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15 alunos dos cursos de garçom e de
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Tapas da Andaluzia




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POR SUSAN FARIA                                                                         sócia da casa, que como fotógrafa
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Dende E Pimenta

  1. 1. águanaboca POR TERESA MELLO FOTOS EDUARDO KRÜGER A 15ª Casa Cor Brasília é um Dendê sucesso. Num único domingo, 1.749 visitantes percorreram os 44 ambientes projetados por 72 profissionais, em 1.800 m2 de área construída e outros e pimenta 6.500 de área verde às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Norte. O espaço gastronômico traz pela segunda vez uma figura conhecida: Aldaci dos Santos, ou melhor, Dadá, que trouxe de na medida certa Salvador oito ajudantes para executar sua culinária sofisticada, leve, com pouquíssimo dendê e pimenta. O restaurante Tempero da Dadá, projetado por Bárbara Paiva, tem 50 cadeiras tipo medalhão, espelhos e O baianíssimo Tempero da Dadá é a principal lustre preto de cristal. Nos 90 m2 ecoa o riso farto da chef baiana, zanzando atração gastronômica da Casa Cor Brasília entre a cozinha e o salão, com atendimento reforçado pelo Senac, que para lá mandou quatro professores e 6
  2. 2. 15 alunos dos cursos de garçom e de barman. “É uma espécie de prática supervisionada”, define o maitre, professor Aragão, que recomenda logo o polvo a vinagrete como entrada. Os pratos chegam à mesa no horário da Bahia, sem pressa, e servem duas pessoas: moqueca de camarão (R$ 79), peixe na folha de bananeira com cubos de abacaxi (página ao lado - R$ 98,70), bobó de camarão (R$ 99,80). Quem não Banheira de hidromassagem com minicascata tolera frutos do mar pode experimentar ilumidada por fibra ótica o filé ou o frango com banana frita (ambos a R$ 89,90). como doméstica, já em Salvador, No Café Via, criado por Carlos onde também vendia bolos e mingaus Weidle e Juliane Moi, o destaque é o nos pontos de ônibus. “Meu sonho café gourmet Santés, produzido em São era trabalhar numa pensão”, conta. Desidério, oeste da Bahia, e destinado Cadeiras tipo medalhão e lustre de cristal preto Vieram os pratos feitos, o trabalho em às máquinas de espresso. “Depois de no restaurante Tempero da Dadá restaurantes, a parceria com o cozinheiro Brasília, vamos lançar em São Paulo e come cebola de jeito nenhum. Para Paulo, futuro marido. Nessa época, Curitiba”, diz o representante, Pavel ela, feijão com farinha é exemplo de ela já havia perdido o irmão, vítima de Cardoso. Para acompanhar os grãos mistura perfeita. Aos cinco anos, foi atropelamento, e a mãe, falecida no especiais, moídos e servidos quentes seduzida pela culinária e hoje compara: hospital da Irmã Dulce. ou gelados, como o coquetel com “Cozinha é igual a sexo. Cozinhar é Tal como na Casa Cor, a groselha e suco de laranja (foto abaixo), você estar amando o tomate, amando inauguração do primeiro restaurante o cardápio da cafeteria tem sanduíches e o coentro, o azeite de oliva, o dendê, foi debaixo de muita água, na favela do quiches, além de tortas feitas por Karim tudo o que você coloca na comida”. Alto das Pombas. O casal conseguiu Schneider, com fatias entre R$ 6 e Nascida em Sítio do Conde, divisa seis mesas de uma cervejaria e comprou R$ 12. A Santa Pizza completa a área com Sergipe, foi criada sem pai. A fiado uma dúzia de pratos e talheres. de alimentação e apresenta a pizza com