DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS<br />
Chirlei A Ferreira<br />A infecção genito-urinária em qualquer fase da vida é extremamente importante. <br />Mas, durante ...
Chirlei A Ferreira<br />EPIDEMIOLOGIA<br />
EPIDEMIOLOGIA<br />Nos Estados Unidos a Infecção Urinária é responsável por sete milhões de consultas médicas/ano e 100 mi...
EPIDEMIOLOGIA<br />A investigação epidemiológica das doenças genitais no Brasil é muito prejudicada, pois, depende de test...
EPIDEMIOLOGIA<br />As infecções genitais podem ser causada por micoplasmas genitais, flora vaginal endógena (bactérias ana...
Chirlei A Ferreira<br />DEFINIÇÃO<br />
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS<br />INFECÇÕES<br /><ul><li>	GENITAIS
UROLÓGICAS</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />
DEFINIÇÃOINFECÇÃO URINÁRIA<br />Década de 50<br />Kass define bacteriúria significante como aquela amostra que apresenta 1...
PATOGÊNESE<br />Maioria das vezes a Infecção Urinária é resultado da colonização de bactérias fecais na urina que crescem ...
AGENTES MAIS  COMUNS<br />E. Coli<br />75-90% das cistites não complicadas <br />Staphylococus saprophyticus<br />5-15%,<b...
PATOGÊNESE<br />Chirlei A Ferreira<br />DISFUNÇÃO DO EPITÉLIO URETELIAL (AUMENTO DA PERMEABILIDADE) E ATIVAÇÃO (LIBERAÇÃO ...
FATORES DE RISCO<br />Mulheres sexualmente ativas,<br />Grávidas,<br />Idosos<br />Uso de cateterismo vesical,<br />Diabet...
AS DOENÇAS  DO TRATO URINÁRIO MAIS COMUM NAS MULHERES<br />Cistite<br />Pielonefrite<br />Urolitíase<br />Nefrolitíase<br ...
DEFINIÇÃOINFECÇÃO GENITAIS<br />Chirlei A Ferreira<br />PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL<br />FATORES DE RISCO   ...
FATORES DE RISCO<br />Atividade sexual precoce<br />Promiscuidade<br />Ectopia cervical<br />Parceiro com Doenças Sexualme...
DOENÇAS GENITAIS MAIS COMUNS<br />VULVO-VAGINITES<br />Candidíase<br />Tricomoníase<br />Vaginose<br />Clamídia<br />Bleno...
Chirlei A Ferreira<br />CLASSIFICAÇÃO<br />
CLASSIFICAÇÃOURINÁRIAS<br /><ul><li>QUANTO AOS SINTOMAS
Sintomática
Assintomática
QUANTO A FREQUÊNCIA:
Esporádica
Menos de uma infecção em seis meses ou menos de duas infecções em um ano
Recorrente
Duas ou mais  infecções em seis meses ou mais que três em um ano.</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />
INFECÇÃO URINÁRIAEM RELAÇÃO A CO-MORBIDADES<br />São aquelas associadas a co-morbidades ou condições que possam prolongar ...
CLASSIFICAÇÃOGENITAIS – DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA<br />Estádio I<br />Salpingite aguda sem peritonite<br />Estádio II<br...
Chirlei A Ferreira<br />PATOLOGIAS URO-GENITAIS MAIS COMUNS<br />
CISTITES<br />Chirlei A Ferreira<br />
PATOFISIOLOGIACISTITES<br />Colonização de bactérias com propriedades de adesão. Bactérias com fatores virulentos, tais co...
PATOGÊNESECISTITES<br />Uretra curta nas mulheres<br />Cepas de E.coli têm fimbrias que se aderem a receptores de algumas ...
SINAIS/SINTOMASCISTITES<br />Urgência urinária,<br />Sensação de queimação quando a urinar,<br />Pouco conteúdo de urina e...
