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É essencial que haja accountability numa democracia, pois caso nã...
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Expectativa, Esperança e Relações Sociais

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Artigo sobre Expectativa, Esperança e Relações Sociais.

Aborda assuntos de maneira interdisciplinar(Administração Pública, Ciência Política, Sociologia e um pouco de Filosofia).

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Expectativa, Esperança e Relações Sociais

  1. 1. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 EXPECTATIVA, ESPERANÇA E RELAÇÕES SOCIAIS O objetivo deste artigo é explanar as diferenças entre Expectativa e Esperançanas relações sociais. Veremos nos seguintes casos, que muitas vezes, essas palavras podem ter o mesmo significado, mas não o mesmo significante. Caso 1: Alguém poderá dizer: a) "Tenho a expectativa que me chamem para àquele emprego"; b) "Tenho a esperança que me chamem para àquele emprego". Caso 2: Alguém poderá dizer: a) “Tenho a expectativa que ele volte!”; b) “Tenho a esperança que ele volte!”; Caso 3: Alguém poderá dizer: a) “Tenho uma expectativa que me chamem para àquele emprego”; b) “Tenho uma esperança que me chamem para àquele emprego”. Caso 4: Alguém poderá dizer: a) “Tenho uma expectativa que ele volte!”; b) “Tenho uma esperança que ele volte!”; Teríamos diversos outros casos que poderiam ser trabalhados. Entretanto, por falta de recursos e de tempo, lidaremos apenas com esses. É muito importante que observemos o contexto de cada caso, pois o contexto que norteará a verdadeira motivação da fala. E pela motivação, é importante observarmos os aspectos neuro-psicológicos, fisiológicos, racionais e emocionais embutidos em cada fala, inclusive suas reações.
  2. 2. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 Antes de estudarmos os casos é muito importante que analisemos alguns conceitos. No caso, o conceito de expectativa e de esperança. Expectativa é uma palavra usada para situações muito tímidas, pois no português, a própria palavra expectativa tem uma característica tímida. Também, expectativa é uma palavra que carrega um valor emocional mais controlado, a sua tendência é ser utilizada em situações mais racionais que emocionais, em situações em que exigem maior formalidade e seriedade. Não afirmo que esperança não possa ser utilizada em situações sérias, entretanto, sua freqüência é muito menos utilizada(a menos que seja da religião adventista)1 . Importante afirmar que esse estudo leva em conta o contexto em que esse artigo está sendo escrito. Tanto na localidade, na linguagem, no cenário, na temporalidade, na sociedade. O que pode-se afirmar nesse texto, não necessariamente é universal, mas sim, adequado às formas para que não cometamos anacronismo histórico e sociológico. A expectativa na relação dos agentes sociais, atualmente, é de uma forma que envolve um agente emissor e um agente receptor. Por isso, que alguém que assiste a um programa de televisão é chamado de expectador. Àquele que está na arquibancada do estádio de futebol e está torcendo também é um expectador. Torcer pelo time é uma ação, mas que envolve uma ação primária que é o jogo de futebol em si. Se o agente não está na ação primária em si, ele deve ser considerado um expectador. O agente emissor está em torno da ação primária, está no contexto primário. O emissor tem poder e controle sobre as situações. O receptor tem poder e controle também de cortar as relações com o emissor, entretanto ele tem baixa influência e poder acerca da ação primária. Existe uma diferença sócio-psicológica entre as tiranias e as democracias. Nas democracias2 , os agentes têm poderes isonômicos e mais iguais, dessa forma, o agente emissor tem igualdade com o agente receptor. Fica fácil para o expectante(agente receptor) aceitar ou rejeitar a relação social. Fica fácil a escolha de agir, não agir ou omitir. Enquanto nas tiranias3 , os agentes não têm poderes isonômicos, eles são desiguais, dessa forma, o agente emissor tem maior poder que o agente receptor. Logo, o expectador(agente receptor) que é a parte mais fraca da relação social fica a mercê das decisões do emissor. O 1 Pretende-se trabalhar com uma conceituação que leve em conta o momento atual em que vivenciamos, estamos no ano de 2015. Tais conceitos podem ser diferentes em outros contextos, épocas, questões e fatores sociológicos, antropológicos e históricos. 2 Democracia, governo do povo. Onde as liberdades individuais e garantias coletivas são resguardadas. Os indivíduos têm igualdade nas tomadas de decisões, perante às leis, tendo os mesmos direitos e deveres. 3 Tirania, governo de um só ou de poucos. O tirano é um déspota. É digno de nota salientar que existe diversas formas de despotismo, também, que o despotismo pode estar camuflado de democrático. Por isso é importante que vários fatores sejam levados em consideração. Tirania, é uma autocracia, onde poucos tomam as decisões. Posso incluir o sistema oligárquico também, embora não seja totalmente uma tirania.
