Derretimento das Geleiras

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IMPACTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO NA
RAREFAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO
DERRETIMENTO DAS GELEIRAS

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Derretimento das Geleiras

  1. 1. UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO FACULDADE DE ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA IMPACTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO NA RAREFAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO DERRETIMENTO DAS GELEIRAS CAMPINAS 2015
  2. 2. IMPACTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO NA RAREFAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO DERRETIMENTO DAS GELEIRAS
  3. 3. 2 Cutter Morais, Carlos Eduardo de. Impactos negativos da globalização na rarefação da camada de ozônio/Derretimento das geleiras/Carlos Eduardo de Morais, Fabrício Luiz Gaspar, Juliana Henrique Andrade, Ricardo Benjamin Pinheiro Roversi. – Campinas, 2015. – 29 f. Seminário (Graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária) - Universidade São Francisco – Globalização e Desenvolvimento Sustentável. Orientação: Docente, Oliveira, Laíra Lúcia Damasceno de. 1. Globalização. 2. Rarefação. 3. Camada de Ozônio. I. Gaspar,Luiz Fabrício. II Andrade, Juliana Henrique. III Roversi, Ricardo Benjamin Pinheiro. CDD:
  4. 4. 3 UNIVERSIDADE SÃO FRANCISCO FACULDADE DE ENGENHARIA AMBIENTAL E SANITÁRIA GLOBALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL CARLOS EDUARDO DE MORAIS RA 004201401140 FABRÍCIO LUIZ GASPAR RA 004201400672 JULIANA HENRIQUE DE ANDRADE RA004201502166 RICARDO BENJAMIN PINHEIRO ROVERSI RA 004201400502 CAMPINAS 2015
  5. 5. 4 “Vejo pelo buraco da fechadura violada na camada de ozônio, a humanidade se despir de bom senso; arrancar as vestes naturais do planeta e violentá-lo, com graves danos para si própria”. (Marques Magno Salustiano - Magé-RJ).
  6. 6. 5 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ............................................................................................................................... 6 LISTA DE QUADROS ............................................................................................................................. 7 LISTA DE GRÁFICOS............................................................................................................................. 8 LISTA DE SIGLAS .................................................................................................................................. 9 RESUMO............................................................................................................................................... 10 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 11 2 IMPACTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO................................................................................ 12 3 CAMADA DE OZÔNIO....................................................................................................................... 14 4 RAREFAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO ......................................................................................... 16 4.1 O “buraco” se concentra principalmente nos polos..................................................................... 18 5 O DERRETIMENTO DAS GELEIRAS ............................................................................................... 19 5.1 O que são geleiras ...................................................................................................................... 19 5.2 Ciclo natural de ablação das geleiras ......................................................................................... 20 5.3 O derretimento das geleiras........................................................................................................ 21 6 CONCLUSÃO..................................................................................................................................... 24 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................... 25 8 ANEXOS............................................................................................................................................. 27
  7. 7. 6 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - A globalização é irrevogável..................................................................................................13 Figura 2 - OMI / AURA total Ozone Column (DU) - 2006/09/24 ............................................................14 Figura 3 - Índice Ultravioleta São Paulo/SP...........................................................................................18 Figura 4 - Geleira Perito Moreno ...........................................................................................................20 Figura 5 - Geleira da Groenlândia..........................................................................................................21 Figura 6 - Geleira Glaciar Twaites..........................................................................................................22 Figura 7 - Geleira Quelccaya no Peru....................................................................................................23
  8. 8. 7 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Geleiras das Américas ........................................................................................................23
  9. 9. 8 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Aumento médio da temperatura da Terra ...........................................................................22
  10. 10. 9 LISTA DE SIGLAS IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ODM – Objetivos Desenvolvimento do Milênio OMM – Organização Meteorológica Mundial ONG – Organização Não Governamental ONU – Organizações das Nações Unidas PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente UNEP - United Nations Environment Programm
  11. 11. 10 RESUMO Neste artigo propomos os impactos negativos da globalização na rarefação da camada de ozônio e derretimento das geleiras, na qual nos mostra a atual realidade/gravidade que o sistema da globalização tem transformado diretamente as condições do clima da terra, uma vez que os interesses capitalistas não dão à devida importância aos efeitos prejudiciais a vida na Terra. Mesmo havendo uma redução de 98% do uso de componentes que degradam à camada de ozônio, segundo o PNUD, as ações do homem ainda apresentam riscos, inclusive a das nações não cumprirem um trato e/ou colocarem em prática. Como consequência disso, veremos que estudos mostram um aumento da temperatura terrestre, o desaparecimento de algumas geleiras e espécies.
