CADERNO DE INSTRUÇÃO MANOBRA-DE-FORÇA CI 17-10/6

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CADERNO DE INSTRUÇÃO MANOBRA-DE-FORÇA CI 17-10/6

  1. 1. MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES Caderno de Instrução MANOBRA-DE-FORÇA 1ª Edição - 2002 Experimental CI 17-10/6 Preço: R$ CARGA EM______________
  2. 2. MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES PORTARIA N° 007-COTER, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2001. Caderno de Instrução CI 17-10-6 Manobra-de-Força O COMANDANTE DE OPERAÇÕES TERRESTRES, no uso da delegação de competência conferida pela letra d), item XI, Art. 1° da Portaria N° 441, de 06 de setembro de 2001, resolve: Art. 1° Aprovar, em caráter experimental, o Caderno de Instrução CI 17-10-6 Manobra-de-Força. Art.2°EstabelecerqueaexperimentaçãodesteCadernodeInstrução seja realizada durante os anos de 2002, 2003 e 2004. Art. 3° Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação. Gen Ex FREDERICO FARIA SODRÉ DE CASTRO Comandante de Operações Terrestres
  3. 3. CI-17-10/6 MANOBRA-DE-FORÇA NOTA O CI 17-10/6 - Manobra-de-Força foi elaborado pelo Centro de Instrução de Blindados General Walter Pires. Após revisão do COTER, foi expedido para experimentação em 2002, 2003, 2004. Solicita-se aos usuários deste Caderno de Instrução a apresentação de sugestões que tenham por objetivo aperfeiçoá-lo ou que se destinem à supressão de eventuais incorreções. As observações apresentadas, mencionando a página, o parágrafo e alinhadotextoaquesereferem,devemcontercomentáriosapropriadosparaseu entendimento ou sua justificação. A correspondência deve ser enviada diretamente ao CIBldGWP, de acordo com Art 78, das IG 10-42 – INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRES- PONDÊNCIA, PUBLICAÇÕES E OS ATOS NORMATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, onde serão avaliadas, respondidas e, se for o caso, remetidas ao COTER para aprovação e divulgação. 1ª EDIÇÃO – 2002 Experimental
  4. 4. ÍNDICE DE ASSUNTOS Pag CAPÍTULO 1 – PRINCÍPIOS BÁSICOS 1-1. Generalidades ............................................................................1-1 1-2. Definições básicas ......................................................................1-1 1-3. Pontos de ancoragem .................................................................1-6 1-4. Características dos cabos de fibras ............................................1-11 1-5. Características dos cabos de aço ...............................................1-12 CAPÍTULO 2 – EXECUÇÃO DE MANOBRA-DE-FORÇA 2-1. Generalidades ............................................................................2-1 2-2. Resistência ao movimento ..........................................................2-1 2-3. Vantagem mecânica ...................................................................2-3 2-4. Exemplos práticos ......................................................................2-7 CAPÍTULO 3 – NORMAS DE SEGURANÇA 3-1. Generalidades ............................................................................3-1 3-2. Segurança na execução .............................................................3-1 CAPÍTULO 4 – MANUTENÇÃO DO MATERIAL 4-1. Generalidades ............................................................................4-1 4-2. Execução da manutenção ..........................................................4-1 REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS
  5. 5. 1 - 1 CAPÍTULO 1 PRINCÍPIOS BÁSICOS 1-1. GENERALIDADES a. Para se coordenar operações de manobra-de-força, é necessário que se tenha alguns conhecimentos básicos sobre todos os equipamentos utilizados, seu manuseio e sobre como e quando empregá-los. b. Neste caderno de instrução, aprender-se-á a executar com segurança e com correção algumas operações, consideradas básicas, de manobras-de-for- ça com blindados, começando com este capítulo, onde se conhecerá o material e sua forma correta de emprego 1-2. DEFINIÇÕES BÁSICAS a. Manobra-de-força - É a aplicação de cabos, correntes e outros equipamentos, em combi- nação com talha e alavancas, que tem a finalidade de movimentar ou içar cargas pesadas. b. Expedientes de campanha - São improvisações, em que se utilizam os meios disponíveis ou orgâni- cos de um Pelotão, para devolver a mobilidade a uma viatura momentaneamen- te parada devido a avaria ou pane mecânica. c. Gatos - São ganchos metálicos utilizados nas extremidades de cabos, corren- tes ou moitões, com a finalidade de prendê-los a outros equipamentos e cabos.
  6. 6. 1 - 2 d. Cabos - Vulgarmente conhecidos como cordas. São compostos de fibras, fios e cordões que, torcidos ou trançados entre si, dão-lhe o formato final.A origem das fibras é que dá a denominação final do cabo. As fibras podem ser de origem animal, vegetal ou artificial. Chama-se estropo a um cabo auxiliar utilizado em pontos de amarração. e. Cabos de aço - São cabos fabricados com fios de aço ou ferro. f. Chicote - É a extremidade livre de qualquer cabo ou corrente. g. Moitão - É uma caixa metálica ou de madeira que serve de suporte para o eixo de roldanas, sobre o qual estas giram. Geralmente, as caixas dos moitões pos- suem um gato móvel em uma de suas extremidades e um olhal na outra, o que se conhece por cadernal simples ou simplesmente moitão. Figura 1-1. Moitão h. Cadernal - É um moitão com duas ou mais roldanas. Normalmente, são chama- dos de cadernal duplo e cadernal triplo.
