PRINCIPIO VITAL
Seres Orgânicos e Inorgânicos - Princípio Vital Todos os corpos, minerais, vegetais, animados ou inanimados, sólidos, líqu...
Seres Inorgânicos <ul><li>Seres inorgânicos são todos aqueles que não possuem vitalidade, nem movimentos próprios, sendo f...
Seres Orgânicos <ul><li>Os seres orgânicos são os que trazem em si mesmos uma fonte de atividade íntima que lhes dá a vida...
Princípio Vital <ul><li>O princípio vital é a força motriz dos corpos orgânicos (LE, perg. 67a). É um dos elementos necess...
<ul><li>Para se ter uma idéia de como o Fluido Universal pode apresentar formas diferenciadas, basta compará-lo aos sons e...
A Vida e a Morte <ul><li>A Vida:  </li></ul><ul><li>Qual a causa da animalização da matéria? –  </li></ul><ul><li>Sua uniã...
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CONDIÇÕES DA PRECE <ul><li>Jesus Cristo fez entender claramente que, quando alguém ora, não é preciso colocar-se em evidên...
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EFICÁCIA DA PRECE <ul><li>Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que pelo fato de Deus conhecer as ne...
<ul><li>Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são consequências de falhas e deslizes ...
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<ul><li>Assim, deve-se notar o fato de o publicano ter pronunciado reduzido número de palavras e, no entanto, sua prece fo...
BIBLIOGRAFIA <ul><li>Livro dos Espíritos </li></ul><ul><li>Evangelho Segundo o Espiritismo </li></ul>
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Primeiro Módulo - Aula 5 - Principio vital

  1. 1. PRINCIPIO VITAL
  2. 2. Seres Orgânicos e Inorgânicos - Princípio Vital Todos os corpos, minerais, vegetais, animados ou inanimados, sólidos, líquidos ou gasosos, por mais infinita que seja a sua variedade, podem ser classificados em dois grandes grupos: seres inorgânicos e seres orgânicos.
  3. 3. Seres Inorgânicos <ul><li>Seres inorgânicos são todos aqueles que não possuem vitalidade, nem movimentos próprios, sendo formados apenas pela agregação da matéria: os minerais, a água, o ar, etc... (LE - 1º. Cap. IV - ítem - intr.). </li></ul><ul><li>A partir das transformações do Fluido Universal surgem os elementos materiais que, sob determinadas condições e circunstâncias, vão propiciar a formação dos corpos no mundo material. Eles compõem os elementos encontrados na Natureza e classificados pela Química na Tabela Periódica dos Elementos. </li></ul><ul><li>Os corpos inorgânicos são compostos por uma força de atração, subordinada qualitativa e quantitativamente a leis estabelecidas pela Química e pela Física, as quais governam a estabilidade da agregação de seus elementos. </li></ul>
  4. 4. Seres Orgânicos <ul><li>Os seres orgânicos são os que trazem em si mesmos uma fonte de atividade íntima que lhes dá a vida: nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. </li></ul><ul><li>São providos de órgãos especiais para a realização dos diferentes atos da vida e apropriados às necessidades da própria conservação. Compreendem os homens, os animais e as plantas. (LE - Livro 1º. - Cap. IV - ítem i - Intr.), cuja escala ascendente inicia-se nos microorganismos, virus, bactérias e gérmens. </li></ul><ul><li>Na sua formação não entra nenhum corpo ou elemento especial que não seja encontrado nos seres inorgânicos, e isto porque há uma cadeia evolutiva envolvendo a criação divina. Todos os elos dessa cadeia têm um ponto em comum com o elo precedente. </li></ul><ul><li>A diferença primordial e essencial entre os seres inorgânicos e os orgânicos, é que nos seres orgânicos constata-se a presença do princípio vital que se une à matéria inorgânica, animalizando-a. </li></ul>
