3ª Unidade Habitus

1.438 visualizações

Publicada em

ery é foda

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.438
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
408
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
53
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

3ª Unidade Habitus

  1. 1. RELAÇÕES ENTRE INDIVÍDUO E SOCIEDADE
  2. 2.  Diferentes análises sobre a constituição da sociedade e a maneira como os indivíduos se relacionam
  3. 3. KARL MARXMarx analisa a sociedade a partir desuas condições e situações sociais, jáque produzem sua existência emgrupo.
  4. 4. COLETIVISMO: A maior parte da história humana foiconstruída a partir dos grupos sociais
  5. 5. Praticamente, não havia a ideia do individualismo: a ideia era viver em grupos devido às necessidades
  6. 6.  Mesmo no capitalismo, a sociedade depende do trabalho em grupo para sobreviver, através da SOLIDARIEDADE ORGÂNICA
  7. 7.  NÓS SEMPRE ESTAMOS PRECISANDO DO TRABALHO DOS OUTROS...NINGUÉM VIVE DE MANEIRA INDEPENDENTE.
  8. 8.  É EXTREMAMENTE DIFÍCIL VIVERMOS DE MANEIRA INDEPENDENTE
  9. 9.  Segundo Marx, a ideia de individualismo só apareceu no início do capitalismo, final da idade média, na época do renascimento e da reforma, a partir do enriquecimento da burguesia...
  10. 10.  MARX DESENVOLVEU A IDEIA DA LUTA DE CLASSES: BURGUESES X TRABALHADORES
  11. 11. Quem impõe as condições de trabalho? Quem impõe o horário? X
  12. 12. Quem é o vendedor Quem é o comprador? X
  13. 13. COMPRADOR DATUA FORÇA DETRABALHO (OU MÃODE OBRA)
  14. 14. VENDEDOR DA FORÇA DE TRABALHO (OU MÃO DE OBRA) X
  15. 15. Quem determina seu salário? Quem tem mais poder? X
  16. 16. Quem se sujeita ao horário, ao salário e às condições? X
  17. 17. Por que se sujeita? X
  18. 18. Porque não possui os meios de produção X
  19. 19. Porque há mais demanda do que oferta de emprego X
  20. 20. ESSA RELAÇÃO É DE IGUALDADE? X
  21. 21.  EMP ESÁR R IOS ( B GUESES) UR E TR ALHADOR AB ES ALMEJAM UM MESMO OB JETIVO (OU FIM): GANHAR DINHEIR . . O QUE O. DIFER ENCIA É A QUANTIDADE: O TR ALHADOR R AB ECEB E
  22. 22.  EMP ESÁR R IOS ( B GUESES) E UR TR ALHADOR AB ES POSSUEM MEIOS DIFER ENTES P A ALCANÇAR SEUS AR OB JETIVOS: O B URGUÊS USA O CAP ITAL P A AR EXP LORAR A MÃO DE OB A DO R TR ALHADOR OU SEJA, EXP AB , LORA –O, POIS P ECISA DA SUA MÃO DE R OB A; R O TR ABALHADOR SUB METE- SE À EXP LORAÇÃO DO B GUÊS, P UR OIS P ECISA DO SALÁR R IO
  23. 23. QUAL É O PAPEL DO ESTADO NA LUTA DE CLASSES?:
  24. 24. MARX E O INDIVIDUALISMO Marx também admitia que o indivíduo construía sua própria história, embora muitas vezes alienado por ideologias.
  25. 25. EXEMPLO: O CONCEITO DE POBREZA Definição de pobreza em Sociologia: Carência material; tipicamente envolvendo as necessidades da vida cotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.
  26. 26. EXEMPLO: O CONCEITO DE POBREZA Segundo a ideologia do consumo, o pobre é aquele que não possui carro novo ou seminovo, mansão, apartamento de luxo, fazenda, casa de praia, não viaja a passeio ou ao exterior, mora em periferia ou em favela, ganha pouco, trabalha como operário, ajudante, servente, etc. O pobre é visto como marginalizado. Se encontra fora dos "prazeres da vida".
  27. 27.  CONCEITO DETURPADO DE POBREZA Segundo o conceito de pobre de nossa época, pobre é quem não tem os bens que um rico possui, nem o seu padrão de vida.
  28. 28. O QUE É SER POBRE? No marxismo, ser pobre é ter carência das necessidades vitais (alimentação, saúde, emprego, habitação sem luxo, educação, etc.).
  29. 29. ISTO É POBREZA
  30. 30. ISTO É POBREZA
  31. 31. ISTO NÃO É POBREZA
  32. 32.  Isso é realmente essencial à subsistência? No capitalismo, se você não possui esse padrão de vida, você é considerado um pobre, um perdedor.