  7. 7. 1 - 3 Figura 1-2. Tipo de cadernal Figura 1-3. Partes componentes de um cadernal i. Patesca - É um cadernal simples cuja caixa se abre de um lado junto à base do gato, a fim de permitir que se coloque um cabo na roldana, sem precisar enfiar sua ponta por dentro do cadernal. Geralmente, é utilizada quando se faz neces- sário mudar a direção de tração da linha. j. Cadernal móvel - É o cadernal que se movimenta ao mesmo tempo em que uma carga está sendo tracionada. Divide o valor da força nos sistemas de talha.
  8. 8. 1 - 4 l. Cadernal fixo - É o cadernal que não se movimenta quando da tração de um cabo por ele gornido. Geralmente, encontra-se fixo ao ponto de ancoragem e tem por finalidade inverter o sentido da força de tração. m. Sapatilho - É um aro de metal fixado na parte interna da extremidade fechada de um cabo de aço. Tem por finalidade evitar que o cabo seja roído pelo gato. n. Barra de reboque (cambão e tesourão) - É uma barra de ferro utilizada para reboque de viaturas. o. Separador - É uma barra de metal utilizada para separar dois braços de uma cor- rente de tração ou cabo. Tem por finalidade evitar danos à viatura rebocada. Obs: Muito pouco utilizado em manobras de força com viaturas blinda- das. p. Gorne - É abertura existente da caixa metálica ou de madeira do moitão por onde passa os cabos. q. Alavanca de ponta de bizel - É uma alavanca de esforço para serviços pesados. r. Talha - Conjunto de cabos e cadernais que se usa com objetivo de multiplicar uma força. O cabo deve ser gornido (enfiado nos gornes) nos cadernais. A talha simples consiste de um ou mais cadernais gornidos com um único cabo. A talha composta consiste de dois ou mais cadernais gornidos com mais de um cabo. - Aplica-se a força de tração a um cabo simples que sai da talha e tem o nome de tirador. - Podemos mudar a direção de tração do tirador utilizando um moitão de retorno. Para uma puxada equilibrada no tirador, colocam-se os homens alterna- dos ao longo do tirador (o primeiro à direita, o segundo à esquerda, o terceiro à direita e assim por diante).
  9. 9. 1 - 5 Figura 1-4. Tipos de talhas simples e seus rendimentos Figura 1-5 Tipos de talhas compostas e seus rendimentos
  10. 10. 1 - 6 s. Âncora ou Ponto de ancoragem - É o termo utilizado para definir qualquer peça ou meio natural do terre- no que se destine a fixar a extremidade de um cabo, ligado a uma carga pesada, com a finalidade de dar um ponto de apoio (ancoragem) ao esforço da tração. Existem âncoras metálicas, de madeira (artificiais) e naturais. t. Estacas - São peças confeccionadas em aço ou madeira medindo, normalmen- te, cerca de 7,5 cm de diâmetro (de madeira tem diâmetro maior) e 1,50 m de comprimento. Empregam-se nos diversos tipos de ponto de amarração (ancora- gem). u. Ponto de força - É o ponto de um sistema de talha onde é aplicado a força de tração. v. Ponto de tração - É o ponto de um sistema de talha onde estão amarrados o chicote final do cabo e a viatura a ser rebocada. 1-3. PONTOS DE ANCORAGEM - As árvores ou pontos de ancoragem, já definidos neste capítulo, têm a finalidade de dar um ponto de apoio ao esforço da tração. Toda manobra-de- força está baseada na Física, em forças de ação, forças de reação e atritos, roldanas e divisões de pesos etc. Deste modo, a correta escolha de um ponto de apoio, sua localização e utilização são fatores indispensáveis para o bom cum- primento da missão. a. Localização - A escolha da localização do ponto de ancoragem é um item muito im- portante no estudo de situação de uma manobra-de-força. O apoio à tração deve estar localizado formando um “V” com as duas viaturas da operação ou à reta- guarda da viatura que traciona, se esta tiver guincho, proporcionando-lhe o apoio necessário para rebocar a viatura atolada, conforme nos mostra a figura 1.4. - Outro fator a ser considerado é a exata localização do ponto de força e sua direção. A tropa ou a viatura que faz o esforço deve ter uma área à sua retaguarda para que possa deslocar-se e tracionar a viatura atolada. A distância a ser percorrida será objeto de estudo no Capítulo 2, item 2-3, letra b.