mãe, Dona Júlia, ia trabalhar na Hoje, ela comanda três restaurantes pasta de bacalhau. roça levando Renato, bebê de colo, na Bahia: no Alto das Pombas, no enquanto Dadá vendia sardinha frita Pelourinho e na Costa do Sauípe. “Eu ELA NÃO CHOROU QUANDO NASCEU. ao molho de vinagrete, na porta do queria crescer. Dadá é uma pessoa muito Veio ao mundo com a cara mercado. “Meu sonho era humilde, mas Dadá é requintada”, boa e com ela seguiu pela ter uma boneca com cabelo”, define-se, circulando à vontade pelo vida. Mesmo quando a lembra. O jeito foi fazer uma ambiente luxuoso criado em Brasília: situação apertava. Trabalhou com espiga de milho verde. “Acho que na próxima encarnação vou muito como empregada E ela perambulava feliz, incorporar a Dadá perua”. doméstica e cozinheira. espiando a brincadeira das Além da gastronomia, a Casa Cor Começou menininha, outras crianças pelas janelas. Brasília 2006 está cheia de novidades: lavando panelas de barro. Acabava sendo chamada para banheiros com chuveiros quadrados, Hoje, aos 45 anos, duas brincar, ficava por ali e, para fabricados em metal latão cromado filhas e três restaurantes, a agradecer, lavava panelas. e funcionando em alta pressão; empresária e chef Dadá é Depois voltava para o vaso sanitário slow close, cuja tampa paparicada pelas madames, já cozinhou barraco, feito de palha de coqueiro, desce lenta e silenciosamente graças em Londres e Nova York e ainda onde comiam efó, prato africano feito a um amortecedor; e banheira de sustenta o tradicional sorriso, agora com uma folha conhecida como língua hidromassagem com minicascata, iluminado pelos anéis de metal do de vaca. “Às vezes minha mãe conseguia iluminada por fibra ótica. A galeria de aparelho ortodôntico. pescar alguma coisa, a gente ralava o arte mostra xícaras assinadas por Athos A primeira experiência na cozinha coco, ferventava as folhas, colocava Bulcão e nichos criados pela arquiteta foi um bife à milanesa: “Eu falava bife alho, coentro, tomate, amendoim, o Silvana Andrade para valorizar ainda na mesa”, conta ela, às gargalhadas. que a gente tinha no quintal, e fazia mais um quadro ou uma escultura. Dadá gosta de cantar enquanto aquela moqueca, negona, com leite trabalha e não admite ninguém azedo, de coco e dendê. É comida de santo Casa Cor Brasília Até 15 de novembro. Setor de Clubes Norte, mal-humorado, por perto. Só perde também”, explica Dadá, filha de Oxum. perto do Minas Brasília. De terça a domingo, a fome quando está com raiva e não Mocinha, ela continuou trabalhando das 12h às 22h. Ingressos: R$ 20 (inteira) 7
  3. 3. águanaboca Tapas da Andaluzia Taberna Pata Negra reproduz um pouco da cultura e da culinária dos árabes, ciganos, visigodos, romanos e outros povos que deixaram sua marca no sul da Espanha 8
  4. 4. POR SUSAN FARIA sócia da casa, que como fotógrafa FOTOS EDUARDO KRÜGER acompanhou o músico espanhol Paco de Lucia em sua tournée pela América Um pedaço da Espanha, ou melhor, Latina, em 1992 e 1993. do sul da Espanha, em plena capital brasileira. É a taberna Pata Negra, O CARDÁPIO DA PATA NEGRA oferece, inspirada no que há de melhor da a preços acessíveis, grande variedade Andaluzia, famosa pelo flamenco, pelas de tapas – tortillas, huevos a la tradições, festas, religiosidade, culinária flamenca, flamenquines serrano (rolos e cultura. “Somos a segunda taberna de lombinho recheado de presunto do Brasil especializada em tapas da serrano) e salmorejo (creme frio de Andaluzia. A outra fica em São Paulo”, tomate com presunto e ovo cozido). informa