  12. 12. 11 1 INTRODUÇÃO Esse trabalho tem como principal objetivo, abordar as consequências da globalização em relação à diminuição da camada de ozônio, e como essa diminuição causa um impacto negativo muito nítido nos dias atuais, que é o derretimento das geleiras. As relações entre Globalização, Rarefação da camada de ozônio e o derretimento das geleiras, é sem dúvida, a mais séria consequência pelo contínuo desrespeito ao meio ambiente causado pelas atividades econômicas do ser humano. A emissão de gases do efeito estufa decorrente, sobretudo, do uso de veículos, das atividades industriais, do desenvolvimento, consumo excessivo, queimada de florestas, são os principais causadores deste fenômeno climático de dimensões incalculáveis para a permanência da vida humana no planeta. As propostas para mudarmos essa situação são descritas nos acordos da ONU, mas nem sempre são aceitas e assinadas pelos países que são os principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio e um novo acordo para mudar essa situação será realizado na conferência do clima da ONU em Paris, que ocorre no final de 2015.
  13. 13. 12 2 IMPACTOS NEGATIVOS DA GLOBALIZAÇÃO Os impactos negativos da globalização são extremamente prejudiciais para a camada de ozônio. Uma vez que o principal conceito de globalização esta relacionado à industrialização e ao capitalismo, onde os países subdesenvolvidos querem um desenvolvimento a qualquer custo e os grandes países, destacando China e Estados Unidos querem se manter, como sendo, as principais potencias mundiais. Para produzir produtos que atendam aos consumidores os processos de industrialização produzem grande quantidade de gases destruidores da camada de ozônio e as empresas não utilizam esses processos com responsabilidade, sem medir esforços para faturar cada vez mais e ganhar espaço no mercado de trabalho. Todo esse desenvolvimento industrial dentro do conceito de globalização ganha grande força a cada dia que se passa, ainda mais por hoje vivermos em tempo acelerado onde toda informação chega com facilidade através da internet e outros meios de comunicação, o mercado se tornou mais fácil para os grandes países. A grande população adotou a prática de consumo desenfreado, por isso a alta produção é justificada, por consequência muitos produtos que são consumidos diariamente, entretanto viram lixo, afinal para algum lugar esse lixo tem que ir. O que é destacado em questão do lixo é o modo de como ele é descartado, pois na maioria das vezes são levados ao aterro sanitário e são incinerados o que causa a liberação de gases que poluem o ar. Uma certeza já tem a respeito da globalização, sabemos de todos seus benefícios, porém quanta degradação ao meio ambiente a mesma tem causado, seus impactos negativos ficam nítidos cada vez mais, e reverter esses impactos será muito difícil, também é certeza que a destruição da camada de ozônio continuará, pois a empresas não fecharão as portas. Falar a respeito dos aspectos negativos da globalização se tornou uma situação de muito desconforto para as grandes potências, visto que elas jamais imaginam em diminuir a alta produção, pois essa diminuição traria a queda de outros aspectos negativos da globalização, por exemplo, a diminuição da desigualdade social, o crescimento acelerado de um país subdesenvolvido e por consequência o aumento de competitividade.
