Dignidade E Diversidade Sexual Humana

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  • Os autores ( José Baptista de Mello Neto & Michelle Barbosa Agnoleti) do texto original, adaptado por nós para o slide atual, são citados no trabalho. Não se trata de plágio ou omissão.
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    O slide tem objetivo e finalidade meramente educativa, não comercial nem promocional. Pedimos desculpas se os citados autores se sentiram 'lesados' ou incomodados pela utilização de parte de seus textos no slide.
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    Entendemos que todos os slides postados no slideshare com intuito de ajudar a esclarecer, educar e informar ( sobretudo quanto à questão sexual e sexo seguro) são de uso e citação livre, DESDE QUE INFORMADAS AS FONTES, como fizemos. Em nenhum trecho do slide original havia a exigência de solicitar AUTORIZAÇÃO dos autores para adaptação,
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    Como pessoa RESPONSÁVEL, coloco-me à inteira disposição dos interessados/incomodados/lesados para quaisquer entendimentos que se fizerem necessários.
    TÁRCIO OLIVEIRA
    tarcio.j@hotmail.com
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Dignidade E Diversidade Sexual Humana

  1. 1. DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT)
  2. 2. Educação para a diversidade <ul><li>conhecimento compreensão respeito tolerância </li></ul><ul><li>Um longo caminho a percorrer... </li></ul>
  3. 3. Sexualidade <ul><li>A sexualidade é um aspecto central do ser humano durante sua vida </li></ul>
  4. 4. Sexualidade <ul><li>A sexualidade é vivenciada e expressa em pensamentos, fantasias, desejos, crenças, atitudes, valores, comportamentos, práticas, papéis e relações. </li></ul>
  5. 5. Sexualidade <ul><li>A sexualidade é influenciada pela interação de fatores biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos, culturais, éticos,legais, históricos, religiosos e espirituais. </li></ul>
  6. 6. Dever de todos nós <ul><li>Reconhecer a importância da sexualidade e direitos sexuais na vida das pessoas. </li></ul><ul><li>Reconhecer que a sexualidade é mais do que uma questão de saúde e violência. </li></ul><ul><li>Identificar as interconexões com o bem-estar e o mal-estar, riqueza e pobreza, integração e marginalização, e a importância da sexualidade nas lutas políticas. </li></ul>
  7. 7. Nossa sexualidade <ul><li>A sexualidade humana se manifesta por meio de padrões culturais historicamente determinados. </li></ul><ul><li>No Brasil, ela é marcada por antagonismos e concilia valores morais como a virgindade e a castidade, indo até à exaltação da sensualidade carnavalesca. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Práticas, condutas e procedimentos da sexualidade, são tão variadas quanto os desejos humanos. </li></ul>http://blog.pucp.edu.pe Definir é limitar
  9. 9. Refletindo sobre Identidade sexual <ul><li>As pessoas podem ser bi/hetero/ homorientadas; </li></ul><ul><li>Auto-definição de identidade-> fator mais importante não é o desejo, mas as transformações que as pessoas inscrevem em suas imagens; </li></ul><ul><li>Cotidianamente é negada a legitimidade ao processo de (des)(re)construção e ressignificação de gêneros e desejos. </li></ul><ul><li>Quando se foge das “normas” heteronormativas de gênero/sexo/ desejo -> surgem pretextos para a exclusão, a intolerância e a violência. </li></ul>
  10. 10. Família: <ul><li>Exclui a diversidade quando classifica comportamentos e desejos como coisas de meninos/coisas de meninas. </li></ul>
  11. 11. Incompreensão na família <ul><li>Sexualidade (em desenvolvimento)-> duramente reprimida; </li></ul><ul><li>Culpas/acusações são trocadas entre pais atônitos/confusos/ </li></ul><ul><li>despreparados para lidar com uma questão tão delicada (muitas vezes, enveredam por um caminho de negação e de rejeição); </li></ul>