  11. 11. 1 - 7 Figura 1-6. Localização do ponto de ancoragem b. Naturais - Os pontos de ancoragem naturais devem ser muito bem escolhidos e sempre terão prioridade, como apoio às forças de tração, sobre os artificiais. Tal escolha deve ser cuidadosa e previamente testada, de forma que não ocorram acidentes na execução da manobra de força. 1) Árvores - Devem ser escolhidas entre aquelas que não apresentem sinal de enfraquecimento, velhice, apodrecimento e com troncos muito finos. As amarrações devem ser feitas o mais junto ao solo possível, de maneira que o esforço da tração não venha a envergar a árvore. 2) Rochas - Quando o ponto de ancoragem escolhido for uma rocha, é importante que sejam observados o tipo de pedra, sua base no solo, seu peso, formato e porosidade.As rochas devem ser firmes sobre o terreno, nunca soltas, exceto se o peso da mesma e sua localização, fruto de seu estudo de situação, forem considerados seguros para a ancoragem. - Pedras com arestas vivas, por onde se passará a corda, e muito porosas, que se desmanchem com facilildade, devem ser evitadas, pois há o risco do cabo se romper e/ou se soltar. Para testar a porosidade do ponto escolhido, basta bater com uma peça metálica na rocha e verificar seu esfacelamento. Se for o caso, ainda, coloque entre a pedra e a corda um pano para que esta última não venha a roçar diretamente na rocha. O formato da rocha deve ser tal que não haja a mínima possibilidade do cabo vir a deslizar e soltar-se pela parte superior da mesma, causando um acidente.
  12. 12. 1 - 8 Figura 1-7. Tipo de ancoragem natural Figura 1-8. Tipo de ancoragem natural 3) Estacas - No uso de estacas naturais, deve-se escolher madeiras oriundas de árvores reconhecidamente resistentes, como a goiabeira, aroeira ou braúna, dentre outras. As estacas devem ser pontiagudas, de forma que se cravem com mais facilidade e mais profundamente no solo e as mais uniformes que se for possível, para que se facilitem as amarrações em sua superfície. - Existem, dependendo-se do peso a ser tracionado e dos meios disponíveis, diversas formas de ancoragem com estacas. Os dois tipos básicos (figura 1.7) são:
  13. 13. 1 - 9 a) Ancoragem tipo 1-1-1 - Neste tipo de ancoragem, são colocadas três estacas espaçadas e amarradas da seguinte forma: estaca 1- estaca 2 e - estaca 3. b) Ancoragem tipo 3-2-1 - Nesta ancoragem, são amarrados três grupos de estacas espaçados. Cada grupo é formado pelo número de estacas mostrado no tipo de ancoragem, no caso, 3,2 e 1. O grupo de três estacas é amarrado no de duas e este amarrado na estaca única. É a ancoragem de estacas mais segura. Figura 1-9. Tipos de ancoragem de estacas c. Artificiais: A ancoragem artificial somente deve ser utilizada se, no seu estudo de situação, não forem levantados pontos de ancoragem naturais nas proximidades da operação de manobra de força, se estes não forem confiáveis ou se o terreno for mais favorável à colocação e utilização de âncoras metálicas artificiais. Em alguns casos, ainda, a premência de tempo pode ditar o uso de meios artificiais. 1) Âncoras artificiais As âncoras artificiais fazem parte dos Equipamentos de Manutenção No 03 e No 08 que se compõem de: a) 01 (uma) corda de fibra vegetal de 100 metros; b) 06 (seis) estacas metálicas; c) 03 (três) âncoras metálicas; d) 01 (uma) marreta;
  14. 14. 1 - 10 e) 01 (um) cadernal simples; e f) 01 (um) cadernal duplo. (1) Montagem dos pontos de ancoragem artificiais (a) As âncoras artificiais devem ser muito bem montadas e fixadas ao terreno, de maneira que não tenhamos acidentes devido à soltura destes meios. A amarração, tal qual em uma árvore, deve ser feita na estaca central e próxima à base da âncora. Sempre utilize como referência a parte triangular desta peça, que deve estar voltada para a viatura tracionada e a amarração deve estar em seu interior. (b) A regra citada aplica-se também à colocação dos gatos dos cadernais nas estacas, mas, lembre-se: verifique sempre, antes da montagem, o tamanho do gato em relação à estaca. Se for o caso, passe primeiro a estaca pelo gato e depois crave-a no solo. (c) Dependendo do peso a ser tracionado, faça um sistema composto de âncoras artificiais, pois aumentará a segurança do ponto de ancoragem. (2) Estacas metálicas - As estacas devem ser cravadas no solo no mínimo 0,50m e a sua angulação deve ser para o lado contrário à força de tração, de forma que não se soltem com facilidade do terreno. Sempre que possível, coloque três estacas em cada âncora, reforçando o ponto de ancoragem.
  15. 15. 1 - 11 1-4. CARACTERÍSTICAS DOS CABOS DE FIBRAS Tabela 1-1. Especificações dos cabos de sisal, manilha, “nypol” e “nylon”
  16. 16. 1 - 12 1-5. CARACTERÍSTICAS DOS CABOS DE AÇO. Tabela 1-2. Especificações de diferentes cabos metálicos com alma de fibra.
  17. 17. 1 - 13 Tabela 1-3. Fatores de segurança para cabos de aço.
