Perspectiva Histórica<br />A metadona foi desenvolvida no final dos anos 30 na Alemanha Nazi.<br />O primeiro estudo sobre...
2<br />Química<br />Metadona<br />(RS) -6 - (dimetilamino) -4,4-difenilheptan-3-ona  <br />opiáceo sintético<br />O levo-i...
3<br />Absorção e Distribuição<br />A metadona é lipofílica sendo rapidamente absorvida no <br />tracto gastrointestinal p...
Metabolismo<br />* CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 e CYP2D6.<br />*<br /><ul><li>Tempo de semi-vida normalmente de 15 a 60...
Metabolismo<br />Polimorfismos:<br />CYP3A4, CYP2B6  e CYP2D6<br />5<br />Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of...
Metabolismo<br />Polimorfismos:<br />CYP3A4, CYP2B6  e CYP2D6<br />6<br />Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of...
7<br />Excreção <br />A eliminação da metadona é mediada por biotransformação extensa, seguida de excreção renal e fecal. ...
A idade não parece ter uma grande influência sobre a clearance.
Para pacientes com função renal comprometida é necessário o ajuste da dose.
Para os pacientes com hepatite aguda com aumento das enzimas hepáticas, podem ser requeridas doses mais elevadas de metado...
Mecanismo de Acção<br /><ul><li> Agonista dos receptores opióides µ</li></ul>9<br />Adaptado de Adaptado de  Fine, Perry G...
Mecanismo de Acção<br /><ul><li> Antagonista do receptor NMDA do glutamato</li></ul>Benefícios na terapêutica de substitui...
 o S apresenta maior afinidade para o receptor opióide µ</li></ul>10<br />Adaptado de Bobula, B.; Hess, G.; Effects of mor...
Utilização <br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />A Heroína...<br />A heroína é um agonista dos receptores opi...
 tolerância
 administração: injecção, inalação (também pode ser fumada, absorvida pela pele ou ingerida)</li></ul>11<br />
Utilização <br />Vs<br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />Agonista opióide do receptor µ, substitui a heroína....
 Dependência</li></ul>Diminui desejo por opióides<br />12<br />
Utilização <br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />Morte por depressão respiratória<br />Síndrome de abstinênci...
14<br />Utilização na Dor Crónica <br />A metadona ainda actua como antagonista do receptor NMDA, reduzindo o influxo de c...
15<br />Utilização na Dor Crónica <br />Vantagens da Metadona relativamente a outros opióides:<br /><ul><li>Benefício para...
Fornece analgesia superior à dos outros opióides nos sindromes de dor neuropática.
Redução do nível de tolerância ao efeito analgésico e menos obstipação em oposição aos outros opióides. </li></ul>Curta du...
16<br />Utilização indevida, abuso e desvio de Opióides<br />A metadona pode ser abusada de uma forma similar a outros ago...
17<br />Interacções Medicamentosas <br />
18<br />Interacções Medicamentosas <br />
19<br />Toxicidade <br />Pele <br /><ul><li>Unhas e lábios cianóticos
Gélida </li></ul>Overdose<br />SNC:<br /><ul><li>Coma
Disorientação
Sonolência
Fadiga</li></ul>Respiratórios:<br /><ul><li>Depressão respiratória</li></ul>Gastrointestinais:<br /><ul><li>Obstipação
Náusea
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Metadona

7.991 visualizações

Publicada em

1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Ola eu tomo metadona e ja tomei no estrangeiro e comigo resultou tenho um blogue que fala da minha experiência e da vitória que tem sido a minha vida desde que tomo metadona, é também um site que fala dos sintomas de dúvidas e onde tomar metadona em alguns países da Europa se te for útil visita: http://vivercomametadona.blogspot.com/
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.991
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
16
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
71
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • A Metadona é principalmente metabolizada por N-desmetilação a um metabolito inactivo, o EDDP (2-etilideno-1,5-dimetil-3,3-difenilpirrolideno). Várias enzimas da Família do citocromo P450 estão envolvidas na metabolização da metadona a EDDP, principalmente, CYP3A4, CYP2B6 a CYP2C19, e com um menor contributo CYP2C9 e CYP2D6.O metabolismo é lento, e aliada a sua lipofilia, o seu tempo de semi-vida é superior ao da morfina. No entanto, no que diz respeito à duração do efeito analgésico, a duração não é tão elevada, pelo que deve ser tomada em períodos de 6 a 8 horas, tal como a morfina.
