Roteiro para planejamento do uso de tics na educação documento

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Roteiro para planejamento do uso de tics na educação documento

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA (CEAD) CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÃO PLANEJAMENTO DE USO DAS TICs NA EDUCAÇÃO: Gêneros Jornalísticos Dissertativos: da sala de aula para o mundo Cristiane Madureira de Carvalho Vieira Divinolândia de Minas 2013
  2. 2. “A utilização das TICs na educação não deve estar associada a um modismo ou à necessidade de se estar atualizado com as inovações tecnológicas. (...) Seu objetivo deve ser o de mediar a expressão do pensamento do aprendiz, favorecendo os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede”. “... A colaboração se torna visível e constante, vinda naturalmente, do parceiro sentado junto, frente ao computador, dos professores que seguem a criação na tela e até mesmo dos outros companheiros em volta que, apesar de estarem entretidos em suas criações, prestam atenção ao que acontece em volta”. (O computador como recurso didático)
  3. 3. PLANEJAMENTO DE USO DAS TICs NA EDUCAÇÃO: Gêneros Jornalísticos dissertativos: da sala de aula para o mundo “Escreve-se pensando num leitor. [...] Quando a obra estiver terminada, estabelece-se um diálogo entre o texto e seus leitores (do qual está excluído o autor)”. Umberto Eco QUEM? O presente roteiro destina-se aos alunos do Instituto Presbiteriano Gammon, em especial aos do 2º ano do Ensino Médio, os quais têm o vestibular como uma de suas principais referências. E, assim como as competências linguísticas exigidas pelos vestibulares mais concorridos do país não se desvinculam da socialização entre os diversos gêneros exigidos pelo universo do trabalho e pelo exercício de formação da cidadania, não podemos limitar as competências e habilidades da escrita ao universo sistemático e limitado da sala de aula. Tais alunos são, em maioria, estudantes da instituição gammonense desde a educação infantil (maternal), estando todos na mesma faixa etária (16 e 17 anos), e em desenvolvimento equalizado, por já conhecerem o sistema de ensino e fazerem parte dele ao longo desses 11 anos, assim como da sua organização didático-pedagógica. Embora ainda em formação, dominam as ferramentas necessárias à leitura proficiente e o ato de redigir com clareza e precisão, necessitando, assim, da prática da atividade textual escrita em suas mais diversas aplicações discursivas e sociais. Para coordenação do projeto, eu, Cristiane Madureira de Carvalho Vieira, Professora de Redação e Literatura do Ensino Médio, serei a orientadora da atividade e todos os seus passos, realizados quase que integralmente no espaço escolar, nas oficinas de redação e Textualidade. E, como parceria, contaremos com a colaboração do Professorde História da Escola Estadual Odilon Behrens, Fabiano Domingos, também Professor do Projeto Reinventando o
  4. 4. Ensino Médio, área de Tecnologia da Informação (TI), custeado pelo Estado de Minas Gerais, apoiado e assessorado pelo Núcleo de Apoio ao Ensino Médio, NAPEM. Sua contribuição dar-se-á no acompanhamento da criação do Blog da sala, personalização e funcionamento/operação inicial; além do apoio da Coordenação Pedagógica da instituição. QUADRO-SÍNTESE PÚBLICO-ALVO  Alunos do 2º ano do Ensino Médio LOCAL  Instituto Presbiteriano Gammon COORDENADOR E RESPONSÁVEL PELO PROJETO  Professora de Redação e Literatura da instituição, Cristiane Madureira de Carvalho Vieira APOIO  Coordenadora Geral Pedagógica Edna Aparecida Ribeiro de Moura  Coordenador Pedagógico do Ensino Fundamental II e Médio Antônio Claret Guimarães PARCERIA  Professor de História e Tecnologia da Informação Fabiano Domingos O QUÊ? “Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e, portanto, vitais;outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.” A problemática do nosso trabalho perpassa os desafios existentes na prática do ensino de redação na escola, em especial do segmento médio, visando o conhecimento dos diversos suportes textuais de apresentação dos gêneros que circulam na sociedade, assim como das sequências discursivas que os estruturam.
