Livro vida feliz

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Livro vida feliz

  1. 1. VIDA FELIZ
  2. 2. 4a EdiçãoDo 42° ao 51° milheiro©Copyright 1992 byCentro Espírita Caminho da RedençãoRua Jayme Vieira Lima, 1 - Pau da Lima41235-000 - Salvador - Bahia - BrasilImpressão: LIS Gráfica e Editora LtdaImpresso no BrasilPresita en Brazilo LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORA Todo o produto desta obra é destinado àmanutenção da Mansão do Caminho (Salva-dor-Bahia-Brasil), Obra Social do Centro Espí-rita Caminho da Redenção.
  3. 3. VIDA FELIZ Pelo Espírito Joanna de Ângelis Psicografado por Divaldo P. Franco LIVRARIA ESPÍRITA ALVORADA EDITORAC.G.C. (MF) 15.176.233/0006-21 - I.E. 01.917.200 Rua Jayme Vieira Lima, 1 • Pau da Lima 41235-000 • Salvador - Bahia - Brasil 1994
  4. 4. Dados Internacionais do Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)Franco, Divaldo Pereira, 1927- Vida feliz / pelo espírito Joanna de Ângelispsicografado por Divaldo P. Franco — Salvador PA: Liv. Espírita Alvorada, 1992. 1. Espiritismo 2. Felicidade 3. PsicografiaI. Franco, Divaldo Pereira, 1927 • II. Título.92-3335 CDD-133.93 Índices para catálogo sistemático:1. Espíritos: Comunicação mediúnica: Espiritismo 133.932. Mensagens psicografadas : Espiritismo 133.93
  5. 5. VIDA FELIZ Em Ecbátana, cidade antiga daPérsia, havia uma Academia ondese reuniam os sábios da época, entãochamada Silenciosa, porque osseus membros deveriam manter-secalados quanto possível, emmeditação, resolvendo os problemasque lhes eram apresentados. Certo dia, em que todos estavamreunidos, apresentou-se umeminente pensador chamado Dr.Zeb, que foi ali propor a suacandidatura a um daqueles lugaresdisputados.
  6. 6. O presidente da entidade atendeu-o em silêncio, e, diante dos diversosacadêmicos, escreveu o número milno quadro de giz, colocando umzero à sua esquerda, fazendo-oentender que este era o seusignificado para os presentes. Dr. Zeb, sem qualquer enfado,apagou o zero e o transferiu parao lado direito do número, tornando-o dez vezes maior. Surpreendido, o sábio tomou deuma taça de cristal e repletou-a comágua de tal forma, que toda gotaacrescentada resultava numa gotaa exceder e perde-se... O candidato, sem perturbar-se,tirou uma pétala de bela rosa queadornava o recinto e a depôs sobre
  7. 7. a água da taça, que se manteve semnenhuma perturbação, tomando-semais bela. Diante da excelente resposta, Dr.Zeb foi então admitido como membrodo Colégio de sábios. Considerando o expressivonúmero de obras portadoras deregras de conduta, de orientaçãomoral e evangélica, mais umpequeno livro poderia parecer umzero ao lado esquerdo do algarismosignificativo... Tendo em vista porém, o númerode mentes e corações que solicitamdiretrizes e auxílio, inspiração e apoioespiritual, animamo-nos a reunirduzentos pequenos temas já muitoconhecidos, oferecendo-lhes um
  8. 8. tratamento simples e de fácilaplicação, para brindar os nossosleitores, o que então fazemos,rogando as bênçãos de Jesus paratodos nós. Esperamos que, na sua singeleza,ele venha tornar-se a pétala de rosaque o Dr. Zeb colocou sobre a taçarepleta de líquido, dando significado,beleza e vida à existência de todoaquele que o ler. Joanna de ÂngelisSalvador, 20 de fevereiro de 1988.
  9. 9. I Saúda o teu dia com a oraçãode reconhecimento. Tu estás vivo. Enquanto a vida se expressa,multiplicam-se as oportunidadesde crescer e ser feliz. Cada dia é uma bênção novaque Deus te concede, dando-teprova de amor. Acompanha a sucessão das horas cultivando otimismo e bem-estar.
  10. 10. II Considera o trabalho o melhormeio para progredir. Quem não trabalha, entrega-seà paralisia moral e espiritual. O homem que não se dedica àação libertadora do trabalho faz-se peso negativo na economia dasociedade. 0 trabalho é vida.
  11. 11. Ill Mergulha a mente, quanto pos-sível, no estudo. 0 estudo liberta da ignorânciae favorece a criatura com o discer-cimento. O estudo e o trabalho são asasas que facilitam a evolução doser. O conhecimento é mensagemde vida. Não apenas nos educandáriospodes estudar. A própria vida é um livro aber-to, que ensina a quem desejaaprender.
  12. 12. IV A paciência é a virtude que teauxiliará na conquista dos bens docorpo, da alma e da sociedade. Ela ensina a técnica de como sedeve aguardar, quando não se po-de ter imediatamente o que se de-seja. Jamais te irrites. A paciência te auxiliará a tudovencer.
  13. 13. V Concede ao teu próximo osmesmos direitos e favores que es-peras dele receber. O egoísmo é doença que enve-nena a alma. O amigo ao teu lado anela pe-los espaços para viver, conformeocorre contigo. Lembra-te de não lhe interditara oportunidade. O que te está reservado, apren-de a repartir.
  14. 14. VI Quando estiveres em dúvida,resolve pela atitude menos preju-dicial ao próximo e a ti próprio. Evita arriscar-te e arruinar ou-tras pessoas. Age em serenidade, certo deque o teu gesto repercutirá nas de-mais pessoas, de acordo com aemoção e o conteúdo de que serevista.
  15. 15. VII Não ambiciones demasiada-mente. "Quem muito abarca, poucoaperta" — afirma o refrão popu-lar. A ambição desmedida enlou-quece, quando já não infelicita an-tes. Cuida de lutar pelo necessário,repartindo o que te exceda, certamente, fazendo falta a outros.
  16. 16. VIII Vive sempre em paz. Uma consciência tranquila, quenão traz remorsos de atos passa-dos, nem teme ações futuras, geraharmonia. Nada de fora perturba um co-ração tranquilo, que pulsa ao com-passo do dever retamente cumpri-do. A paz merece todo o teu esfor-ço para consegui-la.
  17. 17. IX Mantém o teu controle emocio-nal em todas as situações. Sistema nervoso alterado, vidaem desalinho. Se dificuldades ameaçarem oteu equilíbrio, utiliza-te da oração. A prece é medicamento eficazpara todas as doenças da alma.
  18. 18. X Organiza a tua agenda, a fim deganhares o tempo com proprieda-de. Cada tarefa deve ser exercidano seu respectivo momento. O tumulto na realização, nãoapenas prejudica a ordem, mastambém, a sua qualidade. Um após outro, com calma econtinuamente, realiza os teus de-veres.20
  19. 19. XI Torna-te amigo de todas as pes-soas. A amizade é um tesouro do es-pírito, que deve ser repartido comas demais criaturas. Como um sol, irradia-se e feli-cita quantos a recebem. Há uma imensa falta de amigosna Terra, gerando conflitos e des-confianças, desequilíbrio e insegu-rança. Quando a amizade escasseia navida, o homem periga em si mes-mo. Sê tu o amigo gentil, mesmoque, por enquanto, experimentesincompreensão e dificuldades. 21
  20. 20. XII Nunca retribuas maldade comvingança ou desforço. 0 homem mau se encontradoente e ainda não sabe. Dâ-lhe o remédio que minora-rá o seu aturdimento, não usan-do para com ele dos recursos in-felizes de que ele se utiliza paracontigo. Se alguém te ofende, o proble-ma é dele. Quando és tu quem ofende, aquestão muda de configuração eo problema passa a ser teu. O ofensor é sempre o mais in-feliz. Conscientiza-te disso e seguetranquilo.22
  21. 21. XIII Confia sempre na ajuda divina. Quando te sentires sitiado, semqualquer possibilidade de libera-ção, o socorro te chegará deDeus. Nunca duvides da paternidadeceleste. Deus vela por ti, e te ajuda,nem sempre como queres, porém,da melhor forma para a tua real fe-licidade. Às vezes, tens a impressão deque o auxílio superior não virá ouchegará tarde demais. Passado o momento grave,constatarás que o recebeste al-guns minutos antes, caso tenhasperseverado à sua espera. 23
  22. 22. XIV Aproveita cada oportunidadepara agir de forma elevada. Há quem espere extraordináriosmomentos e ocasiões especiais,que possivelmente não chegarão. Não será o que faças, que tetornará grande e importante, po-rém como faças cada coisa que tetransformará em valioso. A árvore gigante se origina empequenina semente. O Cosmo é resultado de partí-culas e moléculas invisíveis. Torna-te grande nas pequeni-nas coisas, a fim de que não teapequenes nas grandiosas.24
  23. 23. XV "Somente lobos caem em ar-madilhas de lobos" — leciona oEvangelho de Jesus. Desse modo, jamais te permi-tas o espinho da humilhação ouda desonra, quando agredido oumalsinado. És o que vives interiormente enão aquilo de que te acusam. Não te tornarás melhor, porqueestás elogiado ou ficarás pior,porque combatido. Permanece, honrado e discreto,sendo tu mesmo, em busca doaprimoramento íntimo.
  24. 24. XVI Substitui, no teu vocabulário,as más pelas boas palavras. Expressões chulas e vulgares,talvez estejam na moda, porém"envenenam o coração". A palavra é instrumento da vi-da para a comunicação, o enten-dimento, e não arma de agressão,violência e vulgaridade 0 uso irregular das palavras cor-rompe a mente e rebaixa o ho-mem. 0 verbo expressa a qualidademoral do indivíduo. Porque há pessoas que falambem e são más, não é justo quesendo bom, te apresentes mal.
  25. 25. XVII Mantém os teus pensamentosem ritmo de saúde e otimismo. A mente é dínamo poderoso. Conforme pensares atrairás res-postas vibratórias equivalentes. Quem cultiva doenças, semprepadece problemas dessa nature-za. Quem preserva a saúde, sem-pre supera as enfermidades. Pensa corretamente e serás ins-pirado por Deus a encontrar as so-luções melhores. O pensamento edificante ebom é também uma oração sempalavras, que se faz sempre ouvi-da.
  26. 26. XVIII A revolta constante gera dese-quilíbrios na mente, no corpo e naalma. Não é o corpo que é fraco, maso Espírito que permanece rebelde. Controla as tuas energias, nãodeixando que elas te desconcer-tem. A revolta intoxica e expele ve-nenos que a todos desagradam. A pessoa revoltada não inspiraamizade, nem sequer compaixão. Tem calma sempre. 0 que agora não se resolva, es-tá a caminho da solução.
  27. 27. XIX Tolera as falhas alheias e não asapresentes no festival de fofocas. Todos erramos. Sábio é aquele que, no erro,aprende a agir com correção. Quando vejas alguém caído,dá-lhe a mão, ao invés de te com-prazeres em censurá-lo. Ninguém tomba por querer. Ese tal ocorre, nele predomina a ig-norância, que é um cruel inimigodo homem. Ainda assim, o equivocado me-rece mais socorro do que reprimenda.
