H1N1

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  • Epidemia: Isso poderá ocorrer por causa de uma mutação do agente transmissor da doença ou pelo surgimento de um novo agente (desconhecido).
  • Nível 6 – Transmissão humana sustentada capaz de causar surtos em 3 ou mais países em pelo menos 2 regiões da OMS. A passagem para o nível 6 reflete o fato de que a doença, conhecida largamente como gripe suína, está se espalhando geograficamente, mas não é indicativo de sua virulência. Escala de 1 a 6.
  • Provavelmente essa recombinação viral aconteceu em um suíno.
  • Nome: Influenza H1N1  H: hemaglutinina e N: neuraminase, que são glicoproteínas da superfície do vírus. Os subtipos A e B causam uma maior morbidade e mortalidade que o tipo C. A pandemia esta mais associada ao subtipo A. O tipo A promove doença moderada a severa em todas as faixas etárias e pode causar epidemias, afetando até animais; O tipo B afeta somente humanos, principalmente crianças e causa epidemias leves; O tipo C não é epidêmico. Mutação : A natureza fragmentada do material genético do vírus influenza induz altas taxas de mutação durante a fase de replicação. Além disso, o reagrupamento entre vírus humanos e vírus que infectam outras espécies animais, induzem em novas formas de vírus. Disseminação : Os vírus se replicam nas células epiteliais colunares do trato respiratório e, a partir daí, misturam-se às secreções respiratórias e são espalhados por pequenas partículas de aerossol geradas durante o ato de espirrar, tossir ou falar.
  • O corpo produz anticorpos contra as glicoproteínas neuraminase e hemaglutinina.
  • Glicoproteínas da superfície viral;
  • O vírus, através de seu receptor HA se liga ao terminal de ácido siálico de glicoproteínas da membrana celular; Quando chega às células que serão atacadas a proteína Hemaglutinina (HA) do capsídeo viral se liga a glicídios contendo ácidos siálicos presentes no glicocálix celular. A interação do vírus com os ácidos siálicos desencadeia um mecanismo de fusão do capsídeo viral à membrana celular.
  • Quebra dos glicídios formadores do glicocálix da membrana celular e reduzindo sua resistência.
  • (a) O vírus liga-se à superfície da célula hospedeira através da hemaglutinina; b) Entra na célula e inicia a replicação usando o material celular; (c) Os viriões recém-formados saem da célula (d) Os vibriões recem-formados são libertados pela neuraminidase viral; (e) O ciclo infeccioso continua.
  • O período de incubação pode variar de 1 a 4 dias.
  • O fosfato de oseltamivir é uma pró-droga éster-etil do carboxilato de oseltamivir. O carboxilato de oseltamivir inibe a neuraminidase do vírus da gripe de ambos os tipos: Influenza A e B.  Estes mimetizam o substrato natural da neuraminidase (ácido siálico), bloqueando o local ativo desta enzima.
  • Ação do oseltamivir e do zanamivir, ligando-se a neuramidase, bloqueiam o local ativo dessa enzima. B. Não ocorre a ligação com o oseltamivir, temos resistência ao medicamento, logo a enzima vai continuar ativa.
  • Na rede pública é mais ELISA. PCR: Cliclos de desnaturação e anelação;
  • Quando consideramos a população jovem previamente saudável, este vírus pandêmico tem um maior potencial de causar uma doença grave, quando comparado a gripe comum.
  • A vacina foi lançada tão rapidamente, pois as indústrias que a produziram já tinha experiencia na fabricação de vacinas do vírus da Influenza sazonal. Portanto, mesmo com o lançamento rápido, esta vacina é segura e não tem relatos da relação entre esta e eventos adversos graves. A vacina é preparada a partir do vírus da influenza propagados em ovos embrionados de galinha. http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1270759-16726,00- BUTANTAN+COMECA+A+FAZER+VACINA+ANTIGRIPE+EM+OUTUBRO+CONHECA +A+FABRICA+POR+D.html
  • O vírus é inativado com formaldeído e fragmentado quimicamente;
  • Tiomersal - é um composto contendo mercúrio orgânico (um organomercurial - cerca de 49% mercúrio em peso), amplamente utilizado como conservante (para ajudar a evitar potencial risco de vida a contaminação por microorganismos nocivos). Atualmente, é utilizado em baixíssimas doses e existe controvérsias sobre sua neurotoxicidade e uso. Cloreto de potássio e cloreto de sódio – agentes de tonicidade (mantem solução isotônica); Fosfato dissódico diidratado e diidrogenofosfato de potássio – agente tempão e quelante; Água – solvente.
  • AS03 – é um composto de esqualeno3 (Óleo de fígado de tubarão – também é um bom emulsificante), DL-αtocoferol (vitamina E) e polissorbato 80 (emulsificante).
  • O MS adquitiru a vacina visando proteger, primariamente, os grupos de risco e profissionais da saúde; As doses adquiridas não são suficientes para vacinar toda a população.