  5. 5. A esta altura da vida escolar, os estudantes já possuem conhecimento suficiente, além de condições bem mais favoráveis para enfrentar questões que exijam conhecimentos globalizantes. Haja vista que o seu repertório cultural também é dinâmico e processual, formado desde a infância à adolescência. Dessa forma, o que antes configurava a necessidade de operacionalizar por meios concretos e figurativos, criando o efeito de realidade (flashes concretos do mundo), agora, no médio, soma-se a habilidade de se tematizar, peça-chave na busca do espírito crítico necessário à interpretação dos gêneros, principalmente os jornalísticos, uma vez que correspondem à elaboração lógica que fazemos de nossa experiência (pois, ordenamos, classificamos, sistematizamos, contextualizamos e julgamos) e, daí, operamos os conceitos abstratos por meio da reflexão e do raciocínio em si. E, para mais na aprendizagem dos suportes textuais e seus respectivos gêneros, salientado aqui os oriundos dos gêneros jornalísticos “dissertativos”, jornais e revistas, textos cuja diversidade está longe de resumirem-se às descrições, narrações e dissertações escolares, é imprescindível expandi-los, de modo a favorecer a percepção de especificidades, diferenças e semelhanças que os textos possuem, extrapolando para a vida pessoal e profissional dos nossos alunos. Para isso, trabalharemos os gêneros dissertativos jornalísticos: editorial, crônica ensaio, artigo assinado, carta aberta, manifesto, carta pessoal argumentativa, em virtude de serem os textos temáticos (dissertativos) exigidos pelas bancas de vestibulares, além do ENEM, que desde 1998 ganhou importância nacional pela sua utilização pelo MEC para distribuir as vagas do PROUNI, com aproveitamento do desempenho na prova parcial ou total em vários vestibulares e, em muitos casos, pela substituição do próprio vestibular. COMO? O trabalho com os gêneros dissertativos jornalísticos contará com o uso das TIC’s para o seu desenvolvimento, assim descritos nosnove passos a seguir:
  6. 6. 1º Revisão da estruturação dos textos dissertativos argumentativos (jornalísticos), por meio de exposição teórica e ilustração pelo professor em aula multimídia (Datashow, Slides no PowerPoint, vídeo e som). 3 aulas Sala de aula 2º Divisão da sala de aula em 6 grupos representativos dos gêneros jornalísticos dissertativos, pesquisa dirigida, integração e socialização. 1. Editorial (Revistas Veja, IstoÉ, Jornais Estado de Minas, Diário da Tarde e outros) 2. Crônica Ensaio (crônicas de Arnaldo Jabor na Globo.com, Alexandre Garcia, Luís Nassif e Luís Pondé e outros) 3. Artigo Assinado (Revistas Veja, IstoÉ, Jornais Estado de Minas, Diário da Tarde e outros) 4. Carta Aberta (Jornais Estado de Minas, Diário da Tarde, Centro Nordeste, Folha de Guanhães, CNN – Centro Nordeste Notícia, Folha de São Paulo, entre outros) 5. Carta Pessoal Argumentativa (Revistas Veja, IstoÉ, Jornais Estado de Minas, Folha de São Paulo, Diário da Tarde e outros) 6. Manifesto (Jornais Estado de Minas, Diário da Tarde, Centro Nordeste, Folha de Guanhães, CNN – Centro Nordeste Notícia, Folha de São Paulo, entre outros) Obs.: Serão indicados sites de pesquisa após verificação do professor. 2 aulas Sala de Aula e extraclasse 3º Seleção dos temas (problemáticas) a serem abordadas, em observância às demandas sociais, à escolha dos alunos no grupo. Criação dos nomes do Blog da turma para votação. 2 aulas Sala de aula 4º Criação do Blog da turma para postagem dos textos e comentários pelos outros grupos (personalização, eleição e votação para o nome do blog). Divisão dos grupos para postagem. O texto de apresentação do blog será feito pelo professor. 2 aulas Sala de aula 5º Organização das datas para postagem dos gêneros (por grupo e tema). -Aqui os alunos contarão com um cronograma já pronto, flexível a ajustes pelos alunos e coordenação pedagógica em virtude do calendário de provas e eventos. 2 aulas Sala de aula 6º Produção dos gêneros por todos os alunos, inclusive dos grupos representantes dos outros que não os específicos.
