Epicondilite Lateral,STC e LMR - 3o Ano

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Epicondilite Lateral,STC e LMR - 3o Ano

  1. 1. EPICONDILITE LATERAL<br />Dr Carlos Andrade<br />R2 Denis Cabral<br />
  2. 2. INTRODUÇÃO<br />Epicondilite lateral ou cotovelo de tenista acontece quando o epicôndilo lateral se torna dolorido e sensível.<br />O típico paciente com epicondilite lateral tem entre 35 e 50 anos.  Eles relatam o aparecimento gradual de dor na lateral do cotovelo durante a extensão do punho.<br />
  3. 3. INTRODUÇÃO<br />A epicondilite lateral é um processo inflamatório que surge no local de origem dos tendões da musculatura do antebraço, atingindo principalmente o músculo extensor radial curto do carpo.<br />
  4. 4. COMO OCORRE?<br />&quot;Cotovelo de Tenista&quot; resulta do excesso do uso dos músculos extensores do punho e da mão. Quando esses músculos são usados em excesso, os tendões são repetidamente puxados com força no ponto de inserção, o epicôndilo lateral. Como resultado, o tendão se inflama.Repetidas e minúsculas rupturas no tecido do tendão causam dor. Entre as atividades que podem causar &quot;Cotovelo de Tenista&quot; estão: tênis e outros esportes com raquete, carpintaria, trabalho em máquinas, datilografia e tricô.<br />
  5. 5. SINTOMAS<br />• Dor ou sensibilidade na parte externa do cotovelo. • Dor ao estender o punho ou a mão.• Aumento da dor ao levantar objetos pesados. • Dor durante a flexão de dedos, ao pegar um objeto, ao cumprimentar com aperto de mão ou girar a maçaneta da porta.• Dor que origina no cotovelo e desce até o antebraço ou sobe para o braço. <br />
  6. 6. DIAGNÓSTICO<br />
  7. 7.
  8. 8. DIAGNÓSTICO<br />RM do cotovelo, no plano coronal, em três sequências diferentes.Espessamento heterogêneo da porção proximal do tendão extensor comum, podendo haver pequenas rupturas parciais. Edema de partes moles superficiais adjacentes (setas).<br />
  9. 9. Tendinopatia crônica do comum do extensores (&quot;epicondilite lateral&quot;) em paciente de 39 anos, do sexo feminino, praticante de musculação, com dor há 1 ano.<br />
  10. 10. TRATAMENTO<br />O tratamento inclui:• Compressas de gelo sobre o cotovelo por 8 minutos, seguido de 3 minutos sem gelo. Repetir esse ciclo até completar 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça. • Fazer massagens com gelo, por 5 a 10 minutos.• Fisioterapia.<br />
  11. 11.
  12. 12. TRATAMENTO<br />• Uso de medicamento antiinflamatório, por 4 ou 5 semanas.• Uso de uma tira, que é enrolada em volta do antebraço abaixo do cotovelo, agindo como um novo campo de conexão para os músculos do antebraço, evitando que eles puxem o epicôndilo dolorido.• Em casos severos, cirurgia poderá ser recomendada.<br />
  13. 13. PREVENÇÃO<br /> • Realizar a atividade da forma apropriada e com os acessórios adequados,• Aquecer antes e depois de jogar tênis ou praticar atividades, que envolvam os músculos do braço e do cotovelo. • Compressa de gelo no cotovelo após exercício ou trabalho.Em atividades relacionadas ao trabalho, é importante adotar uma postura correta e garantirque a posição dos braços, durante o trabalho, não causem excesso de uso do seu cotovelo ou músculos do braço. <br />
  14. 14. SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO<br />
  15. 15. INTRODUÇÃO<br />A síndrome do túnel do carpo é causada por pressão sobre o nervo mediano, no punho. O nervo mediano proporciona sensibilidade à face palmar do polegar, ao polegar, dedo indicador, dedo médio e à face palmar do dedo anular.<br />
  16. 16. INTRODUÇÃO<br />A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres de 30 a 60 anos, mas acomete também homens de todas as faixas etárias, sendo associada à gravidez, à síndrome pré-menstrual (TPM) e à menopausa.<br />É provável que esteja relacionada a alterações hormonais, que causam retenção de líquidos e inchaço dos tecidos. Há também outras condições associadas à síndrome do túnel do carpo, como a artrite reumatóide, insuficiência renal, diabetes melito, acromegalia, hipotireoidismo, mieloma múltiplo, obesidade, tuberculose recente, infecção fúngica e hipertensão.<br />
  17. 17. SINTOMAS<br />fraqueza em uma ou em ambas as mãos <br />entorpecimento ou formigamento no polegar e nos dois ou três dedos seguintes de uma ou de ambas as mãos. <br />entorpecimento ou formigamento na palma da mão <br />dor articular (dor no punho) em uma ou em ambas as mãos <br />dificuldade de realizar movimentos precisos com os dedos, com uma ou com ambas as mãos <br />fraqueza para agarrar, dificuldade para colocar o polegar sobre a palma, juntando-o aos outros dedos (oposição ao polegar)<br />
  18. 18. DIAGNÓSTICO<br />O exame físico revela sensibilidade reduzida na palma da mão, polegar, dedo indicador, dedo médio e na superfície radial do dedo anular. Há diminuição da força na mão<br />Sinal de Tinel<br />Sinal de Phalen<br />
  19. 19. Sinal de Tinel<br />
  20. 20. Sinal de Phalen<br />
  21. 21. DIAGNÓSTICO<br />A eletromiografia pode mostrar a diminuição da condução nervosa no punho<br />
  22. 22. TRATAMENTO<br />CONSERVADOR <br />CIRÚRGICO<br />
  23. 23.