  14. 14. 13 Podemos mensurar como reflexo da globalização as alterações climáticas, a redução dos recursos naturais, catástrofes ambientais e muitos outros sinais que vem destruindo a camada de ozônio, tornando a rarefeita, bem como o planeta, prejudicando a vida dos seres humanos na Terra. Figura 1 - A globalização é irrevogável Fonte: http://thedailyjournalist.com/thethinker/globalization-is-irrevocable/
  15. 15. 14 3 CAMADA DE OZÔNIO A camada de Ozônio é uma camada gasosa que envolve a Terra, ela esta localizada na estratosfera em sua parte inferior 20-30 km, tendo como principal função absorver os raios ultravioletas do tipo B que por sua vez são nocivos aos seres humanos, ou seja, a camada funciona como um grande “filtro” solar que possibilita toda existência de vida na Terra. Os estudos da camada de ozônio têm sido intensificados a cada ano que se passa, e lógico tem buscado soluções para o problema que a camada tem sofrido desde o inicio da industrialização, que nada mais é do que sua diminuição, muitos vão culpar a GLOBALIZAÇÃO e todas as atividades que o ser humano tem exercido de maneira errada e descontrolada, porém muitos acordos entre as nações vêm sendo realizados, mas ficam somente no papel e poucos são praticados. Claro alguns são colocados em prática e acabam dando certo, entretanto fica a seguinte questão, no dia em que vivemos hoje é possível reverter os impactos negativos que tem causado a escassez da camada de ozônio? Figura 2 - OMI / AURA total Ozone Column (DU) - 2006/09/24 Fonte: http://www.esa-ozone-cci.org/?q=node/195
  16. 16. 15 Segundo o relatório ODM de 2013 emitido pelo PNUD, no que se refere às metas de desenvolvimento do milênio, para ao atendimento ao Objetivo 7 Garantir o Desenvolvimento Sustentável, houve uma redução de 98% do consumo de substâncias que destroem a camada de ozônio. E ainda, essa redução é reforçada em matéria publicada pelo PNUMA e a Organização Meteorológica Mundial: Nova avaliação sobre o estado da camada de ozônio que protege a Terra dos efeitos danosos dos raios ultravioletas do Sol, produzido por 300 cientistas, aponta a sua recuperação nas próximas décadas. Publicado pelo Pnuma e Organização Meteorológica Mundial, o Scientific Assessment of Ozone Depletion 2014 avalia que o Protocolo de Montreal e acordos associados estão sendo bem-sucedidos em seu objetivo de recuperar a camada de ozônio – e deverão evitar, por volta de 2030, a ocorrência de 2 milhões de casos anuais de câncer de pele e danos para os sistemas imunológicos e oculares, além de proteger a agricultura e a vida selvagem. Mas cientistas voltaram a alertar sobre desafios urgentes no que concerne ao combate às emissões de gases-estufa. Do ponto de vista climático, foi positiva a retirada do mercado de antigas substâncias que destruíam a camada de ozônio, pois muitas eram também potentes gases- estufa. No entanto, algumas substâncias alternativas – como os gases hidrofluorcarbonos (HFCs) – utilizadas em equipamentos, como motores de refrigeração, não prejudicam a camada de ozônio, mas são gases-estufa. Os países precisam então empregar outras substâncias alternativas não danosas ao clima. É fato que muitos aspectos e impactos das alterações climáticas continuarão por séculos, mas se as influências negativas da globalização e das ações humanas continuarem a emitir grandes quantidades de gases do efeito estufa, isso causará mais aquecimento, aumentando ainda mais a probabilidade de impactos irreversíveis para as seres humanos e os ecossistemas. Com as apresentações dos relatórios acima citados é demonstrado que devemos exigir reduções substânciais das emissões de gases de efeito estufa em conjunto com a mitigação e adaptação do homem a essa nova mudança climática, assim podemos diminuir os riscos causados pelas atuais mudanças climáticas e possíveis catástrofes globais.
