Emergências Endemicas Influenza - Enf. Cássia Tiemi

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Minicurso Mês da Enfermagem Coren/MS 2013.

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Emergências Endemicas Influenza - Enf. Cássia Tiemi

  1. 1. URGÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICASINFLUENZACássia Tiemi KanaokaEnfermeira – Gerente Técnica do Serviço de Imunização/SESAUPlantonista da URR – Unidade de Resposta Rápida/ SESAU-PMCG
  2. 2. URGÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICASINFLUENZAVirna Liza Pereira Chaves HildebrandEnfermeiraDiretora Distrito Sanitário OestePlantonista UPA Vila AlmeidaColaboradora – Coren/MS
  3. 3. InfluenzaA influenza constitui-se em uma das grandes preocupaçõesdas autoridades sanitárias, devido ao seu impacto namortalidade decorrente das suas variações antigênicas cíclicassazonais.Os vírus influenza são da família dos Ortomixovirus esubdividem-se em três tipos: A, B eC, de acordo com sua diversidade antigênica, podendo sofrermutações.
  4. 4. INFLUENZA Ocorre durante todo o ano, porém é mais frequente nosmeses do Outono e Inverno, principalmente nas regiõesSul e Sudeste do país. Também conhecida como gripe, é uma infecção aguda dosistema respiratório, que pode levar a gravespneumonias. É uma doença muito comum em todo o mundo, sendopossível uma pessoa adquirir influenza várias vezes aolongo de sua vida. É também frequentemente confundida com outrasviroses respiratórias, por isso o seu diagnóstico decerteza só é feito mediante exame laboratorial específico.
  5. 5. TRANSMISSÃO Através das secreções das vias respiratórias de umapessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Podeocorrer também por meio das mãos, após contato comsuperfícies contaminadas. Período de incubação: 1 a 4 dias. Transmissibilidade em adultos: principalmente 24 horasantes do início de sintomas até 3 dias após final da febre. Transmissibilidade em crianças: pode durar até 10 dias epor mais tempo nos pacientes imunossuprimidos.
  6. 6. SÍNDROME GRIPAL SINTOMAS:1. Febre de início súbito, mesmo que referida2. Tosse ou dor de garganta3. E pelo menos um dos seguintes sintomas: cefaléia, mialgiaou artralgia. CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS:1. Febre de início súbito, mesmo que referida2. Sintomas respiratórios (tosse, coriza e obstrução nasal)
  7. 7. SÍNDROME GRIPAL SEM CONDIÇÕES EFATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES Medicamentos sintomáticos Hidratação Prescrição do fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) –baseado em julgamento clínico, se o tratamento puderter início nas primeiras 48 horas do início dos sintomas. Orientar a retornar ao serviço de saúde em caso depiora para avaliação quanto a critérios de SíndromeRespiratória Aguda Grave (SRAG) ou outros sinais deagravamento.
  8. 8. SÍNDROME GRIPAL COM CONDIÇÕES EFATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES Medicamentos sintomáticos Hidratação Tamiflu® de forma empírica (não aguardar resultados deexames laboratoriais) para todos os casos de SG quetenham fator de risco para complicações, independentede situação vacinal.
  9. 9. CONDIÇÕES E FATORES DE RISCO PARACOMPLICAÇÕES Grávidas em qualquer idade gestacional Puérperas até 2 semanas pós-parto (incluindo abortos ouperda fetal) Idosos acima de 60 anos Crianças menores de 2 anos Doentes crônicos (pneumopatias, cardiovasculopatias,nefropatias, hepatopatias, doenças hematológicas,distúrbios metabólicos, transtornos neurológicos e dodesenvolvimento, imussupressão e obesidade) População indígena aldeada
  10. 10. SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVESRAGSÍNDROMEGRIPALDISPNÉIA•Sat de O2 < 95% em ar ambiente•Sinais de desconforto respiratório ou aumento daFR•Piora nas condições clínicas de doença de base•HipotensãoouEm crianças observar: batimento de asa denariz, cianose, tiragem intercostal, desidrataçãoe inapetência
  11. 11. SRAG O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alteraçõeslaboratoriais e radiológicas:1. Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia2. Radiografia de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso, ou presençade área de condensação A confirmação da INFLUENZA é feita preferencialmente por critériolaboratorial.A coleta de amostras somente será realizada em casos de SíndromeRespiratória Aguda Grave (SRAG), em pacientes hospitalizados, e decasos referentes a surtos por SG em comunidades restritas.
  12. 12. COLETA DE AMOSTRAS As amostras de secreção nasofaríngea devem sercoletadas preferencialmente até o 3º dia após início desintomas, ou até no máximo 7 dias após início desintomas, mesmo que em uso de Oseltamivir. As amostras coletadas deve ser encaminhadas aoLACEN, e devem ser armazenadas em caixa térmica combobina de gelo reciclável a uma temperatura entre 2° e8°C por no máximo 24 horas. A secreção pode ser coletada através do “bronquinho”ou swab (depositado em caldo específico de triptosefosfato produzido pelo LACEN).