  7. 7. -1ª elaboração/produção dos textos em sala -entrega para a 1ª correção pela professora -retorno do texto aos alunos - reescrita dos textos e correção - digitação no word e envio por e-mail da turma para oficinaderedaçãogammon2@yahoo.com.br 2 aulas Sala de aula e extraclasse 7º Postagem dos textos no Blog 1 aula Sala multimídia 8º Divulgação do Blog no facebook, por e-mail, via Skype, cartaz no quadro informativo da, na devocional semanal, entre outros. 1 aula Escola e extraclasse 9º Comentário dos alunos no Blog, posicionando-se favorável ou contrariamente aos argumentos dissertados e, ainda, tecendo comentários técnicos a respeito da organização textual (discursiva) do gênero em questão, conforme as orientações em sala. Extraclasse Os demais grupos seguirão os passos do 6º a 9º para cada gênero novo alimentado no Blog, conforme cronograma e orientações do professor. ONDE? As atividades desenvolvidas ocorrerão em maioria na escola, nas aulas de Oficina de Redação e, também, em casa, como tarefa mínima ou atividade de criação extraclasse. Observações: 1. As produções sempre serão desenvolvidas em sala, ficando a reescrita para casa, assim como a postagem no e-mail da sala.
  8. 8. 2. A divulgação do Blog e das postagens serão extraclasse, por meio de e-mail, msn, Skype, redes sociais (facebook), entretanto orientadas pelo professor, para salvaguardar o caráter formal dos textos (língua padrão culta) e das atividades em geral. 3. A divulgação na escola dar-se-á por meio de cartazes nos quadros informativos, visitas às salas de aula do fundamental II e médio, assim como no final das devocionais semanais (quando toda a escola se reúne para oração, justificando sua filosofia cristã). POR QUÊ? O trabalho “Gêneros Jornalísticos dissertativos: da sala de aula para o mundo”justifica-se pelo fato da tão especial necessidade de se escrever com competência e habilidade técnico-discursiva gêneros de diversos domínios e suportes, adequando-os ao contexto de comunicação exigido. Quer seja por exigência da escola, dos vestibulares, quer pela conjuntura social, na vida pessoal e, ainda, para o mercado de trabalho. Em especial, o projeto privilegiará os textos dissertativos, num contexto referencial da linguagem, uma vez que é de suma importância dominar a aptidão de se expor a opinião, dominando os efeitos de objetividade e subjetividade explorados pelo jornalismo. E, além disso, “desmitificar a ideia de que a imparcialidade, na mídia (nesse caso, escrita), seja totalitária; afinal, todos os textos publicados em um jornal expõem uma visão de mundo que, por sua vez, relaciona-se ao jogo de interesses contraditórios que dá dinamismo à vida social” LOPES, 2011. E, como já exposto no início desse trabalho, o nosso desafio perpassa o alcance das habilidades da modalidade escrita dos gêneros editorial, artigo assinado, carta aberta, manifesto, carta pessoal argumentativa e crônica ensaio, em atividades em sala de aula (oficinas) e extraclasse, usando, para isso, dos recursos midiáticos: blocos de produção oficiais, computador (word), internet (Blog), como facilitadores intermediários entre o conhecimento da escrita e sua
