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15VALENTE, José Armando. Educação a distância no ensino superior: soluções eflexibilizações. Interface (Botucatu) [online]...
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TECNOLOGIA EDUCACIONAL - Novos desafios e como chegar lá?

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Artigo apresentado ao departamento de Pós-Graduação da Uniban como requisito para obtenção do título de Especialista em Docência do Ensino Superior.

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  1. 1. UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO CRISTIANE CALDEIRA MENDES DOS SANTOSTECNOLOGIA EDUCACIONAL - NOVOS DESAFIOS. COMO CHEGAR LÁ? SÃO PAULO 2011
  2. 2. 2 CRISTIANE CALDEIRA MENDES DOS SANTOS DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR TECNOLOGIA EDUCACIONAL - NOVOS DESAFIOS. COMO CHEGAR LÁ? Trabalho de conclusão de curso apresentado ao departamento de Pós-Graduação da Uniban como requisito para obtenção do título de Especialista em Docência do Ensino Superior. Orientadora: Profa. Ma. Maria de Fátima Camacho Ferreira Marques Aguiar. SÃO PAULO 2011
  3. 3. 3 TECNOLOGIA EDUCACIONAL – NOVOS DESAFIOS. COMO CHEGAR LÁ? Cristiane Caldeira Mendes dos Santos1 Graduada em Matemática, habilitação em Licenciatura. Docente da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.Resumo: Este artigo propõe uma reflexão sobre as mudanças sociais, o surgimento dasociedade da informação, as consequências dessas transformações, a necessidade de novasestratégias, o perfil docente e discente neste contexto e a importância da educação a distânciano ensino superior.Palavras-chave: Educação, tecnologias, ensino a distância.ABSTRACT: This article proposes a reflection on the social changes, the the informationsociety, the consequences of these transformations, the need for new strategies, the studentand college profile and in this context the importance of distance education in higher school.Keywords: Educations, technologies, distance education.Introdução:A educação passa por constantes mudanças, estas mudanças são oriundas de umareestruturação social. Este artigo, a partir de pressupostos teóricos busca elucidarquestionamentos sobre como se deram estas mudanças.Quando ingressei no magistério, em 2008, deparei-me com uma escola bem distante daquelaque cursei, onde os alunos estavam abertos a novas descobertas e cheios de indagações, comhábitos diversos, no entanto com uma semelhança crucial, munidos de mp3, celulares (maismodernos que o meu), e com nenhum interesse em aprender matemática.Dentro deste novo modelo, a nova geração executa diferentes tarefas ao mesmo tempo, ouvimúsica, tecla no celular, usa o notebook, experimenta novos aplicativos, cria blogs, lida commúltiplos links, interagem mais uns com os outros, com isso as escolas e universidadespassam a serem enfadonhas, sem atraentes, ocasionando desmotivação.Nasce uma nova geração, esses “novos individuos” , os quais passaram por transformaçõespessoais, culturais e sociais, cuja a herança é justamente uma sociedade tecnológica, que1 cristiane.kika@hotmail.com
  4. 4. 4instiga a necessidade de se pensar como desenvolver estratégias e explorar esses recursos,para que possamos alcançar os protagonistas, os educandos, os “nativos da era digital”.A pouca experiência fez com que atribuísse esse desinteresse às minhas aulas, meus métodose minhas estratégias, o que me fez refletir sobre minhas praticas pedagógicas.Em busca de aperfeiçoamento comecei a procurar artigos, textos na internet, em livrosdidáticos, e comecei a pesquisar sobre as novas tecnologias, foi ai que percebi justamente oque este trecho descreve, precisamos de algo novo, que atraia, que conquiste, que tenhasignificado, afinal a geração dos “nativos digitais” emergem com o computador na sociedadeglobalizada, e a informação chega em uma velocidade muito maior e de várias formas, sejaatravés da televisão, com explosão das lan houses, e com uma economia mais estável, cadavez mais brasileiros possuem computadores em casa.O objetivo principal deste trabalho é incitar reflexões sobre as exigências resultantes de umnovo paradigma educacional, onde a informação se expande em proporção e velocidade semprecedentes.Tempos de mudanças, momento de reflexão,dedicação e disponibilidade. Se queremosmudanças, precisamos mudar.Abordaremos o assunto em dois tópicos: Sociedade da informação, nativos/imigrantes digitaise recursos tecnológicos e Educação a distância e o ensino superiorNa primeira parte, apontaremos as mudanças sociais, os nativos digitais e alguns recursostecnológicos, seguindo, posicionares a situação atual, os avanços e obstáculos da EAD(Educação a Distância) no ensino superior.1- Sociedade da informação, nativos/imigrantes digitais e recursos tecnológicos.Para entender o contexto atual, é necessário apontar a evolução das sociedadescronologicamente.A sociedade industrial inicia-se em meados do século XVII e segue até a década de 70, tendocomo característica a produção industrial; passa por uma nova transição intitulada pós-industrial; a sociedade passa a ter acesso aos bens produzidos por outros e a adotar o setor deserviços.Ao final do século XIX dá-se início uma nova era: a era da informação. A esta fase atribui-sea capacidade quase ilimitada que indivíduos têm para acessar informação gerada pelos outros,além de serem geradores de informação.