  • Também se liga aos outros receptores opióides, mas apresenta mais afinidade para este.
  • Existem vários subtipos de receptores opióides tal como a tabela abaixo representa, fundamentalmente no Sistema Nervoso Central, sendo os seus agonistas endógenos as dinorfinas, as encefalinas, endorfinas, as endomorfinas e a nociceptina. Estão envolvidos na regulação de alguns processos fisiológicos, dos quais se destaca a sensação de dor, tal como se pode constatar na referida tabela. Os efeitos decorrentes da utilização da metadona estão discriminados a negrito com tonalidade roxa, saliente-se a depressão respiratória como a principal causa de morte associada a overdose com o composto.
  • Ainda não muito esclarecido o seu envolvimento na acção da metadona.
  • Foi usada enquanto fármaco de 1898 até 1910, ironicamente (uma vez que é muito mais adictiva) como substituto não causador de dependência para a morfina e antitússico para crianças. É hoje utilizada como droga de abuso, e em alguns países, sob controlo muito apertado, é utilizada como analgésico em pacientes com dor crónica.A heroína ou diacetilmorfina é uma droga opióide sintética, produzida a partir do ópio, extraído das cápsulas do fruto de Papaver somniferum. Os heroinómanos apresentam dependência física e psicológica. A dependência psicológica relaciona-se com a sensação de prazer que o seu consumo produz nos indivíduos, já a dependência física, é devida à regulação dos receptores. O heroinómano tem concentrações de opióide muito altas entre as sinapses de forma contínua. Essas concentrações são detectadas pelos neurónios, levando-os a reduzir, por feedback negativo, as concentrações de endorfinas que libertam, e a diminuir os efeitos de cada activação dos receptores (através da diminuição dos mediadores intracelulares por eles libertados, ou pela maior inibição por outros neurónios). O indivíduo fica então totalmente dependente das altas concentrações de opióides externas, porque os seus neurónios já quase não produzem opióides fisiológicos, e os receptores estão insensibilizados. São necessárias concentrações cada vez maiores para os mesmos efeitos, e até para a pessoa se sentir normal, o que se designa por tolerância.A injecção é preferida no abuso recreativo, devido ao efeito de prazer súbito intenso (denominado &quot;orgasmo abdominal&quot;). A inalação tem vindo a ganhar terreno, numa modalidade denominada &quot;chasing the dragon&quot;, com origens orientais.Também pode ser ingerida, absorvida pela pele ou fumada. O consumo com cocaína (&quot;speedballs&quot; ou &quot;moonrocks&quot;) tem vindo a generalizar-se.
  • priapismo (erecção do pénis continuada e dolorosa com danos no órgão)Duração de acção muito superior à heroína.O grande objectivo de uma terapêutica de substituição é Persuadir os utilizadores de drogas a reduzir a sua dose diária e encaminhar-se gradualmente à abstinência.No entanto, como o efeito não é tão imediato como o da heroína, vários indivíduos tendem
  • Note-se que aquando da diminuição das tomas de metadona até a total abstinência, como se trata de um opióide de acção prolongada, produz sintomas que são menos severos do que os da heroína mas que são mais prolongados no tempo (e que levam muitas vezes a recaídas, não pela intensidade da dor, mas pela sua duração). Os sintomas de abstinência são em tudo similares à heroína, menos intensos, mas mais prolongados. Outro tratamento por substituição que tem sido utilizado envolve a Buprenorfina que é um agonista parcial opióide. Esta sua natureza faz com que os sintomas do quadro de abstinência sejam menores do que os dos verdadeiros agonistas como a metadona, e provoca também uma menor dependência física. Como resultado, a sua utilização é mais segura e traz menos riscos de abuso do que a metadona sendo, no entanto, eficaz no bloqueio da euforia e do síndrome de abstinência produzidos por outros opióides.