  12. 12. Incompreensão na família <ul><li>outros partem para o convencimento pela imposição de argumentos calcados no senso comum ; </li></ul><ul><li>há os que buscam a cura em clínicas psiquiátricas e/ou em instituições religiosas. </li></ul>
  13. 13. Incompreensão na família <ul><li>Sendo mal-sucedidos tais intentos, há os que partem para a desqualificação moral, castigos físicos e até mesmo a expulsão, isso quando a saída do lar já não é empreendida antes, como busca da liberdade e fuga da repressão. </li></ul>
  14. 14. Incompreensão na família <ul><li>O sofrimento é intenso, e há mesmo aqueles que apelam para saídas mais drásticas, como a auto-mutilação e o suicídio. </li></ul>
  15. 15. Escola <ul><li>Muitas vezes reflete e reproduz preconceitos; </li></ul><ul><li>Diferencia coisas de meninos e coisas de meninas -> passa da esfera do privado à do público -> qualquer transgressão a essa ordem provoca uma reação coletiva (em geral negativa); </li></ul>
  16. 16. Escola <ul><li>Professores/gestores preocupados com reputação/reclamação -> se unem no esforço para contextualizar e socializar o considerado desviante entre os indivíduos do seu sexo biológico (forma sutil ou abrupta); </li></ul>
  17. 17. Escola <ul><li>Sentimento de inadequação </li></ul><ul><li>Sensação de angústia pelo não-pertencimento </li></ul><ul><li>Reações que envolvem a prática de lesões corporais e agressões verbais </li></ul><ul><li>É comum a repressão de expressões de sexualidades, no lugar de uma política não-moralista de educação sexual. </li></ul><ul><li>Grande temor de serem responsabilizados e cobrados por incentivo à iniciação sexual precoce ou desvios de conduta. </li></ul>
  18. 18. Comunidade <ul><li>Quando a identidade de gênero começa a se esboçar divergente do sexo, há uma pressão no sentido de reduzir e sempre lembrar a condição “natural” de homem/mulher, marcada nos genitais externos, reputando tudo o que foge a isso como abjeção e ignomínia. </li></ul>
  19. 19. Comunidade <ul><li>Definição do sexo feita com base nos órgãos genitais externos. </li></ul><ul><li>Nascer com um pênis ou com uma vulva -> estar definitivamente condicionado a ser homem ou mulher (dicotomia “macho vs . fêmea”); </li></ul><ul><li>Impostos padrões comportamentais pré-estabelecidos socialmente. </li></ul>
  20. 20. Comunidade <ul><li>Daí surgem as relações de poder, por meio das quais se tenta dominar e subjugar aqueles/aquelas que fogem das regras consideradas “ naturais” , que foram socialmente impostas como sendo as “ corretas e normais” . </li></ul>
  21. 21. Identidade sexual <ul><li>É atribuída a alguém em virtude da direção de seu desejo e/ou suas condutas sexuais seja para outra pessoa do mesmo sexo (homossexualidade), do sexo oposto (heterossexualidade), ou de ambos os sexos (bissexualidade). </li></ul><ul><li>É a percepção de ser homem ou mulher que cada indivíduo tem a seu respeito. </li></ul>
  22. 22. Identidade de Gênero <ul><li>É a forma como uma pessoa se sente e se apresenta para si e para as outras pessoas enquanto masculino, feminino ou os dois, sem, que essa forma esteja necessariamente vinculada a sua genitália externa. </li></ul>
  23. 23. Orientação Sexual <ul><li>O termo “orientação sexual” é mundialmente usado para designar se esse relacionamento vai se dar com alguém do sexo oposto, do mesmo sexo, ou com pessoas de ambos os sexos. Preferimos acrescentar ao termo a palavra “afetivo” para deixar claro que esse relacionamento não é só de ordem sexual, mas também envolve o amor e o afeto. E os afetos podem ser de natureza positiva ou negativa. E também porque nem sempre afeto e sexo caminham de mãos dadas. </li></ul>
