Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura,  Enterobius vermiculares  Prof. Ms Marcos Gontijo da Silva
Ascaris lumbricoides
<ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li>   Estudar  a  clissificação,  morfologia, </li></ul><ul><li>biologia, ações patogên...
ASCARIDÍASE <ul><li>   ASCARIDÍASE     É o parasitismo desenvolvido </li></ul><ul><li>no homem pelo  Ascaris lumbricoide...
ASCARIDÍASE <ul><li>A  fêmea  do  Ascaris lumbricoides </li></ul><ul><li>pôe  o  maior  número de ovos, os quais </li></ul...
ASCARIDÍASE <ul><li>Para manter a enorme produção  </li></ul><ul><li>ovos férteis, esses helmintos consomem </li></ul><ul>...
ASCARIDÍASE <ul><li>No último relatório sobre a Ascaridíase </li></ul><ul><li>(2000) a OMS estimou em um bilhão e meio </l...
ASCARIDÍASE <ul><li>Os  ovos  do  Ascaris  lumbricoides  são  envolvidos por três membranas protetoras:  uma </li></ul><ul...
ASCARIDÍASE <ul><li>Ascaris lumbricoides     Parasito do homem </li></ul><ul><li>Ascaris suum     Parasito comum em suín...
ASCARIDÍASE <ul><li>CLASSIFICAÇÃO: </li></ul><ul><li>Ordem     Ascaridida </li></ul><ul><li>Família     Ascarididae </li...
ASCARIDÍASE <ul><li>MORFOLOGIA </li></ul><ul><li>   Macho     Mede 20 a 30 cm,  cor leitosa,  boca contornada por 3 </li...
ASCARIDÍASE <ul><li>   OVO     Mede cerca  50  μ m, cor castanha possuindo duas </li></ul><ul><li>membranas  internas  e...
 
 
ASCARIDÍASE <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li>   Formas adultas vivem no intestino delgado </li></ul><ul><li>dos hospedei...
ASCARIDÍASE <ul><li>TRANSMISSÃO </li></ul><ul><li>   Ingestão de ovos com L3 (larva </li></ul><ul><li>filarióide infectan...
ASCARIDÍASE <ul><li>CICLO EVOLUTIVO </li></ul><ul><li>   É do tipo monoxênico </li></ul>
 
ASCARIDÍASE <ul><li>PATOGENIA  </li></ul><ul><li>LARVAS     Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças) </li></ul><...
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AÇÃO MECÂNICA
 
 
ASCARIDÍASE <ul><li>ASPECTOS CLÍNICOS </li></ul><ul><li>   O aparecimento das lesões depende :      Número  de  larvas, ...
ASCARIDÍASE <ul><li>DIAGNÓSTICO LABORATORIAL </li></ul><ul><li>Reconhecimento de formas adultas nas fezes </li></ul><ul><l...
                                                                                                                          ...
<ul><li>EPIDEMIOLOGIA: </li></ul><ul><li>   Cosmopolita (encontrado em paises de </li></ul><ul><li>clima tropical e semi-...
<ul><li>   contaminação  fecal  do  solo  ou  piso  das </li></ul><ul><li>habitações, por falta de instalações sanitárias...
 
ASCARIDÍASE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>PIPERAZINA    Nos casos de obstrução intestinal    administração </li><...
ASCARIDÍASE <ul><li>MEBENDAZOL </li></ul><ul><li>MODO DE AÇÃO     Inibição seletiva da assimilação de </li></ul><ul><li>g...
ASCARIDÍASE <ul><li>MEBENDAZOL </li></ul><ul><li>   O  Mebendazol  é  ativo  contra  nematóides  e  </li></ul><ul><li>emp...
ASCARIDÍASE <ul><li>ALBENDAZOL     400 mg (larvicida) dose única. </li></ul><ul><li>(Zentel) </li></ul><ul><li>IVERMECTIN...
ASCARIDÍASE <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li>Melhoria das condições de saneamento </li></ul><ul><li>básico </li></ul><...
Trichuris trichiura
TRICURÍASE <ul><li>CLASSIFICAÇÃO : </li></ul><ul><li>Classe     Nematoda </li></ul><ul><li>Ordem     Trichuroidea   </li...
TRICURÍASE TRICURÍASE  OU  TRICOCEFALOSE  OU  TRICUROSE .  É o parasitismo desenvolvido no homem pelo  Trichuris trichiura...
TRICURÍASE <ul><li>MORFOLOGIA     Possui a parte anterior afilada, quase </li></ul><ul><li>2/3 maior que a posterior, dan...
 
TRICURÍASE <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li>   Vermes adultos vivem no intestino </li></ul><ul><li>grosso </li></ul><ul>...
TRICURÍASE <ul><li>TRANSMISSÃO    Ingestão de ovos  </li></ul><ul><li>maduros </li></ul><ul><li> CICLO EVOLUTIVO     Ti...
 
TRICURÍASE <ul><li>PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA </li></ul><ul><li>   Maioria dos casos     assintomáticos </li></ul><ul><l...
 
TRICURÍASE <ul><li>DIAGNÓSTICO LABORATORIAL </li></ul><ul><li>Detecção de ovos na matéria fecal    Exame de fezes </li></...
TRICURÍASE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>   Medendazol      Age bloqueando a captação de glicose e </li></ul><ul>...
TRICURÍASE <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li>   Educação sanitária </li></ul><ul><li>   Construção de fossas sépticas...
Enterobius vermicularis
<ul><li>A enterobíase, enterobiose  ou  oxiurose, </li></ul><ul><li>é  a  verminose  intestinal  devido  ao </li></ul><ul>...
Enterobius vermicularis <ul><li>CLASSIFICAÇÃO : </li></ul><ul><li>Classe     Nematoda </li></ul><ul><li>Ordem     Oxyuri...
Enterobius vermiculares MORFOLOGIA MACHO     Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com espículo presente FÊMEA     Mede cerca de 1...
 
Enterobius vermiculares <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li>   Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas </li></u...
 
Enterobius vermicularis <ul><li>TRANSMISSÃO </li></ul><ul><li>   Heteroinfecção </li></ul><ul><li>   Auto-infecção exter...
Enterobius vermicularis <ul><li>PATOGENIA  </li></ul><ul><li>   Na maioria dos casos assintomático. </li></ul><ul><li>  ...
Enterobius vermicularis <ul><li>DIAGNÓSTICO  CLÍNICO </li></ul><ul><li>   Prurido anal noturno </li></ul><ul><li>DIAGNÓST...
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Enterobius vermicularis <ul><li>EPIDEMIOLOGIA </li></ul><ul><li>   Parasito  de  ambientes  domésticos  e  coletivos  </l...
