Farmacoeconomia: Nova Fronteira,  Novo Horizonte Claudio Pericles, MD, MBA, MSc
“  Várias são as possibilidades,  do ponto de vista tecnológico.  No entanto, a realidade só brindará os produtos economic...
The New England Journal of Medicine – Editorial, 2005 “ Financiamento da Saúde –  Conseguir dinheiro é difícil.  Gastá-lo ...
<ul><li>Cenário Mundial </li></ul>
 
Benefícios da tecnologia Taxas de mortalidade globais em alguns grupos terapêuticos Fonte: Lichtenberg FR – Columbia Unive...
Fonte: Compustat Investimento setorial em R&D, USA, 2000-2006 Benefícios da tecnologia
EUA 1950-2000    Expectativa de vida ao nascer Fonte: Lichtenberg FR – Columbia University USA 2002 Benefícios da tecnolo...
Lucratividade setorial, USA, 2000-2006 Fonte: Compustat e Michael Porter, ExpoManagement, SP, NOV2007 Retorno do capital c...
Poucas Inovações Farmacológicas Recentes Rev Prescrire, 2005
USA:  Elevação dos custos em Saúde Fonte: Folland  et al  2001 e http://www.cms.hhs.gov/statistics/nhe/projections-2003/t1...
Bom, Bonito & Barato ... Conflito de Expectativas e Interesses  Interesses setoriais Custo Qualidade Acesso Pesquisador In...
 
 
Cenário Nacional
Município de Luiz Antonio, SP 10.000 habitantes (antiga Jataí) 29% 529%
Estruturação do Min. Saúde - Anvisa - <ul><li>O registro de um novo fármaco pode levar em conta a inovação terapêutica tra...
FONTE: MENDES (2007, NO PRELO) SUS: MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE DE MENDES –  Como economizar Adesão terapêutica Dispensação ...
RENAME, CITEC & COMARE Como subsidiar <ul><li>RENAME  (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais  - &quot;Cesta Básica&q...
Alternativas  Governos & Gestores <ul><li>Restringir </li></ul><ul><ul><li>Acesso    doenças / doentes </li></ul></ul><ul...
Decisões no Mercado da Saúde (Tendência) Foco no consumidor Complexidade da Informação MD Não Especialistas Assoc paciente...
 
Conceitos
Warren Buffet, O Tao de Warren Buffet “  As pessoas insistem em confundir PREÇO e VALOR. Preço  é o que se paga. Valor  é ...
Síntese das Avaliações Econômicas <ul><li>Eqüidade vertical:  Tratamentos (procedimentos) desiguais para necessidades dist...
Grau de evidência para terapia Projeto Diretrizes, AMB Consenso de especialistas D 5 Série de casos, sem grupo controle C ...
Evidência & Recomendação   Doenças raras   +   +   Relato de caso   Doenças raras   +   +   Série de casos   Prevalência  ...
<ul><li>Estabelecer a  perspectiva  (ponto de vista)  </li></ul><ul><li>População  a ser estudada +  Local e período  da a...
Tipos de Avaliações em Saúde DEPT. CE & B,  MCMASTER  UNIVERSITY CAN MED ASSOC  J 1984; 130 Comparação entre 2  ou + alter...
<ul><li>Custo-Minimização (CMA)  Conseqüência = </li></ul><ul><li>Custo-Benefício (CBA) Conseqüência $ </li></ul><ul><li>C...
DEPT. CE & B,  MCMASTER  UNIVERSITY CAN MED ASSOC  J 1984; 130 Tipos de análise econômica “completa” Método Custo Desfecho...
<ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Compara o valor monetário de todos os recursos consumidos (custos) para prover a interv...
<ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Similar a CEA.  </li></ul></ul><ul><ul><li>CUA combina  qualidade e quantidade de vida ...
Escore = 0,1 10 anos de vida QALY = 1 4 anos de vida Escore = 0,5 QALY = 2 QALY  Anos de vida ganhos, ajustados à qualidade
Alguns valores de “utility” Estados de Saúde   Utility Saúde Perfeita (referência) 1.00 Mulher com sintomas da menopausa (...
<ul><li>DESFECHOS (OUTCOMES)   </li></ul><ul><li>Melhora de parâmetro clínico (e.g., PA) </li></ul><ul><li>Eventos evitado...
