Apresentação de estudo de caso

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Apresentação de estudo de caso

  1. 1. Universidade Federal do AmazonasEscola de Enfermagem de ManausDepartamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Estudo de caso Colelitíase e Coledocolitíase
  2. 2. Universidade Federal do AmazonasEscola de Enfermagem de ManausDepartamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Preceptora Profa Sineide Santos de Souza Acadêmica Danielle Milene Sá dos Anjos Acadêmica Stella Maria Farias Sicsu
  3. 3. Colelitíase
  4. 4. Sistema gastrintestinal e vesícula biliar • SGI formado por órgãos ocos • Comunicam nas extremidades com o meio ambiente • Vesícula biliar: órgão anexo • Localização: lobo D abaixo do fígado
  5. 5. Vesícula biliar • Órgão anexo do SGI • Importância: armazenar e concentrar a bile produzida pelo fígado Ducto cístico Ducto colédoco Enfíncter de Oddi Ducto hepático comumVesícula biliar
  6. 6. Vesícula biliar BILE
  7. 7. Vesícula biliar
  8. 8. Vesícula biliar• Função – A vesícula biliar armazena bile  lançada quando a comida contendo gordura + proteína (degradadas) entra no trato digestório  estimula secreção no ID de colecistoquinina (CCK)  estimula contração de vesícula biliar + relaxamento do esfíncter de Oddi  bile emulsifica gorduras + neutraliza ácidos na comida.
  9. 9. Vesícula biliar + contato gordura-enzimas pancreáticas + lipólise de gorduras
  10. 10. Vesícula biliar • Secreção da bile – A secreção da bile envolve colesterol + bilirrubina (degradado da hb) que são excretados nesta. Substâncias secretadas pela bile a partir do fígado Substância Quantidade (%) Ácidos biliares 67,0 Fosfolipídio 22,0 Colesterol 4,0 Bilirrubina 0,3 Proteína 4,5
  11. 11. Vesícula biliar • A bilirrubina excretada é resultante da degradação da hemoglobina. • É insolúvel em água. • Ficam separados em micelas. • Responsável pela coloração das fezes, urina e bile que são suas vias de excreção.
  12. 12. Vesícula biliar • Icterícia – Bilirrubina elevada no sangue (hemólise rápida) – Obstrução de ductos biliares ou lesões hepáticas Bilirrubina reflui para circulação sistêmica > Bilirrubina não conjugada
  13. 13. Vesícula biliar Reabsorção da bile • Componentes inorgânicos da bile: Cl- Ca+ ÁGUA K+ Na+ HCO3- – Os ácidos biliares são derivados do colesterol: • Cólico Hepatócitos • Quenodesoxicólico • Desoxicólico Bactérias • Litocólico
  14. 14. Vesícula biliar – Colesterol • está em 4% na proporção dos sólidos totais da bile • Importância na manutenção do colesterol em níveis normais (via de excreção é a bile) – Lecitina • presente na bile (junto com o colesterol) • Controla o colesterol solubilizando-o • Se estiver em concentrações elevadas não é solubilizado  cálculos biliares
  15. 15. Vesícula biliar • Volume de bile secretada pela fígado é superior ao que a vesícula consegue armazenar • Na vesícula água + íons são reabsorvidos  ácidos e pigmentos biliares não  > concentração da bile (5-10x períodos interdigestivos)
  16. 16. Vesícula biliar Substâncias secretadas pela bile Substância Bile hepática Bile vesicular Na+ 150 300 K+ 4,5 10 Ca2+ 4,0 20 Cl- 80 5 Sais biliares 30 315 Colesterol 110 600 Bilirrubina 100 1000 Ph 7,4 6,5
  17. 17. Colelitíase• Também chamada de Síndrome do ‘’3F’’• Presença de cálculos na vesícula biliar• São diagnosticados cerca de 1 milhão de casos novos ao ano nos Estados Unidos.• Fatores contribuintes – Falta de água Água ingerida ≠ Substâncias biliares – Excesso de componentes = colesterol Solidificação da bile
  18. 18. Colelitíase – História familiar: 2x mais risco na primeira geração – Rápida perda de peso: grandes perdas de peso em pouco tempo ou dietas com baixas quantidades de calorias. – Diabetes – Cirrose – Jejum prolongado: bile (na vesícula mais tempo)  formação de cálculos (maior)
  19. 19. Colelitíase • Casos podem ser sintomáticos ou assintomáticos. • Independem da presença de sintomas específicos como flatulências, intolerância a alimentos gordurosos e dispepsia.