Enterobius vermicularis <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li>   Tratamento de todas as pessoas parasitadas </li></ul><ul>...
Enterobius vermicularis <ul><li>TRATAMENTO     Mesmo tratamento para o </li></ul><ul><li>Ascaris lumbricoides </li></ul><...
Filárias Wuchereria bancrofti Onchocerca volvulus
Filárias <ul><li>Nematóides de vida longa.  </li></ul><ul><li>Requerem um período de desenvolvimento larvário (L 1  a L 3 ...
Filárias <ul><li>nem todas as espécies causam doença </li></ul><ul><li>as filárias podem sobreviver por muitos anos em hos...
Filárias <ul><li>Wuchereria bancrofti ,  linfáticos, sangue,  filaríase linfática </li></ul><ul><li>Onchocerca volvulus , ...
Filárias <ul><li>tem diferentes sub-espécies ou cepas,  </li></ul><ul><li>tem espécies de vetores diferentes, </li></ul><u...
 
Filaríase linfática <ul><li>Wuchereria bancrofti </li></ul>
<ul><li>120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com filárias linfáticas  </li></ul><ul><li>20% da população mundi...
o inseto vetor <ul><li>Culicídeos  (áreas urbanas e semi-urbanas) e  anofelinos  (áreas rurais) são os principais responsá...
Você sabia? <ul><li>Que o homem é o único hospedeiro definitivo de  W. bancrofti ? </li></ul><ul><li>Que, nas Américas,  C...
ciclo de vida Dentro do mosquito apropriado, as microfilárias (L1)  atravessam a parede do intestino e amadurecem dentro d...
ciclo de vida <ul><li>L3 migra ativamente até o lábio do mosquito </li></ul><ul><li>que é perfurado quando ele suga o sang...
ciclo de vida Na pele do homem, a L3 penetra nos vasos sangüíneos e/ou linfáticos pelos quais migram até o gânglio linfáti...
filaríase linfática:   a doença <ul><li>Depois da infecção com L3, segue-se um período de ativa resposta imune contra as l...
ciclo de vida <ul><li>No gânglio, as larvas L3 amadurecem até se tornarem vermes adultos num período que leva entre 3 mese...
Você sabia? <ul><li>Que os adultos podem formar novelos de até 20 vermes? </li></ul><ul><li>e viver no gânglio entre 5 e 1...
o parasito: os vermes adultos <ul><li>São longos e finos (fêmeas até 10 cm, machos até 4 cm) </li></ul><ul><li>Sua presenç...
ciclo de vida <ul><li>Após o acasalamento, a fêmea dá a luz às microfilárias (larvas de primeiro estágio - L1) </li></ul><...
o parasito : as microfilárias <ul><li>elas se acumulam, durante o dia, na rede sangüínea pulmonar,  </li></ul><ul><li>na j...
o parasito: as microfilárias <ul><li>podem provocar uma reação alérgica semelhante à asma:  </li></ul><ul><li>a  eosinofil...
<ul><li>ao anoitecer as L1 começam a aparecer no sangue periférico  </li></ul><ul><li>seu número aumenta durante a noite, ...
o parasito: as microfilárias <ul><li>A tensão diferençal de oxigênio ( P O 2 ) entre a arteríola e a vênula dá o sinal par...
Você sabia? Que a  periodicidade de  W. bancrofti  (noturna) pode ser mudada para diurna se o indivíduo muda seu ritmo de ...
<ul><li>adultos primo-infectados apresentam linfangites, linfadenites, dor genital (pela inflamação dos linfáticos associa...
filaríase linfática:   a doença <ul><li>A alteração mais  importante é produzida pelo dano aos vasos  linfáticos,  </li></...
filaríase linfática:   a doença <ul><li>Na fase obstrutiva, final </li></ul><ul><li>a linfangite provoca  varizes ,  </li>...
filaríase linfática:   a doença <ul><li>As deformidades incapacitantes são, em geral, unilaterais </li></ul><ul><li>freqüe...
 
oncocercose ou cegueira dos rios <ul><li>Onchocerca volvulus </li></ul>
oncocercose ou cegueira dos rios Onchocerca volvulus <ul><li>É a segunda causa de cegueira no mundo.  </li></ul><ul><li>Af...
o inseto vetor: o habitat <ul><li>A oncocercose, e a cegueira que ela pode provocar, estão associadas a rios de águas limp...
<ul><li>as larvas infectantes são transmitidas pela picada de moscas do gênero  Simulium </li></ul><ul><li>Simulídeos (bor...
ciclo de vida <ul><li>as larva infectantes penetram através da ferida da picada do inseto hospedeiro </li></ul><ul><li>ela...
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ciclo de vida <ul><li>depois do acasalamento, a fêmea dá a luz as microfilárias </li></ul><ul><li>cada fêmea produz entre ...
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<ul><li>as microfilárias causam erupções e urticárias que provocam intensa coceira e  despigmentação da pele , </li></ul><...
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filaríases: o diagnóstico <ul><li>parasitológico :  </li></ul><ul><li>W.b .: sangue deve ser colhido entre 22:00 e 02:00 h...
filaríases: o diagnóstico <ul><li>diagnóstico molecular  (W. bancrofti)   </li></ul><ul><ul><ul><li>PCR, útil pelas variaç...
filaríases <ul><li>tratamento </li></ul>
Diethylcarbamazina (DEC) <ul><li>(Heterazan, Banocide, Notezine) </li></ul><ul><li>mais utilizada como microfilaricida,  <...
Diethylcarbamazina (DEC) <ul><li>doses anuais no sal de cozinha propiciaram a eliminação da filaríase linfática no Japão, ...
Ivermectin <ul><li>Mectizan (22,23-dihydroavermectin B1) </li></ul><ul><li>Mecanismo de ação envolve ativação das vias do ...
Ivermectin <ul><li>Não tem efeito macrofilaricida </li></ul><ul><li>mas é um microfilaricida efetivo para quase todas as e...
Mebendazole <ul><li>Mebendazole para o desenvolvimento dos embriões de  Onchocerca  </li></ul><ul><li>Quando aplicado em c...
Levamisole <ul><li>Levamisole interfere no metabolismo de carboidratos dos nematóides </li></ul><ul><li>Inibe a produção d...
Novos alvos de drogas? <ul><li>Filárias patogênicas carregam um simbionte pertencente a um complexo de bactérias simbionte...
<ul><li>Ao igual que nos insetos, a bactéria é capaz de mudar o desenvolvimento e a reprodução da filária. </li></ul><ul><...
