História da Arte, da Arquitetura e do Urbanismo I
Seminário 1 – SEM 2013.1
Equipe: Bruna Barreto, Bruno Lima e Úrsula Nobr...
índice
• Sobre o Autor
• Introdução
• Exame de alguns casos
2.1 – Na URSS
2.2 – Na Alemanha Nazista
2.3 – Na Itália Fascis...
Sobre o autor:
Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes é um
sociólogo brasileiro. Bacharel em Letras e em
Pedagogia pela Univer...
Introdução:
Fruto de uma casualidade?
Metáforas arquitetônicas.
• Mito bíblico sobre a origem da
diversidade das línguas:
...
Introdução:
Fruto de uma casualidade?
Metáforas arquitetônicas.
• Gilberto Freyre
• Título da sua principal obra.
• Símbol...
Introdução:
Fruto de uma casualidade?
Metáforas arquitetônicas.
• Marx
• Modelo de uma formação social.
• Em uma página cé...
Introdução:
Para além disso, devemos considerar
que arquitetura é dotada de sentidos.
“[...]a produção arquitetônica, na s...
Introdução:
O homem: animal criador de símbolos.
• O vazio do cosmo espantava Pascal.
• Esse mesmo vazio levou a mitologia...
Introdução:
A arquitetura e as demais artes.
• Em todas as épocas a arquitetura foi
sempre protótipo de uma obra de
arte.
...
Introdução:
• Objetivo do texto, porém, não é
analisar toda a produção da
arquitetura.
• Mas especificamente a relação da
...
Exame de alguns casos
• Tese de Poche: o arquiteto é um
homem do monumento – obra
pública ou privada prestigiosa
• Conceit...
Exame de alguns casos
• Este é apenas um fenômeno do passado?
Ex: templos, pirâmides, arcos triunfais, torres...
• Examina...
Exame de alguns casos
• Evolução das sociedades humanas:
GRUPOS DOMINANTES X
• Espaçosas moradias
Castelos, mansões, palác...
Exame de alguns casos
• A Cidade como local privilegiado – Marx
• A GRANDE arquitetura sempre foi elaborada por profission...
Exame de alguns casos
• MONUMENTALIDADE: necessidade de todos os tempos – Giedion
• Criar símbolos do que vivo e creio;
1....
Na URSS
• Período de 1918 a 1935 – brilhantes promessas arquitetônicas e urbanísticas;
• Expansão da “nova arquitetura” de...
Na URSS
• Projetos e criações inovadoras:
Casa coletiva
Clube operário
Novas instalações fabris
Novos planos urbanísticos
...
Na URSS
“O Realismo Socialista de Stálin, ao mesmo
tempo em que negava o Modernismo,
adotou muito da estética Construtivis...
Na URSS
• Criação da academia de Arquitetura
• Princípios: realismo socialista:
Arquitetura Neoclássica
Pseudogrega
Pseudo...
Na URSS
• 1985 – Plano Diretor de Moscou
• Bom zoneamento
• Muito formalismo acadêmico
• Praças e palácios imensos
• Teatr...
Marx-Engels-Lenin Institute
http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-
7 Irmãs de Stalin
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Na Alemanha Nazista:
• Desde o primeiro pós-guerra a
Alemanha:
Pátria da arquitetura Moderna
• Os arquitetos modernos trab...
Na Alemanha Nazista:
• Nova sede em Dessau 1925.
Fonte:
http://2.bp.blogspot.com/_QxGh3a0XfHA/TJ
pRv-g6CWI/AAAAAAAAA-
g/h8...
Na Alemanha Nazista:
• Em 1932, os nazistas chegaram ou
poder em Dessau.
• A sede passa para Berlim.
• Um ano depois com a...
Na Alemanha Nazista:
• A experiência nazista foi explicitando
cada vez mais claramente seu rumo:
Uma arquitetura monumenta...
Na Alemanha Nazista:
• Necessidade de controlar
estritamente cada aspecto da vida e
dos costumes nacionais.
• Cobrir de ce...
Na Alemanha Nazista:
• Albert Speer.
• Lança-se na arena política para
conquistar o controle da arquitetura
oficial.
• É n...