  20. 20. Sintomatologia• A história clínica orienta o diagnóstico• Sintomas – Queixa álgica forte, súbita e localizada (região abdominal lateral D), próximo ao estômago ou costas. – Náuseas – Vômitos
  21. 21. Diagnóstico• Pode ser feito através de: – USA: mais comumente utilizado para confirmação da patologia – Exames radiológicos
  22. 22. Diagnóstico• Exames laboratoriais – Fosfatase alcalina • Valor normal: 40-129U/L • Valor encontrado: 352 • Importância: grupo de enzimas presente em todos os tecidos; o acúmulo de sais biliares a solubilizam + obstrução gera regurgitação entre as células hepáticas até o sangue.
  23. 23. Diagnóstico – Gama glutamiltransferase – GGT • Valor normal: 12-73U/L • Valor encontrado: 369 • Importância: enzima presente em grande quantidade no fígado, rins, pâncreas, próstata; relacionada à obstrução biliar.
  24. 24. Diagnóstico – Bilirrubinas • Valor normal: – BT: 0,20-1,00mg/dL – BD: 0,00-0,20mg/dL – BI: 0,20-0,80mg/dL • Valor encontrado: – BT: 1,18 – BD: 0,63 – BI: 0,55 • Importância: principal componente dos pigmentos biliares; produto final da destruição da porção ‘heme’ da Hb;
  25. 25. Diagnóstico • A primeira a ser produzida é a BI;(não conjugada); quando se conjuga ela passa a BD (conjugada); • BI aumentada  aumento da degradação do ‘heme’. • BD aumentada  deficiência na eliminação da bilirrubina pela bile. • BT aumentada  obstrução do fluxo de bile (BD predomina);
  26. 26. B conjugadaB não conjugada
  27. 27. Tratamento • Pacientes assintomáticos devem sempre ser acompanhados até que se tornem sintomáticos. • Intervenção cirúrgica não é indicada para os assintomáticos. • Pacientes sintomáticos podem ser operados seletivamente.
  28. 28. Colecistectomia• Extirpação da vesícula biliar.• Melhor e mais comum método para tratar os sintomáticos.• Pode ser feita por dois métodos: videolaparoscópico e convencional ou laparotomia (aberta).
  29. 29. Prescrição médica
  30. 30. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GETÚLIO VARGAS SERVIÇO DE CIRURGIA ABDOMINALPaciente: R.A.U. Leito: 29Clínica: Cirúrgica – Abdominal Registro: 5563499 Data: 30/04/12 PRESCRIÇÃO HORÁRIODieta oral zero até segunda ordem SNDManter sonda nasogástrica fechada AtençãoNPT conforme prescrição da nutrição AtençãoRL 3000mLGH 50% 30mL/faseMgSO4 10mL/fase EV correr em 24h 08-10-18-22-03-06-00KCl 10% 10mL na 1ª e 2ª faseMeropenem 1g EV 8/8h (D12/21) 14-22-06Tramadol 100mg EV 8/8h 14-22-06SF 0,9%100mLDipirona 1,5g EV 6/6h 12-18-23-05Morfina 10mg Administrar 3mL EV 6/6h em caso de dor intensaÁgua destilada 9mL SNMetoclopramida 10mg EV 8/8h 14-22-06Omeprazol 40mg EV diluído 1x/dia 06Vitamina C 1g EV 12/12h 10-22Complexo B 1amp diluído EV 12/12h 11-23GH 50% 40mL EV se glicemia capilar < 80 Dxt
  31. 31. UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GETÚLIO VARGAS SERVIÇO DE CIRURGIA ABDOMINALPaciente: R.A.U. Leito: 29Clínica: Cirúrgica – Abdominal Registro: 5563499 Data: 30/04/12 PRESCRIÇÃO HORÁRIOEnoxaeparina 40mg diluídos SC 1x/dia 18Fisioterapia motora e respiratória 09-15-21-03Curativo de 6/6h e pesar para estimar perdas AtençãoBalanço hídrico rigoroso OrientarAnotar débito dos drenos Suctor e Kher RegistrarCabeceira elevada 45º ManterEstimular deambulação OrientarGlicemia capilar 6/6h 11-17-23-05Cuidados gerais RotinaSinais vitais 6/6h 08-14-20-06
  32. 32. Meropenem• Antibacteriano de amplo espectro.• Indicação: infecção complicada da pele e tecidos moles; infecção intraabdominal.• Ação: inibe a síntese da parede celular bacteriana.• Uso: endovenoso, diluído em água estéril para injeção.