  28. 28. XX Jamais te comprazas no malfeito. Concede-te o direito de errar,porém, exige-te o dever de corri-gir. 0 azedume, a ira, a violência,devem ceder-te lugar à alegria, àbondade, à paz. Reencarnaste para crescer e serfeliz. Abandona os caminhos da vi-ciação emocional e galga os de-graus que te alçarão ao patamarda vitória sobre ti mesmo. Quem não doma as más incli-nações, torna-se vítima do desre-gramento a que elas conduzem.
  29. 29. XXI O amor é tônico da vida. Quando se centraliza nos inte-resses inferiores do sexo e das pai-xões primitivas, torna-se cárceree deixa de ser o sentimento ele-vado, que dignifica — libertando. Examina os teus sentimentos,na área afetiva e observa se eleste desarmonizam ou tranquilizam.Através da sua qualidade, detec-tarás, se amas ou apenas desejas. O verdadeiro amor supera oegoísmo e trabalha sempre em fa-vor da pessoa querida. Ama, portanto, sem escravizaraquele a quem te devotas, não selhe escravizando também.
  30. 30. XXII A presença do ciúme no teucomportamento é sinal de dese-quilíbrio. O ciúme jamais será o sal tem-perando o amor. Desconfiança e insegurançasignificam a manifestação do ciú-me. Quando ele se introduz na afetividade asurgimento a pesadelos e pertur-bações prejudiciais. Supera as insinuações ciumen-tas na tua conduta, amando comtranquilidade e confiando em paz. Se a pessoa amada não te cor-responder à expectativa, segueadiante, porque o prejuízo é dela.
  31. 31. XXIII Evita as contendas, sempre inú-teis. Entre contendores a razão ésempre de quem não se envolveem discussões infrutíferas.
  32. 32. Nessas lutas verbais e altera-ções violentas, surgem males dedifícil reparação. As palavras que a ira põe na bo-ca do altercador, raramente ex-pressam o que ele pensa.Traduzem-lhe o estado de desar-monia e a necessidade de esma-gar o antagonista. Esclarece com calma e argu-menta serenamente. Se o outronão leva em consideração os teusconceitos, silencia e entrega-o aotempo que a todos nos ensinasem pressa.
  33. 33. XXIV O repouso é necessário para ocorpo e para a mente. Tem cuidado, porém, a fim deque ele não se te converta emociosidade, em preguiça. È justo que, ao trabalho suce-da o refazimento de energias, atra-vés da variação de atividade ou dorepouso, do sono. As muitas horas de descanso,todavia, violentam o caráter mo-ral do homem e desarticulam asfibras e músculos orgânicos des-tinados ao movimento, à ação. Repousa, pois, o tempo sufi-ciente e não em demasia.
  34. 34. XXV Sempre que interrogado a res-peito de alguém, fornece impres-sões positivas. Na impossibilidade de fazê-lo,porque a pessoa tenha uma con-duta irregular, silencia ou elucidacom bondade, evitando piorar-lhea situação ou torná-la mais divul-gada. Não és fiscal do comportamen-to alheio, nem podes imaginar seaquele equivocado de ontem, nãose encontra hoje em processo derecuperação. Sejam tuas a opinião que edi-fica e a palavra que ajuda sempre.
  35. 35. XXVI Acalma os anseios de mudan-ças constantes. Deus te colocou no melhor lu-gar para o teu progresso moral eespiritual. O lar que tens, o trabalho emque te encontras, a cidade onderesides, são oportunidades de trei-namento para a tua evolução. "Pedra que rola, não cria limo"— afirma o brocardo popular. Quem sempre está de mudan-ça não amadurece, nem realizabem coisa alguma. Cumpre a tarefa onde estejas,e, no momento próprio, após acu-rada meditação, toma o teu rumodefinitivo.
  36. 36. XXVII Não desconsideres o valor e opoder da oração. O corpo necessita de alimentoadequado para manter-se. Assimtambém o Espírito, que é a fontede vitalização da matéria. A prece constitui um combus-tível de alta qualidade para a suaharmonia. Adquire o hábito dê orar,incorpora-o aos outros mecanis-mos naturais da tua existência econstatarás os benefícios dissodecorrentes. Não te negues o pão da vida,que é a prece sincera e afervora-da.
  37. 37. XXVIII Sê gentil com as crianças. Elas necessitam de oportunida-de e de amor para lograrem otriunfo. Esses cidadãos em formaçãoignoram as lutas que os aguar-dam. Distende-lhes o gesto de sim-patia, transmitindo-lhes confian-ça na humanidade que represen-tas. Não as atemorizes, nem as mal-trates. Quem visse aquele menino, em Nazaré, no passado, entre outrascrianças, brincando descuidada- mente, não poderia imaginar queera o Construtor da Terra, nosso Modelo e Guia.
  38. 38. XXIX Exercita a gentileza e a gratidãopara com todas as pessoas, espe-cificamente os idosos. A velhice é fase inexorável quealcançarás, caso a morte não tearrebate o corpo antes. Nesse período difícil, as forçasdiminuem, os órgãos se debilitam,as lembranças se apagam e a de-pendência física, emocional e afe-tiva se faz imperiosa. Pode parecer cansativa a pre-sença do idoso; ele, porém, é ri-co da experiência que te podebrindar, mas carente dos recursosque lhe podes oferecer.
  39. 39. XXX Qualquer vício escraviza e ma-ta. Não te vincules aos chamados "aperitivos sociais", que dão mar-gem a lamentáveis processos dealcoolismo, nem adotes a posiçãode fumante, por parecer-te umapostura distinta e de elegância,mas que conduz às algemas do ta-bagismo assassino. Jogo, sexo, gula, anedotárioservil, para citar somente alguns,iniciam-se em pequenas doses,para culminar em cárcere moralquando não em penitenciária co-mum. Uma vida sadia torna-se ditosae prolongada, a benefício daque-le que assim a preserva.
  40. 40. XXXI Torna-te pacificador. Onde te encontres, estimula apaz e vive em paz. Os tumultos que aturdem oshomens e as lutas que se travamem toda parte poderiam ser evi-tados, ou pelo menos contorna-dos, se os homens mantivessemo espírito de boa vontade, uns pa-ra com os outros. Uma ofensa silenciada, umaagressão desculpada, um golpedesviado, evitam conflitos que ar-dem em chamas de ódio. Confia na força da não-violência e a paz enflorescerá o teue o coração de quantos se acer-quem de ti.
  41. 41. XXXII Difunde a esperança em melho-res dias. Nunca houve tanta necessida-de da verde palma, quanto nestesmomentos. A esperança dá forças aosideais e coragem às criaturas, quese renovam, mesmo quando tudoparece a ponto de perder-se. È ela que sustenta o herói emantém o santo nos propósitossuperiores que abraçam. Preservando-a em ti, nuncadesfalecerás, nem te sentirásabandonado, quando as circuns-tâncias te convidarem ao testemu-nho e à solidão.
  42. 42. XXXIII Tem piedade dos ingratos. Elesasfixiaram os sentimentos nobresnos vapores da soberba. A gratidão é o sentimento dig-no que deve viger no homem querecebe benefícios da vida. Todos a devemos a alguém oua muitas pessoas que nos socor-reram nos momentos graves daexistência. A ajuda na hora certa é respon-sável por tudo de bom que te ve-nha a acontecer, impelindo-te aoreconhecimento perene. Sê grato em todas as situações.
  43. 43. XXXIV Preserva a jovialidade na tuaconduta. Um cenho carregado refleteaflição, desgosto, contrariedade. Podes ser de atitudes retas ecomportamento sério, sem que teafixes a máscara contraída do mauhumor. Jovialmente e com alegria es-parze bom ânimo, irradiando obem-estar de que esteja rico o teucoração. 0 tesouro de um comporta-mento jovial tem o preço da feli-cidade que oferece a todas as pes-soas.
  44. 44. XXXV Reserva algum período do teutempo ao serviço sem remunera-ção à caridade fraternal, à açãoem favor da comunidade. A "hora vazia" é sempre espa-ço mental perigoso. Oferece-a aoteu próximo, a alguma Sociedadeou Agremiação que se dedique àbenemerência, à construção de vi-das. Pequenas ajudas produzem osmilagres das grandes realizações. Jamais te escuses a este mis-ter de ajuda desinteressada, nãoretribuída. Há muita aflição esperando so-corro e compreensão.
  45. 45. XXXVI Assume, contigo próprio, o pro-pósito de desincumbir-te bem detodos os teus compromissos comordem e sem pressa. Quem valoriza o que faz dá-lhebeleza e sentido, melhorrealizando-o. Todo serviço é nobre, por maisinsignificante seja considerado oupor mais humilde se apresente. 0 Universo e o verme, tão di-ferentes e antagônicos, sâo impor-tantes na criação divina. Realiza cada tarefa com respei-to e prazerosamente.
  46. 46. XXXVII Nunca enganes a ninguém. A vida é grande cobradora eexímia retribuidora. 0 que faças com os outrossempre retornará a ti. À sementeira sucede a colhei-ta. Segarás conforme hajas planta-do. Quem engana, ilude, trai, a sipróprio se prejudica,desrespeitando-se primeiro e fa-zendo jus depois aos efeitos dasua conduta reprochável. Sê honesto para contigo, e, co-mo consqüência, para com teupróximo.
  47. 47. XXXVIII Usa a verdade com o objetivode ajudar, jamais como uma armade agressão ou revide. A verdade é qual diamante queexige adequado envoltório paramanter-se seguro, e, quando ati-rado para alguém, não o ferir. A tua talvez não seja a verdadelegítima ou pelo menos não seráa completa. Preserva-a para o momentopróprio, no qual possas dignificare erguer quem caia ou se estejaprecipitando em abismos de lou-cura e ilusão.
  48. 48. XXXIX Não te esqueças das pessoasque transitam em situações maishumildes e difíceis do que a tua. Faze-te amigo delas. È fácil desejar compartir dasalegrias, dos momentos de triun-fo, das situações invejáveis que osoutros experimentam. O ideal é ser companheiro detodos. A situação financeira, o poder,a saúde e a juventude são transi-tórios. Converte o teu amor na maisvaliosa conquista da tua vida,repartindo-o com todos os indiví-duos.
  49. 49. XL Enquanto alguém estiver sendoacusado, mantêm-te em silêncio. Os acontecimentos quando es-touram, têm antecedentes quesão ignorados pela maioria dos cir-cunstantes. As coisas nem sempre são con-forme se apresentam, mas con-soante são nos seus valores ínti-mos. Não faças coro com as acusa-ções expostas. 0 delinquente e o infeliz peca-dor, merecem, quando menos, co-miseração e oportunidade de ree-ducação.
  50. 50. XLI Depois que cometas um erro etenhas consciência dele, começaa reabilitação. Nada de entregar-te ao desa-lento ou ao remorso. Da mesma forma como não de-ves insistir no propósito inferior,não te podes deixar consumir pe-lo arrependimento. Este tem somente a função deconscientizar-te do mal feito. Perdoa-te, encoraja-te e dá iní-cio à tarefa de reequilíbrio pessoal,diminuindo e reparando os prejuí-zos causados.
  51. 51. XLII No tumulto que toma conta domundo e das pessoas, reserva-tealguns momentos de silêncio, quese transformem em quietude inte-rior. A agitação, a balbúrdia, o fala-tório, desarmonizam os centrosemocionais do equilíbrio. Cala mais do que fala. Reflexiona antes de expender atua opinião. Ouve a zoada e alija-te do bur-burinho, preservando-te em paz. Este comportamento é salutarpara todos os momentos da tuavida.