  17. 17. 16 4 RAREFAÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO A rarefação da camada de ozônio é um dos maiores problemas ambientais dos dias atuais e para entendermos melhor o que é a rarefação da camada de ozônio é importante sabermos, o que de fato é a camada de ozônio, o que ela contribui para nós seres humanos e todos os seres vivos da Terra, buscar conhecer e entender o que tem afetado a camada de ozônio e como a falta da mesma pode afetar seriamente nossa vida. Seus estudos tiveram início no ano de 1977 realizados por cientistas britânicos após a industrialização acelerada, onde diversas substâncias químicas foram avaliadas e foi possível ver que ao reagirem com o ozônio causam sua destruição, entre as diversas substâncias podemos citar 7 como sendo as principais:  Clorofluorcarbonos (CFCs): representando mais de 80% do total de depleção do ozônio estratosférico. Usado como refrigerantes em geladeiras, freezers e aparelhos de ar condicionado em edifícios e carros fabricados antes de 1995. Encontrado em solventes industriais, agentes de limpeza a seco e esterilizantes hospitalares. Também são usados em produtos de espuma, como-espuma macia estofamento (por exemplo, almofadas e colchões) e espuma rígida (por exemplo, isolamento em casa);  Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs): tornaram-se grandes substitutos de "transição" para os CFCs. Eles são muito menos prejudiciais ao ozônio estratosférico que os CFCs, porém os HCFCs ainda causam destruição do ozônio e são potentes gases de efeito estufa;  Halons: Usado em alguns extintores de incêndio que são divididos em 3 classes sendo classe A (combustíveis comuns) classe B (líquidos inflamáveis) e classe C (incêndios elétricos), o mesmo é usado por não prejudicar materiais e equipamentos que a água ou outro produto químico poderia causar;  Brometo de metila: foi usado principalmente como inseticida e esterilizante na área da agricultura e de esportes, por exemplo, nos campos de golfe;  Tetracloreto de carbono (CTC): Usado em alguns solventes e extintores;  Metil clorofórmio: Usado principalmente na indústria para limpar gordura a vapor, alguns aerossóis, limpeza a frio, adesiva e processamento químico;
  18. 18. 17  Hidrobromofluorcarbonos (HBFCs): Utilizado para expandir espumas, refrigerante e solvente. As substâncias acima tiveram grande quantia reduzida, mas não significa que não causam a depleção da camada de ozônio, apesar das substâncias terem sido usadas há muitos anos atrás elas são de longa vida e pior ainda foram usadas em grandes quantias por longos períodos. A depleção sempre existiu, pois processos naturais contribuem para que ocorra esse fenômeno, na estratosfera o oxigênio (O2) é quebrado pelos raios ultravioletas do sol, após a quebra eles se unem na forma do ozônio, uma vez formado o ozônio ele irá reagir com os óxidos nitrogenados (NO e NO2) e voltará à forma de oxigênio, então o ciclo é formado. Agora que sabemos do processo natural, podemos analisar que a rarefação na verdade tem sido acelerada, e com certeza tem sido prejudicada a cada dia, é só pararmos e vermos a quantia de automóveis e outros veículos que existem, a quantia de indústrias e particularmente a falta de educação ambiental e conscientização da população nessa questão. Por mais que existam soluções e acordos como as conferências Rio+10, Rio+20, Protocolo de Kyoto entre tantas outras soluções a rarefação pode ser adiada, porém não evitada. Com a diminuição da camada de ozônio, é claro, sofreremos graves consequências, o número de pessoas com câncer de pele e catarata ira aumentar absurdamente, muitas plantas e animais irão morrer e os mares e oceanos serão afetados gravemente com a morte dos fitoplâncton que é marcante para a alimentação de várias espécies marinhas. O aumento dos raios ultravioletas que é outro impacto negativo, tem aumentado à temperatura do globo terrestre fato que é percebido nas grandes metrópoles, mas esse ainda não é o maior problema ambiental em relação a camada de ozônio e a globalização, mas sim o derretimento desenfreado das geleiras nos polos norte e sul que futuramente irão trazer grandes problemas a população litorânea e todas as espécies que vivem nessas regiões.
  19. 19. 18 Figura 3 - Índice Ultravioleta São Paulo/SP Fonte: http://satelite.cptec.inpe.br/acervo/acervo.formulario.logic 4.1 O “buraco” se concentra principalmente nos polos O motivo da concentração nos polos é muito bem justificado por toda movimentação atmosférica, toda poluição que é emitida por empresas químicas, petrolíferas, automóveis e outros meios de emissão, fica concentrada em grande escala na atmosfera e por possuir vida longa e ser resistente a diversas reações químicas são carregadas para os polos pelos ventos. Nos polos a pressão é muito alta e as temperaturas muito baixas o que dificulta a circulação do ar e por isso retém a maior parte dos gases estufa que causam o enorme “buraco”, concentrado exclusivamente no polo sul.
