Primeiro Módulo - Aula 2 - Deus e o infinito

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Primeiro Módulo - Aula 2 - Deus e o infinito

  1. 1. DEUS E O INFINITO
  2. 2. <ul><li>A questão Deus sempre empolgou o homem na história do pensamento, tornando-se o centro natural de todo o processo de conhecimento. </li></ul><ul><li>É assim que O Livro dos Espíritos inicia-se o conceito de Deus. Tal tema é de suma importância, pois da compreensão clara da existência de Deus depende nossa apreensão da realidade, assim como a forma de pautar nossa existência. </li></ul><ul><li>Que é Deus? (LE, perg. 1) Ao que respondem os Espíritos: </li></ul><ul><li>“ Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas” </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Vê-se assim que a Doutrina Espírita define Deus a partir do princípio da causalidade, segundo o qual Deus constitui o fundamento que torna possível o mundo e os seres. </li></ul><ul><li>A partir desse conceito, Deus deixa de ser tão somente uma questão de fé, para revelar-se de forma racional, na Inteligência que rege as formas da natureza. </li></ul><ul><li>Ao buscar definir Deus, porém, é muito comum ao entendimento humano associá-lo à visão de algo que lhe permanece desconhecido, e portanto, à noção de infinito. </li></ul><ul><li>No entanto, esclarecem os Espíritos que Deus não é o infinito, pois, definir Deus como sendo o infinito, é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é (LE, perg.3). </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A) NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA (LE, perg. 4) </li></ul><ul><li>A Doutrina Espírita fundamenta a concepção de Deus a partir do axioma: Não há efeito inteligente sem causa inteligente, e à grandeza do efeito corresponde a grandeza da causa (LE, Prolegômenos). </li></ul><ul><li>O universo mostra-se organizado inteligentemente em todas as suas dimensões. </li></ul><ul><li>Seria absurdo supor que a inteligência da estrutura universal fosse resultado de um simples acaso. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>B) UNIVERSALIDADE DO SENTIMENTO INTUITIVO DE DEUS </li></ul><ul><li>Poder-se-ia pensar que o conceito de Deus fosse uma questão relativa à cultura dos homens, ou seja, o efeito da educação ou produto de idéias adquiridas. </li></ul><ul><li>No entanto, se o sentimento da existência de um ser supremo não fosse mais que o produto de um ensinamento, não será universal, nem existiria, como as noções científicas, senão entre os que tivessem podido receber esse ensinamento (LE, perg. 6). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>C) A ORDEM DO UNIVERSO : </li></ul><ul><li>A Inteligência de Deus revela-se como uma tendência à ordem e harmonia no universo material, e a uma tendência moralizante no universo espiritual. </li></ul><ul><li>A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso um poder inteligente. </li></ul><ul><li>Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso (LE, perg.8). </li></ul>
  7. 7. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS <ul><li>Pode-se encontrar a prova da existência de Deus num axioma que aplicamos as nossas ciências. </li></ul><ul><li>Não há efeito sem causa. </li></ul><ul><li>Procuremos a causa de tudo o que não e obra do homem e a nossa razão respondera.“ </li></ul><ul><li>&quot;A dedução que se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus e a de que Deus existe. E ainda uma conseqüência do principio - não ha efeito sem causa&quot;. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>&quot;O sentimento intimo que temos da existência de Deus não e fruto da educação nem resultado de idéias adquiridas. Se assim, fosse, os selvagens não teriam esse sentimento.“ </li></ul><ul><li>&quot;Não esta nas propriedades da matéria a causa primaria da formação das coisas. E sempre indispensável uma causa primaria.“ </li></ul><ul><li>&quot;A opinião dos que atribuem a formação primaria a uma combinação fortuita da matéria ao acaso, e absurda. 0 homem de bom-senso não pode considerar o acaso um ser inteligente, pois que o acaso e nada.“ </li></ul>
  9. 9. <ul><li>&quot;O que se revela, na causa primaria, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências, e que pela obra se conhece o autor. </li></ul><ul><li>A obra e o Universo. Basta procurar o autor. A incredulidade e gerada pelo orgulho. </li></ul><ul><li>O homem orgulhoso nada admite acima de si.“ Ha inteligência nas manifestações gerais do universo; o homem não pode criar o que cria a natureza. Então a causa mater. da natureza e uma inteligência superior a humanidade. </li></ul>
  10. 10. ATRIBUTOS DA DIVINDADE <ul><li>&quot;O homem não pode compreender a natureza intima de Deus, pois que lhe falta para isso o sentido.“ </li></ul><ul><li>A limitação da inteligência, a inferioridade de suas faculdades, suas imperfeições o impedem de conhecer a natureza intima de Deus. </li></ul><ul><li>&quot;Um dia o homem compreendera o mistério da divindade, quando não mais estiver o Espírito obscurecido pela matéria. </li></ul><ul><li>Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus,ele o vera e compreendera.“ </li></ul>
