Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios
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    Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios Presentation Transcript

    • Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares Prof. Ms Marcos Gontijo da Silva
    • Ascaris lumbricoides
      • OBJETIVO :
      •  Estudar a clissificação, morfologia,
      • biologia, ações patogênicas, diagnóstico,
      • epidemiologia, profilaxia e tratamento.
    • ASCARIDÍASE
      •  ASCARIDÍASE  É o parasitismo desenvolvido
      • no homem pelo Ascaris lumbricoides .
      •  Nome popular  Lombrigas ou bichas .
      • Prevalência  O Ascaris lumbricoides é
      • encontrado em quase todos os países do mundo
      • e ocorre com frequência variada em virtude das
      • condições climáticas, ambientais e, principalmente
      • do grau de desenvolvimento da população.
    • ASCARIDÍASE
      • A fêmea do Ascaris lumbricoides
      • pôe o maior número de ovos, os quais
      • possuem maior longevidade e
      • infectividade.
      • Uma fêmea pode conter 27 milhões
      • de óvolos, chegando a botar 200 mil ovos
      • por dia, durante um ano.
    • ASCARIDÍASE
      • Para manter a enorme produção
      • ovos férteis, esses helmintos consomem
      • grande quantidade de nutrientes,
      • espoliando o hospeeiro; nutrem-se
      • basicamente de proteínas, carboidratos,
      • lipídios e vitaminas A e C.
    • ASCARIDÍASE
      • No último relatório sobre a Ascaridíase
      • (2000) a OMS estimou em um bilhão e meio
      • o número de pessoas infectadas, das quais
      • 400 milhões apresentavam sintomatologia,
      • havendo cerca de 100 mil mortes concentradas nos países subdesenvolvidos
      • da África, Ásia, Oceania e Américas.
    • ASCARIDÍASE
      • Os ovos do Ascaris lumbricoides são envolvidos por três membranas protetoras: uma
      • interna, impermeável, constituída por 25% de proteína, 75% de lipídeos, que confere grande resistência ao ovo contra dessecação; uma membrana média, constituída por quitina e proteínas e a membrana externa, constituída por mucopolissacarídeos.
      • Esses ovos infectantes resistem no meio
      • ambiente por vários meses, talvez mais de um ano.
    • ASCARIDÍASE
      • Ascaris lumbricoides  Parasito do homem
      • Ascaris suum  Parasito comum em suínos
      • e pode acometer os humanos também
      • Toxocara canis  Parasito comum de cães
      • e que pode causar em humanos a
      • síndrome denominada de larva migrans
      • visceral.
    • ASCARIDÍASE
      • CLASSIFICAÇÃO:
      • Ordem  Ascaridida
      • Família  Ascarididae
      • Gênero  Ascaris
      • Espécie  Ascaris lumbricoides
    • ASCARIDÍASE
      • MORFOLOGIA
      •  Macho  Mede 20 a 30 cm, cor leitosa, boca contornada por 3
      • lábios, apresenta esôfago, intestino retilíneo, reto
      • encontrado próximo à extremidade posterior, testículo,
      • canal ejaculador, com a extremidade posterios recur-
      • vada.
      •  Fêmea  Mede 30 a 40 cm, sendo mais grossa, cor, boca
      • e aparelho digestivo semelhantes aos do macho e
      • extremidade posterior retilínea. Apresenta 2 ovários,
      • úteros, vagina e vulva. Chega a botar 200.000 por
      • dia, durante 1 ano.
      • OBS: Os vermes adultos vivem em torno de dois anos.
    • ASCARIDÍASE
      •  OVO  Mede cerca 50 μ m, cor castanha possuindo duas
      • membranas internas e uma externa manilonada
      • (que confere grande resistência ao ovo contra
      • dessecação).
      •  Larva rabditóide
      •  Larva filarióide
    •  
    •  
    • ASCARIDÍASE
      • HÁBITAT
      •  Formas adultas vivem no intestino delgado
      • dos hospedeiros (principalmente no jejuno
      • e íleo)
    • ASCARIDÍASE
      • TRANSMISSÃO
      •  Ingestão de ovos com L3 (larva
      • filarióide infectante)
      •  Cada fêmea pode pôr 200.000 ovos por
      • dia, durante 1 ano
    • ASCARIDÍASE
      • CICLO EVOLUTIVO
      •  É do tipo monoxênico
    •  
    • ASCARIDÍASE
      • PATOGENIA
      • LARVAS  Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças)
      •  Hepáticas  Focos hemorrágicos e de necrose fibrosados
      •  Pulmonares  Edemaciação dos alvéolos, com infiltrado
      • eosinofílicos, febre, bronquite, pneumonia,
      • tosse.
