DoençA Hipertensiva EspecíFica Da Gravidez

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A pré-eclâmpsia é colocada nessa aula com ênfase em sua fisiopatologia e a conduta.

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DoençA Hipertensiva EspecíFica Da Gravidez

  1. 1. DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ <br />
  2. 2. DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />“Acolher a mulher desde o início da gravidez, assegurando, ao fim da gestação, o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem-estar materno e neonatal.”<br />MS-BR 2005<br />
  3. 3. INTRODUÇÃO<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  4. 4. OUTRAS DENOMINAÇÕES<br />Doença Hipertensiva Específica da Gestação;<br />DHEG;<br />Pré-eclâmpsia<br />CONCEITO<br />É definida por hipertensão acompanhada de proteinúria na gestação.<br />Hipertensão: bom prognóstico<br />Hipertensão associada a Proteinúria: correlaciona a complicações comprometendo fígado, rins, cérebro, evoluindo para a eclâmpsia, CID, HELLP síndrome, parto prematuro, sofrimento fetal, morte materna e fetal. <br />(NHBEPEP, 2000)<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  5. 5. CERTEZAS E LIMITAÇÕES<br />Desconhecimento da causa básica, <br />Ausência de tratamento eficaz, <br />Elevado risco materno e fetal,<br />Possibilidade de diminuir suas consequências.<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  6. 6. EPIDEMIOLOGIA<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  7. 7. EPIDEMIOLOGIA<br />10% das gestações apresentarão hipertensão arterial;<br />2% a 8% das gestações são complicadas pela doença hipertensiva específica da gravidez.<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  8. 8. MORBIDADE E MORTALIDADE MATERNA<br />Mais de meio milhão de mulheres morrem a cada ano de causas relacionadas à gravidez (OMS 2000);<br />99% destas mortes ocorrem nos países em desenvolvimento (OMS 2000)<br />10% a 15% das mortes maternas em países em desenvolvimento estão associadas à pré-eclâmpsia e eclâmpsia (Duley 1992);<br />Mulheres que tiveram hipertensão na gestação possuem maior risco para doença hipertensiva, derrame, doença cardíaca isquêmica no futuro (Hannaford 1997, Wilson 2003)<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  9. 9. MORBIDADE E MORTALIDADE FETAL<br />A mortalidade perinatal está aumentada na gestação com pré-eclâmpsia;<br />A pré-eclâmpsia responde por 12% dos nascimentos de Pequenos para a Idade Gestacional e 19% destes nascimentos são pré-termo;<br />Crianças nascidas de gestantes com pré-eclâmpsia estão em risco aumentado de atraso de desenvolvimento e doença crônica na infância<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  10. 10. EPIDEMIOLOGIA DO PONTO DE VISTA MUNDIAL (OPAS/MS)<br />Baixa &lt;20(EUA, Canadá, Alemanha, França, Itália, Inglaterra); <br />Média: 20 e até 49,(Cuba, Costa Rica, Chile,Uruguai, China); <br />Alta: 50 e até 149 (Brasil, Argentina, Colômbia, Venezuela, México)<br />Muito alta &gt; 150(Equador, Guatemala, Paraguai, Honduras).<br />TAXA DE MORTALIDADE MATERNA NO BRASIL<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />EVOLUÇÃO DA TAXA DE MORTE MATERNA NO BRASIL<br />76,1mortes/100mil NV em 2004<br /> FONTE: DATA SUS JULHO/2008<br />
  11. 11. QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA A GESTANTE HIPERTENSA NO BRASIL<br />Estimam-se anualmente:<br />300mil gestantes hipertensas<br />240mil gestantes com pré-eclâmpsia<br />INDICADOES DE QUALIDADE DE SAÚDE MATERNO-INFANTIL NO BRASIL <br /><ul><li>Elevada razão de morte materna: 140 a 160/100mil NV
  12. 12. 35% das mortes por hipertensão: 1470 mortes/ano
  13. 13. Pequena parcela realiza os exames mínimos de pré-natal