  5. 5. Princípio Vital <ul><li>O princípio vital é a força motriz dos corpos orgânicos (LE, perg. 67a). É um dos elementos necessários à constituição do universo, mas tem a sua fonte nas modificações da matéria universal (LE, perg.64). </li></ul><ul><li>Tomando como exemplo a fórmula: CARBONO + HIDROGÊNIO + NITROGÊNIO, tem-se como resultado uma substância inorgânica qualquer. Mas se essa fórmula tiver condições adequadas para assimilar o princípio vital, haverá uma modificação na sua estrutura molecular resultando, ao invés de uma molécula mineral, o surgimento de uma célula orgânica. </li></ul><ul><li>O Princípio Vital é o mesmo para todos os seres orgânicos, porém, sensivelmente modificado segundo as espécies (LE, perg. 66). </li></ul><ul><li>São sutis ajustes da mesma natureza dos que ocorrem no Fluido Universal, que se estendem também ao princípio vital, de modo a tipificar cada elemento ou cada célula dos seres orgânicos. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Para se ter uma idéia de como o Fluido Universal pode apresentar formas diferenciadas, basta compará-lo aos sons emitidos por um piano. </li></ul><ul><li>Ao se dedilhar as teclas, todos os sons da escala não passam de vibrações emitidas pelas cordas. Contudo, eles se diferenciam sensivelmente uns dos outros, sem se confundirem. </li></ul><ul><li>E mais: esses mesmos sons, emitidos por outro instrumento, podem até serem uníssonos, apresentando as mesmas frequências. Novamente, porém, mantém-se uma sutil assintonia, um timbre que permite identificar uma e outra fonte emissora. E ainda aqui, tais sons não se confundem continuam diferenciados. </li></ul>
  7. 7. A Vida e a Morte <ul><li>A Vida: </li></ul><ul><li>Qual a causa da animalização da matéria? – </li></ul><ul><li>Sua união com o Princípio Vital (LE, perg. 62). </li></ul><ul><li>Ao mesmo tempo que o princípio vital atua sobre a matéria e por ela se deixa viabilizar, a matéria, por sua vez, também assimila e reage sobre este; ambos repercutem magneticamente um sobre o outro, em igualdade de sintonia e intensidade. </li></ul><ul><li>Vale dizer que, se de um lado ele impulsiona os órgãos deste corpo, ao mesmo tempo se desenvolve por força dessa ação. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A Morte: </li></ul><ul><li>A causa da morte nos seres orgânicos é a exaustão dos órgãos (LE, perg. 68). </li></ul><ul><li>Isto ocorre quando a relação biunívoca entre o princípio vital e a matéria se quebra, cessando a harmonia. </li></ul><ul><li>A Química consegue fazer a análise (decomposição) e a síntese (recomposição) da grande maioria dos corpos inorgânicos e orgânicos. Contudo, ela jamais conseguiu nem conseguirá reconstruir um ser vivente, porque o princípio vital se esvai do ser orgânico fenecido. </li></ul><ul><li>No organismo morto, seja vegetal, seja animal, está extinto o principio vital; a centelha divina criadora da vida, nele não mais existe. </li></ul><ul><li>É por isso que a Química não consegue reconstituir os elementos formativos dos corpos orgânicos porque, não existindo a causa, não lhe é possível reproduzir o efeito. Sobrevém então a morte e a matéria inerte se decompõe, retornando à suas origens, no aguardo de uma nova oportunidade para formar outros organismos. </li></ul>
  9. 9. INSTINTO E INTELIGÊNCIA <ul><li>Ao classificar os seres, segundo o grau de evolução, podemos fazer a seguinte distinção: </li></ul><ul><li>1 - os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; </li></ul><ul><li>2 - os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; </li></ul><ul><li>3 - os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade, e tendo ainda um princípio inteligente que os leva a pensar (LE, perg. 71) </li></ul>
  10. 10. INSTINTO <ul><li>No primeiro caso, os corpos brutos não possuem nenhuma manifestação de vitalidade ou de inteligência. Caracterizam-se pela inércia. </li></ul><ul><li>No segundo, os seres vivos, embora não considerados seres inteligentes, já manifestaram um início de inteligência ainda rudimentar, que seria o instinto. </li></ul><ul><li>Pode-se afirmar, com efeito, que o instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às sua necessidades (LE, perg. 73). </li></ul><ul><li>É difícil assinalar onde acaba um e começa o outro, porque eles frequentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência (LE, perg. 74) </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O instinto