  33. 33. Tramadol• Analgésico opioide.• Indicação: dor (moderada a grave); comum em pós-cirúrgicos.• Ação: mecanismo não bem compreendido. Liga- se aos receptores opióides.• Uso: deve ser diluído em água açucarada ou SF.
  34. 34. Dipirona• Analgésico, antipirético, antitérmico.• Indicação: dor, febre.• Ação: anti-inflamatório não esteroide.• Uso: infusão endovenosa lenta.
  35. 35. Morfina• Analgésico opióide.• Indicação: dor intensa, sedação pré-operatória, adjunto da anestesia.• Ação: atua sobre receptores opioides no SNC alterando a percepção e resposta emocional à dor.• Uso: Injetado lentamente.• Reações: aumento dos batimentos cardíacos, queda da pressão arterial, dificuldade para respirar.
  36. 36. Metoclopramida• Antiemético, estimulante gastrintestinal.• Indicação: náuseas, refluxo gastro-esofageano, vômito.• Ação: estimula a motilidade no trato intestinal superior, acelera o esvaziamento do estômago, aumenta o trânsito intestinal.
  37. 37. Omeprazol• Antiulceroso.• Indicação: esofagite de refluxo, úlcera duodenal, úlcera de estômago.• Ação: inibe seletivamente e irreversivelmente a bomba de prótons inibição da secreção ácida.• Reações: diarreia, dor abdominal.
  38. 38. Vitamina C• Ácido ascórbico; suplemento nutricional.• Indicação: Estados febris, infecções, trauma prolongado.• Ação: formação do colágeno, síntese de proteínas e lipídios, função imune, utilização de CHO.
  39. 39. Complexo B• Vitamina.• Indicação: anemia, deficiência de vitaminas.• Ação: coenzima de diversos processos metabólicos (síntese pretéica, metabolismo de gorduras, CHO).• Uso: usada em associações.
  40. 40. Enoxaeparina• Antitrombótico; anticoagulante (heparina de baixo peso molecular).• Indicação: trombose pulmonar e trombose venosa profunda (prevenção).• Ação: Inibie a formação e atividade do fator Xa aumento da antitrombina diminui a formação de trombina.• Uso: em casos cirúrgicos inciar a administração 12h antes da cirurgia.• Reações: confusão mental, febre, dor, náusea.
  41. 41. Evoluções de Enfermagem
  42. 42. Segunda-feira, 30 de Abril de 2012• Evolução de enfermagem – Paciente desorientado, porém obebecendo a comandos; contactante, agitado, mas cooperativo. – Hidratado, hipocorado (+), subfebril, taquipneico. – Com monitoração cardíaca instalada saturando 92% de O2. Apresentando desconforto respiratório importante.
  43. 43. Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 – AVC em jugular D/E. – Região abdominal distendida, com ferida operatória aberta em região abdominal lateral direita, com tela inorgânica. Dreno de Kher drenando média quantidade de secreção borrácea (100mL). Dreno de Penrose com secreção hemática (100mL) e Dreno Tubular fechado. – Apresentando discreto edema de extremidades (+).
  44. 44. Segunda-feira, 30 de Abril de 2012 – Em NPT líquida, sonda fechada. – Realizado curativo em AVC em subclávia D/E com SF 0,9% e PVPI; sem sinais flogísticos. – Instalada sonda vesical drenando urina concentrada (300mL). – Eliminações intestinais presentes (SIA). – SSVV: PA 150x80mmHg, FR 30ipm, T 37,7ºC, FC 130bpm.
