Tempo e tele-existência nas redes sociais digitais

684 visualizações

Publicada em

Apresentação realizada em 30 de outubro de 2012, no II Colóquio Sociotramas - O tempo nas redes (PUC-SP).

Publicada em: Tecnologia
1 comentário
1 gostou
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
684
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
7
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Tempo e tele-existência nas redes sociais digitais

  1. 1. TEMPO &TELE-EXISTÊNCIANA NULODIMENSIONALIDADE CIBERESPACIAL:DO SER-PARA-A-MORTE AO SER-PARA-SEMPRENAS REDES SOCIAISCINTIA DAL BELLOII COLÓQUIO SOCIOTRAMAS - PUC SP – 30 OUT. 2012
  2. 2. Fundamentos da telepresença:Mídia como re-existência
  3. 3. A mídia secundária não apenas guarda os fundamentos da tele-existênciacomo também revela que toda tecnologia de comunicação é, antes, umatecnologia de criação e aperfeiçoamento dos suportes, instituindocondições para que a comunicação humana suporte a devoração do tempoe sublime as dores do espaço.Tal drama de superação da mortalidade do corpo por meio da pretensaimortalidade da mídia explicaria, ao menos em parte, a importância e oencantamento que os meios de comunicação exercem ao longo da históriahumana. Afinal, na medida em que torna presente para o receptor oausente emissor, a mídia secundária trata de fazer reexistir – tornandonovamente existente, ao menos na dimensão imaginária, mas, nem porisso, com menor efeito de presença, o ausente.Em essência, a mídia secundária é um incrível urro de resistência contra ainexistência, ou seja, desejo de permanecer existente mesmo após a morteconcreta (na lembrança dos contemporâneos e, para além dela, na própriahistória da humanidade, graças à durabilidade dos suportes em que seinscreveu, deixando parte de si).
  4. 4. Colonização do tempo reale o vazio pós-histórico
  5. 5. O abandono do corpo territorial, do corpo social e do corpo próprio em prol do corpoespectral (VIRILIO, 2000, p. 53) – próprio da metáfora do universo paralelo – ou asistemática colonização do corpo humano, em movimento, por tecnologias derastreamento, indexação e conexão contínua – específica da metáfora dos espaçosintersticiais – são consequências retroalimentadoras da iminência do vazio (não hápassado!) e do abismo (não há futuro!), mensageiros aterradores da desolação pós-histórica que se segue à queda das grandes meta-narrativas constitutivas damodernidade e do sentido de história, mito que “subentendia ao mesmo tempo apossibilidade de um encadeamento ‘objetivo’ dos acontecimentos e das causas, e apossibilidade de um encadeamento narrativo do discurso” (BAUDRILLARD, 1981, p.65). Para Lasch (1983, p. 76), “uma sociedade que teme não ter futuro, muitoprovavelmente dará pouca atenção às necessidades da geração seguinte, e o semprepresente sentido de descontinuidade histórica – o câncer de nossa sociedade –cai, com efeito particularmente devastador, sobre a família”.
  6. 6. NULODIMENSIONALIDADE Inabitável, abismal (Flusser) CYBERSPACE Contexto x Lugar GLOCAL (Trivinho, 2007) Tecnologias do tempo real (Virilio) Convergência dos tempos locais em um tempo único, universal7
  7. 7. CYBERSPACE Contexto x Lugar REDES SOCIAIS DIGITAIS: Bases de apresentação, encontro, convívio COLONIZAÇÃO DO TEMPO REAL (Virilio)8
  8. 8. Tele-existência nas redes sociais:do ser-para-a-morte parao ser-pra-sempre
  9. 9. TEMPO REAL DROMOCRACIA – DROMOAPTIDÃO (Trivinho) ALWAYS ON (Obsoletos desde a origem) LÚDICO: mimicry-agon (Caillois)10
  10. 10. REFERÊNCIASBAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. São Paulo: Relógio D Água, 1981.CAILLOIS, Roger. O jogo e os homens: a máscara e a vertigem. Lisboa: Cotovia, 1990.FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade. São Paulo:Annablume, 2008.GUILLAUME, Marc. Téléspectres. In: Traverses, n. 26, out., 1982, p. 18-28.HEIDEGGER, Martin. Ser e tempo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.LASCH, Christopher. Cultura do narcisismo. Rio de Janeiro: Imago, 1983.PROSS, Harry. Medienforschung. Darmstadt: Carl Habel, 1971.SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Petrópolis, RJ:Vozes, 2011.TRIVINHO, Eugênio. A dromocracia cibercultural: lógica da vida humana na civilizaçãomediática avançada. São Paulo: Paulus, 2007(a).VIRILIO, Paul. Cibermundo: a política do pior. Lisboa: Teorema, 2000.
  11. 11. OBRIGADA! http://sociotramas.wordpress.comCíntia Dal BelloDoutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda da Uninove. Membro da ABCiber e pesquisadora associada do Grupo Sociotramas - Estudos Multitemáticos sobre Redes Sociais. www.cintiadalbello.blogspot.com. pubcintia@yahoo.com.br

×