  • Estudos in vitro e in vivo demonstram este efeito.Note-se que este tipo de manifestação adversa é mais comum durante terapia com Metadona, em caso de tratamento com doses muito elevadas, mais de 200 mg/dia, no entanto, pode ocorrer para doses muito mais baixas, dependendo também da susceptibilidade de cada indivíduo.Este tipo de complicações está sobretudo associado a indivíduos que fazem terapia com Metadona para o alívio da dor crónica, já que recebem doses elevadas e múltiplas por dia. No entanto, também já se verificou em indivíduos com terapia de substituição para dependência a opióides, sobretudo se estiverem a tomar medicamentos que possam potenciar este efeito ou existência de estados fisiológicos associados a hipocalémia. Atenção à co-administrção com anti-arrítmicos de classe III e alguns das classes I e II. Bem como a administração em pacientes sob terapia com diuréticos que conduzem a hipocalémia.
  • A Metadona é considerada classe C, isto é, não há estudos em mulheres grávidas controlados que permitam uma correcta avalição dos riscos inerentes à sua utilização. No entanto, considera-se que um tratamento supervisionados com metadona não está substancialmente associado a manifestações teratogénicas. Alguns estudos em animais revelaram teratogenicidade, enquanto outros não demonstraram o mesmo efeito. Os resultados variam de espécie para espécie.No entanto, é unânime que os riscos de uma gravidez numa mulher toxicodependente não tratada são sem dúvida maiores do que pela utilização de Metadona, quanto mais não seja pelo estilo de vida de risco a que um toxicómano se expõe.Também se detectam bebés com baixo peso e défice de crescimento pelo menos na infância e diminuição do desempenho cognitivo.
  • É importante atentar nas interacções com drogas de abuso, que difere entre metadona e heroína, note-se que a interacção mais importante é a interacção com cocaína, mais grave no caso da heroína. Notar uma maior interacção entre anti-depressivos e anti-psicóticos e a metadona, pelo que os clínicos devem ter cautela da prescrição destes fármacos a estes indivíduos.
  • Não podemos concluir que a Metadona é a responsável pelas diferentes perturbações prévias observadas, até porque algumas das intoxicações dizem respeito a indivíduos que não faziam terapia continuada de substituição e por outro lado, não esquecer que nos indivíduos que faziam terapia de substituição tiveram já um historial de utilização de heroína.
