, INTENÇÕES, ESFORÇOS, OBJETIVOS, FORÇA DE VONTADE SÃO DO CÉREBRO. ELES LEVAM A COMPORTAMENTOS, QUE LEVAM A RESULTADOS. A ESCOLHA HUMANA É IMPORTANTE. ELA SÓ NÃO É INDEPENDENTE.
  24. 24. HISTÓRIAS CONTAMOS PARA DAR SENTIDO À ENXURRADA
 DE INFORMAÇÕES DO MUNDO FÍSICO QUE FLUI ATRAVÉS DOS SENTIDOS.
  25. 25. PASSADO FATOS SÃO COMPARADOS COM O E ANALISADOS
 PARA TOMAR DECISÕES FUTURAS.
  26. 26. CRIAR, ESTAMOS ANSIOSOS PARA NÃO APENAS RECORDAR, CENÁRIOS CONCORRENTES EM TEMPOS VARIADOS.
  27. 27. COMPARADO CADA CENÁRIO É COM OS OUTROS DE ACORDO COM AS EMOÇÕES GERADAS E SEU EFEITO. REINVENTAMOS A NOSSA HISTÓRIA O TEMPO TODO.
  28. 28. INCONSCIENTES A ESCOLHA É FEITA NOS CENTROS DO CÉREBRO E OCORRE ALGUNS SEGUNDOS ANTES DE CHEGAR
 À PARTE CONSCIENTE.
  29. 29. CONFABULAÇÃO. A VIDA MENTAL CONSCIENTE É CONSTRUÍDA INTEIRAMENTE POR ELA CONSISTE DE UMA AVALIAÇÃO CONSTANTE DE HISTÓRIAS VIVIDAS NO PASSADO E PREVISÕES PARA O FUTURO.
  30. 30. ABSTRAÇÕES, ALGUMAS MEMÓRIAS SÃO ALTERADAS EM METÁFORAS, VALORES E MITOS, QUE AUMENTAM A VELOCIDADE E EFICÁCIA DO PROCESSO DE CONSCIÊNCIA.
  31. 31. DETECTÁVEL, A IDENTIDADE É MAS NÃO É FÍSICA. ELA É UMA DE FICÇÃO CONVENIENTE, CENTRO DE GRAVIDADE, FORMA DE RESOLVER PROBLEMAS, MESMO QUE NÃO CORRESPONDA A NADA TANGÍVEL.
  32. 32. 2 PREMISSAS FALSAS: • EU PODERIA TER ME COMPORTADO DE FORMA DIFERENTE DO QUE FIZ NO PASSADO, E
 • EU SOU A FONTE CONSCIENTE DA MAIORIA DOS NOSSOS PENSAMENTOS E AÇÕES NO PRESENTE.
  33. 33. FATO SUBJETIVO O LIVRE ARBÍTRIO NEM SEQUER CORRESPONDE A UM A RESPEITO DO INDIVÍDUO. ATOS VOLUNTÁRIOS SURGEM ESPONTANEAMENTE E NÃO PODEM SER ATRIBUÍDOS A UM PONTO DE ORIGEM NA MENTE CONSCIENTE.
  34. 34. SIMULACRO: GILLES DELEUZE PROPÕE O FENÔMENOS SÃO APARÊNCIAS,
 SEM ORIGEM QUE OS FUNDAMENTE. NÃO EXISTE NADA ALÉM DE
 UM ENXAME DE APARÊNCIAS, ORGANIZADAS PELA MENTE.
  35. 35. HISTÓRIAS PARA ALIMENTAR ESSA FICÇÃO O CÉREBRO CRIA PARA CONTEXTUALIZAR E ATRIBUIR SIGNIFICADO.
  36. 36. INTERFERE BIG DATA NO CONTEXTO. ISSO ALTERA
 A DEFINIÇÃO DE IDENTIDADE?
  37. 37. OBSTÁCULOS DIGITAIS • “PARADOXO DA ESCOLHA” • VIESES E HEURÍSTICAS DO PENSAMENTO • EXCESSO DE INFORMAÇÃO SEM GATEKEEPERS • LIMITAÇÕES DA PERCEPÇÃO • TÉCNICAS DE PERSUASÃO IMPLÍCITAS • REDES SOCIAIS E ISOLAMENTO IDEOLÓGICO • BOLHAS DE FILTRO
  38. 38. PAGERANK • COMPUTA O NÚMERO E A QUALIDADE DOS LINKS QUE UMA PÁGINA RECEBE PARA DETERMINAR UMA ESTIMATIVA APROXIMADA DE SUA IMPORTÂNCIA. • OS SITES MAIS IMPORTANTES SÃO SUSCEPTÍVEIS DE RECEBER MAIS LINKS DE OUTROS SITES.
  39. 39. EDGERANK • QUATRO VARIÁVEIS PRINCIPAIS DO ALGORITMO: • EDGE (E) É O USUÁRIO QUE ACESSA A INFORMAÇÃO; • AFFINITY SCORE (U) INDICA QUANTO CADA USUÁRIO ESTÁ CONECTADO COM O EDGE. SEU VALOR É CALCULADO PELA FORÇA DA RELAÇÃO; PROXIMIDADE DO USUÁRIO; E TEMPO DESDE A ÚLTIMA INTERAÇÃO; • EDGE WEIGHT (W) INDICA A INTENSIDADE DA RELAÇÃO (COMENTÁRIOS EM PUBLICAÇÕES, POR EXEMPLO, VALEM MAIS DO QUE “CURTIDAS”); E • TIME DECAY (D) CONSIDERA O TEMPO EM QUE A HISTÓRIA FOI PUBLICADA. À MEDIDA QUE UMA HISTÓRIA FICA MAIS VELHA, ELA PERDE PONTOS. 
 • A FÓRMULA CONSIDERA A SOMATÓRIA DAS TRÊS ÚLTIMAS VARIÁVEIS COM RELAÇÃO À PRIMEIRA, MAS NÃO REVELA SEUS PESOS RELATIVOS NEM A MANEIRA COMO SÃO CALCULADAS.
  40. 40. FIM
  41. 41. TAREFAS:
  42. 42. PALESTRAS TED: DAN ARIELY: ARE WE IN CONTROL OF OUR DECISIONS? DANIEL KAHNEMAN: EXPERIENCE VS. MEMORY JEAN-BAPTISTE MICHEL: THE MATHEMATICS OF HISTORY JOHN SEARLE: OUR SHARED CONDITION - CONSCIOUSNESS
  43. 43. LEITURAS SIMULACRA & SIMULATION - CAPS 1, 13, 18 SEEING THINGS AS THEY ARE - CAP 1 THE SIGNAL AND THE NOISE - CAPS 1, 13 THE INTELLIGENT WEB - CAP 5 THINKING, FAST AND SLOW - CAPS 2, 5, 38
  44. 44. FICÇÃO THE MATRIX SYNECDOCHE, NEW YORK
  45. 45. DOCUMENTÁRIOS: WORMHOLE - DO WE LIVE IN THE MATRIX? HORIZON - TOMORROW’S WORLD STANFORD - THE FUTURE OF DATA SCIENCE
  46. 46. PENSADOR DO TEMA: SANDY PENTLAND - BIT.LY/CD04-1

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