compreende um conjunto de atos involuntários e inconscientes. </li></ul><ul><li>Todo ato maquinal é instintivo, enquanto inteligência revela-se por atos voluntários, refletidos e premeditados, segundo as circunstâncias. Já os atos intintivos não são refletidos nem premeditados. </li></ul><ul><li>Quando o homem anda, o faz instintivamente sem refletir nos seus próprios passos, mas desvia ao precisar transpor um obstáculo quando precisa diminuir ou acelerar seu passo, etc... </li></ul><ul><li>O impulso involuntário do movimento é o ato instintivo, enquanto que a direção calculada do movimento vem a ser o ato inteligente. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>O instinto predomina no ser humano com exclusividade no início de sua vida; é a própria expressão infantil que faz dar os primeiros passos em direção à sua maturidade. </li></ul><ul><li>A tendência é as manifestações instintivas enfraquecerem-se pela predominância da inteligência, mas ele estará sempre presente. </li></ul><ul><li>O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. </li></ul><ul><li>Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade (LE, perg. 75a). </li></ul>
  13. 13. INTELIGÊNCIA <ul><li>Não se pode tomar a inteligência como sendo um atributo do princípio vital, pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica (LE, perg. 71). </li></ul><ul><li>É assim que existem seres animados não pensantes, e seres animados pensantes, sendo que esses últimos possuem de forma manifesta o princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar. </li></ul><ul><li>A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover suas necessidades (LE, perg. 71). </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Efetivamente, somente os Espíritos enquanto individualizações podem ser considerados seres inteligentes na criação, pois podem conhecer e refletir sobre o mundo exterior em que vivem, e possuem, sobretudo, consciência de si mesmos, de sua existência e de sua individualidade. </li></ul><ul><li>É assim que a Biologia denomina o homem como &quot;sapiens sapiens&quot;, ou seja, o ser que sabe que sabe, que reflexiona a inteligência sobre si mesma. </li></ul><ul><li>Com efeito, a consciência lhe confere o atributo da vontade e da liberdade, o que o difere especificamente dos outros seres naturais do mesmo gênero. </li></ul>
  15. 15. CONDIÇÕES E EFICÁCIA DA PRECE &quot;O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido“ (Marcos, cap. XI, v. 24)”
  16. 16. <ul><li>A prece é uma invocação; é o mais elevado veículo de ligação através do qual o homem coloca-se em relação mental com a espiritualidade. </li></ul><ul><li>É uma projeção do pensamento, a partir do qual irá se estabelecer uma corrente fluídica cuja intensidade dependerá do teor vibratório de quem ora, e nisto reside o seu poder e o seu alcance, pois nesta relação fluídica o homem atrai para si ajuda dos Espíritos Superiores a lhe inspirar bons pensamentos. </li></ul>
  17. 17. CONDIÇÕES DA PRECE <ul><li>Jesus Cristo fez entender claramente que, quando alguém ora, não é preciso colocar-se em evidência. </li></ul><ul><li>A prece deve ser feita em segredo, no recôndito da consciência e em profunda meditação. </li></ul><ul><li>Não é necessário que ela seja proferida repetidamente. </li></ul><ul><li>Preces prolongadas ou repetidas e mesmo proferidas em idioma estranho, tornam-se fastidiosas e, muitas vezes, delas não participam o pensamento e o coração. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Assim, a condição da prece está no pensamento reto, podendo-se orar em qualquer lugar, a qualquer hora, a sós ou em conjunto, desde que haja o recolhimento íntimo necessário para se estabelecer a sintonia harmoniosa no ato sublime de louvar, agradecer e rogar a Deus o auxílio necessário. </li></ul><ul><li>Por isto a importância do sentimento amoroso, humilde, piedoso, livre de qualquer ressentimento ou mágoa, pois só assim o homem irá absorver a força moral necessária para vencer as dificuldades com seus próprios méritos. </li></ul>