  • Metadona

    1. 1. Perspectiva Histórica<br />A metadona foi desenvolvida no final dos anos 30 na Alemanha Nazi.<br />O primeiro estudo sobre o uso de metadona no tratamento de consumidores heroína remonta ao ano de 1965, em Nova Iorque, nos E.U.A., conduzido por Dole e Nysmander.<br />1<br />
    2. 2. 2<br />Química<br />Metadona<br />(RS) -6 - (dimetilamino) -4,4-difenilheptan-3-ona <br />opiáceo sintético<br />O levo-isómero puro da metadona é 1,5-2,4 vezes mais forte do que a mistura racémica<br />Átomo de azoto ligado ao cloridrato numa das extremidades - pensa-se que será responsável pela acção no sistema nervoso periférico.<br />Anéis fenílicos - pensa-se que são necessários para a sua acção como opiáceos no sistema nervoso central.<br />
    3. 3. 3<br />Absorção e Distribuição<br />A metadona é lipofílica sendo rapidamente absorvida no <br />tracto gastrointestinal para a corrente sanguínea. <br />Após a administração oral a biodisponibilidade de metadona no plasma varia entre 36-100%, mas frequentemente encontra-se no intervalo de 60%-70%, e o pico da concentração é alcançada entre 1 a 7,5 horas.<br />No plasma, a metadona está predominantemente ligada à α1-glicoproteína ácida (85% a 90%).<br /> A metadona é secretada na saliva, leite materno, líquido amniótico e no plasma do cordão umbilical.<br />
    4. 4. Metabolismo<br />* CYP3A4, CYP2B6, CYP2C19, CYP2C9 e CYP2D6.<br />*<br /><ul><li>Tempo de semi-vida normalmente de 15 a 60 horas com uma média de cerca de 22 horas.</li></ul>Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 <br />4<br />
    5. 5. Metabolismo<br />Polimorfismos:<br />CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6<br />5<br />Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 <br />
    6. 6. Metabolismo<br />Polimorfismos:<br />CYP3A4, CYP2B6 e CYP2D6<br />6<br />Adaptado de Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 <br />
    7. 7. 7<br />Excreção <br />A eliminação da metadona é mediada por biotransformação extensa, seguida de excreção renal e fecal. <br /><ul><li>Num pH urinário acima de 6, a clearance renal constitui apenas 4% do total de eliminação da droga.
    8. 8. A idade não parece ter uma grande influência sobre a clearance.
    9. 9. Para pacientes com função renal comprometida é necessário o ajuste da dose.
    10. 10. Para os pacientes com hepatite aguda com aumento das enzimas hepáticas, podem ser requeridas doses mais elevadas de metadona.</li></li></ul><li>Mecanismo de Acção<br /><ul><li> Agonista dos receptores opióides µ</li></ul>8<br />Adaptado de http://www.medicalnewstoday.com/info/oic/images/opioid1.jpg, consulta dia 12/05/2010<br />
    11. 11. Mecanismo de Acção<br /><ul><li> Agonista dos receptores opióides µ</li></ul>9<br />Adaptado de Adaptado de Fine, Perry G.; Russell K. Portenoy (2004). "Chapter 2: The Endogenous Opioid System". A Clinical Guide to Opioid Analgesia. McGraw Hill. http://www.stoppain.org/pcd/_pdf/OpioidChapter2.pdf.<br />
    12. 12. Mecanismo de Acção<br /><ul><li> Antagonista do receptor NMDA do glutamato</li></ul>Benefícios na terapêutica de substituição em heroinómanos<br />A metadona é administrada sob a forma de mistura racémica:<br /><ul><li> o enantiómero R é ligeiramente mais selectivo para o receptor NMDA
    13. 13. o S apresenta maior afinidade para o receptor opióide µ</li></ul>10<br />Adaptado de Bobula, B.; Hess, G.; Effects of morphine and methadone treatments on glutamatergic transmission in rat frontal córtex; Pharmacological Reports, no 61 pp 1192-1197, 2009<br />
    14. 14. Utilização <br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />A Heroína...<br />A heroína é um agonista dos receptores opióides, sobretudo do subtipo µ.<br />O mecanismo de prazer e bem-estar é devido a uma interferência nas vias dopaminérgicasmeso-límbicas e meso-corticais.<br /><ul><li> dependência física e psicológica
    15. 15. tolerância
    16. 16. administração: injecção, inalação (também pode ser fumada, absorvida pela pele ou ingerida)</li></ul>11<br />
    17. 17. Utilização <br />Vs<br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />Agonista opióide do receptor µ, substitui a heroína.<br />Impede sintomas de abstinência<br />Efeitos imediatos:<br />Euforia e disforia <br />Analgesia <br />Sonolência, sem amnésia<br />Disfunção sexual em altos graus<br />Sensação de tranquilidade <br />Maior autoconfiança <br />Comportamentos agressivos<br />Miose<br />Obstipação<br />Depressão do centro neuronal respiratório<br />Supressão do reflexo da tosse<br />Nauseas e vómitos<br />Espasmos nas vias biliares<br />Hipotensão, prurido<br />Perda do controle humorístico, ou seja, o famoso humor bipolar. <br />Compatível com uma vida activa, estável e organizada.<br />1 toma diária<br /><ul><li>Tolerância
    18. 18. Dependência</li></ul>Diminui desejo por opióides<br />12<br />
    19. 19. Utilização <br />Terapia de substituição em heroinómanos<br />Morte por depressão respiratória<br />Síndrome de abstinência<br />Droga de abuso!<br />Buprenorfina<br />13<br />Adaptado de Adaptado de Leavitt, S. PhD, AT Forum Editor; Methadone dosing & safety in the treatment of opioid addiction; Addiction Treatment Forum, 2004<br />
    20. 20. 14<br />Utilização na Dor Crónica <br />A metadona ainda actua como antagonista do receptor NMDA, reduzindo o influxo de cálcio e excitabilidade neuronal.<br />
    21. 21. 15<br />Utilização na Dor Crónica <br />Vantagens da Metadona relativamente a outros opióides:<br /><ul><li>Benefício para doentes com efeitos adversos ou analgesia inadequada com outros opióides.