Droga A (nova) x Droga B (em uso) Custo A  - Custo B __________ Efetividade A  - Efetividade B Análise de Custo-Efetividad...
Patamares da OMS (WHO) para  Custo-Efetividade <ul><li>A OMS define o limiar de custo-efetividade como  QALY  <  3 vezes o...
PIB per capita - Brasil No Brasil, as estimativas para 2008 são: PIB:  R$2,7 tri    US$1,6 tri   (8 o  – 10 o  mundial) PI...
<ul><li>USA </li></ul><ul><ul><li>R$  155,000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 90,000 </li></ul></ul><ul><li>Brasil </li></...
Source: J Probstfield, Am J Cardiol 2003: 91 (suppl): 22G – 27G Johannesson et al. N Engl J Med 1997; 336: 332–336; T O Te...
 
<ul><li>EXEMPLOS </li></ul>
Decisões de Incorporação de Tecnologias em Saúde,  apoiadas em Farmacoeconomia  (Óptica do Gestor/ Pagador)
Procedimento   Cura   Custa A 99 % 1000 B 95 % 20 O que é mais importante: Cura ou Custo ? Depende da patologia: Micose su...
Procedimento   Durabilidade Custa A 4 anos   4000 B 12 anos 12000 O que é mais importante:   Durabilidade ou Desembolso ? ...
Value in Health - 2005 Screening para Câncer de Próstata utilizando PSA Análise de custo – efetividade em termos de saúde ...
American Journal of Preventive Medicine - 2005 Custo – Efetividade do Seguro Saúde Análise de custo – efetividade em difer...
Emerging Infectious Diseases - 2003 Vacinação contra HPV Análise de custo – efetividade da vacinação em diferentes faixas ...
Marcos Bosi Ferraz Utilização de Recursos na Osteoporose Pós Menopausa sem Fraturas. Conclusão:  O custo com medicamentos ...
Marcos Bosi Ferraz Teste de colesterol para adultos 25-39 anos = US$ 20,000 / ano de saúde perfeita No Brasil: Custo da es...
Wilson Follador Farmacoeconomia e as Estatinas na Doença Cardiovascular Conclusão:  A relação custo-benefício mostra-se ev...
<ul><li>6.000.000 idosos </li></ul><ul><li>Incidência de Gripe = 5% idosos ao ano </li></ul><ul><ul><li>5.700.000 sem grip...
<ul><li>Avaliação Econômica: </li></ul><ul><li>2 possibilidades: </li></ul><ul><ul><li>Vacinar (100% efetiva) ou  </li></u...
<ul><li>QALYs </li></ul><ul><li>QALY p/ Mortes acontecendo no meio do ano: </li></ul><ul><ul><li>(0.8 x 182,5 d)  + (0 x 1...
<ul><li>Análise Econômica: </li></ul><ul><li>Diferença de custos (cenário A- cena B)/  Diferença de QALYs </li></ul><ul><l...
 
Limitações das Análises Econômicas Fonte: Problems with the interpretation of pharmacoeconomic analysis. A review of submi...
Take Home Messages <ul><li>Estudos de Farmacoeconomia são custo-efetivos e viáveis, em termos de tempo e investimentos </l...
Claudio Pericles (011) 2161-8212 (021) 7641-1195 [email_address]
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    1. 1. Farmacoeconomia: Nova Fronteira, Novo Horizonte Claudio Pericles, MD, MBA, MSc
    2. 2. “ Várias são as possibilidades, do ponto de vista tecnológico. No entanto, a realidade só brindará os produtos economicamente viáveis.” Noyce R. Ch. 11. Project strategy. In: Matheson D et al. The smart organisation: creating value through strategic R&D. Boston (MA): Harvard Business School Press, 1998:221
    3. 3. The New England Journal of Medicine – Editorial, 2005 “ Financiamento da Saúde – Conseguir dinheiro é difícil. Gastá-lo bem, mais difícil ainda. Os recursos serão sempre limitados – e cada vez mais escassos.”