  18. 18. 2 - 1 CAPÍTULO 02 EXECUÇÃO DE MANOBRAS-DE-FORÇA 2-1. GENERALIDADES a. Nas operações de manobra-de-força, conforme já foi citado no capítulo passado, o pensamento nas forças da Física deve estar sempre presente. Com certeza, utilizando-as, você cumprirá com muito mais facilidade as suas mis- sões. b. Neste capítulo, você verá alguns fatores externos que atuam sobre viatu- ras em situações críticas e aprenderá a utilizar meios artificiais que o auxiliarão a superar, com extrema facilidade, problemas referentes à blindados atolados ou em pane. 2-2. RESISTÊNCIAAO MOVIMENTO a. A regra básica para tracionar viaturas blindadas atoladas é que “um blin- dado puxa outro blindado semelhante a ele”. Mas, por vezes, nos deparamos com situações em que esta citada regra não se aplica, sobretudo devido ao solo ou terreno por onde transitam as viaturas em questão. b. Mas, como saber quantos blindados utilizarei para estar certo do bom cumprimento de uma missão de manobra-de-força? Veremos, agora, alguns con- ceitos básicos sobre resistência ao movimento e algumas pequenas regras que o ajudarão a responder esta pergunta. 1) Resistência - É a oposição ao movimento, oferecida por uma viatura imobilizada.
  19. 19. 2 - 2 CÁLCULO DA RESISTÊNCIA (R) 2) Redução de resistência: a) São todos os artifícios utilizados para que se consiga uma diminuição da resistência.As reduções de resistência são fatores extremamente importantes para que as manobras-de-força se tornem mais fáceis e menos perigosas, pois haverá menos forças atuando nos cabos de aço ou sistema de talha. CÁLCULO DAS REDUÇÕES DE RESISTÊNCIA (Rr) b) Interpretando o quadro acima, podemos dizer que: (1) Ao tracionarmos uma viatura atolada no sentido contrário ao que ela entrou em um lamaçal, por exemplo, obtemos uma redução de resistência equivalente a 10% de sua resistência. (2) Caso um blindado atolado tiver condições de auxiliar com sua tração, com suas duas lagartas, para sair de sua situação crítica, obtemos uma redução de resistência equivalente a 40% de sua resistência. (3) Se tracionarmos uma viatura atolada no sentido contrário ao que ela atolou e, ainda, ela auxiliar com sua tração, obtemos uma redução de resistência equivalente a 50% de sua resistência. 3) Resistência x Redução de resistência a) Ao analisar uma situação em que se faz necessária uma operação de manobra-de-força simples, o comandante da mesma deve atentar para estes dois conceitos citados: resistência e redução de resistência. b) A importância desta observação é nítida quando temos, por exemplo, a seguinte situação: (1) Um determinado blindado está atolado até a altura de seus pára- lamas. Ele não apresenta nenhuma pane e temos um blindado semelhante para arutaivadoãçautiS )R(aicnêtsiseR oiopaedsadorsadarutçaaétaadalotA odadnilbodoseP=R samal-arápsodarutlaaétaadalotA odosePX2=R odadnilb errotadarutlaaétaadalotA odadnilbodosePX3=R oãçautiS edaicnêtsiseR )rR(aicnêtsiser otnemacolsedoaoirártnocoditnesonoãçarT laicini %01 oãçartausmocodnailixuaadacoberarutaiV %04 sadanibmocamicaseõçautissauD %05
  20. 20. 2 - 3 tracioná-lo. A princípio, fruto de seu estudo de situação, este único blindado será capaz de tracionar o atolado? (2) A resposta é sim. Vejamos o porquê: (a) Resistência = 2 x peso do blindado (ver quadro de cálculo de resistência) - Necessitaríamos, pois, de 02 (dois) blindados para tracioná- lo. (b) Redução de resistência = 50% (ver quadro de cálculo de redução de resistência), pois iremos ter o auxílio da tração do blindado atolado e nada nos diz que não é possível tracioná-lo no sentido contrário ao de deslocamento inicial. - Neste caso, devido à redução de resistência equivalente à metade do peso do blindado, necessitaremos de apenas um blindado para resolver a situação. 2-3. VANTAGEM MECÂNICA a. Vantagem mecânica é o que se consegue em uma manobra-de-força ao utilizar um sistema de talha, por mais simples que seja, e obter uma diminuição do esforço de tração por meio de uma divisão do peso a ser tracionado. 1) Conceitos básicos a serem relembrados a) Cadernal fixo - É um cadernal que não se movimenta à medida que a viatura atolada é tracionada. A sua função básica é inverter o sentido da força de tração, seja por imposição do sistema de talha escolhido ou para facilitar a aplicação da tração em uma direção considerada necessária por causa do terreno ou outros fatores (aplicado com esta última finalidade é chamado de moitão de retorno). b) Cadernal móvel - É o cadernal que se movimenta à medida que a viatura atolada é movimentada. Na realidade, o cadernal está fixo à viatura tracionada, mas move- se em relação ao terreno (movimento relativo). Divide o esforço da tração. 2) Obtenção da vantagem mecânica a) Para obter uma vantagem mecânica é necessário que se utilize certas regras da Física, sobretudo as que se referem ao emprego de roldanas ¾ como no nosso caso, cadernais fixos ou móveis e simples ou duplos, patescas, dentre outros meios já conhecidos. b) Neste item, veremos alguns exemplos práticos de utilização de sistemas de talha, considerados básicos para obtenção da chamada vantagem mecânica, onde aprender-se-á a verificar qual a sua vantagem mecânica obtida.