Na Alemanha Nazista:
Maquete da avenida proposta por Hitler,
ligando o Arco do Triunfo de Berlim ao
Volkshalle.
Volkshalle...
Gravura do interior do Volkshalle.
Na Alemanha Nazista:
• Tudo foi feito de modo a causar
respeito e admiração, mas também
afastando o povo do poder, como
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Na Alemanha Nazista:
Reichsparteitagsgelaende Zeppelinfeld Tribuene, que recebia congressos do Partido Nazista. Obra monum...
Na Alemanha Nazista:
• As construções como blocos
maciços, além de alegadamente
preconizarem pela funcionalidade,
acabam p...
Na Alemanha Nazista:
Museu Stasi, antiga sede da polícia secreta da Alemanha Oriental.
Casa de vidro mies van der ruhr.
Na Alemanha Nazista:
Fortaleza de artilharia anti-aérea (Torre Flak) em Hamburgo, mas poderia se passar por uma fortaleza
...
Na Alemanha Nazista:
Karl-Marx-Allee.
Na Alemanha Nazista:
Edifício da administração do Partido Nazista em Berlim, com elementos neoclássicos.
Na Alemanha Nazista:
• Pavilhão da Alemanha, na Exposição
Universal de 1937, em Paris.
Postal histórico, ambos os
pavilhõe...
Na Alemanha Nazista:
• A sua empírica mega estrutura
uniforme e perfeitamente simétrica
tentava transmitir uma mensagem de...
Na Alemanha Nazista:
• A enorme águia de 9 metros,
colocada no topo seria desenhada
pelo mesmíssimo Kurt Schmid-Ehmen,
e c...
Detalhe da águia de bronze, de 9 m que ocupava o alto do edifício do pavilhão alemão.
Foi desenhada por Kurt Schmid-Ehmen ...
Na Alemanha Nazista:
• Para Speer, a arquitetura constituía,
sobretudo, um instrumento de poder.
• Albert Speer foi inclus...
Na Itália FASCISta
• Itália em grave crise econômica
após a 1º Guerra Mundial;
• Surge, em 1921, o Partido Nacional
Fascis...
Na Itália FASCISta
• No contexto da ditadura fascista surge os
primeiros ideais da arquitetura moderna na
Itália;
• Inicia...
Na Itália FASCISta
• Disputa entre vários agrupamentos de
arquitetos pela hegemonia na
representação do regime;
• Arquitet...
Na Itália FASCISta
• A União Nacional dos Arquitetos,
liderada por Marcello Piacentini,
condena o MIAR;
• Em 1937, Mussoli...
Na Itália FASCISta
• Consolidação do Estilo Lictórico:
referência ao lictor, pessoa que seguia
adiante de um magistrado ab...
• Cidade Universitária de Roma
Planta Cidade Universitária de Roma.
Fonte:http://bp1.blogger.com/_nPHTbRJlbJ8/R0RK3zQ8iFI/...
CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://italiaen.com.sapo.pt/02.jpg
Maquete: Cidade Universitária de Roma.
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CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://www.italiaen.com.sapo.pt/000.JPG
CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://www.italiaen.com.sapo.pt/05.jpg
Cidade Universitária de Roma. Fonte: http://photos1.blogger.com/hello/10/9241/1024/Reitoria%20da%20Universidade%20de%20Rom...
Palazzo della Civiltà Italiana, de 1937. Projeto de G. Guerrini, E.
Padula e M. Romano
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No brasil pós-30 e pós-64
• O governo de Vargas, tanto no
momento revolucionário quanto
no ditatorial, não chegou a trazer...
Minstério da Educação e Saúde.
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Prédio do então Ministério da Guerra.
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Banco do Nordeste do Brasil em Fortaleza.
Fonte: http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2013/01/agc3aancia-central-d...
Banco Central em Fortaleza.
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Banco Central em Fortaleza.
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Conclusões
“Os homens poderosos têm sempre inspirado os arquitetos: o arquiteto é
sempre influenciado pelo poder. O orgulh...
Bibliografia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_Flak
http://www.secult.ce.gov.br/index.php/patrimonio-cultural/patrimonio-...
Obrigado!
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Arquitetura: expressão simbólica do poder?