    • ASCARIDÍASE
      • VERMES ADULTOS  Ações:
      • Expoliadora  Consomem grande quantidade de vitaminas (A e C),
      • proteínas, lipídeos, carboidratos  Desnutrição e
      • depalperamento físico e mental.
      • Tóxica  Antígenos parasitários X Anticorpos do hospedeiro (Edema, urticária, convulsões epileptiformes, etc.)
      • Mecânica  Irritação da perede intestinal ou enovelamento de
      • casais ou grupos de parasitos.
      • Ação ectópica  Vermes migratórios (áscaris errático) podem, espontaneamente ou após midicação, atingir locais indevidos, tais como o canal coléduco, causando obstrução do mesmo, o canal de Wirsung,
      • causando pancreatite aguda ou eliminação do verme pela boca.
    • AÇÃO MECÂNICA
    •  
    •  
    • ASCARIDÍASE
      • ASPECTOS CLÍNICOS
      •  O aparecimento das lesões depende :  Número de larvas, tecido onde se encontrem, sensibilidade do hospedeiro.
      •  Síndrome de Loeffler:  Febre, tosse, eosinofilia sanguinea elevada, anorexia.
      •  Intestinal:  desconforto abdominal (cólicas), dor epigástrica e má digestão; náuseas, perda de apetite, emegrecimento; irritabilidade, sono intranquilo e ranger dos dentes à noite, manchas branca na pele.
      • Em crianças subnutridas e altamente parasitadas é comum o aumento exagerado do volume abdominal (abdome proeminente) além do aspecto geral de depalperamento físico, palidez e trinteza.
    • ASCARIDÍASE
      • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
      • Reconhecimento de formas adultas nas fezes
      • Detecção de ovos na materia fecal  Exame de fezes
      • Métodos quantitativos  Stoll e Kato – Katz
      • Métodos qualitativos  Willis, Hoffmann, Ritchie, etc.
    •                                                                                                                                                                                           Ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris lumbricoides .
      • EPIDEMIOLOGIA:
      •  Cosmopolita (encontrado em paises de
      • clima tropical e semi-tropical.
      • Fatores que interferem na prevalência do
      • Ascaris lumbricoides:
      •  Baixo nível socioeconômico;
      •  precárias condições de saneamento básico;
      •  má educação sanitária;
      •  grande produção de ovos pela fêmea do
      • parasito (200.000 ovos por dia durante 1 ano)
      •  textura do solo
      •  contaminação fecal do solo ou piso das
      • habitações, por falta de instalações sanitárias;
      •  disseminação de ovos através de poeira,
      • chuvas, insetos;
      •  viabilidade dos ovos no solo durante meses ou
      • anos, quando em condições favoráveis de
      • temperatura e umidade;
      •  resistência dos ovos aos desinfetantes usuais
      • devido à sua membrana lipóidica interna.
    •  
    • ASCARIDÍASE
      • TRATAMENTO
      • PIPERAZINA  Nos casos de obstrução intestinal  administração
      • por sonda nasogástrica 100 mg/kg hexa-hidrato
      • de piperazina (não exceder 6g) 10 a 30 ml de óleo
      • mineral, 3 em 3 horas por 24h e hidratação por via
      • parenteral .
      • PAMOATO DE PIRANTEL  Inibe a colinesterase causando a
      • (Piranver, Combantrin) paralisia do verme (10mg/Kg em
      • dose única).
      • MEBENDAZOL  Age bloqueando a captação de glicose e
      • (Pantelmin,sirben) aminoácidos – 100mg (2 x) por 3 dias
    • ASCARIDÍASE
      • MEBENDAZOL
      • MODO DE AÇÃO  Inibição seletiva da assimilação de
      • glicose em nematóides e cestóides, determinando maior
      • utilização de glicogênio pelo parasita; assim, os parasitas
      • ficam privados de sua principal fonte de energia. Sob
      • ação da droga, o parasito permanece imobilizado e o
      • desenvolvimento larvário é interrompido in vitro .