  • População indígena: tem maior dificuldade em acessar as unidades hospitalares e são mais suscetíveis a infecções; Gestantes: 22% das mulheres que apresentaram síndrome respiratoria aguda (SRAG) por influenza A eram gestantes; Pacientes portadores de doenças crônicas: 35% dos pacientes que apresentaram SRAG, possuia algum tipo de doença crônica; Crianças: Crianças com menos de 2 anos apresentam maior tendência a adquirir SRAG; 20 a 29 anos: grupo mais acometido por SRAG (24% do total de casos); 30 a 39 anos: maior morbildade (22% dos casos de morte acometidos por SRAG); Profissionais da saúde: garantir o funcionamento dos serviços de saúde. A vacina pode ser administrada em qualquer periodo da gestação, porem, vacina com adjuvante só pode ser adm. Após o segundo trimestre de gravidez (por zelo, segundo o MS). Portanto, o MS optou por vacinar gestantes somente com a vacina sem o adjuvante;
  • H1N1

    1. 1. H1N1
    2. 2.  Endemia: doença infecciosa que ocorre habitualmente(com incidência significativa) em dada população ouregião; Não atinge, nem se espalha para outrascomunidades. Epidemia: doença infecciosa, de caráter transitório,que ataca grande número de indivíduos em umadeterminada localidade.É uma doença transmissível que se espalha rapidamenteentre as pessoas, originando um surto epidêmico. Pandemia: doença epidêmica amplamentedisseminada, por um ou mais continentes ou por todo omundo, causando inúmeras mortes .
    3. 3. Pandemias de gripe Índice deNome da Subtipo Data Mortes gravidadepandemia envolvido pandêmica possivelmenGripe Russa 1889–1890 1 milhão ? te H2N2 Gripe 40 a 100 1918–1920 H1N1 5Espanhola milhões Gripe 1 a 1,5 1957–1958 H2N2 2 Asiática milhões Gripe de 0,75 a 1 1968–1969 H3N2 2Hong Kong milhãoGripe Suína 2009 + de 10 Mil H1N1 6
    4. 4. Porque tantas mutações? Dois fenômenos são importantes:ã Drift: vírus acumula pequenas mutações nos genes H e N, suficientes para o sistema imune não reconhecer o vírus depois de um tempo.u Shift: dois vírus Influenza diferentes entram na mesma célula e ao saírem misturam seus cromossomos. Quando isso acontece, o vírus muda abruptamente e nosso sistema imune fica completamente despreparado.
    5. 5. Mutação na Hemaglutinina What’s Old Is New: 1918 Virus Matches 2009 H1N1 Strain Downloaded from www.sciencemag.org on May 4, 2010 Science vol 327 – 26 março /2010
    6. 6. Influenza H1N1Família OrtomixovírusEspécie Myxovirus influenzae  É uma variação do vírus Influenza.  Partículas envelopadas de RNA segmentado de simples fita.  Tem alto poder de mutação e de disseminação.  A influenza possui 3 subtipos, segundo a diverdiade antigênica: A,B e C;
    7. 7. Hemagutinina e Neuroaminase 2 mais importantes:c. Genes com alta taxa de mutação;d. Estimulam a resposta imune. Influenza: um gene para codificar 1 de 16 possibilidades de HA e 1 de 9 possibilidades de NA; Apenas 3 combinações encontradas no homem: H1N1, H2N2, H3N2.
    8. 8. Hemaglutinina (HA) Influenza H1N1: HA 01, 02 e 03; Funções:4. Facilitar a ligação do vírus à célula do hospedeiro;5. Desencadeia um mecanismo de fusão do capsídeo viral à membrana celular.
    9. 9. Neuraminase (NA)  Influenza H1N1: NA 01 e 02. Função: atua como enzima, hidrolisando o ácido siálico, facilitando liberação do vírus pela célula infectada;
    10. 10. Mecanismode Ação
    11. 11. TratamentoOseltamivir: C16H28N2O4 (Tamiflu) Inibe diretamente a NA, dificultando a saída dos novos vírus das células, resultando no decréscimo da taxa de multiplicação viral no corpo. Efeitos colaterais mais comuns: náuseas,vômitos, diarréia, dor abdominal e cefaléia. Metabolização pelo fígado e TGI poresterases: carboxilato de oseltamivir.
    12. 12. Diagnóstico1. Detecção e identificação do vírus por PCR;2. Isolamento viral;3. ELISA (Enzyme-linkedimmunosorbent assay). Realizados a partir de secreçõesrespiratórias colhidas na cavidade nasale garganta.
    13. 13.  Síndrome respiratória aguda pandêmica; Primeiro caso em abril de 2009, no México; Atualmente, mais de 90% dos casos de gripe são do vírus pandêmico; Não é mais mortal ou violento que o vírus da gripe comum. Epidemiologia
    14. 14.  657 mortes no Brasil em 2009; 17,4 mil no mundo todo, até abril de 2010.
