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O grupo é fonte de segurança, acolhimento, pertença… o grupo é fonte deimpedimentos, negações, limites, rechaços… o grupo ...
Convivência, experiência grupal, vivencia gregária... espelhamento.Cremos nos espelhos como verdade, como duplicata perfei...
agremiações,         sistemas     educativos,       partidos      políticos...Grupos aguerridos... sinais de violência pro...
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09 guerras e 130 conflito em 2008 em 2009

  1. 1. 09 guerras e 130 conflitos, em 2008. Em 2009…09 Guerras e 130 conflitos no ano 2008. Em 2009, até agora, temosconflitos assumidos e noticiados em Ruanda, Israel, República doCongo, Burundi, Palestina, Sri Lanka, Nigéria, Afeganistão, RepúblicaCentro Africana, Colômbia, Chile, Birmânia, Paquistão, Panamá,Geórgia, Yemen, Índia, Peru, Brasil, Tailândia, Argélia, Filipinas,Chade, Sudão, Iraque, Etiópia, Somália, Yugoslávia...Temos medo... e o medo nos coloca na ação pendular ataque-defesa.Atacamos ao outro para estarmos defendidos;Rejeitamos ao outro para sermos aceitos;Empunhamos verdades para esconder nossas falácias;Submetemos muitos às nossas vontades para que não duvidemos delasNegamos-nos a ver possibilidades para permanecer na segurança dasnossas previsibilidades.Cada um de nós e esse(s) outro(s) estranho(s), em mim, nos rejeitamosem nossas complementares e elementares contradições, divergências,diversidades. Criamos ciências absolutas, culturas absolutas, crençasabsolutas, estados absolutos, famílias absolutas, educação absoluta.Absoluto e absurdamente não nos encontramos e não nos pertencemos.Não nos cabemos nas armaduras que criamos. Nos dizimamos.E a civita segue… segue como sinônimo de evoluçãoDina Maria Rosário
  2. 2. O grupo é fonte de segurança, acolhimento, pertença… o grupo é fonte deimpedimentos, negações, limites, rechaços… o grupo é fonte deambigüidades. O grupo traz a garantia do amparo da manada...Paradoxalmente desejamos a fusão no grupo e a solitude, a unanimidadee a divergência, a liberdade e a regra - convivências possíveis, relaçõesplausíveis. No entanto a civita funciona de maneira tal que quaseninguém possa se saber uno... A civita necessita da homogênica negaçãodo eu. Ao civile cabe obedecer ao que os governantes, os líderes, osdestacados definem como norma. O civile é o que a norma prediz. Nacivilização a pertença nega a autonomia e a alteridade é construída entreos iguais e dentro dos muros (físicos e ideológicos) da polis.Ser civile é ser civilizado, e isto implica em frustrar desejos particularesem nome do grupo de pertença e em oposição a todos os outros grupos.Deste modo, cada sujeito frustradamente integrado a um determinadogrupo, trata de atribuir grandeza e valor especial a este, de maneira talque a interdição das glórias pessoais ao civile é compensada pelaatribuição de grandezas especiais ao grupo de referência. O grupo passa aser depositário das faltas de cada um de seus membros e defender osintereses do grupo passa a ser a forma de obturar faltas pessoais.A grandeza do grupo é a grandeza de cada um e os desejos do grupopassam a ser aquilo que todos os homens e mulheres mais desejam –espectro de beleza, solidariedade, união, intolerância, violência, conflitos,guerras. Freud (1930) nos recorda que “... o homem não é uma criaturaterna e necessitada de amor, que só ousaria defender-se em caso deataque, pelo contrário, é um ser que dentre as disposição instintivainclui uma boa porção de agressividade. Desta maneira tal que o próximonão representa unicamente um possível colaborador e objeto sexual, mastambém uma oportunidade para satisfazer sua agressividade, paraexplorar sua capacidade de trabalho sem retribuir, para aproveitar-sesexualmente sem consentimento, para apoderar-se dos seus bens, parahumilhar-lo, para ocasionar-lhe sofrimento, martirizá-lo e matá-lo.Homo homini lúpus...”( El malestar de la cultura, 1930). Um grupointeiro pode – e o faz amiúde – sacrificar sua vida em nome daconstrução de uma coletividade mais digna, justa, respeitosa... De igualmaneira, um grupo inteiro pode – e o faz amiúde – considerar necessárioe válido dizimar outro em nome dos seus valores, normas, interesses.Dina Maria Rosário
  3. 3. Convivência, experiência grupal, vivencia gregária... espelhamento.Cremos nos espelhos como verdade, como duplicata perfeita... Espelhos sãocanais, meros instrumentos culturais... um meio que adéqua, acomoda eescamoteia as informações ainda que sintoma da sua presença. Aimagem refletida não é substantivo, a imagem só pode ser pronome jáque se refere, é aliquid que stat pro aliquo (aquilo que equivale, queindica o outro). O outro, espelhamento no grupo, é pronome que se refere amim.Espelhos um dos outros, reconhecemo-nos no outro... Estranhamento desi, rechaço, medo, violência... afasta de mim o cálice que me reflete,aparta o referente do que sou. Separa-me do especular para que meencante, narciso, com o meu inventado replicante - conveniente eintencionalmente moldado à minha imagem e semelhança. Comoafirma Lino de Macedo (2005) “pertencemos a uma cultura desemelhança; a cultura da caixa, da gaiola; a cultura da cidade, da casa,do bairro, de nosso grupo e dos excluídos, da maioria dos excluídos semcasa, sem projetos, sem lugar, sem vez, sem trabalho, sem destino, semrespeito, porque o que eles são não cabe no que pensamos. (Macedo,2005:15)Ainda não conseguimos assumir, aceitar e conviver com o fato de quesomo possibilidades, de que somos múltiplos, de que somos eternamenteprojetos de si... E o outro ( o pobre, o negro, o estrangeiro, o indígena, oimigrante, o cigano, o deficiente, o vizinho, o diferente...) é a diuturnaafirmação do que sou e do que não sou, do que posso ser, do que poderiater sido, do que posso vir a ser.. e seguimos como se o outro fosse como aincomoda presenças de um gato em uma loja de cristais ( cristais-crenças, cristais-valores, cristais-conceitos, cristais-interesses, cristais-alienações).A manada segue em pax... Em comportamento gregário marchamos semuma direção consciente y comungadamente planificada – exceto no quese refere a tentativa de redução do sentimento de desamparo. Tentamos,em grupo, diminuir o medo que temos da insignificância e fugacidadeda nossa existência. Em grupo podemos mais, podemos tudo, fazemosqualquer coisa...Seguimos a ação dos demais a partir de ordens edecisões que não sabemos a origem, o objetivo e as conseqüências...rebanho de sapiens sapiens em nações, grupos religiosos, sindicatos,Dina Maria Rosário
  4. 4. agremiações, sistemas educativos, partidos políticos...Grupos aguerridos... sinais de violência produzidos por relações eestruturas sociais presentes nas casas, ruas, Barrios, centros urbanos,cidades, países, vilas, regiões... Vínculos patologicamente constituídos eagudizados nos últimos cinqüenta anos – talvez sempre tenham estado,invisivelmente, presentes em todas as civilizações humanas. Fome,destruição do ecossistema planetário, miséria, concentração de riquezas,produção e tráfico de drogas, apartheid social, xenofobia, apartheid racial,produção e tráfico bélico, intolerância étnica, exclusão social, intolerânciareligiosa, concentração do poder mundial em um grupo de instituiçõesfinanceiras, destino do planeta representado pelos interesses de um paísou de um bloco de países.Dina Maria Rosário

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