    4. 4. <ul><li>Cenário Mundial </li></ul>
    5. 6. Benefícios da tecnologia Taxas de mortalidade globais em alguns grupos terapêuticos Fonte: Lichtenberg FR – Columbia University USA 2002
    6. 7. Fonte: Compustat Investimento setorial em R&D, USA, 2000-2006 Benefícios da tecnologia
    7. 8. EUA 1950-2000  Expectativa de vida ao nascer Fonte: Lichtenberg FR – Columbia University USA 2002 Benefícios da tecnologia
    8. 9. Lucratividade setorial, USA, 2000-2006 Fonte: Compustat e Michael Porter, ExpoManagement, SP, NOV2007 Retorno do capital calculado como EBITDA/ Capital médio investido
    9. 10. Poucas Inovações Farmacológicas Recentes Rev Prescrire, 2005
    10. 11. USA: Elevação dos custos em Saúde Fonte: Folland et al 2001 e http://www.cms.hhs.gov/statistics/nhe/projections-2003/t1.asp USD per capita/ ano % do PIB anual
    11. 12. Bom, Bonito & Barato ... Conflito de Expectativas e Interesses Interesses setoriais Custo Qualidade Acesso Pesquisador Ind insumos Indivíduo/ usuário Pagador Sociedade Paciente Prestador/ Gestor ALTO INDIFERENTE BAIXO
    12. 15. Cenário Nacional
    13. 16. Município de Luiz Antonio, SP 10.000 habitantes (antiga Jataí) 29% 529%
    14. 17. Estruturação do Min. Saúde - Anvisa - <ul><li>O registro de um novo fármaco pode levar em conta a inovação terapêutica trazida pelo mesmo – se existir. </li></ul><ul><li>A decisão sobre precificação via de regra se faz com base em preços de outros países, sem estudos locais de economia da saúde. </li></ul><ul><li>Estudos clínicos e de farmacoeconomia são previstos, pela regulação sanitária, como instrumentos de aceleração e suporte ao registro. </li></ul>
    15. 18. FONTE: MENDES (2007, NO PRELO) SUS: MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE DE MENDES – Como economizar Adesão terapêutica Dispensação especializada Assistência farmacêutica Populações prioritárias Educação farmacêutica POPULAÇÃO TOTAL POPULAÇÃO EM RISCO POPULAÇÃO COM CONDIÇÃO CRÔNICA DE BAIXO / MÉDIO RISCOS POPULAÇÃO COM CONDIÇÃO CRÔNICA DE ALTO RISCOS POPULAÇÃO COM CONDIÇÃO CRÔNICA MUITO COMPLEXA
    16. 19. RENAME, CITEC & COMARE Como subsidiar <ul><li>RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais - &quot;Cesta Básica&quot;) </li></ul><ul><ul><li>Medicamentos essenciais são aqueles que satisfazem às necessidades de saúde da maioria da população, a um preço que eles e a comunidade possam pagar </li></ul></ul><ul><ul><li>Os medicamentos são selecionados por sua relevância em saúde pública (Essencialidade), evidência de eficácia, segurança, epidemiologia e custo comparativo - orientada pela &quot;medicina baseada em evidências&quot;. É a segunda etapa de escolha de fármacos no país, após o Registro - que raramente faz comparação entre produtos já no mercado ou comparação de custos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Formulário: http://portal.saude.gov.br/saude/area.cfm?id_area=1283 </li></ul></ul><ul><li>Comissão Técnica e Multidisciplinar de Atualização da RENAME (COMARE ) </li></ul><ul><ul><li>Portaria GM nº 1.254, de 29 de julho de 2005 / Portaria SCTIE Nº 1, 22/JAN/2008 </li></ul></ul><ul><ul><li>Previstas reuniões MENSAIS </li></ul></ul><ul><ul><li>http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/represen_comare.pdf </li></ul></ul><ul><li>CITEC (Comissão de Incorporação de Tecnologias - Medicamentos de Dispensação Excepcional) </li></ul><ul><ul><li>Portaria MS 3323, 2006 </li></ul></ul><ul><ul><li>Formulário de incorporação (revisões semestrais): http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Formulario_medcitec20dez_revi.pdf </li></ul></ul>
    17. 20. Alternativas Governos & Gestores <ul><li>Restringir </li></ul><ul><ul><li>Acesso  doenças / doentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Inserção de novas tecnologias </li></ul></ul><ul><ul><li>Quaisquer fatores que incrementem custos </li></ul></ul><ul><li>Conter aumentos de preços </li></ul><ul><ul><li>Concorrência </li></ul></ul><ul><ul><li>Imposição </li></ul></ul><ul><ul><li>Quebra (ou não reconhecimento) de patentes </li></ul></ul><ul><li>Métodos de suporte à tomada de decisão </li></ul><ul><ul><li>Medicina Baseada em Evidências </li></ul></ul><ul><ul><li>Managed care </li></ul></ul><ul><ul><li>Farmacoeconomia </li></ul></ul>
    18. 21. Decisões no Mercado da Saúde (Tendência) Foco no consumidor Complexidade da Informação MD Não Especialistas Assoc pacientes Pacientes MD Especialistas Foco no especialista Aut Reg Gestores Aut Reg Gestores Aut Reg Gestores Aut Reg Gestores
    19. 23. Conceitos
    20. 24. Warren Buffet, O Tao de Warren Buffet “ As pessoas insistem em confundir PREÇO e VALOR. Preço é o que se paga. Valor é o que se quer levar.”