  21. 21. 2 - 4 (1) Sistemas simples (a) Os sistemas simples são aqueles em que se utiliza apenas uma corda ou cabo, com cadernais e pontos de ancoragem, para a divisão de nosso esforço de tração. (b) Apresentando uma vantagem mecânica de 2 X 1 ((1)) No exemplo abaixo (figura 2.1), o carro de combate está imobilizado por ação do terreno. Fruto do estudo de situação do comandante da operação e da escassez de roldanas, ele optou por utilizar apenas um cadernal para auxiliar na sua manobra. ((2)) O cadernal simples foi preso no cabo de aço da viatura atolada, determinou-se e utilizou-se um ponto de ancoragem natural e foi feita a tração. Neste caso, conseguiu-se uma vantagem de 2 X 1, pois 02 (dois) é o número de braços de corda que estão ligados ou passam pelo cadernal móvel. O peso da viatura foi dividido pela metade. Figura 2-1. Vantagem macânica de 2x1 (c) Apresentando uma vantagem mecânica de 5 X 1 ((1)) Neste exemplo (figura 2.2), o M113-B está atolado. Militar experiente, o comandante da operação optou por utilizar dois cadernais duplos para resolver a situação crítica. ((2)) Um dos cadernais foi preso no cabo de aço da VBTP e o outro no seu ponto de ancoragem artificial, escolhido por não haver árvores firmes no local. Gorniu-se a corda pelos cadernais e foi obtida uma vantagem mecânica de 5 X 1, pois 05 (cinco) é o número de braços de corda que passam ou se ligam no cadernal móvel, que é aquele colocado no M113-B.
  22. 22. 2 - 5 Figura 2-2. Vantagem mecânica de 5x1 (2) Sistemas compostos (a) São aqueles sistemas em que são utilizados mais de um cabo ou corda no sistema de talha. É composto por dois ou mais sistemas simples, que multiplicadas as suas vantagens mecânicas, dão a divisão de esforço do sistema composto. (b) Apresentado uma vantagem mecânica de 6 X 1 ((1)) No caso abaixo (figura 2.3), a viatura ilustrada atolou- se em um lamaçal. O comandante da operação decidiu montar um sistema composto para executar a manobra-de-força e utilizou-se de três cadernais simples e duas pequenas cordas. ((2)) Montou dois pontos de ancoragem, colocou um cadernal em um dos pontos e outro no cabo de aço da viatura. Desta forma, tinha um sistema de talha simples, que se tornou composto quando amarrou a primeira corda no gato do terceiro cadernal e por ele passou uma outra corda, esta presa ao segundo ponto de ancoragem. ((3)) Observe na figura este sistema que conseguiu uma vantagem mecânica de 6 X 1, pois pelo primeiro cadernal móvel passam 03 (três) braços de corda e no segundo cadernal móvel gornem-se 02 (dois). Multiplicando-se as vantagens dos dois sistemas, foi obtida uma vantagem mecânica de 6 X 1. A cada seis metros de corda puxados, a viatura atolada desloca-se um metro.
  23. 23. 2 - 6 Figura 2-3. Vantagem mecânica de 6x1 (c) Vantagem mecânica de 16 X 1 ((1)) Na ilustração 2.4, a VBC M60 está em uma situação crítica. O responsável pela operação tomou a decisão de montar um sistema composto para desatolar a viatura, uma vez que obteria, desta forma, uma maior vantagem mecânica face à situação da viatura. ((2)) Foram montados dois pontos de ancoragem artificiais e utilizadas duas cordas de fibra vegetal, dois cadernais simples e dois duplos. No cabo de aço da viatura, foi preso um cadernal duplo, móvel por definição e os cadernais simples colocados nos pontos de ancoragem. Ao segundo cadernal duplo foi preso o chicote do primeiro sistema simples que, pertencendo a um segundo sistema de forças, deu origem a um sistema composto. ((3)) Neste caso, a vantagem mecânica obtida foi de 16 X 1, pois em cada sistema simples conseguiu-se um ganho de 4 X 1 e feita a multiplicação das forças. Para esta operação, deve-se observar a área para tração da corda, pois a cada dezesseis metros puxados o CC se deslocará cerca de um metro.
