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Os+benefícios do laser de baixa intensidade em pacientes com Síndrome de Ardência Bucal

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Os+benefícios do laser de baixa intensidade em pacientes com Síndrome de Ardência Bucal

  1. 1. 13/11/2011 Objetivo JODIntrodução Imagens cedidas pela JOD Profª. Dulce Helena Cabelho Passarelli Revisão De literatura  Veloso & Cutrim (2001) constataram que os portadores da síndrome caracterizam-se por serem indivíduos ansiosos, deprimidos, desconfiados, preocupados, socialmente isolados e com funções corporais e emocionais abaladas. Têm tendência a se cansarem com facilidade, sofrem de tensão muscular, têm a voz monótona e são facilmente acometidos por palpitações e indigestão. São pessoas que estão vivenciando ou já vivenciaram experiências estressantes. Podem, ainda, apresentar vários graus de desordem mental e tendências neuróticas. Imagens cedidas pela Profª.Dulce Helena Cabelho Passarelli  De acordo com a Almeida & Gago (2004) a dor pode manifestar-se em qualquer região da mucosa bucal, sendo mais frequente na língua, lábios e palato, com intensidade variável de ligeira a moderada e, raramente severa.  Cerri (2005) diz que a SAB afeta principalmente mulheres pós-menopausa, com mais de 50 anos. Diversos fatores são apontados como possíveis desencadeadores dessa patologia e muito se discute sobre a importância de fatores psicogênicos, como ansiedade e depressão, na sua etiologia. JOD 1
  2. 2. 13/11/2011 Os critérios da SAB ainda não estão bem definidos, mas existem algumas características que parecem repetir-se em muitos pacientes, e seguramente sua etiologia é multifatorial, havendo fortes indícios de ser uma dor o Passarelli, (2010) descreve em seu estudo comparativo a utilização do laser de baixa potência neuropática com vários fatores contribuintes. (COUTO, 2006). como método alternativo para diminuição da sintomatologia em pacientes com SAB. Neste estudo foram selecionados 42 pacientes, todos com mesmo sintoma de ardor bucal e divididos três grupos: Gambirazi (2007) diz em seu estudo que em pacientes portadores de diabetes, gastrite, queixa de alteração de paladar e aqueles que manifestam graus mais severos de mucosite nos ciclos iniciais da quimioterapia merecem  Grupo 1: foi prescrito medicação antifúngica com bochechos diários com solução oral de maior atenção no seguimento em função do pior prognóstico. Nistatina.  Grupo 2: foi empregada a irradiação com laser de diodo de baixa potência.  Grupo 3: Neste grupo foram feitas as associações de tratamento dos grupos 1 e 2, ou seja, Os efeitos do laser de baixa intensidade sobre as células ósseas, fibroblastos e inflamação já vem sendo prescrição de antifúngico, aplicação de laserterapia e controle da ardência. estudados. A interação dessa luz com diferentes comprimentos de onda e densidades de energia. O laser  Ao final, a mais efetiva forma de tratamento foi a irradiação do laser de baixa potência como terapia exige um conhecimento da energia aplicada, uma investigação dos efeitos que produz no concomitante à prescrição de Nistatina. Os locais onde a aplicação do laser foi realizada não organismo e a aplicação de uma correta metodologia (HENRIQUES et. al., 2008). mostraram evidências clínicas visíveis, apenas relatos de diminuição ou não da sensação de ardor por parte dos pacientes no final de cada sessão. JOD JOD Discussão  Nos Fatores de origem psicogênica estão incluídos à síndrome tais como indivíduos A SAB é mais prevalente em mulheres após a menopausa acima dos 50 anos de idade. (Veloso ansiosos, desconfiados, distúrbios psiquiátricos associados, depressão, ansiedade, e Cutrim, 2001; Nery, et al., 2004; Cavalcanti 2008), estando de acordo com o estudo feito por obsessão, síndrome do pânico e cancerofobia (POKUPEC-GRUDEN, CEKIC- Bergdahl e Bergdahl (1999) que selecionaram pacientes do gênero feminino, com idade ARAMBASIN & GRUDEN, 2000; CERRI, 2005; CERCHIARI, et al., 2006; PASSARELLI, superior a 30 anos, uma vez que a Síndrome da Ardência Bucal é mais freqüente após essa 2010). faixa etária.  Antunes (2005) determinou em seu estudo que a densidade de energia em 4 J/cm² deve ser aplicada de forma pontual, com uma distância aproximada de 1mm entre os As características de pacientes com a Síndrome da Ardência Bucal colaboram com os dados da literatura. A estrutura anatômica na qual os sintomas de ardência e/ou queimação pontos, tocando o tecido, tempo total de irradiação de 45 minutos e densidade de manifestaram-se com maior frequência na língua, com envolvimento dos bordos laterais, ápice energia total por sessão de 660 J/cm². Já Brugnera Junior, (2003) diz que a aplicação e dorso, conforme os achados de outros autores (BERGDAHL& BERGDAHL, 1999; LAMEY, et deve ser feita logo após a área acometida ser limpa e seca, com auxílio de gaze e al., 2001; PASSARELLI, 2010). durante a irradiação deve manter-se o campo seco, a forma de aplicação deve ser pontual com dosimetria de 4,5 j /cm² durante 2 a 3 sessões semanais, como intervalos de 48 horas até a remissão dos sintomas. JOD JOD CONCLUSÃO  Pelo seu difícil diagnóstico é de grande importância que o profissional, ao ter contato com o portador, durante o exame clínico, realize uma anamnese bastante cuidadosa e detalhada de modo que possa obter o maior número de informações possíveis para  Os fatores psicológicos são fortemente associados na SAB só então instituir o diagnóstico e estabelecer a conduta terapêutica mais adequada. principalmente ansiedade e cancerofobia, mas devemos ressaltar (VELOSO & CUTRIM, 2001; CERCHIARI, 2006). que não há correlação com a mesma.  