  20. 20. 19 5 O DERRETIMENTO DAS GELEIRAS 5.1 O que são geleiras As geleiras são grandes massas de neve ou rochas que se acumula durante vários anos seguidos variando de 10 a 20 anos, sua formação varia conforme o local, atendendo dois requisitos que é de grande importância, que são a baixa temperatura e a quantidade de neve adequada. A formação como todo é bastante dinâmico dividido em dois tipos sendo, a geleira de vales que são aquelas formadas nas cadeias montanhosas e a geleira continental que como o próprio nome já diz, é formada na extensão dos continentes. Ambos os tipos de geleiras necessitam de um elemento climático indispensável que é a temperatura, somente se formam geleiras em baixas temperaturas. No caso das geleiras de vales, além da temperatura entra outro fator climático que é a altitude, pois, quanto maior a altitude menor é a incidência de raios solares que são refletidos pela superfície terrestre, ou seja, as montanhas em suas grandes altitudes pouco sofrem com o calor refletido pelo solo, que também é conhecido no ramo da climatologia por continentalidade. Na geleira continental, a situação é diferente, pois o clima frio esta relacionado diretamente as grandes latitudes que os continentes gelados se encontram, onde a incidência direta dos raios solares é muito baixa, não significando que elas não descongelem, mas pelo contrário, o descongelamento faz parte do seu ciclo natural. Climas frios a parte, uma curiosidade que devemos citar é que existem geleiras em climas quentes, por exemplo, no clima equatorial, montanhas com 5.500m de altitude tem formação de geleiras, mantendo o ciclo natural. Abrangendo todos esses conceitos de climatologia podemos dizer que a formação das geleiras está diretamente ligada à dinâmica atmosférica. As geleiras e/ou glaciares, são muito importantes para o desenvolvimento da vida na Terra e guardam quase 70% de toda água doce do mundo. As principais geleiras são: Antártica, Groenlândia, Ártico, Patagônia, entre outras. Abaixo temos uma imagem da geleira do Perito Moreno na Argentina.
  21. 21. 20 Figura 4 – Geleira Perito Moreno Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/derretimento-geleiras- responsavel-terco-aumento-nivel-mar-741799.shtml 5.2 Ciclo natural de ablação das geleiras Como já citado a geleira é um grande acúmulo de neve, porém do mesmo jeito que ela se forma, ocorre o oposto, conhecido por ablação que significa a quantidade de gelo que uma geleira perde a cada ano. O ciclo se inicia quando a camada de gelo fica saturada, após a saturação o primeiro fenômeno que ocorre é a sua movimentação, principalmente nas bordas da mesma, seu dinamismo ocorre encosta abaixo devido à atração gravitacional ou a partir de um centro de um manto de gelo continental, por se movimentar o gelo é afastado das baixas temperaturas chegando até locais com temperaturas mais elevadas e por consequência seu derretimento, claro que toda perca de gelo (ablação) possui mecanismos naturais que são derretimento que nesse caso a geleira perde material; desprendimento de iceberg conhecido por ser grandes pedaços de gelo que se locomovem pelos oceanos; sublimação onde no clima frio o gelo passa ao estado gasoso e a erosão eólica onde ventos fortes causam erosão no gelo. Entre os 4 mecanismos citados, os dois que mais agridem as geleiras são: o derretimento e o desprendimento de icebergs.
  22. 22. 21 5.3 O derretimento das geleiras O fenômeno de derretimento das geleiras é um ciclo normal, mas a queda de neve deve ser superior ao derretimento, para que a geleira seja mantida. Mas o que vem ocorrendo há séculos é o derretimento das geleiras, mais do que o normal, devido ao aquecimento global produzido pelo homem na Terra, tendo seu tamanho reduzido com o passar dos anos, chegando a sua total extinção, pois a neve que cai não é suficiente para repor o gelo derretido. Figura 5 – Geleira da Groenlândia Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2014/12/15/estudo- alerta-para-degelo-maior-que-o-previsto-na-groenlandia.htm#fotoNav=2 A comunidade científica, ong’s, governos e até mesmo a sociedade em geral, acreditam que esse fenômeno tem direta relação com a Globalização que acelerou o processo de industrialização a “Revolução Industrial” dos países vindo a elevar a temperatura média da Terra, aumentando assim o aquecimento global devido à queima de combustíveis fósseis, carvão, desmatamentos florestais, entre outras ações que contribuem para o aumento da temperatura, ou seja, por esses motivos as geleiras estão derretendo mais rápido do que o normal e ainda, a exposição das camadas de terras que antes eram cobertas pelas camadas de neve hoje ajudam no aquecimento global, absorvendo o calor que antes era refletido de volta pela neve. Como consequência deste derretimento mais rápido do que o normal, podemos enumerar várias catástrofes, tais como: O aumento do nível de rios e mares que podem causar inundações e consequente desaparecimento de cidades litorâneas, povos, espécies de animais, peixes, aves, vegetais, etc. Importante