  24. 24. 2 - 7 Figura 2-4. Vantagem mecânica de 16x1 QUADRO DO DESLOCAMENTO DA VIATURA REBOCADA 2-4. EXEMPLOS PRÁTICOS a. Para a resolução de situações críticas com viaturas atoladas, já se pos- sui todos os conhecimentos e ferramentas necessários para o cumprimento de diversas missões. Seja com o auxílio de outras viaturas, empregando expedien- tes de campanha, utilizando-se de sistemas de talha ou com a combinação de todos estes métodos, a missão deve ser cumprida. b. Abaixo, veremos alguns exemplos práticos de execução de manobras de força, de forma a ilustrar alguns procedimentos citados e facilitar a compreensão de certos assuntos já mostrados neste Caderno de Instrução. Preste bastante atenção, eles podem ajudá-lo em várias ocasiões. 1) Situação Nr 1 a) Um carro de combate, de sua fração, atolou até a altura das rodas de apoio, em terreno alagadiço.Aúnica forma de tirá-lo desta situação é tracioná- lo para trás, pois há risco de piorar ainda mais a situação. Quantos carros de combate, da mesma fração, você utilizará para retirar o CC do atoleiro, levando- se em conta que o mesmo auxiliará com sua tração e você não dispõe de cadernais ou cordas? )m(odihlocerobaC adotnemacolseD adacoberarutaiv 1x2edacinâcemmegatnaV 01 50 1x5edacinâcemmegatnaV 52 50 1x6edacinâcemmegatnaV 03 50 1x61edacinâcemmegatnaV 08 50
  25. 25. 2 - 8 b) Resposta: Você utilizará apenas um carro de combate, pois ele está atolado até a altura das rodas de apoio, o que equivale dizer que o carro está com o seu peso inicial. Haverá 10% de redução de resistência, pois o CC será tracionado no sentido contrário ao que entrou no atoleiro, mais 40% devido ao fato do mesmo auxiliar com sua tração, perfazendo um total de 50% de redução de resistência. Seria bem provável que até uma viatura menor tirasse o CC desta situação desfavorável. 2) Situação Nr 2 a) Um M113-B atolou até a metade do carro, o que equivale, em um M113-B, aos pára-lamas. Com a inexistência de meios naturais na região ou artificiais em sua fração, quantas VBTP necessitará para rebocar a atolada, uma vez que ao permitir que o motorista ficasse girando as lagartas sem mover a viatura, ela atolou-se ainda mais e veio a abrir uma de suas lagartas? Devido ao terreno, não há meio de tracionar a viatura para o sentido contrário ao que ela entrou no atoleiro. b) Resposta: A VBTP atolou até a altura dos pára-lamas e está com um peso equivalente a duas vezes o seu próprio. Você necessitará de duas viaturas blindadas de sua fração para retirar a VBTP desta situação, pois no exemplo acima não há nenhuma redução de resistência, pois a lagarta abriu e não é possível tracioná-la para a retaguarda. 3) Situação Nr 3 a) Uma VBC Leopard 1A1 atolou até seus pára-lamas, em terreno pantanoso. Sua fração não dispõe de equipamentos de manutenção para manobras-de-força. Você decidiu, acertadamente, tracioná-lo para a retaguarda e com auxílio da tração do CC atolado. Quantos Leopard, no mínimo, necessitará para executar tal operação? b) Resposta: No caso acima, você precisará do auxílio de apenas um CC para a sua manobra-de-força.Aredução de resistência foi equivalente a 50%, pois você irá tracioná-lo para retaguarda (Rr = 10%) e utilizando de sua tração (Rr = 40%). Como a resistência oferecida pelo Leopard foi de duas vezes o peso do carro, com esta redução apenas um CC poderá retirá-lo do pântano. 4) Situação Nr 4 a) Ao ligar o motor de sua viatura atolada, você notou que apenas a lagarta da esquerda estava sem aderência sobre o solo. A mesma, portanto, continuava girando sem atrito enquanto que a lagarta da direita permanecia estática. Você só estava fazendo um reconhecimento no terreno para um exercício de campanha e não havia nenhum outro blindado para auxiliá-lo. Como você sairá de tal situação? b) Resposta: Como as viaturas sobre lagartas trabalham com ação so- bre as lagartas para a direção, via caixa de transmissão ou diferencial controla- do, para sair do atoleiro basta que o motorista seja orientado para a frenagem da lagarta que está patinando. A caixa vai entender que a viatura quer fazer uma
  26. 26. 2 - 9 curva para a esquerda e vai frear esta lagarta, repassando a força para a lagarta da direita, que tem aderência. A viatura vai andar em linha reta até que a lagarta da esquerda adquira aderência sobre o solo e tenda a virar para este lado. Após isto é só orientar o motorista para que as lagartas não mais patinem. c) Lembre-se: Conheça o funcionamento básico dos componentes do blindado que você opera. Isto o ajudará muito em diversas ocasiões.