  52. 52. XLIII A tua felicidade é possível. Crê nesta realidade e trabalhacom afinco para consegui-la. Não a coloques nas coisas, noslugares, nem nas pessoas, a fimde que não te decepciones. A felicidade é um estado ínti-mo, defluente do bem-estar quea vida digna e sem sobressaltosproporciona. Mesmo que te faltem dinheiro,posição social de relevo e saúde,podes ser feliz, vivendo com resig-nação e confiança em Deus.
  53. 53. XLIV Ama-te mais. Certamente, não nos referimosao sentimento egoísta, ambicioso,envenenador. Amar-se, é respeitar-se,proporcionando-se as conquistassuperiores da vida, os anseios ele-vados do coração. Intenta estabelecer um peque-no programa de amor para ti eexecuta-o. Mantém acesa a luz do entu-siasmo em tuas realizações esabendo-te fadado à Grande Luz,deixa que brilhem as tuas aspira-ções nobres. Escolhe "a melhor parte" emtudo e supera aquelas nefastas,que prejudicam e envilecem.
  54. 54. XLV O corpo merece cuidados paraser preservado, sadio. Desprezá-lo, sob qual for o pre-texto, é ato de rebeldia contraDeus, que no-lo concede com afinalidade de crescimento íntimoe elevação moral. Sem o ataviar com exageros ouviver para ele conforme fazemmuitas pessoas, resguarda-o eprotege-o, amando-o de forma aprolongar-lhe a existência útil. 0 corpo é o "jumentinho" quecarrega a alma na Terra, confor-me ensinava São Francisco de As-sis, credor de ternura e afeto.
  55. 55. XLVI Alimenta-te para viver, sem agulodice que leva o homem a vi-ver para comer. Morre-se mais de excesso oualimentação irregular, do que pe-la falta de pão. O exagero e desperdício de unsrespondem pela falta e escassezna mesa de outros. O alimento é bênção para aexistência corporal, mas as com-plexas misturas e extravagantesapresentações constituem paixãoinjustificável ou vício pernicioso. Usa o alimento com sabedoriae frugalidade para viveres por lon-gos anos com saúde ideal.
  56. 56. XLVII Acompanha a marcha dosacontecimentos sem sofreguidão. A tua ansiedade ou o teu receionão alterarão o curso das horas. Aguarda o que há de suceder,sem que te imponhas sofrimentodesde a véspera. 0 que pensas que acontecerá,talvez se dê, não porém da formacomo aguardas, porquanto, a vi-da obedece a um plano de inces-santes mudanças e transforma-ções. Desse modo, espera com har-monia íntima, afastando do teuprograma a agitação e o medo.
  57. 57. XLVIII Ouve com atenção e cuidado. Não te apresses em cortar o as-sunto, como se já o tivesses en-tendido. Há pessoas que têm dificulda-de de expressão e tornam-se difí-ceis de ser compreendidas. Após ouvires, se a circunstân-cia permitir, dialoga um poucocom o expositor, a fim de que otema te fique esclarecido e oapreendas. Quem ouve bem, penetra me-lhor nos ensinamentos que lhechegam. Ouvir, é ainda uma arte poucoexercitada.
  58. 58. XLIX Muita gente se compraz natransmissão de comentários infe-lizes, veiculando idéias e opiniõesmalsãs, tomando-se estafeta dainsensatez. Permanece discreto diante dosmaledicentes e injuriosos, que tetestam as resistências, trazendo-te mensagens infames, a fim de le-varem a outrem, distorcidas, astuas palavras. 0 silêncio, em tais circunstân-cias, é como algodão que abafa eamortece o ruído do mal em de-senvolvimento. Não são teus amigos, aquelesque te trazem o lixo da notíciamaldosa.
  59. 59. Deus dotou-te de força de von-tade. Se te parece fraca, é porquenâo a tens exercitado. Toda e qualquer função orgâni-ca ou moral necessita de exercí-cio a fim de atender com rapidezaos comandos mentais. Treina-a nos pequenos hábitos-viciosos, buscando corrigi-los, e,lentamente, vai passando para de-safios mais expressivos. Através de uma vontade disci-plinada conseguirás atingir os ob-jetivos máximos da tua atual exis-tência. Não desistas, se, de início, fra-cassares.
  60. 60. LI Quem guarda rancor, colecionalixo moral, e, consequentemente,termina enfermando. 0 mal que te façam, não devemerecer o teu sacrifício. Se alguém deseja ver-te infeliz,age de forma contrária, vivendocom alegria. Se outrem planeja perturbar-te,insiste na posição de harmonia. Se aquele que se tornou teu ad-versário trabalha pela tua desdita,continua em paz. Para quem procura infelicitar osoutros, a maior dor é velos imper-turbáveis. Sê inteligente e não te desgas-tes à toa.
  61. 61. LM O perdão real é sempre acom-panhado pelo esquecimento domal recebido. Se perdoas, porém te referes aoacontecimento, estás vitalizandoo erro. Trabalha a inferioridade pessoalque se fixa na lembrança do so-frimento experimentado e agrade-ce a oportunidade de perdoar. Como evoluir sem os testes deaprimoramento moral? 0 perdão, que agora concedes,será o teu padrinho amanhã quan-do necessites da benevolência eda desculpa de outra pessoa. Perdoar é sempre melhor paraquem o faz. Age sempre assim eviverás.
  62. 62. Llll Os maus pensamentos intoxi-cam a alma. Atraem o pessimismo e as pre-senças doentias dos Espíritos per-turbados e maus. Mantém a tua mente presa àsidéias positivas, iluminativas, aosprogramas de enobrecimento, decuja conduta te advirá o bem-estaríntimo e a alegria de viver. O que pensares com insistên-cia, hoje ou mais tarde se concre-tizará. Os fatos se corporificam, de iní- cio, no campo mental, para depois se tornarem realidade no corpo fí- sico. Pensa no bem e banha-te com a luz do amor.
  63. 63. LIV Sê gentil e bondoso, sem te tor-nares servil. A humildade é uma virtude no-bre que não convive com as situa-ções vis. íntegra, enriquece o homem devalores espirituais, que o tornamforte, na sua aparente fraqueza epoderoso na sua pobreza. Sócrates, Cristo e Gandhi sãoos exemplos máximos da humil-dade e os expoentes mais belos daevolução. Abatidos por homicidas loucos,preferiram morrer a ceder, perma-necendo imortais na sua grandevitória.
  64. 64. LV Não troques a paz da tua cons-ciência de amanhã, pelo prazercorruptor de hoje. 0 que não é moral, jamais pro-porciona harmonia. Fugidio e de-vorador, passa rápido, deixandoácido de insatisfação a queimar ocorpo e sombra de remorso naconsciência magoada. Permanece sedento, mas nãoarrependido. 0 que não experimentaste, nãote atormenta, e, o que te falta ago-ra, mais tarde chegará bem paraa tua satisfação.
  65. 65. LVI As vitórias das questões ilegaissão utópicas. Deixam paladar de amargura. Injustas, ferem os outros, nãopodendo beneficiar, realmente, aninguém. Quem edifica sobre terrenoalheio, termina por perder a cons-trução. Nunca será justa a alegria con-seguida no rio das lágrimasalheias. Cuida bem das tuas causas eluta somente quando tiverem oapoio legal e se firmarem nos ali-cerces da moral.
  66. 66. LVII Canaliza bem a tua energia, afim de que se não converta e,npresunção e violência. Podes e deves ser enérgiconunca, porém, agressivo. É justo que te sintas jubilosocom os teus recursos, todavia,não te tornes jactancioso. Quando a tentação do revideperturbar-te o discernimento, rea-ge e atua com severidade, entre-tanto sem exagero. A força que edifica, tambémderruba. Os fortes e temperamentais ter-minam os dias com os nervos emfrangalhos e a sós...
  67. 67. LVIll Compadece-te dos fracos. Dá-lhes mão amiga em qual-quer situação. Além da fragilidade orgânica,são tímidos e dependentes, reco-nhecendo a deficiência de ener-gias. Ajuda-os com um sorriso afá-vel de companheirismo, com umapromessa de silencioso apoio, me-diante um gesto que lhes dê se-gurança. Coloca-te no lugar deles, e fa-ze, em seu favor, o que gostariasde receber, estando na sua situa-ção.
  68. 68. LIX Conserva a coragem na luta,seja qual for a situação. Há caminhos menos difíceis deser percorridos, no entanto, todosexigem que se os vençam. Pensa-se que, pelo fato deestar-se trabalhando peto bem dopróximo, não se enfrentam dificul-dades e obstáculos. É puro engano. Em toda partee posição a criatura humana é amesma. São Vicente de Paulo, que tan-to se dedicou aos pobres, afirma-va que estes "eram muito exigen-tes e ingratos". Tem, pois, bom ânimo sempre.
  69. 69. LX Vez que outra, dedica algumtempo para meditar a respeito damorte. A morte arrebata os inimigos,os afetos, e te chegará num mo-mento qualquer. Prepara-te todo dia, como seele fosse o teu último na Terra. Acostumando-te a pensar namorte, ela não te ferirá quandopasse pela tua porta ou conduzaalguém que te seja amado. São Francisco de Assisaguardava-a com a tranquilidadecom que "capinava o jardim".
  70. 70. LXI A tua posse em relação aosbens terrestes é relativa. Num mundo transitório, no qualtudo passa, o que agora te perten-ce, amanhã terá mudado de mãos. Usa, mas não abusa dos recur-sos de que disponhas. Não te escravizes ao que deténspor momentos, evitando-te sofri-mentos quando se transfiram pa-ra outrem. Os únicos bens de duração per-manente são os tesouros dos sen-timentos, da cultura e das virtu-des. "Acumula tesouros no céu",ensina o Evangelho.
  71. 71. LXII Tua experiência é um valor quelogras através do tempo, vivendoas lições da vida, no teu proces-so de evolução. Estrada percorrida, caminhoconhecido. Face a tal conquista, descobresque há uma grande distância en-tre a teoria e a prática. Medita mais, antes de agires,tomando decisões tranquilas ealentadoras. Quando ages por impulso, es-tás sujeito a erros graves. Há acontecimentos que suce-dem no momento próprio, no en-tanto, é o homem sábio quem es-tabelece a hora para as realizaçõessuperiores.
  72. 72. LXIII As coisas mais importantes davida somente são valorizadas de-pois que passam ou se as perdem. Na maior parte das vezes, aspessoas vivem sob automativos,sem valorizar estes inestimáveisrecursos divinos. A saúde, o sono, a razão, os fe-nômenos digestivos, a respiração,os órgãos dos sentidos, os movi-mentos, são tesouros colocadospor Deus a teu serviço e não tedás conta da sua grandiosidade,gastando-os com sofreguidão, pa-ra adquirir outros bens que são se-cundários. Pára a pensar no significado decada um destes dons e resguarda-os dos fatores que os consomem.
  73. 73. LXIV Caminha um pouco ao ar livre. Tranquilamente, redescobre anatureza que te abençoa a vida. Espairece, saindo deste turbi-lhão em que te encontras e dei-xando a imaginação voar. Evita os lugares movimentados,para o teu passeio, e aspira o oxi-gênio balsâmico da floresta, damontanha, do mar... Refaze conceitos, acalma-te eabençoa a vida na forma como sete apresente. A tua atual existência é rica doque necessitas para ser feliz.