O. volvulus:  Profilaxia <ul><li>A combinação de larvicidas e ivermectina tem logrado, nos 7 primeiros paises participante...
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Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios

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Ascaris Lumbricoides, Trichuris, Enterobios

  1. 1. Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura, Enterobius vermiculares Prof. Ms Marcos Gontijo da Silva
  2. 2. Ascaris lumbricoides
  3. 3. <ul><li>OBJETIVO : </li></ul><ul><li> Estudar a clissificação, morfologia, </li></ul><ul><li>biologia, ações patogênicas, diagnóstico, </li></ul><ul><li>epidemiologia, profilaxia e tratamento. </li></ul>
  4. 4. ASCARIDÍASE <ul><li> ASCARIDÍASE  É o parasitismo desenvolvido </li></ul><ul><li>no homem pelo Ascaris lumbricoides . </li></ul><ul><li> Nome popular  Lombrigas ou bichas . </li></ul><ul><li>Prevalência  O Ascaris lumbricoides é </li></ul><ul><li>encontrado em quase todos os países do mundo </li></ul><ul><li>e ocorre com frequência variada em virtude das </li></ul><ul><li>condições climáticas, ambientais e, principalmente </li></ul><ul><li>do grau de desenvolvimento da população. </li></ul>
  5. 5. ASCARIDÍASE <ul><li>A fêmea do Ascaris lumbricoides </li></ul><ul><li>pôe o maior número de ovos, os quais </li></ul><ul><li>possuem maior longevidade e </li></ul><ul><li>infectividade. </li></ul><ul><li>Uma fêmea pode conter 27 milhões </li></ul><ul><li>de óvolos, chegando a botar 200 mil ovos </li></ul><ul><li>por dia, durante um ano. </li></ul>
  6. 6. ASCARIDÍASE <ul><li>Para manter a enorme produção </li></ul><ul><li>ovos férteis, esses helmintos consomem </li></ul><ul><li>grande quantidade de nutrientes, </li></ul><ul><li>espoliando o hospeeiro; nutrem-se </li></ul><ul><li>basicamente de proteínas, carboidratos, </li></ul><ul><li>lipídios e vitaminas A e C. </li></ul>
  7. 7. ASCARIDÍASE <ul><li>No último relatório sobre a Ascaridíase </li></ul><ul><li>(2000) a OMS estimou em um bilhão e meio </li></ul><ul><li>o número de pessoas infectadas, das quais </li></ul><ul><li>400 milhões apresentavam sintomatologia, </li></ul><ul><li>havendo cerca de 100 mil mortes concentradas nos países subdesenvolvidos </li></ul><ul><li>da África, Ásia, Oceania e Américas. </li></ul>
  8. 8. ASCARIDÍASE <ul><li>Os ovos do Ascaris lumbricoides são envolvidos por três membranas protetoras: uma </li></ul><ul><li>interna, impermeável, constituída por 25% de proteína, 75% de lipídeos, que confere grande resistência ao ovo contra dessecação; uma membrana média, constituída por quitina e proteínas e a membrana externa, constituída por mucopolissacarídeos. </li></ul><ul><li>Esses ovos infectantes resistem no meio </li></ul><ul><li>ambiente por vários meses, talvez mais de um ano. </li></ul>
  9. 9. ASCARIDÍASE <ul><li>Ascaris lumbricoides  Parasito do homem </li></ul><ul><li>Ascaris suum  Parasito comum em suínos </li></ul><ul><li>e pode acometer os humanos também </li></ul><ul><li>Toxocara canis  Parasito comum de cães </li></ul><ul><li>e que pode causar em humanos a </li></ul><ul><li>síndrome denominada de larva migrans </li></ul><ul><li>visceral. </li></ul>
  10. 10. ASCARIDÍASE <ul><li>CLASSIFICAÇÃO: </li></ul><ul><li>Ordem  Ascaridida </li></ul><ul><li>Família  Ascarididae </li></ul><ul><li>Gênero  Ascaris </li></ul><ul><li>Espécie  Ascaris lumbricoides </li></ul>
  11. 11. ASCARIDÍASE <ul><li>MORFOLOGIA </li></ul><ul><li> Macho  Mede 20 a 30 cm, cor leitosa, boca contornada por 3 </li></ul><ul><li>lábios, apresenta esôfago, intestino retilíneo, reto </li></ul><ul><li>encontrado próximo à extremidade posterior, testículo, </li></ul><ul><li>canal ejaculador, com a extremidade posterios recur- </li></ul><ul><li>vada. </li></ul><ul><li> Fêmea  Mede 30 a 40 cm, sendo mais grossa, cor, boca </li></ul><ul><li>e aparelho digestivo semelhantes aos do macho e </li></ul><ul><li>extremidade posterior retilínea. Apresenta 2 ovários, </li></ul><ul><li>úteros, vagina e vulva. Chega a botar 200.000 por </li></ul><ul><li>dia, durante 1 ano. </li></ul><ul><li>OBS: Os vermes adultos vivem em torno de dois anos. </li></ul>
  12. 12. ASCARIDÍASE <ul><li> OVO  Mede cerca 50 μ m, cor castanha possuindo duas </li></ul><ul><li>membranas internas e uma externa manilonada </li></ul><ul><li>(que confere grande resistência ao ovo contra </li></ul><ul><li>dessecação). </li></ul><ul><li> Larva rabditóide </li></ul><ul><li> Larva filarióide </li></ul>
  13. 15. ASCARIDÍASE <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li> Formas adultas vivem no intestino delgado </li></ul><ul><li>dos hospedeiros (principalmente no jejuno </li></ul><ul><li>e íleo) </li></ul>
  14. 16. ASCARIDÍASE <ul><li>TRANSMISSÃO </li></ul><ul><li> Ingestão de ovos com L3 (larva </li></ul><ul><li>filarióide infectante) </li></ul><ul><li> Cada fêmea pode pôr 200.000 ovos por </li></ul><ul><li>dia, durante 1 ano </li></ul>
  15. 17. ASCARIDÍASE <ul><li>CICLO EVOLUTIVO </li></ul><ul><li> É do tipo monoxênico </li></ul>