  27. 27. 3 - 1 CAPÍTULO 03 NORMAS DE SEGURANÇA 3-1. GENERALIDADES a. Toda operação de manobra-de-força requer cuidados específicos e redo- brados no que se refere à segurança. Lembre-se que estamos trabalhando com pesos da ordem de toneladas e nada justifica a perda de uma vida humana, quer por negligência, imperícia ou imprudência. b. Para toda manobra-de-força, tenha em mente que haverá sempre al- guém em sua fração que já executou alguma operação parecida com a atual e seu conhecimento será de vital importância. c. Este caderno de instrução irá auxiliá-lo na execução de alguns tipos de manobras-de-força aplicadas à blindados sobre lagartas, mas a criatividade, com total segurança, fará com que cumpra outras difíceis missões com sucesso. 3-2. SEGURANÇA NA EXECUÇÃO a. Instruções básicas 1) Inspeção do equipamento - Inspecione, sempre, todo o equipamento a ser utilizado em uma manobra-de-força, a sua adequação à manobra proposta e, particularmente, as condições dos cabos de aço. Estes últimos devem receber uma atenção redobrada, pois são causadores da maioria dos acidentes fatais neste tipo de operação. 2) Colisões a) Tome cuidado com possíveis colisões entre a viatura rebocada e aquela que a traciona. Os motoristas têm uma responsabilidade especial para que isto não aconteça. Não há motivos para velocidades altas no reboque de viaturas, principalmente porque a viatura tracionada pode estar sem freio.
  28. 28. 3 - 2 b) Nos carros de combate, cuidado com a colisão entre os tubos dos canhões. Direcione-os de forma que não haja a mínima possibilidade dos tubos colidirem. Não deixe que um problema único venha a se tornar duplo, conforme a figura 3-1. Figura 3-1. Maneira correta de rebocar 3) Vazamentos de combustível - Verifique se há algum vazamento de combustível que possa vir a comprometer a segurança da operação. Se o vazamento não puder ser contido, chame pessoal especializado. Não corra riscos desnecessários. 4) Cabos de aço a) Faça uma inspeção nos cabos de aço dos blindados antes de utilizá- los. Escolha, dentre os cabos de aço de sua fração, aqueles que apresentem menos sinais de envelhecimento e que estejam bem manutenidos.Amanutenção dos cabos de aço é o item mais importante para a segurança de uma manobra de força. b) Verifique se todos possuem sapatilhas e se não há sinal de fissura no aço ou ferro. Os cabos de aço não podem em hipótese alguma ser mal utilizado, sob pena de um acidente futuro com o nosso próprio pessoal. c) O fator de segurança mínimo a ser utilizado nos trabalhos de reboque de viatura atolada deve ser 5 (cinco), isto é, a capacidade do cabo de aço deve ser de cinco vezes a força a qual será submetido (oposição ao movimento oferecido pela Vtr imobilizada). Vide tabela 1-3, do Cap 1, item 1-5, deste CI. 5) Áreas perigosas - Determine as áreas consideradas perigosas para o pessoal envolvido. Verifique o raio de ação dos cabos de aço caso venham a se arrebentar e proíba que qualquer elemento adentre nesta área. As áreas à retaguarda dos blindados também devem ser consideradas de alto risco, pois, no arrebentamento de um cabo de aço ou corda, eles podem descer ribanceiras ou voltar à condição de atolado, agora levando vítimas com ele. 6) Motoristas a) Os motoristas devem estar sempre atentos na execução de manobras-de-força. Se não houver a mínima necessidade de colocá-los dentro
  29. 29. 3 - 3 de suas viaturas atoladas, deixe-os fora da operação. É melhor quebrar um material do que perder uma vida. b) Quando estiverem em suas viaturas, tracionando ou sendo tracionados, os motoristas devem estar com as escotilhas fechadas ou com capacete, minimizando os riscos. 7) Comando - A operação de manobra-de-força deve ter um comando único. Quando muitos comandam, ninguém comanda. Lembre-se que, na hora do acidente, aqueles que davam dicas irão calar-se. b. Lembretes 1) Treinamento do motorista - Um motorista bem treinado e conhecedor de técnicas de manobra- de-força é quase sinônimo de operação bem sucedida. Tenha sempre na sua fração dois ou mais elementos especializados em manobras-de-força e motoristas sempre adestrados no assunto. Se o motorista souber progredir no terreno, conhecendo suas características e evitando atolar, nossos problemas serão minimizados. O BOM MOTORISTA: - Progride com a maior atenção nas baixadas; - Sabe reconhecer a vegetação característica dos charcos e lamaçais; - Não faz curvas em terrenos pantanosos, pois sabe que o arrasto lateral de suas lagartas irá revolver a lama, tirando a resistência do terreno; - Não segue as marcas das lagartas do CC que estava à sua frente; e - Entra em um terreno pantanoso com a maior velocidade possível, sem deixar a segurança de um exercício em segundo plano. 2) Verificação do material, amarrações e terreno - O comandante da operação deve estar atento ao material utilizado e às amarrações feitas. Siga sempre os ítens abaixo: - Os cabos de aço devem estar manutenidos; - As cordas não podem estar puídas; - As anilhas devem estar em bom estado de conservação; - Os cadernais devem ser novos ou em bom estado de manutenção; - Nunca invente, tentando prender cabos de aço em outros locais que não sejam as anilhas dos blindados; - Verifique os pontos de ancoragem; - Confira a amarração de cada nó, de forma que não venham a abrir ou afrouxar-se durante a tração; - Verifique, com pessoal especializado, as condições do blindado atolado. Eles devem ter condições de assessorá-lo na desconexão ou não de cruzetas e caixas de transmissão das viaturas; - Tenha sempre por perto material para a extinção de incêndio;