    22. 22. Fornece analgesia superior à dos outros opióides nos sindromes de dor neuropática.
    23. 23. Redução do nível de tolerância ao efeito analgésico e menos obstipação em oposição aos outros opióides. </li></ul>Curta duração de analgesia (4-6 horas) relativamente ao tempo de semi-vida<br />aumento da frequência da administração de doses<br />potencializa a acumulação do fármaco e os seus efeitos adversos <br />risco de depressão ou paragem respiratória <br />
    24. 24. 16<br />Utilização indevida, abuso e desvio de Opióides<br />A metadona pode ser abusada de uma forma similar a outros agonistas opiáceos<br />Isto deve ser considerado na prescrição ou dispensa de metadona em situações onde o médico veja que há um risco aumentado de utilização indevida, abuso ou desvio.<br />Abuso de metadona apresenta um risco de overdose e morte <br />Risco aumenta com o abuso simultâneo de álcool e outras substâncias<br />
    25. 25. 17<br />Interacções Medicamentosas <br />
    26. 26. 18<br />Interacções Medicamentosas <br />
    27. 27. 19<br />Toxicidade <br />Pele <br /><ul><li>Unhas e lábios cianóticos
    28. 28. Gélida </li></ul>Overdose<br />SNC:<br /><ul><li>Coma
    29. 29. Disorientação
    30. 30. Sonolência
    31. 31. Fadiga</li></ul>Respiratórios:<br /><ul><li>Depressão respiratória</li></ul>Gastrointestinais:<br /><ul><li>Obstipação
    32. 32. Náusea
    33. 33. Espasmos
    34. 34. Vómitos</li></ul>MORTE<br />Cardiovasculares: <br /><ul><li>Hipotensão
    35. 35. Pulso fraco </li></ul>Adaptado de http://health.nytimes.com/health/guides/poison/methadone-overdose/overview.html, consulta dia 10/05/2010<br />
    36. 36. 20<br />Toxicidade <br />Overdose<br />Tratamento com antagonistas opióides<br />Naltrexona<br />Adaptado de www.niaaa.nih.gov/NR/rdonlyres/6DF7C390-6443-4D70-AE49-2636F2E63BEA/0/volpi.gif, consulta dia 07/10/2010<br />
    37. 37. Toxicidade <br />Efeitos na condução cardíaca<br />Prolongamento QT<br /><ul><li>Tratamento da dor neuropática- doses elevadas e múltiplas por dia
    38. 38. Prolongamento QT congénito
    39. 39. Terapia conjunta com fármacos que induzam prolongamento QT</li></ul>Torsade de Points<br />Adaptado de Krantz, M.; Martin, J.; Stimmel, B.; Mehta, D.; Haigney, M.; QTc Interval Screening in Methadone Treatment; Anns of Internal Medicine 150:387-395, 2009<br />21<br />
    40. 40. Toxicidade <br />Carcinogénese<br /><ul><li> B6C2F1 mice
    41. 41. Fischer 344 rats</li></ul>Aumento de adenomas<br />Não extrapolável para o homem!<br />Doses 4x a 7x superiores às doses ministradas ao ser humano<br />Período de dois anos<br />22<br />Adaptado de Brambilla, G.; Martelli, A.; Genotoxicity and carcinogenicity studies of analgesics, anti-inflammatory drugs and antipyretics; Pharmacological Research, 2009<br />
    42. 42. Toxicidade <br />Mutagénese<br /> Anomalias na disjunção cromossómica<br /> Mutações letais recessivas heterossómicas<br /> Teste de aberração cromossómica espermatogonial in vivo em mamíferos<br /> Anomalias na reparação do DNA em E. coli<br /> Mutações em linhas celulares de linfoma de rato<br />Células germinativas de Drosophila<br />Fertilidade Masculina<br /><ul><li>diminuição do volume de ejaculação
