URGÊNCIASEPIDEMIOLÓGICASDENGUECássia Tiemi KanaokaEnfermeiraGerente Técnica do Serviço de ImunizaçãoPlantonista da URR – U...
URGÊNCIASEPIDEMIOLÓGICASDENGUEVirna Liza Pereira Chaves HildebrandEnfermeiraDiretora Distrito Sanitário OestePlantonista U...
DENGUE A dengue é uma doença infecciosa causada porum arbovírus do gênero flavivírus. São conhecidos quatro sorotipos: D...
PERÍODO DE INCUBAÇÃO ETRANSMISSIBILIDADE Período de Incubação: Varia de 3 a 15 dias, sendo, emmédia, de 5 a 6 dias.Períod...
TRANSMISSIBILIDADE A transmissão se faz pela picada da fêmeado mosquito Ae. aegypti, no ciclo:homem Ae. aegypti homem.→ →...
SINTOMAS• 99% têm febre, que dura cerca de setedias. Pode ser branda ou muito alta.• 50% têm dor retro-orbital.• 60% têm c...
Definição de Caso Suspeito:Dengue Clássica:• Doença febril aguda, de nomáximo 7 dias, acompanhado depelo menos dois outros...
Definição de Caso Suspeito:Febre Hemorrágica da Dengue É todo caso suspeito de DengueClássica que também apresentemanifes...
 a) Grau I – febre acompanhada de sintomasinespecíficos, em que a única manifestação hemorrágicaé a prova do laço positiv...
 É todo caso grave que não se enquadra nos critériosda OMS de FHD e quando a classificação de dengueclássica é insatisfat...
DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADONa rotina, aquele que apresentesorologia ou isolamento viralpositivo. Em Epidemia tambémutiliz...
DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADOFebre Hemorrágica da Dengue: Febre Plaquetas abaixo de 100.000 Tendência hemorrágica eviden...
Sinais de alerta- Dor abdominal- Vômitos persistentes;- Hipotensão e hipotensão postural;- PA convergente (<20 mmHg);- Hep...
Diagnóstico diferencialDengue clássico: Considerando que a dengue tem umamplo aspecto clínico, as principais doenças a ser...
IMPORTANTE: Atentar para presença de sinais decomplicações e garantir assistência. Notificar o caso (preencher a FIE) G...
Diagnóstico Laboratorial Isolamento Viral: Até o quinto dia do início dossintomas, não é o teste de escolha, utilizadoape...
Diagnóstico Laboratorial Sorologia: É o teste de escolha, deve sercoletado após o sétimo dia do início dos sintomas,a col...
 Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada depelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos(cefaléia, pros...
 a) Hidratação oral: Crianças: orientar hidratação no domicílio, deforma precoce e abundante, com SRO (umterço das neces...
 Hidratação oral: Adolescentes: calcular o volume delíquidos em 60 a 80 ml/kg/dia,sendo um terço contendo sais dereidrat...
 Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada depelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos(cefaléia, pros...
 Hidratação oral: crianças Caso ocorra hemoconcentração (Hto>38%), 50 ml/kg por um período dequatro a seis horas Hidrat...
 5.3.1 Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada de pelomenos dois sinais e sintomas inespecíficos (cefaléi...
 Hidratação do Grupo C - crianças • Fase de expansão Soro fisiológico ou Ringer Lactato: 20ml/kg/h, podendo ser repetid...
 Hidratação do Grupo D - crianças • Iniciar imediatamente a etapa rápida,com SF a 0,9%, ou Ringer lactato, na basede 20 ...
 Oferecer O2 em todas as situações de choque (cateter,máscara, ventilação não-invasiva, ventilaçãomecânica); o acompanha...
Conduta terapêutica - adulto Orientar 60 a 80 ml/kg/dia sendoum terço para solução salina (sorooral) e os dois terços res...
 Roteiro de atendimento Histórico de enfermagem (entrevista eexame físico): Atentar para sinais dealarme e realizar prov...
 Histórico de epidemiologia: presença decasos semelhantes no local de moradia oude trabalho e história de deslocamento no...
 a) Presença de sinais de alarme. b) Recusa na ingesta de alimentos e líquido. c) Comprometimento respiratório: dor tor...
 As medidas de controle se restringem aovetor Ae. Aegypti. O combate ao vetor envolve açõescontinuadas de inspeções domi...
Tratamento Sintomático e de suporte.