  1. 1. História da Arte, da Arquitetura e do Urbanismo I Seminário 1 – SEM 2013.1 Equipe: Bruna Barreto, Bruno Lima e Úrsula Nobrega UFC – departamento de arquitetura e urbanismo ARQUITETURA: Expressão Simbólica do Poder? Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes Fortaleza 1988
  2. 2. índice • Sobre o Autor • Introdução • Exame de alguns casos 2.1 – Na URSS 2.2 – Na Alemanha Nazista 2.3 – Na Itália Fascista 2.4 – No Brasil Pós-30 e Pós-64 • Nossas conclusões. • Bibliografia
  3. 3. Sobre o autor: Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes é um sociólogo brasileiro. Bacharel em Letras e em Pedagogia pela Universidade Federal do Ceará, é doutor em Sociologia do Conhecimento pela Université de Tours (França) e pós-doutor em História Antropológica pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (França) Professor da Universidade Federal do Ceará e da Universidade Estadual do Ceará, foi vencedor do Prêmio Osmundo Pontes, na categoria Ensaio, em 2000. Autor de vasta produção bibliográfica, especialmente científica, é membro da Academia Cearense de Letras, da Academia Cearense de Ciências, do Instituto do Ceará e da Association Internationale des Sociologues de Langue Française. Fonte: http://8encontrodacidade.blogspot.com.br/ 2007/11/eduardo-diatahy-bezerra-de- menezes_16.html
  4. 4. Introdução: Fruto de uma casualidade? Metáforas arquitetônicas. • Mito bíblico sobre a origem da diversidade das línguas: • A construção da Torre de Babel. • Restou o símbolo. Fonte:http://2.bp.blogspot.com/-N8qpKoFXZbo/UMDkoLv- FjI/AAAAAAAAGLU/S0Vw5k1zHjk/s1600/3.jpg
  5. 5. Introdução: Fruto de uma casualidade? Metáforas arquitetônicas. • Gilberto Freyre • Título da sua principal obra. • Símbolos arquitetônicos básicos do empreendimento colonial no Brasil: Casa Grande & Senzala. Fonte:http://downloaddelivroshist.blogspot.com.br/2012/08/blog- post_3977.html
  6. 6. Introdução: Fruto de uma casualidade? Metáforas arquitetônicas. • Marx • Modelo de uma formação social. • Em uma página célebre, demarca a diferença fundamental do trabalho humano face a atividade animal. • Contrapondo o labor da abelha ao do arquiteto. Fonte:http://www.sinopsedolivro.net/livro/o-capital-livro-1---o-processo-de- producao-do-capital-vol-2.html
  7. 7. Introdução: Para além disso, devemos considerar que arquitetura é dotada de sentidos. “[...]a produção arquitetônica, na sua acepção mais ampla, representa, para além de suas funções aparente e imediata, uma expressão fundamental da ação coletiva do homem no sentido de criar formas simbólicas e culturais [sistemas semióticos, portanto] que tendem a se perpetuar.”
  8. 8. Introdução: O homem: animal criador de símbolos. • O vazio do cosmo espantava Pascal. • Esse mesmo vazio levou a mitologia clássica a povoar esse espaço de figuras significantes. • O deserto diz pouco do ponto de vista da cultura humana: ele constitui o único lugar na terra que não possui arquitetura. • No campo da Arqueologia, são as formas arquiteturais e, mais genericamente, a cultura material que compõem o principal suporte das reflexões sistemáticas sobre as sociedades humanas do passado remoto. • O mundo dos objetos historicamente produzidos pelo homem pertence ao universo semiótico. • Todos os produtos culturais ou já são intrinsecamente investidos de sentido, ou podem ser legitimamente encarados como sistemas semióticos; por conseguinte, a arquitetura, como um desses componentes, é geralmente “consumida” como fenômeno, sem prejuízo de sua inerente funcionalidade primária.
  9. 9. Introdução: A arquitetura e as demais artes. • Em todas as épocas a arquitetura foi sempre protótipo de uma obra de arte. • Desde a Pré-história a construção tem acompanhado o homem. • Muitas formas de arte foram criadas e, depois, desapareceram. 1. A tragédia. 2. O poema épico. 3. A pintura de quadros. • Mas, a necessidade de habitar é permanente. • A arquitetura jamais conheceu paralisações. • A sua história é mais longa que qualquer outra arte. • Nela reside o entendimento da obra e sua relação com as massas.