  24. 24.
  25. 25.
  26. 26.
  27. 27. SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR<br />
  28. 28. INTRODUÇÃO<br />“ Uma síndrome dolorosa do ombro, de natureza microtraumática e degenerativa, acompanhada, ou não, pela perda de forças e caracterizada por tendinite do manguito rotador. Pode haver ruptura parcial ou total de um ou mais tendões dependendo da fase clínica da doença. O tendão do músculo supra-espinhal é o local de início da patologia, praticamente em todos os casos.” ( Godinho)<br />
  29. 29. INTRODUÇÃO<br /> – Músculo infra-espinhal - faz a adução do braço e é fraco rotador lateral e flexor.<br /> – Músculo supra-espinhal - gira lateralmente, faz abdução (parte posterior), adução (parte inferior).<br /> – Músculo redondo menor - gira lateral e faz adução do braço.<br /> – Músculo subescapular - faz giro medial do braço, flexão e extensão do braço, adução e abdução.<br />
  30. 30.
  31. 31.
  32. 32. INTRODUÇÃO<br /> • É uma síndrome dolorosa do ombro acompanhada por alteração na mobilidade local, sendo caracterizada por uma tendinite, geralmente, do tendão do supra-espinhoso e bursasubacromial, com lesão parcial ou total deste ou de outros tendões.<br /> • Freqüência maior acima de 40 anos.<br /> • Etiologia Traumática e Degenerativa.<br /> • Sabe-se que o impacto causando atrito e posterior degeneração ocorre durante a elevação anterior do braço, ocorrendo contra superfície inferior do acrômio.<br />
  33. 33. CLASSIFICAÇÃO<br />Neerdescreveu as três fases clínicas:<br /> - Fase I: abaixo dos 25 anos, ocorrendo dor aguda após esforço prolongado. Nesta fase há edema e hemorragia em nível de bursas e tendões;<br /> - Fase II: entre 25 e 40 anos de idade e já começa fibrose e espessamento da bursasubacromial, além da tendinite. Paciente queixa de dor noturna e após atividades. Pode ocorrer ruptura parcial do manguito rotador;<br /> - Fase III: acima dos 40 anos. Paciente apresenta dor contínua com perda da força de mobilização devido à ruptura completa de um ou vários tendões.<br />
  34. 34. MECANISMOS<br />Extrínsecos: são forças que atuam fora do manguito rotador. Incluem as características estruturais do espaço subacromial, como o formato e o tamanho do acrômio. Outros fatores mecânicos são os osteófitosacrômioclavicular e esporão ósseo no acrômio.<br /> • Intrínsecos: são alterações inflamatórias dentro do manguito.<br />
  35. 35. BIOMECÂNICA DA LESÃO<br />A teoria do choque sugere que um fator genético diminui o espaço entre o acrômio e a cabeça do úmero, fazendo com que o manguito e a bolsa sinovial sejam apertados entre o acrômio, ligamento acrômioclavicular e cabeça do úmero quando o braço é elevado causando irritação e desgaste.<br /> • Outra Teoria propõe que o fator principal é a inflamação do tendão do supra-espinhoso causado pelo estiramento repetitivo da unidade músculotendinosa. Quando os tendões do manguito rotador se tornam fracos deixam de executar sua função e resultam em choques podendo levar a ruptura do manguito rotador.<br />
  36. 36.