  5. 5. 5A sociedade da informação resulta da necessidade de globalização, cujo objetivo é fortalecero capitalismo e interligar o mundo, considerando aspectos econômicos, sociais, culturais epolíticos.As principais características desta sociedade são: o domínio das tecnologias da informação ecomunicação, o fluxo de informações, a obtenção rápida e fácil da informação, flexibilidadede tempo e distâncias e interatividade através das conexões em rede.Com efeito, Takahashi (2000, p 45), vem afirmar a importância da educação na constituiçãode uma sociedade. A educação é o elemento-chave na construção de uma sociedade baseada na informação, no conhecimento e no aprendizado. Parte considerável do desnível entre indivíduos, organizações, regiões e países deve-se à desigualdade de oportunidades relativas ao desenvolvimento da capacidade de aprender e concretizar inovações. (Takahashi, 2000, p 45.).Sendo assim, para que este desnível seja amenizado, precisamos ampliar e aprimorar o acessoà informação de forma significativa, com isso diminuirá a desigualdade de oportunidades.Para alcançarmos uma sociedade consolidada na era da informação, faz-se necessário definirquem são os protagonistas deste contexto.Segundo Prensky, Alguns se referem a eles como N-gen [Net] ou D-gen [Digital]. Porém a denominação mais utilizada que eu encontrei para eles é Nativos Digitais. Nossos estudantes de hoje são todos “falantes nativos” da linguagem digital dos computadores, vídeo games e internet. (Prensky,2001)Esta geração é descendente da era da informação, da era da tecnologia, foram gestados ecresceram envoltos por computadores, vídeo games, músicas digitais, câmeras de vídeo,telefones celulares e todos os outros brinquedos e ferramentas da era digital.E aqueles que não nasceram nesta era? Quem são?Segundo Prensky, aqueles que não nasceram no mundo digital, mas em alguma época denossas vidas, ficaram fascinados e adotaram muitos ou a maioria dos aspectos da novatecnologia e são e sempre serão comparados a eles, sendo chamados de Imigrantes Digitais.De repente nos vemos retratados diante desta nomenclatura, somos imigrantes digitais, dentrode uma sociedade em formação.A sociedade mudou, os individuos mudaram, mas em que essas mudanças influenciam aeducação?Vivemos momentos de transição, Moran (2000) afirma que estamos reaprendendo a conhecer,a comunicar-nos, a ensinar e a aprender, a integrar o humano e o tecnológico, a integrar oindividual, o grupal e o social.