  23. 23. 22 lembrarmos que nosso ecossistema é muito frágil e que mesmo pequenas alterações climáticas podem ter consequências desastrosas para a vida na Terra. Segundo relatório do IPCC demonstrado no gráfico abaixo, a elevação da temperatura média da Terra (13,5º C) desde que ela começou a ser registrada oficialmente. Nos últimos 100 anos, o planeta ficou 1º C mais quente. De 1960 para cá, a elevação se acentuou com o efeito do aquecimento global. Sendo registrada em 2005 a maior alta de todo o período. Gráfico 1 – Aumento médio da temperatura da Terra Fonte: Adaptado Relatório Intergovernamental de Mudanças Climática - IPCC Diversos estudos realizados por cientistas já alertam que o derretimento da camada de gelo na Antártida é inevitável e que essa perda irá causar grandes impactos na Terra, com o aumento do nível do mar em aproximadamente 4 metros. Os principais estudos estão sendo focamos na Geleira Glaciar Thwaites, que é a geleira mais exposta as mudanças climáticas causada pelo aquecimento global e ao aumento gradual da temperatura do mar na Antártida, sendo esse fenômeno o principal motivo que faz com que a geleira perca vários metros de gelo por ano e esse derretimento já é considerado irreversível. Figura 6 – Geleira Glaciar Thwaites Fonte: http://marsemfim.com.br/derretimento-de-geleiras-na-antartica-ocidental/#.VerXfiVViko 1860 1880 1900 1920 1940 1960 1980 2000 2005 ANO 13,01 13,25 13,25 13,18 13,6 13,4 13,6 14 14,5 13 14 15
  24. 24. 23 O derretimento das geleiras das Américas e até mesmo o seu desaparecimento, vem ocorrendo devido à quantidade e redução do acúmulo de neve nessas áreas, algo que garante a sua manutenção “A sua Existência”, que se dá ao aumento da temperatura média nos últimos anos associadas às ações humanas. Esse fenômeno vem ocorrendo nas geleiras da Bolívia e dos Andes e podemos dizer sem dúvida nenhuma, com as demais geleiras da Terra. Sinalizando o que pode vir ocorrer com o gelo tropical nas próximas décadas, sua “Extinção”. No quadro abaixo é demonstrado as principais geleiras das Américas. Quadro 1 - Geleiras das Américas GELEIRA LOCALIZAÇÃO DIMENSÕES GLACIAR PERITO MORENO Argentina 5 km de largura, 25 km de comprimento e 60 metros de altura. GLACIAR GREY Chile 19 km de extensão, 6 km de largura e 30 metros de altura. GLACIAR VIEDMA Argentina 70 km de comprimento, 2,5 km de largura e a altura de 50 metros. GLACIAR MENDENHALL Alasca 19 km de comprimento. GLACIER NATIONAL PARK EUA Não informado. Fonte: http://www.janeladohorizonte.com.br/2014/11/5-geleiras-incriveis-nas-americas.html Na região dos Andes é onde se concentram cerca de 600 geleiras, totalizando 99% do gelo tropical. O derretimento dessas geleiras de região de montanhas demonstram facilmente os efeitos das mudanças climáticas, devido à temperatura em que se encontra o gelo, próximo de 0ºC. Figura 7 – Geleira Quelccaya no Peru Fonte: https://www.epochtimes.com.br/geleiras-andinas-se-derretem-e-peru-comeca-perder- suas-fontes-de-agua/#.Vey7eH9Vikp
  25. 25. 24 6 CONCLUSÃO Com esse breve estudo metodológico de revisão bibliográfica, conseguimos entender a importância da substituição dos gases de efeito estufa, bem como a mudança de cultura dos povos, alterando processos produtivos e realizando investimento tecnológico para a substituição dos combustíveis fósseis por energias renováveis. Os processos de transformações dos últimos anos devido à globalização e consequente competitividade internacional são irreversíveis, mas dentro deste cenário temos o lado positivo que a globalização nos permite que seja possível realizarmos ações conjuntas entre as nações para revertermos o processo de mudança climática que vem destruindo as geleiras que foram formadas a milhões de anos. Devemos salientar outros pontos tais como os ganhos tecnológico, ambiental, econômico, social e político da redução de emissão de gases do efeito estufa e a produção de energias renováveis. Deve-se destacar ainda, que apesar de ser ecologicamente correta a redução de emissão dos gases do efeito estufa é necessário que se invista em educação ambiental de base, para garantirmos a existente humana no planeta. A Globalização, o aquecimento global, a destruição da camada de ozônio e o derretimento das geleiras, estão interligados e tem consequências graves, é necessário rever a cultura popular e os processos produtivos de produtos que aceleram esses problemas, pois os efeitos dessa destruição serão catastróficos, gerando perda de seres vivos da biota marinha e terrestre, inundação de cidades, sem falar no aumento de temperatura e raios nocivos aos seres humanos. Existe muita boa vontade dos países ao realizar reuniões para rever e tentar consertar esse problema, porém infelizmente vemos que nem todo o combinado sai do papel, a educação ambiental presente como disciplina obrigatória nas escolas seria um começo de rever o aspecto cultural e engajar as pessoas a cobrar as medidas prometidas nas reuniões da ONU.
