CONSCIÊNCIA PROFISSIONAL
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Juliana Sousa Pereira Guimarães – FCEE
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como uma questão de caráter profissional, é ter consciência se está de fato
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Exige-se do governo uma verdadeira inclusão, mas será que NÓS de
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associações de surdos ou qualquer ponto de encontro informal com os
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Para profissionais da área de tradução e interpretação da língua brasileira de sinais e para os que se interessam pela área.

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Consciência Profissional

  1. 1. CONSCIÊNCIA PROFISSIONAL Elenice Soares Meier Gochinski – FCEE Juliana Sousa Pereira Guimarães – FCEE Marcos Alexandre Marquioto – FCEE “Os intérpretes de língua de sinais tiveram vários deslocamentos históricos, tornando necessária a desconstrução da realidade anterior.” (AMPESSAN, J. P.; GUIMARÃES, J. S. P.; LUCHI, M., 2013, p 12) Vemos o atual crescimento e reconhecimento do profissional intérprete e percebemos que a sua postura muito tem contribuído para essa evolução. Se ver como um intérprete de fato, e não como um ajudador, amigo, anjo, ou qualquer outro adjetivo que desqualifique esse profissional, tem auxiliado e muito para o respeito da classe. Uma das maiores dificuldades em nosso meio de trabalho está em assumir uma responsabilidade que não é sua, seja ela uma responsabilidade social ou pedagógica, esses são fatos que vem sendo questionado e abordado como tema principal em todo o livro Intérpretes Educacionais e Libras - orientações para a prática profissional. Porém, trazemos aqui é uma abordagem, uma curiosidade referente quanto a consciência profissional. Por exemplo, a fluência na língua brasileira de sinais é um dos pré-requisitos mínimos que fará o profissional capacitado para o exercício da função. Portanto, não quer dizer que esta discussão não seja pertinente em nossa categoria, pois ainda é nossa realidade, mas essa é uma questão que deve levar outro enfoque, como na luta pela conscientização aos responsáveis pela contratação, para que se contratem, de fato pessoas que sejam fluentes na língua. (Pg 46) Sabemos que ainda estamos de certa forma, presos a uma burocracia e definições como o tipo de contratação, por exemplo, por mais que sejam questionáveis, podem levar tempo para mudanças, porém a questão levantada é a consciência profissional. Segundo o dicionário Aurélio Online, consciência é a faculdade de razão julgar os próprios atos. Sinceridade. Ação
  2. 2. que causa remorso. Probidade, honradez. Opinião, cuidado, atenção, esmero. Estado do sistema nervoso central que permite pensar, observar e interagir com o mundo exterior. Em consciência, na verdade liberdade de consciência, liberdade de cultos e profissional é aquele que se relaciona com uma dada profissão; cursos profissionais: cursos freqüentados pelos aprendizes das empresas particulares afim de neles receberem um complemento de formação geral e de formação técnica. Todos estão cientes e até mesmo responsabilizam os órgãos contratantes pelo período mínimo de horas de cursos de libras para a atuação em sala de aula como intérpretes profissionais. Muitos culpam o fato de não estar sendo feita a prova que dá ao profissional sua qualificação como intérprete de fato, mas sendo bem realistas, todos os que assumem os cargos tem a consciência de seu real potencial? Lhe foi concedido o direito de estarem ali, mas estão preparados e sentem-se capazes de fato para realizar tal função? O dicionário Aurélio Online afirma que, profissional é aquele que se relaciona com uma dada profissão, porém, em nosso caso, como é possível estabelecer essa relação sem o domínio da língua brasileira de sinais? Como se classificar como um profissional da área sem o conhecimento básico da mesma? Partindo desse princípio, analisemos outras profissões e formações, por exemplo, alguém que está cursando a faculdade de medicina não é considerado médico sem que conclua o curso e tenha o diploma que lhe dá o direito de atuar como profissional na área. Postos de saúde quando estão ausentes de médicos não o substituem por estudantes de medicina, nem por pessoas que saibam fazer um pequeno curativo ou somente os primeiros socorros. Sendo assim, o que leva ser aceitável que alguém que somente saiba o alfabeto manual ou dizer “oi” em língua de sinais seja competente para assumir cargo de tamanha responsabilidade na educação dos surdos? Podemos facilmente dizer que está sendo feita uma falsa inclusão na educação do país ou a acessibilidade que deveria ser garantida por direito a todos não está sendo colocada de forma efetiva, porém, o que realmente deveria contar