    43. 43. diminuição do nº de espermatozóides
    44. 44. alteração da morfologia dos espermatozóidese
    45. 45. diminuição dos níveis de testosteronaséricos</li></ul>Adaptado de Piatek, P.; Pach, D.; Kamenczak, a.; Schmager, J.; Cytogenetic aspects of buprenorphine maintenance treatment program--preliminary report; Przeglad Lekarski, no 62 pp 391-393, 2005 ;<br />Smith, W.; Chiral toxicology: It's the same thing only different; Toxicological Sciences no 110 pp 4-30, 2009 e <br />Brown, T.; Zueldorff, M.; Opioid substitution with methadone and buprenorphine: Sexual dysfunction as a side effect of therapy; Heroin Addiction and Related Clinical Problems no 9 pp 35-44, 2007<br />23<br />
    46. 46. Gravidez<br />Toxicidade <br />C<br />24<br />Adaptado de Woulds, A.; Woodward, J.; Maternal Methadone dose using during pregnancy and infant clinical outcome; Neurotoxicology and Teratology no32 pp 406-413, 2010<br />
    47. 47. Toxicidade <br />Gravidez<br /><ul><li> Efeitos não relacionados com a teratogenicidade: </li></ul>o síndrome de abstinência que se manifesta nos primeiros dias de vida da criança: <br />irritabilidade <br />choro excessivo <br />febre <br />vómitos <br />aumento da taxa respiratória<br />hiper-reflexibilidade<br />25<br />Adaptado de Woulds, A.; Woodward, J.; Maternal Methadone dose using during pregnancy and infant clinical outcome; Neurotoxicology and Teratology no32 pp 406-413, 2010<br />
    48. 48. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Um estudo levado a cabo por Shane Darke e seus colaboradores em 2009 comparou toxicologicamente as overdoses fatais provocadas por heroína e por metadona.<br />VS<br />1193 corpos<br />Fármacos, drogas de abuso, …<br />Parâmetros toxicológicos<br />Parâmetros bioquímicos<br />Autópsias<br />Sistemas cardiovascular, respiratório, renal<br />Morfologia hepática<br />26<br />
    49. 49. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Interacções farmacológicas<br />27<br />Adaptado de Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />
    50. 50. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Interacções farmacológicas<br />28<br />Adaptado de Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />
    51. 51. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Patologias associadas<br />Hipertrofia ventricular<br />Fibrose<br />Cardiomegalia<br />…<br />Asma<br />Enfisema<br />Fibrose<br />…<br />Esteatose<br />Fibrose<br />Hepatomegalia<br />Cirrose<br />…<br />29<br />Adaptado de Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />
    52. 52. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Patologias associadas<br />Maior número de complicações sistémicas prévias nos indivíduos que morreram por overdose com metadona.<br />Metadona como causa das complicações cardíacas, respiratórias, hepáticas e renais observadas.<br />30<br />Adaptado de Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />
    53. 53. Toxicidade <br />Heroína VS Metadona<br />Necessidade de monitorizar indivíduos em terapia de substituição<br />Estudos<br />Metadona após período de consumo de heroína<br />Metadona isolada<br />Heroína<br /> Função hepática<br /> Função cardíaca<br /> Função respiratória<br /> Função renal<br />31<br />Mecanismo!<br />Adaptado de Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />
    54. 54. 32<br />Bibliografia <br />Bobula, B.; Hess, G.; Effects of morphine and methadone treatments on glutamatergic transmission in rat frontal córtex; Pharmacological Reports, no 61 pp 1192-1197, 2009<br />Brambilla, G.; Martelli, A.; Genotoxicity and carcinogenicity studies of analgesics, anti-inflammatory drugs and antipyretics; Pharmacological Research, 2009<br />Brown, T.; Zueldorff, M.; Opioid substitution with methadone and buprenorphine: Sexual dysfunction as a side effect of therapy; Heroin Addiction and Related Clinical Problems no 9 pp 35-44, 2007<br />Darke, S.; Duflou, J.; Torok, M.; The comparative toxicology and major organ pathology of fatal methadone and heroin toxicity cases; Drug and alcohol Dependence no 106 pp 1-6; 2010<br />Krantz, M.; Martin, J.; Stimmel, B.; Mehta, D.; Haigney, M.; QTc Interval Screening in Methadone Treatment; Anns of Internal Medicine 150:387-395, 2009<br />Oda, Y.; Kharasch, E.; Metabolism of Methadone andlevo-α-Acetylmethadol (LAAM) by Human Intestinal Cytochrome P450 3A4 (CYP3A4): Potential Contribution of Intestinal Metabolism to Presystemic Clearance and Bioactivation; The journal of Pharmacology and experimental therapeutics, pp.1021-1032; 2007 <br />Patrick, G.L., 2005. In: An Introduction to Medicinal Chemistry 3rd ed. Oxford Press, pp. 581–583<br />Piatek, P.; Pach, D.; Kamenczak, a.; Schmager, J.; Cytogenetic aspects of buprenorphine maintenance treatment program--preliminary report; Przeglad Lekarski, no 62 pp 391-393, 2005 <br />Smith, W.; Chiral toxicology: It's the same thing only different; Toxicological Sciences no 110 pp 4-30, 2009<br />Woulds, A.; Woodward, J.; Maternal Methadone dose using during pregnancy and infant clinical outcome; Neurotoxicology and Teratology no32 pp 406-413, 2010<br />Brown, R., Kraus, C., Fleming, M., Reddy, S., Methadone: applied pharmacology and use as adjunctive treatment in chronic pain; Postgrad Med J 80:654–659; 2004.<br />Garrido, M., Trocóniz, I.; Methadone: a review of it pharmacokinetic/pharmacodynamic properties; J Pharmacol Toxicol 42, pp.61–66; 1999<br />www.ampainsoc.org, consulta dia 05/05/2010<br />www.atforum.com/pdf/DosingandSafetyWP.pdf, consulta dia 07/05/2010<br />www.atforum.com/newsletters/2007summer.php#methsafety, consulta dia 07/05/2010<br />www.drugabuse.gov/infofacts/heroin.html, consulta dia 07/05/2010<br />www.drugtext.org/library/books/devos/chap1.html, consulta dia 07/05/2010<br />www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/metadona/metadonatratamentos.htm, consulta dia 07/05/2010<br />www.health.nytimes.com/health/guides/poison/methadone-overdose/overview.html, consulta dia 10/05/2010<br />www.niaaa.nih.gov/NR/rdonlyres/6DF7C390-6443-4D70-AE49-2636F2E63BEA/0/volpi.gif, consulta dia 07/10/2010<br />www.fda.gov/downloads/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/UCM142842.pdf, consulta dia 07/05/2010<br />www.rxlist.com/dolophine-drug.htm, consulta dia 08/05/2010<br />

    ×