Bruno Azevêdo,
Escritor de Pulp Fiction
Charles Dall’Agnol - Me.
charlesf.d@hotmail.com
O que é pulp fiction?
- “Describe what Marsellus
Wallace look like”

1.Contexto histórico
2. Estilo
1. o mundo é um bicho teórico
Nunca tive medo de nada.
Nem de deus.
Deus é um cara que se você não tem medo
perde a serven...
Uma vez perdi um dente numa briga, mas era de leite.
A gente lembra de cada coisa besta quando tá se cagando
de medo.
Se b...
03. já reparam como todas as mulheres do rei morreram de câncer?
(...)

“O corno, já sacaram o bregueiros, é público.
Acho...
669: SURUBA SEGUIDA DE
MORTE CAPÍTULO 01:
ESQUADRÃO RELÂMPAGO
TEORIA PULP
- “Oh! Man, I shot Marvin
in the face!”
• McCRACKEN, Scott. Pulp: reading
popular fiction. 1998. “Popular fict...
LITERATURA DE MASSA ERUDITA
-“Why do we feel it’s necessary to talk about bullshit
in order to feel confortable?”

* Liter...
Bruno azevedo, escritor de pulp fiction brasileira. 8 de novembro, 2013
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  • GOULART, Ron. Cheap Thrills. 1972. “O período mais importante do pulp foi 1920-1940. O pulp é responsável pelo surgimento do detive particular, do vingador mascarado (para “criadores do super-homem leitores de pulp”, cf. Homens do Amanha, de Gerard Jones, e As Incríveis Aventuras de Kavalier & Clay  M. Chabon), e..........; Revistas de ficção feitas com papel barateado. Frank A. Munsey, 2 de dezembro de 1882, 1ª Golden Argosy. Antes da imprensa à vapor e da compleição da malha ferroviária, impressão e distribuição de obras à preço baixo era impossível; O pulp tributário do desenvolvimento tecnológico.” O fato de B. Azevêdo divulgar seu trabalho em grande parte pela internet.
    pulpmags.org. “pode ser enquadrado na literatura de gênero, com escrita rápida e focada no enredo e menos em epifanias, por exemplo. Pegar “Zen e Arte da Escrita” na pág. 31.Os pulps mais populares eram os de detetive (gênero usado no Breganejo Blues), mas restringir o pulp à eles é ignorar mais da metade dos gêneros publicados nas pulp magazines.
    Era normal os escritores assinarem contrato do tipo “centavo por palavra”., “você me escreve aí tantas mil ou tantas milhões de palavras”. Outra coisa é quanto à materialidade que deu nome à literatura.
  • SMM na introdução do Ficção de Polpa 2: ao serem desafiados a escrever um conto de gênero, “os escritores parecem se sentir obrigados a abraçar suas pretensões autorais por inteiro ou descartá-las por completo em nome do escapismo – e não há necessidade nem de um nem de outro.’
  • É entretenimento e tem literariedade. Ao contrário dos pulps do passado, aqui não precisamos ignorar, abstrair, superar os estereótipos da prosa e do enredo e da estrutura para ter prazer na leitura. (1. Falar do enredo BBlues. Falar da leitura a partir de Barthes, em O Prazer da Leitura: “o prazer não é elemento, não é um resíduo ingênuo, não depende de uma lógica do entendimento ou da sensação; é uma deriva, algo ao mesmo tempo revolucionário e associal e não pode ser resumido a nenhuma coletividade, nenhuma mentalidade, por nenhum idioleto” e a partir de Bloom, que entrar em contradição no seu Como e Por Que Ler, pq diz que não se pode
  • O que acontece quando se mistura pornografia com power rangers?
    Trabalhar o Pop Porn; a “refunconalização dos gêneros” dos formalistas russos, como exposta Linda Hutcheon em “uma teoria da paródia”, pág. 27,
  • Ler as 3 cit 1º. Falar da Discordância minha com os dois primeiros. Com M: não é assim com a produção pós-moderna de pulp fiction. o melhor lugar pra ler pulp fiction é trem. Metáfora da viagem do leitor que não está mais no mesmo lugar quando a leitura termina. Literatura de rodoviária. Com B: os escritores hj fazem aquele jogo com a linguagem que confere valor a uma obra, valor literário, valor sério. Nenhum dos dois fala de revisitações do gênero pulp, falam só dos pulps originários, falam só dos velhos. Não que eu não recomende a lietura dos velhos, eu até queria ler um Sombra, uma edição da Amazing Stories.
    Mas com C não. C é perfeito. Tem um assonância com a teoria do Iser, “a forma é artística, a leitura, estética.”
  • “o Breganejo foi feito pra ficar na estante junto com os Texs das pessoas, mas, tendo esta identificação sido eficaz, ser capaz de carregar uma bomba que talvez o Tex não carregue. É um ato de traição!” = a teoria da paródia como elaborada por Linda Huctheo, a “refunconalização dos gêneros” dos formalistas russos. Bruno A. é pulp fiction pós-moderno, escrito libertando-se da opressão da mão morta do passado! Não é o único jeito de se revisitar a pulp fiction, mas o bruno em Breganejo realmente acertou em cheio.
    Ler citações do Paulo Neves.
  • Bruno azevedo, escritor de pulp fiction brasileira. 8 de novembro, 2013

