MODERNISMO

A PROSA DE 30
A ERA DOS ROMANCES
DIVISÃO DA PROSA:
• INTIMISTA - Predomina o interesse pela análise do mundo interior
das personagens e seus conflitos ínti...
AS NARRAÇÕES APRESENTAM:
• PERSONAGEM: Sob a perspectiva psicológica;
• TEMÁTICA: Denúncia da realidade agrária no Brasil;...
Graciliano Ramos
• RETRATO DO UNIVERSO SERTANEJO (NORDESTINO)
As personagens servem para retratar a realidade coletiva.
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OBRAS:

FICCIONAL: ANGÚSTIA, CAETÉS, VIDAS SECAS, SÃO BERNARDO.
AUTOBIOGRÁFICAS: INFÂNCIA, MEMÓRIAS DO CÁRCERE.
V...
• SÃO BERNARDO
• Neorrealista:
Relações críticas quanto à sociedade;
Análise da consciência do indivíduo ( introspecção
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RACHEL DE QUEIROZ
• Tornou-se conhecida com a publicação da obra: “O quinze”
• Narrativa social: efeitos da seca sobre o s...
JOSÉ LINS DO REGO
• FOCO: decadência da estrutura social e econômica dos latifundiários
e engenhos da zona açucareira da P...
JORGE AMADO
• FOCO DE INTERESSE:
BAHIA - Zona cacaueira e a cidade de Salvador.
• A obra de Jorge Amado tem diferentes fa...
ÉRICO VERÍSSIMO
• Regionalismo do Sul.
• A obra do autor costuma ser dividida em três fases:
1ª fase - Caracteriza-se pel...
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A prosa de 30

  1. 1. MODERNISMO A PROSA DE 30 A ERA DOS ROMANCES
  2. 2. DIVISÃO DA PROSA: • INTIMISTA - Predomina o interesse pela análise do mundo interior das personagens e seus conflitos íntimos. Representantes dessa vertente: Lúcio Cardoso e Dionélio Machado. • URBANA - Cultivada desde o Romantismo, a prosa urbana desse período focaliza o homem/meio e homem/sociedade. Autores principais: Érico Veríssimo, Dionélio Machado. • REGIONALISTA – Predomina a denúncia das injustiças sociais e dos problemas econômicos do Nordeste, o drama dos retirantes da seca e a vida sofrida da população pobre. O romance social nordestino, de linha neorrealista, reúne a produção literária mais importante da segunda fase do Modernismo. A publicação de A bagaceira, de José Américo de Almeida, em 1928, é o marco inicial dessa tendência, cujos autores principais são Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Jorge Amado.
  3. 3. AS NARRAÇÕES APRESENTAM: • PERSONAGEM: Sob a perspectiva psicológica; • TEMÁTICA: Denúncia da realidade agrária no Brasil; • LINGUAGEM: Mais tradicional, com a presença de vocábulos regionais, mistura de norma padrão e não-padrão.
  4. 4. Graciliano Ramos • RETRATO DO UNIVERSO SERTANEJO (NORDESTINO) As personagens servem para retratar a realidade coletiva. • ANÁLISE PSICOLÓGICA: Latifundiário(fazendeiro) Autoritário, banalizado pelo meio. Ex: São Bernardo -“Paulo Honório” • ANÁLISE SOCIOLÓGICA: Caboclo limitado intelectualmente e explorado socialmente. Ex.: Vidas Secas – “Fabiano”
  5. 5. • • • • OBRAS: FICCIONAL: ANGÚSTIA, CAETÉS, VIDAS SECAS, SÃO BERNARDO. AUTOBIOGRÁFICAS: INFÂNCIA, MEMÓRIAS DO CÁRCERE. VIDAS SECAS: Narrado em 3ª pessoa (único romance do autor com essa característica). • Temática: seca, migração, exploração e o abandono social, relação opressor e oprimido. Relações entre dono de terras e o trabalhador. • Personagens: Família de Fabiano (retirantes)- sinhá Vitória, dois filhos( o menino mais velho e o mais novo), Baleia (cadela); Patrão – “Tomás”(força de exploração); “Soldado amarelo” (representa a entidade governamental que oprime).
  6. 6. • SÃO BERNARDO • Neorrealista: Relações críticas quanto à sociedade; Análise da consciência do indivíduo ( introspecção psicológica). • Forte tendência: regionalismo • Forte marca dessa obra: reflexão sobre o modo como sistema capitalista “coisifica” o homem (busca pelo idealismo socialista)
  7. 7. RACHEL DE QUEIROZ • Tornou-se conhecida com a publicação da obra: “O quinze” • Narrativa social: efeitos da seca sobre o sertanejo; • Seca de 1915, migração, desigualdade, a indiferença dos poderosos diante da grave situação. • Vidas do interior cearense; • Eixo narrativo central da obra: migração de Chico Bento e sua família; • Eixo paralelo: amor impossível entre Vicente(proprietário rural) e Conceição(moça culta da cidade); • Conceição: busca feminina de autonomia em uma sociedade patriarcal. • Outras obras: João Miguel, Caminho das Pedras, As três Marias.
  8. 8. JOSÉ LINS DO REGO • FOCO: decadência da estrutura social e econômica dos latifundiários e engenhos da zona açucareira da Paraíba e Pernambuco; • Início da modernização com a chegada das usinas; • Concilia ficção e recordações da infância; • Trata, em especial, das transformações sociais profundas ocorridas no Nordeste: decadência dos engenhos substituídos pelas usinas. • Algumas obras:  Ciclo da cana-de-açúcar: Menino de engenho, Doidinho, Banguê, Usina, Fogo morto. Ciclo do cangaço, do misticismo e da seca: Pedra bonita, Cangaceiros. Além de: O moleque Ricardo, Pureza e Riacho doce, com elementos dos dois ciclos, entre outros.
  9. 9. JORGE AMADO • FOCO DE INTERESSE: BAHIA - Zona cacaueira e a cidade de Salvador. • A obra de Jorge Amado tem diferentes fases: Regionalista e denúncia social - Caracteriza-se pelo romance engajado, algumas personagens encarnam ideais de justiças e igualdade. Pertencem a esse período: Cacau, Jubiabá, Capitães da areia, Terras do sem-fim, São Jorge do Ilhéus. 2ª fase - Tem início com a publicação de Gabriela cravo e canela, 1958. Fase mais descompromissada em que defende o amor e a liberdade, criando tipos ingênuos e exuberantes. Quincas Berro D’Água, Dona Flor e seus dois maridos, Tenda dos milagres. 3ª fase – Reutiliza fórmulas antigas de sua produção, como figuras femininas, velhas histórias da região cacaueira ou sincretismo religioso da Bahia. Obras desta fase: Teresa Batista cansada de guerra, Tieta do Agreste.
  10. 10. ÉRICO VERÍSSIMO • Regionalismo do Sul. • A obra do autor costuma ser dividida em três fases: 1ª fase - Caracteriza-se pelo registro do cotidiano da vida urbana de Porto Alegre e pela apresentação de certos valores morais, sociais e humanos decorrentes da vigência de valores degradados. Obras: Clarissa, Música ao longe, Olhai os lírios do campo, O resto é silêncio. • 2ª fase – Corresponde a O tempo e o vento, obra cíclica que trata da formação do Rio Grande do Sul. • 3ª fase - Caracterizada por uma postura mais universalista, mais crítica e de engajamento social, representada por O prisioneiro, O senhor embaixador e Incidente em Antares.

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