  3. 3. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 expectador nesse último caso pode até ter alguns poderes, mas, tem um certo grau de dependência do agente emissor. Pode-se trabalhar com a definição do Profº Pasquale acerca de expectativa que é “Aguardo de alguma coisa que pode ou vai acontecer ou se realizar.”4 Importante explicar o por que que optei pelo uso de agente emissor e agente receptor. Lida-se diariamente com informações. Ações são informações concretizadas, materializadas ou prestadas como serviço(ou de gênero parecido).5 O agente emissor tem o poder de agir, não agir ou omitir. O agente receptor está na expectativa de que o emissor tome alguma postura(agir, não agir ou omitir).6 O agente emissor tem direitos e deveres, assim, como o agente receptor. Entretanto, pode haver que caso o emissor ou o receptor não cumpra com a expectativa de suas ações, haverá uma colisão na troca de informações na sua relação social, ocasionando uma crise. Mais necessariamente, uma crise de confiança. Nas relações sociais, geralmente, os agentes emissores têm um grau maior de responsabilidade perante os agentes receptores. Os primeiros têm maior probabilidade de gerar eventuais crises de confianças serem ocasionadas devido às inabilidades das ações dos agentes emissores. O seguinte quadro trata da qualidade da expectativa em duas determinadas teorias de formas de governo, ou até mesmo, entre as relações pessoais entre alguns agentes7 : Qualidade da Expectativa Tirania Democracia Agente Emissor Alta Alta Agente Receptor Baixa(ou média) Alta 4 “Expectativa”. Def. 1ª. Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo Professor Pasquale.- Barueri, SP: Gold Editora, 2009. 5 E.g. o serviço prestado pelo médico ao paciente. O médico é o agente emissor e agente receptor simultaneamente, assim como o paciente. Depende muito da posição e momento em que o agente se encontra. Caso o paciente queira que o médico lhe preste um serviço, o médico deverá tomar o papel de agente emissor, pois ele detém informação para examinar o paciente(que nesse caso é o agente receptor). No momento do pagamento e também quando se contrata um médico, o paciente é o agente emissor. 6 Suponhamos que alguém contrate um advogado para lhe defender uma causa trabalhista. Ao contratar, este alguém outorga ao advogado a posição de agente emissor. Pois ele deverá defender uma causa trabalhista, i.e. agir. Quem contratou o advogado, que tornou-se agente receptor, tem a expectativa que o advogado cumpra o seu dever. O advogado, como agente emissor, poderá agir, não agir ou omitir perante o seu cliente. Mas, o seu cliente não espera que seu advogado não aja ou omita. No pagamento, também, o advogado espera que seu cliente lhe pague(ou seja, que aja), não espera que seu cliente deixe de agir ou omita quanto ao pagamento. 7 Algumas formas de relações pessoais entre alguns agentes, que não se trata de governo. P. Ex.: Um casal de namorados em que o namorado e a namorada são democráticos. Outro casal, o namorado tem uma relação tirânica e opressiva com sua namorada. Outro casal, a mulher tem uma relação tirânica com seu homem. (...) Num grupo de amigos, determinadas escolhas podem ser feitas de forma democrática ou tirânica, dependendo de suas características de personalidade e etc...
  4. 4. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 O agente emissor, no caso da expectativa, ele é um só. Como dito, é um sujeito dotado de poder de decisão de agir, não agir ou omitir. Já o agente receptor pode ser classificado de duas formas: a) Expectador; b) Expectante; O expectador pode ser uma figura tanto encontrada nas democracias quanto nas tiranias, pois ele, segundo Profº Pasquale é “Aquele que está na expectativa.”8 Se ele está na expectativa, essa é a única ação que perante o objeto de sua expectativa tomará, isso é, ele apenas estará na expectativa. Não tomará além nenhuma outra ação, nem sequer deixará de fazer algo ou omitirá. O expectante pode ser uma figura tanto encontrada nas democracias quanto nas tiranias. Entretanto, nas tiranias ele dificilmente resistirá a ser um expectante, sendo coagido pelo sistema tirânico a tornar-se um expectador. A qualidade de expectativa do agente receptor num sistema tirânico é muito baixa, ou média, depende muito das características e ações do tirano(agente emissor). O que é expectante? Segundo Profº Pasquale é aquele “que espera em observação”. Diferentemente do expectador, o expectante analisa, pensa, age e tem o poder de cobrança sob o agente emissor. O expectante é mais comumente encontrado nas democracias, uma jóia rara nas tiranias. Nas democracias... Na administração pública, o expectante cobra do gestor público resultados, toma decisões em conjunto, o expectante tem garantido por seu direito a transparência das ações e das contas públicas. O gestor público(agente emissor) tem a obrigação de prestar contas ao cidadão