  14. 14. Hipertensão é principal causa de morte perinatal (20% de 150/mil NV)</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Fonte: RIPSA, IDB-2007 <br />
  15. 15. GRUPO DE RISCO PARA A PRÉ-ECLAMPSIA<br /><ul><li>6 a 17% nulíparas
  16. 16. 2 a 3% multíparas
  17. 17. Gemelaridade
  18. 18. Obesidade
  19. 19. Hipertensão prévia
  20. 20. História familiar
  21. 21. Diabete gestacional
  22. 22. Doença renal</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  23. 23. FATORES DE RISCO MAIORES<br />Diabete Materno, <br />Trombofilias e doenças auto-imunes, <br />Hipertensão arterial crônica,<br /> Doença renal,<br />Pré-eclâmpsia , <br />Mola prévia<br />FATORES DE RISCO MENORES<br />Obesidade, <br />Idade &lt; 20 ou &gt;35 anos, <br />Gestação múltipla, <br />Nulipariade, <br />História familiar de pré-eclâmpsia<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />(Duckitt et al.,2005 BMJ)<br />
  24. 24. FISIOPATOLOGIA<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  25. 25. FISIOPATOLOGIA<br />ISQUEMIA PLACENTÁRIA<br />MÁ ADAPTAÇÃO IMUNE<br />PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA<br />DOENÇAS MATERNAS<br />FATORES NUTRICIONAIS E DIETÉTICOS<br />Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />LESÃO ENDOTELIAL<br />
  26. 26. Chirlei A Ferreira<br />IMPLANTAÇÃO ANORMAL PLACENTÁRIA<br />Estresse Oxidativo<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Lesão endotelial<br />Hipertensão <br />arterial<br /><ul><li>Reação inflamatória
  27. 27. Vasoespasmo generalizado
  28. 28. Aumento permeabilidade capilar
  29. 29. Redução volume plasmático
  30. 30. Ativação cascata de coagulação
  31. 31. Alteração função renal</li></ul> Proteinúria <br />
  32. 32. Chirlei A Ferreira<br />MECANISMO DA LESÃO ARTERIAL<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Agente de lesão: <br /><ul><li>Receptores de</li></ul> membrana: sFlt-1<br />ANGIOGÊNESE<br /> ANÔMALA<br />Protetores:<br /><ul><li>Fator de crescimento</li></ul> endotelial VEGF<br /><ul><li>Fator de crescimento</li></ul> placentário PLGF<br />
  33. 33. CONSEQUÊNCIA DA LESÃO ENDOTELIAL<br />Lesão endotelial<br /><ul><li>Redução na produção de vasodilatadores e anticoagulantes</li></ul>(prostaciclinas e óxido nítrico)<br /><ul><li>Aumento na produção de vasoconstritores e agregantes placentários (tromboxano A2 e endotelinas)
  34. 34. Aumento da responsividade do endotélio à Angiotensina II
  35. 35. Induz proteínas da cascata de coagulação
  36. 36. Aumento da permeabilidade vascular (hipovolemia, edema)</li></ul>DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Vasoespasmo<br /> Distúrbios coagulação <br />Lesão órgãos<br />Chirlei A Ferreira<br />
  37. 37. FATORES PRESENTES NA PRÉ-ECLÂMPSIA QUE PODEM SER IDENTIFICADOS ANTES DA ECLÂMPSIA<br /><ul><li>Aumento do risco cardiovascular
  38. 38. Maior Pressão Arterial Sistólica
  39. 39. Menor HDL colesterol
  40. 40. Maior HOMA (descrito em 1985 por David Mathews )
  41. 41. PCR mais elevada</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />HOMA<br />HOMA B<br />avalia a função secretora da célula Beta20 x insulinemia (mU/mL)______________________________(glicemia mg/mL X 0.05551) - 3,5)<br />HOMA R<br />avalia a resistência insulínicaNormal: até 3,5 em homens e 3.9 nas mulheresInsulina (mU/mL) x glicemia mg/dL X 0.05551)______________________________________22,5<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  42. 42. DIAGNÓSTICO<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  43. 43. DIAGNÓSTICO DA HIPERTENSÃO<br /><ul><li>Hipertensão arterial na gestação é definida como pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥90 mmHg.