  6. 6. 6Quanto a este processo de mudança, Behrens (2000, p.68) nos esclarece: O processo de mudança paradigmática atinge todas as instituições, em especial a educação e o ensino nos diversos níveis, inclusive ou principalmente nas universidades. O advento dessas mudanças exige da população uma aprendizagem constante. As pessoas precisam estar preparadas para aprender ao longo da vida podendo intervir, adaptar-se e criar novos cenários. (Behrens, 2000, p.68).Não podemos ficar inertes diante destas mudanças, precisamos nos adaptar e para isso temosque nos preparar, buscar aperfeiçoamento.Na introdução de seu artigo, MORAN (2000) vem afirmar esta premissa quando nos diz queeducar é colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações - transformemsuas vidas em processos permanentes de aprendizagem.Se para desenvolver competências e habilidades, contextualizar conteúdos à sua realidade,não podemos renunciar, discriminar ou excluir a geração dos nativos digitais, para que issonão aconteça temos que nos apropriar dessas tecnologias e adequá-las ao contexto escolaratual.Por vezes nos perguntamos: Porque é tão difícil adequarmos às novas perspectivas?Com efeito, Presky esclarece: Os Imigrantes Digitais tipicamente têm pouca apreciação por estas novas habilidades que os Nativos adquiriram e aperfeiçoaram através de anos de interação e prática. Estas habilidades são quase totalmente estrangeiras aos Imigrantes, que aprenderam – e escolhem ensinar – vagarosamente, passo-a-passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo,seriamente. ( Prensky,2001)O que precisamos entender é que o papel do professor sempre foi e sempre será o demediador. Da lousa de pedra à lousa digital - por mais avançadas que sejam - sempreprecisarão de pessoas capazes de guiá-las e operá-las.Para Moran (2000), o professor é um pesquisador em serviço. Aprende com a prática e apesquisa e ensina a partir do que aprende. Realiza-se aprendendo- pesquisando-ensinando-aprendendo. O seu papel é fundamentalmente o de um orientador/mediador.Masseto (2000) esclarece-nos que: A mediação pedagógica coloca em evidência o papel de sujeito do aprendiz e o fortalece como ator de atividades que lhe permitirão aprender e conseguir atingir seus objetivos; e dá um novo colorido ao papel do professor e aos novos materiais e elementos com que ele deverá trabalhar para crescer e se desenvolver (Masseto, 2000).
  7. 7. 7Como vimos na citação anterior, precisamos assumir nosso papel de mediador,proporcionamos aos alunos a oportunidade de serem autônomos, de construírem suaaprendizagem. Utilizando uma nova linguagem, a linguagem digital, tornamos esta mediaçãomais atraente aos olhos nossos alunos.Estes recursos tecnológicos são facilitadores de obtenção de informações, que ao seremtransformadas em conhecimentos (muitas vezes por intermédio do professor), despertam nosalunos as competências e habilidades almejadas.Novamente, Presky, através de algumas indagações, nos propõe algumas reflexões: Então o que deveria acontecer? Os estudantes Nativos Digitais deveriam aprender as velhas formas, ou os educadores Imigrantes Digitais deveriam aprender as novas? Infelizmente, independente de quanto os Imigrantes queiram isso, é bem improvável que os Nativos Digitais regredirão. Em primeiro lugar, isto deve ser impossível – as mentes podem já ser diferentes. Isto insulta tudo o que conhecemos sobre migração cultural. As crianças nascidas em qualquer nova cultura aprendem a nova linguagem facilmente, e resistem com vigor em usar a velha. Os espertos adultos imigrantes aceitam que eles não conhecem seu novo mundo e tiram vantagens de suas crianças a ajudá-los a aprender e integrar-se. Os imigrantes não-tão-espertos (ou não-tão- flexíveis) passam a maior parte de seu tempo lamentando de como eram boas as coisas em seu “velho país”. ( Prensky,2001).Neste trecho, o que Prensky (2001) nos sugere que repensemos sobre nossa contuda diante donovo e que aceitar o novo, não quer dizer se anular, deixar a essência para trás, mas sobretudonos abrirmos a novas descobertas, pois o processo de aprendizagem é continuaO que não dá mais é ficarmos culpando o sistema educacional, devemos aceitar e conhecer onovo, isso não quer dizer que devemos perder origens e sim adequarmos as novas.Segundo, Moran (2000, pp. 31-32) precisamos integrar tecnologias, metodologias, atividades;trazer o universo do audiovisual para dentro da escola; variar a forma de dar aula, as técnicasusadas em sala de aula e fora dela, as atividades solicitadas, as dinâmicas propostas, oprocesso de avaliação; planejar e improvisar, prever e ajustar-se as circunstancias, ao novo;diversificar, mudar, adaptar-se continuamente a cada grupo, a cada aluno, quando necessário;valorizar a presença no que ela tem de melhor e a comunicação virtual no que ela nosfavorece; equilibrar a presença e a distância, a comunicação “olho-no-olho” e a telemática;estes são alguns princípios necessários para um bom educador no contexto atual.Mas quais são de fato essas tecnologias? Como integrá-las de forma inovadora e significativa?Os recursos tecnológicos na educação devem ter aspecto significativo de aprendizagem e estaratrelados a uma formação específica e de aplicabilidade nas diversas áreas do conhecimento.Esta premissa é apontada por Masseto (2000, p 155) a seguir:
  8. 8. 8 É importante chamar a atenção para o seguinte ponto: não se pode pensar no uso da tecnologia sozinha ou isolada. Seja na educação presencial, seja na virtual, o planejamento do processo de aprendizagem precisa ser feito em sua totalidade e em cada uma de suas unidades. (Masseto, 2000, p 155)Antes de escolhermos um recurso tecnológico, é preciso estar bem claro qual o objetivo aatingir, e por consequência, qual tecnologia é a mais viável.Citaremos a seguir alguns recursos e sua aplicabilidade:Teleconferência: possibilita colocar um especialista em contato com os telespectadores dasmais diversas e longínquas regiões do planeta. Porém, este tipo de recurso limita-se no que dizrespeito à interação.Editores de texto, planilhas e criadores de slides: programas que auxiliam na confecção deatividades acadêmicas, criação de gráficos e de apresentação, ilustração das aulas.Softwares específicos: programas desenvolvidos para auxiliar o professor em conteúdosespecíficos em uma linguagem digital.Internet: assim como a teleconferência, possibilita contatos entre pessoas de diversos lugarese em qualquer tempo, é o recurso mais ilimitado. Nela desenvolvemos várias formas decomunicação (chats, blogs, sites, correio eletrônico). Através dela aprende-se a ler, a buscarinformações, a pesquisar, a comparar dados, a analisá-los, criticá-los, organizá-los,desenvolve-se habilidades de auto-aprendizagem e interaprendizagem2.2-Educação a distância e o ensino superior.A EAD trata-se de uma modalidade de ensino mediada por tecnologias de comunicação.Segundo o dicionário de terminologia em EAD, desenvolvido pela Fundação RobertoMarinho, disponível na Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, daAssociação Brasileira de Educação a Distância, existem diversas definições de EAD: Algumas enfatizam o fator de distância geográfica entre professor e alunos. Outras enfatizam o uso de tecnologias de comunicação. A mais abrangente inclui todas as formas de ensino-aprendizagem nas quais os alunos e/ou os professores se comunicam de qualquer maneira, além de reuniões presenciais em sala de aula. Esta definição inclui casos como: alunos espalhados geograficamente e estudando sozinhos por grande parte do tempo, mas participando de reuniões de grupo regulares em centros de estudo ou telepostos (study center; learning center), com ou sem a presença de um tutor ou facilitador; alunos e professores morando no mesmo2 MASETTO, Marcos T. e outros. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas,Papirus, 2000. Aprendizagem realizada com interação entre professor-aluno-colegas (grupo).
  9. 9. 9 local e frequentando a mesma instituição de ensino presencial, que por motivos de conveniência de horários e não problemas de distância geográfica comunicam-se por meio de redes de computadores (Email). ( Romiszowski, Alexander J e Hermelina, 1998 Fundação Roberto Marinho)A educação a distância era feita por correspondência de material impresso; em seguida,surgiram os telecursos, as teleconferências e com a chegada da internet, foram instituídosAmbientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), tornando mais ampla e atingindo diversasmodalidades da educação, desde a educação infantil até a pós-graduação. Em seu artigoEducação a distancia na internet, Almeida (2000) afirma que os avanços e a disseminação douso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) descortinam novas perspectivaspara a educação a distância com o suporte em ambientes digitais de aprendizagem acessadosvia internet.Essas novas perspectivas não dizem respeito somente ao que é virtual, pois as tecnologiasservem somente de apoio para uma educação inovadora e igualitária, o que nos revela Moran(2000): Com o apoio das tecnologias, os pilares de uma educação inovadora se apóiam em um conjunto de propostas com alguns grandes eixos, que lhe servem de guia e de base: conhecimento integrador e inovador; desenvolvimento da autoestima e do autoconhecimento (valorização de todos); formação de alunos empreendedores (criativos, com iniciativa); construção de alunos cidadãos (com valores individuais e sociais). São pilares que poderão tornar o processo de ensino-aprendizagem muito mais flexível, integrado, empreendedor e inovador. Moran (2000)Além de desenvolvermos alunos mais autônomos e criativos, podemos sanar problemascruciais como a desigualdade de acesso à educação, de oportunidades e de condições.Com intuito de disseminar e contribuir para o desenvolvimento deste conceito foi criada aABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), presidita desde 2007 pelo ProfessorDoutor Fredric Michael Litto.Os objetivos principais da ABED são:Estimular a prática e o desenvolvimento de projetos em educação a distância em todas as suasformas; incentivar a prática da mais alta qualidade de serviços para alunos, professores,instituições e empresas que utilizam a educação a distância; apoiar a "indústria doconhecimento" do país procurando reduzir as desigualdades causadas pelo isolamento e peladistância dos grandes centros urbanos; promover o aproveitamento de "mídias" diferentes narealização de educação a distância; fomentar o espírito de abertura, de criatividade, inovação,de credibilidade e de experimentação na prática da educação a distância.Deste então, o referido professor vem acompanhando o desenvolvimento da EAD no Brasil, eé sobre este desenvolvimento que falaremos a seguir.