  45. 45. Início de realização de curativo
  46. 46. Retirada do curativo antigo
  47. 47. AVC em jugular ETela inorgânica
  48. 48. Presença de secreçãoDreno de Penrose
  49. 49. Dreno Tubular
  50. 50. Dreno de Kehr
  51. 51. Diagnósticos de enfermagem
  52. 52. Diagnósticos de enfermagem • 1. Integridade da pele prejudicada relacionada a fator mecânico (cirurgia de colecistectomia) e umidade, evidenciado por tecido cutâneo e pele destruídos. Intervenções: – Realizar curativo com técnica asséptica rigorosa em ferida cirúrgica; – Avaliar evolução da ferida para escolha da melhor cobertura; – Registrar o aspecto e característica e quantidade do exsudato da ferida; – Avaliar a pele perilesão, registrando aspecto; – Manter a pele perilesão limpa e seca; – Monitorar os sinais e sintomas de infecção.
  53. 53. Diagnósticos de enfermagem • 2. Hipertermia relacionada ao trauma evidenciado por aumento da temperatura corporal acima da faixa normal. Intervenções: – Administração de terapêutica medicamentosa; – Diminuir as roupas e cobertores do paciente; – Aumentar a ingesta hídrica; – Realizar curva térmica a cada 4 horas.
  54. 54. Diagnósticos de enfermagem • 3. Distúrbio no padrão do sono relacionado a dor evidenciado por queixar verbalizadas de sono interrompido. Intervenções: – Reduzir os estímulos ambientais: luz incidente do ambiente, monitorar o frio ou calor (ar condicionado), ruídos e manipulação; – Oferecer alimentação adequada durante a noite; – Orientar sobre a importância de manter uma rotina de sono e atividade; – Solicitar à equipe médica que verifique a possibilidade de uma intervenção medicamentosa para o sono; – Solicitar à equipe médica que verifique a possibilidade de uma intervenção medicamentosa para a dor;
  55. 55. Diagnósticos de enfermagem • 4. Mucosa oral prejudicada relacionada à higiene oral ineficaz, evidenciado por relato verbal de acompanhante e língua saburrosa. Intervenções: – Realização de higiene oral por profissional utilizando gaze. – Manter mucosa oral úmida. – Intervenção: Comunicação da equipe médica para intervenção medicamentosa anti hemética.
  56. 56. Diagnósticos de enfermagem • 5. Risco para trauma Fator de risco: Fraqueza. Intervenções: – Manter as grades do leito elevadas; – Ajudar o paciente a sentar; – Orientar os familiares a oferecer apoio ao paciente para movimentar-se; – Estabelecer comunicação com o paciente.
  57. 57. Diagnósticos de enfermagem • 6. Risco para infecção. Fator de risco: Procedimentos invasivos (AVC em jugular D e E, uso de sonda enteral, SVD, drenos), lesão abdominal aberta e exposição à flora nasocomial da unidade. Intervenções: – Realizar curativo asséptico em local de acesso venoso central; – Realizar curativo na ferida operatória sempre que necessário; – Observar sinais flogísticos nos estomas; – Trocar fixação da SNE sempre que necessário; – Manter SVD fixa para evitar trauma; – Realizar a troca da SVD a cada 15 dias;
  58. 58. Diagnósticos de enfermagem – Aferir sinais vitais a cada 4 horas; – Observar sinais de infecção; – Orientar a equipe de enfermagem sobre os cuidados de higiene oral e corporal; – Manter o paciente limpo, seco e a pele hidratada; – Realizar mudança de decúbito a cada 2 horas; – Orientar os familiares sobre a necessidade de manter a unidade do paciente organizada; – Orientar os familiares sobre a necessidade da lavagem das mãos.
  59. 59. Diagnósticos de enfermagem • 7. Risco de desequilíbrio eletrolítico. Fator: Efeitos secundários relacionados ao tratamento (NPT) e débito da ferida operatória e drenos. Intervenções: – Anotar debitos dos drenos e avaliar aspecto de secrecao. – Anotar debito de ferida operatoria e avaliar aspecto de secrecao. – Verificar velocidade de NPT.

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