    21. 25. Síntese das Avaliações Econômicas <ul><li>Eqüidade vertical: Tratamentos (procedimentos) desiguais para necessidades distintas. Certas alterações fazem com que alguns percam . </li></ul><ul><li>Diferentes indivíduos (“clientes”) podem entender custos e benefícios de forma diferente </li></ul>Custos Benefícios >B <C =B <C <B <C Trade off >B >C Trade off =B >C <B >C
    22. 26. Grau de evidência para terapia Projeto Diretrizes, AMB Consenso de especialistas D 5 Série de casos, sem grupo controle C 4 3A/ 3B 2A/ 2B/ 2C 1C 1B 1A Evid Revisão sistemática de casos-controle (3A) OU Estudo caso-controle (3B) B Revisão sistemática de estudos de coorte (2A) OU Coorte não randomizado (quase experimento) (2B) ou Outcomes Research (2C) B Pelo menos um ensaio clínico ou série de casos do tipo “tudo ou nada” A Grande ensaio clínico randomizado duplo cego, com intervalo de confiança estreito ( n grande) A Revisão sistemática com meta-análise A Descrição Recom
    23. 27. Evidência & Recomendação   Doenças raras   +   +   Relato de caso   Doenças raras   +   +   Série de casos   Prevalência   + +   +   Transversal   Etiologia, fatores de risco, prognóstico   + +   + +   Caso-controle Terapêutica, Inclusão em Listas ++ +++ Farmacoeconomia (Health Outcomes)   Etiologia, fatores de risco, prognóstico   + + + +   + + +   Coorte   Terapêutica   + + +   + + + +   Ensaio clínico   Finalidade   Custo   Evidência   Desenho
    24. 28. <ul><li>Estabelecer a perspectiva (ponto de vista) </li></ul><ul><li>População a ser estudada + Local e período da análise </li></ul><ul><li>Estratégias a serem comparadas - descrever e especificar alternativas </li></ul><ul><li>Revisão da literatura </li></ul><ul><li>Para cada alternativa, especificar os possíveis desfechos e probabilidade </li></ul><ul><li>Medida da conseqüência / benefício </li></ul><ul><li>Especificar a unidade de desfecho </li></ul><ul><li>Realizar análise de sensibilidade </li></ul><ul><li>Especificar os recursos consumidos em cada alternativa </li></ul><ul><li>Atribuir valor monetário aos recursos consumidos </li></ul>Etapas da Avaliação Econômica DEPT. CE & B, MCMASTER UNIVERSITY CAN MED ASSOC J 1984; 130
    25. 29. Tipos de Avaliações em Saúde DEPT. CE & B, MCMASTER UNIVERSITY CAN MED ASSOC J 1984; 130 Comparação entre 2 ou + alternativas? SIM NÃO Avaliação completa (custos & conseqüências)? Avaliação parcial Só Conseqüências? Custos? Custo-Minimização (CMA) Custo-Benefício (CBA) Custo-Utilidade (CUA) Custo-Efetividade (CBA) CUSTOS: Análise de Custos CONSEQÜÊNCIAS: Avaliação de eficácia Avaliação de efetividade Avaliação parcial (custos & conseqüências)? Avaliação parcial Só Conseqüências? Custos? Descrição de custo-desfecho (COD) Descrição de Custos (CD) Descrição de Desfecho (OD)
    26. 30. <ul><li>Custo-Minimização (CMA) Conseqüência = </li></ul><ul><li>Custo-Benefício (CBA) Conseqüência $ </li></ul><ul><li>Custo-Efetividade (CEA) $/ evento evitado </li></ul><ul><li>Custo-Utility (CUA) QALY </li></ul><ul><li>Relacionam CUSTOS e RESULTADOS </li></ul><ul><li>Variam em termos do como a conseqüência / benefício é medido </li></ul>Tipos de análise econômica “completa” DEPT. CE & B, MCMASTER UNIVERSITY CAN MED ASSOC J 1984; 130
    27. 31. DEPT. CE & B, MCMASTER UNIVERSITY CAN MED ASSOC J 1984; 130 Tipos de análise econômica “completa” Método Custo Desfecho Foco CBA $ (real) $ (real) Eficiência alocativa CEA $ (real) Unidade natural (anos de vida ganhos) Custo para obter uma unidade de desfecho CUA $ (real) Unidade natural (QALYS) Custo para obter uma unidade QALY