  44. 44. Utiliza-se a média de duas medidas no mesmo braço e a elevação deve ser confirmada 4 horas após </li></ul>METODOLOGIA DA AFERIÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL<br /><ul><li>Posição e condições da gestante: sentada, após descanso de no mínimo 5min
  45. 45. Posição do antebraço: desnudo e apoiado com a palma da mão voltada para cima, à altura do coração.
  46. 46. Considerar o I e V sons de Korotkoff
  47. 47. Usar esfigmomanômetro calibrado, braçadeira com 1,5 vezes a circunferência do braço
  48. 48. Equipamentos automáticos podem subestimar a pressão arterial </li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />SOGC CLINICAL PRACTICE GUIDELINE 2008<br />
  49. 49. DIAGNÓSTICO DA PROTEINÚRIA<br /><ul><li>Proteinúria presente ≥ 300mg/24h ou em medida qualitativa única +
  50. 50. Proteinúria grave ≥ 2g/24h ou ou em medida qualitativa única ++ ou +++</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  51. 51. DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />DIAGNÓSTICO DA PRÉ-ECLÂMPSIA<br />Pré-eclâmpsia é definida como hipertensão arterial e proteinúria detectadas pela primeira vez na segunda metade da gestação;<br />Na gestante já hipertensa: piora súbita da hipertensão ou proteinúria, ou aparecimento de sintomas de pré-eclâmpsia, na segunda metade da gestação.<br />ECLÂMPSIA<br />Eclâmpsia é a ocorrência de convulsão em uma gestante com pré-eclâmpsia<br />Chirlei A Ferreira<br />NHBPEP 2000<br />
  52. 52. CLASSIFICAÇÃO<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  53. 53. SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO<br />Hipertensão arterial crônica;<br />Pré-eclâmpsia / eclâmpsia;<br />Pré-eclâmpsia sobreposta à crônica – ocorre em 25% das gestantes hipertensas;<br />Hipertensão gestacional<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />NHBPEP 2000<br />Chirlei A Ferreira<br />
  54. 54. FORMAS CLÍNICAS DA PRÉ-ECLÂMPSIA<br />(DIAS M, MELO VH, AGUIAR RAL, DIAS J, MD. Noções Práticas de Obstetrícia, 13ª.Ed,2004)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />* Exames laboratoriais alterados em pacientes com qualquer forma de pré-eclâmpsia<br />Chirlei A Ferreira<br />
  55. 55. PRÉ-ECLÂMPSIA FORMA GRAVE<br /><ul><li>PAS ≥ 160 e/ou PAD ≥ 110mmHg (2 ocasiões e repouso)
  56. 56. Proteinúria de 24h: ≥ 2,0g, ou qualitativa ++ ou +++ (2amostras)
  57. 57. Creatinina sérica >1,2mg/dl
  58. 58. Plaquetas < 100mil/mm3 ou anemia microangiopática hemolítica (LDH>600U/L, BT>1,2g/dl)
  59. 59. Elevação de enzimas hepáticas (TGO, TGP)</li></ul>SINTOMAS COMPATÍVEIS<br />escotomas visuais,<br /> cefaléia persistente,<br /> dor epigástrica persistente<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />NHBPEP, 2000<br />Chirlei A Ferreira<br />