  30. 30. 3 - 4 - Os cabos de aço entre os blindados devem estar sempre cruzados. Caso não haja cabo de aço suficiente para isto, ao menos entre a viatura atolada e a primeira que a traciona deve haver dois cabos cruzados. Desta maneira, os cabos de aço irão auxiliar nas curvas, não deixando que o simétrico prenda na lagarta, conforme figura 3-2; - Verifique se os gatos dos cadernais estão voltados para cima, para que não venham a tocar sua ponta no solo e soltar-se, em um possível afrouxamento dos cabos de aço; e - Observe as condições climáticas e de luminosidade, pois: - Tempo chuvoso dificulta a ancoragem artificial, diminui a aderência e reduz o rendimento do pessoal empenhado. - Tempo muito quente reduz o rendimento do pessoal pelo cansaço e superaquece motores. - Tempo frio e úmido reduz a aderência, dificulta ancoragens artificiais e diminui a liberdade de movimento do pessoal pelo uso de agasalhos. - Horário com pouca luminosidade aumenta o tempo de execução dos trabalhos, requer mais cuidados com a segurança e reduz a eficiência do trabalho. Figura 3-2. Ao rebocar, utilizar os cabos de aço cruzados 3) Verificação constante - Como responsável pela manobra-de-força, esteja sempre atento a cada detalhe da operação. Por vezes, se for o caso, mande parar tudo: não arrisque. Faça suas verificações sempre com as cordas ou cabos frouxos. Não se aproxime de um cabo retesado. LEMBRE-SE Em tempo de paz, não há porque correr riscos na execução de uma manobra-de-força.
  31. 31. 4 - 1 CAPÍTULO 04 MANUTENÇÃO DO MATERIAL 4-1. GENERALIDADES a. A manutenção do material de manobra-de-força é uma atividade tão importante quanto a própria execução desta operação, uma vez que nada justi- fica um acidente, por vezes fatal, por falta de zelo pelo material sob nossa res- ponsabilidade. b. Os Equipamentos de Manutenção Nr 03 e Nr 08, assim como as cordas e cabos de aço, necessitam de manutenção periódica, pois ficam estocados ou guardados por longos períodos em reservas e nos blindados, sob a ação do meio ambiente ou enrolados, no caso das viaturas que possuem guincho. Neste capítulo, você aprenderá a manuteni-los, de forma que seu material esteja sem- pre em condições de emprego. 4-2. EXECUÇÃO DA MANUTENÇÃO a. Manutenção do equipamento para sistema de talha 1) Cadernais - Os cadernais devem estar limpos e secos. Apenas nos eixos das roldanas é que deve haver uma pequena camada de óleo fino, para lubrificação. 2) Cordas - As cordas devem estar sempre limpas. Evite o seu contato com o terreno, sobretudo regiões arenosas ou com lama. Verifique o seu estado de conservação e locais em que ela pode estar puindo. 3) Âncoras - Não há manutenção específica para âncoras. Mantenha-as limpas
  32. 32. 4 - 2 e sem ferrugem. 4) Estacas - As estacas devem estar afiadas, de forma a facilitar a sua colocação no terreno, limpas e lubrificadas, para evitar a oxidação. Deixe-as sempre retas, sem possíveis futuros locais de ruptura. b. Manutenção dos cabos de aço 1) Faça uma inspeção a fim de desfazer pequenos nós e dobras, assim como verificar a existência de algum ponto fraco. Não falhe em considerar qual- quer cabo de aço indisponível ¾ isto chama-se segurança. 2) Limpe e lubrifique os seus cabos de aço semanalmente ou , após o uso, diariamente. Siga sempre a seguinte ordem de manutenção, de forma a facilitar o seu trabalho: a) Desenrole totalmente o cabo até ficar o máximo sob tensão; b) Um primeiro combatente limpa o cabo com escova de aço; c) O segundo homem, com um pequeno pincel, passa bastante óleo fino ou óleo de lavagem no cabo; d) Um terceiro elemento passa um pano ou estopa (mais desaconselhável) para retirar o excesso de óleo; e) Logo após, passa-se um lubrificante no cabo, que pode ser óleo queimado, de engrenagem ou graxa anti-óxido (GAO); e f) Enrole novamente o cabo de aço e coloque-o na reserva ou estique- o e deixe-o no seu compartimento na viatura. Figura 4-1. Militares realizando a correta manutenção do cabo de aço
  33. 33. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A. T5 – 725 – Aparelhos de Força B. C5 – 34 – Vade-mécum de Engenharia C. Nota deAula do Curso de Material Bélico daAMAN – Manobra-de-Força – 1988. D. Nota de Aula da Escola de Material Bélico – Instrução do Motorista – 1997. E. Nota de Aula do Curso de Cavalaria da AMAN – O Pelotão de Carros de Combate.

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