expectante(agente receptor). Isso é conhecido no âmbito dos estudiosos da administração pública como Accountability. Sobre esse termo, explica o Profº Dr. José Matias-Pereira: “O termo accountability pode ser considerado o conjunto de mecanismos e procedimentos que levam os decisores governamentais a prestarem contas dos resultados de suas ações, garantindo-se maior transparência e a exposição das políticas públicas. Quanto maior a possibilidade de os cidadãos poderem discernir se os governantes estão agindo em função do interesse da coletividade e sancioná-los apropriadamente, mais accountable é um governo. O conceito de accountable está relacionado estreitamente ao universo político-administrativo anglo-saxão”9 8 “Expectador”. Def. única. Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo Professor Pasquale.- Barueri, SP: Gold Editora, 2009. 9 MATIAS-PEREIRA, José. Curso de Administração Pública: foco nas instituições e ações governamentais. – São Paulo: Atlas, 2008. p. 69
  5. 5. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 É essencial que haja accountability numa democracia, pois caso não houvesse, haveria um colapso na expectativa decorrente a uma crise de confiança. Dessa forma, afeta-se a própria qualidade de democracia. Como consideraríamos sã uma democracia em que o chefe do executivo não presta contas acerca das finanças ao povo e ao parlamento? Não só sobre finanças, mas também sobre as políticas públicas. Para a sobrevivência de uma democracia, faz-se mister que haja accountability. Muitas das crises políticas que existem decorrem da falta disso. Imagine um casal de homem e mulher. Onde o marido finge para a esposa que as contas da família estão todas sob controle, mas na verdade não estão. A esposa, por acaso, foi descobrir que o marido estava mentindo para ela anos mais tarde. Ela abriu uma correspondência de cobrança de dívida, a qual o marido que dizia que as contas estavam em boas condições nunca abordou a esposa acerca dessa dívida. O que aconteceria? Uma crise de confiança. Isso ocorre tanto nos governos, quanto nas mais simples das relações sociais como casamentos e amizades. Essa crise é um problema, pois, qual era a expectativa da esposa? Nesse caso ela não estava observando as contas do marido pois confiava nele, caso contrário ela poderia estar numa posição de expectante, o que dificultaria ao marido mentir e demonstraria certa desconfiança da parte dela. Outro exemplo, duas pessoas estão se conhecendo e se gostando bastante. Depois de um tempo começam a falar de estabelecer vínculos e um futuro promissor(estabelecimento até mesmo de uma família). Entretanto, alguém deles psicologicamente projeta no outro uma imagem que na verdade a pessoa não é de fato, p. ex. que determinada pessoa têm determinadas qualidades, mas que não tem. Cria-se uma expectativa sobre outrem. O problema é que esse agente criou uma ilusão. Após a expectativa de que outrem seria de determinada forma e comprovou-se não ser, sobrevem a frustração. Tal expectativa ocorreu pelo mau processamento das informações por parte do agente. Houve um conflito de informação. Criou-se a expectativa de algo que apenas o agente acreditava existir, entretanto, não se perscrutou uma análise sobre o outro agente com perspicácia. A frustração podia ser evitada por um olhar analítico e mais aprofundado por parte do agente. Mas, nem sempre isso é possível, haja visto que existem personalidades mais emocionais, de forma que a facilidade e dificuldade para tal análise é variável de indivíduo para indivíduo. Conclui-se que a frustração e os períodos de crise nas relações sociais(sejam de quaisquer níveis, de cidadão para o governo quanto de marido para mulher e amigo para amigo) são decorrentes às falhas de informações entre os agentes emissores e agentes receptores em suas determinadas posições e contextualidades. Tais falhas informacionais causam crises de confiança. O sociólogo Anthony Giddens trabalha muito bem com a questão da confiança, ele explica a conjuntura da confiança na modernidade:
  6. 6. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 “A confiança em pessoas não é enfocada por conexões personalizadas no interior da comunidade local e das redes de parentesco. A confiança pessoal torna-se um projeto, a ser “trabalhado” pelas partes envolvidas, e requer a abertura do indivíduo para o outro. Onde ela não pode ser controlada por códigos normativos fixos, a confiança tem que ser ganha, e o meio de fazê-lo consiste em abertura e cordialidade demonstráveis. Nossa preocupação peculiar com “relacionamentos”, no sentido em que a palavra é agora tomada, é expressiva deste fenômeno. Relacionamentos são laços baseados em confiança, onde a confiança não é pré-dada mas trabalhada, e onde o trabalho envolvido significa um processo mútuo de autorrevelação.”10 Quando Giddens fala de “processo mútuo de autorrevelação”, ele quer dizer que