  60. 60. DIAGNÓSTICO DE COMPLICAÇÕES GRAVES<br />HELLP síndrome:<br />hemólise, enzimas hepáticas, baixa de plaquetas.<br /> Até 15% das pré-eclâmpticas<br />Quadro clínico<br />náuseas e vômitos, dor epigástrica e/ou quadrante superior direito, cefaléia persistente, icterícia sub-clínica e hipertensão grave, sangramento gengival, hematúria.<br />ECLÂMPSIA<br />1/2000 a 3000 gestações. <br />Convulsão rápida (1min), inicia-se em torno da boca com contrações faciais que evoluem para contração rígida e generalizada de todos os músculos do corpo, acompanhada de breve parada respiratória.<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />NHBPEP, 2000<br />Chirlei A Ferreira<br />
  61. 61. CONDUTAS<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO<br />Chirlei A Ferreira<br />
  62. 62. PREDISPOSIÇÃO A PRÉ-ECLÂMPSIA<br />História:<br /> fatores de risco<br />Exames: <br /><ul><li>Dopplerfluxometria das artérias uterinas
  63. 63. Pesquisa de trombofilias
  64. 64. Fatores de angiogênese - s-Flt1
  65. 65. HOMA: (insulina x glicose) /22,5 . RR 5,7</li></ul>DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  66. 66. DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />CONDUTAS SUGERIDAS PELO MINISTÉRIO DA SAUDE - 2000<br />Chirlei A Ferreira<br />
  67. 67. Chirlei A Ferreira<br />PRÉ-ECLAMPSIA LEVE PRÉ-TERMO<br />AVALIAÇÃO VITALIDADE FETAL<br />AVALIAÇÃO MATERNA<br />1.Hemograma/plaquetas<br />2.Função Renal<br />3. Proteinúria 24 horas<br />4.ECG/ Oftalmoscopia<br />5. Urina I<br />Diário da movimentação fetal<br />Cardiotocografia<br />US – (ILA/Biometria fetal)<br />COM NÍVEIS TENSIONAIS ≥ 100mmHg é recomendável a internação para a avaliação e usar hipotensores (***)<br />NÃO COMPROMETIDA<br />COMPROMETIDA<br />NORMAL<br />REAVALIAÇÕES <br />SEMANAIS<br />ANTECIPAÇÃO DO PARTO<br />COMPROMETIDA<br />AGUARDAR TRABALHO DE PARTO<br />
  68. 68. Chirlei A Ferreira<br />PRÉ-ECLAMPSIA LEVE PRÉ-TERMO<br />TRATAMENTO AMBULATORIAL<br />AVALIAÇÃO MATERNA E FETAL<br />(37-40 SEM)<br />NORMAIS<br />COMPROMETIDAS<br />REAVALIAÇÕES<br />2-3 vezes/semana<br />ALTERADOS<br />MANTIDAS<br />INDICAÇÃO DE PARTO IMEDIATO<br />AGUARDAR TRABALHO DE PARTO – ATÉ 40 SEM<br />
  69. 69. Chirlei A Ferreira<br />PRÉ-ECLAMPSIA GRAVE PRÉ-TERMO E TERMO<br /><ul><li> Hemograma – esfregaço do sangue periférioco
  70. 70. Contagem de plaquetas
  71. 71. Função renal (uréia, ácido úrico, creatinina)
  72. 72. Função hepática (transaminases, DHL, bilirrubinas)
  73. 73. Proteinúra de 24 horas
  74. 74. ECG
  75. 75. Coagulograma
  76. 76. Urina tipo I</li></ul>INTERNAÇÃO <br />(OBRIGATÓRIO)<br />AVALIAÇÃO MATERNA<br />AVALIAÇÃO FETAL<br />Cardiotocografia<br />Dopllervelocimetria<br />US (ILA/Biometria fetal)<br />(***) HIPOTENSOR<br />HIPOTENSORES<br />Sulfato de Magnésio<br />Hidralazina – 50 a 200 mg/dia<br />Β-bloqueadores – 10 a 30 mg/dia<br />Nifedipina – 20 a 60 mg/dia<br />NÃO MELHORA<br />MELHORA<br />REAVALIAÇÃO MATERNA E FETAL PERMANENTE<br />ALTERADAS<br />MANTIDAS<br />ANTECIPAÇÃO DO PARTO<br />MATURIDADE FETAL<br />
  77. 77. Chirlei A Ferreira<br />FORMAS CLÍNICAS DA PRÉ-ECLÂMPSIA<br />(REZENDE J, MONTENEGRO CAB. Obstetrícia Fundamental. 10ª. Ed 2005)<br />PRÉ-ECLÂMPSIA<br />LEVE/MODERADA<br />GRAVE/ECLÂMPSIA<br />TRATAMENTO AMBULATORIAL (consultas semanais)<br /><ul><li>Avaliação clínico-laboratorial