  11. 11. <ul><li>&quot;O homem poderá compreender a natureza intima de Deus e formar idéia de algumas de suas perfeições a proporção que se elevar acima da matéria. Então as entrevera pelo pensamento.“ </li></ul><ul><li>A razão nos diz que Deus deve possuir em grau absoluto a perfeição de todos os seus atributos divinos. Esta acima de todas as coisas e isento de qualquer vicissitude. </li></ul><ul><li>&quot;Os atributos de Deus, sob o ponto de vista do homem, são: Deus é: </li></ul><ul><li>Eterno . Se tivesse tido principio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. E assim que remontamos ao infinito e a eternidade. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>- Imutável . Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. </li></ul><ul><li>- Imaterial. A sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito as transformações da matéria. </li></ul><ul><li>- Único . Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. </li></ul><ul><li>- Onipotente. Ele o e, porque e único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>- soberanamente justo e bom . </li></ul><ul><li>A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. </li></ul><ul><li>Há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, cuja a linguagem, restrita as idéias e sensações, não contem meios de exprimir.“ </li></ul>
  14. 14. PANTEÍSMO <ul><li>Deus e um ser distinto e não resultante de todas forcas e de todas as inteligências, reunidas, do Universo. </li></ul><ul><li>Deus existe, disso não se pode duvidar. Se não existisse seria efeito e não causa. </li></ul><ul><li>Não devemos penetrar em labirintos donde dificilmente sairíamos. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A doutrina panteísta que admite ser todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os globos do universo, parte da Divindade, reflete um propósito de que não podendo fazer Deus, o homem quer, ao menos, ser parte Dele. </li></ul><ul><li>Revela-se a inteligência de Deus em suas obras, como a do pintor nos seus quadros. </li></ul><ul><li>E como o quadro não e o pintor que o concebeu e executou, assim as obras de Deus não são o próprio Deus. </li></ul>
  16. 16. O MAIOR MANDAMENTO <ul><li>Certa feita reuniram-se os fariseus, e um deles, doutor da lei, fez a Jesus a seguinte pergunta para prová-lo: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu Jesus: </li></ul><ul><li>“ Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito”. </li></ul><ul><li>Este é o maior e primeiro mandamento. </li></ul><ul><li>E o segundo, semelhante a este é: </li></ul><ul><li>” Amarás teu próximo como a ti mesmo”. Nesses dois mandamentos se reúnem toda a lei e os profetas (MT 22:34-40 ) </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Quando Jesus exorta-nos a esse imperativo moral, ele propõe aos homens a vivência do amor, pois este consiste na expressão da natureza divina, assim como a natureza originária que caracteriza a alma humana. </li></ul><ul><li>O amor permanece, assim, como sendo a essência divina, ou seja, o liame que liga os homens entre si e com Deus. </li></ul><ul><li>Efetivamente, esse primeiro mandamento está necessariamente vinculado ao segundo, visto que não se pode amar a Deus sem amar aos homens, nem amar aos homens sem amar a Deus. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Toda busca do ser humano consiste em chegar a Deus, o qual converte-se em objeto de conhecimento e de adoração. </li></ul><ul><li>Amar a Deus é uma lei natural haja visto a universalidade do sentimento divino, inerente a todo ser humano. </li></ul><ul><li>Essa ligação, porém, dá-se em pensamento, em sentimento, através da prece, da adoração e da doação de si. </li></ul><ul><li>O amor a Deus, porém, n ao se restringe a um determinado templo ou altar, mas antes consiste em uma vivência interior, que se dá na intimidade de cada indivíduo. </li></ul><ul><li>É assim que, certa feita, uma samaritana interpela Jesus: Nossos pais adoravam neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve orar.. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Ao que Jesus respondeu: Não adorareis o Pai neste monte, nem em Jerusalém. Vós adorais quem não conheceis, nós adoramos o que conhecemos (...) Mas, vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade (Jô 4:20-25). </li></ul><ul><li>Adorar em espírito consiste em uma ligação interior com Deus a partir de uma consciência espiritualizada. </li></ul><ul><li>No entanto, a adoração sem conhecimento acaba por ser uma relação abstrata, algo misterioso e, portanto, não vivenciado plenamente. </li></ul><ul><li>A verdadeira adoração é aquela que busca a identificação com Deus em essência, pela consciência dessa essência divina em si mesmo – e no próximo. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>“ Amar ao próximo como a si mesmo significa fazer aos outros o que quereríamos que nos fizessem” , </li></ul><ul><li>eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. </li></ul><ul><li>Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo (ESE-Cap. XI, item 4). </li></ul><ul><li>Com esta máxima, Jesus ensina-nos a virtual fusão dos seres entre si em um sentimento universal, induzindo os homens, assim, à superação do egoísmo, do personalismo, os maiores entraves ao progresso do Espírito. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Amar a Deus consiste em submeter-se às Suas leis, atendendo, ao mesmo tempo, ao imperativo da prática do bem sincero para com os semelhantes. </li></ul>
  22. 22. BIBLIOGRAFIA <ul><li>Livro dos Espíritos. </li></ul><ul><li>Evangelho Segundo o Espiritismo </li></ul>

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