  19. 19. EFICÁCIA DA PRECE <ul><li>Existem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador. </li></ul><ul><li>No entanto, o ensinamento de Jesus vem esclarecer que a justiça divina não é inflexível ao ponto de não atender os que lhe fazem súplicas. </li></ul><ul><li>Ocorre que existem determinadas leis naturais e imutáveis que não se alteram segundo os caprichos de cada um. Porém, isso não deve levar à crença de que tudo esteja submetido à fatalidade. </li></ul><ul><li>O homem desfruta do livre-arbítrio para compor a trajetória de sua encarnação, pois Deus não lhe concedeu a inteligência e o entendimento para que não os utilizasse. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Existem acontecimentos na vida atual aos quais o homem não pode furtar-se; são consequências de falhas e deslizes cometidos em vidas passadas que necessitam de reajustes; é a aplicação da Lei de Causa e Efeito e isto explica porque alguns alegam que pedem benefícios a Deus, mas que nunca são concedidos, o que parece, a princípio, contrariar o ensinamento de Jesus: </li></ul><ul><li>&quot;Aquilo que pedirdes pela prece vos será dado&quot; (Marcos, cap. XI, v. 24). </li></ul><ul><li>Muitas coisas que na vida presente parecem úteis e essenciais para a felicidade do homem, poderão ser-lhe prejudiciais e esta é a razão por que elas não lhe são concedidas. Contudo, o egoísmo e o imediatismo não permitem que ele perceba com exatidão a eficácia da prece. </li></ul><ul><li>Porém, seus efeitos ocorrem segundo os desígnios divinos, a curto prazo na medida em que consola, alivia os sofrimentos, reanima e encoraja; a médio e longo prazo porque pelo pensamento edificante dá-se a aproximação das forças do bem a restaurar as energias de quem ora. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Àquele que pede, Deus está sempre pronto a conceder-lhe a coragem, a paciência, a resignação para enfrentar as dificuldades e os dissabores inerentes à natureza humana, com idéias que lhes são sugeridas pelos Espíritos benfeitores, deixando-lhe contudo o mérito da ação, e isto porque não se deve ficar ocioso à espera de um milagre, pois a Providência Divina sempre ampara os que se ajudam a si mesmos: </li></ul><ul><li>&quot;Ajuda-te e o céu te ajudará&quot; (ESE, cap. XXVII, ítem 7). </li></ul><ul><li>Jesus ensinou que um fariseu e um publicano foram ao templo para orar. </li></ul><ul><li>O primeiro era tido como um homem virtuoso, respeitável sob todos os aspectos, embora ocultasse costumes dissolutos. </li></ul><ul><li>O segundo era considerado homem corrupto e eivado de maus pendores. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>O fariseu, tomado de orgulho e olhando para o Alto, orava: </li></ul><ul><li>&quot;Ó Deus, graças te dou, porque não sou igual aos demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou o dizimo de tudo o que possuo&quot; (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14). </li></ul><ul><li>O publicano por sua vez, sem ousar levantar os olhos, assim orava: </li></ul><ul><li>&quot;Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador!&quot; Afirmou então o Mestre que este último saiu do Templo justificado, porque Deus ouviu a sua prece, ao contrário do fariseu, pois &quot;quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado“ (Lucas, cap. XVIII, v. 9 a 14). </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Assim, deve-se notar o fato de o publicano ter pronunciado reduzido número de palavras e, no entanto, sua prece foi acolhida, porque nela havia humildade e devotamento, ao contrário do fariseu, cujo coração estava repleto de maldade, de egoísmo e de orgulho. </li></ul><ul><li>Portanto, a eficácia da prece está na dependência da renovação íntima do homem, em que deve prevalecer a linguagem do amor, do perdão e da humildade para que ele possa assim, de coração liberto de sentimentos negativos, agradecer a Deus a dádiva da vida. </li></ul>
  24. 24. BIBLIOGRAFIA <ul><li>Livro dos Espíritos </li></ul><ul><li>Evangelho Segundo o Espiritismo </li></ul>

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