  10. 10. Introdução: • Objetivo do texto, porém, não é analisar toda a produção da arquitetura. • Mas especificamente a relação da arquitetura com poder: • A arquitetura como expressão simbólica do poder. • Essa análise não parte da natureza instrumental desses produtos, de sua utilidade primária, mas antes, de sua função segunda, o saber, o significado sócio-político de tais construções e o seu caráter público, sem excluir os valores estéticos que eles veiculam.
  11. 11. Exame de alguns casos • Tese de Poche: o arquiteto é um homem do monumento – obra pública ou privada prestigiosa • Conceito ao longo do tempo • O arquiteto vende emoção – o arquiteto é um homem de poder: a arquitetura é uma arte do poder • Excluindo formas coletivas de construção como arquitetura indígena, arquitetura sem “arquiteto” da tradição rural, habitação popular, etc. • castelo-hunyad-dracula CatedraldeSantiagodeCompostela-Barroco http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do-totalitarismo
  12. 12. Exame de alguns casos • Este é apenas um fenômeno do passado? Ex: templos, pirâmides, arcos triunfais, torres... • Examinando milênios de história: figuras reais sacralizadas – arquitetura fundia símbolos reais e divinos.(Egito e Mesop.) • Conotação de autoridade e poder desde épocas remotas na imaginação do povo e dos nobres; • Essa influência atravessa os tempos até a época renascentista e barroca; • Arquitetura como símbolo e propaganda de regimes políticos PEGAR IMAGE NS DE PIRAMI DES, ARCOS , VERSA LHES E IGREJA BARR OCA VersaillesePiramides http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do- totalitarismo
  13. 13. Exame de alguns casos • Evolução das sociedades humanas: GRUPOS DOMINANTES X • Espaçosas moradias Castelos, mansões, palácios Definem áreas de maior valor Expressa as estruturas sócio-econômicas e de PODER. O antigo é perpetuado. GRUPO SUBALTERNO • Ocupam espaço mínimo; Choupanas, casebres, tocas... Ocupam áreas periféricas CastelodeHunyadLendaDrácula http://www.arquitetonico.ufsc.br/a- arquitetura-a-servico-do-totalitarismo
  14. 14. Exame de alguns casos • A Cidade como local privilegiado – Marx • A GRANDE arquitetura sempre foi elaborada por profissionais a serviço de uma ELITE (política, econômica, religiosa) • A produção popular era tarefa para o próprio povo. “..., o arquiteto está submetido ao domínio da classe dirigente, muito mais do que um peão.” Hannes Meyer Exemplos: Leonardo Da Vince – Francisco I Bernini – Luís XIV (Versailles e Praça de São Pedro) Título: arquiteto do rei. Praç a de são pedro PraçadeSaõPedro-Bernini http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a- servico-do-totalitarismo
  15. 15. Exame de alguns casos • MONUMENTALIDADE: necessidade de todos os tempos – Giedion • Criar símbolos do que vivo e creio; 1. Desejo satisfeito por todos os regimes políticos(anacrônico e monótono); 2. Expressão do perfil específico de épocas ou culturas;
  16. 16. Na URSS • Período de 1918 a 1935 – brilhantes promessas arquitetônicas e urbanísticas; • Expansão da “nova arquitetura” de Mies, Gropius, Corbusier • Ideal de transformar a cidade e mudar o estilo de vida • 1918 a 1922: decretos de controle de solo, plano urbanístico, propriedade fundiária • Período decisivo: grupo OSA (Ass. Arq. Contemporaneo) e revista AC; • Debates
  17. 17. Na URSS • Projetos e criações inovadoras: Casa coletiva Clube operário Novas instalações fabris Novos planos urbanísticos • Anos 30: instalação da ditadura stalinista • Brilhante arq. I. Leonidov cria Palácio da Cultura, 1930. é atacado por rivais e autoridades; • Construtivistas são atacados pela União dos Arquitetos Proletários;