  78. 78. Avaliação da vitalidade fetal</li></ul>HOSPITALIZAÇÃO<br /><ul><li>Prevenção e controle da convulsão (sulfato de magnésio)
  79. 79. Hipotensor parenteral (manter PD =90-100)</li></ul>DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />SATISFATÓRIO<br />(PD&lt;100)<br />INSATISFATÓRIO <br />(PD≥ 100)<br />Sofrimento fetal<br />Interrupção após estabilizado o quadro & Corticóide “fetal”<br />Corticóide<br />Interrupção com 37 semanas<br />Interrupção<br />
  80. 80. CONDUTA NA FORMA LEVE<br />Cuidados maternos:<br /> Repouso domiciliar<br /><ul><li>Evitar ganho excessivo de peso materno;
  81. 81. Proibir álcool e tabagismo;
  82. 82. Consulta cada 7 a 14 dias com avaliação laboratorial: hemograma, uréia, creatinina, ácido úrico, DHL, Transaminases, bilirrubinas, proteinúria</li></ul>Cuidados fetais:<br />Rastrear sofrimento fetal crônico e agudo: US e Doppler;<br />Via de parto:<br />Indicação obstétricas, avaliar indução a termo.<br />MEDICAÇÃO ANTI-HIPERTENSIVA<br /><ul><li>Não previne pré-eclâmpsia (RR 0.99; 95% CI 0.84–1.18)
  83. 83. Diminui pela metade a incidência de formas graves de hipertensão, em gestantes com hipertensão leve (RR 0.52; IC 0.41–0.64; 24 estudos 2815 mulheres)</li></ul>Indicações:<br /><ul><li> Sem co-morbidades: Manter PAS 130–155mmHg e PAD 80–105 mmHg C
  84. 84. Com comorbidades: Manter PAS130–139mmHg e PAD 80–89 mmHg. C</li></ul>Drogas de escolha: metildopa, labetalol, nifedipineA<br /><ul><li> Inibidores ECA são contra-indicados E. Atenolol e prazosin não são recomendados D</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Cabral & Reis 2008<br />
  85. 85. CONDUTA NA FORMA GRAVE<br />Cuidados maternos:<br /><ul><li> Internação obrigatória </li></ul>• Monitorização laboratorial a cada 48 horas<br />• Corrigir a emergência hipertensiva<br />• Sulfato de magnésio para prevenção da eclampsia: 4ml de sulfato de magnésio a 50% em 56ml de soro glicosado infundidos a 60ml/hora (2g/hora) A<br />Cuidados fetais:<br /><ul><li> Induzir maturidade fetal entre 24 e 34 semanas: Betametasona 12mg/dia dose total de 24mgA
  86. 86. Monitorização fetal diária: CTG, US com PBF, Doppler</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  87. 87. TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA NA PRÉ-ECLAMPSIA FORMA GRAVE<br />Drogas de escolha: <br /><ul><li>Hidralazina (5mg EV, repetido a cada 20 min, até 30mg)
  88. 88. Nifedipina 5mg (via oral), 30 a 60mg/dia ou
  89. 89. Labetalol (20mg EV, até 80mg)</li></ul>EVIDÊNCIAS ATUAIS SOBRE A TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA<br /><ul><li>A PA deve ser reduzida 160/110 mmHg B
  90. 90. O feto deve ser monitorizado até que a PA se estabilize (III-I)
  91. 91. Nifedipina e MgSO4 podem ser usado simultaneamente B</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  92. 92. INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO NA FORMA GRAVE<br /> IG &gt; 34 semanas: <br /> interrupção da gestação <br />IG 32 a 34 semanas:<br /> induzir maturidade fetal e interromper gestação<br />IG&lt;32semanas:<br /> preparar para interrupção com 32semanas<br />(CABRAL & REIS, 2008)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  93. 93. HELLP SÍNDROME<br />CUIDADOS<br /><ul><li>Interrupção da gestação