  33. 33.  Isso ocorre porque o sistema econômico impôs de forma persuasiva que tais bens são essenciais para a vida do cidadão. Os trabalhadores incorporam os valores da burguesia e passam a agir como se pobres fossem...
  34. 34.  A VIDA SE LIMITA A ISSO? APENAS TER?
  35. 35.  REVEJA SEUS CONCEITOS SOBRE A VIDA MATERIAL...VALORIZE O QUE VOCÊ TEM...
  36. 36.  NÃO É MAIS RICO O QUE MAIS TEM...É MAIS RICO O QUE MENOS PRECISA
  37. 37. MAX WEBER(1864-1920) WEBERDiferentemente de Durkheim, Weber tem comopreocupação central compreender o indivíduo esuas ações.Por que as pessoas tomam determinadas decisões?Quais são as razões para seus atos?Para Weber, a sociedade não é algo externo e acimadas pessoas, mas é o conjunto das ações dosindivíduos e de suas motivações.
  38. 38.  Para Weber, não existe oposição entre indivíduo e sociedade: as normas sociais só se tornam concretas quando se manifestam em cada indivíduo sob a forma de motivação. Cada sujeito age levado por um motivo que é dado pela tradição, por interesses racionais ou pela emotividade.
  39. 39. A IDEIA DE AÇÃO SOCIAL É a ação racional em que o indivíduo orienta-se por princípios, convicções ou valores, levando em conta a sua fidelidade aos mesmos, os quais são inspiradores de sua conduta.
  40. 40. AÇÃO SOCIAL É o ato de se comunicar, relacionar, tendo alguma orientação quanto as ações dos outros (indivíduo, grupo, etc.).
  41. 41. AÇÃO SOCIAL NÃO É AÇÃO HOMOGÊNEA Exemplo do guarda-chuva: não usamos por causa dos outros, mas por causa da chuva.
  42. 42. OU INFLUENCIADA COMO NOS CASOS DE AGLOMERAÇÕES EVENTUAIS
  43. 43. TIPOS DE AÇÕES SOCIAIS 1-AÇÃO TRADICIONAL 2-AÇÃO AFETIVA 3-AÇÃO RACIONAL COM RELAÇÃO A VALORES 4-AÇÃO RACIONAL COM RELAÇÃO A FINS OU OBJETIVOS
  44. 44. 1-AÇÃO TRADICIONAL Costumes, tradições, hábitos, crenças, etc.
  45. 45.  -Entre os estudantes de classe média e alta, é tradicional cursar uma faculdade simplesmente porque isso é o que se espera que um jovem dessas classes sociais faça.
  46. 46.  Entre as jovens de classe média, também é tradicional celebrar com uma grande festa os 15 anos. Gasta- se pequenas fortunas simplesmente porque é tradição.
  47. 47. 2-AÇÃO AFETIVA
  48. 48. 3-AÇÃO RACIONAL COM RELAÇÃO A VALORES
  49. 49. 4-AÇÃO RACIONAL COM RELAÇÃO A FINS OU OBJETIVOS
  50. 50. NORBERT ELIAS (1897-1990) Não admitia a ideia da separação entre indivíduo e sociedade, pois estão entrelaçados. Tudo deve ser entendido segundo o contexto, caso contrário, perde-se a dinâmica da realidade.
  51. 51. SOCIEDADE DOS INDIVÍDUOSA sociedade nada mais é do que umaporção de pessoas juntas.Nem a sociedade nemo indivíduo existem semo outro.
  52. 52. INTERDEPENDÊNCIATodos nós estamos presos nacadeia social; vivemos nadependência funcional de outras;somos um elo nas cadeias queligam outras pessoas, assim comotodas as demais, direta ouindiretamente;
  53. 53. Elias criou o conceito de Configuração ou Figuração Somos elos em cadeias de dependências invisíveis, que são variáveis e mutáveis. Essa rede de funções chamamos de Sociedade
  54. 54. Estamos unidos uns aos outros pormaneiras específicas de subordinação;a dinâmica social é marcada pelaconstante tensão em busca deequilíbrio
  55. 55. Como técnico, a quem você estará subordinado?
  56. 56. HABITUS (Maneira de ser) Estrutura mental pela qual as pessoas adquirem suas diversas posições e comportamentos. O Habitus funciona como uma força conservadora no interior da ordem social
  57. 57.  Habitus é o produto da internalização, pelo individuo, das condições históricas e sociais realizadas ao longo de sua trajetória pessoal e social.
  58. 58. O SER HUMANO É PRODUTO DO MEIO ONDE VIVE
  59. 59.  "Eu sou filho de uma mulher que nasceu analfabeta."