  37. 37. DIAGNÓSTICO<br />CLÍNICO<br />EXAMES DE IMAGEM<br />
  38. 38. TESTE DE NEER<br />Faz-se a elevação passiva do membro acometido com extensão do cotovelo e pronação do antebraço, provocando o choque da inserção do supra-espinal contra a borda ântero-inferior do acrômio.<br />
  39. 39. TESTE DE JOBE<br />Teste exclusivo para avaliação do músculo supra-espinal, sua positividade fornece o diagnóstico da rotura com 90% de chance de acerto.<br />É realizado com o paciente de pé, membros superiores em abdução no plano frontal e anteflexão de 30 graus, alinhando o eixo longitudinal do braço com o eixo de movimentos da articulação glenoumeral.<br />
  40. 40. TESTE DE PATTE<br />Exclusivo para avaliação do infra-espinal, é feito com o paciente de pé, membro superior abduzido 90 graus no plano frontal e cotovelo fletido 90 graus. Solicita-se ao paciente que resista à força de rotação interna feita pelo examinador.<br />
  41. 41. TESTE DE GUERBER<br /> Específico para a pesquisa de rotura do tendão subescapular. É feito com o paciente de pé, dorso da mão localizada na região lombar, em nível de L3. Pede-se que ele afaste a mão do dorso, numa atitude de rotação interna ativa máxima. A incapacidade de realizar o gesto, estará ligada a uma provável rotura do tendão do músculo subescapular, muitas vezes associada a uma luxação do tendão da cabeça longa do bíceps. <br />
  42. 42. EXAMES DE IMAGEM<br />RAIO-X:<br /> Nas Fases I e II, a radiografia simples não evidencia sinais específicos, mas sim alterações que possam estar relacionadas como fatores predisponentes ou agravantes. A existência da imagem radiográfica de um esporão subacromial não implica necessariamente em diagnóstico da síndrome do impacto e muito menos é indicativo da necessidade do tratamento cirúrgico <br /> Na Fase III, existem, geralmente, achados radiográficos característicos, como os cistos subcondrais, a esclerose óssea, esporões na borda acromial e o pinçamento do espaço subacromial, encontrado nas roturas maciças e antigas e caracterizado pela redução da distância normal entre a superfície da cabeça umeral e o acrômio que é de 7mm no ombro normal.<br />
  43. 43. Grande esporão ósseo na borda ântero-inferior do acrômio<br />
  44. 44. Pinçamento do espaço subacromial com redução da distância normal (7mm) entre o acrômio e a cabeça umeral, indicando lesão maciça, antiga, do manguito rotador. Mau prognóstico para tratamento cirúrgico ou conservador<br />
  45. 45. EXAMES DE IMAGEM<br />RM parcial do manguito rotador com lesão do<br />tendão do supra-espinhoso<br />
  46. 46. TRATAMENTO<br />A Fase I da síndrome do impacto é de tratamento exclusivamente conservador e fundamentado no uso de antiinflamatórios não-esteróides, aplicação local de bolsas de gelo por períodos de 30 minutos intercalados, enquanto estiver presente a dor. Recomenda-se repouso do membro em tipóia.<br />
  47. 47. TRATAMENTO<br />A Fase II responde satisfatoriamente, em 70% dos casos, ao tratamento conservador que tem por base o uso de antiinflamatórios não-esteroidais e fisioterapia.<br />Recomenda-se, em geral, um período de três a seis meses de tratamento conservador, antes de se optar pela cirurgia, naqueles casos em que não se obtiver sucesso.<br />
  48. 48. TRATAMENTO<br /> Fase III caracteriza-se pela completa rotura do manguito rotador e, como tal, em princípio, é de tratamento cirúrgico. A indicação da cirurgia deve ser norteada pelos seguintes aspectos:<br /> <br />Idade: a opção é formal, para pacientes com idades inferiores a 60 anos, o que se explica pelo potencial de recuperação tecidual e pelo fato de estarem tais pacientes em plena atividade produtiva, sendo com freqüência praticantes de atividades esportivas. <br />Em pacientes com mais de 70 anos a indicação cirúrgica é a exceção, porque em geral não preenchem os quesitos acima expostos, exceto se a idade fisiológica corresponde a um perfil de idade cronológica mais baixa, se são praticantes habituais de esportes, se estão suficientemente motivados para se submeterem a um procedimento que demanda longo período de reabilitação pós-cirúrgica (3 a 6 meses).   <br />Na faixa etária entre 60 e 70 anos a indicação é relativa, pelos mesmos critérios gerais expostos. A decisão deve partir de uma adequada avaliação do médico e paciente quanto à relação custo-benefício. <br />

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