  18. 18. Na URSS “O Realismo Socialista de Stálin, ao mesmo tempo em que negava o Modernismo, adotou muito da estética Construtivista, que nos primeiros anos após a Revolução Russa cumpria com primazia o papel de propaganda socialista.” Guilherme Ruchaud ObradeartemonumentalemPyongyang,representandoosucessoda revolução.http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do- totalitarismo
  19. 19. Na URSS • Criação da academia de Arquitetura • Princípios: realismo socialista: Arquitetura Neoclássica Pseudogrega Pseudoflorentina Pseudorrusa Dominante até 1955 • Monumentalismo e fachadismo • Muitas colunas na cidade, arranha-céus escalonados e construções modernas com decorações; Paláciodaciência http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do-totalitarismo
  20. 20. Na URSS • 1985 – Plano Diretor de Moscou • Bom zoneamento • Muito formalismo acadêmico • Praças e palácios imensos • Teatros decorados • Leonidov recebe o prêmio Stalin – Marx-Engels-Lenin Institute Edifício da Universidade http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do-totalitarismo
  21. 21. Marx-Engels-Lenin Institute http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico- 7 Irmãs de Stalin http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a-servico-do-totalitarismo Paláciodossovietes–nãoconstruido http://www.arquitetonico.ufsc.br/a-arquitetura-a- servico-do-totalitarismo
  22. 22. Na Alemanha Nazista: • Desde o primeiro pós-guerra a Alemanha: Pátria da arquitetura Moderna • Os arquitetos modernos trabalharam em condição adversa. 1. Derrota 2. Grave crise econômica 3. Inflação de 1924 • Porém, conseguiram realizar uma das experiências mais fecundas da arquitetura contemporânea. • Bauhaus: importante escola de arquitetura e artes aplicadas (decoração gráfica, fotográfica, cenográfica, etc.) 1919. • Walter Gropius • União entre capacidade criativa com a execução prática. • “Arquitetura Internacional” • As inovações por ela introduzidas contrariavam interesses e os ataques se fizeram constantes.
  23. 23. Na Alemanha Nazista: • Nova sede em Dessau 1925. Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_QxGh3a0XfHA/TJ pRv-g6CWI/AAAAAAAAA- g/h8QqCHzMlYM/s1600/bauhaus.jpg
  24. 24. Na Alemanha Nazista: • Em 1932, os nazistas chegaram ou poder em Dessau. • A sede passa para Berlim. • Um ano depois com a nomeação de Hitler como chanceler, Mies van der Rohe encerra definitivamente a brilhante experiência dessa instituição. • Os edifícios em Dessau passaram a servir de centro de treinamento para dirigentes políticos. • Os integrantes da escola viram-se obrigados a sair do país. • A arquitetura moderna – caráter inovador e amplitude de seus objetivos – implica o suporte financeiro dos encargos públicos – dependência do poder público. • Entartete Kunst (Arte Degenerada).
  25. 25. Na Alemanha Nazista: • A experiência nazista foi explicitando cada vez mais claramente seu rumo: Uma arquitetura monumentalista, tradicional e estritamente nacionalista. • Residencial: neomedievalismo. • Edifícios públicos: Neoclassicismo e greco-germânico. • Por toda parte: estátuas alegóricas, águias e cruzes gamadas. • O paraíso dos velhos arquitetos. • Por que o Neoclássico?
  26. 26. Na Alemanha Nazista: • Necessidade de controlar estritamente cada aspecto da vida e dos costumes nacionais. • Cobrir de certa formalidade suas mudanças e diretrizes. • Repertório gasto pela contínua repetição. • Perda do seu sentido ideológico. • Forma vazia. • Podendo preencher com qualquer conteúdo. Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_QxGh3a0XfHA/TJpRv-g6CWI/AAAAAAAAA- g/h8QqCHzMlYM/s1600/bauhaus.jpg
  27. 27. Na Alemanha Nazista: • Albert Speer. • Lança-se na arena política para conquistar o controle da arquitetura oficial. • É nomeado diretor geral de edificações na Capital em 1937. • Nova Chancelaria, em Berlim. Albert Speer.