  74. 74. LXV "Nem tanto ao mar, nem tan-to à terra," ensina a filosofia po-pular. Isto é um convite ao comedi-mento, a uma posição sem extre-mismos. Toda vez que te apaixonas e to-mas uma postura exagerada, co-metes os mesmos erros que cen-suras nas outras pessoas. 0 meio-termo em matéria dediscussão é uma situação ideal. Não por comodidade ou medo,mas, porque desconhece a ques-tão na profundidade que exige. Um comportamento equilibra-do se revela nos momentos emque são tomadas as decisões e as-sumidas as posturas.
  75. 75. LXVI Sê uma pessoa aberta às idéias,aos conceitos novos. Discute-os, compara-os com oque sabes e pensas, retirando omelhor proveito das informaçõesque desconheces. As idéias salutares renovam aemoção, abastecendo os senti-mentos com estímulos e entusias-mo. Ninguém é tão sábio que nãonecessite aprender mais, nem tãocompleto que possa dispensar ou-tros contributos para o seu cres-cimento íntimo. Aprende mais, estando recep-tivo a novas contribuições.
  76. 76. LXVII Os ingredientes que excitam amente, o corpo, a emoção, devemser evitados por ti. As melodias suaves, na boamúsica, harmonizam, enquantooutras, programadas para a luxú-ria e a violência, desassossegam,alterando o ritmo nervoso. As leituras edificantes instrueme educam da mesma forma que asextravagantes e sensuais corrom-pem e alteram a escala de valoresmorais para pior. As conversações sadias levan-tam o ânimo, quanto as vulgaresrelaxam o caráter. Poupa-te à onda de indignida-de que toma conta do mundo edas pessoas.
  77. 77. LXVIII Quando desconheceres um as-sunto, confessa a tua ignorânciaa seu respeito.
  78. 78. Não tens obrigação de sabertudo, de estar informado sobre to-das as coisas. Questão de apreço é a hones-tidade de quem reconhece os pró-prios limites. E mesmo que este-jas inteirado da informação que al-guém te dá, ouve-a com paciên-cia. Terás ensejo de conferi-la comas notícias que já tens, enrique-cendo mais o teu conhecimentoou corrigindo-o. Uma pessoa que parece muitobem informada, às vezes tem so-mente um conhecimento superfi-cial, aparentando mais do que sa-be. Quem sabe ouvir, lucra sempre.
  79. 79. LXIX Ser pai ou mãe é uma granderesponsabilidade. Cada criatura traz o destino queorganizou para si mesma em reen-
  80. 80. carnações passadas. No entanto,ela nunca deixará de assimilar osexemplos vividos no lar pelos pais. A primeira escola é, pois o lar,e este, por sua vez é o resultadoda conduta dos esposos que sedevem esforçar para fazê-lo agra-dável, honrado e rico de paz. Abençoa o teu filho com astuas palavras e conduta, fazendo-te amigo dele em todas as situa-ções. Os filhos, como todos nós, so-mos de Deus, e prestarás conta doempréstimo que te foi concedidopara educar.
  81. 81. LXX Ninguém colhe em seara alheia,que não haja semeado, no que dizrespeito aos valores morais. Cada um é herdeiro de si mes-mo. Espírito imortal que é, evolui deetapa em etapa, como aluno emeducandário de amor, repetindo alição quando erra e sendo promo-vido quando acerta. Assim, numa existência dáprosseguimento ao que deixou in-terrompido na outra, corrige o quefez errado ou inicia uma experiên-cia nova. 0 que, porém, não realiza poramor, a dor o convocará a execu-tar.
  82. 82. LXXI Estás mergulhado no oceanodo amor de Deus. Jamais te encontras sozinho. Deus está em ti e em torno deti. Descobre-0 e deixa-te condu-zir por Ele com sabedoria. És Seu herdeiro, possuidor douniverso. Permite que o Seu amor te per-meie totalmente, comandando atua vontade e os teus passos,facultando-te crescer com menorou nenhuma dose de sofrimento. Em Deus tudo encontras,plenificando-te completamente.
  83. 83. LXXII Abençoa com alegria cadaoportunidade evolutiva. A dor enfrentada com resigna-ção diminui de intensidade, tantoquanto suportada em silêncio pas-sa com mais rapidez. Nunca te alcançam os sofri-mentos que não mereças, assimcomo não passarás pela Terra, emregime de exceção, sem os enfren-tares. As Leis de Deus são iguais pa-ra todos. Substituindo o amor que escas-seia, a dor é a mestra que impul-siona ao avanço.
  84. 84. LXXIII As lesões da alma são maismortificadoras. As feridas externas são de fácilcicatrização, enquanto aquelas
  85. 85. que pululam no íntimo tornam-sede mais demorado curso. Banha-te nas águas da confian-ça em Deus, da paciência, da hu-mildade, do perdão e do amor, nãopermitindo que o ódio, o egoísmo,a revolta e a mágoa te maceremos tecidos da alma. Muitas enfermidades do corpoprocedem do espírito danificadopelos conflitos da emoção ou pe-lo ácido das imperfeições morais. Cuida dos equipamentos inter-nos, resguardando-os da agressãocontumaz do vício e da irrespon-sabilidade.
  86. 86. LXXIV O que não possas concluir ago-ra, não te seja motivo de agasta-mento. Faze o possível em esforço ededicação, no entanto, evita oaborrecimento que o aparente fra-casso produz. Quando alguma ação ultrapas-sa a tua capacidade de executá-la ou a circunstância não te per-mita fazê-la, cabe-te o dever daserenidade. Quem faz o que lhe está ao al-cance, realiza o máximo. ... E o que não possas concluiragora, terminarás amanhã, se por-fiares fiel ao compromisso.
  87. 87. LXXV Afugenta o melindre da área doteu comportamento pessoal. Sempre encontrarás pessoassimpáticas como inamistosas pe-lo caminho por onde segues.
  88. 88. Não vale a pena melindrar-se,remoendo insatisfação. Toda marcha está sujeita a tro-peços e dificuldades, que consti-tuem desafio e emolução para oavanço. Uma jornada sem problemastorna-se monótona e desmotiva-dora. Tu cresces em razão das lutasque enfrentas. Permanece, pois, de bom hu-mor sempre, mesmo diante daspessoas congeladoras ou agastan-tes.
  89. 89. LXXVI Dilui a queixa sistemática, quete torna uma pessoa de difícil con-vivência. È muito desagradável a compa-nhia de alguém que está sempre
  90. 90. a reclamar, vendo defeitos em tu-do e desejando que o mundo girena sua órbita e de conformidadecom a sua maneira de ver as coi-sas. Não poderás modificar os ou-tros, porém, deves empenhar-tepara conseguir a própria transfor-mação para melhor. Se tudo te desagrada e estás,costumeiramente, reclamando,cuidado, porquanto esta é umaatitude de quem está de mal coma vida e vive mal consigo mesmo. É necessário que te toleres,aprendendo a ser tolerante com opróximo.
  91. 91. LXXVII No dia de hoje, pelo menos, co-loca beleza nos teus olhos, a fimde fitares a vida com lentes maisclaras.
  92. 92. Liberta-te das impressões nega-tivas que te acompanharam ao lei-to, na noite passada, e dispõe-tea encarar o mundo e as pessoascom uma dose de boa vontade. Notarás que o teu estado ínti-mo se renovará e tudo adquirirá vi-da agradável ao teu redor. A boa vontade, em relação aosoutros, retorna como simpatia ecamaradagem deles, em relação ati. Enfrenta o dia novo, disposto avencer e conquistando o espaçobom que te está reservado nomundo.
  93. 93. LXXVIII Se uma dificuldade surge,impedindo-te a caminhada, nãopercas tempo. Detém o passo econtorna o obstáculo.
  94. 94. Se algum problema inesperadoameaça o teu equilíbrio, não teaflijas. Silencia a revolta e buscasolucioná-lo conforme as tuaspossibilidades. Se alguém, a quem amas, mu-dou de conduta em relação a ti ouabandonou-te, mantém-te sereno.0 rebelde e o desertor, com assuas atitudes intempestivas, jáperderam a razão. Permanece empaz. O que agora percas, consegui-rás mais tarde. Quanto te aconteça, sabendote portares, será sempre para o teubem futuro.
  95. 95. LXXIX Tranforma as tuas horas numrosário de bênçãos. Aproveitando-as com sabedo-ria, no trabalho edificante, forma-rás um patrimônio de felicidade, oqual não podes imaginar. Desperdiçando-as, não conse-guirás recuperá-las. A hora que passa não retorna,qual a água que corre sob a pon-te. A eternidade é feita de segun-dos, e o tempo medido pelas ho-ras é a concessão de Deus para teproporcionar bem-estar. Trabalha sem desânimo e acu-mula as tuas horas de ação bené-fica.
  96. 96. LXXX Podes fazer mais em favor dahumanidade se te dispuseres a is-to. Distende a mão a alguém caí-do; dize uma palavra cortês a ou-
  97. 97. trem; sorri para uma pessoa soli-tária, acenando-lhe fraternidade;presenteia um amigo com umaflor; faze sorrir um triste; enlaçaem ternura um desafortunado... Há moedas de amor que valemmais do que os tesouros bancá-rios, quando endereçadas no mo-mento próprio e com bondade. Ninguém dispensa um amigo,nem desdenha um gesto socorris-ta. Disputa a honra de ser constru-tor do mundo melhor e de umasociedade mais ditosa.
  98. 98. LXXXI Jesus disse: "Não se turbe oteu coração", ensinando que a cal-ma e a confiança em Deus devemser o lema de toda criatura que de-seja encontrar a felicidade.
  99. 99. Nunca faltam motivos parapreocupações, inquietando o co-ração, perturbando a vida. A existência humana é umaoportunidade de valorização dosbens eternos e de iluminação ín-tima. Se colocas as tuas ansiedadesem Deus e Lhe confias a tua vi-da, tudo transcorre normalmente,e, se algo perturbador acontece,a serenidade assume o controle dasituação e age com acerto. Deste modo, não te permitasturbar o coração nem a mente, an-te as ocorrências malsucedidas.
  100. 100. LXXXII Quando assumas um compro-misso honra-o com a tua presen-ça. Antes de aceitares qualquer in-cumbência, medita a respeito, afim de que não te situes numa po-sição desagradável. Sucedendo algum impedimen-to à tua comparência ou desin-cumbência da tarefa, comunica-o com antecipação, de modo anão prejudicares quem te aguar-da, ou aquele que confia na tuapalavra. Sejam de pequena monta ou al-ta responsabilidade, desincumbe-te de todos os deveres que assu-mires.
  101. 101. LXXXIII Não temas os teus acusadores,quando estiverem mentindo con-tra ti, através de calúnias, desejemarrastar-te para as lutas inglórias. Quando sejas acusado e o fatoseja verdadeiro, agradece a Deusa oportunidade de repará-lo emtempo, reabilitando-te para o teupróprio bem-estar. É sempre melhor recuperar-sedo erro enquanto se está com asua vítima ao alcance. Toda dívida que se adia, ficamajorada com a carga dos juros,portanto, mais penosa para serresgatada.