    • ASCARIDÍASE
      • MEBENDAZOL
      •  O Mebendazol é ativo contra nematóides e
      • empregado principalmente para tratamento de
      • tricuríase, ascaríase, ancilostomíase e estrongiloi-
      • díase. É pouco absorvido no trato gastrointestinal,
      • de modo que é muito eficaz em casos de
      • helmintoses intestinais.
    • ASCARIDÍASE
      • ALBENDAZOL  400 mg (larvicida) dose única.
      • (Zentel)
      • IVERMECTINA  200 μ g/Kg em dose única; 100% de cura
      • (Revectina) (droga nova)
    • ASCARIDÍASE
      • PROFILAXIA
      • Melhoria das condições de saneamento
      • básico
      • Construção de fossas sépticas
      • Educação sanitária
      • Lavar as mãos antes de tocar os alimentos
      • Tratamento das pessoas parasitadas
      • Proteção dos alimentos contra insetos.
    • Trichuris trichiura
    • TRICURÍASE
      • CLASSIFICAÇÃO :
      • Classe  Nematoda
      • Ordem  Trichuroidea
      • Família  Trichuridae
      • Gênero  Trichuris
      • Espécie  Trichuris trichiura
    • TRICURÍASE TRICURÍASE OU TRICOCEFALOSE OU TRICUROSE . É o parasitismo desenvolvido no homem pelo Trichuris trichiura ou Trichocephalus trichiurus
    • TRICURÍASE
      • MORFOLOGIA  Possui a parte anterior afilada, quase
      • 2/3 maior que a posterior, dando um aspecto de chicote, de cor
      • esbranquiçada ou rósea.
      •  MACHO  Mede cerca de 3 cm; 1 testículo, canal deferente e canal
      • ejaculador.
      • FÊMEA  Mede cerca de 4 cm. Ovário, oviduto, útero e vagina.
      • OVO  Mede cerca de 50 μ m X 22 μ m cor castanha, casca
      • formada por uma camada vitelínea externa, uma quitinosa
      • intermediária e uma lipídica interna. Tem forma de barril.
    •  
    • TRICURÍASE
      • HÁBITAT
      •  Vermes adultos vivem no intestino
      • grosso
      • Poucos vermes (ceco e colo ascendente)
      • Muitos vermes (colo descendente, reto e
      • até no íleo)
      • Longevidade: mais de 5 anos.
    • TRICURÍASE
      • TRANSMISSÃO  Ingestão de ovos
      • maduros
      •  CICLO EVOLUTIVO  Tipo monoxênico
      • OVIPOSIÇÃO  Alcança o número de
      • 7.000 ovos por dia por fêmea.
    •  
    • TRICURÍASE
      • PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA
      •  Maioria dos casos  assintomáticos
      •  Ocorre um processo irritativo das terminações nervosas locais,
      • estimulando o aumento do peristaltismo e dificultando a
      • reabsorção de líquidos no nível de todo o intestino grosso.
      •  Infecções moderadas  colite associada à tricuríase.
      • Dores abdominais, disenteria crônica, sangue e muco nas fezes
      •  Infecções intensas e crônicas (Principalmente em crianças)
      • Distúrbius locais  Dor abdominal, disenteria, sangramento,
      • tenesmo e prolapso retal.
      •  Alterações sistêmicas  Perda de apetite, vômito, eosinofilia,
      • anemia, má nutrição e retardamento
      • do desenvolvimento.
    •  
    • TRICURÍASE
      • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
      • Detecção de ovos na matéria fecal  Exame de fezes
      • EPIDEMIOLOGIA
      • Cosmopolita; clima tropical com temperatura média elevada; umidade ambiente elevada; dispersão de ovos através de chuvas, vento, moscas e baratas.
      • Ovos mais sensíveis à dessecação e insolação do que os de Ascaris lumbricoides .
      • As crianças são as mais acometidas.
      • Maior prevalência onde há falta de serviços de esgoto e água tratada.
    • TRICURÍASE
      • TRATAMENTO
      •  Medendazol  Age bloqueando a captação de glicose e
      • (Pantelmin, sirbem) aminoácidos  100mg (2X) por 3 dias.