  28. 28. Na Alemanha Nazista: Maquete da avenida proposta por Hitler, ligando o Arco do Triunfo de Berlim ao Volkshalle. Volkshalle (Pavilhão do Povo), projeto do arquiteto Albert Speer, principal arquiteto do nazismo. Fortemente inspirado no Panteão Romano, mas em escala muito maior. Não chegou a ser construído.
  29. 29. Gravura do interior do Volkshalle.
  30. 30. Na Alemanha Nazista: • Tudo foi feito de modo a causar respeito e admiração, mas também afastando o povo do poder, como que deixando claro qual é o seu papel. • A monumentalidade não se manifesta somente na escala, mas também na maneira como uma obra se desloca do conjunto da cidade. • Tendo uma forma que deliberadamente não se encaixa no contexto urbano. • Em decorrência disso, há muitos casos em que a forma arquitetônica não busca se respaldar em conceitos ou referências: ela existe por si só, pela experimentação gratuita, tendo como objetivo apenas diferenciar-se do contexto, chamar atenção para si, criar um certo mistério e intangibilidade em relação ao poder.
  31. 31. Na Alemanha Nazista: Reichsparteitagsgelaende Zeppelinfeld Tribuene, que recebia congressos do Partido Nazista. Obra monumental, opressiva, monolítica, monocromática. Se impõe hierarquicamente sobre tudo o que há em volta, de maneira tão autocrática como o regime que buscava representar.
  32. 32. Na Alemanha Nazista: • As construções como blocos maciços, além de alegadamente preconizarem pela funcionalidade, acabam por isolar o ambiente urbano do ambiente interno das mesmas, tornando invisível ao público o que ocorre no interior, deixando bem claro o tipo de relação que devia haver entre o Estado e o povo. • O antônimo desse tipo de construção é frequentemente visto no modernismo e na arquitetura contemporânea, manifestado por meio de peles de vidro, que, ainda que às vezes apenas simbolicamente, permitem a visualização mútua do exterior e interior.
  33. 33. Na Alemanha Nazista: Museu Stasi, antiga sede da polícia secreta da Alemanha Oriental. Casa de vidro mies van der ruhr.
  34. 34. Na Alemanha Nazista: Fortaleza de artilharia anti-aérea (Torre Flak) em Hamburgo, mas poderia se passar por uma fortaleza medieval.
  35. 35. Na Alemanha Nazista: Karl-Marx-Allee.
  36. 36. Na Alemanha Nazista: Edifício da administração do Partido Nazista em Berlim, com elementos neoclássicos.
  37. 37. Na Alemanha Nazista: • Pavilhão da Alemanha, na Exposição Universal de 1937, em Paris. Postal histórico, ambos os pavilhões frente a frente. Ao fundo a Torre Eiffel na outra margem do Sena.
  38. 38. Na Alemanha Nazista: • A sua empírica mega estrutura uniforme e perfeitamente simétrica tentava transmitir uma mensagem de solidez e robustez, dar uma sensação de inamovibilidade só de vê-la. • O seu interior, rico e finamente decorado, como um museu e com grandes salões, tentava dar a ideia da riqueza alemã. • No mesmo, estavam expostas peças que explicavam a visão do futuro por Hitler e uma abundância de esculturas. Postal do pavilhão alemão. Podem notar-se, além da águia de Kurt Schmid-Ehmen, as esculturas de Arno Breker na base.
  39. 39. Na Alemanha Nazista: • A enorme águia de 9 metros, colocada no topo seria desenhada pelo mesmíssimo Kurt Schmid-Ehmen, e construída em bronze maciço. • A mesma ganharia o Grande Prémio da República Francesa e a sua imponente estética seria copiada até à saturação, durante todo o séc. XX. Os irmãos de Arno Breker.
  40. 40. Detalhe da águia de bronze, de 9 m que ocupava o alto do edifício do pavilhão alemão. Foi desenhada por Kurt Schmid-Ehmen e ganhou o Grande Prémio. Interior do pavilão alemão.
  41. 41. Na Alemanha Nazista: • Para Speer, a arquitetura constituía, sobretudo, um instrumento de poder. • Albert Speer foi incluso entre os líderes nazistas no Julgamento de Nuremberg.