    28. 32. <ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Compara o valor monetário de todos os recursos consumidos (custos) para prover a intervenção com o valor monetário do desfecho (benefício) proporcionado pela intervenção. </li></ul></ul><ul><ul><li>Custos e desfechos são mensurados em valor monetário (dólar, real). </li></ul></ul><ul><ul><li>Permite comparação entre intervenções com diferentes desfechos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Mais poderosa análise econômica, única análise que captura eficiência alocativa </li></ul></ul><ul><li>CONS </li></ul><ul><ul><li>Problemas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>valorar ($) o estado de saúde </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>valorar ($) a vida </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>CBA é de difícil realização porque requer que TODOS os custos e benefícios sejam mensurados (ou convertidos) em termos monetários </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Human Capital Approach </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Willingness-to-Pay Approach </li></ul></ul></ul>Análise de Custo-Benefício (CBA)
    29. 33. <ul><li>PROS </li></ul><ul><ul><li>Similar a CEA. </li></ul></ul><ul><ul><li>CUA combina qualidade e quantidade de vida na mensuração do desfecho (Utility X Time). </li></ul></ul><ul><ul><li>Utility = Nível de satisfação ou preferência que o consumidor obtém do consumo de produtos ou serviços. </li></ul></ul><ul><ul><li>O consumidor toma decisão de compra baseada no nível de utilidade por dólar gasto. </li></ul></ul><ul><ul><li>O desfecho mais comumente utilizado na CUA é Quality Adjusted Life Years (QALYs). </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Exemplo: Pessoas com insuficiência renal têm menor qualidade de vida. Portanto, para estas pessoas, 10 anos de vida poderiam ser equivalentes a 5 QALYs. </li></ul></ul></ul><ul><li>CONS </li></ul><ul><ul><li>Mensuração de utility é demorada e recurso intensiva . </li></ul></ul><ul><ul><li>Não há consenso sobre o método de mensuração </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Em geral, as abordagens “baseadas em escolha” são mais apropriadas.(ex., standard gamble, time trade-off ). </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>NOTA: QoL, per se, NÃO é utility </li></ul></ul><ul><ul><li>Utility também indica capacidade funcional </li></ul></ul>Análise de Custo-Utilidade (CUA)
    30. 34. Escore = 0,1 10 anos de vida QALY = 1 4 anos de vida Escore = 0,5 QALY = 2 QALY Anos de vida ganhos, ajustados à qualidade
    31. 35. Alguns valores de “utility” Estados de Saúde Utility Saúde Perfeita (referência) 1.00 Mulher com sintomas da menopausa (ET) 0.99 Tratamento de Hipertensão Arterial c/ EC (ET) 0.95 Angina Leve (ET) 0.90 Transplantado de rim (TTO) 0.84 Angina Moderada (ET) 0.70 Angina Grave (ET) 0.50 Cego, surdo ou mudo (TTO) 0.39 Morte (referência) 0.00 Restrito à cama e com muita dor (ET) < 0.00
    32. 36. <ul><li>DESFECHOS (OUTCOMES) </li></ul><ul><li>Melhora de parâmetro clínico (e.g., PA) </li></ul><ul><li>Eventos evitados (ex. IAM, </li></ul><ul><li>AVC) </li></ul><ul><li>Dias livres de sintomas </li></ul><ul><li>Anos de vida ganhos </li></ul><ul><li>Redução de Hospitalização </li></ul><ul><li>Eventos evitados </li></ul><ul><li>UTILITIES </li></ul><ul><li>QALYs: quality-adjusted life-years </li></ul><ul><li>DALYs: disability-adjusted life-years </li></ul><ul><li>CUSTOS: DIRETOS </li></ul><ul><li>Hospitalizações, </li></ul><ul><li>Tratamento, </li></ul><ul><li>Exames, </li></ul><ul><li>INDIRETOS </li></ul><ul><li>Efeitos colaterais, </li></ul><ul><li>Transporte, </li></ul><ul><li>Perda de produtividade etc. </li></ul><ul><li>INTANGÍVEIS </li></ul><ul><li>Dano psíquico </li></ul><ul><li>Conflitos familiares etc </li></ul>1. Drummond et al. Ann Int Med 1987; 107(1): 88 –92 2. Kobelt G. Health Economics: an introduction to economic evaluation. London: OHE, 2002 Análise de Custo-Efetividade (CEA) Razão de Custo-Efetividade Incremental (ICER): = Diferença nos custos, dividida pela diferença dos desfechos entre 2 estratégias de tratamento Custos Desfechos