FISIOPATOLOGIACISTITE INTERSTICIAL<br />Chirlei A Ferreira<br />PACIENTE COM POSSÍVEL CISTITE INTERSTICIAL<br />DIÁRIO DE ...
FIBROMIALGIA,
FADIGA CRÔNICA,
VULVODÍNIA,
INTESTINO IRRITÁVEL</li></ul>ROTINA:<br />-INVASIVO E PRÉ-INVASIVO: CISTOSCOPIA COM OU SEM BIÓPSIA<br />- UROCULTURA<br />...
DISÚRIA
DOR SUPRA-PUBICA/PÉLVICA
REMISSÃO</li></ul>CONFIRMAÇÃO:<br />CISTOSCOPIA E DISTENSÃO VESICAL SOB ANESTESIA, TESTE DE SENSIBILIDADE AO POTÁSSIO<br /...
ATIVIDADE SEXUAL
ALERGENIOS</li></ul>CISTITE INTERSTICIAL<br />
BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA<br />Pacientes com bacteriúria assintomática geralmente abrigam microrganismos menos virulentos,...
DIAGNÓSTICO<br />TESTE E DIAGNÓSTICOS<br />O exame de urina rotina comum revela a presença de leucócitos ou hemácias,<br /...
PIELONEFRITE<br />Chirlei A Ferreira<br />
CONCEITOEPIDEMIOLOGIA<br />CONCEITO:<br />Infecção do tecido e pelve renal que se originam de vários locais, <br />Sua man...
CLÍNICA<br />PIELONEFRITE:<br /><ul><li>Febre;
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DiagnóStico E Tratamento Das InfecçõEs Genito UrináRias

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Revisão do trato genito-urinário posteriormente, com as principais patologias genitais e urinárias.

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DiagnóStico E Tratamento Das InfecçõEs Genito UrináRias

  1. 1. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS<br />
  2. 2. Chirlei A Ferreira<br />A infecção genito-urinária em qualquer fase da vida é extremamente importante. <br />Mas, durante o período gestacional, único a mulheres, se torna de tamanha gravidade pelas alterações dessa fase que pode se tornar fatal!<br />Uma infecção do trato genito-urinário nunca deve ser considerado um “problema” simples a resolver.<br />
  3. 3. Chirlei A Ferreira<br />EPIDEMIOLOGIA<br />
  4. 4. EPIDEMIOLOGIA<br />Nos Estados Unidos a Infecção Urinária é responsável por sete milhões de consultas médicas/ano e 100 mil hospitalizações, gerando um custo de 1,6 bilhões de dólares.<br />Uma em três mulheres precisará de antibioticoterapia para tratamento da Infecção Urinária até a idade de 24 anos e 40-50% de todas as mulheres terão menos um episódio dessa patologia na vida.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  5. 5. EPIDEMIOLOGIA<br />A investigação epidemiológica das doenças genitais no Brasil é muito prejudicada, pois, depende de testes laboratoriais e de imagens, <br />Os critérios clínicos dificultam a acurácia dos casos, uma vez que não possui sinais e sintomas patognomônicos da doença,<br />Há subnotificação e os sistemas de notificação do nosso país são precários,<br />Os dados apresentados são praticamente dos Estados Unidos.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  6. 6. EPIDEMIOLOGIA<br />As infecções genitais podem ser causada por micoplasmas genitais, flora vaginal endógena (bactérias anaeróbicas e aeróbicas), estreptococos, Mycobacterium tuberculosis, e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes),freqüentemente é uma infecção polimicrobiana.<br />As infecções do trato urinário é originada principalmente dos enterococus.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  7. 7. Chirlei A Ferreira<br />DEFINIÇÃO<br />