    1. 1. Bruno Azevêdo, Escritor de Pulp Fiction Charles Dall’Agnol - Me. charlesf.d@hotmail.com
    2. 2. O que é pulp fiction? - “Describe what Marsellus Wallace look like” 1.Contexto histórico 2. Estilo
    3. 3. 1. o mundo é um bicho teórico Nunca tive medo de nada. Nem de deus. Deus é um cara que se você não tem medo perde a serventia. ... Do diabo também não. Como eu posso ter medo do segundo em comando? De jeito nenhum. Foda é como eu vou explicar na minha biografia que tô me cagando agora. Se um dia puder escrevê-la, claro. Ainda bem que não se ameaça ninguém com uma faca na boca. Imagina se fosse faca! É um trezoitão mesmo. Aquela porra que dá a mira machuca o céu da boca. Não quero perder nenhum dente. Custa caro.
    4. 4. Uma vez perdi um dente numa briga, mas era de leite. A gente lembra de cada coisa besta quando tá se cagando de medo. Se bem que essa é minha primeira vez. O mundo é bicho teórico: “Se um cara pisar no meu pé eu piso no dele.” Isso e aquilo e aquilo outro. Na hora do vamovê vai tudo pro saco. Disse pro cara que não tinha nada a ver com isso. Não sabia de nada. Sou só um taxista. HPO 9875 Faço bico, sabe, pra corno. Na maioria das vezes nem cobro. Tenho uma identificação com cornos. O cara me paga uma cerveja, a gente chora junto e ele finge que não me conhece quando me olha na rua. Não tenho nada arquivado. Nem do seu caso, respondo.
    5. 5. 03. já reparam como todas as mulheres do rei morreram de câncer? (...) “O corno, já sacaram o bregueiros, é público. Acho que o corno, essa figura infeliz, é uma coisa que só a gente tem. Música de corno, assim... como gênero, acho que só tem no Brasil. Só no Brasil mesmo que alguém pode sustentar uma carreira inteira nos próprios chifres. Ou no dos outros. O chifre é o cabide do sucesso. O Chico sacou isso: Chico Buarque é corno puro. Pra mim Chico Buarque e Julio Nascimento são farinha do mesmo saco. Cachaça da mesma cana. Tudo corno! Eu falo isso e neguinho fico puto. Não gostam de ouvir essas coisas. Falar da própria desgraça tudo bem, mas admitir que Chico Buarque faz música de corno, nunca! Roberto Carlos é outro galhudo. Já repararam que todas as mulheres do Rei morreram de câncer? Só a Miriam Rios escapou, porque escapou do Rei antes. O pau do Roberto Carlos é cancerígeno ou ele confunde e come as mulheres com a perna de pau que dizem que ele usa porque perdeu a que tinha num acidente de trem. A Miriam Rios qualquer dia aparece aí com um tumorzinho. Ninguém vai dar a mínima. Câncer só serve quando se tá no auge, depois é doença. (BREGANEJO BLUES: uma novela trezoitão. Pitomba: São Luís, 2009.)
    6. 6. 669: SURUBA SEGUIDA DE MORTE CAPÍTULO 01: ESQUADRÃO RELÂMPAGO
    7. 7. TEORIA PULP - “Oh! Man, I shot Marvin in the face!” • McCRACKEN, Scott. Pulp: reading popular fiction. 1998. “Popular fiction has the capacity to provide us with a workable, if temporary, sense o self.” • BLOOM, Clive. Cult Fiction: popular reading and pulp theory. 1996. A legitimidade do pulp é proporcional à sua ilegitimidade como arte séria. • CHABON, Michael. Maps and Legends: reading and writing along the borderlands. 2009. “I would like to propose expanding our definition of entertainment to encompass everything pleasurable that arises from the encounter of an attentive mind with a page of literature.”
    8. 8. LITERATURA DE MASSA ERUDITA -“Why do we feel it’s necessary to talk about bullshit in order to feel confortable?” * Literatura trivial + literatura de proposta (ECO) * Não existe oposto de literatura popular * “Esse negócio de alta literatura é boferagem, né?” * Sinclar Lewis (1885-1951) prêmio Nobel de 1930 * O pulp no clássico * Leitora Virginia Woolf

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