Obrigada.Contatos:cassiatiemi@corenms.gov.brvirnalizah@hotmail.com3323-3167 (COREN/MS)
Emergências Endemicas -  Dengue - Enf. Cássia Tiemi
Emergências Endemicas -  Dengue - Enf. Cássia Tiemi
Emergências Endemicas -  Dengue - Enf. Cássia Tiemi
Emergências Endemicas -  Dengue - Enf. Cássia Tiemi
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Emergências Endemicas - Dengue - Enf. Cássia Tiemi

566 visualizações

Publicada em

Minicurso Mês da Enfermagem Coren/MS 2013.

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
566
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Emergências Endemicas - Dengue - Enf. Cássia Tiemi

  1. 1. URGÊNCIASEPIDEMIOLÓGICASDENGUECássia Tiemi KanaokaEnfermeiraGerente Técnica do Serviço de ImunizaçãoPlantonista da URR – Unidade de Resposta RápidaConselheira – Coren/MS
  2. 2. URGÊNCIASEPIDEMIOLÓGICASDENGUEVirna Liza Pereira Chaves HildebrandEnfermeiraDiretora Distrito Sanitário OestePlantonista UPA Vila AlmeidaColaboradora – Coren/MS
  3. 3. DENGUE A dengue é uma doença infecciosa causada porum arbovírus do gênero flavivírus. São conhecidos quatro sorotipos: DENV1,DENV2, DENV3 e DENV4. Vetores hospedeiros: No Brasil: Aedes Aegypti-Aedes Albopictus: importante vetor na Ásia. A vida média de uma fêmea adulta é de 45 dias.É importante lembrar que, uma vez infectada pelovírus, a fêmea permanecerá assim até o fim desua vida.
  4. 4. PERÍODO DE INCUBAÇÃO ETRANSMISSIBILIDADE Período de Incubação: Varia de 3 a 15 dias, sendo, emmédia, de 5 a 6 dias.Período de transmissibilidade: A transmissão ocorreenquanto houver presença de vírus no sangue do homem(período de viremia). Este período começa um dia antes doaparecimento dos sintomas (febre) e vai até o 5º dia dadoença. A infecção gera imunidade homóloga. Os sintomas duram em torno de uma semana a dez dias; Estima-se que cerca de 30 a 40% dos casos sãoassintomáticos;
  5. 5. TRANSMISSIBILIDADE A transmissão se faz pela picada da fêmeado mosquito Ae. aegypti, no ciclo:homem Ae. aegypti homem.→ → Após um repasto de sangue infectado, omosquito está apto a transmitir o vírus,depois de 8 a 12 dias de incubaçãoextrínseca. Não há transmissão por contato direto deum doente ou de suas secreções com umapessoa sadia, nem por fontes de água oualimento.
  6. 6. SINTOMAS• 99% têm febre, que dura cerca de setedias. Pode ser branda ou muito alta.• 50% têm dor retro-orbital.• 60% têm cefaléia.• 50% têm prostração, indisposição.• 25% têm exantemas em todo o corpo.
  7. 7. Definição de Caso Suspeito:Dengue Clássica:• Doença febril aguda, de nomáximo 7 dias, acompanhado depelo menos dois outros sintomas(cefaléia, dor retro-orbital, mialgia,artralgia, prostração, exantema).
  8. 8. Definição de Caso Suspeito:Febre Hemorrágica da Dengue É todo caso suspeito de DengueClássica que também apresentemanifestações hemorrágicas,variando desde prova do laçopositiva, até fenômenoshemorrágicos.
  9. 9.  a) Grau I – febre acompanhada de sintomasinespecíficos, em que a única manifestação hemorrágicaé a prova do laço positiva; b) Grau II – além das manifestações do grau I,hemorragias espontâneas leves (sangramento de pele,epistaxe, gengivorragia e outros); c) Grau III – colapso circulatório com pulso fraco erápido, estreitamento da pressão arterial ou hipotensão,pele pegajosa e fria e inquietação; d) Grau IV – Síndrome do Choque da Dengue (SCD), ouseja, choque profundo com ausência de pressão arterial epressão de pulso imperceptível.
  10. 10.  É todo caso grave que não se enquadra nos critériosda OMS de FHD e quando a classificação de dengueclássica é insatisfatória. Caracteriza o quadro: alterações graves do sistema nervoso disfunção cardiorrespiratória insuficiência hepática plaquetopenia = ou < a 50.000/mm3 hemorragia digestiva derrames cavitários leucometria global igual ou inferior a 1.000/mm3 óbito.delírio, sonolência, coma,depressão, irritabilidade,psicose,demência,amnésia, sinaismeníngeos, paresias,paralisias, polineuropatias,síndrome de Reye,sndrome de Guillain-Barré,encefalite
  11. 11. DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADONa rotina, aquele que apresentesorologia ou isolamento viralpositivo. Em Epidemia tambémutiliza-se o critério clínicoepidemiológico.