  102. 102. LXXXIV Seleciona as tuas companhias. Os maus companheirostornam-se presenças inconvenien-tes na tua vida e perturbam-te amarcha. Ninguém é tão independente epleno que não corra o perigo decontaminar-se, com aqueles queestagiam e se comprazem na de-linquência ou na insensatez vicio-sa. Sê gentil com os maus e estúr-dios, porém, não te imiscuas comeles, seu comportamento, suasatividades e filosofia de vida. As enfermidades morais tam-bém contagiam os incautos quedelas se aproximam.
  103. 103. LXXXV Sê ordeiro nas tuas atividades. Não te apoquentes ante o mui-to a fazer, nem te descuides emrelação às tuas tarefas. À medida que o tempo te per-mita, vai realizando cada uma de-las até que as conclua todas. Um homem disciplinado é umtesouro. Quem sabe desincumbir-se dosserviços monótonos e constantes,pode empreender grandes realiza-ções com a certeza do êxito. Agir com ordem e ter consciên-cia de que a vida é uma ação quenão cessa, significa um avançadopasso no caminho da evolução.
  104. 104. LXXXVI Insiste na preservação da tuasaúde. Muitas enfermidades têm ori-gem no temperamento desajusta-do, nas emoções em desalinho,em influências espirituais negati-vas. .. A ansiedade, o medo, o pessi-mismo, a ira, o ciúme, o ódio, sãoresponsáveis por males que aindanão se encontram catalogados,prejudicando a saúde física, emo-cional e mental. Esforça-te por permanecer empaz, cultivando os pensamentosbons, que te propiciarão inestimá-veis benefícios. Conforme preferires mental-mente, assim te será a existência.
  105. 105. LXXXVII O conselho somente terá valorse estiveres disposto a segui-lo. Quando estejas com dificulda-de em qualquer assunto, recorrea uma pessoa mais experiente,mais bem equipada, pedindo-lheajuda e orientação. Todavia, nãoleves a tua própria opinião, tentan-do prová-la verdadeira. Ouve com cuidado, reflexionae, depois, toma a decisão que tepareça mais acertada. Por outro lado, não faças ouvi-dos moucos às orientações e con-selhos que te dêem ou que bus-ques. "Examina tudo e retém o queé bom", ensina o Apóstolo, em nome do Bem.
  106. 106. LXXXVIII Ninguém resolverá os teus pro-blemas se não te dispuseres aenfrentá-los e solucioná-los.
  107. 107. Encontrarás quem te empresteuma soma, a fim de resgataresuma dívida. Entretanto, o débitopermanece, havendo, somente,mudança de credor. 0 amigo pode tornar-se um ci-reneu junto a ti, mas a cruz é pes-soal, e cada criatura tem o deverde conduzi-la até o seu calvário li-bertador. Desta forma, não sobrecarre-gues os teus afeiçoados com astuas queixas, reclamações e pro-blemas. Busca equacionar os teus pro-blemas, um de cada vez, atévencê-los todos.
  108. 108. LXXXIX Se a tua palavra não tiver o ob-jetivo de auxiliar, não a apresen-tes para criticar. Há dois tipos de comportamen-to: o daqueles que fazem e o da-queloutros, que ficam de palan-que, apontando erros, criticando,atormentando a vida das pessoas. Faze quanto te seja possível,sem aguardar aplauso, nem temer-pedradas. Torna-te membro do grupo queopera e fala com o objetivo supe-rior de ser útil. Se, os que dizem saber comose fazem as coisas, deixassem deopinar e as executassem, o mun-do mudaria de feição.
  109. 109. xc Não te isoles, no círculo socialonde te encontras. A solidão aconselha mal. Quem se afasta do convívio fa-miliar, do trabalho, da comunida-de, perturba se. A fuga do mundo gera distro-fia da razão, apresentando uma vi-são desfocada a respeito das pes-soas e das coisas. Os homens existem para viverem sociedade, ajudando-se reci-procamente e aprendendo unscom os outros. Na luta diária e na atividade hu-mana aferem-se os valores, que sedevem desenvolver e aprimorar.
  110. 110. XCI Pensa em termos de vida eter-na. A morte é somente um veículopara a mudança de domicílio.
  111. 111. Quando os tecidos físicos segastam ou se rompem violenta-mente, libertam o Espírito eterno,que retorna à Pátria Espiritual. Tudo se transforma. O corpo se altera e decompõe,indo vitalizar outras expressõesmateriais. Já o ser espiritual, que nele ha-bita transitoriamente, deixa-o pa-ra assumir a sua realidade estru-tural. Vive, portanto, considerandoque a morte pode alcançar-te emqualquer momento, devendo teprapares desde já para a viageminevitável.
  112. 112. XCII Não coloques as tuas aspira-ções nos entretenimentos, via-gens, festas e folguedos...
  113. 113. Caso te surjam as oportunida-des para gozá-los, muito bem,aproveita e constatarás que estesprazeres passam como outras sa-tisfações quaisquer, deixando-teansioso por novas ocasiões defruí-los, e assim, incessantemen-te. Há quem sacrifique o futuro,utilizando-se de empréstimos eprestações com juros extorsivospara viver estas ilusões, que retor-nam como pesadelos, no momen-to dos resgates das dívidas. Busca os prazeres simples e du-radouros, aqueles que não te per-turbam o presente nem te escra-vizam no futuro.
  114. 114. XCIII Cuida-te, para que o pessimis-mo e a revolta não se agasalhemnos teus sentimentos, anestesian-do ou exacerbando os teus ner-vos.
  115. 115. Reconsidera atitudes e ocorrên-cias desagradáveis, revestindo-tede bom ânimo e prosseguindo im-perturbável. O teu estado de espírito muitocontribui para o resultado das tuasaspirações e dos teus atos. Quando encetas uma tarefacom mau humor ou rebeldia jáperdes a melhor parte da realiza-ção. Em todos os teus empreendi-mentos coloca o sol da esperan-ça com o calor do otimismo e oêxito te será inevitável.
  116. 116. XCIV "Não só de pão vive o homem— disse Jesus — mas também dapalavra de Deus." A preocupação com o alimen-to diário e o vestuário, o domicí-
  117. 117. lio e a convivência social não de-ve anular o interesse pela vida es-piritual. Reserva, diariamente, algumtempo para te alimentares com a"palavra de Deus". O pão sustenta o corpo e a fémantém a alma. O pão fortalece a matéria e a fédignifica a vida. O pão mata a fome por poucotempo, mas a fé atende a neces-sidade para sempre. Cuida do corpo e nutre a alma,a fim de que te sintas completa-do.
  118. 118. xcv Refreia os impulsos, que proce-dem dos instintos desgovernados,e age sob o comando da razão. É verdade que o sentimentobom deve derreter o gelo da lógi-ca racional, no entanto, muitas ve-zes, a frieza da emoção ou a sualoucura agressiva necessitam davigilância do raciocínio. Cérebro e coração devem atuarjuntos, proporcionando as vanta-gens do equilíbrio e do comedi-mento, em favor de uma vida sa-dia. Ouve com o sentimento e agecom a razão, dosando bem a par-ticipação de cada um.
  119. 119. XCVI Apresenta-te sempre bem,quanto te seja possível, sem o ex-cesso de esmero, parecendo ummanequim, ou descuidado, qualse fosse uma pessoa displicente.
  120. 120. A roupa é feita para o homem,e não este para viver em funçãodaquela. As modas são caprichos demercado, para granjear recursos,estimulando a insensatez e a ima-turidade das pessoas. O traje asseado que proteja ocorpo, embora ultrapassado, émais importante do que o últimofigurino em exibição, muitas ve-zes, ridícula. Não te atormentes, face à insig-nificante justificativa de não esta-res na moda, sempre de passa-gem.
  121. 121. XCVII A dor que te alcança é tua. Ninguém a sofrerá por ti. Os amigos se apiedarão, busca-rão auxiliar-te, porém, o empenhoestará cravado nas carnes da tuaalma. Da mesma forma, a felicidadeque te chega, é tua. Haverá riso e satisfação entreaqueles que te amam, todavia, asensação de júbilo não a podes re-partir com ninguém. Isto posto, no sofrimento, nãoimponhas amargura àqueles quete cercam, conforme na alegria,não podes fazer que eles se sin-tam ditosos.
  122. 122. XCVIII Exila das províncias da tua vi-da a maldade. Rebate o pensamento doentiocom o saudável; corta a rede per-niciosa das suspeitas injustificá-veis com a tesoura da confiançano teu próximo. É tormentoso viver armadocontra os outros, ver primeiro o la-do negativo, detectar a imperfei-ção. Ninguém há, na Terra, sem de-feitos, como não existe uma sópessoa que não possua tambémvirtude, por pior que este indiví-duo seja. Procura o lado bom de todos ete descobrirás bem, renovado eafável.
  123. 123. XCIX Os violentos terminam porexterminarem-se uns contra osoutros ou cada qual por si mesmo. A atitude de paz resolve qual-quer situação beligerante, se oamor comandar os contendores. Toda reação, para cessar, deveter sustada a causa que a desen-cadeia. Se esta é a violência, somenteo seu antídoto, a prudência, con-seguirá fazê-la passar. Uma pessoa pacífica acalmaoutra, as duas alteram o compor-tamento de um grupo, este podemodificar a comunidade, e, assim,por diante. Faze a tua parte, vencendo aviolência.
  124. 124. c Não grites. Nenhuma situação exige a gri-taria, que confunde e mais pertur-ba. Se falares em tom adequado,os barulhentos silenciarão paraouvir-te. Se desejares competir com elesem altura de voz, ficarás rouco enão serás escutado. A voz caracteriza o comporta-mento e a emoção das pessoas. Não nos referimos às técnicasde prosódia, que têm a sua finali-dade, porém à tonalidade natural,audível, sem agressividade. Já te escutaste num gravador,especialmente quando em dese-quilíbrio? Faze a experiência.
  125. 125. Cl Necessitas de serenidade a ca-da passo. Serenidade para discernir, atuare viver. A vida é galopante e muda osseus cenários a cada minuto, exi-
  126. 126. gindo permanente serenidade afim de não esmagar as pessoas. Quem se aflija, e tente seguir avelocidade ciclópica destes dias,arrebenta-se, porque sai de umapara outra situação com muita ra-pidez, sem mesmo tempo paraadaptação na fase anterior. As notícias chegam e os acon-tecimentos passam, produzindoimenso desgaste emocional, men-tal e físico: Resguarda-te na serenidade,preservando os equipamentos datua existência, que estão progra-mados para uso adequado e nãopara o abuso.
  127. 127. Cll Este teu cansaço contínuo,acompanhado de insatisfação e demau humor, é um sinal vermelhode perigo em tua vida. Resulta da maneira irregular decomo vens aplicando os teus re-cursos e energias, sem o compe-tente refazimento. Não te bastará dormir, dar des-canso ao corpo, se permaneceresemocionalmente inquieto, ansio-so. Assim, dá um balanço dos teusatos, medita em profundidade eperceberás que te está faltando o"pão do espírito", que nutre e re-conforta. Reorganiza a vida e busca oequilíbrio, enquanto é tempo.
  128. 128. cm Examina quanto tempo diaria-mente dedicas à tua vida espiri-tual.
  129. 129. Trabalhas, veste-te, distrai-te,alimenta-te, dormes e reservasbreves minutos ao espírito encar-nado, mediante uma rápida ora-ção, uma pequena leitura, ou ou-ves uma palestra, às vezes nenhu-ma destas concessões lhe facul-tas. O homem não é somente ocorpo-mente. Antes de tudo é oser espiritual, que conduz os im-plementos corpo-mente e exigeatendimento espiritual para bemexecutar as tarefas que lhe dizemrespeito. O corpo necessita de cuidadospara viver, mas, a alma, também.