      •  Albendazol  Larvicida  400 mg (dose única)
      • (Zentel)
    • TRICURÍASE
      • PROFILAXIA
      •  Educação sanitária
      •  Construção de fossas sépticas
      •  Lavar as maõs antes de tocar os alimentos
      •  Tratamento das pessoas parasitadas
      •  Proteção dos alimentos contra moscas e baratas.
    • Enterobius vermicularis
      • A enterobíase, enterobiose ou oxiurose,
      • é a verminose intestinal devido ao
      • Enterobius vermicularis . Mais conhecido
      • popularmente como oxiúrus. A infecção
      • costuma ser benígna, mas incômoda,
      • pelo intenso prurido anal que produz e
      • por suas complicações, sobretudo em
      • crianças.
    • Enterobius vermicularis
      • CLASSIFICAÇÃO :
      • Classe  Nematoda
      • Ordem  Oxyurida
      • Família  Oxyuridae
      • Gênero  Enterobius
      • Espécie  Enterobius vermicularis
    • Enterobius vermiculares MORFOLOGIA MACHO  Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com espículo presente FÊMEA  Mede cerca de 1 cm X 0,4 mm OVO  Mede cerca de 50 μ m X 20 μ m, aspecto de “D”, membrana dupla lisa e transpa- rente. Larva formada .
    •  
    • Enterobius vermiculares
      • HÁBITAT
      •  Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas
      • repletas de ovos, são encontradas na região perianal.
      • Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina,
      • útero e bexiga.
      •  CICLO BIOLÓGICO
      •  Tipo monoxênico
    •  
    • Enterobius vermicularis
      • TRANSMISSÃO
      •  Heteroinfecção
      •  Auto-infecção externa (oral) ou direta
      •  Auto-infecção interna (retal)
      •  Auto infecção externa,anal ou
      • retroinfecção.
    • Enterobius vermicularis
      • PATOGENIA
      •  Na maioria dos casos assintomático.
      •  Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo)
      •  Enterite catarral
      •  Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite,
      • ovarite e salpingite.
    • Enterobius vermicularis
      • DIAGNÓSTICO CLÍNICO
      •  Prurido anal noturno
      • DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
      •  Exame de fezes e swab anal
    •                                                               Enterobius vermicularis - fêmea.                                                                                              Enterobius vermiculares (ovo
    •  
    • Enterobius vermicularis
      • EPIDEMIOLOGIA
      •  Parasito de ambientes domésticos e coletivos
      • fechados. Fatores responsáveis:
      •  Somente a espécie humana alberga o parasito;
      •  Fêmeas eliminam ovos na região perianal;
      •  Ovos em poucas horas se tormam infectantes;
      •  Ovos resistem até 3 semanas em ambientes
      • domésticos;
      •  Hábito de se sacudir roupas de cama.
    • Enterobius vermicularis
      • PROFILAXIA
      •  Tratamento de todas as pessoas parasitadas
      •  Corte rente das unhas
      •  Roupa de dormir e de cama não devem ser
      • sacudidas e sim enroladas e lavadas em água
      • fervente
    • Enterobius vermicularis
      • TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o
      • Ascaris lumbricoides
      •  Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver)
      •  Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem)
      •  Albendazole ( Zentel)
      •  Ivermectina (Revectina)
    • Filárias Wuchereria bancrofti Onchocerca volvulus
    • Filárias
      • Nematóides de vida longa.
      • Requerem um período de desenvolvimento larvário (L 1 a L 3 ) em insetos hematófagos
      • Portanto, não há crescimento populacional dentro do vetor
      • A picada do vetor inicia a nova infecção humana.
    • Filárias
      • nem todas as espécies causam doença
      • as filárias podem sobreviver por muitos anos em hospedeiros imunocompetentes
      • a compreensão dos mecanismos utilizados pelo parasito são passos cruciais na pesquisa de vacinas e drogas mais eficientes.
    • Filárias
      • Wuchereria bancrofti , linfáticos, sangue, filaríase linfática
      • Onchocerca volvulus , tecidos subcutâneos, pele, oncocercose
      • Loa loa (DR) , tecidos subcutâneos, sangue
      • Brugia malayi (DR), linfáticos, sangue
      • Mansonella ozzardi (NP), cavidade pleural ou peritoneal, sangue e pele
      DR : distribuição restrita - NP : não patogênica
    • Filárias
      • tem diferentes sub-espécies ou cepas,
      • tem espécies de vetores diferentes,
      • tem distinta periodicidade circadiana na densidade de microfilárias no sangue
      • desenvolvem síndromes patológicos diferentes.