  8. 8. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DAS INFECÇÕES GENITO-URINÁRIAS<br />INFECÇÕES<br /><ul><li> GENITAIS
  9. 9. UROLÓGICAS</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />
  10. 10. DEFINIÇÃOINFECÇÃO URINÁRIA<br />Década de 50<br />Kass define bacteriúria significante como aquela amostra que apresenta 100.000 colônias por campo ou mais conseqüentes da coleta do jato médio da urina.<br />Atualidade<br />Esse conceito foi revisto para aumentar a sensibilidade e especificidade , mantendo o valor das colônias e acrescentando o antibiograma.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  11. 11. PATOGÊNESE<br />Maioria das vezes a Infecção Urinária é resultado da colonização de bactérias fecais na urina que crescem em meio aeróbio,<br />A presença de infecção por fungos geralmente está associado a cateteres vesicais ou pacientes imunocomprometidos com disseminação hematogênica de outros locais,<br />A presença de bacteriúria em homens pela sua longa uretra é sempre considerada anormal.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  12. 12. AGENTES MAIS COMUNS<br />E. Coli<br />75-90% das cistites não complicadas <br />Staphylococus saprophyticus<br />5-15%,<br />Padrão sazonal (40% em junho e agosto e quase nada em janeiro e fevereiro)<br />Outros<br />Klebsiella<br />Enterococcus<br />Proteus<br />Chirlei A Ferreira<br />
  13. 13. PATOGÊNESE<br />Chirlei A Ferreira<br />DISFUNÇÃO DO EPITÉLIO URETELIAL (AUMENTO DA PERMEABILIDADE) E ATIVAÇÃO (LIBERAÇÃO DE NEUROTRANSMISSORES/NEUROPEPTÍDEOS<br />FEED-BACK POSITIVO SOBRE AS FIBRAS DOS NERVOS AFERENTES<br />ATIVAÇÃO DAS CÉLULAS INFLAMATÓRIAS<br />TRANSMISSÃO ATRAVÉS DOS NERVOS ESPINHAIS AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL<br />ÓRGÃOS VISCERAIS APRESENTAM HIPERALGESIA/ALDÍNIA<br />GASTROINTESTINAL<br />URINÁRIA<br />ASSOALHO PÉLVICO<br />GINECOLÓGICO<br />
  14. 14. FATORES DE RISCO<br />Mulheres sexualmente ativas,<br />Grávidas,<br />Idosos<br />Uso de cateterismo vesical,<br />Diabetes mellitus tipo II<br />Esclerose múltipla<br />Imunodeficiência<br />História prévia de ITU<br />Anormalidades do trato urinário<br />Processo obstrutivo.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  15. 15. AS DOENÇAS DO TRATO URINÁRIO MAIS COMUM NAS MULHERES<br />Cistite<br />Pielonefrite<br />Urolitíase<br />Nefrolitíase<br />Incontinência urinária<br />Chirlei A Ferreira<br />
  16. 16. DEFINIÇÃOINFECÇÃO GENITAIS<br />Chirlei A Ferreira<br />PACIENTE COM QUEIXA DE CORRIMENTO VAGINAL<br />FATORES DE RISCO PONTOS<br />Parceiro com corrimento uretral 2<br />Menor de 20 anos 1<br />Mais de 1 parceiro últimos 3 meses 1<br />Novo parceiro últimos 3 meses 1<br />Sem parceiro fixo 1<br />ANAMNESE (Determinar escore de risco<br />EXAME CLÍNICO-GINECOLÓGICO<br />MUCO/PUS ENDOCERVICAL , COLO FRIÁVEL OU DOR À MOBILIZAÇÃO<br />DO COLO OU ESCORE DE RISCO MAIOR OU IGUAL A DOIS?<br />SIM<br />NÃO<br />CORRIMENTO VAGINAL PRESENTE<br />TRATAR GONORRÉIA<br />E CLAMÍDIA<br />SIM<br />NÃO<br />