    33. 37. Droga A (nova) x Droga B (em uso) Custo A - Custo B __________ Efetividade A - Efetividade B Análise de Custo-Efetividade (CEA) & ICER Exemplo: Novo anti-hipertensivo $280 - $120 = $ 160 = $ 80 = C$ 80 / mmHg 12-10mmHg 2 1
    34. 38. Patamares da OMS (WHO) para Custo-Efetividade <ul><li>A OMS define o limiar de custo-efetividade como QALY < 3 vezes o PIB (GDP) per capita </li></ul><ul><li>Intervenção Custo-Efetiva </li></ul><ul><li>Intervenções em que cada ano de vida saudável ganho (e.g. disability adjusted life year [DALY] evitado) custe < 1 PIB per capita (i.e. < US$ 30,000 per capita, nos EUA) são definidas como ALTAMENTE CUSTO-EFETIVAS </li></ul><ul><li>Intervenções em que cada ano de vida saudável ganho ( DALY) custe < 1-3 vezes o PIB per capita (i.e. < US$ 30,000 –US$90,000 per capita, nos EUA) são definidas como CUSTO-EFETIVAS </li></ul>Source: WHO Commission. Macroeconomics and health: investing in health for economic development.. Report of the Commission on macroeconomics and Health . Geneva: World Health Organization; 2001 No Brasil, as estimativas para 2008 são: PIB: R$2,7 tri US$1,6 tri (8 o – 10 o mundial) PIB per capita: R$16500 US$ 9500 (93 o – 95 o mundial)
    35. 39. PIB per capita - Brasil No Brasil, as estimativas para 2008 são: PIB: R$2,7 tri US$1,6 tri (8 o – 10 o mundial) PIB per capita: R$16500 US$ 9500 (93 o – 95 o mundial) http://indexmundi.com https : //www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook (CIA World factbook, MAY08) 1x PIB per capita: USD$ 9500 3x PIB per capita: USD$ 28500
    36. 40. <ul><li>USA </li></ul><ul><ul><li>R$ 155,000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 90,000 </li></ul></ul><ul><li>Brasil </li></ul><ul><ul><li>R$ 50.000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 28.500 </li></ul></ul><ul><li>USA </li></ul><ul><ul><li>R$ 52000-155000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 30000-90000 </li></ul></ul><ul><li>Brasil </li></ul><ul><ul><li>R$ 16500-50000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 9500-28500 </li></ul></ul><ul><li>USA </li></ul><ul><ul><li>R$ 52,000 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 30,000 </li></ul></ul><ul><li>Brasil </li></ul><ul><ul><li>R$ 16.500 </li></ul></ul><ul><ul><li>USD$ 9.500 </li></ul></ul>Patamares da OMS (WHO) para Custo-Efetividade (QALY) Esta é a razão pela qual são preferidas avaliações econômicas LOCAIS. Custos Desfechos
    37. 41. Source: J Probstfield, Am J Cardiol 2003: 91 (suppl): 22G – 27G Johannesson et al. N Engl J Med 1997; 336: 332–336; T O Tengs, Risk Analysis 1995: 15, 3, 369-389; Goldman L et al. N Engl J Med 1988; 319: 152-157 Análise de Custo-Efetividade (CEA) Tratamento Custo por ano de vida ganho (USD$) Aconselhamento para cessação tabágica 2,600 Beta bloqueador pós-IAM (alto risco) 5,900 Estatinas 9,800 “ Coquetel” anti-HIV 17,500 Beta-bloqueador pós-iam (baixo risco) 20,200 “ Air bag” do motorista 27,000 Diálise renal 50,000 Mamografia anual p/ mulheres < 55 y.o 110,000 Teste ergométrico p/ homens assintomáticos, 40 anos de idade 124,000 Inbidores da COX-2 em pacientes com artrite e baixo risco de ressngramento 185,000
    38. 43. <ul><li>EXEMPLOS </li></ul>
    39. 44. Decisões de Incorporação de Tecnologias em Saúde, apoiadas em Farmacoeconomia (Óptica do Gestor/ Pagador)
    40. 45. Procedimento Cura Custa A 99 % 1000 B 95 % 20 O que é mais importante: Cura ou Custo ? Depende da patologia: Micose superficial ou Melanoma in situ ? Exemplo 1 - Estudo de Caso: Qual terapêutica escolher?