  94. 94. Anestesia geral
  95. 95. Hemostasia e a drenagem cirúrgica generosas;
  96. 96. Transfusão de plaquetas se < 50.000mm3
  97. 97. Na rotura hepática: tentar tamponamento sem tentar hemostasia
  98. 98. Dexametasona 10mg/200 ml de soro fisiológico a cada 12 horas até a normalização das plaquetas B</li></ul>(Diretrizes CFM 2006)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  99. 99. ECLÂMPSIA<br />CUIDADOS DURANTE O PROCESSO<br /><ul><li>Anticonvulsivante: sulfato de magnésio;
  100. 100. Suporte: aspirar secreções e inserir protetor oral; Oxigênio por cateter nasal (3 litros/min); Cateter vesical para diurese e amostra de urina; Manter paciente em decúbito lateral;
  101. 101. Antihipertensivo: ação rápida;
  102. 102. Exame específico: TC se sinais de localização central e/ou agravar o estado de consciência
  103. 103. Cuidados com o feto: Avaliar a vitalidade e maturidade fetal pelo perfil biofísico e Doppler; interromper a gestação</li></ul>(Diretrizes CFM 2006)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  104. 104. CONDUTAS PARA PREVENÇÃO<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  105. 105. MEDIDAS PREVENÇÃO PRIMÁRIA<br /><ul><li>Suplementação de cálcio: 1g/dia, VO para mulheres com baixa ingestão diária (<600mg) A
  106. 106. Aspirina baixa dose em grupo de risco (100mg/dia): pequena redução do risco (RR 0.85, IC 0,78 a 0,92) NNT 83 A
  107. 107. Não são recomendados no risco habitual: suplementação de magnésio, zinco, restrição ao sal, calorias, aspirina, vitamina C e E, tiazidas
  108. 108. Não há estudos concluídos para uso de heparina para prevenção da pré-eclâmpsia em mulheres com trombofilia
  109. 109. Atividade física está associada com redução de incidência de Pré-eclâmpsia
  110. 110. Repouso em casa no terceiro trimestre diminui a incidência de Pré-eclâmpsia (RR 0.05; IC 0.00–0.83)</li></ul>(SOGC CLINICAL PRACTICE GUIDELINE 2008)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  111. 111. MEDIDAS PREVENÇÃO SECUNDÁRIA<br /><ul><li>Mulheres com Pré-eclâmpsia hospitalizadas, o repouso restrito ao leito não é recomendado D
  112. 112. Aspirina baixa dose em grupo de risco (100mg/dia): pequena redução do risco (RR 0.85, IC 0,78 a 0,92) NNT 83 A</li></ul>(SOGC CLINICAL PRACTICE GUIDELINE 2008)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  113. 113. RECOMENDAÇÕES PARA O GRUPO DE RISCO<br /><ul><li>Identificar os fatores de risco para Pré-eclâmpsiaB/C
  114. 114. Oferecer referenciamento da gestante para pré-natal de alto risco se hipertensão ou proteinúriaD
  115. 115. Informar os sinais de agravamento e ações, às gestantes de risco B
  116. 116. Ajustar a freqüência das consultas segundo graduação do risco B
  117. 117. Investigar, a cada consulta de pré-natal, um dos 5 sinais: início de hipertensão ou de proteinúria (B), cefaléia, distúrbios visuais ou epigastralgiaC, redução de movimentos fetais ou CIUR B</li></ul>(Redmanet al., 2005 BMJ)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  118. 118. RECOMENDAÇÕES PARA O GRUPO DE RISCO<br /><ul><li>Diminuir erros na aferição da PA: V som KorotkoffA, equipamento aferido e manguito adequado C