a chef Maria Jesus Navas, 35 Há opções de sopas, como a de ajo anos, espanhola de Córdoba, casada blanco, a R$ 8,75, e o consomé al Jerez com diplomata brasileiro, uma das (caldo caseiro de carne bovina com sócias da casa. vinho de Jerez) a R$ 6. Uma porção de É ela quem explica porquê Pata de flamenco há 14 anos, e Danny berenjenas mozárabes (berinjelas fritas Negra: “É um presunto curado feito do Souza, premiado no XVI Seminário com mel) sai a R$ 13, e o salomillo a la porco ibérico, exclusivo da Espanha, Internacional de Dança de Brasília. sierra morena (filé mignon servido com alimentado com nozes a vida inteira”. molho a base de alho, salsinha e azeite A carne é exótica, gostosa e o presunto NO SUBSOLO DA TABERNA será de oliva) a R$ 15,50. considerado o melhor da Espanha. Pata construído, em seis meses, um tablado Saladas e dezenas de delícias Negra é também sinônimo de pessoas maior para workshops e shows de andaluzas como montaítos (sanduíches autênticas, de caráter. flamenco. “As apresentações de abertos) gazpacho andaluz, gambas al flamenco serão sempre às quartas- ajiello (camarões com alho frito e azeite), COM TRÊS AMBIENTES, a taberna quer feiras, das 20h30 às 21h40”, informa arroz caldoso, crepes, sangrias e vinhos se tornar referência cultural na cidade Patrícia, parceira no projeto. No local famosos estão no cardápio. Sem contar e em seu piso superior já apresenta também funcionará uma cantina para a tradicional Paella. “Gosto de comprar a exposição Cenas de Andaluzia, do venda de produtos vindos diretamente tudo fresquinho”, ressalta Maria Jesus, pintor carioca Cláudio Fontes, aberta da Andaluzia, como azeite de oliva, apaixonada pela culinária de sua terra. até o início de novembro. Garçons e presunto e vinhos. garçonetes circulam vestidos a caráter De acordo com o diplomata Taberna Pata Negra no piso de mosaicos da taberna, que Eduardo de Mattos Hossannah, a idéia 413 Sul – Bloco A (3345.0641). Aberta de 2ª feira a sábado, tem preciosidades como tachos de não foi erguer um bar ou restaurante, das 17h30 até o último cliente. cobre e tapetes na parede, gerânios e mas uma taberna que lembra culturas www.tabernapatanegra.com.br janelas em forma de arcos, como nas milenares da Andaluzia, as tradições casas andaluzas. dos árabes (dominaram a região No térreo, em um pequeno tablado, durante oito séculos), dos ciganos, o grupo brasiliense Capricho Espanhol, visigodos, romanos e de povos distantes dirigido por Patrícia Weingrill, que conviveram harmonicamente. apresenta números de flamenco e “Tenho forte paixão pela Espanha Nura Nasser se esmera na dança do e acho que a Pata Negra tem tudo ventre. Foi assim a inauguração da casa, para dar certo em Brasília”, comenta lotada numa segunda-feira chuvosa de Cassiana Caparelli, 35 anos, a outra outubro. “É um espaço que faltava em Brasília”, observa Patrícia. As cinco bailarinas e dois bailarinos do Capricho arrasaram nos tarantos, tangos flamenco, seguidilla, rondeña, soléa por bulerias e sevillanas, com castanholas. Diplomatas, representantes da Embaixada da Espanha, jornalistas, parlamentares e amigos aplaudiram o show, especialmente a participação de Patrícia Weingrill, professora 9