    41. 46. Procedimento Durabilidade Custa A 4 anos 4000 B 12 anos 12000 O que é mais importante: Durabilidade ou Desembolso ? Depende dos recursos disponíveis e do “discounting”. Exemplo 2 - Estudo de Caso: Escolha de uma prótese
    42. 47. Value in Health - 2005 Screening para Câncer de Próstata utilizando PSA Análise de custo – efetividade em termos de saúde pública. Conclusão: É custo – efetiva 1 dosagem de PSA por grupo etário (i.e., a cada 5 anos). Exemplo 3 - Estudo de Caso: Check Up & Screening de Câncer de Próstata
    43. 48. American Journal of Preventive Medicine - 2005 Custo – Efetividade do Seguro Saúde Análise de custo – efetividade em diferentes faixas etárias e o impacto na qualidade de vida dos usuários. Conclusão: O seguro saúde é custo – efetivo na faixa etária entre 25 e 64 anos. Exemplo 4 - Estudo de Caso: Fazer ou não plano de saúde?
    44. 49. Emerging Infectious Diseases - 2003 Vacinação contra HPV Análise de custo – efetividade da vacinação em diferentes faixas etárias Conclusão: A vacinação é custo – efetiva e importante ferramenta na saúde pública principalmente na faixa de 12 a 15 anos. Exemplo 5 - Estudo de Caso: Vacinação contra o Câncer de Colo de Útero
    45. 50. Marcos Bosi Ferraz Utilização de Recursos na Osteoporose Pós Menopausa sem Fraturas. Conclusão: O custo com medicamentos ficou em torno de 9%, e o item de maior significância foi o relativo aos gastos com transporte dessas pacientes. Exemplo 6 - Estudo de Caso: Onde estão os custos na osteoporose?
    46. 51. Marcos Bosi Ferraz Teste de colesterol para adultos 25-39 anos = US$ 20,000 / ano de saúde perfeita No Brasil: Custo da estratégia/ hab x Pop de 25 a 39 anos . Conclusão: O fato de uma estratégia ser custo-efetiva não garante que haja recursos disponíveis para implementá-la. Exemplo 7 - Estudo de Caso: Vale a pena implementar um política eficaz de manejo dislipidêmico, na população em geral ?
    47. 52. Wilson Follador Farmacoeconomia e as Estatinas na Doença Cardiovascular Conclusão: A relação custo-benefício mostra-se evidente na utilização das estatinas mais modernas e potentes (e.g., Atorvastatina). Exemplo 8 - Estudo de Caso: Vale a pena implementar um política eficaz de manejo dislipidêmico, na DCV?