  12. 12. DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADOFebre Hemorrágica da Dengue: Febre Plaquetas abaixo de 100.000 Tendência hemorrágica evidenciada por:sangramentos ou petéquias ou prova dolaço positiva ou equimoses. Valores de hematócrito superiores a 45%em crianças, 48% em mulheres e 54%em homens, ou aumento de 20%referente ao valor basal. Confirmação laboratorial
  13. 13. Sinais de alerta- Dor abdominal- Vômitos persistentes;- Hipotensão e hipotensão postural;- PA convergente (<20 mmHg);- Hepatomegalia;- Hematêmese ou melena;- Extremidade frias ou cianose;- Pulso filiforme;- Diminuição da diurese;- Hipotermia;- Desconforto respiratório.- Plaquetas < 20.000
  14. 14. Diagnóstico diferencialDengue clássico: Considerando que a dengue tem umamplo aspecto clínico, as principais doenças a seremconsideradas no diagnóstico diferencial são: gripe,rubéola, sarampo, e outras infecções virais, bacterianase exantemáticas.Febre hemorrágica da dengue - F.H.D: leptospirose,febre amarela, malária, hepatite infecciosa, influenza,bem como outras febres hemorrágicas transmitidas pormosquito ou carrapatos.
  15. 15. IMPORTANTE: Atentar para presença de sinais decomplicações e garantir assistência. Notificar o caso (preencher a FIE) Garantir coleta de amostra laboratorial(hemograma para avaliação e sorologia),atentando para data de início de sintomas. Orientar o paciente quanto à importância doaumento de ingesta hídrica e possíveis sinaisde complicações. Garantir envio oportuno das informações, poisdelas dependem as ações de controle.
  16. 16. Diagnóstico Laboratorial Isolamento Viral: Até o quinto dia do início dossintomas, não é o teste de escolha, utilizadoapenas para acompanhamento de sorotiposcirculantes, e monitoramento de introdução denovos sorotipos. Orienta-se coletar apenas doscasos mais graves. Depois de coletado, searmazenado entre 2° e 8°C suporta até 3 dias emboas condições para processamento do exame.
  17. 17. Diagnóstico Laboratorial Sorologia: É o teste de escolha, deve sercoletado após o sétimo dia do início dos sintomas,a coleta antes deste prazo pode acarretar umfalso negativo. Depois de coletado, searmazenado entre 2° e 8°C suporta até 7 dias emboas condições para processamento do exame.
  18. 18.  Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada depelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos(cefaléia, prostração, dor retro-orbitária,exantema, mialgias e artralgias), e históriaepidemiológica compatível; lembrar que, noslactentes, alguma irritabilidade e choropersistente podem ser a expressão desintomas como cefaléia e algias; b) Prova do laço negativo e ausência demanifestações hemorrágicas espontâneas; c) Ausência de sinais de alarme.
  19. 19.  a) Hidratação oral: Crianças: orientar hidratação no domicílio, deforma precoce e abundante, com SRO (umterço das necessidades basais), oferecido comfrequência sistemática, independentemente davontade da criança; completar a hidratação oral com líquidoscaseiros tais como água, sucos de frutasnaturais, chás e água de coco; evitar uso derefrigerantes; Para crianças <2 anos, oferecer 50-100 ml (¼a ½ copo) de cada vez; para crianças >2 anos, 100-200 ml (½ a 1copo) de cada vez;
  20. 20.  Hidratação oral: Adolescentes: calcular o volume delíquidos em 60 a 80 ml/kg/dia,sendo um terço contendo sais dereidratarão oral e os dois terçosrestantes formados por líquidoscaseiros, tais como água, sucos defrutas naturais, chás e água de coco;evitar uso de refrigerantes.
  21. 21.  Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada depelo menos dois sinais e sintomas inespecíficos(cefaléia, prostração, dor retro-orbitária,exantema, mialgias e artralgias), e históriaepidemiológica compatível; b) Prova do laço positiva ou manifestaçõeshemorrágicas espontâneas, sem repercussãohemodinâmica; c) Ausência de sinais de alarme; d) HT aumentado entre 10% e 20% do valorbasal ou maior que 38%, com ou semplaquetopenia.