  17. 17. FATORES DE RISCO<br />Atividade sexual precoce<br />Promiscuidade<br />Ectopia cervical<br />Parceiro com Doenças Sexualmente Transmissíveis<br />Uso de Dispositivo Intra-Uterino<br />Manipulação do canal cervical ou endométrio<br />Baixo nível sócio econômico <br />Duchas vaginais<br />Pós-parto <br />Chirlei A Ferreira<br />
  18. 18. DOENÇAS GENITAIS MAIS COMUNS<br />VULVO-VAGINITES<br />Candidíase<br />Tricomoníase<br />Vaginose<br />Clamídia<br />Blenorragia<br />Papilomavírus humano<br />Outras DST<br />DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA<br /> Infecção polimicrobiana que possui como fator propiciador infecções como Clamídia e Gonorréia.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  19. 19. Chirlei A Ferreira<br />CLASSIFICAÇÃO<br />
  20. 20. CLASSIFICAÇÃOURINÁRIAS<br /><ul><li>QUANTO AOS SINTOMAS
  21. 21. Sintomática
  22. 22. Assintomática
  23. 23. QUANTO A FREQUÊNCIA:
  24. 24. Esporádica
  25. 25. Menos de uma infecção em seis meses ou menos de duas infecções em um ano
  26. 26. Recorrente
  27. 27. Duas ou mais infecções em seis meses ou mais que três em um ano.</li></ul>Chirlei A Ferreira<br />
  28. 28. INFECÇÃO URINÁRIAEM RELAÇÃO A CO-MORBIDADES<br />São aquelas associadas a co-morbidades ou condições que possam prolongar o tratamento ou aumentar as chances de falha desse, como;<br />Anormalidades do trato urinário,<br />Cálculos,<br />Uso de sondas,<br />patógenos resistentes a antibioticoterapia,<br />Chirlei A Ferreira<br />
  29. 29. CLASSIFICAÇÃOGENITAIS – DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA<br />Estádio I<br />Salpingite aguda sem peritonite<br />Estádio II<br />Salpingite aguda com peritonite<br />Estádio III<br />Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária ou abscesso tubovariano<br />Estágio IV<br />Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano (queda acentuada do estado geral, refratariedade ao tratamento clínico, febre persistente, comprovação ultrassonográfica e abscesso acima de 10 cm.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  30. 30. Chirlei A Ferreira<br />PATOLOGIAS URO-GENITAIS MAIS COMUNS<br />
  31. 31. CISTITES<br />Chirlei A Ferreira<br />
  32. 32. PATOFISIOLOGIACISTITES<br />Colonização de bactérias com propriedades de adesão. Bactérias com fatores virulentos, tais como a E.coli hemolysin, aumentam a patogenecidade e seguem as bactérias acima<br />O sistema imune do hospedeiro causa um aumento da susceptibilidade da bactéria sobre a bexiga<br />O trauma sobre a mucosa da bexiga urinária devido a cálculos, traumas por cateterização e partos podem levar a erosões e hemorragias.<br />Pode ocorrer retenção urinária por obstrução neurogênica, isso ocorre quando a bactéria leva ao mecanismo de defesa normal sobre a colonização da bactéria.<br />CISTITE<br />Chirlei A Ferreira<br />