a transparência é muito importante nas relações sociais. Por que em um dos exemplos supracitados, houve uma crise no relacionamento do marido e mulher? Pois ele não foi transparente quanto as finanças da família com sua esposa. Por que houve uma crise com o chefe de executivo, também, já exemplificado? Porque não foi transparente com o parlamento nem com seu povo. Ele não aplicou o princípio da Accountability. Por que alguém se frustrou com outrem após suas expectativas acerca do jeito da pessoa que estava conhecendo não lhe satisfez? Pela ilusão, pois houve algum tipo de conflito de informação que comprometeu a transparência entre ambos, não houve uma “abertura do indivíduo para o outro” de forma bem transparente em que o fulano pudesse ter uma expectativa realística acerca de quem estava conhecendo. Diferentemente da expectativa, a esperança é uma palavra mais forte e carregada emocionalmente. A esperança está mais próxima do que foi citado no último parágrafo, uma – expectativa realística – pois essa palavra não envolve só o “ato de esperar o que se deseja”11 como também envolve a questão da confiança, é a “confiança em conseguir o que se deseja”12 . Quanto a expectativa, o dicionário do professor Pasquale não envolveu a questão da confiança. A segunda definição sobre expectativa é simplesmente a “probabilidade”13 . Na esperança, tem-se a confiança, na expectativa, tem-se apenas a probabilidade. Logo, a esperança é além da expectativa, ela contém em si um aspecto psicológico muito importante – a confiança. 10 GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. Tradução: Raul Fiker. – São Paulo: Editora Unesp, 1991. p. 134 11 “Esperança”. Def. 1ª. Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo Professor Pasquale.- Barueri, SP: Gold Editora, 2009. 12 “Esperança”. Def. 2ª. Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo Professor Pasquale.- Barueri, SP: Gold Editora, 2009. 13 “Expectativa”. Def. 2ª. Dicionário da Língua Portuguesa comentado pelo Professor Pasquale.- Barueri, SP: Gold Editora, 2009.
  7. 7. Donizete Ferreira Beck São Paulo, 03 de Novembro de 2015 Relações sociais bem sucedidas envolvem confiança e não apenas probabilidades. A esperança deve se basear em fundamentos concretos para que ela possa ser promissora. As relações sociais para terem sucesso não basta apenas expectativas, é muito mais que isso, é dependetemente da questão da esperança. Se uma economia vai mal é porque os investidores não sentem muita esperança para investirem seus capitais. Se uma amizade vai mal é porque não sentem mais esperança no usufruto das qualidades de sua amizade. Se um relacionamento amoroso vai mal é porque não se tem mais esperança no futuro do casal. Se um governante está com péssima popularidade e sem credibilidade é porque seu povo perdeu esperança na sua capacidade de governar(governabilidade e logo perde sua legitimidade se for no caso de uma democracia caso o jogo democrático, leis e o sistema como um todo o permita). O problema não é só a popularidade, é a credibilidade. Com baixa popularidade, ainda pode-se ter esperança, mas quando se perde a credibilidade, não há mais como governar. Quando as relações sociais se perdem o controle, o desafio é a estabilização das relações sociais e a conquista da confiança e da credibilidade. Não basta apenas expectativas, é mister que haja esperança!!! Quanto aos quatro casos acima, eles já estão resolvidos, sem essa explanação, não haveria como solucionar. Nas frases “b” é porque existe a confiança e probabilidade, nas frases “a” existe apenas a probabilidade bem tímida. Quando se diz que se tem a esperança ou a expectativa, esse artigo “a” quer dizer que se tem esse próprio conceito enraizado no próprio consciente da pessoa, quando se diz que se tem uma, quer dizer que existe alguma maneira específica em que tal conceito se aplica, independente de qual seja(esperança ou expectativa). Às soluções! Transparência, diálogo, respeito, abertura ao outro, cordialidade, responsabilidade são fundamentais para que se possa superar uma crise e reconquistar a confiança. Mas, isso não é um trabalho fácil! Requer tempo! Requer garra! Requer esforço e dedicação! E principalmente é não mentir para si mesmo, muitas vezes, é preciso renunciar a designações, responsabilidades e cargos que a pessoa ainda não é capaz de estar apta a lidar. Isso requer humildade. É um verdadeiro gesto de grandeza. Muitas vezes, para superar uma crise, é importante retroceder para vencer, assim como no jogo de xadrez! Estratégia, humildade e realismo são fundamentais para a construção de relações sociais sólidas. Mas, nada tão fundamental quanto a confiança. Com a esperança, tem-se a esperança de que algo se concretize e, caso haja crise, não tenha medo de reconstruir as relações sociais com as qualidades e formas supracitadas. Esperança, sempre!

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