  119. 119. Diminuir erros na avaliação da proteinúria qualitativa: treinamento de leitura para reduzir falso positivo C, confirmar com proetinúria de 24h C
  120. 120. Avaliação hospitalar se PAD ≥90mmHg ou proteinúria + A
  121. 121. Internação imediata se PA ≥160/100mmHg e/ou proteinúria ++ e/ou sintomas sugestivos A</li></ul>(Redmanet al., 2005 BMJ)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  122. 122. RECOMENDAÇÕES PARA O PROGNÓSTICO MATERNO-FETAL <br /><ul><li>Identificar os fatores de risco para Pré-eclâmpsiaB/C
  123. 123. Oferecer referenciamento da gestante para pré-natal de alto risco se hipertensão ou proteinúriaD
  124. 124. Informar os sinais de agravamento e ações, às gestantes de risco B
  125. 125. Ajustar a freqüência das consultas segundo graduação do risco B
  126. 126. Investigar, a cada consulta de pré-natal, um dos 5 sinais: início de hipertensão ou de proteinúria (B), cefaléia, distúrbios visuais ou epigastralgiaC, redução de movimentos fetais ou CIUR B</li></ul>(Redmanet al., 2005 BMJ)<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />
  127. 127. A eclâmpsia é a principal causa de morte materna e perinatal no Brasil,<br />É considerada em dois estágios: placentação defeituosa e disfunção epitelial<br />O Doppler das artérias uterinas é o exame, por excelência, preditivo da eclâmpsia. Embora utilizado no 2° trimestre (23 semanas), tem sido recentemente proposto mais cedo, na gravidez de 12-14 semanas<br />O sulfato de magnésio é o tratamento de eleição para prevenir e tratar a convulsão em mulheres com pré-eclâmpsia grave/eclâmpsia<br />O tratamento hipotensor parenteral (labetalol, nifedipina) deve ser utilizado apenas em benefício materno, sempre que a PD for ≥ 105/110 mmHg.<br />Chirlei A Ferreira<br />(REZENDE J, MONTENEGRO CAB. Obstetrícia Fundamental. 10ª. Ed 2005)<br />PONTOS-CHAVE<br />DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />
  128. 128. DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Chirlei A Ferreira<br />REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS<br /><ul><li>NationalInstitute for HealthandClinicalExcellence (NICE), NHS. Intrapartumcare: careofhealthywomenandtheir babies duringchildbirth . Guideline / september 2007.
  129. 129. FEBRASGO Assistência ao Trabalho de Parto. 2002
  130. 130. Projeto Diretrizes CFM. Junho 2001.
  131. 131. Betránet al., Rates ofcaesareansection: analysisof global, regional andnationalestimates. Paediatricand perinatal Epidemiology2007.
  132. 132. G.J.Hofmeyr*. Evidence-basedintrapartumcare. Best Practice & ResearchClinicalObstetricsandGynaecology. Vol. 19, No. 1, pp. 103–115, 2005.
  133. 133. Netto, H.C. Obstetrícia Básica. Sâo Paulo. Editora Atheneu 2004.</li></li></ul><li>DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ<br />Muito obrigada!<br />Chirlei/2009<br />Chirlei A Ferreira<br />

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