  130. 130. CIV A inveja é um grande inimigo,que necessitas combater no teumundo íntimo. Ela se insinua, cruel, nas telasmentais, e desequilibra a emoção. Torna-se fiscal impiedosa e ca-pataz insensível. Arma ciladas, vinga-se pelopensamento, através da palavra eda ação, persegue implacavelmen-te. Incontáveis crimes se originamna inveja, fora aqueles que nãochegam a consumar-se. A inveja é inferioridade que temde ser corrigida e transformada emcamaradagem e satisfação.
  131. 131. cv Não dês os teus espaços men-tais para os pensamentos vulga-res. Preenche todas as brechas comidéias de edificação, da ação dobem, da felicidade própria ealheia. É na mente que se iniciam osplanos de ação. A mente ociosa cria imagensinfelizes que se corporificam comalto poder de destruição, consu-mindo quem os elabora e atingin-do as outras pessoas. Luta com vontade para que a"hora vazia" não se preencha delixo mental tornando-te infeliz ouvulgar.
  132. 132. CVI A tristeza é mensageira de so-frimento. Não te prendas a ela, nem tepermitas contaminar pelos seusmiasmas. É certo, que nem todos os diassão claros e ricos de alegria. Há ocasiões em que o sofri-mento parece dominar os quadrosda tua atividade. No entanto, exa-minadas as dificuldades e sentidasas dores, faze sol íntimo, afugen-tando a tristeza da tua mente, afim de que mais facilmente supe-res os acontecimentos provacio-nais. 0 cultivo da tristeza abre cam-po a várias enfermidades da men-te, da emoção e do corpo.
  133. 133. CVII Sê cordato sempre. É melhor perderes algo numadisputa, do que te engalfinharesnuma luta mais prejudicial, que tetrará danos maiores. Não se trata de ter medo, po-rém de possuir sabedoria. O homem pacífico é feliz, e asquinquilharias não o podem per-turbar. O problema é de eleição. Queserá melhor: ganhar uma alterca-ção, para não ser ignorante ou bo-bo, ou perdê-la, sendo prudentee sábio? A cordura sempre vence. O quenão logra exteriormente, conse-gue em paz interna.
  134. 134. CVIII Sê amigo de quem te busqueo apoio, a presença. As criaturas necessitam tantode pão quanto de amigos para vi-ver. Há quem caminhe na multidão,sofrendo a soledade, necessitan-do de companhia, de amizade. Nunca permitas que a outrapessoa se afaste da tua presençasem que leve algo bom dos minu-tos passados contigo. Tens muito a oferecer. Desco-brir tais valores, seja o teu primeiropasso. Pô-los a benefício do pró-ximo, o imediato. Ninguém está privado dos bensespirituais, que não possa disporde alguma coisa para oferecer.
  135. 135. CIX Não descarregues o teu azedu-me, conflitos e recalques nos ser-vidores da tua casa, do teu traba-lho, da tua esfera social. Eles já sofrem o suficiente, dis-pensando a carga de amargura emal-estar que lhes destinas. Coloca-te no lugar deles e ve-rás quanto gostarias de recebergentilezas, ter atenuadas as humi-lhações que passasses, as doresque carpisses... São teus irmãos carentes. Se te fazem grosserias e são ru-des, educa-os com o silêncio e abondade. Eles desconhecem as boas ma-neiras, necessitando do teu exem-plo.
  136. 136. cx Concede uma nova oportunida-de ao teu desafeto, facilitando-lhea aproximação. Mantém-te receptivo. É possível que ele tenha muda-do de opinião, reconhecido o er-ro, e esteja aguardando ensejo. Todos nos enganamos, e dese-jamos ocasião para nos reabilitar-mos. Se te encerras na mágoa e na-da mais queres com ele, a tua éuma postura igual ou mais censu-rável que a dele. Não deixes que um capricho doamor-próprio ou do orgulho feri-do te roube uma excelente ensan-cha de ser vencedor em ti mesmo.
  137. 137. CXI Faze um exame de consciência,quando possas e quantas vezes teseja viável. Muitas queixas e reclamaçõesdesapareceriam se o desconten-te analisasse melhor o própriocomportamento.
  138. 138. Sempre se vê o problema naoutra pessoa e o erro estampadono semblante do outro. Normalmente, quando alguémte cria dificuldades e embaraçosestá reagindo contra a tua condu-ta, à forma como te expressastee à maneira como agiste. Tem a coragem de examinar-tecom mais severidade, rememoran-do atitudes e palavras. Ao desco-brires erros, apressa-te em corrigi-los; busca aquele a quem ma-goaste e recompõe a situação. Não persevere em erro, sejaqual for a justificação.
  139. 139. CXII Lê uma pequena página, cadadia, na qual encontres alento einspiração. Incorpora este dever aos teushábitos.
  140. 140. Ela te enriquecerá de júbilo, cla-reando as nuvens que possamenvolver-te nas horas seguintes earrimando-te ao bem-estar, casosuceda alguma surpresa desagra-dável. Todas as pessoas necessitamde um bom conselheiro, e, nessapágina, que extrairás do Evange-lho, terás a diretriz de segurançae a palavra de sabedoria para qual-quer ocorrência. Se os homens reflexionassemum pouco mais antes de agirem,evitariam males incontáveis. Já que outros não o fazem,realiza-o tu.
  141. 141. CXI II Nunca percas a esperança. Haja o que houver, permanececonfiando. Se tudo estiver contra, e o in-sucesso te ameaçar com o deses-pero, ainda aí espera a divina aju-da. Somente nos acontece o queserá de melhor para nós. A lei de Deus é de amor. E oamor tudo pode, tudo faz. Quando pensares que o socor-ro não te chegará em tempo, secontinuares esperando, descobri-rás, alegre, que ele te alcançou mi-nutos antes do desastre. Quem se desespera já perdeuparte da luta que irá travar, avan-çando prejudicado.
  142. 142. CXIV A juventude do teu corpo é bre-ve. Utiliza-a para armazenar valoreseternos.
  143. 143. O verdor dos anos passa comceleridade, porém, os compromis-sos firmados se alongam por to-da a existência. Tem cuidado com eles. Os bons serão sentinelas da tuajornada, abençoando-te as horas,e os maus se transformarão emcobradores impiedosos, per- turbando-te a paz. Coloca sinais de luz pela sen-da, significando conquistas do ter-reno percorrido. Mantém-te jovem em todas asidades, através de uma consciên-cia sem remorsos e de uma con-duta reta.
  144. 144. cxv Disciplina a vontade, impedindo-te ser vítima da irres-ponsabilidade. Começa tuas atividades de pe-quena monta, mantendo a ordeme a eficiência em cada realização. Quando tiveres muitas tarefas arealizar, não percas tempo, esco-lhendo por qual iniciar. Executa aque esteja mais próxima, passa àseguinte, e, sucessivamente,desincumbe-te de todas. Enquanto não dês o primeiropasso, não chegarás ao fim do ca-minho. A primeira palavra dá início aodiscurso. A disciplina é responsável peloêxito das elevadas realizações.
  145. 145. CXVI Com certeza não solucionarástodos os problemas do mundo. Não obstante, podes e devescontribuir para que isto aconteça. Se não impedes a guerra, tensrecursos para evitar as discussõesperturbadoras que te alcançam;
  146. 146. se não consegues alimentar amultidão esfaimada, possuis umacôdea de pão para oferecer a al-guém; se não dispões de saúde parabrindar aos enfermos, logra socor-rer um padecente; se não solucionas os dramashumanos, concorre para acalmaruma pessoa; se não tens meios para liderargrupos acelerando mudanças quese devem operar no mundo,modifica-te, interiormente,enobrecendo-te na ação do beme da solidariedade.
  147. 147. CXVII Reserva um breve espaço detempo entre os teus deveres paraa beleza. Desperta cedo, a fim de acom-panhar o nascer do dia,embriagando-te com a pujança daluz.
  148. 148. Caminha por um bosque, silen-ciosamente, aspirando o ar da Na-tureza. Movimenta-te numa praia de-serta e reflexiona em torno dagrandiosidade do mar. Contempla uma noite estreladae faze mudas interrogações. Contempla uma rosa em plenodesabrochar... Detém-te ao lado de uma crian-ça inocente... Conversa com um ancião tran-quilo... Abre-te à beleza que há em tu-do e adorna-te com ela.
  149. 149. CXVIII Aceita as pessoas, conformeestas se te apresentam. Este homem prepotente que tedesagrada, está enfermo, e talveznão o saiba. Esse companheiro recalcitranteé infeliz em si mesmo.
  150. 150. Aquele conhecido exigente so-fre dos nervos. Uns, que parecem orgulhosos,são apenas portadores de confli-tos que procuram ocultar. Outros, que se apresentam in-diferentes, experimentam medosterríveis. A Terra é um grande hospital dealmas. Quem te veja, apenas, superfi-cialmente, não terá como analisar-te com acerto. Concede a liberdade para quecada um seja conforme é e nãocomo pretendes que sejam.
  151. 151. CXIX Sê sábio, investindo no futuro. O que ora te acontece, resultado passado que não podes reme-diar. Mas, aquilo que irá suceder, de-pende do que realizes a partir dehoje.
  152. 152. Enquanto recolhes efeitos deações passadas, estás atuandopara consequências futuras. Conforme semeares, assim co-lherás. A tua fatalidade é o bem. Co-mo atingi-lo, será opção tua, me-diante ação rápida ou retardada econtra-marchas. Ninguém está fadado ao sofri-mento. Este é o resultado da es-colha errada. Investe no amanhã e serás fe-liz desde hoje.
  153. 153. cxx Mesmo que não saibas, ésexemplo para alguém. Sempre existem pessoas queestão observando os teus atos,mesmo os equivocados, e se afi-nam com eles.
  154. 154. Desse modo, és responsável,não só pelo que realizes, comotambém, pelo que as tuas idéiase atitudes inspirem a outros indi-víduos. Os ditadores e arbitrários, a sós,nada conseguiriam fazer, não fos-sem aqueles que pensam de igualmodo e os apoiam. Assim também, a obra do bemfaleceria, se não houvesse pes-soas que se lhe vinculassem comsacrifício e amor. Cuida do que fales e realizes,ensejando seguidores que se edi-fiquem e ajam corretamente.
  155. 155. CXXI Ouve com serenidade sempreque a tal sejas convocado. Permite que o outro conclua opensamento, não antecipandoconclusões, certamente incorre-tas.
  156. 156. Nem todos sabem expressar-secom rapidez e clareza. Escuta, portanto, com boa dis-posição, relevando as colocaçõese palavras indevidas, assim, bus-cando entender o que ele te de-seja expor. Se te acusa, procura a raiz domal e extirpa-a. 0 diálogo devesempre transcorrer sem azedume,deixando saldo positivo. Se te esclarece ou ensina, ab-sorve a lição. Se acusa alguém, diminui a in-tensidade da objurgatória com ex-pressões de conforto ao ofendido.
  157. 157. CXXII Em qualquer circunstância,mantém-te tu mesmo. Não te apresentes superior aoque és, nem te subestimes, a pon-to de parecer o que não sejas. Anelando por uma posição me-lhor, empenha-te para lográ-la. Descobrindo imperfeições, lu-ta por te aprimorares.