  16. 19. ASCARIDÍASE <ul><li>PATOGENIA </li></ul><ul><li>LARVAS  Lesões hepáticas e pulmonares (infecções maciças) </li></ul><ul><li> Hepáticas  Focos hemorrágicos e de necrose fibrosados </li></ul><ul><li> Pulmonares  Edemaciação dos alvéolos, com infiltrado </li></ul><ul><li>eosinofílicos, febre, bronquite, pneumonia, </li></ul><ul><li>tosse. </li></ul>
  17. 20. ASCARIDÍASE <ul><li>VERMES ADULTOS  Ações: </li></ul><ul><li>Expoliadora  Consomem grande quantidade de vitaminas (A e C), </li></ul><ul><li>proteínas, lipídeos, carboidratos  Desnutrição e </li></ul><ul><li>depalperamento físico e mental. </li></ul><ul><li>Tóxica  Antígenos parasitários X Anticorpos do hospedeiro (Edema, urticária, convulsões epileptiformes, etc.) </li></ul><ul><li>Mecânica  Irritação da perede intestinal ou enovelamento de </li></ul><ul><li>casais ou grupos de parasitos. </li></ul><ul><li>Ação ectópica  Vermes migratórios (áscaris errático) podem, espontaneamente ou após midicação, atingir locais indevidos, tais como o canal coléduco, causando obstrução do mesmo, o canal de Wirsung, </li></ul><ul><li>causando pancreatite aguda ou eliminação do verme pela boca. </li></ul>
  18. 21. AÇÃO MECÂNICA
  19. 24. ASCARIDÍASE <ul><li>ASPECTOS CLÍNICOS </li></ul><ul><li> O aparecimento das lesões depende :  Número de larvas, tecido onde se encontrem, sensibilidade do hospedeiro. </li></ul><ul><li> Síndrome de Loeffler:  Febre, tosse, eosinofilia sanguinea elevada, anorexia. </li></ul><ul><li> Intestinal:  desconforto abdominal (cólicas), dor epigástrica e má digestão; náuseas, perda de apetite, emegrecimento; irritabilidade, sono intranquilo e ranger dos dentes à noite, manchas branca na pele. </li></ul><ul><li>Em crianças subnutridas e altamente parasitadas é comum o aumento exagerado do volume abdominal (abdome proeminente) além do aspecto geral de depalperamento físico, palidez e trinteza. </li></ul>
  20. 25. ASCARIDÍASE <ul><li>DIAGNÓSTICO LABORATORIAL </li></ul><ul><li>Reconhecimento de formas adultas nas fezes </li></ul><ul><li>Detecção de ovos na materia fecal  Exame de fezes </li></ul><ul><li>Métodos quantitativos  Stoll e Kato – Katz </li></ul><ul><li>Métodos qualitativos  Willis, Hoffmann, Ritchie, etc. </li></ul>
  21. 26.                                                                                                                                                                                           Ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris lumbricoides .
  22. 27. <ul><li>EPIDEMIOLOGIA: </li></ul><ul><li> Cosmopolita (encontrado em paises de </li></ul><ul><li>clima tropical e semi-tropical. </li></ul><ul><li>Fatores que interferem na prevalência do </li></ul><ul><li>Ascaris lumbricoides: </li></ul><ul><li> Baixo nível socioeconômico; </li></ul><ul><li> precárias condições de saneamento básico; </li></ul><ul><li> má educação sanitária; </li></ul><ul><li> grande produção de ovos pela fêmea do </li></ul><ul><li>parasito (200.000 ovos por dia durante 1 ano) </li></ul><ul><li> textura do solo </li></ul>
  23. 28. <ul><li> contaminação fecal do solo ou piso das </li></ul><ul><li>habitações, por falta de instalações sanitárias; </li></ul><ul><li> disseminação de ovos através de poeira, </li></ul><ul><li>chuvas, insetos; </li></ul><ul><li> viabilidade dos ovos no solo durante meses ou </li></ul><ul><li>anos, quando em condições favoráveis de </li></ul><ul><li>temperatura e umidade; </li></ul><ul><li> resistência dos ovos aos desinfetantes usuais </li></ul><ul><li>devido à sua membrana lipóidica interna. </li></ul>
  24. 30. ASCARIDÍASE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li>PIPERAZINA  Nos casos de obstrução intestinal  administração </li></ul><ul><li>por sonda nasogástrica 100 mg/kg hexa-hidrato </li></ul><ul><li>de piperazina (não exceder 6g) 10 a 30 ml de óleo </li></ul><ul><li>mineral, 3 em 3 horas por 24h e hidratação por via </li></ul><ul><li>parenteral . </li></ul><ul><li>PAMOATO DE PIRANTEL  Inibe a colinesterase causando a </li></ul><ul><li>(Piranver, Combantrin) paralisia do verme (10mg/Kg em </li></ul><ul><li>dose única). </li></ul><ul><li>MEBENDAZOL  Age bloqueando a captação de glicose e </li></ul><ul><li>(Pantelmin,sirben) aminoácidos – 100mg (2 x) por 3 dias </li></ul>
  25. 31. ASCARIDÍASE <ul><li>MEBENDAZOL </li></ul><ul><li>MODO DE AÇÃO  Inibição seletiva da assimilação de </li></ul><ul><li>glicose em nematóides e cestóides, determinando maior </li></ul><ul><li>utilização de glicogênio pelo parasita; assim, os parasitas </li></ul><ul><li>ficam privados de sua principal fonte de energia. Sob </li></ul><ul><li>ação da droga, o parasito permanece imobilizado e o </li></ul><ul><li>desenvolvimento larvário é interrompido in vitro . </li></ul>
  26. 32. ASCARIDÍASE <ul><li>MEBENDAZOL </li></ul><ul><li> O Mebendazol é ativo contra nematóides e </li></ul><ul><li>empregado principalmente para tratamento de </li></ul><ul><li>tricuríase, ascaríase, ancilostomíase e estrongiloi- </li></ul><ul><li>díase. É pouco absorvido no trato gastrointestinal, </li></ul><ul><li>de modo que é muito eficaz em casos de </li></ul><ul><li>helmintoses intestinais. </li></ul>
  27. 33. ASCARIDÍASE <ul><li>ALBENDAZOL  400 mg (larvicida) dose única. </li></ul><ul><li>(Zentel) </li></ul><ul><li>IVERMECTINA  200 μ g/Kg em dose única; 100% de cura </li></ul><ul><li>(Revectina) (droga nova) </li></ul>