  24. 25. Dificuldades enfrentadas cotidianamente por cidadãos LGBTT <ul><li>Casos de desrespeito e violência; </li></ul><ul><li>Situações vexatórias/olhares curiosos/brincadeiras de mau-gosto/atitudes preconceituosas; </li></ul><ul><li>Destituição de esperanças de sobrevivência digna e segura; </li></ul><ul><li>Comumente reprimidos ao assumirem uma identidade sexual fora dos padrões convencionais </li></ul><ul><li>Baixos índices de instrução causada por evasão escolar provocada pela discriminação; </li></ul><ul><li>Dificuldade de acesso ao mercado de trabalho (preconceito, pouco estudo) </li></ul><ul><li>Subempregos e atividades estigmatizantes. </li></ul>
  25. 27. <ul><li>A existência das mais variadas formas de diversidade deve ser vista e trabalhada como própria da condição humana. Não fôssemos diversos, ainda estaríamos nas árvores. </li></ul>
  26. 28. <ul><li>É preciso reconhecer que todos somos exatamente iguais naquilo que melhor caracteriza a nossa humanidade: o raciocínio. </li></ul><ul><li>E é por meio do raciocínio, ou da capacidade de raciocinar, que nos tornamos diferentes, diversos. </li></ul><ul><li>Diferenças e/ou Diversidades são próprias da humanidade do ser, mas não podem e não devem ser compreendidas enquanto desigualdade e/ou meio para desigualar os seres humanos. </li></ul>http://www.themanitoban.com/
  27. 29. <ul><li>É INDISPENSÁVEL e urgente que deixemos de ser governados pela noção absurda de que só existem dois tipos possíveis de corpos (masculino e feminino), com somente dois gêneros inextricavelmente associados a eles: homem e mulher. </li></ul><ul><li>Escritório Latino-Americano da ComissãoInternacional sobre os Direitos Humanos de Gays e Lésbicas. </li></ul>
  28. 30. Direitos sexuais <ul><li>Os direitos sexuais abrangem direitos humanos já reconhecidos por leis nacionais, documentos internacionais sobre direitos humanos e outras declaraçõe. Isso inclui o direito de toda pessoa, livre de coerção, discriminação e violência, ao seguinte: </li></ul><ul><li>O mais alto padrão atingível de saúde sexual, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva; </li></ul><ul><li>Busca, recebimento e fornecimento de informações relacionadas à sexualidade; </li></ul><ul><li>Educação da sexualidade; </li></ul>
  29. 31. Direitos Sexuais <ul><li>Respeito à integridade corporal; </li></ul><ul><li>Escolha de parceiro ou parceira; </li></ul><ul><li>Decisão de ser ou não sexualmente ativo(a); </li></ul><ul><li>Relações sexuais consensuais; </li></ul><ul><li>Casamento consensual; </li></ul><ul><li>Decisão de ter ou não filhos e quando os ter; </li></ul><ul><li>Busca de uma vida sexual satisfatória, segura e prazerosa. </li></ul><ul><li>Organização Mundial da Saúde, 2004, </li></ul>
  30. 32. Homofobia <ul><li>Um conjunto de emoções negativas contra pessoas LGBTT: </li></ul><ul><li>aversão, </li></ul><ul><li>desprezo, </li></ul><ul><li>ódio, </li></ul><ul><li>desconfiança, </li></ul><ul><li>desconforto ou medo , </li></ul><ul><li>p reconceitos, discriminação e violência </li></ul>
  31. 34. Qual é a diferença ? <ul><li>Gays e lésbicas são pessoas que sentem atração emocional e sexual por pessoas do mesmo sexo. </li></ul><ul><li>Os bissexuais são pessoas que podem tanto apaixonar-se por alguém do sexo masculino, como por alguém do sexo feminino. </li></ul><ul><li>O termo transgênero é utilizado para descrever o grupo de pessoas que não se enquadra na forma como as definições de &quot;homem&quot; e &quot;mulher&quot; são concebidas socialmente e inclui transexuais, hemafroditas, andrógenos, travestis e transformistas. </li></ul>
  32. 35. <ul><li>Ou seja, ser gay, lésbica ou bissexual refere-se à orientação sexual do indivíduo, enquanto que ser transgênero refere-se à identidade do gênero do indivíduo. </li></ul>
  33. 36. Será que sou homossexual? <ul><li>Uma das questões mais comuns sobre a homossexualidade é de como é que se sabe que se é gay ou lésbica. Não existe uma verdadeira resposta para isso. </li></ul>