    15. 15.  Distribuição x efeitos adversos graves.Tem efetividade média > que 95%, sendo a resposta máxima de Ac anti-H1N1 entre o 14° e 21° dia.Vacina injetável administrada intramuscularmente.Contra-indicações: pessoas alérgica a componentes da vacina ou alérgicas a ovo. Vacina FILME
    16. 16. Vacina
    17. 17. Informacões Técnicas da Vacina Formulação básica da vacina:a Proteínas virais purificadas (HA e NA); Adjuvantes que auxiliem na resposta imunológica. Formas farmacêuticas:  Injetável: frascos multidoses de 0,5 ml;  Inavável. Conservação: + 2º a + 8ºC, sendo ideal + 5ºC. Não pode ser congelada, nem exposta à luz solar direta.
    18. 18. Vacina Fabricada pela Sanofi Pasteur/ButantanComposição:o Antígeno propagado em ovos: Cepa análoga (A/Califórnia/ 7/2009 (H1N1);o Tiomersal (45 mcg por dose de 0,5ml);o Cloreto de sódio;o Cloreto de potássio;o Fosfato dissódico diidratado;o Diidrogenofosfato de potássio;o Água para injeção.Prazo de validade da vacina depois de aberta: 07 dias.
    19. 19. Vacina Fabricada pela GSK (GlaxoSmithKline)Composição:o Vírus like-v (3,75 mcg deo hemaglutinina/dose de 0,5ml);o Timerosal;o Cloreto de Sódio;o Fosfato de Hidrogênio Sódico;o Fosfato de Hidrogênio Potássico;o AS03 - composto de escaleno (10,69 mg), DL-α-tocoferol (vitamina E) e polissorbato 80.Prazo de validade da vacina depois de aberta: 24 horas.
    20. 20. Efeitos Adversos da Vacina Efeitos muito comuns (1 em cada 10 vacinados): dor e inchaço no local da aplicação e tremores; Efeitos comuns (1 em cada 100 vacinados): náusea, diarréia, sudorese, hiperemia e inchaço no local da aplicação e tremores; Efeitos raros/muito raros (menos de 1 em cada 10.000 vacinados): linfadenopatia, insônia, tontura, vertigem, dispnéia, dor abdominal, vômitos, desconforto gástrico, prurido, etc.
    21. 21. Fornecedor Número de Valor/dose Valor (US$ Valor (R$ doses unitária (US$) milhões) milhões)Sanofi Pasteur / Butantan 63 milhões 7,60 478,8 812,6 GlaxoSmith Kline (GSK) 40 milhões 6,43 257,2 444,7 Novartis OPAS 10 milhões 7,00 70,0 122,5 TOTAL 1.379,8 bilhões BRASIL 113 milhões – 806 milhões
    22. 22. Grupos selecionados Dosagem Intervalo 1 dose de 0,5 ml Trabalhador de saúde 1 dose de 0,5 mlPopulação indígena acima de 9 anos aldeada 1 dose de 0,5 ml Gestante em qualquer idade gestacional 1 dose de 0,5 ml Portadores de doenças crônicas 2 doses de 0,25ml 30 dias Crianças com idade entre seis meses e dois anos 2 doses de 0,25ml 30 diasCriança de 2 anos a 2 anos, 11 meses e 29 dias (com comorbidades) 2 doses de 0,5 ml 30 diasCrianças nas faixas etária de 3 a 9 anos (com comorbidades) 1 dose de 0,5 ml População de 20 a 29 anos 1 dose de 0,5 ml Pessoas com mais de 60 anos 1 dose de 0,5 ml População de 30 a 39 anos
    23. 23. Dúvidas??Obrigada!
    24. 24. Bibliografia ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.Imunologia celular e molecular. 6ª edição. Rio de Janeiro, RJ: Editora Elsevier. ROITT, Ivan; BROSTOFF, Jonathan; MALE, David.Imunologia. 6ª edição. Barueri, SP: Editora Manole. TORTORA, Gerard J., FUNKE, Berdell R., CASE, Chistine L. Microbiologia. 8ª edição.Porto Alegre, RS: Editora ARTMED. http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/115.pdf http://www.vacinas.org.br/ http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=82 http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_diagnostico_raiva.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/funasa/manu_normas_vac.pdf http://ec.europa.eu/enterprise/sectors/pharmaceuticals/documents/community- register/1997/199711172975/anx_2975_pt.pdf http://www.eselx.ipl.pt/saudeseguranca/doenca/hepatite.htm http://www.sbhepatologia.org.br/pdf/uploads/76281consenso_redacao_final_b.pdf https://bdigital.ufp.pt/dspace/bitstream/10284/422/1/168-180REVISTA_FCS_04-3.pdf http://www.pasteur.saude.sp.gov.br http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/21125 http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1616 http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/site/conteudo/explicacao.asp http://www.novartis.com.br/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Oseltamivir http://www.adeusgripe.com.br/ovirus.html http://www.bancodesaude.com.br/medicamentos/oseltamivir-tamiflu http://crohn.netne.net/index.php/dossier-gripe-a/44-dossier-gripe-a/479-tiomersal-em- vacinas-thimerosal-e-toxico

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