  28. 34. ASCARIDÍASE <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li>Melhoria das condições de saneamento </li></ul><ul><li>básico </li></ul><ul><li>Construção de fossas sépticas </li></ul><ul><li>Educação sanitária </li></ul><ul><li>Lavar as mãos antes de tocar os alimentos </li></ul><ul><li>Tratamento das pessoas parasitadas </li></ul><ul><li>Proteção dos alimentos contra insetos. </li></ul>
  29. 35. Trichuris trichiura
  30. 36. TRICURÍASE <ul><li>CLASSIFICAÇÃO : </li></ul><ul><li>Classe  Nematoda </li></ul><ul><li>Ordem  Trichuroidea </li></ul><ul><li>Família  Trichuridae </li></ul><ul><li>Gênero  Trichuris </li></ul><ul><li>Espécie  Trichuris trichiura </li></ul>
  31. 37. TRICURÍASE TRICURÍASE OU TRICOCEFALOSE OU TRICUROSE . É o parasitismo desenvolvido no homem pelo Trichuris trichiura ou Trichocephalus trichiurus
  32. 38. TRICURÍASE <ul><li>MORFOLOGIA  Possui a parte anterior afilada, quase </li></ul><ul><li>2/3 maior que a posterior, dando um aspecto de chicote, de cor </li></ul><ul><li>esbranquiçada ou rósea. </li></ul><ul><li> MACHO  Mede cerca de 3 cm; 1 testículo, canal deferente e canal </li></ul><ul><li>ejaculador. </li></ul><ul><li>FÊMEA  Mede cerca de 4 cm. Ovário, oviduto, útero e vagina. </li></ul><ul><li>OVO  Mede cerca de 50 μ m X 22 μ m cor castanha, casca </li></ul><ul><li>formada por uma camada vitelínea externa, uma quitinosa </li></ul><ul><li>intermediária e uma lipídica interna. Tem forma de barril. </li></ul>
  33. 40. TRICURÍASE <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li> Vermes adultos vivem no intestino </li></ul><ul><li>grosso </li></ul><ul><li>Poucos vermes (ceco e colo ascendente) </li></ul><ul><li>Muitos vermes (colo descendente, reto e </li></ul><ul><li>até no íleo) </li></ul><ul><li>Longevidade: mais de 5 anos. </li></ul>
  34. 41. TRICURÍASE <ul><li>TRANSMISSÃO  Ingestão de ovos </li></ul><ul><li>maduros </li></ul><ul><li> CICLO EVOLUTIVO  Tipo monoxênico </li></ul><ul><li>OVIPOSIÇÃO  Alcança o número de </li></ul><ul><li>7.000 ovos por dia por fêmea. </li></ul>
  35. 43. TRICURÍASE <ul><li>PATOLOGIA E SINTOMATOLOGIA </li></ul><ul><li> Maioria dos casos  assintomáticos </li></ul><ul><li> Ocorre um processo irritativo das terminações nervosas locais, </li></ul><ul><li>estimulando o aumento do peristaltismo e dificultando a </li></ul><ul><li>reabsorção de líquidos no nível de todo o intestino grosso. </li></ul><ul><li> Infecções moderadas  colite associada à tricuríase. </li></ul><ul><li>Dores abdominais, disenteria crônica, sangue e muco nas fezes </li></ul><ul><li> Infecções intensas e crônicas (Principalmente em crianças) </li></ul><ul><li>Distúrbius locais  Dor abdominal, disenteria, sangramento, </li></ul><ul><li>tenesmo e prolapso retal. </li></ul><ul><li> Alterações sistêmicas  Perda de apetite, vômito, eosinofilia, </li></ul><ul><li>anemia, má nutrição e retardamento </li></ul><ul><li>do desenvolvimento. </li></ul>
  36. 45. TRICURÍASE <ul><li>DIAGNÓSTICO LABORATORIAL </li></ul><ul><li>Detecção de ovos na matéria fecal  Exame de fezes </li></ul><ul><li>EPIDEMIOLOGIA </li></ul><ul><li>Cosmopolita; clima tropical com temperatura média elevada; umidade ambiente elevada; dispersão de ovos através de chuvas, vento, moscas e baratas. </li></ul><ul><li>Ovos mais sensíveis à dessecação e insolação do que os de Ascaris lumbricoides . </li></ul><ul><li>As crianças são as mais acometidas. </li></ul><ul><li>Maior prevalência onde há falta de serviços de esgoto e água tratada. </li></ul>
  37. 46. TRICURÍASE <ul><li>TRATAMENTO </li></ul><ul><li> Medendazol  Age bloqueando a captação de glicose e </li></ul><ul><li>(Pantelmin, sirbem) aminoácidos  100mg (2X) por 3 dias. </li></ul><ul><li> Albendazol  Larvicida  400 mg (dose única) </li></ul><ul><li>(Zentel) </li></ul>
  38. 47. TRICURÍASE <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li> Educação sanitária </li></ul><ul><li> Construção de fossas sépticas </li></ul><ul><li> Lavar as maõs antes de tocar os alimentos </li></ul><ul><li> Tratamento das pessoas parasitadas </li></ul><ul><li> Proteção dos alimentos contra moscas e baratas. </li></ul>
  39. 48. Enterobius vermicularis
  40. 49. <ul><li>A enterobíase, enterobiose ou oxiurose, </li></ul><ul><li>é a verminose intestinal devido ao </li></ul><ul><li>Enterobius vermicularis . Mais conhecido </li></ul><ul><li>popularmente como oxiúrus. A infecção </li></ul><ul><li>costuma ser benígna, mas incômoda, </li></ul><ul><li>pelo intenso prurido anal que produz e </li></ul><ul><li>por suas complicações, sobretudo em </li></ul><ul><li>crianças. </li></ul>
  41. 50. Enterobius vermicularis <ul><li>CLASSIFICAÇÃO : </li></ul><ul><li>Classe  Nematoda </li></ul><ul><li>Ordem  Oxyurida </li></ul><ul><li>Família  Oxyuridae </li></ul><ul><li>Gênero  Enterobius </li></ul><ul><li>Espécie  Enterobius vermicularis </li></ul>
  42. 51. Enterobius vermiculares MORFOLOGIA MACHO  Mede cerca de 5 mm X 0,2 mm com espículo presente FÊMEA  Mede cerca de 1 cm X 0,4 mm OVO  Mede cerca de 50 μ m X 20 μ m, aspecto de “D”, membrana dupla lisa e transpa- rente. Larva formada .