  26. 26. 25 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BBC Brasil. Geleiras dos Andes derretem a ritmo mais rápido em 300 anos. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/01/130123_geleira_andes_bg.shtml> . Acesso em: 05 de setembro de 2015. BC Air Quality. Substâncias que destroem o ozônio. Disponível em: <http://www.bcairquality.ca/101/ozone-depletion-causes.html>. Acesso em: 06 de setembro de 2015. Brasil PNUMA. O Degelo Ártico. Disponível em: <http://www.brasilpnuma.org.br/saibamais/A_Degelo_Artico_UNEP_Yearbook_2008 _0408.pdf>. Acesso em: 30 de agosto de 2015. Environment Protection Agency. Camada de ozônio. Disponível em: <http://www.epa.gov/ozone/strathome.html>. Acesso em: 16 de Agosto de 2015. Eschool Today. What is the layer of ozone. Disponível em: <http://eschooltoday.com/ozone-depletion/where-is-the-ozone-layer.html>. Acesso em: 29 de agosto de 2015. Geophysical Research Letters. Strong surface melting preceded collapse of Antarctic Peninsula ice shelf. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1029/2005GL023247/full>. Acesso em: 05 de setembro de 2015. H3R Clean Agents. What is Halon. Disponível em: <http://www.h3rcleanagents.com/support_faq_2.htm>. Acesso em: 06 de setembro de 2015. International Glaciological Society. Journal of Glaciology. Disponível em: <http://www.igsoc.org/journal/>. Acesso em: 04 de setembro de 2015. Ministério do Meio Ambiente. Camada de ozônio. Disponível em: http://www.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio. Acesso em: 29 de agosto de 2015. ______. Substâncias que destroem a camada de ozônio. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio/substancias- destruidoras-da-camada-de-ozonio>. Acesso em: 29 de agosto de 2015. Mundo Estranho Abril. Por que o buraco da camada de ozônio se concentra nos polos. Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-os- buracos-da-camada-de-ozonio-ficam-nos-polos>. Acesso em: 06 de setembro de 2015.
  27. 27. 26 Sobiologia. Camada de ozônio uma capa de gás. Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/jornal/noticia3.2.php>. Acesso em: 29 de agosto de 2015. Super Abril. Ciclo natural do ozônio. Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/como-se-formou-a-camada-de-ozonio-e-por- que-o-buraco-se-concentra-no-polo>. Acesso em: 06 de setembro de 2015. UNEP. Relatório Anual das Mudanças Climáticas. Disponível em: < http://www.unep.org/annualreport/2014/en/pdf/climate_change.pdf>. Acesso em: 30 de agosto de 2015. Wikipedia. Brometo de metila. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Bromometano>. Acesso em: 06 de setembro de 2015. WWF. Questões ambientais da camada de ozônio Disponível em: <http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/questoes_ambientais/camada_ozonio/>. Acesso em: 29 de agosto de 2015.
  28. 28. 27 8 ANEXOS 8.1 Apresentação ppt – Globalização
  29. 29. 28 8.2 Apresentação ppt – Camada de Ozônio
  30. 30. 29 8.3 Apresentação ppt – Derretimento das Geleiras

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