  10. 10. 10Em seu artigo, Litto (2009) faz um retrato da educação a distância no Brasil, estes dadosdemonstram quedas na desigualdade de acesso ao ensino superior.De 2004 a 2008 houve, no ensino superior nacional, um aumento do número de alunosestudando a distância de 1.175%; o crescimento anual no ensino superior presencial é de,aproximadamente, apenas 5%;Em 2008, quase 400 instituições constavam como credenciadas pelo Ministério da Educação(MEC) e por Conselhos Estaduais da Educação para ministrar cursos de graduação e pós-graduação latu senso (AbraEAD, 2008);Um bom indicador da “absorção” da EAD pela população brasileira é o fator de“extraterritorialidade” dos cursos superiores a distância, isto é, de matrículas de alunos deunidades da federação diferentes daquelas da sede das instituições ofertantes dos mesmoscursos: 31% das instituições têm alunos apenas do mesmo Estado, 45% das instituições têmaté 50% dos seus alunos em outros Estados, e 23% têm mais de 50% dos seus alunos emoutros Estados (AbraEAD, 2008, p. 72).A legalidade da EAD do Brasil e sua adesão por diversas Instituições de Ensino Superiorproporcionaram um aumento de oferta de cursos de graduação, possibilitando atendimento àdemanda daqueles que antes não tinham acesso ao ensino superior.É sabido que a Educação a distância é um grande aliado para melhorar o acesso à educaçãosuperior no Brasil, mas precisamos nos ater a alguns pontos.Segundo Valente (2003), Considerando as dimensões do Brasil e a quantidade de pessoas a serem educadas, a Educação a Distância (EAD) no ensino superior passa a ser vista como uma solução importante. No entanto, o que tem sido proposto, em grande parte, pode ser considerado como uma imitação das abordagens tradicionais de ensino, viabilizadas porém por meio de recursos tecnológicos digitais. A discussão ainda está centrada em meios de comunicação e existência de material de apoio. Muito pouco tem sido falado sobre as questões pedagógicas. Valente (2003).Com efeito, Seabra (in Behrens, 2000, pp.97-98) sugere algumas estratégias:Exercitação: é uma proposta de programa que tem como objetivo oferecer treinamento decertas habilidades. O uso e adequação desse programa depende do projeto pedagógico que oprofessor pretende desenvolver com os alunos;Programas tutoriais: são compostos por blocos de informações de modo pedagogicamenteorganizado, como se fosse um livro animado, um vídeo ou um professor eletrônico;Aplicativos: são programas voltados para funções específicas, como planilhas eletrônicas,processadores de textos (editores de textos), gerenciadores de banco de dados e apresentaçõesde slides;
  11. 11. 11Programas de autoria: extensão avançada das linguagens de programação. Este tipo derecurso permite que professores e alunos criem seus próprios programas sem que tenham quepossuir conhecimentos avançados de programação. A maioria desses sistemas facilita odesenvolvimento de apresentações em multimídias envolvendo textos, gráficos, sons eanimação;Simulações: são programas elaborados para possibilitar ao usuário a interação com situaçõescomplexas e de risco. Exemplo específico desse recurso são os simuladores de voo usados emtreinamento.Não podemos esquecer do que nos afirma (BEHRENS, 2000, p. 99): que o recurso por si sónão garante a inovação, mas depende de um projeto bem arquitetado, alimentado pelosprofessores e alunos usuários. O computador é a ferramenta auxiliar no processo de “aprendera aprender”.A EAD, mesmo com a intensidade de disseminação e de possibilidades de democratização,sofre muitos obstáculos, é o que nos retrata Litto (2008): Do lado que gera preocupações, o obstáculo principal ao desenvolvimento da EAD no Brasil parece ser a mentalidade conservadora demonstrada por docentes universitários (especialmente das faculdades de educação) e sindicatos de professores, que criticam a EAD por “falta de qualidade”, sem oferecer exemplos de práticas que não sejam, também, parte do ensino presencial no país, e sem sugerir outras alternativas para aumentar o acesso mais democrático ao conhecimento, que vão além de propostas ingênuas e utópicas. (Litto, 2008)O crescimento cada vez maior do número de alunos ou do retorno financeiro faz com que asInstituições de Ensino Superior esqueçam-se da questão da qualidade, expondo a EAD àcrítica de vários setores da sociedade.