  33. 33. PATOGÊNESECISTITES<br />Uretra curta nas mulheres<br />Cepas de E.coli têm fimbrias que se aderem a receptores de algumas pessoas facilitando o transporte,<br />A adesão da bactéria estimula a liberação de IL-6 e IL-8 causando febre, aumento da proteína C e mobilização dos leucócitos.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  34. 34. SINAIS/SINTOMASCISTITES<br />Urgência urinária,<br />Sensação de queimação quando a urinar,<br />Pouco conteúdo de urina em intervalos curtos de tempo = polaciúria<br />Pode ocorrer hematúria<br />Odor fétido urinário<br />Desconforto na área pélvica<br />Sensação de pressão sobre o baixo abdômen<br />Febre em baixa temperatura.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  35. 35. FISIOPATOLOGIACISTITE INTERSTICIAL<br />Chirlei A Ferreira<br />PACIENTE COM POSSÍVEL CISTITE INTERSTICIAL<br />DIÁRIO DE 24 HORAS<br />HISTÓRIA<br />EXAME FÍSICO<br />AVALIAÇÃO COM TOQUE BIMANUAL DA BEXIGA<br />ASSOCIAÇÕES COMUNS:<br /><ul><li>CEFALÉIA,
  36. 36. FIBROMIALGIA,
  37. 37. FADIGA CRÔNICA,
  38. 38. VULVODÍNIA,
  39. 39. INTESTINO IRRITÁVEL</li></ul>ROTINA:<br />-INVASIVO E PRÉ-INVASIVO: CISTOSCOPIA COM OU SEM BIÓPSIA<br />- UROCULTURA<br />SINTOMAS:<br /><ul><li>POLACIÚRIA
  40. 40. DISÚRIA
  41. 41. DOR SUPRA-PUBICA/PÉLVICA
  42. 42. REMISSÃO</li></ul>CONFIRMAÇÃO:<br />CISTOSCOPIA E DISTENSÃO VESICAL SOB ANESTESIA, TESTE DE SENSIBILIDADE AO POTÁSSIO<br />PONTOS:<br /><ul><li>DIETA
  43. 43. ATIVIDADE SEXUAL
  44. 44. ALERGENIOS</li></ul>CISTITE INTERSTICIAL<br />
  45. 45. BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA<br />Pacientes com bacteriúria assintomática geralmente abrigam microrganismos menos virulentos, os quais são mortos pelo próprio sistema imune,<br />Estão protegidos das infecções urinárias sintomáticas, as exceções são as grávidas e pacientes com Diabetes Mellitus.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  46. 46. DIAGNÓSTICO<br />TESTE E DIAGNÓSTICOS<br />O exame de urina rotina comum revela a presença de leucócitos ou hemácias,<br />A Urocultura demonstra a espécie de bactéria nos proporcionando o tratamento adequado<br />ULTRASSONOGRAFIA<br />Os exames de imagem comumente não são necessários, mas em algumas circunstâncias, pode ser útil no diagnóstico de cálculos ou outras causas potenciais.<br />CISTOSCOPIA<br />Avaliação da bexiga com um tubo fino associado a uma câmera que auxilia o diagnóstico, inclusive podendo ser realizado biópsia, especialmente, quando não há evidência de infecção encontrada nos exames anteriores.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  47. 47. PIELONEFRITE<br />Chirlei A Ferreira<br />
  48. 48. CONCEITOEPIDEMIOLOGIA<br />CONCEITO:<br />Infecção do tecido e pelve renal que se originam de vários locais, <br />Sua manifestação pode ser aguda ou crônica<br />O processo inflamatório pelvico-calicinal geralmente é bilateral,<br />Têm maior prevalência entre as mulheres que entre os homens<br />INCIDÊNCIA:<br />Aproximadamente 3-7 em 10.000 pessoas.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  49. 49. CLÍNICA<br />PIELONEFRITE:<br /><ul><li>Febre;
  50. 50. Calafrios;
  51. 51. Dores nos flancos;
  52. 52. Sintomas da cistite (podem estar ausentes)</li></ul>ETIOLOGIA<br />Tipicamente causada por bactérias, mas pode resultar de infecção virótica ou fúngica, <br /><ul><li>A forma aguda resulta de uma infecção bacteriana oriunda de uma contaminação por manipulação uretral e a disseminação hematogênica.