Embora a condição de ardência seja um fator muito importante para os pacientes, a  O laser de baixa potência tem mostrado ser mais uma opção de grande maioria de tratamentos não é capaz de promover a resolução da mesma, o tratamento terapêutico na clínica odontológica principalmente na que reforça a condição da resistência por parte dos pacientes em submeter-se a Estomatologia proporcionando significativos benefícios no sentido novas tentativas de tratamento (PASSARELLI, 2010). de reduzir a incidência de xerostomia, mucosite oral e dor melhorando assim a qualidade de vida aos pacientes . JOD JOD 2
  3. 3. 13/11/2011 17.GAMBIRAZI, L. M. Laser de baixa potência na prevenção de mucosite em pacientes submetidos à quimioterapia com Flurouracil e Ácido Folínico. 2007. Tese (Mestrado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, São Paulo. 18.HENRIQUES A.C.G. et al. Laserterapia na Odontologia: Propriedades, indicações e aspectos atuais. Odontologia Clínica- Científica. v. 7, n. 3, p. REFERÊNCIAS 197-200, Recife, Jul/set. 2008. 19.KARU, T.I. Photobiological fundamentals of low power laser therapy. IEEE Journal Quantum Eletronics, v. 10, p. 1703-1717, 1987. 20.LAMEY.P J & LEWIS, M.A, Oral medicine in practice burning mouth syndrome. Br Dent J, v.167, n.6, p.197-200, Sept. 1989. 21.LAMEY, P. J et al. The secretion of parotid saliva as stimulated by 10% citric acid is not related to precipitating factores in burning mouth1.ALMEIDA, A.; GAGO, M. T. Síndrome do ardor bucal: controvérsias e realidades. Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial, v.45, syndrome. J Oral patrol Med, v. 30, p.121-4, 2001. n.2, p. 85-103, 2004. 22.LOPES, C. O. Uso do laser de baixa potência em mucosite oral e xerostomia induzidas por Radioterapia. 2003. Dissertação (Mestrado em2.ANTUNES, H. S. O Uso de terapia com laser de baixa potência como método de prevenção de mucosite oral nos pacientes submetidos ao transplante de medula engenharia biomédica) – Faculdade de Bioengenharia, Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, São Paulo. óssea. Dissertação ( Universidade do Vale do Paraíba – Instituto de pesquisa e desenvolvimento) - São José do campos. 2005. 23.MAURÍCIO, A.R. Utilização de laser de baixa intensidade, infravermelho, na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes pediátricos3.ARAP, A. M. M. Características odontológicas e prevalência da ardência bucal e doentes com diabetes mellitus do tipo 2. 2009. Dissertação (Mestrado em neurologia) – com leucemia linfoblástica aguda. 2007. 58 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia)- Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, São Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo. Paulo, 2007.4.BENSADOUN, R.J et al., Low-energy He-Ne laser in the prevention of radiation-induced mucositis. A multicenter phase III randomized study in patiens with head and neck 24.MEZZARANE, L.A. Proposta de protocolo clínico para utilização do laser de baixa potência em Estomatite Protética Associada à Candidose cancer. In: ________. Sup Care Canc. v. 7, n. 4, p. 244-252. 1999. Atrófica. 2007. Dissertação (mestrado em odontologia) - Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, São Paulo.5.BERGDAHL, M.; BERGDAHL, J. Burning mouth syndrome: prevalence and associated fac- tors. J oral Pathol Med, v. 28, n. 8, p. 350-4, Sep- 1999. 25.McCABE, J. F.; BASKER, R. M. Tissue sensitivity to acrylic resin. 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Utilização do laser de baixa potência como método alternativo para diminuição de sintomatologia em pacientes com avaliação da função gustatória. 2008. Tese (Doutorado em odontologia)- Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, São Paulo. síndrome de ardência bucal. 2010. 65 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia). Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2010.10.CATÃO, M.C.V. Os benefícios do laser de baixa intensidade na clínica odontológica na Estomatologia. Revista Brasileira de Patologia Oral, v. 3, n. 4, p. 214-218, 29.PAWLOWSKI, J. Avaliação de estresse, ansiedade, depressão e desesperança em pacientes com síndrome de ardência bucal. Universidade federal do rio grande do2004. sul, instituto de Psicologia. Porto Alegre. 2007.11.CERCHIARI, D. P. et al. Síndrome de ardência bucal etiologia.Rev Bras de Otorrinolaringologia, v. 72 , n. 03, p. 419- 424. mai/jun- São Paulo. 2006. 30.POKUPEC-GRUDEN, J.S., A. CEKIC-ARAMBASIN, and V. 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