  43. 53. Enterobius vermiculares <ul><li>HÁBITAT </li></ul><ul><li> Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas </li></ul><ul><li>repletas de ovos, são encontradas na região perianal. </li></ul><ul><li>Em mulheres, às vêzes pode-se encontrar  vagina, </li></ul><ul><li>útero e bexiga. </li></ul><ul><li> CICLO BIOLÓGICO </li></ul><ul><li> Tipo monoxênico </li></ul>
  44. 55. Enterobius vermicularis <ul><li>TRANSMISSÃO </li></ul><ul><li> Heteroinfecção </li></ul><ul><li> Auto-infecção externa (oral) ou direta </li></ul><ul><li> Auto-infecção interna (retal) </li></ul><ul><li> Auto infecção externa,anal ou </li></ul><ul><li>retroinfecção. </li></ul>
  45. 56. Enterobius vermicularis <ul><li>PATOGENIA </li></ul><ul><li> Na maioria dos casos assintomático. </li></ul><ul><li> Prurido anal (noturno  Perda de sono e nervosismo) </li></ul><ul><li> Enterite catarral </li></ul><ul><li> Presença nos órgãos genitais femininos  vaginite, </li></ul><ul><li>ovarite e salpingite. </li></ul>
  46. 57. Enterobius vermicularis <ul><li>DIAGNÓSTICO CLÍNICO </li></ul><ul><li> Prurido anal noturno </li></ul><ul><li>DIAGNÓSTICO LABORATORIAL </li></ul><ul><li> Exame de fezes e swab anal </li></ul>
  47. 58.                                                               Enterobius vermicularis - fêmea.                                                                                              Enterobius vermiculares (ovo
  48. 60. Enterobius vermicularis <ul><li>EPIDEMIOLOGIA </li></ul><ul><li> Parasito de ambientes domésticos e coletivos </li></ul><ul><li>fechados. Fatores responsáveis: </li></ul><ul><li> Somente a espécie humana alberga o parasito; </li></ul><ul><li> Fêmeas eliminam ovos na região perianal; </li></ul><ul><li> Ovos em poucas horas se tormam infectantes; </li></ul><ul><li> Ovos resistem até 3 semanas em ambientes </li></ul><ul><li>domésticos; </li></ul><ul><li> Hábito de se sacudir roupas de cama. </li></ul>
  49. 61. Enterobius vermicularis <ul><li>PROFILAXIA </li></ul><ul><li> Tratamento de todas as pessoas parasitadas </li></ul><ul><li> Corte rente das unhas </li></ul><ul><li> Roupa de dormir e de cama não devem ser </li></ul><ul><li>sacudidas e sim enroladas e lavadas em água </li></ul><ul><li>fervente </li></ul>
  50. 62. Enterobius vermicularis <ul><li>TRATAMENTO  Mesmo tratamento para o </li></ul><ul><li>Ascaris lumbricoides </li></ul><ul><li> Pamoato de pirantel (Combantrim e Piranver) </li></ul><ul><li> Mebendazol (Pantelmim, Panfugan, Sirbem) </li></ul><ul><li> Albendazole ( Zentel) </li></ul><ul><li> Ivermectina (Revectina) </li></ul>
  51. 63. Filárias Wuchereria bancrofti Onchocerca volvulus
  52. 64. Filárias <ul><li>Nematóides de vida longa. </li></ul><ul><li>Requerem um período de desenvolvimento larvário (L 1 a L 3 ) em insetos hematófagos </li></ul><ul><li>Portanto, não há crescimento populacional dentro do vetor </li></ul><ul><li>A picada do vetor inicia a nova infecção humana. </li></ul>
  53. 65. Filárias <ul><li>nem todas as espécies causam doença </li></ul><ul><li>as filárias podem sobreviver por muitos anos em hospedeiros imunocompetentes </li></ul><ul><li>a compreensão dos mecanismos utilizados pelo parasito são passos cruciais na pesquisa de vacinas e drogas mais eficientes. </li></ul>
  54. 66. Filárias <ul><li>Wuchereria bancrofti , linfáticos, sangue, filaríase linfática </li></ul><ul><li>Onchocerca volvulus , tecidos subcutâneos, pele, oncocercose </li></ul><ul><li>Loa loa (DR) , tecidos subcutâneos, sangue </li></ul><ul><li>Brugia malayi (DR), linfáticos, sangue </li></ul><ul><li>Mansonella ozzardi (NP), cavidade pleural ou peritoneal, sangue e pele </li></ul>DR : distribuição restrita - NP : não patogênica
  55. 67. Filárias <ul><li>tem diferentes sub-espécies ou cepas, </li></ul><ul><li>tem espécies de vetores diferentes, </li></ul><ul><li>tem distinta periodicidade circadiana na densidade de microfilárias no sangue </li></ul><ul><li>desenvolvem síndromes patológicos diferentes. </li></ul>A maioria das espécies, dependendo da distribuição geográfica:
  56. 69. Filaríase linfática <ul><li>Wuchereria bancrofti </li></ul>
  57. 70. <ul><li>120 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com filárias linfáticas </li></ul><ul><li>20% da população mundial está em situação de risco </li></ul><ul><li>90% dessas infecções são causadas por W. bancrofti </li></ul>Filaríase linfática Wuchereria bancrofti
  58. 71. o inseto vetor <ul><li>Culicídeos (áreas urbanas e semi-urbanas) e anofelinos (áreas rurais) são os principais responsáveis pela transmissão </li></ul><ul><li>Os mosquitos sugam as microfilárias com o sangue </li></ul>Culex fatigans Anopheles darlingi
  59. 72. Você sabia? <ul><li>Que o homem é o único hospedeiro definitivo de W. bancrofti ? </li></ul><ul><li>Que, nas Américas, C. quinquefasciatus é seu principal hospedeiro intermediário? </li></ul>
  60. 73. ciclo de vida Dentro do mosquito apropriado, as microfilárias (L1) atravessam a parede do intestino e amadurecem dentro dos músculos torácicos, passando por dois estágios larvários, até se transformar em larvas de terceiro estágio infectantes (L3)
  61. 74. ciclo de vida <ul><li>L3 migra ativamente até o lábio do mosquito </li></ul><ul><li>que é perfurado quando ele suga o sangue, </li></ul><ul><li>(aparentemente pelo estímulo térmico) </li></ul><ul><li>L3 penetra ativamente a pele através da ferida da picada </li></ul>
  62. 75. ciclo de vida Na pele do homem, a L3 penetra nos vasos sangüíneos e/ou linfáticos pelos quais migram até o gânglio linfático mais próximo
  63. 76. filaríase linfática: a doença <ul><li>Depois da infecção com L3, segue-se um período de ativa resposta imune contra as larvas, </li></ul><ul><li>se elas não forem eliminadas durante esse período, </li></ul><ul><li>podem se desenvolver as diversas patologias associadas </li></ul><ul><li>que dependem, portanto, do número de picadas e de larvas inoculadas </li></ul>