  53. 53. A pielonefrite crônica pode ocorrer da associação com processo obstrutivo ou refluxo devido a litíase ou a bexiga neurogênica. </li></ul>Chirlei A Ferreira<br />
  54. 54. TRATAMENTO PIELONEFRITES<br />TRATAMENTO CLÍNICO<br />Nitrofurantoína ou SMZ-TMP para suprimir o crescimento bacteriano,<br />Monitoramento cuidadoso da função renal com ajustes da dosagem dependendo do clearence renal<br />TRATAMENTO CIRÚRGICO<br />Ocasionalmente a intervenção cirúrgica é necessária para evitar as possibilidades de recorrência,<br />Se não há anormalidade identificada alguns estudos sugerem o uso de antibioticoterapia profilática por um período longo (90 dias)<br /><ul><li>Sulfametoxazol-Trimetropim (SMZ-TMP)</li></ul> Indicações de uso:<br />. pacientes não alérgicos<br /> . pacientes sem uso de ATB recentemente<br /> . locais com resistência &lt; 15 a 20 % ( no entanto, pode-se esperar cura clínica e microbiológica de 80 a 85%, mesmo em locais com resistência de 30%)<br />* cura bacteriológica em 7 dias: 94%<br />* trata/o de 7 a 10 dias: não é mais eficaz<br />* trata/o de 1 dias: menos eficaz<br />* Trimetropim sozinho: tão eficaz quanto SMZ-TMP; pode ser prescrito a pacientes alérgicos a sulfa<br />* resistência bacteriana: mais comum em pacientes com uso de ATB nos últimos 6 meses<br />Chirlei A Ferreira<br />
  55. 55. TRATAMENTO PIELONEFRITES<br /><ul><li>Ofloxacina:</li></ul>* eficácia igual ou maior que SMZ-TMP, com recorrência de 8 a 9% em 6 semanas pós trata/o<br /><ul><li>Fluoroquinolonas:</li></ul> Indicações de uso:<br />. Pacientes com contra-indicação para SMZ-TMP<br />*norfloxacina, ciprofloxacina, levofloxacina, gatifloxacina<br />* moxifloxacina: não pode ser usada, porque não atinge concentração urinária adequada<br />* tratamento de 3 dias: mesma eficácia do SMZ-TMP<br />* alto custo impede de serem indicadas como primeira linha de trata/o<br />* também podem levar a resistência bacteriana<br /><ul><li>Nitrofurantoína: </li></ul>* eficácia menor que SMZ-TMP e Fluoroquinolonas, mesmo tendo resistência bacteriana de 5% -&gt; menos eficaz contra gram negativos não E. coli<br />-&gt; inativo contra Proteus sp e Pseudomonas aeruginosa<br />* geralmente prescrito por 7 dias<br />* freqüentemente causa alt. gastrointestinais<br /><ul><li>Beta-lactâmicos:
  56. 56. devem ser proibidos
  57. 57. -> alta resistência bacteriana</li></ul> -&gt; baixa taxa de cura<br />*amoxacilina + clavulonato -&gt; melhor que Ampicilina ou Amoxacilina<br /> -&gt; alto custo<br /> -&gt; alt. gastrointestinais frequentes<br />Chirlei A Ferreira<br />
  58. 58. UROLITÍASE<br />Chirlei A Ferreira<br />
  59. 59. CONCEITOEPIDEMIOLOGIA<br />CONCEITO:<br />Refere a formação de cálculos em qualquer parte do trato urinário. Sua formação é conseqüente da concentração de oxalato de cálcio, fosfato de cálcio e ácido úrico, cuja saturação é aumentada devido a alterações iônicas e o pH urinário.<br />EPIDEMIOLOGIA:<br />A maioria dos problemas urológicos 13% em homens e 7% nas mulheres, aumentando no mundo industrializado.<br />Chirlei A Ferreira<br />FATORES PREDISPONENTES<br />Dieta rica em oxalado de cálcio, níveis aumentados de ácido úrico, vida sedentária, história familiar, hiperparatireoidismo.<br />AVALIAÇÃO CLÍNICA<br />Dor abdominal ou em região de flanco, <br />Colica renal irradiando para a região crural,<br />Hematúria,<br />Náuseas e vômitos,<br />Sudorese.<br />