  13. 13. BRONQUINHO O bronquinho é um sistema fechado, coletor desecreções, que acoplado ao aspirador deposita assecreções em um reservatório, que é encaminhado aoLACEN. Aspira-se a secreção do paciente (em TOT ounarinas) e em seguida aspira-se o caldo triptose fosfatoproduzido pelo LACEN.
  14. 14. SWAB NASAL A coleta com swab deve ser realizada nos dois orifíciosda narina e na boca, com três swabs diferentes, e depoisintroduzido no caldo triptose fosfato produzido peloLACEN para transporte.
  15. 15. NOTIFICAÇÃO Preencher ficha de notificação. Preencher ficha de solicitação de exame do LACEN,chamado de GAL (Gerenciamento de AmbienteLaboratorial). Informar imediatamente o serviço de epidemiologia localpara devidas providências  serviço de epidemiologiaestadual e federal.
  16. 16. Precauções para gotículas e aerossóis As gotículas não se propagam por mais de 1 metro. Utilizar máscara cirúrgica ao entrar no quarto, a menosde 1 metro do paciente, e substituí-la a cada contato. Higienização das mãos antes e depois de cada contato. Uso de máscara cirúrgica no paciente durante transporte Uso de dispositivos de sucção fechados.
  17. 17. Precauções para gotículas e aerossóis Os aerossóis podem ficar suspensos no ar por longoperíodos, portanto manter paciente em quarto privativo,usar máscaras N95 ao entrar neste quarto e colocarmáscara cirúrgica no paciente durante transporte. Medidas gerais: frequente higiene das mãos, lençodescartável para higiene pessoal, cobrir nariz e boca aoespirrar ou tossir, evitar tocar em mucosas, higienizaçãodas mãos após tossir ou espirrar, evitar tocar superfíciescom luvas ou mãos contaminadas, evitar aglomerações ouambientes fechados.
  18. 18. TRATAMENTO Início deve ser o mais precoce possível, o que não contra-indica o seu usoposterior, uma vez que os benefícios ocorrem mesmo se iniciados 48horas após início de sintomas. Tamiflu® : Apresentação em cápsulas de 30mg ou 75mg. É necessárioapenas receita médica em duas vias. Zanamivir (Relenza®): Liberado mediante receita médica em 2 vias eformulário de dispensação de Zanamivir específico, que deve serpreenchido pelo médico.A indicação do Zanamivir somente está autorizada em casos deimpossibilidade clínica da manutenção do uso do Oseltamivir. É contra-indicado em menores de 5 anos e em todo paciente com doença crônicarespiratória pelo risco de broncoespasmo severo. Também não pode seradministrado em pacientes em ventilação mecânica, visto que a medicaçãopor ser inalatória pode obstruir os circuitos do ventilador.
  19. 19. VACINA No Brasil, em 2012, entre as semanas epidemiológicas 01 e 52 (01/01/2012a 29/12/2012) foram notificados um total de 20.539 casos de SíndromeRespiratória Aguda Grave (SRAG), que em parte são complicaçõesdecorrentes da infecção por influenza. Na semana epidemiológica 27/2012 registrou-se o maior numero de casosgraves do período e, o maior numero de casos confirmados para influenzaA (H1N1) foi verificado na semana epidemiológica 26/2012.
  20. 20. VACINA Vacina de vírus inativado, trivalente (Influenza A H1N1,Influenza B e Influenza A H3N2). Disponível nos postos para os seguintes grupos:1. Idosos acima de 60 anos2. Crianças de 6 meses a menores de 2 anos3. Gestantes4. Puérperas até 45 dias pós-parto5. Indígenas aldeados6. Profissionais de saúde que atuam no atendimento a pacientes comInfluenza7. Doentes crônicos, conforme listagem do Ministério da Saúde8. População privada de liberdade Dose única para adultos, e duas doses com intervalo de 30dias para crianças. Via de aplicação intra-muscular. Contra-indicação: alergia grave a ovo de galinha
  21. 21. APRESENTAÇÃO E COMPOSIÇÃO
  22. 22. VIAS DE ADMINISTRAÇÃODeve-se adotar a via de administração intramuscular.Recomenda-se a administração da vacina por via subcutânea em pessoas queapresentam discrasias sanguíneas ou estejam utilizando anticoagulantes orais.Para estas situações, deve-se utilizar a vacina do laboratórioSanofi Pasteur produzida na França.A vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outras vacinas oumedicamentos, procedendo-se as aplicações em locais diferentes.Nota aos Doadores de SangueÉ orientado que sejam tornados inaptos temporariamente, pelo período de 48 horaspara doação.
  23. 23. Esquema de vacinação
  24. 24. PRECAUÇÕESEm doenças febris agudas, moderadas ou graves, recomenda-se adiar avacinação, em casos de urticária observar o paciente durante 30 minutos na unidade.CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E VALIDADE Deve ser conservada, na embalagem original, e sob refrigeração entre 2º C 8º C; Não pode ser congelada, deve-se evitar a exposição direta a luz solar; O prazo de validade indicado pelo fabricante na embalagem deve serrigorosamente respeitado;✔ A vacina, atualmente adquirida pelo PNI, possui prazo máximo para utilização dasdoses após a abertura do frasco de 7 (sete) dias, desde que garantidas ascondições de assepsia e conservação.
  25. 25. Obrigada.Contatos:cassiatiemi@corenms.gov.brvirnalizah@hotmail.com3323-3167 (COREN/MS)

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