É o que nos revelam as reclamações dos alunos brasileiros feitas a ABED (AssociaçãoBrasileira de Educação a Distância), ABE-EAD (Associação Brasileira de Estudantes deEducação a Distância), e a SEED-MEC (Secretaria de Educação a Distância do Ministério daEducação), relatadas no artigo de Litto(2008):Abreviação inaceitável do conteúdo coberto pelo curso; um curso de graduação ou de pós-graduação a distância deve ter, aproximadamente, a mesma extensão e profundidade(densidade) de tratamento de conteúdo que os congêneres oferecidos presencialmente pelamesma instituição, ou por instituições de referência no país;Inadequação do material impresso distribuído aos alunos, variando entre a superficialidade notratamento da matéria à redução drástica de um típico livro-texto universitário para umapequena apostila;
  12. 12. 12Deficiência na avaliação do desempenho dos alunos, variando de exames apenas no estilo“escolha múltipla” aos exames “multidisciplinares” (nos quais um conjunto das mesmasperguntas é aplicado a alunos de diferentes cursos — economia, pedagogia, ciências sociais;Número excessivo de alunos sob a responsabilidade de um único tutor (assistente doprofessor); embora a tecnologia usada para a realização do curso e a natureza do seuconteúdo possam ser fatores determinantes sobre essa questão, em geral a média de 130:1 éconsiderada, internacionalmente, como razoável para o atendimento de alunos de EAD,organizados em turmas, em cursos de graduação (e não 500:1 ou mais, como já foiconstatado em alguns casos brasileiros);Tutores não-qualificados academicamente para atender alunos de determinadas áreas deconhecimento, cabe à instituição selecionar como tutores apenas profissionais que podemdemonstrar conhecimento real sobre a área de sua especialidade, além de capacidade comomentor. Orientando alunos a distância;Insuficiência, em quantidade e qualidade, de apoio material (computadores, livros eperiódicos especializados—sejam online ou físicos e equipamentos científicos exigidos peloscursos) nos centros de atendimento presencial aos alunos; cabe à instituição o planejamentoapropriado para o atendimento de seus alunos;Com certeza, é o atendimento ao aluno pela instituição que causa o maior número dereclamações — independentemente da tecnologia adotada para a comunicação (web, emails,ou telefonemas), as respostas a perguntas sobre conteúdo acadêmico, questões de matrículaou de aspectos financeiros a propósito da relação aluno/instituição, frequentemente levamuma semana ou mais, período excessivo tanto do ponto de vista da aprendizagem como doconsumidor; uma boa prática seria que cada instituição anunciasse sua garantia de tempo deresposta às perguntas dos alunos, garantindo essas prestações de serviço.Tudo o que foi relatado sobre a EAD no ensino superior brasileiro é o retrato de umasociedade que mudou. Essas mudanças ampliaram o atendimento no ensino superior eprecisam de ajustes.Precisamos de uma política pública que fiscalize as instituições de ensino, principalmente noque diz respeito ao projeto pedagógico no exercício da educação a distancia, quanto aopreparo do docente para o exercício da mediação dessas tecnologias.Diante dessas necessidades, MORAN (2000, p.168), nos afirma que: Mudar não é tão simples e não depende de um único fator. O que não podemos é cada um jogar a culpa nos outros para justificar a inércia, a defasagem gritante entre as aspirações dos alunos e a forma de preenchê-las. Se os administradores escolares