  22. 22.  Hidratação oral: crianças Caso ocorra hemoconcentração (Hto>38%), 50 ml/kg por um período dequatro a seis horas Hidratação venosa: crianças Fase de expansão Soro fisiológico – 20 ml/kg em duas horas,podendo ser repetida até três vezes. Repetir o hemograma em seguida
  23. 23.  5.3.1 Caracterização a) Febre por até sete dias, acompanhada de pelomenos dois sinais e sintomas inespecíficos (cefaléia,prostração, dor retro-orbitária, exantema, mialgias eartralgias) e história epidemiológica compatível; b) Manifestações hemorrágicas presentes ou ausentes; c) Disfunção orgânica presente ou ausente; d) O Grupo C/D é caracterizado pela síndrome deextravasamento plasmático; e) A presença de algum sinal de alarme e/ou derramecavitário caracteriza o Grupo C; f) Presença de choque, com ou sem hipotensão,caracteriza o Grupo D.
  24. 24.  Hidratação do Grupo C - crianças • Fase de expansão Soro fisiológico ou Ringer Lactato: 20ml/kg/h, podendo ser repetida até trêsvezes; Fazer reavaliação clínica horária ehematócrito após duas horas;
  25. 25.  Hidratação do Grupo D - crianças • Iniciar imediatamente a etapa rápida,com SF a 0,9%, ou Ringer lactato, na basede 20 ml/kg, em até 20 minutos em bolus,com reavaliação clínica contínua ehematócrito após duas horas Utilizar expansores plasmáticos (albumina0,5-1 g/kg; preparar solução de albumina a5%: para cada 100 ml desta solução, usar25 ml de albumina a 20% e 75 ml de SF a0,9%); na falta desta, usar colóidessintéticos – 10 ml/kg/hora;
  26. 26.  Oferecer O2 em todas as situações de choque (cateter,máscara, ventilação não-invasiva, ventilaçãomecânica); o acompanhamento da reposição volêmica é feita peloHT, diurese e sinais vitais; Evitar procedimentos invasivos desnecessários; Acesso venoso profundo e intubação traqueal devemser realizados nos pacientes graves e por equipecapacitada e experiente devido ao risco desangramento. A via intraóssea pode ser escolha para administraçãode líquidos e medicamentos durante a RCP outratamento do choque descompensado Monitoração hemodinâmica minimamente invasiva,como oximetria de pulso.
  27. 27. Conduta terapêutica - adulto Orientar 60 a 80 ml/kg/dia sendoum terço para solução salina (sorooral) e os dois terços restanteslíquidos caseiros (chá, água decoco, sucos, etc.); Primeiro dia: 80 ml/kg/dia; a partirdo segundo dia 60 ml/kg/dia;
  28. 28.  Roteiro de atendimento Histórico de enfermagem (entrevista eexame físico): Atentar para sinais dealarme e realizar prova do laço (em todosos casos suspeitos)
  29. 29.  Histórico de epidemiologia: presença decasos semelhantes no local de moradia oude trabalho e história de deslocamento nosúltimos 15 dias para área de transmissão dedengue. Orientações aos pacientes e familiares:aparecimento de sinais de alarme,retornar entre o 2º e 6º dia,“Cartão deIdentificação do Paciente comDengue”.
  30. 30.  a) Presença de sinais de alarme. b) Recusa na ingesta de alimentos e líquido. c) Comprometimento respiratório: dor torácica,dificuldade respiratória, diminuição do murmúriovesicular ou outros sinais de gravidade. d) Plaquetas <20.000/mm3, independentemente demanifestações hemorrágicas. e) Impossibilidade de seguimento ou retorno aunidade de saúde. f) Co-morbidades descompensadas como diabetesmellitus, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca,uso de dicumarinicos, crise asmática, etc. g) Outras situações a critério médico.
  31. 31.  As medidas de controle se restringem aovetor Ae. Aegypti. O combate ao vetor envolve açõescontinuadas de inspeções domiciliares,eliminação e tratamento de criadouros,associadas a atividades de educação em saúdee mobilização social. Em situações de epidemias: Intensificação das ações de controle,prioritariamente a eliminação de criadouros eo tratamento focal. aplicação espacial de inseticida a ultra-baixovolume (UBV).
  32. 32. Tratamento Sintomático e de suporte.
  33. 33. Obrigada.Contatos:cassiatiemi@corenms.gov.brvirnalizah@hotmail.com3323-3167 (COREN/MS)

×