      A maioria das espécies, dependendo da distribuição geográfica:
    •  
    • Filaríase linfática
      • Wuchereria bancrofti
      • 120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com filárias linfáticas
      • 20% da população mundial está em situação de risco
      • 90% dessas infecções são causadas por W. bancrofti
      Filaríase linfática Wuchereria bancrofti
    • o inseto vetor
      • Culicídeos (áreas urbanas e semi-urbanas) e anofelinos (áreas rurais) são os principais responsáveis pela transmissão
      • Os mosquitos sugam as microfilárias com o sangue
      Culex fatigans Anopheles darlingi
    • Você sabia?
      • Que o homem é o único hospedeiro definitivo de W. bancrofti ?
      • Que, nas Américas, C. quinquefasciatus é seu principal hospedeiro intermediário?
    • ciclo de vida Dentro do mosquito apropriado, as microfilárias (L1) atravessam a parede do intestino e amadurecem dentro dos músculos torácicos, passando por dois estágios larvários, até se transformar em larvas de terceiro estágio infectantes (L3)
    • ciclo de vida
      • L3 migra ativamente até o lábio do mosquito
      • que é perfurado quando ele suga o sangue,
      • (aparentemente pelo estímulo térmico)
      • L3 penetra ativamente a pele através da ferida da picada
    • ciclo de vida Na pele do homem, a L3 penetra nos vasos sangüíneos e/ou linfáticos pelos quais migram até o gânglio linfático mais próximo
    • filaríase linfática: a doença
      • Depois da infecção com L3, segue-se um período de ativa resposta imune contra as larvas,
      • se elas não forem eliminadas durante esse período,
      • podem se desenvolver as diversas patologias associadas
      • que dependem, portanto, do número de picadas e de larvas inoculadas
    • ciclo de vida
      • No gânglio, as larvas L3 amadurecem até se tornarem vermes adultos num período que leva entre 3 meses e 1 ano
      • a patologia está relacionada à presença dos adultos nos gânglios linfáticos,
      • interagindo com a resposta imune do hospedeiro e as eventuais super-infecções por bactérias ou fungos
    • Você sabia?
      • Que os adultos podem formar novelos de até 20 vermes?
      • e viver no gânglio entre 5 e 10 anos?
    • o parasito: os vermes adultos
      • São longos e finos (fêmeas até 10 cm, machos até 4 cm)
      • Sua presença nos gânglios linfáticos (fundamentalmente de abdômen e pélvis)
      • é responsável pelas principais manifestações patológicas
    • ciclo de vida
      • Após o acasalamento, a fêmea dá a luz às microfilárias (larvas de primeiro estágio - L1)
      • As microfilárias desempenham papel fundamental para a disseminação da doença e para o diagnóstico.
    • o parasito : as microfilárias
      • elas se acumulam, durante o dia, na rede sangüínea pulmonar,
      • na junção capilar de arteríolas e vênulas.
    • o parasito: as microfilárias
      • podem provocar uma reação alérgica semelhante à asma:
      • a eosinofilia pulmonar tropical
      • com níveis séricos de IgE e IgG4 extraordinariamente elevados
      • sobretudo em adultos primo-infectados
      • ao anoitecer as L1 começam a aparecer no sangue periférico
      • seu número aumenta durante a noite,
      • horário de maior atividade do mosquito vetor
      o parasito : as microfilárias
    • o parasito: as microfilárias
      • A tensão diferençal de oxigênio ( P O 2 ) entre a arteríola e a vênula dá o sinal para a migração das larvas
      • Quando a P O 2 está acima de 55 mmHg, as larvas se acumulam no pulmão.
      • Quando a P O 2 desce para 47 mmHg, elas migram para a circulação periférica.
    • Você sabia? Que a periodicidade de W. bancrofti (noturna) pode ser mudada para diurna se o indivíduo muda seu ritmo de sono-vigília?
