Hobbes leviatã

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Breve comentário sobre o Leviatã.

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Hobbes leviatã

  1. 1. 1 COMENTÁRIO A PARTIR DE NOTAS DE AULAA RELAÇÃO ENTRE NATUREZA E SOCIEDADE CIVIL NO LEVIATÃ DE THOMAS HOBBES1 Na introdução do capítulo XIII intitulado “Da condição natural da humanidaderelativamente à sua felicidade e miséria”, Hobbes afirma que os homens são tãoiguais quanto as faculdades do corpo e do espírito que mesmo encontrando umhomem mais forte do que outro ou com mais vivacidade de espírito, se isso forconsiderado em conjunto não encontrará elementos suficientes para um reclamarbenefícios em detrimento dos outros pois ambos correm o mesmo perigo mesmocom as diferenças físicas, o mais fraco ainda assim pode matar o mais forte seja pormaquinação ou seja com a ajuda de outros. Quanto às faculdades do espírito paraHobbes não é uma faculdade nativa, nem tampouco uma faculdade que possa serconseguida com a experiência. Da igualdade quanto à capacidade deriva a igualdade quanto à esperança deatingirmos nossos fins, que se manifesta no instante em que dois homens desejam amesma coisa ao mesmo tempo e essa coisa é impossível de ser desfrutada porambos, eles tornam-se inimigos e para isso eles vão se esmerando em destruir ousubjugar um ao outro. Hobbes fala que nesse estado os homens não tem prazeralgum da companhia uns dos outros quando não há um poder que os mantenham atodos em respeito. Cada homem quer receber do outro o mesmo valor que o própriose auto-atribui e como não conseguem acabam por se destruir uns aos outros. Para Hobbes na natureza do homem encontramos três causas principais dediscórdia: a competição, a desconfiança e a glória. A competição leva os homens aatacar os outros visando lucro, a desconfiança faz com que ataque visando àsegurança e a glória visa a reputação. Nesse estado de natureza segundo o autor,os homens vivem no que, segundo ele é chamado de guerra, e uma guerra que é detodos os homens contra todos os homens. E nessa guerra de todos os homenscontra todos os homens a consequência é que nada pode ser injusto. As noções debem e de mal, de justiça e injustiça, não podem ter lugar, visto que, onde não há um1 Sebastiana Inácio da Silva, Graduada em Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Estadual daParaíba.
  2. 2. 2poder comum não pode haver lei e não havendo lei não há a noção de injustiça.Para Hobbes na guerra a força e a fraude são duas virtudes cardeais. Hobbes também vai falar que existem paixões que levam os homens a pazque são o medo da morte e o desejo por uma vida confortável através do trabalho eessas normas são chamadas por ele de leis da natureza que será tratado adiante noparágrafo seguinte. Agora trataremos sobre a primeira e a segunda lei natural e os contratos deacordo com Hobbes. O direito de natureza conhecido por alguns autores como jusnaturale é a liberdade que cada homem tem de usar o poder pessoal da maneiraque quiser para a preservação da sua própria vida de acordo com o seu julgamentoe a sua própria razão lhe direcionar. Uma lei de natureza é um preceito ou regrageral, determinado pela razão, por meio da qual o homem é proibido fazer tudo oque possa destruir a sua vida ou privá-lo dos meios necessários para preservá-la. A primeira lei da natureza é a seguinte: que todo homem deve esforçar-sepela paz, na medida em que tenha esperança de consegui-la, e caso não a consigapode procurar e usar todas as ajudas e vantagens da guerra. (Ou seja: procurar apaz e segui-la). A segunda: por todos os meios que pudermos, defendemo-nos a nósmesmos. É interessante falar acerca do contrato segundo Hobbes contrato é atransferência mútua de direitos. Para ele quando um dos contratantes entrega acoisa contratada por seu lado, permitindo que o outro cumpra sua parte em outromomento e confia um tempo determinado, nesse caso é chamado de pacto ouconvenção. Hobbes também diz que um pacto anterior anula outro posterior. A justiça das ações é divida em comutativa e distributiva a primeira numaproporção aritmética e a segunda numa proporção geométrica. A justiça distributivaé atribuída por eles à igualdade de valor das coisas que são objeto de contrato, e adistributiva à distribuição de benefícios a pessoas de mérito igual. A justiçadistributiva é a justiça do árbitro, que define o que é justo. Agora relacionaremos as leis de natureza conforme elas se apresentam nasua ordem: a primeira: que todo homem deve esforçar-se pela paz, na medida emque tenha esperança de consegui-la, e caso não a consiga pode procurar e usartodas as ajudas e vantagens da guerra; a segunda: por todos os meios quepudermos, defendemo-nos a nós mesmos; a terceira: que os homens cumpram ospactos que celebrarem; a quarta: que quem recebeu benefício de outro homem, porsimples graça, se esforce para que o doador não venha a ter motivo razoável paraarrepender-se de sua boa vontade; a quinta: complacência: que cada um se esforce
  3. 3. 3para se acomodar aos outros; a sexta: o perdão, que como garantia do tempo futurose perdoem as ofensas passadas, àquelas que se arrependam e o desejem; asétima: na vingança os homens não olhem à importância do mal passado, mas só aimportância do bem futuro; a oitava: que ninguém por atos, palavras, atitude ougesto declare ódio ou desprezo pelo outro... Existem outras leis de natureza nãoobstante falaremos sobre elas em outra oportunidade. Para Hobbes as leis de natureza são imutáveis e eternas, pois a injustiça, aingratidão etc, jamais poderão ser tornados legítimos e a guerra nunca vai preservara vida e a paz destrua.

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