  5. 5. águanaboca FOTOS: EDUARDO KRÜGER Nova quadra gourmet Pertinho do Parque Olhos d’Água, mais uma rua de restaurantes vai surgindo aos poucos na 213 Norte POR TERESA MELLO final da Asa Norte, na 115. Mas meu isso? Ele está doido”, brinca Haerson pai resolveu apostar nesse ponto”. Vieira, garantindo que seu self-service Ele foi o primeiro a chegar. Era Não deu outra. Hoje, pouco Alcaparras funciona desde novembro maio de 2004, os blocos comerciais tempo depois, os carros disputam de 2004, quando ali ainda era “uma e residenciais da 213 Norte ainda vaga para estacionar na comercial da terra danada”. estavam em construção e a poeira era 213 Norte, onde já existe até serviço Numa segunda-feira lenta, no muita, levantada toda vez que um carro de manobrista. No Bloco A estão o Alcaparras já havia filas no buffet, passava por ali. Mas o empresário José Café com Flores, o No Grill (antigo vendido a R$ 18,90 o quilo, e no Clemente enxergou naquele ponto a Chopizza) e o Chili Pepper; no Bloco mesma situação que encontrara, em B, a Torteria, o Alcaparras e a Babbo; julho de 1995, ao abrir a primeira das e no Bloco D, o Pão do Alemão. O oito lojas da Torteria di Lorenza na Bloco C ainda não saiu do chão. As quadra 103 do então incipiente Setor mesas de um restaurante se prolongam Sudoeste. “Ele anteviu que ali iria se até as do vizinho, aparentemente sem formar uma quadra de moradores problemas. Eles só brigam, mesmo, mais novos, com alto poder aquisitivo quando disputam o trono de segundo e que poderiam se tornar clientes a chegar à quadra: “Eu fui o primeiro a fiéis”, traduz o filho Sérgio de Oliveira abrir aqui depois da Torteria”, afirma Moura, que a princípio foi contra: “É Francisco José Vital, o Chico, dono porque nós já tínhamos outra loja no da pizzaria Babbo. “Ah, ele falou 10
  6. 6. caixa. Mas de onde vem essa gente toda, meu Deus? Na maioria são moradores, pessoas que vivem sozinhas, há um ou outro lojista, um dentista com consultório no primeiro andar. Aromas de café Haerson aproveita para tomar um café no vizinho, isto é, na di Lorenza, onde os clientes se tornaram mesmo fiéis. Aberta diariamente das 8 às 22h, a e de flores Doces delicados, servidos em tacinhas, e sanduíches qualquer hora existe alguém comendo enrolados em pão folha (wraps) são destaques no cardápio um salgado nas 23 mesas da varanda do Café com Flores. A proprietária, Ilma Ferreira, usa o ou pedindo uma torta ou sorvete no minimalismo da culinária internacional temperado com balcão. “Nossa coxinha de catupiry é o vigor de ingredientes regionais. Nascida no Paraná, ela muito elogiada”, confirma a gerente morou em Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Venezuela e, Raquel Moura. Nas quartas-feiras, a casada com um diplomata, viveu três anos no Canadá, onde loja engrossa a promoção da Roteiro e fez cursos de gastronomia e trabalhou num restaurante oferece uma torta inteira com 50% de francês de Montreal. desconto. Moradora da Asa Sul, Ilma também foi conquistada pela Também no Bloco B, a pizzaria e 213 Norte, atraída pelo “alto nível dos edifícios”. Contratou sanduicheria Babbo, que funciona a dois arquitetos e inaugurou, em 30 de março deste ano, partir das 17h, já anuncia que vai abrir um espaço em tons de terra, com 12 mesas para almoço no fim de semana, de de vime envelhecido e tampo de vidro, para novembro em diante. “Vou fazer uma apreciar as bromélias embaixo. Ah, as flores! paella à marinara”, avisa o paulista Dona de uma chácara onde cultiva girassóis, Chico, que ali chegou atraído pela ela fez das plantas objeto de decoração e de qualidade dos blocos na 213 Norte e consumo. Todas estão à venda. Há também preparou um cardápio diferenciado: orquídeas, hortênsias, azaléias e lírios, que “Minhas pizzas são à base de queijo misturam seu perfume ao aroma de um frescal”, diz ele, que