      • adultos primo-infectados apresentam linfangites, linfadenites, dor genital (pela inflamação dos linfáticos associados)
      • além de urticárias e outras manifestações alérgicas, inclusive eosinofilia.
      • o ultrasom dos linfáticos (escrotais no homem e mamários na mulher) pode mostrar o aumento de tamanho dos gânglios e o movimento dos vermes
      filaríase linfática: a doença
    • filaríase linfática: a doença
      • A alteração mais importante é produzida pelo dano aos vasos linfáticos,
      • É mediada pela resposta do sistema imune aos vermes
      • Estas agressões provocam linfangites que, quando repetidas, levam à fibrose e calcificação do tecido
    • filaríase linfática: a doença
      • Na fase obstrutiva, final
      • a linfangite provoca varizes ,
      • lesões genitais: hidrocele
      • o linfedema crônico provoca:
        • infiltração fibrosa
        • engrossamento da pele:
        • a elefantíase
    • filaríase linfática: a doença
      • As deformidades incapacitantes são, em geral, unilaterais
      • freqüentemente elas requerem cirurgia para remover os tecidos fibrosos e calcificados.
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    • oncocercose ou cegueira dos rios
      • Onchocerca volvulus
    • oncocercose ou cegueira dos rios Onchocerca volvulus
      • É a segunda causa de cegueira no mundo.
      • Afeta mais de 18 milhões de pessoas (99% em África).
      • 120 milhões em situação de risco (96% em áfrica)
    • o inseto vetor: o habitat
      • A oncocercose, e a cegueira que ela pode provocar, estão associadas a rios de águas limpas e rápidas: “cegueira dos rios”
      • as larvas infectantes são transmitidas pela picada de moscas do gênero Simulium
      • Simulídeos (borrachudos) se desenvolvem em água bem oxigenada
      • suas larvas têm um estágio aquático obrigatório durante o qual requerem alta tensão de O 2
      o inseto vetor
    • ciclo de vida
      • as larva infectantes penetram através da ferida da picada do inseto hospedeiro
      • elas “andam” pelo tecido subcutâneo, onde formam nódulos encapsulados
      dentro dos nódulos, elas amadurecem em aproximadamente um ano
    • ciclo de vida os parasitos adultos são filiformes, com acentuado dimorfismo sexual as fêmeas medem entre 30 e 50 cm, e os machos entre 2 e 4 cm eles podem viver até 14 anos no hospedeiro humano
    • os nódulos fibrosos subcutâneos onde vivem os parasitos adultos podem formar tumores visíveis: os oncocercomas estes nódulos, principalmente os da cabeça, devem ser removidos cirurgicamente patologia
    • ciclo de vida
      • depois do acasalamento, a fêmea dá a luz as microfilárias
      • cada fêmea produz entre 1.000 e 3.000 larvas (microfilárias) por dia
      • as larvas podem ser encontradas na pele, a qualquer hora.
    • ciclo de vida
      • as microfilárias podem ser encontradas no líquido dentro dos nódulos e nas camadas da pele,
      • se disseminando em forma centrífuga da área onde estão os adultos
      • em infecções massivas, as microfilárias podem ser encontradas no sangue
    • ciclo de vida
      • as microfilárias infectam o inseto vetor quando ele se alimenta
      • amadurecem nos músculos do inseto
      • passando por três estágios larvários
      • em aproximadamente 10 dias
      • as microfilárias causam erupções e urticárias que provocam intensa coceira e despigmentação da pele ,
      • fibrose com hiperqueratose
      • atrofia epitelial e de glândulas da pele:
      • a oncodermatite
      oncocercose: a doença
    • oncocercose: a doença as microfilárias podem entrar no olho através das paredes vasculares ou nervosas a morte destas larvas provoca uma reação inflamatória com opacificação da córnea e cegueira progressiva
    • oncocercose: a doença
      • as microfilárias podem causar inflamação dos gânglios linfáticos da pele
      • junto com a perda da elasticidade da pele, leva à protrusão dos gânglios, especialmente na região do escroto
      • os casos severos são conhecidos como elefantíase minor
      • TODOS ESTES SINTOMAS APARECEM APÓS 1 A 3 ANOS APÓS A INFECÇÃO
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    • filaríases
      • diagnóstico
    • filaríases: o diagnóstico