  13. 13. 13 investirem em formação humanística dos educadores e no domínio tecnológico, poderemos avançar mais. (MORAN, 2000, p.168)Considerações finais:Para alcançar os nativos digitais, nós educadores imigrantes digitais, precisamos rever nossolugar na sociedade da informação, nossas práticas pedagógicas e o nosso papel.A revolução na educação tem que acontecer em sua essência, romper com paradigmaseducacionais, fazer interação entre aluno-professor-tecnologias, ampliando e modificando asformas de ensinar e aprender com o uso da internet.A prática pedagógica das instituições de ensino superior, assim como dos professoresuniversitários, deve atender às exigências da sociedade da informação, com uma Educação adistancia consolidada, melhoria nas estruturas e com currículos mais flexíveis e criativos,transformando seus alunos em pessoas capazes, éticas, talentosas, felizes e humanas.Que a docência do ensino superior seja de entusiasmo e de novas propostas, propiciandomelhores condições de aprendizagem para nossos alunos.As possibilidades e os problemas educacionais são imensos, portanto, é importante quetenhamos pessoas interessadas em despertar possibilidades concretas, capazes deexperimentar caminhos novos, que busquem qualificação. Só assim poderemos fazerintegração do humano e do tecnológico, do presencial e do virtual.Sabemos, portanto, que existe uma distância considerável entre o que é ideal e o real, ospressupostos teóricos retratados neste artigo, trazem de forma sucinta e pontual a situação daeducação atual, as novas perspectivas e as dificuldades enfrentadas.O uso das tecnologias na EAD tem conquistado um espaço de proeminência, o mercado detecnologias educacionais cresce velozmente, existe um crescente número de alunos em cursosa distância, que mesmo implicitamente, aderem a um novo sistema educativo centrado nopróprio aluno.Esperamos que conhecendo o potencial da EAD, possamos derrubar os obstáculos do tempo ede Extraterritorialidade3, tornando-se real a democratização do ensino.Como chegaremos lá? Estes são alguns caminhos a seguir, por vezes tortuosos, outroslineares. Sem fórmulas prontas, mas com investigações de novas possibilidades, cheias deacertos e erros, as quais nos guiarão rumo à educação que desejamos.3 Qualidade de extraterritorial, situado fora dos limites territoriais de uma jurisdição. disponível em:http://www.dicio.com.br/extraterritorial/ acesso 19/10/2011
  14. 14. 14Referências bibliográficas:ABED, Associação Brasileira de Educação a Distância. disponivel em:http://www2.abed.org.br/. acesso em 10/08/2011BEHRENS, Marilda A. 2000, Projetos de aprendizagem colaborativa num paradigmaemergente. In: MORAN, José M. et al. Novas tecnologias e mediação pedagógica. SãoPaulo: Papirus, pp. 67-132.HOFFMANN, J. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola àuniversidade. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1993.LITTO, F. M. . O Retrato Frente e Verso da Aprendizagem a Distância no Brasil 2009.ETD : Educação Temática Digital, v. 10, p. 108-122, 2009.MASETTO, os T. e outros. Mediação pedagógica e o uso da tecnologia. In: Novastecnologias e mediação pedagógica. Campinas, Papirus, 2000.MORAN, José Manuel. A educação que desejamos : novos desafios e como chegar lá. SãoPaulo: Papirus, 2007. 174p.MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Artigo publicado narevista Informática na Educação: Teoria Prática. Porto Alegre, vol. 3, n.1 (set. 2000)Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/moran/inov.htm . Acesso em 10/08/2011PRENSKY, . Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. On the Horizon, 2001.Tradução: Roberta de Moraes Jesus de Souza : UCG, 2001. Disponível em:http://depiraju.edunet.sp.gov.br/nucleotec/documentos/Texto_1_Nativos_Digitais_Imigrantes_Digitais.pdf Acesso: 12/08/2011TAKAHASHI, Tadao (org). Sociedade da Informação no Brasil: Livro Verde. Brasília:Ministério da Ciência e Tecnologia, 2000.
  15. 15. 15VALENTE, José Armando. Educação a distância no ensino superior: soluções eflexibilizações. Interface (Botucatu) [online]. 2003, vol.7, n.12, pp. 139-142.Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância, Dicionário de terminologia ead.http://www.abed.org.br/revistacientifica/_brazilian/dicionario_terminologia_ead/dicionario_terminologia_ead.htm . Acesso em 12/08/2011

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