inaugurou sua casa capuccino vienense, feito com café, espuma de em 26 de janeiro de 2005. leite, chocolate e canela. Das receitas de bolo, como o de maracujá com semente de papoula, ela NO BLOCO A, a Chopizza acaba de eliminou o leite, conservou a manteiga e ainda reduziu o açúcar. O cheesecake dar lugar ao No Grill, cujo cardápio com calda de frutas silvestres é levíssimo e há ainda a torta de damasco e a de comporta desde pizzas assadas no cupuaçu com thysalis, fruta adocicada conhecida popularmente como canapu. forno a lenha até carnes grelhadas. Os wraps custam R$ 8 e o recheio pode ser de rosbife, de salmão marinado São mais de 20 opções de pizzas, das com creme de queijo e de pernil de porco com cebola caramelizada. Nos fins de tradicionais napolitana, calabresa e semana é servido café da manhã e duas vezes por mês acontece a portuguesa até as mais sofisticadas, “terça-feira gourmet”, um jantar com entrada, prato principal como as de alcachofra e bacalhau. e sobremesa. Entre os grelhados, bifes de tira e de chorizo, t-bone steak, fraldinha e picanha. Para acompanhar, uma carta de vinhos e espumantes com mais de 30 rótulos nacionais, argentinos, chilenos, uruguaios, portugueses, espanhóis e Na outra ponta da quadra, com alemão fazendo pão de queijo? Pois italianos. vista para o Parque Olhos d’Água, fica faz. E ainda recheia com calabresa, Nem tão novato assim na quadra, o Pão do Alemão. São pães especiais presunto e gorgonzola. Delícia pura. o Chili Pepper, depois de nove anos de 500 gramas, com preços entre R$ Palavra de mineira. na Asa Sul, resolveu abrir uma filial 5,50 e R$ 8: integral, de centeio, com ali há cinco meses. Além de pratos do girassol, linhaça e gergelim, com passas cardápio, a casa oferece bufê mexicano e ervas. Dos fornos saem também 213 Norte no almoço e jantar a R$ 14,50 por biscoitos amanteigados com geléia Bloco A: No Grill (3272.1005), Chili Pepper pessoa, com variedade de tacos, burritos de morango, cucas de banana, maçã, (3274.5565), Café com Flores (3447.4753) Bloco B: Torteria di Lorenza (3340.1730), e tortillas. Véspera de feriado e sexta- abacaxi e uva, pão recheado com ricota Alcaparras (3349.3601), Babbo (3340.0020) feira à noite há até fila de espera. e atum e pão de queijo. Mas, peraí, Bloco D: Pão do Alemão (3347.6106) 11
  7. 7. águanaboca No final da tarde ou noite adentro, para se recuperar do dia de trabalho ou daquela balada Caldinho reconfortan POR GREICY PESSOA FOTOS: EDUARDO KRÜGER Uma ótima opção para a noite dos brasilienses são os restaurantes tipo self- service que servem caldos e sopas. De tradição nordestina, mineira, carioca ou candanga, eles atraem pela diversidade dos sabores, pela leveza da refeição e por cair bem, seja no começo da noite ou após as baladas. Alguns lugares são referência por oferecerem aos clientes os mais variados caldos, desde os leves até os pesados e mais encorpados. O Caldo Fino, na 410 Norte (residencial), é parada obrigatória para os apreciadores do caldinho. Receita de sucesso que deu certo unindo arte e gastronomia. São seis tendas, onde as pessoas tomam os caldos acomodadas nas mesas à luz de vela e lampião. A cuidadosa decoração Caldo Fino: parada obrigatória inclui, ainda, quadros de músicos da cidade e poesias de artistas brasilienses. abóbora com gorgonzola são criações da ou o de grão de bico. De sobremesa, No cardápio há 20 opções de caldos, casa que fazem sucesso. Mas se o cliente chocolate quente e torta alemã. que variam de R$ 3,75 a R$ 7,50, optar pelos tradicionais, tem também “Havia uma carência de dependendo do tamanho da tigela. Por frango com milho, caldo verde, caldo estabelecimentos que vendessem caldos dia são servidos de seis a oito tipos. de feijão. Para os vegetarianos, opções aqui na Asa Norte. Então juntei o Mandioca com carne de charque e como o de couve-flor com alho poró sabor gostoso dos caldos com uma 12