  60. 60.  É uma crise causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada" - Em 2009, ao premier britânico, Gordon Brown.
  61. 61.  Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele" -
  62. 62.  Eu estava no Guarujá, caiu uma chuva na quinta-feira, que eu pensei que ia encher o mar. Eu falei: tudo bem, quando o rio transborda, a água vai para o mar. Primeiro, passa na casa das pessoas que moram na periferia, depois ela vai para o mar. Eu falei: se o mar encher, vai para onde?
  63. 63.  Tem que fazer uma reza profunda para que a gente deixe o pessimismo no banheiro, dê descarga nele logo cedo e saia pensando em coisas boas" - Em discurso em outubro de 2005, no Rio, para agentes de viagem, referindo-se ao pessimismo.
  64. 64.  "Muita gente acha que a Dilma é dura. Nem todo mundo é obrigado a ficar se arreganhando para todo mundo. A Dilma é o que ela é" - Em abril de 2010.Críticas à imprensa
  65. 65. ORIGEM A palavra habitus originou-se da filosofia escolástica, para designar “uma qualidade estável e difícil de ser removida, que tinha por finalidade facilitar as ações dos indivíduos”
  66. 66. TUDO TEM SEU LADO BOM E RUIM O HABITUS, em geral, não significa ser ruim ou reprovável......é necessário para garantir a ordem na sociedade (ex: laços e hierarquia familiar, escolar, empresarial, militar, religiosa, etc.).
  67. 67. HABITUS PRIMÁRIOaquele transmitido de maneira implícita,inconsciente, pela educação familiar,escolar, religiosa, etc.
  68. 68.  O habitus secundário: é uma ampliação do universo de vida, é um habitus individual conforme vamos agregando as experiências de vida
  69. 69. HABITUS E AS ESCOLHAS NOSSA S ESCOLHA S DEPENDEM TA MBÉM DA ESTRUTURA DA SOCIEDA DE E DA NA TUREZA DA S FUNÇÕES QUE A S PESSOA S EX ERCEM DENTRO DELA .
  70. 70. A CONDUTA DO INDIVÍDUO DENTRO DAS ESTRUTURAS SOCIAISAs condições de existência são fatoresAs condições de existência são fatores que geralmente influenciam em nossas escolhas
  71. 71. Alcides: rompeu a barreira de sua condição de existência
  72. 72. MILTON SANTOS Rompeu com a tradição e a visão pobre da vida...a preguiça, o comodismo, a acomodação e a aceitação passiva por ter nascido pobre.
  73. 73. DOMINAÇÃO SIMBÓLICA: DEFINIÇÃO GERAL É a atitude voltada para controlar ou subjugar outras pessoas, através de condutas de intimidação, manipulação, ameaça, humilhação e isolamento ou qualquer conduta que prejudique a saúde psicológica, autodeterminação ou desenvolvimento de uma pessoa.
  74. 74. DEFINIÇÃO DO PONTO DE VISTA ECONÔMICO É o processo pelo qual a classe que domina economicamente impõe sua cultura aos dominados.
  75. 75.  As relações de dominação estão muitas vezes tão arraigadas ao corpo social que parecem naturais, através da ordem estabelecida, dos privilégios, tradições e injustiças. “As coisas são como são”,
  76. 76.  Sarkozy e Carla Bruni
  77. 77.  Essa dominação simbólica (seja ela de etnia, de gênero, de cultura,de língua etc.) ocorre através dos esquemas de percepção, avaliação e ação já fundamentados na consciência coletiva...
  78. 78.  Estão aquém das decisões da consciência e dos controles da vontade, uma relação de conhecimento profundamente obscura a ela mesma.
  79. 79.  Em seu livro, “A Dominação Masculina”, Bourdieu investiga a questão da submissão feminina e as formas de dominação masculina e respaldadas por instituições como Escola, Família, Empresas, Igreja e Estado.
  80. 80.  As imposições da moda e o bombardeio midiático fazem com que homens e mulheres, sobretudo elas, persigam um padrão de beleza inexistente. A indústria da moda e da beleza é mais cruel com as mulheres. E as mulheres cruéis consigo mesmas, gerando a sensação freqüente de angústia e frustração.

×