  60. 60. DIAGNÓSTICO<br />IMAGINOLOGIA<br />Ultrassom e raio-x: localizar o ponto e tamanho do cálculo<br />Urografia Excretora: identifica o local da obstrução e presença de cálculos radiopacos.<br />URINÁLISE<br />Indica a presença de bactérias, presença de leucócitos ou hemácias.<br />COMPLICAÇÕES<br />Recorrência de litíase, levando a infecções, obstrução de ureter, <br />A recorrência dos fatos acima podem danificar o parênquima renal levando a sua falência.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  61. 61. TRATAMENTO<br />TRATAMENTO CLÍNICO<br />Litotripsia: ondas de choque que pulveriza o cálculo<br />Analgésico<br />Modificação da dieta<br />TRATAMENTO CIRÚRGICO<br />Nefrostomia Percutânea: um tubo é inserido através da pele atingindo o tecido renal e removendo o cálculo<br />Nefrostolitotomia Percutânea: guiado por ultrassonografia as ondas de choque pulverizam o cálculo.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  62. 62. CORRIMENTOS MAIS COMUNS<br />Chirlei A Ferreira<br />
  63. 63. DIAGNÓSTICO<br />Chirlei A Ferreira<br />TESTE DO pH VAGINALE E/OU TESTE DAS<br />AMINAS (KOH) DISPONÍVEIS ?<br />SIM<br />NÃO<br />pH &gt;4,5 ou<br />Teste do KOH<br />positivo<br />Todos<br />negativos<br />Tratar<br />TRICOMONÍASE<br />VAGINOSE BACTERIANA<br />CANDIDÍASE<br />pH &lt; 4<br />Investigar <br />Causa fisiológica<br />e/ou infecciosa<br />TRICOMONÍASE<br />VAGINOSE BACTERIANA<br />CANDIDÍASE<br />Coletar material para<br />Papanicolaou, VDRL,<br />Anti-HIV<br />
  64. 64. TRATAMENTO<br />TRICOMONÍASE/VAGINOSE<br />Metronidazol 2g, VO, dose única; ou<br />Tinidazol, 2g, VO, dose única; ou<br />Metronidazol, 500 mg, VO, de 12/12 horas, por 07 dias; ou<br />Secnidazol 2g, VO, dose única<br />CANDIDÍASE<br />Itraconazol, 200 mg, VO, 12/12 horas, 2 doses;<br />Fluconazol, 150 mg, VO, dose única. Ou<br />Cetoconazol, 400 mg, VO, um por dia, por 5 dias.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  65. 65. DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA<br />Chirlei A Ferreira<br />
  66. 66. CONCEITO/CLINICA<br />CONCEITO<br />Entidade clínica freqüente constitui a complicação mais comum das doenças sexualmente transmissíveis, especialmente Chlamydia e Gonorrhoea;<br />Pode levar a sérias complicações, incluindo:<br />Infertilidade, <br />Gravidez ectópica<br />Abscessos pélvicos<br />Dor pélvica crônica<br />AGENTES ETIOLÓGICOS<br />Pode ser causada por micoplasmas genitais, flora vaginal endógena (bactérias anaeróbicas e aeróbicas), estreptococos, Mycobacterium tuberculosis, e as doenças sexualmente transmissíveis, sendo as mais comuns, Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae (40%-60% das vezes)<br />Freqüentemente é uma infecção polimicrobiana.<br />QUADRO CLÍNICO<br />O valor de predição positiva do diagnóstico clínico da doença em sua forma aguda é de 65-90% comparada com o diagnóstico laparoscópico;<br />A maioria dos episódios não são identificados, pois, a mulher pode ser assintomática, pouco sintomática ou apresentar sintomas atípicos.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  67. 67. TRATAMENTO<br />Estádio I<br />Salpingite Aguda Sem Peritonite<br />Tratamento a nível ambulatorial, <br />Se usuária de DIU, esse deve ser retirado,<br />Antibioticoterapia: <br />Ceftriaxona 250 mg IM e Doxicilina 100 mg a cada 12 horas por 14 dias,<br />Tiafenicol 2,5 g VO e Doxiclina 100 mg de 12/12 horas por 14 dias.