  158. 158. Mente, todo aquele que exibedotes que não possui, quanto oindivíduo que os esconde e os ne-ga. Ser autêntico, é forma de ad-quirir dignidade. A ascensão é lenta para todos. Quem hoje triunfa, começou abatalha antes. Quem está combatendo, logra-rá a vitória depois. Não te constranjas por seresum Espírito em provação. Os amigos de hoje atravessa-ram, oportunamente, o caminhopor onde agora seguem os teuspés.
  159. 159. CXXIII O teu serviço, aparentementehumilhante, que outras pessoasmenosprezam, é o teu tesouro, oganha-pão que te concede hon-radez.
  160. 160. Realiza-o consciente da sua im-portância, desincumbindo-te de-le com nobreza. 0 diamante que fulgura veio daentranha da terra onde confrater-nizava com os vermes, e o pão sa-boroso, que enriquece a mesa,nasceu do trigo que se desenvol-veu no charco... Trabalhar, constitui desafio pa-ra todos. Enquanto o homem produz, amarcha do progresso não se inter-rompe. Dignifica as tuas atividades,sendo-lhes fiel servidor.
  161. 161. CXXIV O despeito responde por mui-tos males humanos. Planta maligna, enraíza-se nainveja doentia. Inspirando atitudes infelizes, odespeito fomenta perseguições
  162. 162. gratuitas, acusações incessantes,informações venenosas. O despeitado não perdoa otriunfo do próximo. Sempre descobre o lado infelizde qualquer questão, o "alfineteperdido no palheiro". Sofre sem necessidade,amargura-se constantemente e lu-ta contra os dragões que vê nosoutros, quando o problema é so-mente dele. Aprende a compartilhar dotriunfo do teu irmão e vencerás odespeito.
  163. 163. cxxv Estuda sempre. Incorpora às tuas atividades ohábito da boa leitura. Uma pági-na por dia, um trecho nos inter-
  164. 164. valos do serviço, uma frase parameditação, tornam-se o cimentoforte da tua construção para o fu-turo. 0 conhecimento é um bemque, por mais seja armazenado, ja-mais toma qualquer espaço. Pelocontrário, faculta mais ampla fa-cilidade para novas aquisições. As boas leituras enriquecem amente, acalmam o coração, esti-mulam ao progresso. 0 homem que ignora, caminhaàs escuras. Lê um pouco de cada vez, po-rém, fá-lo constantemente.
  165. 165. CXXVI Um pouco de silêncio interiorfar-te-á muito bem. A azáfama desgastante, aspreocupações contínuas, os so-bressaltos, diminuem as resistên-cias morais. Indispensável que tereserves tempo emocional para oteu refazimento, o teu silêncio in-terior. Ora, sem palavras, e acalma-te,deixando as idéias fluírem com es-pontaneidade, recompondo aspaisagens emocional e nervosa, afim de prosseguires na luta. Nesses instantes, encontra-tecontigo mesmo e experimenta ojúbilo de te amares, cuidando deti e renovando-te, a fim de que ne-nhum mal permaneça contigo.
  166. 166. CXXVII Não conduzas o ultraje que al-guém te atirou, desmoronando oteu dia. Certamente, há pessoas quenão simpatizam contigo e até te
  167. 167. detestam. Mas, isto não é surpre-sa, porque te ocorre o mesmo emrelação a outras. Este é um problema que os co-rações pacificados resolvem comfacilidade, nunca valorizandoofensas, nem se importando comelas. Há um grande número de pes-soas gradas e afetuosas que tecercam, que não é justo te agas-tares com aquelas, as que consti-tuem exceção no teu caminho. Deixa no chão do esquecimen-to a ofensa que te dirigem e se-gue na direção do amor que teaguarda.
  168. 168. CXXVIII Há um sol brilhando dentro deti. É a presença do Cristo no teucoração. Não lhe empanes a claridadecom as nuvens tio mau humor, darevolta, da insatisfação... A luz que vem do exterior cla-reia, mas, projeta sombra, quan-do enfrenta qualquer obstáculo. 0 teu sol interior jamais provo-ca treva, porque ilumina de den-tro para fora, em jorros abundan-tes. Usando o combustível do amor,tua luz se fará sempre mais pode-rosa, irradiando-se, abençoada,em todas as direções. Permite, pois, que brilhe a tualuz em toda parte.
  169. 169. CXXIX Ainda é tempo de recomporesuma situação infeliz que está fi-cando para trás. Enquanto estás no caminhocom o outro, há oportunidade pa-ra refazer e corrigir. Se ele não aceita a tua dispo-sição, o problema já não é teu. Enquanto, porém, não te dispo-nhas ao ato nobre, permanecesem débito. O mau momento ocorre sem-pre. A manutenção dele é opcio-nal do capricho humano. Saneia-te com a disposição su-perior de não conservar lixo emo-cional, buscando todo aquele comquem não foste feliz, a fim de re-tificar a situação.
  170. 170. cxxx A pontualidade, além de umdever, é também uma forma derespeito e homenagem a quem teespera ou depende de ti. Agindo com cuidado, o tempojamais te trairá deixando-te ematraso.
  171. 171. O hábito de chegar em tempoé adquirido da mesma forma queo da irregularidade de horários. Programa os teus compromis-sos e desincumbe-te serenamen-te de todos eles, cada um de suavez. Quando não possas compare-cer, ou tenhas que te atrasar, dize-o antes, a fim de liberar quem teaguarda. Deste modo, quando ocorrerum imprevisto, e tenhas que che-gar tarde, mesmo que não acre-ditem na tua justificativa, estarásem paz.
  172. 172. CXXXI Ante as dificuldades do cami-nho e as rudes provas da evolu-ção, resguarda-te na prece ungi-da de confiança em Deus, que teimpedirá resvalar no abismo da re-volta. Um pouco de silêncio íntimo ede concentração, a alma em ati-tude de súplica, aberta à inspira-ção, eis as condições necessáriaspara que chegue a apaziguadoraresposta divina. Cria o clima de prece como há-bito, e estarás em perene comu-nhão com Deus, fortalecido paraos desafios da marcha.
  173. 173. CXXXII São considerados infortúnios asocorrências naturais do processoda existência humana: perda depessoas queridas, acidentes comsequelas dolorosas, ruína econó-mica, falência afetiva, terremotose outros cataclismas... Certamente, constituem proble-mas graves, não, porém, desgra-ças reais, exceto p ira quem se dei-xa revolucionar pelos seus efeitos,destruindo os valores elevados davida. Sabendo-se enfrentar esses fe-nômenos geradores de dissabor,deles se retiram valiosos bens quefelicitam.
  174. 174. CXXXIII A oportunidade de elevaçãomoral que a vida te permite, deveser aproveitada com sabedoria eimediatamente. A sucessão do tempo é inevi-tável, e, passada a ocasião, ei-laperdida. Tempo e vento que passam,não retornam jamais. Assim, utilizares-te proveitosa-mente de cada ensejo de cresci-mento íntimo, é bênção que liber-ta. Permanece vigilante, de modoa aproveitares todas as horas datua existência carnal.
  175. 175. CXXXIV Repete a lição equivocada, semqualquer mágoa. A aprendizagem dispõe de vá-rias técnicas para fixar o conheci-mento. A do "erro e o acerto"constitui a mais comum e normal. Na área dos acontecimentosmorais o processo ocorre da mes-ma forma. Erro de hoje, reparado median-te a repetição da experiência,aprendizagem fixada para sempre.
  176. 176. cxxxv Enquanto disponhas de recur-sos, cultiva a solidariedade. És um ser social e necessitas daconvivência com o teu próximo, afim de colimares as metas para asquais renasceste. A solidariedade é um dos ins-trumentos mais valiosos para oêxito do tentame. Torna-te útil, sé gentil, esparzea bondade, e, em compensaçãojamais te encontrarás a sós.
  177. 177. CXXXVI Usa da medida de tolerânciapara com o teu próximo, confor-me a esperas receber de alguémem momento próprio. Ninguém existe, na Terra de ho-je, que marche sem equívocos,sem temor, sem tormentos, geran-do aflições quando desejava acer-tar e produzindo sofrimento quan-do intentava apaziguar, necessi-tando compreensão, como efeito,tolerância. Assim, semeia hoje a tolerân-cia, de forma a colhê-la amanhã.
  178. 178. CXXXVII Não obstante o relacionamen-to afetivo e social que manténs,os testemunhos que te dimensio-narão em outra posição fazem-sesempre sem condições de surpre-sa, colhendo as pessoas a sós. Os afetos, os amigos, os com-panheiros, poderão partilhar-te asdores, porém, a tua, será sempreuma cruz pessoal. Nem poderia ser diferente. Ao amparo da justiça divina ,cada homem resgata de acordocom a dívida e cresce conforme acircunstância em que delinqúiu. Equipa-te de paz e fé,preparando-te para a ascensãoque se te impõe, inevitável.
  179. 179. CXXXVIII Sê amigo conveniente, saben-do conduzir-te com discrição e no-breza junto àqueles que te elegema amizade. A discrição é tesouro poucopreservado nas amizades terrenas,normalmente substituída pela in-sensatez, pela leviandade. Todas as pessoas gostam decompanhias nobres e discretas,que inspiram confiança, favore-cendo a tranquilidade. Ouve, vê, acompanha e conver-sa com nobreza, sendo fiel à con-fiança que em ti depositem.
  180. 180. CXXXIX Há quem cultive a verdade,tornando-a arma para agredir osoutros. A verdade, porém, reflete luzmirífica, aclaradora de incógnitas,que jamais fere ou aflige. É como pão, que deve ser in-gerido sem exagero, ou como lin-fa, que merece ser sorvida naquantidade exata. À medida que nutre e desse-denta, acalma e felicita, enrique-cendo de compreensão e afabili-dade aquele que a penetra. Jamais a apliques com dureza,qual se fosse uma arma para des-truir os outros, pois que, assimtornada, perde a finalidade precí-pua que é a de libertar.
  181. 181. CXL Não te canses de amar. É possível que a resposta doamor não te chegue imediatamen-te. Talvez te causem surpresa asreações que propicia. É possívelque as haja desencorajadoras. Sucede que, desacostumadasaos sentimentos puros, as pessoasreagem por mecanismos de auto-defesa. Insistindo, porém, conseguirásdemonstrar a excelência dessesentimento sem limite e mimeti-zarás aqueles a quem amas, rece-bendo de volta a bênção de quese reveste. Ama, portanto, sempre.
  182. 182. CXLI Dosa com cuidado as tuasemoções. Uma atitude afetada é sempredesagradável, tanto quanto o re-traimento injustificável é respon-
  183. 183. sável por muitas dificuldades norelacionamento social. A afetação é distúrbio de con-duta, e o retraimento é sintoma deinsegurança. Auto-analisa-te com carinho esinceridade, buscando superar asansiedades e os temores que res-pondem pelo teu comportamen-to. Atitudes tranquilas são resulta-do de realização íntima, que so-mente conseguirás mediante exer-cícios de prece, paciência e medi-tação. Assim, o controle das tuasemoções se fará possível.