  9. 9. aplicação no contexto social dos gêneros, extrapolando a sala de aula e atendendo a um universo amplo de socialização dos textos. QUANDO? Gêneros jornalísticos dissertativos: da sala de aula para o mundo 1º Revisão teórica do texto dissertativo e os gêneros específicos 09/08/13 13/08/13 16/08/13 1 aula 1 aula 1 aula Professora Escola (sala Multimídia) 2º 2. Divisão dos grupos 2.1. Pesquisa dirigida, familiarização e socialização 16/08/13 23/08/13 1 aula 2 aulas Professora Alunos (sala de aula) 3º Seleção dos temas (problemáticas) e elaboração do nome do Blog 30/08/13 2 aulas Professora Alunos (sala de aula e sala multimídia) 4º Criação do blog, personalização e divisão dos grupos para postagem 06/09/13 2 aulas Professora Alunos Professor Fabiano (sala multimídia) 5º Organização das datas para postagem dos gêneros 13/09/13 1 aula Professora Alunos (sala de aula) 6º 6. Produção dos gêneros pelos alunos (em oficina) 6.1. Editorial Retorno pelo professor Reescrita e postagem no e-mail Blog (02/10) 6.2. Crônica Ensaio Retorno pelo professor Reescrita e postagem no e-mail Blog (19/10) 6.3. Artigo Assinado Retorno pelo professor Reescrita e postagem no e-mail Blog (30/10) 6.4. Carta Aberta e Manifesto Retorno pelo professor 20/09/13 24/09/13 01/10/13 04/10/13 15/10/13 18/10/13 22/10/13 25/10/13 29/10/13 2 aulas 2 aulas 2 aulas Professora Alunos (sala de aula, casa)
  10. 10. Reescrita e postagem no e-mail Blog (13/11) 6.5. Carta Pessoal Argumentativa Retorno pelo professor Reescrita e postagem no e-mail Blog (30/11) 05/11/13 08/11/13 12/11/13 22/11/13 26/11/13 29/11/13 2 aulas 2 aulas Na data da postagem dos gêneros no Blog, far-se-á a divulgação. É obrigatório o comentário dos textos postados por todos os alunos dos demais grupos, incluindo argumentos, favoravelmente ou contrariamente, além de tecer sobre as questões técnicas por eles localizadas; assim como a motivação dos colegas dos outros anos, inclusive os do fundamental II (em especial o 8º e 9º anos), para que participem do blog e o divulguem para amigos. QUANTO? O trabalho com os gêneros jornalísticos dissertativos prevê um total de 50 a 80 horas, entre os meses de agosto a novembro, desde as aulas em classe e atividades extraclasse, não havendo ônus para os participantes, uma vez que o custo com os cartazes de divulgação serão cedidos pela escola e as demais executadas pela internet (facebook, e-mail, Skype, msn, sms, entre outros). COMO MEDIR? A avaliação será contínua, no decorrer das atividades desenvolvidas conforme o cronograma, tanto pelo professor (orientação e correção em sala e extraclasse), pelos alunos (em socializações em sala, pelos comentários no blog) e pela coordenação da escola (em acompanhamento constante, orientações, participação no blog), entre outras. Ao final do projeto, os alunos produzirão um relatório expondo sobre a execução da atividade, o nível de escrita e aquisição de competências e habilidades, além de preencherem um formulário/entrevista, a ser corrigido pelo professor e coordenação pedagógica, havendo, por conseguinte, um feedback individual sobre o aproveitamento do aluno durante a atividade.
  11. 11. A continuidade da alimentação do Blog no período de férias ficará por conta da professora de Redação e dos professores convidados (das outras disciplinas da mesma instituição, além da coordenação). Novas estratégias serão elaboradas para o ano de 2014. REFERÊNCIAS LOPES, Eduardo, CALBUCCI, Eduardo, COUTO, Fernando, SAVIOLI, Platão e SILVA FILHO, Maurício. Material do Professor: Anglo Bienal – Ensino Médio. São Paulo: Anglo S/A, 2011. Matriz de Referência do ENEM 2013. PINTO, M. J. Blogs! Seja um editor na era digital. São Paulo: Érica, 2002. SOUSA, Regina Lúcia. Uso pedagógico de mídias na escola: práticas inovadoras. (O uso das TIC’s e a sua contribuição nos projetos de aprendizagem.) Acesso em07 de julho de 2013:http://sostenesalmeidasousa.blogspot.com.br/2011/05/o-uso-das-tics-e-sua-contribuicao- nos.html. http://tvescola.mec.gov.br/images/stories/publicacoes/salto_para_o_futuro/livro_salto_tecnologi as.pdf http://nautilus.fis.uc.pt/cec/teses/joana/docs/revisao.pdf http://www.oei.es/congresolenguas/comunicacionesPDF/Moraes_Luiza.pdf www.tumblr.com

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