  42. 42. Na Itália FASCISta • Itália em grave crise econômica após a 1º Guerra Mundial; • Surge, em 1921, o Partido Nacional Fascista, fundado por Benito Mussolini; • Características: 1. Nacionalismo; 2. Antiproletário; 3. Estado Forte. Símbolo do Fascismo. Fonte: http://2.bp.blogspot.com/- Rt7WAuMrGY8/URkdtsvCxKI/AAAAAAAA BV4/Yqx4j6- SmTo/s1600/fascismo+h%255B1%255D.jpg “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado” Benito Mussolini Benito Mussolini. Fonte: http://www.brasilescola.com/upload/e/mussolini.jpg
  43. 43. Na Itália FASCISta • No contexto da ditadura fascista surge os primeiros ideais da arquitetura moderna na Itália; • Inicialmente o governo não exercia tanta pressão sobre a cultura e sobre a arquitetura; Tradicionalismo historicista x Movimentos de vanguarda Neoclassicismo simplificado Racionalismo italiano
  44. 44. Na Itália FASCISta • Disputa entre vários agrupamentos de arquitetos pela hegemonia na representação do regime; • Arquitetura como “Arte do Estado”; • Criação do MIAR (Movimento Italiano de Arquitetura Racional); • 1ª Exposição de Arquitetura Racional em 1928; • 2ª Exposição: “Petição a Mussolini pela Arquitetura” Arquitetura Tradicionalista Velho mundo burguês Nova arquitetura Expressão dos ideais revolucionários
  45. 45. Na Itália FASCISta • A União Nacional dos Arquitetos, liderada por Marcello Piacentini, condena o MIAR; • Em 1937, Mussolini decide pela arquitetura tradicionalista, expressa pelo neoclassicismo simplificado de Marcello Piacentini como a mais representativa para o governo fascista devido: 1. Aos tempos de glória do Império Romano; 2. À ocupação da capital da Etiópia. MarcelloPiacentini.Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_nCo1MwfUqLs/TQIT6U88JCI/AAAAAAAAAA M/mI9dJlCvx_Y/s1600/MarcelloPiacentini.jpg
  46. 46. Na Itália FASCISta • Consolidação do Estilo Lictórico: referência ao lictor, pessoa que seguia adiante de um magistrado abrindo caminho com uma machadinha e um feixe de varas amarradas (fascio littorio) • Piacentini como uma metáfora do “lictor”; • Neoclassicimo simplificado. MarcelloPiacentini.Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_nCo1MwfUqLs/TQIT6U88JCI/AAAAAAAAAA M/mI9dJlCvx_Y/s1600/MarcelloPiacentini.jpg
  47. 47. • Cidade Universitária de Roma Planta Cidade Universitária de Roma. Fonte:http://bp1.blogger.com/_nPHTbRJlbJ8/R0RK3zQ8iFI/AAAAAAAAAkg/mDZql7T Vi7k/s400/roma+mapa.png Planta Cidade Universitária de Roma. Fonte: http://bp2.blogger.com/_nPHTbRJlbJ8/R0RQrDQ8iGI/AAAAAAAAAk o/7_OrBahYeT8/s400/roma,+planta.jpg
  48. 48. CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://italiaen.com.sapo.pt/02.jpg Maquete: Cidade Universitária de Roma. Fonte:http://www.rioquepassou.com.br/andredecourt/wp- content/imagens/Proj-U-Bra1937-6.jpg
  49. 49. CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://www.italiaen.com.sapo.pt/000.JPG
  50. 50. CidadeUniversitáriadeRoma.Fonte:http://www.italiaen.com.sapo.pt/05.jpg
  51. 51. Cidade Universitária de Roma. Fonte: http://photos1.blogger.com/hello/10/9241/1024/Reitoria%20da%20Universidade%20de%20Roma.jpg
  52. 52. Palazzo della Civiltà Italiana, de 1937. Projeto de G. Guerrini, E. Padula e M. Romano Fonte:http://photos1.blogger.com/hello/10/9241/1024/Reitoria%2 0da%20Universidade%20de%20Roma.jpg Palazzo dei Recevimenti e Congressi, de 1937. Projeto de Adalberto Libera. Fonte:http://photos1.blogger.com/hello/10/9241/1024/Reitor ia%20da%20Universidade%20de%20Roma.jpg Tribunal de Bolzano, de 1932. Projeto de Marcello Piacentini. Fonte: http://bp0.blogger.com/_nPHTbRJlbJ8/R0RIqjQ8iEI/AAAAAAAAAkY/ NKsOX5bDauk/s400/Marcello_Piacentini_-_Bolzano_Courthouse.jpg