  8. 8. te Don’ Durica homenagem aos colegas músicos de atolada, galinha caipira com quiabo ou caldos diferentes (R$ 7,90 a tigela). Brasília. A proposta de trazer arte guariroba, caldo de mocotó, além dos “Nosso ambiente é à luz de velas, para o caldo deu certo”, afirma o tradicionais como quibebe de carne aconchegante, tranqüilo e com música proprietário e estudante de música, seca com mandioca e caldo de peixe ambiente”, destaca a proprietária, Renato Fino. com sururu. Ângela Maria Aguiar Matias. A funcionária pública Sheila Luiz Alberto, funcionário de uma Para a população jovem e irrequieta Francelino vai ao Caldo Fino pelo operadora de planos de saúde, é um do Sudoeste há o Nautilus, onde, por menos uma vez na semana. E explica grande apreciador. “Sempre venho ao apenas R$ 4 a tigela, pode-se escolher porquê: “O ambiente é familiar e Sabor Brasil tomar o caldo de peixe entre os quatro caldos servidos todos descontraído, e os caldos são saborosos. com sururu. Os caldos são leves, os dias. O campeão de vendas é o de Eles fazem saraus, apresentações saudáveis e de fácil digestão”, garante. mandioca e feijão. musicais e feiras de trocas”. O Don’ Durica, na 115 Sul, é de Se alguma dessas delícias deixou o Madrugadeiro, o Sabor Brasil, origem mineira e tem caldos como o leitor com água na boca, é só escolher na 302 Sul, funciona todos os dias, “mulher parida” (frango, farinha de um sabor, colocar na tigela, pegar os e de terça a sábado fica aberto até as milho e salsinha) e o de abóbora com acompanhamentos preferidos (pães, seis horas da manhã. Com tempero camarão. Diariamente são servidos sete cheiro verde, temperos, todos a gosto) nordestino, a casa oferece mais de e saborear. Bom apetite! 150 opções de caldos, que se revezam Caldo Fino diariamente. Por R$ 11,80 o cliente 410 Norte residencial (8143.3858 ou pode se servir à vontade das 22 opções, 9915-9052). De 3ª a 5ª feira, das 18 às 24h; 6ª e sábado, das 18 à 1h. que vão desde caldos, sopas e cremes a comidas regionais. Para acompanhar, Sabor Brasil 302 Sul (3226.6557). De 3ª feira a sábado, feijão, cuscuz, farofa, arroz, salada, das 18 às 6h; domingo e 2ª, das 18 às 6h. tapioca, torradas e pães caseiros. As Don’ Durica crianças até oito anos pagam metade do 115 Sul (3346.8922). De 2ª feira a sábado, das 18h30 às 23h. preço do rodízio. Nautilus Quem for ao Sabor Brasil poderá se 103 Sudoeste (3033.8480). deliciar com caldos regionais como vaca Sabor Brasil De 2ª feira a sábado, das 18 às 24h. 13
  9. 9. Princesinhas, patitas e sonhos Por que pata negra? A princesinha e o irmão acompanhavam o pai na happy hour. A impaciência paterna preferia continuar o papo com o amigo, sumido há bom tempo, mas os ossos do ofício levaram LUIZ RECENA à resposta: “Minha princesa, pata, perna, patita, perninha, na Espanha, de onde vem o porco, que come garfadasegoles @alo.com.br comida especial, morre, vira presunto e vem para Brasília. Negra é o mesmo que preta, a cor da perna dele. Então, Pata Negra é o nome do presunto e também o nome do bar onde a gente está”. Foi assim que o novo bar Pata Negra (414 Sul) povoou os sonhos de duas crianças. Elas provaram a