<br />Estádio II<br />Salpingite aguda com peritonite<br />Estádio III<br />Salpingite aguda com sinais de oclusão tubária ou abscesso tubovariano<br />Internação<br />Terapia dupla:<br />Doxiciclina 200mg VO como dose de ataque, seguidos de 100 mg a cada 12 horas , associado a cefoxitina – 2g EV como dose de ataque seguidos de 1g a cada 6 horas<br />Alta Hospitalar: manutenção do tratamento em nível ambulatorial com Doxiciclina 100 mg VO a cada 12 horas até se completar 10 dias de tratamento.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  68. 68. TRATAMENTO<br />Estágio IV<br />Sinais clínicos de ruptura de abscesso tubovariano (queda acentuada do estado geral, refratariedade ao tratamento clínico, febre persistente, comprovação ultrassonográfica e abscesso acima de 10 cm.<br />CONCLUINDO...<br />A doença inflamatória pélvica é uma das principais causas de esterilidade em nosso meio, principalmente pelo fator tubário.<br />A existência de um processo inflamatório no aparelho genital interno, determina o surgimento de bridas, sinéquia, abscessos e aderências que impedem que o espermatozóide possa chegar ao seu destino. <br />A principal causa de DIP são os processos infecciosos, facilmente evitáveis.<br />O tratamento na maioria das vezes se dá com a antibioticoterapia.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  69. 69. DOENÇAS GENITO-URINÁRIAS EM GESTANTES<br />Chirlei A Ferreira<br />
  70. 70. INFECÇÃO URINÁRIA<br />A incidência de bacteriúria entre gestantes e não gestantes são similares,<br />Há um aumento acentuado da incidência de pielonefrite aguda em gestantes devido a bacteriúria,<br />As alterações hormonais durante a gestação aumenta sua susceptibilidade.<br />CLASSIFICAÇÃO<br />Bacteriuria significativa. Urocultura = 100.000 colônias/ ml de único patógeno emduasamostras de urina<br />Invasão da mucosa vesical<br />Inflamaçãoassociadaaoparênquima e a pelve renal.<br />Chirlei A Ferreira<br />Schnarr J., Smaill F. Asymptomatic bacteriuria and symptomatic urinary<br />tractinfections in pregnancy.<br />Reviewarticle. EurJ ClinInvest 2008; 38 (S2): 50–57<br />
  71. 71. INFECÇÃO URINÁRIARASTREAMENTO/TRATAMENTO<br />RASTREAMENTO:<br />Urocultura entre 12-16 semanas de gestação, identificarão 80% das mulheres com bacteriúria assintomática,<br />Urocultura na primeira visita de pré-natal associado a dois exames recentes estudos têm sugerido a realização de uma urocultura a cada trimestre.<br />TRATAMENTO MAIS RECOMENDADOS:<br />Sulfisoxazole: 500 mg oral c/8h por 3 a 7 días<br />Amoxacilina:500 mg oral c/8h por 3 a7 días<br />Amoxacilina clavulonato:500mg c/12h por 3 a 7 días<br />Nitrofurantoina: 50 mg c/ 6 h por 3 a 7 días<br />Terapia supresiva:<br />Nitrofurantoina 50 a 100 mg /día en todo a gestação.<br />Chirlei A Ferreira<br />
  72. 72. INFECÇÕES GENITAIS<br />ASSOCIA-SE AO PARTO PRÉ-TERMO:<br />Independentemente da integridade das membranas,<br />Origem: flora vaginal<br />Micro-organismos de maior risco: Streptococcos grupo B, Escherichiacoli<br />COMPLICAÇÕES MATERNAS<br />Corioamnionite, endometriose, etc<br />COMPLICAÇÕES NEONATAIS:<br />Sepsis, pneumonia, onfalite, paralisia cerebral, doença pulmonar<br />Chirlei A Ferreira<br />
  73. 73. Chirlei A Ferreira<br />Muito obrigada!<br />Chirlei/2009<br />

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