  64. 77. ciclo de vida <ul><li>No gânglio, as larvas L3 amadurecem até se tornarem vermes adultos num período que leva entre 3 meses e 1 ano </li></ul><ul><li>a patologia está relacionada à presença dos adultos nos gânglios linfáticos, </li></ul><ul><li>interagindo com a resposta imune do hospedeiro e as eventuais super-infecções por bactérias ou fungos </li></ul>
  65. 78. Você sabia? <ul><li>Que os adultos podem formar novelos de até 20 vermes? </li></ul><ul><li>e viver no gânglio entre 5 e 10 anos? </li></ul>
  66. 79. o parasito: os vermes adultos <ul><li>São longos e finos (fêmeas até 10 cm, machos até 4 cm) </li></ul><ul><li>Sua presença nos gânglios linfáticos (fundamentalmente de abdômen e pélvis) </li></ul><ul><li>é responsável pelas principais manifestações patológicas </li></ul>
  67. 80. ciclo de vida <ul><li>Após o acasalamento, a fêmea dá a luz às microfilárias (larvas de primeiro estágio - L1) </li></ul><ul><li>As microfilárias desempenham papel fundamental para a disseminação da doença e para o diagnóstico. </li></ul>
  68. 81. o parasito : as microfilárias <ul><li>elas se acumulam, durante o dia, na rede sangüínea pulmonar, </li></ul><ul><li>na junção capilar de arteríolas e vênulas. </li></ul>
  69. 82. o parasito: as microfilárias <ul><li>podem provocar uma reação alérgica semelhante à asma: </li></ul><ul><li>a eosinofilia pulmonar tropical </li></ul><ul><li>com níveis séricos de IgE e IgG4 extraordinariamente elevados </li></ul><ul><li>sobretudo em adultos primo-infectados </li></ul>
  70. 83. <ul><li>ao anoitecer as L1 começam a aparecer no sangue periférico </li></ul><ul><li>seu número aumenta durante a noite, </li></ul><ul><li>horário de maior atividade do mosquito vetor </li></ul>o parasito : as microfilárias
  71. 84. o parasito: as microfilárias <ul><li>A tensão diferençal de oxigênio ( P O 2 ) entre a arteríola e a vênula dá o sinal para a migração das larvas </li></ul><ul><li>Quando a P O 2 está acima de 55 mmHg, as larvas se acumulam no pulmão. </li></ul><ul><li>Quando a P O 2 desce para 47 mmHg, elas migram para a circulação periférica. </li></ul>
  72. 85. Você sabia? Que a periodicidade de W. bancrofti (noturna) pode ser mudada para diurna se o indivíduo muda seu ritmo de sono-vigília?
  73. 86. <ul><li>adultos primo-infectados apresentam linfangites, linfadenites, dor genital (pela inflamação dos linfáticos associados) </li></ul><ul><li>além de urticárias e outras manifestações alérgicas, inclusive eosinofilia. </li></ul><ul><li>o ultrasom dos linfáticos (escrotais no homem e mamários na mulher) pode mostrar o aumento de tamanho dos gânglios e o movimento dos vermes </li></ul>filaríase linfática: a doença
  74. 87. filaríase linfática: a doença <ul><li>A alteração mais importante é produzida pelo dano aos vasos linfáticos, </li></ul><ul><li>É mediada pela resposta do sistema imune aos vermes </li></ul><ul><li>Estas agressões provocam linfangites que, quando repetidas, levam à fibrose e calcificação do tecido </li></ul>
  75. 88. filaríase linfática: a doença <ul><li>Na fase obstrutiva, final </li></ul><ul><li>a linfangite provoca varizes , </li></ul><ul><li>lesões genitais: hidrocele </li></ul><ul><li>o linfedema crônico provoca: </li></ul><ul><ul><li>infiltração fibrosa </li></ul></ul><ul><ul><li>engrossamento da pele: </li></ul></ul><ul><ul><li>a elefantíase </li></ul></ul>
  76. 89. filaríase linfática: a doença <ul><li>As deformidades incapacitantes são, em geral, unilaterais </li></ul><ul><li>freqüentemente elas requerem cirurgia para remover os tecidos fibrosos e calcificados. </li></ul>
  77. 91. oncocercose ou cegueira dos rios <ul><li>Onchocerca volvulus </li></ul>
  78. 92. oncocercose ou cegueira dos rios Onchocerca volvulus <ul><li>É a segunda causa de cegueira no mundo. </li></ul><ul><li>Afeta mais de 18 milhões de pessoas (99% em África). </li></ul><ul><li>120 milhões em situação de risco (96% em áfrica) </li></ul>
  79. 93. o inseto vetor: o habitat <ul><li>A oncocercose, e a cegueira que ela pode provocar, estão associadas a rios de águas limpas e rápidas: “cegueira dos rios” </li></ul>
  80. 94. <ul><li>as larvas infectantes são transmitidas pela picada de moscas do gênero Simulium </li></ul><ul><li>Simulídeos (borrachudos) se desenvolvem em água bem oxigenada </li></ul><ul><li>suas larvas têm um estágio aquático obrigatório durante o qual requerem alta tensão de O 2 </li></ul>o inseto vetor
  81. 95. ciclo de vida <ul><li>as larva infectantes penetram através da ferida da picada do inseto hospedeiro </li></ul><ul><li>elas “andam” pelo tecido subcutâneo, onde formam nódulos encapsulados </li></ul>dentro dos nódulos, elas amadurecem em aproximadamente um ano
  82. 96. ciclo de vida os parasitos adultos são filiformes, com acentuado dimorfismo sexual as fêmeas medem entre 30 e 50 cm, e os machos entre 2 e 4 cm eles podem viver até 14 anos no hospedeiro humano
  83. 97. os nódulos fibrosos subcutâneos onde vivem os parasitos adultos podem formar tumores visíveis: os oncocercomas estes nódulos, principalmente os da cabeça, devem ser removidos cirurgicamente patologia
  84. 98. ciclo de vida <ul><li>depois do acasalamento, a fêmea dá a luz as microfilárias </li></ul><ul><li>cada fêmea produz entre 1.000 e 3.000 larvas (microfilárias) por dia </li></ul><ul><li>as larvas podem ser encontradas na pele, a qualquer hora. </li></ul>
  85. 99. ciclo de vida <ul><li>as microfilárias podem ser encontradas no líquido dentro dos nódulos e nas camadas da pele, </li></ul><ul><li>se disseminando em forma centrífuga da área onde estão os adultos </li></ul><ul><li>em infecções massivas, as microfilárias podem ser encontradas no sangue </li></ul>
  86. 100. ciclo de vida <ul><li>as microfilárias infectam o inseto vetor quando ele se alimenta </li></ul><ul><li>amadurecem nos músculos do inseto </li></ul><ul><li>passando por três estágios larvários </li></ul><ul><li>em aproximadamente 10 dias </li></ul>