    48. 53. <ul><li>6.000.000 idosos </li></ul><ul><li>Incidência de Gripe = 5% idosos ao ano </li></ul><ul><ul><li>5.700.000 sem gripe </li></ul></ul><ul><ul><li>300.000 com gripe </li></ul></ul><ul><li>0.5% com complicação e morte </li></ul><ul><ul><ul><li>298.500 com gripe e recuperação total </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>1.500 mortes </li></ul></ul></ul>Exemplo 9 - Custo-Utility (CUA): Brasil, Vacinação contra gripe no idoso
    49. 54. <ul><li>Avaliação Econômica: </li></ul><ul><li>2 possibilidades: </li></ul><ul><ul><li>Vacinar (100% efetiva) ou </li></ul></ul><ul><ul><li>Não Vacinar </li></ul></ul><ul><li>Vacinar – </li></ul><ul><ul><li>Custo da vacinação – R$ 4,00/ idoso </li></ul></ul><ul><li>Não Vacinar – </li></ul><ul><ul><li>Custo do tratamento dos casos com gripe – R$ 55,00/ paciente </li></ul></ul><ul><li>QALYs: </li></ul><ul><li>Idoso sem gripe: </li></ul><ul><ul><li>Utility = 0.8 (0 a 1) </li></ul></ul><ul><li>Idoso com gripe e morte: </li></ul><ul><ul><li>Utility = 0.0 (0 a 1) </li></ul></ul><ul><li>Idoso com gripe e com recuperação: </li></ul><ul><ul><li>Utility (15 dias) = 0.5 (0 a 1) </li></ul></ul>Exemplo 9 - Custo-Utility (CUA): Brasil, Vacinação contra gripe no idoso - CONTINUAÇÃO -
    50. 55. <ul><li>QALYs </li></ul><ul><li>QALY p/ Mortes acontecendo no meio do ano: </li></ul><ul><ul><li>(0.8 x 182,5 d) + (0 x 182,5 d) = 0,4 365 </li></ul></ul><ul><li>QALY p/ Gripe e recuperação total: </li></ul><ul><ul><li>(0.5 x 15 d) + (0.8 x 350 d) = 0.79 365 </li></ul></ul><ul><li>Sem gripe: </li></ul><ul><ul><li>(0.8 x365 d) = 0.8 365 </li></ul></ul>QALYs em nível populacional Gripe e morte (1.500 x 0.4) + Gripe e recuperação (298.500 x 0.79) + Sem Gripe (5.700.000 x 0.8) dividido por 6.000.000 (população de idosos) = = 0.79928 Exemplo 9 - Custo-Utility (CUA): Brasil, Vacinação contra gripe no idoso - CONTINUAÇÃO -
    51. 56. <ul><li>Análise Econômica: </li></ul><ul><li>Diferença de custos (cenário A- cena B)/ Diferença de QALYs </li></ul><ul><li>Diferença de custos: </li></ul><ul><li>[Custo total vacina - doença] / # idosos </li></ul><ul><li>(6.000.000 x 4,00) – (300.000 x 55,00) = </li></ul><ul><li>R$ 7.500.000,00 </li></ul><ul><li>R$ 7.500.000,00 / 6.000.000 = </li></ul><ul><li>R$ 1,25 / idoso </li></ul><ul><li>Diferença de QALYs: </li></ul><ul><ul><li>0.8 - 0.79928 = 0.00072 / idoso </li></ul></ul>Análise Econômica: Diferença de custos / Diferença de QALYs R$ 1,25 / 0.00072 = R$ 1.736,11 / 1 QALY A estratégia VACINAR custa R$ 1.736 adicionais para cada QALY adicional ganho Exemplo 9 - Custo-Utility (CUA): Brasil, Vacinação contra gripe no idoso - CONTINUAÇÃO -
    52. 58. Limitações das Análises Econômicas Fonte: Problems with the interpretation of pharmacoeconomic analysis. A review of submissions to the Australian Pharmaceutical Benefits Scheme. Hill et al., JAMA, April 2000; 283:2116-2121
    53. 59. Take Home Messages <ul><li>Estudos de Farmacoeconomia são custo-efetivos e viáveis, em termos de tempo e investimentos </li></ul><ul><li>Os dados internacionais não podem ser simplesmente replicados no país – é necessário conduzir estudos locais </li></ul><ul><li>Clientes diferentes exigem premissas diferentes e podem levar a resultados distintos - que podem estabelecer subpopulações mais adequadas (segmentação alvo-orientada) </li></ul><ul><li>Estudos farmacoeconômicos não são aplicáveis só a produtos “caros” </li></ul><ul><li>Estudos farmacoeconômicos representam evidência e podem ajudar a promover o uso ético e racional </li></ul><ul><li>Publicar é importante </li></ul><ul><li>Autoridades regulatórias levam em consideração estudos bem feitos </li></ul><ul><li>Estudos farmacoeconômicos representam uma efetiva aliança entre os departamentos Comercial e Científico </li></ul><ul><li>Escolha bem os cenários, parâmetros e fornecedores </li></ul><ul><li>Esta é uma tendência mundial, não um modismo - se você não fizer, a concorrência o fará </li></ul>
    54. 60. Claudio Pericles (011) 2161-8212 (021) 7641-1195 [email_address]

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