  3. 3. como uma questão de caráter profissional, é ter consciência se está de fato preparado para a atuação. Nos cursos de Língua de Sinais básico, é muito enfatizado a importância do contato com o surdo para um bom desenvolvimento e aprendizado, pois assim como qualquer outro idioma esse contato e exercício da língua é fundamental e imprescindível na fase de aprendizagem. No entanto o que tem acontecido é que muitos dos que fazem os cursos interpretam essa orientação de maneira errônea e acabam se inscrevendo para atuar como intérprete a fim de praticar a língua que estão aprendendo em suas fases iniciais e ao se deparar com a “realidade” lhes causa espanto, pois não imaginam de fato tudo que está implícito no exercício da função Este comportamento revela um “amadorismo assustador que só traz a certeza de que pessoas que não são da área deveriam sempre estudar o assunto antes, pois a falta de conhecimento básico prova que não se preocupam de verdade com o que irão oferecer ao seu público e só pensam em retorno financeiro. (...) é justo que todo trabalho seja recompensado, e se ele for o seu ganha pão, que a recompensa seja financeira, mas não acredito que isso deva ser uma via de mão única” (Freiria, E. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <juu.dory@hotmail.com> em 05 maio 2015). Quando se deseja seguir a área de tradução e interpretação, deve-se ter como regra o código de conduta ética da Febrapils. Dentre eles, os principais que todos TILS (Tradutores Intérpretes de Língua de Sinais) devem seguir: Art. 3º - O TILS e o GI (Guias-Intérpretes) devem exercer sua atividade de forma digna e consciente, com o propósito de valorizar a sua categoria profissional. Art. 5º - O CCE da FEBRAPILS tem como princípios definidores para a conduta profissional do TILS e GI: I. Confidencialidade. II. Competência Tradutória. III. Respeito aos envolvidos na profissão. IV. Compromisso pelo desenvolvimento profissional.
  4. 4. Exige-se do governo uma verdadeira inclusão, mas será que NÓS de fato a fazemos? Estamos contribuindo para que o surdo esteja verdadeiramente vivendo a inclusão? Temos consciência que o “produto” que estamos disponibilizando ao aluno surdo é de qualidade, como por lei ele tem direito? Conforme (MARCON, A. M., 2012, p.238), “O intérprete (...) precisa dar conta de formular todas as informações que estão sendo discutidas”. Reforçando o Art. 5º - O CCE da FEBRAPILS tem como um dos princípios definidores para a conduta profissional do TILS e GI a Competência Tradutória. Saber língua de sinais ou saber se comunicar por meio de frases não o torna competente tradutoriamente. O que poderíamos pensar dos que assumem a função de tradutor intérprete sem ao menos ter conhecimento básico da língua de Sinais? Todos profissionais da área de tradução e interpretação devem ser mais conscientes antes de entrar no mercado de trabalho, tendo em mente que o aluno surdo precisa de um profissional com fluência e domínio da língua de sinais, mas atualmente percebe-se que muitos TILS não são competentes tradutoriamente e nem linguisticamente. A comunidade surda expõe, que o sentimento presente é como se fossem apenas cobaias, pois qualquer indivíduo que conclui um curso de LIBRAS básico adquiri as horas necessárias para a atuação como intérprete julgando-se hábil para exercer a função. Isso nos leva a refletir como deve sentir-se o aluno surdo em sala de aula e todos os prejuízos que ele tem no processo de ensino aprendizagem ao se deparar com um iniciante na LIBRAS que se auto denomina “intérprete”. Podemos ir mais além quando o assunto for uma interpretação de palestras, reuniões, cursos ou o que é pior, na área médica e jurídica, quão grande é a responsabilidade da qualidade e ética que deve ter esse profissional. É revoltante para a comunidade surda ao encontrar profissionais que querem trabalhar “para aprender e treinar mais”. Para os surdos, além do prejuízo é considerado uma falta de respeito e consciência para com eles. A comunidade defende a necessidade de exercitar a língua mas reconhece que para isso há momentos e locais para o fazer, como por exemplo em igrejas,
  5. 5. associações de surdos ou qualquer ponto de encontro informal com os usuários da LIBRAS, mas não nos casos formais citados no parágrafo anterior. Quando se convive mais com a comunidade surda automaticamente há o aprendizado da língua, adquire-se a língua de sinais muito mais facilidade e rapidez e começa-se a entender melhor o mundo deles. É considerado desvalorização e preconceito linguístico brincar e usar a língua de sinais com o intuito primário o aprimoramento pessoal da mesma. Ao assumir essa profissão é fundamental o apreço pela comunidade surda, sua língua, cultura e identidade, pois automaticamente você passa a fazer parte dela tornando-se também responsável pela defesa, valorização e respeito a língua de sinais e interesses dos surdos. Diante de todos os argumentos prestados, concluímos que é indispensável que esses profissionais busquem constantemente o aperfeiçoamento na área se atualizando com as constantes mudanças e evolução da língua que está a cada dia mais forte, conhecida, reconhecida e valorizada. Salientamos que é necessário irmos muito mais além, compreendendo que o processo de tradução e interpretação exige domínio da língua, estudo, pesquisas, estratégias, dedicação, conhecimento da cultura surda. É muito mais do que simplesmente lançar as mãos ao ar e afirmar que a inclusão e o direito do surdo estão sendo cumprido. Façam cursos, aprimorem-se, informem-se, reciclem seus conhecimentos e principalmente, “tenham consciência”.
  6. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Intérpretes educacionais de Libras: orientações para a prática profissional/ Org. João Paulo Ampessan, Juliana Sousa Pereira Guimarães e Marcos Luchi – Floranópolis: DIOESC, 2013. 96p. http://www.acatils.com.br/wp-content/uploads/2013/10/C%C3%93DIGO-DE- %C3%89TICA-FEBRAPILS.pdf MARCON, Andréia Mendiola. O papel do tradutor/intérprete de Libras na compreensão de conceitos pelo surdo. ReVEL, v. 10, n. 19, 2012. [www.revel.inf.br]. SOUZA, P. M. Relatório mensal [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por <klucas@yahoo.com.br> em 15 mar. 2012

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