      • parasitológico :
      • W.b .: sangue deve ser colhido entre 22:00 e 02:00 h da noite;
      • O.v .: amostras podem ser tomadas a qualquer hora
      • gota espessa,
      • câmara de contagem,
      • filtração em membranas
      • pesquisa de antígeno circulante (W. bancrofti)
      • sangue pode ser colhido a qualquer hora
      • útil pelas variações que pode ter a microfilaremia
    • filaríases: o diagnóstico
      • diagnóstico molecular (W. bancrofti)
          • PCR, útil pelas variações que apresenta a microfilaremia
      • identificação de adultos em nódulos de pele (O. volvulus)
      • exame oftalmológico com lâmpada de fenda (O. volvulus)
      • teste cutâneo e detecção de anticorpos circulantes :
        • inespecíficos, não distinguem entre infecções presentes e passadas
    • filaríases
      • tratamento
    • Diethylcarbamazina (DEC)
      • (Heterazan, Banocide, Notezine)
      • mais utilizada como microfilaricida,
      • se acredita que atua sensibilizando as larvas para serem fagocitadas
      • efetiva na eosinofilia pulmonar tropical
    • Diethylcarbamazina (DEC)
      • doses anuais no sal de cozinha propiciaram a eliminação da filaríase linfática no Japão, Taiwan, Coréia do Sul e China.
      • não pode ser empregada indiscriminadamente em regiões endêmicas de oncocercose
      • já que, em casos de infecções massivas, pode produzir ceratite e cegueira
    • Ivermectin
      • Mectizan (22,23-dihydroavermectin B1)
      • Mecanismo de ação envolve ativação das vias do GABA (ácido  -aminobutírico) e
      • ação sobre a permeabilidade de canais de cloro
    • Ivermectin
      • Não tem efeito macrofilaricida
      • mas é um microfilaricida efetivo para quase todas as espécies de filárias
      • quase sem efeitos colaterais
      • dose única de administração oral (anual)
    • Mebendazole
      • Mebendazole para o desenvolvimento dos embriões de Onchocerca
      • Quando aplicado em conjunto com Levamisole, os efeitos microfilaricida e embriostático são potenciados.
      • O efeito é lento e pode demorar até seis meses.
      • Em doses baixas, quase não apresenta efeitos colaterais
    • Levamisole
      • Levamisole interfere no metabolismo de carboidratos dos nematóides
      • Inibe a produção da succinato deshidrogenase, provocando paralisia muscular nos vermes.
      • Também atua como imunoestimulante não-humoral em indivíduos imunodeprimidos.
      • O mecanismo da estimulação é desconhecido.
    • Novos alvos de drogas?
      • Filárias patogênicas carregam um simbionte pertencente a um complexo de bactérias simbiontes de insetos vetores: Wolbachia
      W. bancrofti O. volvulus Imunomarcação
      • Ao igual que nos insetos, a bactéria é capaz de mudar o desenvolvimento e a reprodução da filária.
      • O tratamento de camundongos infectados com tetraciclinas provoca um bloqueio no estabelecimento e crescimento dos vermes e torna inférteis às fêmeas, provocando a degeneração dos ovários.
      • Se o tratamento é iniciado depois do desenvolvimento das L3, a eliminação das bactérias reduz a fertilidade das fêmeas e as microfilárias circulantes em mais de 90%.
      • Em contraste, tetraciclinas não têm efeito sobre camundongos infectados com filárias não patogênicas.
      Novos alvos de drogas?
    • O. volvulus: Profilaxia
      • A combinação de larvicidas e ivermectina tem logrado, nos 7 primeiros paises participantes da OPC (Onchocerciasis Control Program), a eliminação da doença
      • Além disto, 30 milhões de pessoas estão protegidos contra novas infecções, 100 000 tem sido prevenidos de ficar cegos e 1.25 milhões têm-se curado dd infecção.
    • Leituras recomendadas
      • Parasitologia - Rey, L. Segunda edição, capítulos - 50 e 51.
      • http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Filariasis.htm
      • http://www.filariasis.org/disease . shtml
      • http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html
      • http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html
      • http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html
      • http://www.who.int/ocp/
      • Parasitol Today 1999 Nov;15(11):437-42, Wolbachia bacteria of filarial nematodes , Taylor MJ, Hoerauf A.