  34. 37. Homossexualidade é doença? <ul><li>A APA (American Psychiatric Association) retirou a homossexualidade do seu &quot;Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais&quot; (DSM) em 1973, depois de rever estudos e provas que revelavam que a homossexualidade não se enquadra nos critérios utilizados na categorização de doenças mentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez o mesmo em 1993. Psicológos e sexólogos chegaram à conclusão de que a homossexualidade é um comportamento normal normalidade. </li></ul>
  35. 38. <ul><li>Portanto homossexuais não “se curam”; as pessoas podem reprimir ou sublimar sua homossexualidade, mas permanecerão com esse direcionamento afetivo até o fim de suas vidas. </li></ul>
  36. 39. <ul><li>As pessoas não &quot;se tornam&quot; homossexuais, mas antes descobrem esse aspecto da sua sexualidade. </li></ul><ul><li>Para praticamente todos os homossexuais, a homossexualidade não é uma escolha. </li></ul>
  37. 40. Será que é mesmo assim? <ul><li>PERGUNTAS COMUNS SOBRE HOMOSSEXUALIDADE </li></ul>
  38. 41. <ul><li>Nas relações homossexuais um ou uma faz o papel de mulher e o outro ou a outra de homem. </li></ul><ul><li>Errado. Nas relações homossexuais os parceiros partilham indiscriminadamente os papeis consignados socialmente a ambos os sexos. Isto quer dizer que nenhum finge que é do sexo oposto. </li></ul>
  39. 42. <ul><li>Os homossexuais são mais obcecados pelo sexo . </li></ul><ul><li>Errado. Sexo é tanto ou tão pouco importante para os homossexuais como para os heterossexuais. O que notamos, na realidade, é que a diferença entre a sexualidade masculina e feminina é bastante mais significativa do que a diferença entre a sexualidade homossexual e heterossexual. </li></ul>
  40. 43. <ul><li>Os homens homossexuais são pedófilos e molestam crianças. </li></ul><ul><li>Errado. Há proporcionalmente menos homens homossexuais do que homens heterossexuais que abusam sexualmente de crianças. </li></ul>
  41. 44. <ul><li>A homossexualidade é causada por um trauma durante a infância? </li></ul><ul><li>Não. Ninguém sabe porque é que algumas pessoas são homossexuais. Há teorias diferentes que falam de hereditariedade e do ambiente. A maioria dos homossexuais não tiveram dificuldades especiais durante a sua infância. </li></ul>
  42. 45. <ul><li>Os filhos de homossexuais tornam-se homossexuais. </li></ul><ul><li>Errado. As investigações científicas que têm sido feitas mostram que estas crianças tornam-se tanto ou tão pouco homossexuais como os filhos de heterossexuais.                </li></ul>
  43. 46. <ul><li>Os homossexuais sentem-se atraídos por todos os membros do seu sexo. </li></ul><ul><li>Errado. Não é suficiente que a pessoa seja do mesmo sexo. Os homossexuais têm critérios de escolha do parceiro tão exigentes como os heterossexuais. </li></ul>
  44. 47. <ul><li>Informação positiva sobre a homossexualidade resulta em mais pessoas &quot;se tornarem&quot; homossexuais. </li></ul><ul><li>Errado. Informação positiva não faz com que haja mais homossexuais. Surgem sim mais pessoas com coragem para se assumir visto que a informação ajuda a diminuir os preconceitos. </li></ul>
  45. 48. <ul><li>Uma pessoa é homossexual porque não consegue relacionar-se com os membros do sexo oposto. </li></ul><ul><li>Errado. A homossexualidade não tem nada a ver com capacidades de atrair o sexo oposto. Tem sim com o fato de os homossexuais se interessarem por pessoas do mesmo sexo. </li></ul>
  46. 49. <ul><li>O exercício responsável dos direitos humanos exige que todas as pessoas respeitem os direitos das demais. </li></ul><ul><li>Para que um ser humano tenha direitos e para que possa exercer estes direitos, é indispensável que seja reconhecido e tratado como pessoa. </li></ul>
  47. 51. DIGNIDADE SEXUAL E DIVERSIDADE HUMANA: cidadania e respeito para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTT) Adaptado de material de José Baptista de Mello Neto 1 & Michelle Barbosa Agnoleti 2 1 Professor do Departamento de Direito Público/CCJ/UFPB e Departamento de Direito/CH/UEPB; 2 Mestranda em Direito – Área de Concentração em Direitos Humanos CCJ/UFPB.

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