  184. 184. CXLII As tuas necessidades reais nãoexorbitam a área das tuas posses. Cada criatura nasce ou renas-ce dentro do esquema que lhe fa-culta as melhores possibilidadespara ser feliz. A inconformação e a rebeldia,porém, normalmente armam o in-divíduo com ambição e violênciaque geram estados desditosos,mesmo quando ele consegue acu-mular excessos e quinquilharias aque atribui valores relevantes, exa-gerados. Nunca faltariam os recursos pa-ra a sobrevivência humana, casonão houvesse nos corações o pre-domínio do egoísmo, da avarezae do desinteresse fraternal.
  185. 185. CXLIII Sê amigo da verdade, sem atransformares numa arma de des-truição ou de ofensa. Não é tanto o que se diz, queoferece resultados positivos ou de-sagradáveis, mas, a forma comose diz. Ademais, a tua pode não ser averdade real, senão, um reflexodela. E mesmo que o fosse, nãoestás autorizado a esgrimi-la comfinalidades perturbadoras. Antes de assumires a posturade quem corrige e ensina com averdade, coloca-te no lugar do ou-tro, aquele a quem te irás dirigir,e a consciência te apontará o ru-mo a seguir e a melhor maneira dete expressares.
  186. 186. CXLIV Guia-te sempre pela decisãoque produza menor soma de pre-juízos a ti mesmo e ao teu próxi-mo.
  187. 187. Antes de assumires compro-missos, reflexiona a respeito dospossíveis resultados, e mais facil-mente saberás eleger aqueles quete proporcionarão melhores frutospara o futuro. Sempre que algumas vanta-gens para ti ofereçam danos paraoutrem, recusa-as, porquanto nin-guém poderá ser feliz erguendo asua alegria sobre o infortúnio doseu próximo. Isto equivale a dizer: "Não fa-ças ao outro aquilo que não gos-tarias que ele te fizesse." 0 que hoje percas a favor de al-guém, amanhã receberás sem pre-juízo de ninguém.
  188. 188. CXLV Não és um observador distan-te da vida. Estás na condição de membrodo organismo universal, investido
  189. 189. de tarefas e responsabilidades, decujo desempenho, por ti, resulta-rão a ordem e o sucesso de mui-tas coisas. A postura de quem observa defora produz enfoques e conclu-sões equivocados. No entanto, aparticipação consciente dá medi-da correta e propicia melhor com-preensão dos dados ao alcance. Considera-te pessoa valiosa noconjunto da Criação, tornando-te,cada dia, mais atuante na Obra doPai e fazendo-a melhor conheci-da e mais considerada Tu és herdeiro de Deus, e o Uni-verso, de alguma forma, te perten-ce.
  190. 190. CXLVI A irritabilidade é espinho crava-do nas carnes da emoção, que de-ve ser extirpado. Quanto mais permanece, piorao estado de quem o conduz, ge-
  191. 191. rando infecções duradouras quãoperniciosas. A pessoa irritável não necessi-ta de motivos para o mau humor,a insatisfação. Gera-os com faci-lidade, por conduzir-lhes os ger-mes nos sentimentos agressivos eamargurados. Faz-se intratável e exala o mor-bo que lhe caracteriza a conduta. Agrada-se, quando desagrada;alegra-se, quando se desforça emquem defronta, mesmo que estenada lhe tenha feito de mal. É sempre infeliz por prazer. Vence a irritação, ou, do con-trário, serás por ela destruído.
  192. 192. CXLVII Se algum projeto que elaboras-te redundou em fracasso, não teaborreças, nem o abandones porisso. 0 aparente fracasso é a formapela qual a Divindade te ensina a
  193. 193. corrigir a maneira de atuar,facultando-te repetir a experiênciacom mais sabedoria. Quem se recusa a reencetar otrabalho, porque foi mal sucedidoantes, não merece desfrutar o êxi-to dos resultados. A arte de recomeçar é medidade engrandecimento para quemaspira mais altos cometimentos. Ninguém logra respostas feli-zes, sem as tentativas do insuces-so. A vida é constituída de liçõesque se repetem até fixarem-se cor-retamente.
  194. 194. CXLVIII Todos sofrem, enquanto estãono mundo. A dor é um método eficientepara a renovação, quando falecemos benefícios do amor não vivido.
  195. 195. Diante desta fatalidade inevitá-vel, que o Espírito enfrenta nosmais variados matizes, cumpre-lherecebê-la com dignidade e con-fiança. O que hoje se apresenta ator-mentante, ameaçador, amanhã seconverte em paz. A doença física ou mental, aaflição econômica ou moral, pas-sam, deixando os resultados con-forme o grau de elevação pessoalatravés do qual foram recebidas. Não te consideres, pois, infeliz,quando sofrendo. Retira os bene-fícios da injunção expungitiva esegue adiante, encorajado.
  196. 196. CXLIX Deus conhece o teu destino ecomanda a tua vida. O que te ocorre, mereces, a fimde conquistares novas marcas naescala da evolução.
  197. 197. Deus é Pai Misericordioso e velapor ti. Jamais te consideres despreza-do, resvalando pela rebeldia e blas-fêmia. 0 homem deve treinar corageme resignação, sem cujos valorespermanece criança espiritual. Deus não tem preferências enos ama a todos. Deixa-te conduzir pelas ocor-rências que não podes mudar, ealtera com amor aquelas que teirão beneficiar. Desesperar-te? Nunca!
  198. 198. CL Porque as pessoas se te apre-sentem más e egoístas, ou porquete aflijam e desconsiderem, nãoplanejes o revide.
  199. 199. Há quem ainda se compraz nomal, quem perturba e se ufanadisso. São seres mal saídos do prima-rismo, adquirindo a luz da razão ea sensibilidade da emoção. Não é justo que desças e a elaste niveles, sofrendo mais, quandopodes ascender e elevá-las, alte-rando a paisagem moral do mun-do para melhor. Seja tua a ação de engrandeci-mento e compreensão das falhase limites do teu próximo. Jamais te arrependerás, agindoassim.
  200. 200. CLI Cuidado com as fantasias mo-rais negativas que afetam as áreasdo sexo, e da emoção que se per-verte! Elas se enraízam nas telas men-tais, e criam dependências afliti-vas que se convertem em tormen-tos e desequilíbrios. O que cultives pela imaginaçãopode tornar-se anjo de auxílio, senobre, ou fantasma, quando vul-gar. Há condutas morais graves nocampo físico, sob o açodar de pai-xões mentais alucinantes. Pensa e age com harmonia. Cultiva as idéias edificantes e tesentirás ditoso.
  201. 201. CLII Acalma as ânsias do teu cora-ção. O que ainda não alcançaste, es-tá a caminho.
  202. 202. Não sofras de véspera,entregando-te a estados depri-mentes, por ausências que certa-mente não fazem falta. A carência pode proporcionarrecurso de valorização das pes-soas e coisas. Quem desfruta de benefícios,com facilidade subestima o quepossui. Aprende a conviver com a es-cassez, a solidão, e saberás evitara embriaguez dos sentidos, a vo-lúpia da luxúria, a exacerbação daposse. És o que tu realizas e não o quetens ou com quem te encontras.
  203. 203. CLIII Reserva-te o direito de perma-necer indiferente às provocaçõesde qualquer natureza. Numa época de insensatez co-mo esta, o mal anda em liberda-de, seduzindo os incautos. Aqui, é a ira dos outros que teagride.
  204. 204. Ali, está o sexo sem freio quete sensibiliza. Acolá, eis a ambição que tedesperta o interesse. Próximo se encontra o vício, en-redando vítimas. Em torno de ti, a diversão per-turbadora campeia. Por toda parte, a vitória do cri-me e da dissolução dos costumesmultiplica os seus tentáculos qualpolvo cruel e dominador. Olha essas facilidades comosendo a estrada de espinhos ve-nenosos que a grama verde eagradável esconde no chão, e nãote permitas pôr-lhe os pés,evitando-te os acidentes de efei-tos danosos.
  205. 205. CLIV Quando assumas resoluçõessuperiores e te poupes a loucurado desequilíbrio, serás visitado porpessoas que te buscarão conven-cer de que estás equivocado.
  206. 206. Insiste nos teus propósitos sa-dios e não lhes dês ouvidos. Ao tombares, são poucas asmãos que tentarão erguer-te. Nunca falta quem empurre,mais, o caído no fosso do deses-pero. Infelizmente, são ainda escas-sos os indivíduos que estão dis-postos a ajudar desinteressada-mente, enquanto se multiplica onúmero daqueles que se compra-zem infelicitando. Segue adiante no bem e o Bemte fará um grande bem.
  207. 207. CLV Aprende com as lições da vida,mas, principalmente, com as tuaspróprias experiências, confiandomenos nos cantos de sereias, queseduzem arrastando para os abis-mos.
  208. 208. Se o ébrio deseja liberar-se doalcoolismo, encontra com mais fa-cilidade quem lhe sirva um novotrago, ao invés de quem lhe dê umpão. Se o fumante quer abandonaro tabagismo, a ironia dos amigostenta ridicuiarizá-lo,insistindo comele para que continueenvenenando-se. Se o toxicômano faz esforçopara deixar a droga, o traficanteameaça-o e chantageia-o. Se o delinquente de qualquermatiz intenta a reabilitação, enxa-meiam ao seu lado os que cons-piram contra o seu esforço. Tem, pois, cuidado, e mantém-te sadio, física e moralmente.
  209. 209. CLVI Acostuma-te à verdade. O hábito da mentira brancatambém chamada inocente ou so-cial, levar-te-á às graves,empurrando-te para o lodaçal da
  210. 210. calúnia e da maledicência frequen-te. A fagulha produz incêndios se-melhantes aos gerados pela laba-reda crepitante... Os grandes crimes se originamem pequenos delitos, não alcan-çados pela Justiça, que e sejamo agravamento do mal. Usa de severidade moral paracontigo, não embarcando nas ca-noas das conveniências gerais. Cada pessoa responde por simesma, e os seus atos ficam gra-vados na consciência individual. Sê tu mesmo, em constanteprogresso moral.
  211. 211. CLVII Sempre que possível, luariza-tecom a oração. Faze espaços mentais e buscaas Fontes da Vida, onde haurirásenergias puras e paz.
  212. 212. Todos os santos e místicos quealteraram o rumo moral da Huma-nidade para melhor, no Oriente co-mo no Ocidente, são unânimesem aconselhar a prece como o re-curso mais eficaz para preservar-se ou conquistar-se a harmonia ín-tima. Jesus mantinha a convivênciaamiga com os discípulos e o po-vo, no entanto, reservava momen-tos para conversar com Deus atra-vés da oração, exaltando a exce-lência desses colóquios sublimes. Sai, portanto, do turbilhão emque te encontras mergulhado e se-gue no rumo do oásis da prece pa-ra te refazeres e te banhares depaz.
  213. 213. CLVIII Os negócios escusos dão ren-dimentos venenosos. Muitas pessoas justificam-nose exaltam os lucros deles advin-dos, informando que são frutos daépoca e todos devem aproveitar aocasião.
  214. 214. Como a moral está desgoverna-da, não te deixes conduzir por ela,antes controla os abusos e exces-sos que te cheguem, a fim de cor-rigires a situação caótica. O erro nunca deve ser tomadocomo exemplo. Numa época de epidemia gri-pal, o estado normal de saúde nãopassa a ser este, somente porquea maioria das pessoas está infec-tada. Vacina-te contra os abusos epermanecerás com a vida em or-dem, talvez sem os supérfluos,nunca, porém, com escassez oufalta.

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