  53. 53. No brasil pós-30 e pós-64 • O governo de Vargas, tanto no momento revolucionário quanto no ditatorial, não chegou a trazer obstáculos às tendências inovadoras da arquitetura; • Estímulo aos diversos tipos de experiência arquitetônica; • Era permitido qualquer ousadia no campo arquitetônico desde que se evidenciasse o caráter do poder político. Getúlio Vargas. Fonte: http://www.an.gov.br/crapp_sit e/img/presidentes/Getul-a.gif Getúlio Vargas. Fonte:http://www.olhardireto.com.br/imgsite/noticias/deputados-cassados- 3.jpg
  54. 54. Minstério da Educação e Saúde. Fonte:http://wwweducacionalcombr4.cdn.educacional.com.br/imagens/rep ortagens/niemeyer/Ministerio2.jpg Minstério da Educação e Saúde. Fonte: http://extra.globo.com/incoming/5545097-a63-b3d/w640h360-PROP/ministerio-fazenda.jpg
  55. 55. Prédio do então Ministério da Guerra. Fonte: http://extra.globo.com/noticias/rio/762522-df8-763/w976h550/10_23_ghg_rio_eravargas_duquecaxias2.jpg
  56. 56. Banco do Nordeste do Brasil em Fortaleza. Fonte: http://dialogospoliticos.files.wordpress.com/2013/01/agc3aancia-central-do- banco-do-nordeste-em-fortaleza.jpg?w=400&h=266 Banco Central em Fortaleza. Fonte: http://www.bcb.gov.br/Pre/ImagensBC/Instalacoes/Principal%5C05_Fort alezaPOSR.jpg
  57. 57. Banco Central em Fortaleza. Fonte: http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/42828218.jpg Banco do Brasil em Fortaleza. Fonte: Google Earth
  58. 58. Banco Central em Fortaleza. Fonte: http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/42828218.jpg Banco do Brasil em Fortaleza. Fonte: Google Earth
  59. 59. Conclusões “Os homens poderosos têm sempre inspirado os arquitetos: o arquiteto é sempre influenciado pelo poder. O orgulho, e a vitória alcançada sobre a gravidade, a ambição do poder, todos estes sentimentos têm de se inscrever no edifício: a arquitetura é uma espécie de eloquência do poder, a qual se manifesta nas formas, ora mansa e convincente, ora dando apenas ordens. O apogeu do sentimento do poder e segurança encontra expressão adequada num estilo grandioso. O poder que precisa já demostrar que muito pode; que desdenha de agradar; que não dá respostas; que não tem testemunhas; que vive das críticas que lhe são feitas, ainda que de tal não tenha consciência, que se funde em si mesmo, que é fatal, que é uma lei entre outras leis; é tal poder, que é uma lei entre outras leis; é um tal poder que se manifesta num estilo grandioso. [...]” Nietzsche.
  60. 60. Bibliografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Torre_Flak http://www.secult.ce.gov.br/index.php/patrimonio-cultural/patrimonio-material/bens-tombados/43575 http://1.bp.blogspot.com/-fUwwE3A1K0I/UDyC6XF__5I/AAAAAAAACws/O4RyXZaYcHY/s1600/tour_eiffel_nuit.jpg http://www.sambaphoto.com.br/eusoudosamba/wp-content/uploads/2010/10/001702038L-590x393.jpg http://ultradownloads.com.br/papel-de-parede/Estatua-da-Liberdade-Nova-Iorque/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Ancient_ziggurat_at_Ali_Air_Base_Iraq_2005.jpg http://nadirzenite.blogspot.com.br/2008/10/exposio-mundial-de-1937.html http://directoriodenoticias.files.wordpress.com/2011/02/egipto.jpg Textos complementares:
  61. 61. Obrigado!

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