iguaria e beberam refrí. Papai, enquanto isso, sofria com a garçonete, para convencê-la de que, sim, o bar dela tinha um gin importado, “aquela garrafa verde, na prateleira atrás do seu colega”. Desconfiada, ela foi. Voltou. garfadas&goles O texto, em inglês, deu razão a papai. Coisas de bar novo. Mas a paciência de antigos freqüentadores de mesas brasilienses tem limites. Jogar sem treinar é coisa que, talvez, só a seleção do Dunga consiga. O local é bom. A proposta de tapas espanhóis também. Eles preferem dizer andaluzes, pois a chefe veio de Córdoba, Andaluzia. Tem chope próprio. Torçamos pelo sucesso desse novo sonho. Não custa. Presunto ibérico e ciência. Com faca especial e treinamento de vários A fama internacional dias. Um expert, em Brasília, teria passado três dias e do distinto é nova. três noites, trancado em quarto escuro com a faca e o Coisa de uns dez peça na mão, treinando cortes finíssimos, sem cortar anos para cá. Pelo os dedos nem desperdiçar o presunto. Conseguiu e menos em função está no Oliver, do Brasília Golf Center. A conferir. do presunto, ou da venda dele para o Eterno retorno mundo, o governo Cacá está de volta. Outra vez. Ele não resiste e volta conseguiu fazer com sempre, tanta é a saudade de Brasília. Depois da que os espanhóis Querubina, deu um tempo às pizzas, mas não as se unissem... e deu abandonou. Quer novas aventuras e prazeres novos. certo! As exportações Vem aí, breve, um filé ao molho de café. fecharam 2004 três vezes maiores do que em 2000, com a iguaria Goles de adeus freqüentando balcões e mesas nos Estados Unidos, Foi muito bem bebida a despedida. Os amigos Japão, Europa, França e Bahia. Um sucesso devido e confrades da Bonn Delikatessen fizeram as ao apoio governamental e à adesão de produtores aos homenagens em copos e nas prateleiras também. controles de qualidade. Ciência, economia e política Um ponto, um local, uma escola. Deixou belas unidas por um bom tira-gosto. Olé! lembranças. Unidos, pero no mucho Mr. Pent O Pata Negra é o mais famoso. Pela cor da pata e pelas Nosso inglês voltou. Com detalhes que detonam “bellotas” que come. São frutos silvestres, típicos de deslizes e derrotam destinos. À mesa, não gosta alguns bosques espanhóis. Ou de alguns trechos de de longas explicações sobre pratos ou garrafas. bosques de certas regiões espanholas. “No todas!”, Recomenda parcimônia oral a garçons, chefes, afirma meu amigo Quixote, derrubando de um só sommeliers e donos. E polêmicas, never! golpe a tênue unidade interna obtida para a exportação do presunto. Andaluzia, Extremadura, os nomes se Louras diferentes sucedem e todos, todos mesmo, têm o “melhor da Não só de espumantes, chopes e vinhos vive a Espanha”. Deixemos cada povo com suas idiossincrasias cidade. Rafael Martins andou pela Europa e e continuemos desfrutando o “jamón” (diz-se ramon, experimentou louras não geladas. O resultado foi com erre de rato carioca). o Bräuhaus (303 Sul), que vai completar um ano. Sempre respeitando o gosto pelas geladíssimas e Brujerías y lendas colarinhos cremosos, Rafael propõe um passeio por Dizem que as bruxas enfeitiçavam as “bellotas” para sabores, mais fortes, nem tão gelados. La Trappe, obter um presunto ainda melhor. Nem todos têm patas Karmeliet, La Chouffe, Chimay. Todas menos pretas, mas sempre são escurinhos. “Não há brancos”, louras com mais de 7%, mas bem adaptadas ao garante Quixote, pronto para nova briga. Cortá-lo é arte clima local. Voltarei ao tema. 14

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