  87. 101. <ul><li>as microfilárias causam erupções e urticárias que provocam intensa coceira e despigmentação da pele , </li></ul><ul><li>fibrose com hiperqueratose </li></ul><ul><li>atrofia epitelial e de glândulas da pele: </li></ul><ul><li>a oncodermatite </li></ul>oncocercose: a doença
  88. 102. oncocercose: a doença as microfilárias podem entrar no olho através das paredes vasculares ou nervosas a morte destas larvas provoca uma reação inflamatória com opacificação da córnea e cegueira progressiva
  89. 103. oncocercose: a doença <ul><li>as microfilárias podem causar inflamação dos gânglios linfáticos da pele </li></ul><ul><li>junto com a perda da elasticidade da pele, leva à protrusão dos gânglios, especialmente na região do escroto </li></ul><ul><li>os casos severos são conhecidos como elefantíase minor </li></ul><ul><li>TODOS ESTES SINTOMAS APARECEM APÓS 1 A 3 ANOS APÓS A INFECÇÃO </li></ul>
  90. 105. filaríases <ul><li>diagnóstico </li></ul>
  91. 106. filaríases: o diagnóstico <ul><li>parasitológico : </li></ul><ul><li>W.b .: sangue deve ser colhido entre 22:00 e 02:00 h da noite; </li></ul><ul><li>O.v .: amostras podem ser tomadas a qualquer hora </li></ul><ul><li>gota espessa, </li></ul><ul><li>câmara de contagem, </li></ul><ul><li>filtração em membranas </li></ul><ul><li>pesquisa de antígeno circulante (W. bancrofti) </li></ul><ul><li>sangue pode ser colhido a qualquer hora </li></ul><ul><li>útil pelas variações que pode ter a microfilaremia </li></ul>
  92. 107. filaríases: o diagnóstico <ul><li>diagnóstico molecular (W. bancrofti) </li></ul><ul><ul><ul><li>PCR, útil pelas variações que apresenta a microfilaremia </li></ul></ul></ul><ul><li>identificação de adultos em nódulos de pele (O. volvulus) </li></ul><ul><li>exame oftalmológico com lâmpada de fenda (O. volvulus) </li></ul><ul><li>teste cutâneo e detecção de anticorpos circulantes : </li></ul><ul><ul><li>inespecíficos, não distinguem entre infecções presentes e passadas </li></ul></ul>
  93. 108. filaríases <ul><li>tratamento </li></ul>
  94. 109. Diethylcarbamazina (DEC) <ul><li>(Heterazan, Banocide, Notezine) </li></ul><ul><li>mais utilizada como microfilaricida, </li></ul><ul><li>se acredita que atua sensibilizando as larvas para serem fagocitadas </li></ul><ul><li>efetiva na eosinofilia pulmonar tropical </li></ul>
  95. 110. Diethylcarbamazina (DEC) <ul><li>doses anuais no sal de cozinha propiciaram a eliminação da filaríase linfática no Japão, Taiwan, Coréia do Sul e China. </li></ul><ul><li>não pode ser empregada indiscriminadamente em regiões endêmicas de oncocercose </li></ul><ul><li>já que, em casos de infecções massivas, pode produzir ceratite e cegueira </li></ul>
  96. 111. Ivermectin <ul><li>Mectizan (22,23-dihydroavermectin B1) </li></ul><ul><li>Mecanismo de ação envolve ativação das vias do GABA (ácido  -aminobutírico) e </li></ul><ul><li>ação sobre a permeabilidade de canais de cloro </li></ul>
  97. 112. Ivermectin <ul><li>Não tem efeito macrofilaricida </li></ul><ul><li>mas é um microfilaricida efetivo para quase todas as espécies de filárias </li></ul><ul><li>quase sem efeitos colaterais </li></ul><ul><li>dose única de administração oral (anual) </li></ul>
  98. 113. Mebendazole <ul><li>Mebendazole para o desenvolvimento dos embriões de Onchocerca </li></ul><ul><li>Quando aplicado em conjunto com Levamisole, os efeitos microfilaricida e embriostático são potenciados. </li></ul><ul><li>O efeito é lento e pode demorar até seis meses. </li></ul><ul><li>Em doses baixas, quase não apresenta efeitos colaterais </li></ul>
  99. 114. Levamisole <ul><li>Levamisole interfere no metabolismo de carboidratos dos nematóides </li></ul><ul><li>Inibe a produção da succinato deshidrogenase, provocando paralisia muscular nos vermes. </li></ul><ul><li>Também atua como imunoestimulante não-humoral em indivíduos imunodeprimidos. </li></ul><ul><li>O mecanismo da estimulação é desconhecido. </li></ul>
  100. 115. Novos alvos de drogas? <ul><li>Filárias patogênicas carregam um simbionte pertencente a um complexo de bactérias simbiontes de insetos vetores: Wolbachia </li></ul>W. bancrofti O. volvulus Imunomarcação
  101. 116. <ul><li>Ao igual que nos insetos, a bactéria é capaz de mudar o desenvolvimento e a reprodução da filária. </li></ul><ul><li>O tratamento de camundongos infectados com tetraciclinas provoca um bloqueio no estabelecimento e crescimento dos vermes e torna inférteis às fêmeas, provocando a degeneração dos ovários. </li></ul><ul><li>Se o tratamento é iniciado depois do desenvolvimento das L3, a eliminação das bactérias reduz a fertilidade das fêmeas e as microfilárias circulantes em mais de 90%. </li></ul><ul><li>Em contraste, tetraciclinas não têm efeito sobre camundongos infectados com filárias não patogênicas. </li></ul>Novos alvos de drogas?
  102. 117. O. volvulus: Profilaxia <ul><li>A combinação de larvicidas e ivermectina tem logrado, nos 7 primeiros paises participantes da OPC (Onchocerciasis Control Program), a eliminação da doença </li></ul><ul><li>Além disto, 30 milhões de pessoas estão protegidos contra novas infecções, 100 000 tem sido prevenidos de ficar cegos e 1.25 milhões têm-se curado dd infecção. </li></ul>
  103. 118. Leituras recomendadas <ul><li>Parasitologia - Rey, L. Segunda edição, capítulos - 50 e 51. </li></ul><ul><li>http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/HTML/Filariasis.htm </li></ul><ul><li>http://www.filariasis.org/disease . shtml </li></ul><ul><li>http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html </li></ul><ul><li>http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html </li></ul><ul><li>http://www.who.int/inf-fs/en/fact095.html </li></ul><ul><li>http://www.who.int/ocp/ </li></ul><ul><li>Parasitol Today 1999 Nov;15(11):437-42, Wolbachia bacteria of filarial nematodes , Taylor MJ, Hoerauf A. </li></ul>
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